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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

maio 2024
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QUE PASA, COMPAÑERO?

Precisava Lula fazer aquele inacreditável afago público em Sarney, misturando o regime militar e a democracia numa comparação totalmente fora de contexto?

O que ameaça a democracia e as instituições não é uma imprensa vigilante, que comete lá seus pecadilhos, mas essa gente que faz da vida pública o exercício pleno não da cidadania, mas da picaretagem.

Precisar não precisava, mas…

FESTIVAL NACIONAL DO ÓLEO DE PEROBA


Estados de várias regiões do Brasil realizam anualmente festas ou festivais para divulgar seus principais produtos.

Assim sendo, o Rio Grande do Sul tem a Festa da Uva e o Festival do Chimarrão, Santa Catarina a Festa da Maça e a Oktoberfest, o Paraná a Festa do Pinhão, o Mato Grosso a Festa da Soja, Goiás o Festival do Gado, Minas a Festa do Queijo e o Festival da Cachaça.

Pernambuco tem a Festa do Vaqueiro, Goiás tem o Festival Sertanejo e São Paulo tem o Festival do Figo, a Festa do Peão de Boiadeiro e até um Festival do Vinho (se é que se pode chamar de vinho aquela coisa produzida na simpática São Roque).

A Bahia acaba de ganhar o Festival Nacional do Chocolate, evento que veio em boa hora e que, espera-se, tenha continuidade.

Enfim, são festas e festivais em todos os Estados e aqui foram citadas apenas algumas, entre as dezenas, talvez centenas, que são realizados Brasil afora.

Mas, onde fica a nossa gloriosa Brasília, a Capital Federal?

Não teria a cidade projetada para celebrar o País do Futuro (há quantas décadas a gente ouve isso, sem que o tal futuro finalmente chegue?) um produto ou marca que a destaque?

A julgar pelos últimos acontecimentos envolvendo o Senado, precedidos é bom que se diga de casos igualmente escandalosos envolvendo a Câmara dos Deputados e o Executivo, Brasília está apta para realizar (não se pode dizer aqui, em hipótese alguma, comemorar) o Festival Nacional do Óleo de Peroba.

Senadores que possuíam nababescas mansões em Brasília, entre eles o presidente do Senado, José Sarney, recebiam auxílio moradia, cerca de quatro mil reais por mês. Descoberta a mordomia indevida, Sarney saiu com uma frase de antologia:

-Eu nem percebi esse dinheiro na minha conta…

Óleo de peroba nele!

Como a lista de auxílios indevidos era extensa, optou-se pela saída que é outro primor. Os senadores admitiram o equivoco, alguns devolveram o dinheiro (é quase certo que só o fizeram porque a mamata foi denunciada na imprensa) e ficou estabelecido que tudo não passou de um “erro administrativo”.

Mais óleo de peroba, por favor!

Recentemente, revelou-se a existência dos chamados atos secretos, em que senadores nomeavam parentes e obtinham inúmeros outros benefícios. Tudo sem publicação no Diário Oficial, como determina a lei e manda a transparência.

Entre os beneficiados pelos tais atos secretos estava -ora vejam- um neto de José Sarney, que mesmo sem terminar a faculdade, ocupava o cargo de assessor com um ´salariozinho´ de 7.200 reais. Faltou pouco para o vovô generoso se mostrar espantado e perpetrar algo do tipo:

-Nossa como meu netinho cresceu. E já está trabalhando aqui no Senado? Menino talentoso…

Fez pior.

Ocupou a tribuna do Senado para se dizer vítima de perseguição, apelou para seu passado ilibado, sua trajetória de vida e só faltou apelar para o harakiri. O pessoal do Pânico, do CQC ou do Casseta & Planeta teria dificuldade de produzir humor semelhante.

E o que eram atos secretos foram definidos por Sarney como atos isolados. Mais de mil atos isolados.

Renovem o estoque de óleo de peroba, urgente!

Motivos, portanto, não faltam para que Brasília realize o seu Festival Nacional do Óleo de Peroba, que poderia ter como evento paralelo o Encontro Nacional dos Caras de Pau.

O problema, convenhamos, é que talvez falte óleo de peroba, diante da profusão de caras de pau.

JORNALISTA

Deu na Folha Online:

STF decide que diploma de jornalismo não é obrigatório para o exercício da profissão

Por 8 votos a 1, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram na sessão desta quarta-feira (17) que o diploma de jornalismo não é obrigatório para exercer a profissão.

Votaram contra a exigência do diploma o relator Gilmar Mendes e os ministros Carmem Lúcia, Ricardo Lewandowski, Eros Grau, Carlos Ayres Britto, Cezar Peluso, Ellen Gracie e Celso de Mello. Marco Aurélio defendeu a necessidade de curso superior em jornalismo para o exercício da profissão. Os ministros Joaquim Barbosa e Carlos Alberto Menezes Direito não estavam presentes na sessão.

_________________________

32 anos depois, enfim Jornalista. Pelo menos, formalmente, porque na prática ninguém me tira essa condição que, mais do que uma opção profissional, é uma opção de vida.

Comemorarei com um Cohiba Siglo VI e uma cachaça Anísio Santiago, implorando para serem degustados.

SAI A COCA, ENTRA O CACAU

Deu no site da CacauTH Consultoria:

Cacau substitui coca na Colômbia

Um projeto pioneiro entre campesinos, de alto mérito,
foi lançado há 15 anos por um padre católico no
sul da Colômbia, com o lema “Não à droga e sim ao
cacau”, que convenceu 115 lavouras familiares,
20% das quais chefiadas por mulheres, a desistir do
plantio da coca em favor do cacau.

Uma fábrica artesanal de chocolate transforma o
cacau produzido por essas famílias em chocolate,
que é vendido nas redondezas e vem sendo comprado
pelos próprios narcotraficantes. Graças à intervenção
da ONU, a cadeia de supermercados
CARREFOUR também já comercializa o produto.

DÊ UM ALÔ PRA OI

Em vez de ficar apenas reclamando dos péssimos serviços da OI (que mais uma vez deixou os itabunenses na mão, no celular e no fixo) este blogueiro resolveu fazer valer seus direitos de cidadão.

Entrei com uma ação no Juizado de Pequenas Causas e mostrei os prejuízos e os constrangimentos sofridos por conta dos constantes apagões da Tchau, perdão OI.

A causa foi decidida, a meu favor, em menos de um mês, logo na primeira audiência.

Fiquei mil reais mais rico, perdão, menos pobre, e ainda consegui em cinco minutos o que tentava há cerca de três meses: cancelar dois planos, daqueles que você pensa que vai economizar e paga mais caro ainda.

Dizem que se conselho fosse bom a gente vendia, mas esse é de graça mesmo; pra quem se sente lesado, o melhor caminho é a Justiça.

Que pelo menos nesse caso é ágil mesmo!

CURINTIA!!!!

Acaba de ser lançado em São Paulo o documentário “23 anos em sete segundos”, que tem como tema o jogo entre Corinthians e Ponte Preta que, em outubro de 1977, decretou o fim do jejum de títulos corintiano.

É um filme pra corintiano, mas também para todos os amantes do futebol, porque retrata a paixão de uma torcida por um time que ficou 23 anos sem ganhar um título.

Este blogueiro, então com 18 anos, estava no Morumbi naquela noite que entraria para a História.

Como bom sãopaulino, torci para a Ponte Preta, mas foi o Corinthians campeão quem
me proporciou a manchete no jornal A Região, de Osasco, onde comecei como revisor e levei um ano para assinar a primeira matéria, justamente a do título corintiano.

Naquele tempo a gente demorava um tempão pra “sentar na janelinha”, como diz o Romario.

MARES BRASILIENSES

Quem disse que Brasília não tem mar?

Pelo visto, o que não falta por aquelas bandas (podres) é mar.

De lama, claro!

MIM TARZAN, IÚ JANE


DEU NO “PIMENTA NA MUQUECA”:

Um casal de estrangeiros com empreendimento na zona norte (Parque do Conduru) é o financiador de um site que se posiciona contra a construção do Complexo Intermodal Porto Sul em Ilhéus. O portal se apresenta como “independente”, mas possui ligações com entidades contrárias ao empreendimento de mais de R$ 4 bilhões no sul da Bahia.
Agora, a principal razão para Valerie e Daniel Krattinger investirem no portal: na área onde os governos do estado e federal pretendem construir o porto, o casal cobra entre R$ 160,00 e R$ 300,00 por passeios ecológicos. O site www.portosulnao.com.br está em nome de Daniel Krattinger. Ele afirma que é naturalizado brasileiro. Valerie vive há mais de 10 anos no sul da Bahia. Os dois são contra o porto, claro. Além de Ilhéus, eles também possuem empreendimentos em Itacaré, que está na área de influência do megaprojeto

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Então ficamos assim: os caras destroem as florestas e as reservas naturais deles e aqui no Sul da Bahia querem manter tudo intocável, atacando um empreendimento que pode até provocar algum impacto ambiental, mas que inquestionavelmente vai gerar um novo ciclo de desenvolvimento.

E ainda cobram para que a gente possa fazer passeio ecológico nas “nossas” terras.

Querem brincar de Tarzan e Jane, tudo bem. Mas a gente não aceita o papel de Chita.

Ou aceita?

Tribunal de (faz de) Contas

O Tribunal de Contas do Estado da Bahia se reúne nesta semana para aquele que promete ser um encontro histórico. Os conselheiros vão julgar o parecer do colega Pedro Lino, que votou pela rejeição das contas do Governo Wagner, referentes ao exercício de 2008.

Lino, como se sabe, fez de seu parecer um foguetório que o alçou às manchetes e aos tais 15 minutos de fama celebrizados por Andy Warol.

Pela primeira vez, desde a criação do Tribunal, um governador teve suas contas com pedido de rejeição, embora a decisão ainda passe pelo crivo dos demais conselheiros e também da Assembléia Legislativa da Bahia.

É plenamente possível que as contas sejam aprovadas, até porque Pedro Lino se apegou a questiúnculas técnicas para optar pela rejeição

Mas, produziu-se o estrago (desejado?) já que nas últimas semanas, a rejeição das contas, com críticas e elogios à postura do conselheiro, ocupou as manchetes dos veículos de comunicação.

De repente, um governador que abriu as contas públicas e que tem na transparência uma das virtudes de sua administração, teve sua conduta questionada justamente por um órgão que sempre se especializou em fechar os olhos para eventuais irregularidades cometidas pelos governadores baianos nas últimas duas décadas, todos eles pertencentes a um mesmo grupo político e comandados com mão de ferro por um único líder, ACM, quando não era ele mesmo quem estava no poder.

Nunca se viu, em tempo algum, um mísero questionamento aos carlistas, apesar da inacreditável simbiose que se produziu entre o público e o privado, gerando impérios econômicos enquanto a imensa esmagadora dos baianos sofriam com os piores indicadores sociais do Brasil nas áreas de saúde, educação, saneamento básico, etc.

As contas, todas elas, eram aprovadas sem a menor restrição. Com louvor, até, num festival de salamaleques que beirava a subserviência explícita e bajulatória.

Na mesma linha, quase como um apêndice, o Tribunal de Contas dos Municípios punia com rigor desproporcional, prefeitos de partidos de oposição e faziam vistas grossas (ou vistas cegas mesmo!) aos aliados. Tanto é verdade que vários prefeitos eleitos pela oposição se bandeavam para o carlismo, primeiro para não verem seus municípios sem receber uma mísera obra do governo estadual e depois, como contrapeso, em caso de necessidade, contarem com o beneplácito dos tribunais.

Quando se diz que o TCE está prestes a perpetrar um momento histórico, isso se dá no sentido de ter que escolher entre dois caminhos.

Aprovar o relatório que pede a rejeição significa manter o caráter político que norteou o Tribunal nas últimas décadas, desta vez condenando um governador notadamente zeloso dos recursos públicos. E sabendo que essa rejeição será usada, à exaustão, nas eleições de 2010.

O outro caminho é matar no nascedouro o factóide produzido por Pedro Lino, aprovar as contas a estabelecer ao tribunal um caráter fiscalizador, independentemente do matiz partidário do fiscalizado.

Levar Jaques Wagner a ser o primeiro governador l baiano a ter contas rejeitadas, pode muito bem servir de munição para adversários políticos e mesmo aos falsos aliados (sim, eles existem aos montes e estão aí à espreita).

Mas não é o melhor caminho, a menos que os conselheiros queiram continuar integrando um tribunal de faz de contas.

Façam suas contas, o melhor, suas apostas…

DOIS FILMES PARA SEREM LIDOS

Sou daqueles para quem um bom livro dá de goleada num filme, por melhor que ele seja.

Mas existem filmes que dão gosto de ver, ainda mais quando têm livros como temas que interligam o roteiro.

Em assim sendo, dois filmes que assisti recentemente merecem recomendação deste leitor compulsivo e cinéfilo eventual.

Um é “O pequeno traidor”, ambientado na Palestina dos momentos que antecederam a criação do Estado de Israel. O holocausto nazista atrai judeus de toda a Europa à terra que eles julgam prometida por Deus (num acreditável lapso divino, Deus parece ter prometido a mesma terra aos palestinos, mas isso é outra história).

Ainda sob domínio inglês, o território é um autêntico barril de pólvora, com toque de recolher e prisões arbitrárias.

É nesse terreno em combustão que nasce a amizade improvável entre um menino judeu e um oficial inglês. Uma relação de conflito que reproduz no microcosmo a relação macro entre dominador e dominado, tão presente na história da humanidade.

É, também, uma celebração da amizade que começa e se solidifica através da leitura. As atuações de Ido Port, que interpreta o menino, e de Alfred Molina, que faz o oficial inglês são magistrais.

O outro filme é “O Leitor”, que abre e não consegue fechar as cicatrizes provocadas pela carnificina nazista. Tenta e propositadamente deixa sem explicar como um dos povos mais cultos do mundo se curvou à loucura sanguinária de um ditador de opereta.

O pano de fundo é uma história de paixão e sexo entre uma bilheteira de bonde, Hanna Schmidth, em atuação esplendorosa que valeu um Oscar a Kate Winslet, e Michael Berg, um adolescente de família conservadora.

Em meio à iniciação do garoto e a volúpia sexual de ambos, a bilheteira pede que o estudante leia livros para ela. E ele lê muito (e também trepa muito, mas as cenas de sexo passam longe da apelação), de Homero a Kant, passando pela literatura popular.

O tempo passa, a bilheteira some sem dar notícias, o estudante vira um jovem advogado e participa, como estagiário, de um julgamento por crimes de guerra. Entre as cinco mulheres acusadas de levar centenas de judeus à morte, está Hanna. Em meio à revelação dos horrores dos campos de concentração, surge a oportunidade de livrar Hanna de uma pena maior, justamente por conta da leitura, que se transforma no fio que une -também separa- Hanna e Michael.

Não vou contar o enredo todo, que tem duas horas e meia de duração e a gente nem percebe, porque perde a graça. Mas o filme, com uma fotografia de sonho na Alemanha do pós-guerra, é simplesmente imperdível.

“O pequeno traidor” e “O leitor” estão disponíveis nas melhores locadoras.

Algum maldoso ai achou que eu iria sugerir versão pirata?

Achou errado, camaradas, visto que sou um zeloso defensor da lei e da ordem. Mas, como Zé Sarney, às vezes eu minto um pouquinho…





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