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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

junho 2024
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CHE GUEVARA E OS MORTOS QUE NUNCA MORREM

 No dia em que executaram o Che Guevara em La Higuera, uma aldeola perdida nos confins da Bolívia, Julio Cortázar – que na época trabalhava como tradutor na Unesco – estava em Argel. Naquele tempo – 9 de outubro de 1967 – as notícias demoravam muito mais que hoje para andar pelo mundo, e mais ainda para ir de La Higuera a Argel.

Vinte dias depois, já de volta a Paris, onde vivia, Cortázar escreveu uma carta ao poeta cubano Roberto Fernández Retamar contando o que sentia: “Deixei os dias passarem como num pesadelo, comprando um jornal atrás do outro, sem querer me convencer, olhando essas fotos que todos nós olhamos, lendo as mesmas palavras e entrando, uma hora atrás da outra, no mais duro conformismo… A verdade é que escrever hoje, e diante disso, me parece a mais banal das artes, uma espécie de refúgio, de quase dissimulação, a substituição do insubstituível. O Che morreu, e não me resta mais do que o silêncio”.

Mas escreveu:

Yo tuve un hermano
que iba por los montes
mientras yo dormía.
Lo quise a mi modo,
le tomé su voz
libre como el agua,
caminé de a ratos
cerca de su sombra.
No nos vimos nunca
pero no importaba,
mi hermano despierto
mientras yo dormía,
mi hermano mostrándome
detrás de la noche
su estrella elegida.

A ansiedade de Cortázar, a angústia de saber que não havia outra saída a não ser aceitar a verdade, a neblina do pesadelo do qual ninguém conseguia despertar e sair, tudo isso se repetiu, naquele 9 de outubro de 1967, por gente espalhada pelo mundo afora – gente que, como ele, nunca havia conhecido o Che.

Passados exatos 44 anos da tarde em que o Che foi morto, o que me vem à memória são as palavras de Cortázar, o poema que recordo em sua voz grave e definitiva: “Eu tive um irmão, não nos encontramos nunca mas não importava, meu irmão desperto enquanto eu dormia, meu irmão me mostrando atrás da noite sua estrela escolhida”.

No dia anterior, 8 de outubro de 1967, um Ernesto Guevara magro, maltratado, isolado do mundo e da vida, com uma perna ferida por uma bala e carregando uma arma travada, se rendeu. Parecia um mendigo, um peregrino dos próprios sonhos, estava magro, a magreza estranha dos místicos e dos desamparados. Foi levado para um casebre onde funcionava a escola rural de La Higuera. No dia seguinte foi interrogado. Primeiro, por um tenente boliviano chamado Andrés Selich. Depois, por um coronel, também boliviano, chamado Joaquín Zenteno Anaya, e por um cubano chamado Félix Rodríguez, agente da CIA. Veio, então, a ordem final: o general René Barrientos, presidente da Bolívia, mandou liquidar o assunto.

O escolhido para executá-la foi um soldadinho chamado Mario Terán. A instrução final: não atirar no rosto. Só do pescoço para baixo. Primeiro o soldadinho acertou braços e pernas do Che. Depois, o peito. O último dos onze disparos foi dado à uma e dez da tarde daquela segunda-feira, 9 de outubro de 1967. Quatro meses e 16 dias antes, o Che havia cumprido 39 anos de idade. Sua última imagem: o corpo magro, estendido no tanque de lavar roupa de um casebre miserável de uma aldeola miserável de um país miserável da América Latina. Seu rosto definitivo, seus olhos abertos – olhando para um futuro que ele sonhou, mas não veria, olhando para cada um de nós. Seus olhos abertos para sempre.

Quarenta e quatro anos depois daquela segunda-feira, o homem novo sonhado por ele não aconteceu. Suas idéias teriam cabida no mundo de hoje? Como ele veria o que aconteceu e acontece? O que teria sido dele ao saber que se transformou numa espécie de ícone de sonhos românticos que perderam seu lugar? Haveria lugar para o Che Guevara nesse mundo que parece se esfarelar, mas ainda assim persiste, insiste em acreditar num futuro de justiça e harmonia? Um lugar para ele nesses tempos de avareza, cobiça, egoísmo?

Deveria haver. Deve haver. O Che virou um ícone banalizado, um rosto belo estampado em camisetas. Mas ele saberia, ele sabe, que foi muito mais do que isso. O que havia, o que há por trás desse rosto? Essa, a pergunta que prevalece.

O Che viveu uma vida breve. Passaram-se mais anos da sua morte do que os anos da vida que coube a ele viver. E a pergunta continua, persistente e teimosa como ele soube ser. Como seria o Che Guevara nesses nossos dias de espanto? Pois teria sabido mudar algumas idéias sem mudar um milímetro de seus princípios.

Diz Eduardo Galeano, que conheceu o Che Guevara: ele foi um homem que disse exatamente o que pensava, e que viveu exatamente o que dizia.

Assim seria ele hoje.

Já não há tantos homens talhados nessa madeira. Aliás, já não há tanto dessa madeira no mundo. Mas há os mortos que nunca morrem. Como o Che.

E, dos mortos que nunca morrem, é preciso honrar a memória, merecer seu legado, saber entendê-lo. Não nas camisetas: nos sonhos, nas esperanças, nas certezas. Para que eles não morram jamais. Como o Che.

Texto de Eric Nepomuceno/ Carta Maior

BRASIL LIDERA RANKING DE COMBATE À FOME

O Brasil lidera pela terceira vez o levantamento da organização não governamental (ONG) ActionAid, divulgado hoje (10), que lista os países que mais combatem a fome. Desta vez, o anúncio de mais investimentos para a agricultura familiar levou o Brasil ao topo do ranking. Malauí, Ruanda, Etiópia e Tanzânia completam as cinco primeiras posições.

O relatório lista resultados do Programa Fome Zero, que levou à redução da desnutrição infantil  em 73% entre 2002 e 2008, e elogia a inclusão do direito à alimentação na Constituição Federal em fevereiro de 2010.

A iniciativa mais recente do país no combate à insegurança alimentar, segundo a ONG, foi o anúncio de R$ 16 bilhões para o Plano Safra da Agricultura Familiar 2011/2012, para investimentos na produção de alimentos, geração de renda no campo e organização econômica de agricultores familiares, assentados da reforma agrária e povos e comunidades tradicionais.

Porto Sul abre as portas para politicas públicas de desenvolvimento

A construção do Porto Sul, na Bahia, representa não apenas a oportunidade de dotar o interior do Estado de uma grande estrutura de transportes, mas também a chance de viabilizar novas políticas públicas. Quem afirma é a secretária da Casa Civil do Governo da Bahia, Eva Chiavon, que participou na manhã desta segunda-feira, 10, em Ilhéus, de uma apresentação do  projeto para lideranças empresariais, políticas, entidades de classe, sindicatos, associações de moradores  e a imprensa do Sul da Bahia.

A secretária destacou o avanço que o Porto Sul representa, através de sua conexão com a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol). “Juntamente com uma ferrovia e um porto, são necessárias políticas públicas”, frisou Eva Chiavon, lembrando que a Fiol já se encontra em construção nos trechos que obtiveram a licença ambiental. Ela mencionou a existência de estudos demonstrando que “a cada 600 quilômetros de ferrovia, os custos com o transporte se reduzem à metade, o que é importante para se aumentar a competitividade do país”.

Sobre as políticas públicas que serão atraídas pelo Porto Sul, a secretária citou que o Estado já mantém entendimentos com a Caixa Econômica Federal (CEF), com o objetivo de beneficiar comunidades na área de influência do projeto com o programa Minha Casa, Minha Vida. As políticas públicas têm em vista o crescimento econômico projetado para a região, o que demandará uma maior infraestrutura. “A duplicação da rodovia Ilhéus – Itabuna e a construção da barragem no Rio Colônia são projetos que estão relacionados ao Porto Sul”, afirmou. A barragem é considerada fundamental para regularizar o abastecimento de água em Itabuna, atendendo não somente a demanda das residências, mas também favorecendo a atração de indústrias.

No encontro, a Casa Civil apresentou informações sobre os impactos positivos e negativos do Porto Sul, além da campanha publicitária e do site criados pelo governo com informações sobre o empreendimento (o endereço do site é www.portosul.ba.gov.br). Estavam presentes na reunião os secretários Carlos Costa, da Indústria Naval e Portuária, e Almiro Sena, de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, além do presidente da Bahia Mineração (Bamin), Francisco Viveiros, o prefeito ilheense, Newton Lima, os deputados federais Geraldo Simões e Josias Gomes, do PT, e os estaduais Ângela Sousa (PSC), Rosemberg Pinto (PT) e Augusto Castro (PSDB).

Para o secretario da Industria Naval e Portuaria, Carlos Costa, “a implantação do Porto Sul vai criar um novo vetor de desenvolvimento, proporcionando a expansão da atividade economica no interior do Estado, já que outros empreendimentos serão atraídos pelo projeto” . Carlos Costa destacou ainda que o Porto Sul tem potencial para consolidar como um dos quatro maiores portos brasileiros. O secretario de Justiça, Direito e Cidadania, Almiro Sena,  ressaltou que “não se pode falar em direitos do cidadão sem garantir o acesso ao emprego e uma vida digna”. Ele disse ainda que o Governo da Bahia está trabalhando no sentido de garantir todos os direitos das famílias inseridas na área do Porto Sul”.

Interação social – O coordenador de Acompanhamento de Políticas de Infraestrutura da Casa Civil, Eracy Lafuente, explicou que o encontro faz parte das rodadas de interação social promovidas pelo governo para debater o Porto Sul. Essa discussão já ocorreu em diversas comunidades de Ilhéus e com representantes do poder público deste município e de Itabuna, os dois incluídos na Área de Influência Direta do empreendimento. Haverá ainda, no período de 18 a 21 de outubro, encontros com a mesma finalidade nas cidades de Itacaré, Uruçuca, Coaraci, Itajuípe e Barro Preto.

O Porto Sul será um porto offshore, com píer a 2,5 quilômetros da costa, tendo em terra uma Zona de Apoio Logístico (ZAL), onde haverá pátios de estocagem de diversos produtos, e um Terminal de Uso Privativo (TUP), a ser explorado pela Bamin. A empresa possui uma jazida de minério de ferro na região de Caetité e irá exportar, via Ilhéus, uma carga anual estimada em 20 milhões de toneladas. Além de minério de ferro, o porto servirá à exportação de clínquen (matéria-prima do cimento), etanol, soja e outros granéis sólidos. A previsão é de que, na fase de pico, a obra, que terá investimentos de R$ 2,4 bilhões, gere 2.030 empregos diretos.

Durante o encontro, foram destacadas características vantajosas da região de Aritaguá, onde ficará o porto. Entre elas, o menor impacto ambiental em comparação com a área anteriormente definida, de Ponta da Tulha, e a existência de elevações de 80 a 100 metros no relevo, que servem de barreira natural contra a dispersão de partículas de minério. De acordo com a Bamin, outros cuidados serão adotados para controlar a ação do vento nas pilhas de minério, como o sistema de aspersão de água.

O presidente da Bamin chamou atenção para a necessidade que o país tem de uma melhor logística. Viveiros observou que o quadrilátero ferrífero, em Minas Gerais, desenvolveu-se não somente por causa do minério, mas pela infraestrutura. A diferença, segundo ele, está nas ferrovias e no Porto de Tubarão, no Espírito Santo, que permitem a exportação do produto e sua transformação em riqueza. “O minério viabiliza a implantação da logística para que depois venham outros empreendimentos”, destacou.

 

Governo da Bahia lança site sobre o Porto Sul

Para divulgar o projeto do Complexo Porto Sul, o Governo da Bahia colocou no ar o site http://www.portosul.ba.gov.br, com informações sobre o empreendimento que será construído no litoral norte de Ilhéus, na localidade Aritaguá.

O conteúdo do site detalha todo o projeto do novo porto baiano, que vai criar um novo horizonte para o desenvolvimento socioeconômico de todo o Estado. Com um investimento de R$ 2,6 bilhões e a geração de 2,5 mil empregos diretos e indiretos, o complexo irá integrar o sul da Bahia e o Brasil a um novo eixo de desenvolvimento sustentável, estimulando o turismo, abrindo novas oportunidades de trabalho e negócios, e criando ativos ambientais para toda a região.

Segundo a chefe da Casa Civil do Governo da Bahia, Eva Chiavon, o governo do estado dá especial atenção a divulgação da proposta, sobretudo para a população das cidades que receberão influência direta do projeto. “Estamos trabalhando para informar e esclarecer qualquer dúvida que possa existir em relação ao Porto Sul”, explica.

Um dos destaques do site é a seção Mito ou Verdade?, uma espaço para que os internautas enviem suas dúvidas para serem respondidas pelos técnicos do projeto. É possível ainda baixar a íntegra do Relatório de Impacto Ambiental do complexo

O endereço eletrônico também tem espaço com detalhamento do projeto, informações sobre as propostas de desenvolvimento, sustentabilidade e oportunidades para a região sul do estado.

A DESCOBERTA DE ITABUNA POR JORGE AMADO

um romancinho, mas um livraço

Escrito especialmente para as comemorações dos 500 anos do descobrimento (ocupação?) da América,  o livro “A Descoberta da América pelos Turcos”  foi considerado pelo autor, Jorge Amado, como um romancinho.

O diminutivo deve ser visto como algo carinhoso, porque o livro mantém a genialidade, a ironia fina e as referências ao Sul da Bahia, presentes em boa parte das obras do escritor, nascido em Itabuna e criado em Ilhéus

As aventuras e desventuras dos árabes (na época chamados genericamente de turcos) Raduan Murad, Jamil Bichara e  Ibrahim Jafet, este último viúvo e pai de três lindas filhas (Samira, Jamile e Fárida), mas que não consegue desencalhar a feiosa Adma,  compõem um cenário delicioso dos primeiros anos de Itabuna. Igualmente deliciosa é a solução para o drama de Ibrahim, poupando Jamil da tentação do diabo, mas revelando em Adma  um encanto divino, a que Jorge se refere com a língua afiada de sempre.

Pra quem ainda não leu, é leitura obrigatória, naquela que é talvez a maior e mais direta homenagem de Jorge a Itabuna, cidade onde finalmente ele começa a ser amado. Pra quem já leu, como este blogueiro, é sempre uma releitura agradável.

CUBA FORMARÁ MAIS DE 22 MIL MÉDICOS ESTRANGEIROS EM 2011

médicos de todo o mundo, uni-vos

Cuba fechará neste ano com quase 22 mil médicos de 66 países formados com similares programas de estudo aos aplicados na nação caribenha que privilegiam a prevenção sanitária, indicou hoje a imprensa.

  A cifra se completará em dezembro com a primeira graduação de médicos em Venezuela com professores e métodos cubanos, adiantou o diário Granma depois de dar conta da graduação até agora de uns 13 mil 600 médicos de outros países.

O maior número de egressos, quase 10 mil, cursou estudos na Escola Latino-americana de Medicina (ELAM) de Havana, aberta em 1999 para inicialmente formar jovens de Centro América, afetada no ano anterior pelo furacão Mitch.

Logo a iniciativa do líder da Revolução cubana, Fidel Castro, ampliou-se ao resto da América Latina, Ásia, África e inclusive a comunidades pobres dos Estados Unidos.

De acordo com a fonte, Cuba tem matriculados em universidades médicas uns 21 mil bolseiros de 113 nações, mais de mil 700 deles freqüentam em seus próprios países nos últimos anos da carreira.

Aos dados somam-se outros 34 mil jovens preparados por professores cubanos na Guiné Bissau, Timor Leste, Gâmbia , Tanzânia , Eritréia , Guiné Equatorial, Angola, Bolívia, Nicarágua, além de Sudáfrica, Guiana e aVenezuela.

Também realizam estudos de pós-graduação aqui quase mil 600 médicos de 52 países em Medicina Geral Integral e em uma segunda especialidade.

NOSSOS RECLAMES DE ANTIGAMENTE

E O PALHAÇO QUEM É?

pai, você sabe pra que serve um vereador?

O deputado federal Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), o Tiririca, tenta repetir uma antiga tradição brasileira: a criação de impérios políticos familiares. O seu  filho, Everson Silva, 26, que atua como o humorista Tirulipa em seu circo e  na Rede Record, irá disputar a eleição do ano que vem de vereador em Fortaleza (CE) pelo PSB.  

A estratégia é tentar repetir o sucesso do pai em 2010, quando conseguiu 1.353.820 votos em São Paulo e ajudou a eleger, em sua coligação, outros três deputados. “Meu pai me disse que eu sou jovem e que posso fazer muito por Fortaleza, em nome da cultura e da juventude”, afirmou Tirulipa. (Folha de S. Paulo)

 

(CA)CAUSA E EFEITO

A Costa do Marfim fechou a  sua safra de cacau de 2010/11 com a produção de 1.477.855 t, um recorde histórico.

Os preços da amêndoa no mercado para o produtor na Bahia caíram para R$77,00-79,00/arroba.

Não vi e não gostei

Brasil 1×0 Costa Rica.

Onde? Quando? Quem? O que?





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