Leny Ferreira

 

Onde estais, amado meu?

Amor da minha vida

Em que silêncio te escondes,

onde a voz se cala

E a ausência é a única resposta que me invade

Derreto -me em lágrimas de saudades de ti

E navego a maré de sonhos, onde ainda existes.

Estou no recanto onde a melodia de nós dois floresce,

Nesse ninho que é altar e refúgio.

Canto para que te reveles na essência,

Para que, em teus braços de fogo tempo se dissolva

E o instante de paixão se torne eternidade.

Olho o vácuo ao lado, a paisagem deserta de ti,

Onde a tua imagem se desfaz como névoa sob o sol.

Busquei-te em cartas que o vento não entregou,

Mas guardo o brilho dos teus olhos luz que hipnotiza,

Luminária que guia minha alma no silêncio da espera.

Espero-te onde a água cristalina reflete a lua,

No Jardim dos Beija-flores sob o perfume das rosas carmesim.

Elas traduzem tua essência: és o meu sol noturno,

Meu Poema de amor Aroma do Sol nascente

A luz que me conduz e me ilumina

Onde o silêncio te esconde,

eu te encontro encanto -te de amor nos meus braços

Entre a ausência do mundo na plenitude

do sonho amando-te