Flauta do Luar
.

A lua cheia nasce no mar de São Jorge de Ilhéus (foto José Nazal)
Leny Ferreira
Amado meu, amor da minha vida,
o nosso amor é o transcender
poético da existência,
no âmago da alma, uma polifonia suave
nos cenários do amor vivido em cada encontro.
Nos espaços divinos e românticos
acendiam-se os encantos do teu olhar,
iluminando-me de paixão.
Em cada instante compartilhado,
florescia o amor um amor que transcendia,
tocando-me nos sonhos como flautas de lua
entoando a música divina que
nasce das flores dos vales, das montanhas e colinas,
perfumando as praias de Ilhéus.
São esses lugares sagrados que
inspiram os poemas de amor na Terra.
De mãos dadas, caminhamos,
contemplando paisagens exuberantes
no ciclo eterno do nosso romance,
celebrando um amor selado
no cerne das nossas vidas.
Lembro-me de ti em todas as estações:
enfrentamos juntos o rigor dos invernos,
sonhando sempre para que a primavera chegasse.
E, em cada sonho conquistado, o verão surgia em nós,
inundando-nos de poesia na plenitude
do ardente calor do amor e da paixão.
Quando o inverno voltava, eu chorava,
em teus braços mas sonhava o palco
da primavera, onde as flores sorriam,
brincando com a brisa.
E, no cenário romântico, a esperança
florescia na luz do amanhecer,
com os passarinhos a cantar nas portas
das árvores e as gaivotas paparazzi ,
elegantes de Ilhéus a dançar ,
tirando fotos de nós dois dançando nas janelas das estrelas.
O outono então se anunciava nos acordes
dos meus sonhos musicais,
tingidos pelas cores quentes
do nosso amor e da paixão.
Assim, o nosso amor venceu
todos os invernos no coração
eterno de cada estação do ano.
E eu, dançando para te encantar
Amando-te na melodia viva na polifonia
musical da flauta encantada do luar.













