Divaldo Franco completa 98 anos dedicados a aliviar dores e salvar almas

(do site Espalhando a Doutrina Espírita)
Divaldo Pereira Franco completa hoje 98 anos. Uma vida inteira dedicada a aliviar dores, consolar almas e iluminar consciências. Um homem que, ainda menino, já enxergava além do mundo material. Aos quatro anos, viu o espírito da avó desencarnada e desde então passou a conviver com presenças invisíveis. Sofreu incompreensões dentro da própria casa, foi chamado de louco, apanhou por dizer o que via — e mesmo assim, não desistiu de amar.
Perdeu irmãos. Sentiu na pele o luto e a impotência. Viu sua irmã Nair tirar a própria vida e, por anos, enxergou o espírito dela em sofrimento, até que ela reencarnou como uma das meninas acolhidas em sua obra. A vida de Divaldo é feita de encontros espirituais que desafiam a lógica comum. Ele não só viu, como ajudou a curar, levantar e consolar.
Quando jovem, ficou paralisado subitamente após a morte de um irmão. Médicos não sabiam o que era. Mas uma médium, Dona Naná, revelou a causa espiritual: era o próprio irmão desencarnado que o visitava. Após passes e orações, Divaldo voltou a andar. A partir dali, sua vida mudou.
Fundou o Centro Espírita Caminho da Redenção e, mais tarde, com Nilson de Souza Pereira, criou a Mansão do Caminho, que hoje acolhe milhares de crianças e oferece educação, saúde e dignidade a quem nada tinha. Divaldo criou centenas de filhos do coração. Alguns desses filhos tiveram filhos, que também foram acolhidos. Ele se tornou pai, avô e bisavô espiritual.
Com a mentora Joanna de Ângelis, psicografou mais de 250 livros. Suas palavras viajaram o mundo, traduzidas em vários idiomas, alcançando corações feridos e almas sedentas de sentido. Mais de 70 países ouviram sua voz. Mais de 20 mil palestras proferidas. Tudo feito com um sorriso, com serenidade, com doçura.
Divaldo nunca buscou fama. Doou todos os direitos autorais dos livros. Nunca cobrou por uma palestra. Não quis templos luxuosos nem prestígio. Quis servir. E serviu. Com fé, com disciplina, com um amor que desafia o egoísmo do mundo.
Sua vida nos mostra que não há dor que o amor não cure. Que não existe acaso: tudo tem razão de ser. Que amar é sempre o melhor caminho.
Hoje, o céu se curva em reverência. A Terra se enche de gratidão. E nós, tocados por sua luz, dizemos: obrigado, Divaldo. Que sua jornada continue iluminando os caminhos de todos que desejam servir ao Cristo.
Porque como ele mesmo diz: o mal que me fazem não me faz mal. O mal que me faz mal é o mal que eu faço.












