O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será realizado nos dias 5 e 12 de novembro. Por se tratar de um tempo de duração de provas extenso, especialistas da área da saúde alertam para que os estudantes se atentem à alimentação. A coordenadora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera, professora Jackeline Pires, orienta que, para um melhor desempenho na avaliação, os participantes devem comer bem, antes, como também, levar um pequeno lanche para comer durante a realização do exame. Segundo a especialista, ficar com fome, por exemplo, pode ser prejudicial para o raciocínio, para o corpo e até mesmo para o desempenho.

 

“Não é recomendável o estudante ficar um longo período sem realizar uma refeição. Caso isso ocorra, ele pode passar fome, fator que afeta diretamente o raciocínio e o funcionamento cognitivo. O cérebro é um órgão que requer uma quantidade significativa de energia para funcionar adequadamente, e a falta de alimento pode afetar negativamente suas funções”, ressalta.

 

Jackeline Pires explica, que o principal ponto nesse contexto é a dificuldade de concentração. “Quando você está com fome, pode ser difícil se concentrar em tarefas complexas ou manter a atenção em algo por um longo período de tempo. Isso prejudica a capacidade de raciocinar de forma clara e lógica, além de reduzir a capacidade de memória, de retenção de informações e implica em lentidão cognitiva. Além disso, pode causar irritabilidade e ansiedade, baixa energia, que resulta em fadiga e desânimo devido à queda nos níveis de glicose no sangue”, alerta.

A especialista Jackeline Pires dá algumas sugestões de alimentações para os momentos que antecedem a prova e, também, opções de lanches simples para que os estudantes levem para comer durante o exame. Confira:

 

Antes da prova

No jantar que antecede o dia da prova, priorize fazer tudo mais cedo, a fim de que se tenha uma boa digestão e uma noite de sono tranquila. O ideal é que essa refeição seja leve para garantir o bem-estar no dia seguinte.

 

Priorize nutrientes como ferro, ácido fólico e vitaminas antioxidantes (A, C, E), pois elas possuem efeitos neuroprotetores e melhoram o desempenho intelectual. Exemplo: Arroz, feijão, leguminosas como ervilha, lentilha ou grão de bico). Vegetais verde-escuros como a couve, brócolis e espinafre são muito indicados, assim como a cenoura, tomate e abobrinha são boas opções de consumo.

 

Café da manhã

Lembre-se que as substâncias presentes no café podem causar efeitos colaterais, como a dor de cabeça. Pense sempre em alimentos que o ajudam a se manter mais concentrado e que mantenham o intestino em funcionamento regular. Exemplo: frutas e alimentos integrais como granola ou aveia e suco natural. Pão integral também é recomendável.

 

Almoço

Essa refeição também deve ser leve e é indicado que ela seja feita em casa, tanto para evitar comer coisas diferentes do costume, quanto para ter um momento pré-prova mais tranquilo. Exemplos carboidratos de baixo índice glicêmico, que levam mais tempo para serem digeridos e ajudam manter energia até a hora da prova, além de auxiliar na concentração e memória. Cenoura, brócolis, alface, tomate, batata doce e arroz integral são exemplos de alimentos a serem consumidos.

 

Durante a prova

É importante destacar que as regras do MEC exigem que os alimentos sejam colocados em um recipiente transparente e sem rótulo a fim de facilitar a fiscalização no local. O ideal, nesse caso, é priorizar os alimentos fáceis de levar e que não resultam em muita sujeira. Exemplos: frutas como maça, banana, o sanduíche natural e até mesmo biscoitos integrais, afinal eles farão a pessoa sentir saciedade.

 

Por fim, a docente da Faculdade Anhanguera recomenda a hidratação constante. “Tenha a sua garrafa de água em mãos, afinal a água é responsável pelo transporte de nutrientes, minerais e oxigênio para as células do corpo. Além disso, possui função cerebral, pois a desidratação pode afetar negativamente a função cognitiva, como a concentração e o raciocínio. Beber água suficiente ajuda a manter a clareza mental”, reforça.