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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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:: 11/mar/2023 . 11:13

OSHIBANA-E: a arte com flores e folhas desidratadas

Luciane Yahweh

Oshibana é um termo japonês que se refere a técnica artística de desidratar flores e folhas. O método consiste em prensar o material e criar diversos arranjos que são utilizados, principalmente em decorações de ambientes, mas também utilizado para fazer diversas peças artesanais como marca textos, chaveiros, cartões  e aquilo que a imaginação criar.

Emi Imai, nascida em Tokyo/Japão, porém, registrada no consulado brasileiro, referência da arte aqui no Brasil, promovendo cursos e palestras e criando em seu ateliê OSHIBANA-E

EMY IMAI
Artista plástica e professora da
técnica japonesa Oshibana-e

 

  1. Emy, nos fale um pouco de sua arte.

OSHI significa prensar e prender. BANA significa flor e E significa desenho e arte. Essa técnica consegue manter as cores naturais das flores e folhas. Aprecio a natureza e Oshibana-e, a arte de prensar flores e folhas, matéria prima que a natureza nos oferece.

Um belo exemplo:

‘LÁGRIMAS DE CRISTO”

  1. Fale-nos sobre você.

Sou coordenadora de eventos da cultura japonesa de longa data. tive a oportunidade de atuar na coordenadoria de grandes eventos  da  Cultura Japonesa do Bunkyo em 2018 no pavilhão Japonês do Parque do Ibirapuera  em São Paulo. Fui responsável por toda programação no salão nobre do bunkyo no bairro da Liberdade em São Paulo, com shows e workshops de artes com 120 voluntários. Sou instrutora de marmitas bonitinhas, origami, alfabeto japonês e outras. Coordeno atualmente o projeto “Descobrindo o Japão”  nas escolas públicas.

Atuo como profissional do mercado financeiro há 40 anos, AAI (AGENTE AUTÔNOMO DE INVESTIMENTOS), sou registrada na CVM e tenho certificação na área comercial na B3 como execução das operações e palestrante em japonês  e português, especialista no mercado de capitais e vantagens fiscais. Fui VP por 8 anos na Comissão de Consultoria e Assessoria da Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil para colaborar na elaboração dos simpósios setoriais semestrais aos associados em Japonês.

Em meio a toda essa carga pesada de responsabilidades, Emy encontra tempo no universo artístico para um trabalho de tanta sensibilidade e beleza. Veja mais um exemplo de sua arte Oshibana-E:

“CARTÃO CASCA DE MILHO”

As folhas se transformaram em árvores e casca de milho em terra!

Uma florzinha que nasce em qualquer lugar deu um destaque. Como é  linda a natureza!

  1. Como conciliar profissão ofício e Arte prazer?

No ano passado me aposentei da Câmara por causa das demandas dos projetos. Escolhi dedicar ao

projeto que poderá melhorar o futuro dos alunos e o futuro do Brasil e fazer bem a sociedade Brasileira.

“FLOR DE AZALEIA”

Meu primeiro quadro de Oshibana-e em 2017

  1. Como conciliar profissão ofício e Arte prazer?

No ano passado me aposentei da Câmara por causa das demandas dos projetos. Escolhi dedicar ao

projeto que poderá melhorar o futuro dos alunos e o futuro do Brasil e fazer bem a sociedade Brasileira.

“FLOR DE AZALEIA”

Meu primeiro quadro de Oshibana-e em 2017

“GRATIDÃO”

 

Agradecendo aos agricultores que enfrentam condições  ambientais, pragas para produzir os legumes e temperos que

que são as obras dos agricultores.

Matéria Prima: Mini berinjelas, gobo (bardana), pimenta dedo de  moça, arroz, feijão, cebola roxa e sálvia com as folhas, flores e caules.

(Essa obra participou da 14a Exposição de Arte Bunkyo)

No momento atual estou definindo o meu destino final para retomar as aulas e ensinar minha arte.

“CYCLAMEN”

Vale lembrar que todo evento, projeto artístico, todo trabalho para  uma realização com excelência, é necessário um time de excelência de colaboradores, parceiros e patrocinadores. E durante a entrevista a Emy citou cada um que tem apoiado o projeto “Descobrindo o Japão” realizado a cada semestre. Seu coração grato é a razão de toda sua simpatia e amor pelo que faz.

“ASTROMÉLIA”

–instagram  @emy.imai

fone- wathsapp (11) 99986-6735

Dedé do Amendoim, vascaíno, petista. E eterno!

dt

Após 46 anos percorrendo os bares de Itabuna com sua inseparável bicicleta, vendendo amendoim e ovo de codorna, Dorival Higino da Silva, também conhecido como Dedé do Amendoim ou, por motivos óbvios, Tesão, pendurou as chuteiras e os pedais em 2016.

Com oito filhos criados graças à sua labuta incansável, foi curtir a família e torcer/sofrer com o Vasco da Gama, seu time de coração, até ser acometido de uma enfermidade que o manteve recluso em casa.

dede do amendoimComo Pelé, deixou sucessores na labuta para ganhar honestamente o suado pão de cada dia, mas não substitutos, porque Dedé era dessas figuras que mereceram o adjetivo “insubstituível”.

Dedé do Amendoim é, ao lado do Caboco Alencar, que teve que fechar o ABC da Noite por conta da pandemia e só agora promove uma reabertura gradual funcionando apenas aos sábados, é seguramente um dos personagens mais fascinantes da boemia itabunense, com histórias que dariam um livro.

Uma delas, ocorrida em meados dos anos 90, dá bem a dimensão do estilo Dedé. Vendia ele seus amendoins e seus ovos de codorna no Katiquero, vestindo com orgulho uma camisa do PT, quando um desses babacas que infelizmente poluem os bares perpetrou:

-Tira a essa camisa horrível que eu compro tudo…

Ao que Dedé respondeu na lata:

-Pois pra gente como você eu prefiro não vender nada…

E seguiu em frente, com sua bicicleta e sua dignidade.

Em 2022 Dedé foi vender seus ovos de codorna e seus amendonis lá no céu (fico aqui imaginando uma orgia angelical dados os efeitos propagados do amendoim).

 

 

 

Em tempo  2: O Katiquero reabriu com outro nome e outro proprietário . Ou seja, não reabriu…

 

 

A Morte do Marechal Francisco Solano López

André Maynart

 

Francisco acordou sabendo que estava morto. Há 20 dias era homem morto.

Cerro Corá era praticamente uma ilha. Cercada por mata fechada, serras, o arroio Tacuara e arroio Aquidaban, o acampamento surgiu após uma viagem heróica – ou um via crucis – de Assunção, passando pela cordilheira, por fome e pela peste, até chegar perto da fronteira com o Brasil. Foi lá que Francisco, mesmo avisado pelos indígenas da região que os cambá – negros, em guarani, ou seja, brasileiros – estavam próximos, decidiu ficar.

Francisco, o único homem gordo entre crianças soldadas, mulheres condenadas a recuar por serras e montes, velhos servindo ao Marechal sob mira de fuzil, poucos homens em idade de serviço com ossos finos à mostra, a carne de outrora comida pela fome. Pelo reino de López em Cerro Corá se dispersavam corpos nus, chamados por desespero de soldados, esquálidos a ponto de comer a terra do chão para ter algo para encher o estômago, tendo à disposição um rifle para cada cinco homens; oficiais que deviam sua presença a um misto de lealdade militar e medo dos pelotões de fuzilamento; corridas de desertores, que reencontravam a esperança da vida; canhões sacrílegos feitos de sinos de igrejas; cadáveres assassinados pela doença da cólera, outros assassinados pela psicose paranóica do Marechal.

Francisco acordou sabendo que estava morto. Francisco foi acordado pela notícia de que havia sido achado pelo exército brasileiro. Um rumor de que suas defesas no arroio Tacuara estavam sob ataque não pode ser confirmado, até que os canhões no arroio Aquidabã soassem.

Os canhões de sino disparavam desespero: ossos humanos, pedras, areia, terra eram disparados contra o exército imperial às margens do rio Aquidabã. Os postados contra o arroio Tacuara nem se deram ao trabalho de disparar, devido à falta de munição. Os soldados imperiais, frente aqueles moribundos que se chamavam de tropas e brincavam de atirar pó, não travaram combate. Já estavam mortos.

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Cintos de segurança, projeto de inutilidade

11Ônibus lotado1

Walmir Rosário

O que deveria ser um tema sério é tratado como vulgaridade, futilidade, desrespeito à segurança e a dignidade humana. E o palco é a Câmara Federal, em Brasília. Pasmem, o projeto mistura alhos com bugalhos e tentaria dar segurança a uma parte dos milhares de passageiros de ônibus urbanos, relegando outra parte ao Deus dará, ao infortúnio que lhes cabe no latifúndio do injusto transporte público brasileiro.

Se por um lado, a lei diz que é obrigatório o uso de cintos de segurança em veículos, mas, porém, todavia, contudo, entretanto, uma exceção foi colocada para salvar a legislação diz: onde se é permitido viajar em pé, ou seja, nos malfadados ônibus urbanos, pode, está tudo liberado. E a questão segurança desce esgoto abaixo, num confronto à normal constitucional que declara igualdade entre os seres humanos em toda a nossa pátria.

E a justificativa é a mais estapafúrdia, explicando que se não for permitido passageiros em pé, o serviço seria caríssimo e impraticável, pois o número de veículos passaria para mais que o dobro. Pior, ainda, é que o motorista não poderia dar partida no veículo antes que o passageiro estivesse devidamente sentado. Também, o passageiro ao pedir para descer no ponto, somente poderia sair do assento, após a parada e a consequente retirada do cinto de segurança. Uma pérola, beira ao caos organizado.

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