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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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Ceplac e Embrapa: afogamento e mortes anunciadas

ceplac

Manoel Moacir Costa Macêdo*; Itatelino de Oliveira Leite Júnior** & Manoel Malheiros Tourinho***

 

 

A história como ciência carrega entre outros, dois relevantes fundamentos metodológicos. O primeiro é o registro, o segundo o movimento. Vieses existem em ambos, pela abstração dos vencedores e inconstância da temporalidade. Fraquezas aceitas com ressalvas no método histórico. Em menos de um ano, o circuito da região cacaueira da Bahia, berço do ciclo virtuoso do cacau e das contradições dos monocultivos, aplaudiu e até acreditou na notícia: “A Embrapa e a Ceplac (Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira) assinaram um acordo de cooperação técnica para implantação de uma Unidade Mista de Pesquisa e Inovação (Umipi), com sede no Centro de Pesquisas do Cacau (Cepec/Ceplac), em Ilhéus (BA). A Umipi Cacau vai centralizar os estudos científicos nessa área, abrangendo também os estados de Pará e Rondônia. O objetivo é fortalecer as ações de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) em prol da cadeia produtiva de cacau no Brasil, o que envolve ainda a criação de um portfólio para garantir os trabalhos em parceria já existentes e incentivar a formação de novos projetos voltados à essa cultura”.

 

 

Pelo olhar pouco atento à história das organizações e os ciclos dos monocultivos no Brasil, a nota embriagou os otimistas. O encontro tardio, entre duas organizações com histórias de sucesso, animou o moribundo ambiente da cacaiucultura e em particular o entorno da CEPLAC. Com realismo, experiência e sinceridade dois dos autores, um oriundo da EMBRAPA e outro da CEPLAC, no artigo de opinião “Abraços de afogados” comentaram a proposta patrocinada pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – EMBRAPA e CEPLAC, que entre outras considerações escreveram: “[…] os atores formais desse arranjo organizacional, apresentaram propósitos ambiciosos e desprovidos de referenciais programáticos no âmbito das partes, na sua operabilidade para prospectar os propósitos […]”. Com pesar e respeito aos próprios sentimentos de uma longa vida nessas organizações, concluíram que “[…] sem um efetivo diagnóstico organizacional para identificar as ameaças e falhas, a “boia salva-vidas” atirada ao mar para resgatar dois moribundos, não vai salvá-los. Um agonizando e o outro está deveras enfermo. Se a boia estiver furada, só resta o abraço dos afogados”.

 

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Secretaria Municipal de Saúde divulga calendário vacinal da semana em Itabuna

ita vacA Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Rede de Frio do Departamento de Vigilância em Saúde, divulga o calendário de vacinação nesta semana em Itabuna. Para a vacinação contra o Covid-19, nas Unidades Básicas e de Saúde da Família, a vacinação da primeira, segunda e terceira dose será aplicada na segunda, quarta-feira e na sexta-feira, das 8 às 11 e das 13 às 16 horas.

Para a primeira dose contra o covid-19, o público é maiores de 12 anos. A documentação é o RG, CPF ou cartão do SUS e comprovante de residência.

SEGUNDA DOSE

Para a segunda dose nas UBS e USF nos turnos matutino e vespertino, o público são pessoas que estão com data de retorno até o dia 25 de fevereiro para uso das vacinas Coronavac, Oxford e Pfizer.

Vale destacar que está liberado para todos os serviços a antecipação da 2ª dose Pfizer para 60 dias. A documentação é o RG, CPF ou cartão do SUS, comprovante de residência e cartão com registro da primeira dose.

TERCEIRA DOSE

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O adeus ao eterno mestre e professor Arléo Barbosa, sem pleonasmo

arleo (2)Efson Lima

 

efsonO professor Arléo Barbosa merece inúmeros adjetivos para qualificar suas ótimas características. Para além da amizade que desenvolveu com inúmeros intelectuais sul-baianos; ele foi um profissional exemplar nas relações de trabalho e formou uma geração de jovens grapiúnas, como eu. O professor Arléo Barbosa não lecionava, ele narrava a História como se estivesse vendo os fatos e com isso transportava-nos para a cena. Provocava-nos paixão pela disciplina e não importava quais fatos seriam estudados, ele conduzia-nos com tamanha maestria, cativando-nos, sem prejuízo da reflexão crítica. O quadro de giz estava sempre pronto, mas não para receber a sistematização conteudista, e, sim, as sínteses em forma de linha do tempo que passavam a fazer parte para sempre de nossas memórias.
Infelizmente, os humanos morrem e com a passagem para o além das linhas físicas, impõe-se uma enorme dor e uma saudade que misturada com sofrimento no primeiro momento vai sendo amenizada nos dias vindouros e vai deixando os melhores registros. Comentários maravilhosos não faltarão sobre o professor Arléo Barbosa. Certamente, inúmeros, centenas, milhares estão a aparecer. Lembro-me do dia 11 de setembro de 2001, quando ele me recebeu no Colégio Fênix para conceder uma entrevista sobre a História de Ilhéus; recordo – me também dele ter me recebido em janeiro de 2020 para conceder entrevista sobre a Academia de Letras de Ilhéus e a atuação dele na Academia. Professor Arléo não limitava tempo; não fazia cara feia e não faltava conteúdo para abordar em suas entrevistas, exposições e aulas.

 

arleo (1)Tive o prazer de participar do lançamento de uma das edições do livro “ Notícia História de Ilhéus”, sem sombra de dúvida, o primeiro lançamento em que fui na vida, estive acompanhando a então vereadora Marlúcia Paixão e Élvio Magalhães, assessor da edil naquele tempo. Quem não se lembra das revisões do professor Arléo Barbosa, no programa “Bahia Meio Dia”, da TV Santa Cruz sobre possíveis assuntos a serem cobrados no vestibular da UESC? Professor Arléo lecionou em dois momentos tendo eu na turma: um intensivo para o vestibular da Uesc e durante todo o ano de 2005, no Pré- vestibular Fênix.
O professor Arléo Barbosa vai deixar um império, não do ponto de vista físico ou financeiro, mas toda uma geração que lhe conheceu e lhe renderá tributo pelo compromisso em que sempre teve com a educação e com as pessoas. O professor Arléo foi o maior historiador da Nação Grapiúna. Nas entrevistas, humildemente, ele referendava uma estudiosa americana que havia pesquisado sobre Ilhéus. Professor Arléo juntamente com a professora Horizontina Conceição iniciou uma sistematização sobre a História de Ilhéus.

Na sequência, visando as comemorações dos 100 anos de elevação de Ilhéus à categoria de cidade, conseguiu arregimentar o livro “Notícia Histórica de Ilhéus”, que alcançou a 5ª edição. Na última conversa que tive com ele, o professor pensava em reeditar a obra. O livro se tornou uma referência para todos e continuará sendo. As obras dele ficarão eternizadas e continuarão a compor as referências de diversos cursos e obras. Mas elas precisam ser incorporadas na vida das escolas e em definitivo na vida acadêmica das universidades da Bahia. Não se pode falar de Bahia sem abordar a Capitânia de São Jorge de Ilhéus e sem tocar na Nação Grapiúna, e não significa ser bairrista, regionalista. Os fatos evidenciam a necessidade do conteúdo a ser tratado para compreender o chão baiano e a brasilidade que nos movem. Qualquer aspecto fora dessa linhas é tentativa de impor o cerceamento e contar os fatos pela metade.

 

A região merece fazer inúmeras homenagens ao professor Arléo Barbosa. Lamento profundamente ele não ter recebido o título de doutor honoris causa pela Universidade Estadual de Santa Cruz, quiçá um póstumo? Mas, não choremos o leite derramado, avancemos: a Universidade pode criar em parceria com a Academia de Letras de Ilhéus concurso monográfico/ ensaísta para saudar esse grande mestre. Deixemos as nossas vaidades de lado para reconhecer o mérito daquele que foi gigante no seu tempo e continuará a ser.

 

Não se trata de favor, mas de obrigação e estímulo à promoção da Historiografia. Outras homenagens merecem ser articuladas, que tal Câmara de vereadores, a Prefeitura de Ilhéus entrarem em ação? O professor Arléo foi um defensor da memória regional e, portanto, agora, compete-nos fomentar a preservação da dele, consequentemente, preservaremos a da Nação Grapiúna.
As contribuições do professor Arléo são percebidas na nota da Editus, Editora da Universidade Estadual de Santa Cruz, que lamenta a morte do escritor e ressalta que ele “durante anos, se dedicou a pesquisar e ensinar a história regional. Atuou como parecerista da Editus por diversas vezes, sempre dedicado e prestativo. Era também integrante da Academia de Letras Ilhéus e nunca poupou esforços para compartilhar conhecimentos e saberes.”

O professor e jornalista Alderacy Júnior, um estudioso da literatura regional, exibiu nas redes sociais a primeira edição do livro “ Nhoesembé “, exemplar constante na Sala de Leitura Ruy Póvoas, na Casa Ouro Preto, em Ilhéus e para saudar a memória do professor Arléo Barbosa, ele perfilou “ Vou recordar do Arléo como um grande cidadão, uma pessoa que amava história e soube ser o historiador.” Ele ressalta ainda que ministrava cursos de Redação na Academia de Letras de Ilhéus, quando o professor Arléo Barbosa era o então presidente do sodalício.

O canal “Tupy no mundo”, no Instagram, gerenciado por Sophia Sá Barretto, fez uma homenagem ao professor Arléo Barbosa, cujo historiador esteve em uma live promovida pelo perfil e mediada pela professora Maria Luiza Heine. Na rede, elas entabularam as homenagens recebidas pelo eterno mestre em vida: “Cidadão Ilheense e detentor da Comenda de São Jorge dos Ilhéus por serviços prestados à cidade. Mestre em Educação na linha de História e Cultura. Membro da Academia de Letras de Ilhéus. Professor da UESC por muitos anos até sua aposentadoria[…]Um exímio Especialista em História Regional, História Contemporânea e em Educação Brasileira e foi Diretor Pedagógico do Colégio Fênix de Ilhéus”, concluiu o perfil no Instagram.
As homenagens ao professor Arléo Barbosa sucedem nas redes sociais, diversas pessoas e autoridades postam sobre o falecimento do professor Arléo Barbosa, mas, especialmente, evidenciam a contribuição dele para a formação de cada um e as relações interpessoais sólidas estabelecidas, bem como o vasto subsídio do educador para a educação e a promoção da História Regional.

Alcides Kruschewsky, em caixa alta no Facebook, exclamou “ARLÉO BARBOSA, IMORTAL!” e avançou para considerar que “Faleceu a maior referência viva da educação de Ilhéus, da cultura, do saber…Este era talvez uma das últimas excelentes referências incontestáveis na área educacional da nossa cidade, na nossa cultura. Um patrimônio invejável, um acervo inestimável, um talento inimitável, com uma ternura indispensável.” O ex-vereador em Ilhéus e colega de trabalho em uma repartição bancária não poupa adjetivos para qualificar a vivência afetiva de ambos. Sem dúvida, o professor Arléo Barbosa foi isso para quem o conheceu. Sem embargo, Nelson Simões, ex-candidato a prefeito em Ilhéus, na postagem do ex-vereador, diz o seguinte: “Será que existe um único cidadão ou cidadã em Ilhéus que tenha tido o desprazer de ter sido ofendido pelo professor Arléo? Não há! Meu professor de História em 73 e 74 no CEAMEV. Contava a História. Desde os primórdios a vivenciou. Um brilhante intelectual. Ilhéus mais pobre. Arléo Barbosa saí da vida e entra na História”, concluiu de forma brilhante a postagem.

 

O professor Ramayana Vargens, em áudio aos seus confrades da Academia de Letras de Ilhéus, disse que o professor Arléo Barbosa foi um ser “corajoso e empreendedor na educação. Excelente diretor de escola. Pessoa querida por todos que o conheciam. Um grande humanista”. Ainda Ressalta o papel desempenhado pelo professor na sistematização do livro sobre a história de Ilhéus, que reverberou para difusão da cidade no Brasil e no exterior.
Infelizmente, temos que oferecer adeus ao eterno mestre e professor Arléo Barbosa, mas é sem pleonasmo. Foi professor e mestre de diversas gerações.

Estava sempre com o conteúdo pronto e atualizado na mente, a didática nos dedos e no exercício performático da docência. Para além do império educacional que construiu, pois, sua obra segue em cada um de nós, ele buscou ter uma família generosa. Aproveitemos para agradecer a professora Cláudia Arléo por tão bem cuidar do homem público que foi o professor Arléo, igualmente, as generosidades dos filhos ( Roberto, Ronaldo, Renato, Rosana e Thiciano) e daqueles que compuseram o conceito ampliado de família.

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Efson Lima – doutor, mestre e bacharel em direito/UFBA. Advogado. Membro da Academia Grapiúna de Letras e membro-eleito para Academia de Letras de

Semana da Arte Moderna

 

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Nessa semana comemoramos o Centenário da Semana da Arte Moderna. E não poderia deixar de mencionar esse evento que trouxe grande significado à Arte Brasileira. Mas o que foi a semana? Quando ocorreu? Quais as características marcantes dessa semana? Quais artistas encabeçaram? E o que acrescentou à Arte Brasileira? Essas e outras curiosidades  estarei ressaltando na matéria dessa semana, nesse Espaço Luciane Yahweh.

ENTENDENDO O QUE FOI

Em 1922, quando a Independência do país completava cem anos, o Brasil passava por diversas modificações sociais, políticas e econômicas (advento da industrialização, fim da Primeira Guerra Mundial). Dentro desse cenário surge A Semana de Arte Moderna que foi uma manifestação artístico-cultural que ocorreu no Theatro Municipal de São Paulo entre os dias 13 a 18 de fevereiro de 1922. Também foi conhecida como “Semana 22”, com o intuito de mostrar quais eram as grandes tendências artísticas que já faziam parte do cenário europeu artístico. Evento contestado por parte da elite paulistana que não entendeu nada daquilo que estava sendo proposto, mantendo suas influências demarcadas nas origens mais conservadoras  do movimento artístico europeu.

Houve um rompimento com a arte acadêmica, contribuindo para uma mudança estética e para o Movimento Modernista no Brasil.

Nos dias atuais, a Semana da Arte Moderna é reconhecida como um dos principais eventos capazes de trazer os conceitos da arte moderna.

QUEM FORAM OS ARTISTAS ENVOLVIDOS DIRETAMENTE NESSE EVENTO?

A semana foi idealizada pelo pintor brasileiro Di Cavalcanti com auxílio de Rubens Borba de Morais. Além disso, o carioca Ronald de Carvalho também ofereceu grande contribuição na idealização desse momento tão importante para a arte brasileira. Mário de Andrade também foi uma das figuras centrais e principal articulador da Semana de Arte Moderna de 22. Ele esteve ao lado do escritor Oswald de Andrade e do artista plástico Di Cavalcanti.

QUAL O OBJETIVO DO EVENTO?

Renovar a arte, trazendo um novo conceito para ela em âmbito nacional, transformando nosso contexto cultural, urbano e artístico. A principal intenção dos modernistas era apostar em criações, por mais que elas tivessem ainda a influência européia. Uma busca pela liberdade de expressão artística e criação de uma identidade própria criando assim uma maneira de romper com os parâmetros que vigoravam nas artes em geral.

ALGUNS ARTISTAS QUE PARTICIPARAM DA SEMANA DE ARTE MODERNA DE 1922:

  • Mário de Andrade (1893-1945)

  • Oswald de Andrade (1890-1954)

  • Graça Aranha (1868-1931)

  • Victor Brecheret (1894-1955)

  • Plínio Salgado (1895-1975)

  • Anita Malfatti (1889-1964)

  • Menotti Del Picchia (1892-1988)

  • Ronald de Carvalho (1893-1935)

  • Guilherme de Almeida (1890-1969)

  • Sérgio Milliet (1898-1966)

  • Heitor Villa-Lobos (1887-1959)

  • Tácito de Almeida (1889-1940)

  • Di Cavalcanti (1897- 1976)

  • Guiomar Novaes (1894-1979)

  • Zina Aita (1900-1967)

  • Tarsila do Amaral, famosa pintora do movimento modernista brasileiro, estava em Paris na época, mas se juntou ao grupo que liderou a manifestação pouco depois.

QUAIS OS SEGMENTOS ARTÍSTICOS ABRANGEU?

A Semana da Arte Moderna abrangeu muitas formas de manifestações artísticas, música, literatura, escultores, arquitetura, artes plásticas e outros fizeram parte desse movimento. Na literatura, os escritores modernistas que se destacaram foram Manuel Bandeira, Guilherme de Almeida e Oswald de Andrade. Por outro lado, a pintura brasileira ganhou suas primeiras pinceladas próprias com Anita Malfati, que já havia realizado em 1917 a sua primeira exposição no Brasil, com inspiração modernista que possuía como base conceitos de futurismo, expressionismo e cubismo.

“A ESTUDANTE” – Anita Malfati

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Nas esculturas modernas, por sua vez, o destaque foi dado para o brasileiro Victor Brecheret, além da grande contribuição de Wilhelm Haarberd e Hildegardo Leão Velloso.

“MONUMENTOS AS BANDEIRAS” – Victor Brecheret

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Além desses nomes, a semana trouxe também o destaque para outros brasileiros. No desenho e na expressão da pintura, além de Anita Malfatti e do criador do movimento, Di Cavalcanti, o destaque vai também para Oswaldo Goeldi, Yan de Almeida Prato e John Graz. Na expressão arquitetônica, que pela primeira vez era essencialmente brasileira, o destaque foi para Georg Przyrembel e Antonio Garcia Moya. Artistas já consagrados no país  representavam a nossa música, como Ernani Braga, Villa-Lobos e Frutuoso Viana.

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José Nazal, a memória viva de Ilhéus

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O fotógrafo, memorialista, e autor do livro Minha Ilhéus, José Nazal, amplia a visão da condição de Ilhéus enquanto cidade turística nesse bate-papo com Anna Lívia Ribeiro, da Via Destino Viagens, trazendo aspectos relevantes do potêncial da Princesinha do Sul.

Veja a entrevista;

“Marco ponta, seu puliça…”

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Início da década de 80, do século passado. Aos vinte e poucos anos, integrava a briosa equipe de esportes da Rádio Difusora, em Osasco (SP), como repórter de campo.

 

Rebelde sem causa, comecei a inventar de ir além das minhas funções, imiscuindo no trabalho do narrador, do comentarista e da produção.

Em bom português: enchendo o saco e criando caso com a equipe toda.

 

Até que o dono da rádio me chama e conta a seguinte historinha:

 

“Um dia a polícia resolveu dar uma batida na zona (puteiro em paulistês, brega em baianês) de uma cidadezinha local.

 

Mulheres de um lado, homens de outro.

 

A profissão delas, desnecessário perguntar. Então as nobres otoridades legitimamente constituídas passaram a perguntar a profissão dos homens.

 

-Engenheiro, disse um

-Contador, disse outro

-Professor, disse mais outro

-Bancário, disse um outro

-Agricultor,  disse outro

E fiquemos por aqui, antes que isso  vire um Guia de Profissões.

Ah, faltou mais um:

-Marco ponta esquerda, disse o baixinho atarracado

-Que c…. (c…  é o equivalente a porra em baianês) é isso de marco ponta esquerda?, Perguntou o policial, antes de dar um corretivo no sujeito (naquele tempo polícia perguntava antes de meter porrada, porque corretivo é só eufemismo).

Ao que o baixinho respondeu, todo cioso de suas funções:

-Eu sou lateral direito do time da cidade, portanto seu puliça, eu marco ponta esquerda.

 

Rebelde com causa aos 63 anos, às vezes é preciso aprender com lições jamais aprendidas.

Marcar ponta e ponto final!

Lula em HQ: quadrinho revive perseguição e vitórias na justiça

lula quadO Partido dos Trabalhadores lançou o quadrinho Lula – da perseguição à esperança renovada, uma adaptação do livro Memorial da Verdade, do jornalista Ricardo Amaral.

lula quad 2A HQ remonta a história a partir dos principais acontecimentos políticos desde os protestos de 2013 até os dias atuais tendo como pano de fundo a vida de dois trabalhadores afetados pela crise do pós-golpe contra a presidenta Dilma Rousseff. O quadrinho relembra o início da farsa da operação Lava Jato, o golpe contra Dilma, o comportamento criminoso do juiz Sergio Moro, a prisão de Lula e sua saída pela porta da frente da carceragem da Polícia Federal, após passar 580 dias preso, e as 24 vitórias de Lula na justiça.

O HQ teve direção criativa da Equipe Comunicação PT Nacional; edição de Vitor Teixeira e Rôney Rodrigues; roteiro de Rôney Rodrigues; pesquisa e checagem de dados de Carolina Rieger e arte final de Vitor Teixeira. A capa é de Vitor Teixeira e Bira Evaristo.

 

Brasil do Golpe
O ano era 2014 e a descoberta do pré-sal trazia grandes esperanças econômicas e sociais para o Brasil. É nesse contexto que aparecem os vilões da trama: Moro e Dallagnol, em acordo com agentes da CIA que interferiam em governos progressistas ao redor do mundo buscando sua desestabilização. Começa então a perseguição judicial da república de Curitiba contra Lula, com o apoio da grande imprensa. Em 2016, Lula é levado a Curitiba para depor coercitivamente e em 2017 ele e Moro ficam a cara a cara em um capítulo nomeado de “Brasil Golpeado” nos quadrinhos.

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Bahia Cacau, colmeias e bolo vegano no Rural Produtivo da TVE

bahia cacauNeste sábado (19), o Rural Produtivo visita a primeira fábrica de cacau da agricultura familiar do Brasil, no município de Ibicaraí. O programa vai conhecer a tecnologia de pasto rotacionado de criadores de gado em Itanhém, e mostrar a fabricação de colmeias em Teixeira de Freitas. O telespectador ainda vai aprender uma receita de bolo de chocolate vegano. A exibição será às 14h, com horário alternativo na segunda-feira, às 6h30, e na sexta-feira, às 19h30.

No município de Ibicaraí, a Cooperativa da Agricultura Familiar e Economia Solidária da Bacia do Rio Salgado e Adjacências (Coopfesba) visa o desenvolvimento da lavoura cacaueira e a comercialização de produtos via cooperativismo, além de administrar também a primeira fábrica de chocolate da agricultura familiar do Brasil, a Bahia Cacau. A fábrica recebeu um investimento onde foram disponibilizadas estufas solares, casa de fermentação, assistência técnica desde a pré-colheita e análises detalhadas para o aumento da produtividade, tornando o cacau sustentável e equilibrado, gerando entre os agricultores uma alimentação saudável e melhor qualidade de vida.

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Prefeitura de Itabuna entrega último lote dos 3,5 mil cartões do Auxílio Recomeço

cartão auxilio rA Prefeitura de Itabuna entregou nesta sexta-feira, dia 18, no Grapiúna Tênis Club, o último lote dos 3,5 mil cartões do Auxílio Recomeço no valor R$ 3 mil. Um total de 145 famílias afetadas pela maior enchente da história também estão tendo a oportunidade de reconstruir suas vidas com dignidade comprando móveis, utensílios domésticos e materiais de construção nas lojas cadastradas.

A lista de convocação das últimas 145 famílias beneficiadas constou do Edital nº 17 publicado na edição eletrônica do Diário Oficial do Município na noite de ontem, dia 17. Desde o primeiro edital divulgado no dia 25 de janeiro que as convocações diárias vinham sendo feitas por meio do órgão oficial da Prefeitura disponível no site oficial, onde também cada uma das listagens pode ser baixada.

Um total de 78 pessoas não compareceram para retirar o cartão emitido pela Secretaria Municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza (Semps) até o momento, de acordo com a coordenadora do Programa Auxílio Recomeço, Maria D’Ajuda Cavalcanti Lucas, popularmente conhecida com Preta.

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Seagri lança campanha de prevenção da Monilíase e apresenta novo Sistema de Defesa Agropecuária da Bahia

moniliaseA Secretaria da Agricultura do Estado, em parceria com a Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) e a Superintendência do Mapa na Bahia, lança, nesta terça-feira (22), às 9h30, no auditório da Seagri, no CAB, Salvador, a campanha publicitária de prevenção à Monilíase.

 
A Monilíase é um fungo que atinge o fruto do cacau e pode dizimar uma plantação inteira. Como já chegou a uma área do Acre, o governo do Estado da Bahia está reunindo esforços através de suas secretarias, associações, entidades ligadas ao cacau e produtores para que a praga não chegue às lavouras baianas.

 
Atualmente, a Bahia é o maior estado produtor de cacau do país, sendo responsável por 71% de toda a safra nacional, com a produção de 140 mil toneladas. O crescimento foi o maior desde 2017, com 37%, quando comparado com o ano anterior. Por isso mesmo, prevenção é imprescindível, considerando a importância econômica, de sustentabilidade e social desta lavoura.

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