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Angélica Maria Tavares e seu filho, João Tavares, conquistaram medalhas de prata e ouro, respectivamente, no Cocoa of Excellence, concurso que reúne os 50 melhores produtores de cacau fino do mundo. O anúncio da premiação dos agricultores do sul da Bahia ocorreu nesta quinta-feira (16), em Paris, e foi exibido ao vivo no telão do Chocolat Festival Bahia, em Ilhéus.
Logo após o anúncio do prêmio, João Tavares, que estava em Ilheus, não escondeu a alegria ao comentar a opinião dos jurados do concurso sobre a sua amostra de cacau catongo, variedade brasileira caracterizada pelas amêndoas claras. “Ela coloca o Brasil, definitivamente, no mapa mundial do cacau de altíssima qualidade”, assegura o produtor.

 

 
Segundo João, o cacau catongo é muito apreciado pelos chocolateiros por ter notas doces de caramelo, sem perder os aromas florais. “É um material muito exótico, muito diferente”, acrescenta o responsável pela lavoura da Fazenda Leolinda, de Uruçuca.

 

 

 
A amostra premiada de Angélica Tavares é da variedade FL 89, produzida em Ilhéus, explica João. “É um material muito frutado”.

 

 
Para o produtor, o resultado do concurso evidencia o papel relevante do país no mercado internacional. “O Brasil está de parabéns, pois teve, também na categoria prata, o João Evangelista, que é um paraense. O Brasil teve três posições”, frisa.

 
João já havia sido premiado entre os primeiros nas edições de 2010, 2011 e ficou entre os 50 melhores em  2019 do Cocoa of Excellence. O concurso é uma das atrações do Salon du Chocolat de Paris, mas, neste ano, foi realizado depois do evento por causa da pandemia de covid-19.5DC8B4A9-7F86-45C3-9804-2493A058173F
O empresário e fabricante de chocolate Marco Lessa, o homem por trás das versões paraense, paulista e baiana do Chocolat Festival, cuja 12ª começa hoje em Ilhéus celebrou o resultado. Para ele, o Cocoa of Excellence é uma espécie de “Copa do Mundo do Cacau”.

 
Marco Lessa explicou ao site o papel do evento na inserção do cacau e do chocolate brasileiros no mercado exterior. “O festival é importante porque você traz pesquisadores, produtores de chocolate, chocolatiers de outros países, de outros estados, pessoas envolvidas com esse mercado. Eles demonstram aos produtores que vale a pena investir em qualidade, em cacau fino, em cacau de origem. O mundo, cada vez mais, busca produtos que tenham alguns aspectos como a preservação ambiental, o sabor e a história por trás – tudo isso a nossa região tem, o sul da Bahia tem”.
(do Pimenta)