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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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:: 15/jul/2009 . 8:34

“Sou bandido e tenho uma corda chamada Teresa”


Que beleza!

A Teresa em questão não é a nega imortalizada na música de Jorge Benjor, que além de ter uma nega supimpa chamada Teresa, tem um time chamado Flamengo, aí sim um gosto discutível.

A Teresa em questão é o apelido dado a uma corda feita com lençóis, que os bandidos usam em suas fugas.

Quando se é bandido e se tem uma corda chamada Teresa, parece que as fugas se tornam mais fáceis.

E elas se tornam ainda mais fáceis quando, além de ser bandido e ter uma corda Teresa, em vez de ter um time chamado Flamengo, tem-se a primazia de estar hospedado (esse é o termo que mais se encaixa aqui) numa cadeia do Sul da Bahia.

Por que beira o inacreditável a facilidade com que se foge das cadeias, sejam elas de grandes cidades como Itabuna e Ilhéus ou dos pequenos e médios municípios.

A Casa de Detenção de Itabuna, de triste memória, ficou celebrizada por fugas constantes, como se os bandidos dispusessem se uma espécie de passe livre para sair na hora em que bem entendessem.

O presídio itabunense que não conseguia manter. os detentos detidos (sim, isso existiu) ficou célebre quando uma inofensiva vaquinha que pastava do lado de fora da cadeia se assustou com o barulho provocado durante uma tentativa de fuga e mugiu tanto que chamou a atenção dos policiais militares.

A ação foi abortada, mas dada a impossibilidade de nomear a vaca agente de presídio (dos mais atentos, diga-se), ela provavelmente virou churrasco. E as fugas continuaram.

Ou melhor, elas continuam.

A mais recente fuga em massa aconteceu na Cadeia Pública de Coaraci, onde 22 presos fizeram um buraco na laje do teto, pegaram a corda chamada Teresa e saltaram rumo à liberdade.

Não estamos falando da fuga de dois ou três presos, mas de vinte e dois presos. Dois times completos de futebol. Com um pouco de espírito esportivo, ainda daria tempo de um joguinho de futebol na área externa da cadeia, antes que cada qual tomasse o seu rumo.

Assassinos x Arrombadores.

Ou Assaltantes x Traficantes.

O humor é despropositado diante de uma situação tão grave, reconhecemos. Mas, piada mesmo é chamar de segurança um sistema prisional em que vinte e dois presos conseguem abrir um buraco no teto da cela, pegar uma corda e fugir sem que ninguém perceba.

Ou será que alguém percebe e se faz de cego, surdo e mudo, o que é ainda pior?

O fato é que a combinação perversa de deficiência da estrutura com a conivência de alguns maus policiais, acaba fazendo com que essas fugas se tornem uma prática comum, permitindo que bandidos perigosos ganhem a liberdade para voltar a matar, assaltar, traficar drogas…

Nem é preciso ser Flamengo, basta ter uma corda chamada Teresa.

Que beleza, que nada.

Que vergonha, isso sim!





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