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Posts Tagged ‘Walmir Rosário’

Sumiço do badalo na confraria d`O Berimbau

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Walmir Rosário

walmirApós todas as mudanças possíveis e imaginárias, finalmente O Berimbau estaciona para não mais sair do famoso Beco d’O Berimbau, também apelidado de rua Dr. João Sá Rodrigues. E esse ânimo definitivo passou a influenciar na escolha das bebidas e comidas, nos frequentadores assíduos, bem chegados, tolerados e indesejáveis, com direito a figurar no livro de atas escrevinhadas pelo Secretário Plenipotenciário Tolentino (Tolé).

De uma tacada só foram escolhidos os símbolos para reverenciar a festejar o recém-chegado – desde que bem chegado –, e o sino foi um deles, que é tocado incessantemente até que tomasse assento junto aos amigos. Daí para a criação da Confraria d’O Berimbau foi um pulo, bastando lavrar na ata a fundação, a relação dos confrades e as exigências para que pudesse pertencer aos quadros da entidade.

De acordo com a consistência do balançar do sino é conhecido o nível de prestígio do chegante junto aos confrades. Se o toque alegre duradouro, bom sinal; sem grandes folguedos, o chegante não fede nem cheira; se adentrava ao recinto e o sino continuava em seu canto e mudo, vá procurar outra freguesia. E assim o sino passou a configurar entre os bens e propriedades físicas e imateriais da Confraria d’O Berimbau.

Não custa relembrar que o sino da Confraria d’O Berimbau é uma peça de trabalho e estimação, introduzido pelo fundador da entidade, Neném de Argemiro, para dar um procedimento festivo mais adequado ao anunciar aos presentes a chegada dos confrades. Dentre os símbolos da Confraria d’O Berimbau, estão o sino, o trombone e a caneca de esmalte, na qual Neném de Argemiro sorvia preciosos goles das boas cachaças servidas com generosidade.

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O delegado queria indiciar a tadinha da Florisbela

Florisbela seria levada a júri

Florisbela seria levada a júri

 Walmir Rosário

walmirNo final dos anos 80 do século passado (1980 e tantos) ainda predominavam nas cidades de pequeno porte os delegados sem formação jurídica, os chamados “delegados calça curta”. E um desses delegados atuava na cidade de Itapé, no sul da Bahia. Diligente, nada escapava que não fosse transformado em inquérito, desde um pequeno bate-boca sem chegar às vias de fato, até a ocorrência de um homicídio.

Até para manter a fama de mau com a simples finalidade de manter a ordem a qualquer custo, o delegado fazia valer a sua nomeação para o cargo de autoridade policial sempre cuidando do cumprimento da lei. Não importava o crime ou contravenção penal, o transgressor era obrigado a se explicar na delegacia, em flagrante, ou prestar depoimento para o competente ser instaurado.

Com isso, o promotor de justiça que atuava numa das Varas do Crime da Comarca de Itabuna (que abrangia Itapé) tinham um trabalho redobrado para analisar esses inquéritos e verificar as possibilidades de transformá-los em processo, oferecendo denúncia. E não era fácil, tendo em vista que, por mais que o escrivão e delegado se esforçassem, o trabalho não era considerado um “primor jurídico”, mas nada ficava sem a devida apreciação do Ministério Público.

Um desses inquéritos chamou a atenção do promotor público, ex-militante da advocacia, professor de Direito Penal e Processo Penal, tribuno dos mais eloquentes, daqueles que empolgam tanto a plateia como os jurados, convencendo-os da imputação do crime. E no inquérito que recebeu, por mais que o nosso promotor se esforçasse, não conseguia acreditar no que estava lendo.

E não foi por falta da devida atenção, pois assim que o inquérito lhe chegou às mãos, o promotor examinou com toda a atenção, para tentar se convencer sobre as imputações feitas pelo escrivão, claro que obedecendo às ordens do delegado. Por mais que apurasse sua atenção, não conseguia vislumbrar a tipificação penal ali descrita e a capacidade da ré, nominada Florisbela.

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A escolha dos homenageados do Troféu Galeota de Ouro

Entrega do troféu

Walmir Rosário

 

walmirMuitos são chamados, mas poucos escolhidos. Essa pequena passagem da Bíblia (Mateus 22:14) mostra claramente a forma da escolha da seleta lista de homenageados com o Troféu Galeota de Ouro. Ao contrário do que se pensava – e ainda pensam alguns desavisados –, que os distinguidos com a honraria pelos feitos etílicos se dava pela contumácia ou o reles ato de beber e se embriagar diariamente, sem pompas ostentação ou esplendor de dar inveja aos mais acatados abstêmios.

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Flamenguistas querem esquecer o Jogo do Senta

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Walmir Rosário

walmirPor mais que eu goste de alguns amigos flamenguistas, não posso me furtar de lembrar as grandes goleadas aplicadas pelo Botafogo no Flamengo, que jamais serão apagadas da história do futebol. Em 10 de setembro de 1944 – prestes a completar 75 anos, portanto – o clássico disputado pelo Campeonato Carioca, em General Severiano, não acabou. Isso porque os jogadores do Flamengo, ao tomarem o quinto gol sentaram em campo.

Peço perdão pela lembrança aos meus amigos José Senna, Tolentino, Batista, dentre outros, mas não podemos deixar fato como esse apenas nos arquivos de jornais da época, pois não sou baú para guardar segredo. E olha que já vencemos o Flamengo por placares mais elásticos, como no Campeonato Carioca 1927, quando o Botafogo atropelou o Flamengo pelo placar de 9 a 2, na Fase única do certame.

Outros botafoguenses não abrem mão da partida em que o Botafogo venceu com facilidade o Flamengo por 5 a 0, no estádio General Severiano, na Fase 1º Turno do Campeonato Carioca 1924. Outro jogo famoso foi aquela goleada por 6 X 0, em 15 de novembro de 1972, em que os flamenguistas do famoso Canal 100 jogaram fora o filme com vergonha de tamanha derrota.

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Dois enterros e um casamento no mesmo dia

Tolé (sentado) lembra das saideiras com Tyrone

Tolé (sentado) lembra das saideiras com Tyrone

Walmir Rosário

walmirA sabedoria popular é um dos maiores achados da humanidade e substitui à altura qualquer compêndio científico, não importando a autoria, pois explica tudo, tintin por tintin, como dizem os franceses ao brindar um grande acontecimento. Não é à toa que costumam chamar de empata viagem qualquer local frequentado por amigos que dispensam relógios para a orientação do horário de saída.

E esses locais são os botequins da vida, em que se fala de tudo – menos da vida alheia –, desde parto de pulga a conserto de aviões do tipo jumbo em pleno voo, como se fosse coisa corriqueira. E é muito simples explicar – sem a necessária ajuda de psicólogos, psicanalistas, psiquiatras. O caboclo chega estressado, experimenta umas duas cachaças de folha, três cervejas geladas e chega ao feliz estado de descontração.

Digo isso e afirmo por ser testemunha ocular do fato por diversas vezes, sem contar as que eu mesmo fui o sujeito ativo da feliz experiência, chegando em casa em horário adiantado da madrugada. Fora o desconforto das infelizes explicações – nem sempre convincentes – e ter que acordar cedo sem o merecido descanso, acredito que valeu a pena, melhor que qualquer medicamento para ansiedade, ou outro trauma psicológico.

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Meu Rio Cachoeira de antigamente

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Walmir Rosário || wallaw2008@outlook.com

walmirConfesso que sou um pouco saudosista, mas quem há de resistir àquelas boas lembranças dos tempos de criança e adolescente? Poucos insensíveis, diria eu, recordando a belezas e a funcionalidade do rio Cachoeira dos anos 1950/60. A beleza plástica está quase toda registrada nas telas dos nossos artistas, com suas pedras à mostra, às vezes nem tanto, pois também serviam de “quarador” para as centenas de lavadeiras de ganho, ou de casa, que utilizavam as abundantes águas.

Labutavam, ainda, nas águas do velho Cachoeira pescadores – alguns especializados – de pitus, calambaus e camarões; peixes das mais variadas espécies, em sua maioria nobre, a exemplo de robalos, jundiás, tucunarés; os areeiros, que retiravam a areia para as construções com suas canoas e transportadas nos jegues; tipo de transporte também utilizados para levar água (de gasto e de beber) às residências que não dispunham de água encanada, artigo (melhor, serviço) raro à época. Read the rest of this entry »

Quem disse que traíra tem espinhas?

 trairaWalmir Rosário

walmirFicou bem pra trás o tempo em que preparar uma boa peixada era coisa de “beiradeiro” (pessoa do litoral), acostumado aos diversos tipos e qualidade de peixes e qual a maneira mais correta de prepará-los, se cozido, frito, escabeche, etc.

Mas esse tempo já passou e hoje em todo o Brasil os frutos do mar, peixes aí incluídos, fazem parte dos cardápios de restaurantes de Norte a Sul, Leste a Oeste do País. Em cada região são destacadas as regionalidades, com seus temperos especiais e o toque de cada cozinheiro(a).

Em Minas Gerais não é diferente, ao contrário, as receitas apresentam sabores diferentes e exclusivos, principalmente quando a matéria-prima são os peixes de água doce. Cada um melhor que a outra, diferenciando apenas pelos temperos e tipo de panela (fritura ou cozimento).

Também não é de se admirar, pois Minas Gerais tem as nascentes dos grandes rios brasileiros, a exemplo do São Francisco, Doce, Jequitinhonha, Mucuri, Pardo; Grande e Paranaíba (que formam o Paraná); Piracicaba, somente para ficar nos mais conhecidos e que cortam vários estados brasileiros.

Mas não é propriamente só dos rios que vem um dos peixes, mas das represas, açudes, lagos e lagoas dos grotões mineiros: é a Traíra, (Hoplias sp.) ou Lobó, um peixe carnívoro de água doce da família dos caracídeos.

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“Teje preso, seu amarrado!

Walmir Rosário

walmirLembro-me bem que nos tempos em que ainda criança, a segurança pública era feita com muito esmero, embora os exageros também fossem fecundos. Não era pra menos, pois os tempos eram outros, em que não se falava em direitos humanos. O que valia mesmo era a palavra das autoridades, ou na falta delas, de alguém que detivesse algum poder.

Em matéria de segurança, em Itabuna, os equipamentos eram bem distribuídos. Em cada um dos bairros existia um aparelho da delegacia, com delegado e os chamados “inspetores”, geralmente um funcionário da prefeitura destinado para este fim, ou alguém que tinha a polícia como vocação, vontade essa não realizada.

A autoridade competente em cada um desses bairros era alguém indicado pelo prefeito por ser seu amigo, seu cabo eleitoral, ou alguém com coragem suficiente para meter os meliantes no xadrez. Sim, em cada um desses aparatos existia uma cela, onde eram “enjaulados” aqueles que cometiam qualquer deslises contra a comunidade.

w rDe pequenos furtos, roubos, brigas de ruas, bares e de marido e mulher, tudo era resolvido pelo delegado (chamado de calça curta), com o auxílio do inspetor. A depender do crime praticado, o meliante, pra começo de conversa, tinha que respeitar a autoridade e era submetido a uma sova, que podia ser na “mão grande” ou outros apetrechos mais apropriados, como a uma palmatória, bainha de facão, ou o próprio, batido com a banda ou folha, para que aprendesse a se comportar.

Mas, pelo que pude observar, não era uma profissão – se é que assim pode ser chamada essa obrigação – muito segura, pois tinha lá os seus percalços, que o diga um amigo meu que assumiu esse posto máximo de segurança em Ferradas. Ao receber a voz de prisão do delegado, o bandido que ceifou a vida de um irmão de sangue ameaçou, dizendo de pronto: “Se o delegado está vendo o que fiz com ele, que é meu irmão, pode imaginar o que farei com o senhor quando for solto”. Imediatamente, a voz de prisão se transformou em “esteja solto”. O que facultou o amigo Faruk a desfrutar sua proveitosa aposentadoria.

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Amigo do Rei tinha lá suas vantagens

 Por Walmir Rosário

walmirEm plena segunda-feira, 7 de Setembro, passei o dia inteirinho que Deus me deu sem sair de casa. Não por falta de vontade de dar uns bordejos pela rua, como costumava fazer até o ano passado, mas devido as incertezas se realmente seria um daqueles feriados de mentirinha, preferi continuar no recôndito do meu lar e, de certa forma, contribuir com os pedidos de fique em casa, feitos pelas nossas autoridades.

Confesso que preferiria ir as ruas para comemorar os 198 anos do início da luta pela sonhada independência do Brasil do jugo da Corte Portuguesa, acenar com uma bandeirinha verde amarela e festejar o garboso desfile da juventude. Mas pesou bastante na minha decisão de ficar recluso não festejar o 7 de Setembro – com S maiúsculo – por um único motivo: não festejei, como faço anualmente, o último 2 de Julho.

Não que eu queira desmerecer a data oficial do 7 de Setembro, comemorada em todo o Brasil e onde mais existam brasileiros. De maneira alguma, pois me considero um patriota de quatro costados. Minha decisão se baseou em não quebrar o rito, a liturgia das celebrações das duas festas, em que em uma data comemoro o ato oficial e em outra a expulsão dos portugueses da Bahia, consequentemente do Brasil.

Desfile 7 de setembro

Os mais afoitos dirão que estou redondamente enganado, pois deveria obedecer a ordem cronológica: primeiro o 7 de Setembro – o de 1922 – e, posteriormente o 2 de Julho – este de 1823 –, quando expulsamos o general Madeira de Melo de nosso torrão natal. Asseguro que essa sequência não tem a menor importância, haja vista que a chamada Independência da Bahia só foi transformada em feriado na Constituição Baiana de 1989.

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Ceplac, o fim. Melhor tratar da sucessão

 Walmir Rosário

walmirAo que tudo indica, a paciente está em situação terminal, respirando por aparelhos e todos os medicamentos receitados não conseguem debelar a septicemia; morte na certa, apesar de todos os esforços. A enfermidade que acometeu a Ceplac desse mal de morte vem de muitos anos, e as internações em enfermaria, Centro de Tratamento Intensivo (CTI) e agora na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), não conseguiram salvá-la.

Como diagnosticada anteriormente, o mal era de morte e o tratamento nem sempre obedeceu a frequência recomendada pela equipe médica, seja por culpa própria de não se submeter à terapia, ou pela mendicância do “sistema de saúde”. O roto não pode falar do mal vestido, pois concorreram igualmente para que a paciente chegasse ao quadro irreversível de infecção generalizada.

Muito se debateu sobre a independência ou autonomia administrativa e financeira da Ceplac, que sempre ostentou um nome principesco: Comissão Executiva do Plano de Recuperação da Lavoura Cacaueira. Passada a primeira fase, a de recuperação financeira, sofre um corte no nome Recuperação, o que não foi suficiente para esconder suas mazelas, que sangram até o presente momento.

ceplacE não foi por falta de trabalho – apesar de manter alguns fantasmas e improdutivos –, porque a maioria fez a diferença, transformando uma região que teve sua principal matriz econômica em situação gravosa em rica e produtiva. E a Ceplac de Carlos Brandão e José Haroldo Castro Vieira cuidou não só do cacau, mas da economia como um todo, da cultura, e do social. Bons tempos aqueles!

Hoje, quando falamos em Ceplac temos pouco a comemorar. Há uns dias recebi de um velho colega ceplaqueano um bilhete, via whatsapp que, em tom fúnebre, dizia: “Está acontecendo o que esperávamos quanto ao fechamento total da Ceplac. O superintendente pediu que entrasse em contato contigo [outra pessoa] e te colocasse a par do que está acontecendo”.

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Comunicação triste com a partida de seu Gogó de Ouro

Por Walmir Rosário

walmirElival Vieira dos Santos foi o nome recebido na pia de batismo, mas Ilhéus, a Bahia e o Brasil o conhecia como Saldanha, o Gogó de Ouro, voz que tanto sucesso fez pelas emissoras de rádio, documentários em TV, palanques e reuniões. Foi chamado por Deus na tarde deste sábado (25), sem se despedir dos parentes e amigos. Não deu tempo, o coração falhou e nem esperou a cirurgia marcada para esta segunda-feira (27).

Saldanha completaria 71 anos no próximo dia 8 de agosto próximo e prometia brindar com os amigos a passagem de mais um ano e foi impotente para fazer o tempo parar por uns dias. Desígnio de Deus, com certeza. Ilhéus perde um dos seus filhos ilustres, daqueles que, embora não tenha nascido no solo desta mãe gentil, o é por direito, por Título de Cidadão conferido pela Câmara Municipal.

sal 1Conheci Saldanha por volta do final da década de 1970, num dos muitos eventos de comunicação. De logo, nos tornamos mais que conhecidos – amigos. Quando nos encontrávamos passávamos os fatos em revista, e ele, com a gentileza de sempre, fazia questão de elogiar os trabalhos, contava seus planos futuros e sua intenção de entrar na política como parlamentar.

Participar de um evento com Saldanha era certeza de alegria, pois contagiava a todos com os elogios, como se estivesse falando para multidões. Fazia questão que todos ouvissem o seu discurso, mesmo que particular. Sabia, como ninguém, quebrar o “gelo” numa entrevista coletiva, ao pedir a palavra e direcionar uma pergunta para o presidente, governador, senador, deputado ou prefeito.

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Antigamente eram só remédios contra verme…

Walmir Rosário

walmirA cada dia que passa nesse complicado calendário do ano da (des)graça de 2020 se torna mais difícil cumprir a sentença dada pelo ainda candidato a presidente Jair Bolsonaro em fazer do nosso país mais Brasil e menos Brasília. São tantos os percalços, as arapucas, artifícios, ciladas e emboscadas armadas para uma parte dos poderosos se manterem no mesmo status quo, que fica difícil enxergar uma luz no fim do túnel.

Faço todo esse escarcéu para simplesmente me referir à ação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), agência reguladora que trata de um monte de coisas, inclusive os medicamentos, em proibir a venda do antiparasitário Ivermectina sem receita médica. E o principal argumento é que esse antiparasitário poderá causar uma série de complicações, inclusive a neurotoxidade.

Explicação muito simples. Pra mim, que não ostento nenhuma patente de conhecedor, especialista ou doutor na área de farmacologia ou medicina, minha visão é completamente outra. Na minha burrice científica, essa proibição é apenas um estratagema para proibir o seu uso contra a Covid-19, por compor um kit medicamento com a hidroxicloroquina, cloroquina e azitromicina.

Medical background with colorful pills and capsules. Realistic 3D renderNão perderei meu tempo e dos prezados leitores para debater ciência médica, tema totalmente desconhecido para mim. O que quero tratar são os métodos direcionados apenas e tão somente à ivermectina. Um antiparasitário como centenas deles que se encontram nas prateleiras das farmácias, muitas das vezes nas gôndolas, oferecidos em promoções e descontos espetaculares.

Se pegarmos a bula da ivermectina, por certo nos depararemos com as recomendações de que o uso indevido do remédio pode gerar efeitos colaterais como diarreia, náuseas, anorexia e constipação. Além disso, pode desencadear reações ao Sistema Nervoso Central e consequências na pele com urticária, prurido e erupções. Quem sou eu para discordar dos doutos cientistas?

O que estranho é que medicamentos outros e abundantes nas farmácias para combater o mesmo mal, ou seja, vermes, parasitas, ou sei lá mais o que sejam, não sofreram a mesma censura. Continuam lá gozando das suas prerrogativas de serem escolhidos livremente ou por pela recomendação dos vendedores, que não cansam de exaltar as qualidades medicinas, terminando com a sentença: É tiro e queda, não sobra um!

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Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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