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Professor da UFSB realiza testes com barreiras de contenção em praias de Caravelas afetadas pelo óleo

 

ufsb óleo 2Depois do desastre ambiental que envolveu a chegada de uma grande quantidade de óleo a praias do Nordeste, alguns questionamentos se tornaram recorrentes a toda população: “É possível conter o óleo antes de sua chegada à areia?”, “Qual é o melhor método de barragem?” e “Os animais podem ser prejudicados com as barreiras?” são apenas uma parte dos questionamentos que se têm ouvido.

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Tentando responder a essas perguntas, o professor da Universidade Federal do Sul da Bahia, Anders Schmidt, testou a utilização de barreiras de contenção, no município de Caravelas, no extremo Sul da Bahia. Para pontuar a suas conclusões, ele confeccionou uma nota técnica sobre primeiros resultados desse teste. A nota visa relatar a experiência para orientar atores de outras localidades na utilização de métodos semelhantes para atenuar os impactos ambientais decorrentes do derramamento de óleo.

Como foi o experimento

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Palestra na UFSB aborda geoquímica do petróleo e contaminação nas praias do Nordeste

O Campus Sosígenes Costa da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), em Porto Seguro, vai sediar a palestra Geoquímica Forense: A identificação do “DNA” do Petróleo, pelo professor Dr. Sílvio Tarou Sasaki. A atividade será realizada na próxima quarta-feira, 06/11/2019, quarta-feira, em dois horários: das 14h às 16h (Sala Barra Velha) e das 19h às 21h (Auditório Monte Pascoal 3), no Campus Sosígenes Costa (BR 367, KM 31 – Rodovia Porto Seguro-Eunápolis – Centro de Convenções).

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O foco da palestra será esclarecer a comunidade acadêmica e externa sobre dúvidas relacionadas à contaminação das praias do Nordeste brasileiro pelo petróleo, tais como: Como é possível identificar a origem do petróleo? Quais impactos podem ocorrer ao meio ambiente? Existem formas de remediação?  A comunidade acadêmica da UFSB e o público em geral terão acesso gratuito, sem necessidade de inscrição. As duas palestras serão transmitidas por webconferência, pelo link https://mconf.rnp.br/webconf/csc-1.
O palestrante

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MEC libera recursos para a UFSB, mas obras continuam paralisadas

Liberação de recursos não garante reinicio de obras do campus/reitoria

Liberação de recursos não garante reinicio de obras do campus/reitoria

A Universidade Federal do Sul da Bahia obteve a liberação de cerca de R$ 10 milhões, recursos  que estavam bloqueados pelo Ministério da Educação. Desse total, R$ 4 milhões são referentes e verbas de custeio e R$ 6 milhões a investimentos, como obras de reforma e ampliação dos campi em Porto Seguro e Teixeira de Freitas a construção do campus de Itabuna,   numa área cedida pela Ceplac, onde funcionará a reitoria, o  Instituto de Humanidades, Artes e Ciência e Centros de Formação em Tecnociência e Inovação e Agroflorestais.

Joana Angélica

Joana Angélica

De acordo com a reitora da UFSB, Joana Angélica Guimarães, os R$ 6 milhões serão destinados a pagamento de obras já realizadas nos três campi e que os trabalhos continuarão paralisados até a liberação de novos recursos. Segundo ela, a universidade ainda espera receber mais R$ 5 milhões, o que permitiria o reinício das obras, cuja estrutura corre o  risco de deteriorar caso não seja finalizada.

Joana Angélica disse que tem feito gestões junto ao MEC e à bancada baiana no Congresso Nacional, para agilizar a obtenção de mais  recursos. As verbas já liberados garantem o funcionamento da UFSB em Itabuna, Porto Seguro e Teixeira de Freitas até o final de 2019.

Estudo avaliou a aplicabilidade do princípio poluidor-pagador em Porto Seguro

Heleno Nazário

udfsfsfs porsA proposta de criação de tributos ambientais se fundamenta no Príncípio do Poluidor-Pagador, e a estudante do 5º quadrimestre do curso de Direito da UFSB Marta Barros dos Santos desenvolveu uma pesquisa sobre a aplicação desse instituto jurídico no contexto nacional e municipal. O plano de trabalho O Clássico Princípio do Poluidor-Pagador e sua aplicação na Responsabilidade Ambiental em Porto Seguro/BA foi desenvolvido pela estudante sob orientação do professor Roberto Muhájir Rahnemay Rabbani, do Centro de Formação em Ciências Humanas e Sociais da Universidade Federal do Sul da Bahia (CFCHS/UFSB), do Campus Sosígenes Costa. O objetivo era verificar a aplicabilidade desse princípio em sua fundamentação legal no Brasil e, em consequência, na cidade de Porto Seguro. A pesquisa se relaciona com outros estudos orientados pelo professor Rabbani, focados na contribuição do Direito Ambiental para a defesa dos diversos recursos naturais e nas interfaces com as Ciências Ambientais.

Além da atualização sobre a vigência do princípio no sistema normativo nacional, Marta também realizou levantamento sobre o contexto portosegurense em termos de regulação e fiscalização das regras ambientais, levando em conta o impacto do turismo e da construção civil sobre a região. O plano de trabalho foi apoiado com uma bolsa de iniciação científica pelo Programa de Iniciação à Pesquisa, Criação e Inovação (PIPCI), conduzido pela Diretoria de Pesquisa, Criação e Inovação da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (DPCI/PROPPG). Marta contou de sua investigação científica para a seção UFSB Ciência.

De que trata a pesquisa?

 

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Pesquisa aborda variável ambiental em tributos e contribuiu para PEC

Heleno Nazário

pec ufsbA Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 45/2019, que trata da reforma tributária, está em tramitação no Congresso Nacional. As mudanças no sistema tributário nacional que vão permitir a incorporação da tributação ambiental nessa mudança, inclusive em âmbito municipal, são o tema da emenda à PEC 45 apresentada pelo deputado federal Uldurico Alencar Pinto, aprovada com mais de 170 assinaturas de deputados no dia 25 de setembro deste ano. E o embasamento da proposta do parlamentar é, por sua vez, derivada dos resultados de pesquisa em nível de mestrado defendida por Vinícius Pinheiro Parracho no Programa de Pós-Graduação em Estado e Sociedade (PPGES), da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). A ideia é fornecer base legal para que as cidades possam criar os tributos ambientais, ampliando os instrumentos à disposição do Estado para a proteção dos recursos naturais e a mudança de comportamento da população e da iniciativa privada, bem como a obtenção de recursos financeiros para auxiliar no custeio de ações de conservação e recuperação.

O estudo consta da dissertação A Inserção da Variável Ambiental na Tributação de Porto Seguro – Bahia, desenvolvida por Vinícius sob orientação do professor Roberto Muhájir Rahnemay Rabbani e apresentada em 25 de abril de 2019, perante a banca composta pelo orientador, pela professora May Waddington Telles Ribeiro (PPGES/UFSB) e o professor Peter Hermann May (UFRRJ).
O advogado e mestre pelo PPGES/UFSB Vinícius Pinheiro Parracho relata mais detalhes de sua pesquisa ao UFSB Ciência.

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Com obras paralisadas UFSB, aguarda liberação de verbas do MEC

Obras no campus/reitoria estão paralisadas

Obras no campus/reitoria estão paralisadas

 

A Universidade Federal do Sul da Bahia ainda  aguarda  a confirmação do desbloqueio de recursos anunciadas hoje pelo Ministério da Educação (veja nota abaixo). A UFSB  foi a instituição que mais teve a verba contingenciada pelo MEC e ao todo perdeu 54% do Orçamento previsto para o ano de 2019. Antes do corte, a instituição tinha R$ 33 milhões e, agora, tem R$ 17 milhões. A instituição aguarda a liberação imediata de cerca de R$ 3 milhões de reais, recurso que será  destinado para pagamento de contratos e principalmente reforma e manutenção predial.

 

Por conta do corte de verbas, a UFSB paralisou obras  nos campi de Itabuna,   numa área cedida pela Ceplac onde funcionará a reitoria, o  Instituto de Humanidades, Artes e Ciência e Centros de Formação em Tecnociência e Inovação e Agroflorestais;  e em Porto Seguro e Teixeira de Freitas,

UFSB CIência: estudo avalia viabilidade de tributo ambiental para proteção de recursos hídricos

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Heleno Nazário

 

 

 

Uma maneira de fomentar a mudança social de atitudes é empregar políticas públicas que incentivem as boas práticas e desestimulem as ações danosas. A viabilidade de aplicação dessa lógica na proteção ambiental com o uso de tributos é o tema da pesquisa realizada pela acadêmica Nathália Corona Andrade como bolsista de Iniciação Científica apoiada pelo PIPCI 2018-2019. No plano de trabalho intitulado A tributação ambiental como ferramenta para proteção dos recursos hídricos em Porto Seguro/BA, sob a orientação do coordenador da pesquisa Extrafiscalidade Ambiental em Porto Seguro, professor Roberto Rabbani, do Campus Sosígenes Costa da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), a acadêmica de Direito avaliou a possibilidade de cobranças sobre emissões, produtos e consumos de recursos naturais como instrumento para coibir práticas como a perfuração indiscriminada de poços artesianos, por exemplo.

 

Nathalia Corona

Nathalia Corona

A pesquisa foi realizada com apoio de bolsa de iniciação científica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), concedida por meio do Programa de Iniciação à Pesquisa, Criação e Inovação (PIPCI). O PIPCI é gerido pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PROPPG) e visa preparar novos pesquisadores ao longo de sua formação acadêmica especializada, empregando para isso a concessão de bolsas de Iniciação Científica e Iniciação Tecnológica, financiadas com recursos da própria UFSB e de agências externas, como a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) e o CNPq.

 

A equipe responsável pela pesquisa explica a relevância do tema.

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Amurc entrega documento sobre cortes de verbas na UFSB a Otto Alencar

amurcO presidente da Amurc e prefeito de Firmino Alves, Lero Cunha, juntamente com outros prefeitos da região, entregaram ao Senador Otto Alencar (PSD), uma carta com documentos em anexo, nominada ao Ministro da Educação, Abranham Weintraub solicitando o descontingenciamento dos recursos financeiro da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) e dos Institutos Federais (IF Baiano – Uruçuca e IFBA – Ilhéus). A reivindicação é fruto de uma Audiência Pública realizada no dia 24 de setembro deste ano, em Itabuna, que contou com a participação da sociedade civil, instituições pública e privada, poder legislativo, docentes, discentes e funcionários das instituições.

No documento entregue ao Senador, os representantes das unidades de ensino relatam as dificuldades que vem atravessando por conta do contingenciamento dos recursos financeiros, que repercutem diretamente no desenvolvimento das suas atividades (pesquisa, extensão, educação e infraestrutura).

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UFSB licita reforma do antigo Fórum Ruy Barbosa

A Universidade Federal do Sul da Bahia publicou  para licitar a reforma do prédio do antigo Fórum Ruy Barbosa, cedido pelo Tribunal de Justiça da Bahia em 2018 para abrigar a Reitoria da instituição. A licitação na modalidade Regime Diferenciado de Contratação visa reformar e adaptar o prédio para acomodar os diferentes setores administrativos da instituição. O prazo da execução, a contar da assinatura da ordem de serviço, é de 210 dias. A sessão pública de abertura de propostas será no dia 17 de outubro, via Comprasnet.

Com a transferência da Reitoria para a sede no centro de Itabuna, o deslocamento de servidores e alunos e o acesso da comunidade em geral fica mais fácil. A mudança também vai economizar recursos públicos com o encerramento do contrato de aluguel da área provisória, atualmente ocupada pela UFSB no bairro Ferradas.

Universidades Federais do Nordeste criam rede para promoção de tecnologia social

rede_UTecSocial_02Dirigentes das 18 universidades federais da região participaram do lançamento da Rede de Universidades Federais do Nordeste pela promoção da Tecnologia Social (Rede U.TecSocial), ocorrida no Salão Nobre da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), no Campus Dois Irmãos, em Recife. A iniciativa tem como finalidade estabelecer relações de cooperação para compartilhamento de tecnologias sociais, conhecimentos científicos e populares e organizar intercâmbio de professores e alunos. O assessor de Assuntos Internacionais, professor Guilherme Fóscolo de Moura Gomes, acompanhou a reitora da Universidade Federal do Sul da Bahia, professora Joana Angélica Guimarães, no evento.

 

 
Na ocasião, as instituições participantes da Rede firmaram cooperação com a Universidade Soka durante a Conferência Internacional das Universidades do Nordeste e Universidade de Soka: o Ensino Superior em prol do Bem-Estar da Humanidade.A UFRPE conferiu o título de Doutor Honoris Causa ao pacifista, filósofo, educador, escritor e poeta Daisaku Ikeda, fundador da instituição de ensino e pesquisa sediada em Tóquio.
A presidência da Rede U. TecSocial coube à reitora da Universidade Federal da Paraíba, professora Margareth Formiga Diniz. A cooperação institucional entre a Rede UTecSocial e a Universidade Soka prevê ações como mobilidade acadêmica de estudantes e pesquisadores, missões de trabalho institucionais de professores e servidores, realização de projetos conjuntos de ensino, pesquisa, extensão e gestão universitária e o intercâmbio de material e de informações relacionadas aos três pilares da atuação universitária. A parceria institucional com a universidade japonesa também se relaciona com o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODE’s) da ONU, uma vez que a universidade estrangeira ocupa posição destacada nos rankings de adesão a essas metas no Japão e no mundo.

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Pesquisadores usam modelo de epidemia zumbi para estudar propagação de rumores e fake news

fake newsQue a disseminação de notícias falsas e rumores alcançou um nível inédito em muitos processos políticos ao redor do mundo, isso é indiscutível. As análises para entender de quais formas essa propagação ocorre rendem pesquisas em diferentes campos da ciência. O artigo Rumor propagation meets skepticism: A parallel with zombies, publicado na revista EuroPhysics Letters (EPL) pelos professores Jeferson Arenzon (UFRGS) e Marco Antônio Amaral (UFSB, Campus Paulo Freire) mostra um estudo no qual os autores empregam um modelo de simulação para entender fluxos de rumores e informações mentirosas. O modelo epidemiológico escolhido tem crescente aplicação em pesquisas da Física Estatística e daSociofísica e remete a um pesadelo vindo direto da cultura pop: o zumbi. O problema da propagação das notícias falsas pode ser comparado, de modo figurado, a uma doença que consome cérebros a la “Madrugada dos Mortos” (1978), o clássico filme de horror de George Romero.

Um dos variados usos de modelagens da Sociofísica está na epidemiologia, na qual uma simulação ajuda a compreender as fases de contágio de uma doença em uma população de acordo com muitos parâmetros, como a agressividade do causador da enfermidade, fatores do cenário do contágio e as medidas para o controle, por exemplo. Quanto mais consistente e articulado esse modelo, mais útil ele será para o planejamento de ações eficazes, com redução de custos e de danos – o que pode gerar valiosos conhecimentos para a gestão em muitas áreas. É comum a criação de toy models, que são as simulações que não abordam assuntos reais e que servem para testar a consistência matemática e os limites de hipóteses e de equações derivadas ordinárias, por sua vez usados para simular diversas dinâmicas populacionais. Esses toy models ajudam a atualizar modelagens mais antigas ao inserir novos parâmetros e, com isso, fazer avançar a área. Um dos mais famosos toy models é o contágio que leva ao apocalipse zumbi em filmes, jogos eletrônicos, quadrinhos e livros: apesar de ser um fenômeno ficcional, vem servindo como base para muitos estudos recentes.

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Sem verbas, reitora da UFSB afirma que “não há condições para continuar”

Joana Angélica Guimarães

Joana Angélica Guimarães

Por Juliana Sayuri | para o The Intercept

Faz 29 graus em Itabuna, no sul da Bahia. Joana Angélica Guimarães da Luz, 61 anos, se dirige diariamente ao km 39 da BR 415, a Rodovia Ilhéus – Vitória da Conquista. Ali, num prédio antigo alugado na Vila de Ferradas, bairro pobre na periferia de Itabuna, fica a reitoria da Universidade Federal do Sul da Bahia, a federal que mais perdeu dinheiro com os cortes do Ministério da Educação.

Segundo a Andifes, a Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior, o orçamento da UFSB em 2019 caiu para menos da metade: o valor inicial de R$ 31,5 milhões foi para R$ 14,5 milhões. O primeiro efeito do corte é sentido pelo corpo: apesar do inverno quente, em que a temperatura chega a 27 graus, a ordem é deixar o ar-condicionado desligado em todas as unidades. Nos últimos dias, me disse a reitora, eles tiveram “sorte”: choveu e ao calor deu uma trégua.

Luz é a primeira mulher negra eleita reitora de uma universidade federal. Empossada há pouco mais de um ano, ela teme não conseguir sequer concluir a construção dos campi da universidade, inaugurada em 2014. São três: Itabuna, Porto Seguro e Teixeira de Freitas. Todos em obras. Todas, paradas.

Luz nasceu nos arredores de Itabuna. Filha de trabalhadores rurais, ela migrou do nordeste ao sul do país para estudar: primeiro, fez graduação em geologia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, seguida pelo mestrado na Universidade Federal da Bahia e pelo doutorado na Cornell University, em Nova York. A partir de 2012, participou ativamente da construção do projeto político-pedagógico da UFSB, declaradamente pautado por ideias de intelectuais como Anísio Teixeira, Milton Santos e o temido Paulo Freire. Segundo Luz, a UFSB foi idealizada como uma universidade de inclusão: a jovem federal abriga 4,5 mil alunos de graduação e pós-graduação – cerca de 80% deles de famílias de baixa renda.

O iminente virou imediato. “Universidades estão dizendo que vão parar as atividades, e a nossa está incluída. Não é tom de ameaça, não é retaliação. É realidade: não há condições concretas para continuidade”, relata a reitora. A administração está precisando escolher quais contas e contratos pode honrar e quais inevitavelmente vai pagar com atraso. “Estamos chegando ao ponto de paralisar tudo.”

Em entrevista ao Intercept, Luz fala sobre essas escolhas e a expectativa de liberação de recursos extras em setembro. Se não entrar mais dinheiro no caixa, a situação será “o caos”.

 

 

 

Intercept – Hoje, 15 de agosto, como está a UFSB?

Joana Angélica Guimarães da Luz – Hoje temos uma despesa de R$ 1,2 milhão por mês, mas recebemos R$ 860 mil. Estamos literalmente precisando escolher quais contas a gente paga e quais a gente atrasa, quais contratos a gente honra e quais não. O campus fica em uma cidade muito quente, mas definimos desligar o ar-condicionado para economizar energia elétrica. Os projetos de pesquisa estão em stand-by. Também temos diversas obras paradas, pois não temos recursos para pagar a empreiteira. A ordem direta é agora é suspender as obras, pois não há como arcar com os custos – mas ainda estamos discutindo com o MEC. Até lá, estamos nesse jogo de atrasar aqui, reduzir ali e ir levando para fechar o mês.

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Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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