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Universidades Federais do Nordeste criam rede para promoção de tecnologia social

rede_UTecSocial_02Dirigentes das 18 universidades federais da região participaram do lançamento da Rede de Universidades Federais do Nordeste pela promoção da Tecnologia Social (Rede U.TecSocial), ocorrida no Salão Nobre da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), no Campus Dois Irmãos, em Recife. A iniciativa tem como finalidade estabelecer relações de cooperação para compartilhamento de tecnologias sociais, conhecimentos científicos e populares e organizar intercâmbio de professores e alunos. O assessor de Assuntos Internacionais, professor Guilherme Fóscolo de Moura Gomes, acompanhou a reitora da Universidade Federal do Sul da Bahia, professora Joana Angélica Guimarães, no evento.

 

 
Na ocasião, as instituições participantes da Rede firmaram cooperação com a Universidade Soka durante a Conferência Internacional das Universidades do Nordeste e Universidade de Soka: o Ensino Superior em prol do Bem-Estar da Humanidade.A UFRPE conferiu o título de Doutor Honoris Causa ao pacifista, filósofo, educador, escritor e poeta Daisaku Ikeda, fundador da instituição de ensino e pesquisa sediada em Tóquio.
A presidência da Rede U. TecSocial coube à reitora da Universidade Federal da Paraíba, professora Margareth Formiga Diniz. A cooperação institucional entre a Rede UTecSocial e a Universidade Soka prevê ações como mobilidade acadêmica de estudantes e pesquisadores, missões de trabalho institucionais de professores e servidores, realização de projetos conjuntos de ensino, pesquisa, extensão e gestão universitária e o intercâmbio de material e de informações relacionadas aos três pilares da atuação universitária. A parceria institucional com a universidade japonesa também se relaciona com o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODE’s) da ONU, uma vez que a universidade estrangeira ocupa posição destacada nos rankings de adesão a essas metas no Japão e no mundo.

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Pesquisadores usam modelo de epidemia zumbi para estudar propagação de rumores e fake news

fake newsQue a disseminação de notícias falsas e rumores alcançou um nível inédito em muitos processos políticos ao redor do mundo, isso é indiscutível. As análises para entender de quais formas essa propagação ocorre rendem pesquisas em diferentes campos da ciência. O artigo Rumor propagation meets skepticism: A parallel with zombies, publicado na revista EuroPhysics Letters (EPL) pelos professores Jeferson Arenzon (UFRGS) e Marco Antônio Amaral (UFSB, Campus Paulo Freire) mostra um estudo no qual os autores empregam um modelo de simulação para entender fluxos de rumores e informações mentirosas. O modelo epidemiológico escolhido tem crescente aplicação em pesquisas da Física Estatística e daSociofísica e remete a um pesadelo vindo direto da cultura pop: o zumbi. O problema da propagação das notícias falsas pode ser comparado, de modo figurado, a uma doença que consome cérebros a la “Madrugada dos Mortos” (1978), o clássico filme de horror de George Romero.

Um dos variados usos de modelagens da Sociofísica está na epidemiologia, na qual uma simulação ajuda a compreender as fases de contágio de uma doença em uma população de acordo com muitos parâmetros, como a agressividade do causador da enfermidade, fatores do cenário do contágio e as medidas para o controle, por exemplo. Quanto mais consistente e articulado esse modelo, mais útil ele será para o planejamento de ações eficazes, com redução de custos e de danos – o que pode gerar valiosos conhecimentos para a gestão em muitas áreas. É comum a criação de toy models, que são as simulações que não abordam assuntos reais e que servem para testar a consistência matemática e os limites de hipóteses e de equações derivadas ordinárias, por sua vez usados para simular diversas dinâmicas populacionais. Esses toy models ajudam a atualizar modelagens mais antigas ao inserir novos parâmetros e, com isso, fazer avançar a área. Um dos mais famosos toy models é o contágio que leva ao apocalipse zumbi em filmes, jogos eletrônicos, quadrinhos e livros: apesar de ser um fenômeno ficcional, vem servindo como base para muitos estudos recentes.

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Sem verbas, reitora da UFSB afirma que “não há condições para continuar”

Joana Angélica Guimarães

Joana Angélica Guimarães

Por Juliana Sayuri | para o The Intercept

Faz 29 graus em Itabuna, no sul da Bahia. Joana Angélica Guimarães da Luz, 61 anos, se dirige diariamente ao km 39 da BR 415, a Rodovia Ilhéus – Vitória da Conquista. Ali, num prédio antigo alugado na Vila de Ferradas, bairro pobre na periferia de Itabuna, fica a reitoria da Universidade Federal do Sul da Bahia, a federal que mais perdeu dinheiro com os cortes do Ministério da Educação.

Segundo a Andifes, a Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior, o orçamento da UFSB em 2019 caiu para menos da metade: o valor inicial de R$ 31,5 milhões foi para R$ 14,5 milhões. O primeiro efeito do corte é sentido pelo corpo: apesar do inverno quente, em que a temperatura chega a 27 graus, a ordem é deixar o ar-condicionado desligado em todas as unidades. Nos últimos dias, me disse a reitora, eles tiveram “sorte”: choveu e ao calor deu uma trégua.

Luz é a primeira mulher negra eleita reitora de uma universidade federal. Empossada há pouco mais de um ano, ela teme não conseguir sequer concluir a construção dos campi da universidade, inaugurada em 2014. São três: Itabuna, Porto Seguro e Teixeira de Freitas. Todos em obras. Todas, paradas.

Luz nasceu nos arredores de Itabuna. Filha de trabalhadores rurais, ela migrou do nordeste ao sul do país para estudar: primeiro, fez graduação em geologia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, seguida pelo mestrado na Universidade Federal da Bahia e pelo doutorado na Cornell University, em Nova York. A partir de 2012, participou ativamente da construção do projeto político-pedagógico da UFSB, declaradamente pautado por ideias de intelectuais como Anísio Teixeira, Milton Santos e o temido Paulo Freire. Segundo Luz, a UFSB foi idealizada como uma universidade de inclusão: a jovem federal abriga 4,5 mil alunos de graduação e pós-graduação – cerca de 80% deles de famílias de baixa renda.

O iminente virou imediato. “Universidades estão dizendo que vão parar as atividades, e a nossa está incluída. Não é tom de ameaça, não é retaliação. É realidade: não há condições concretas para continuidade”, relata a reitora. A administração está precisando escolher quais contas e contratos pode honrar e quais inevitavelmente vai pagar com atraso. “Estamos chegando ao ponto de paralisar tudo.”

Em entrevista ao Intercept, Luz fala sobre essas escolhas e a expectativa de liberação de recursos extras em setembro. Se não entrar mais dinheiro no caixa, a situação será “o caos”.

 

 

 

Intercept – Hoje, 15 de agosto, como está a UFSB?

Joana Angélica Guimarães da Luz – Hoje temos uma despesa de R$ 1,2 milhão por mês, mas recebemos R$ 860 mil. Estamos literalmente precisando escolher quais contas a gente paga e quais a gente atrasa, quais contratos a gente honra e quais não. O campus fica em uma cidade muito quente, mas definimos desligar o ar-condicionado para economizar energia elétrica. Os projetos de pesquisa estão em stand-by. Também temos diversas obras paradas, pois não temos recursos para pagar a empreiteira. A ordem direta é agora é suspender as obras, pois não há como arcar com os custos – mas ainda estamos discutindo com o MEC. Até lá, estamos nesse jogo de atrasar aqui, reduzir ali e ir levando para fechar o mês.

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Omissão sem fim nas Terras do Sem Fim

UFSB- Nota à Comunidade Regional

No último dia 16 de julho, os/as reitores/as das Universidades e Institutos Federais foram comunicados/as sobre o “Programa Institutos e Universidades Empreendedoras e Inovadoras — FUTURE-SE”, apresentado pelo  Secretário do Ensino Superior do Ministério da Educação (MEC), Arnaldo Barbosa de Lima Júnior.

No dia seguinte, 17 de julho, na sede do INEP, em Brasília, houve nova apresentação, amplamente divulgada e transmitida . Em 18 de julho, foi publicizada a notícia da abertura de consulta pública (com prazo até 15 de agosto) sobre a minuta de um Projeto de Lei a ser encaminhada ao Congresso Nacional no dia 28 de agosto.

A partir da divulgação do programa, a Andifes deliberou pela realização de uma série de debates orientados, principalmente, por um questionamento fundamental: como é possível discutir um projeto dessa natureza, que muda de forma tão significativa a estrutura das instituições, num momento de tão profunda crise orçamentária?

Os bloqueios nas despesas discricionárias anunciados no início do mês de maio e outras medidas afetaram de modo abrupto e severo as instituições federais de ensino, ameaçando sua sobrevivência. Contratos assumidos com fornecedores dos mais variados serviços essenciais para a manutenção dessas instituições já estão comprometidos pelo contingenciamento.

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Pesquisa analisa potencial de planta da Mata Atlântica para tratamento da leishmaniose

planta

A riqueza da flora nacional é tanta que nela se pode encontrar várias espécies de vegetais que fornecem alimento, tempero e remédio. Uma das investigações científicas apoiadas pelo Programa de Iniciação à Pesquisa, Criação e Inovação (PIPCI) em 2018 busca encontrar um fármaco eficiente e com menos efeitos colaterais para tratar a leishmaniose visceral, uma das Doenças Tropicais Negligenciadas que mais afeta populações de baixa renda no mundo – e para as quais há mais necessidade de remédios.
planta 2O trabalho consistiu na bioprospecção, que pode ser entendida como a pesquisa por diversos tipos de elementos (como compostos químicos, genes e enzimas, por exemplo) de origem vegetal e animal que tenham potencial econômico para fazer parte de produtos. É uma atividade que pode ter ligação com saberes tradicionais: o uso popular de folhas de uma planta para tratar uma enfermidade é um indício para uma pesquisa que pode resultar na criação de um novo medicamento, por exemplo.
O professor Sebastião Rodrigo Ferreira, do Campus Paulo Freire (Teixeira de Freitas) da Universidade Federal do Sul da Bahia,  contribuiu com informações sobre os objetivos e o status da pesquisa que coordena junto com a professora Gisele Lopes de Oliveira. O plano de trabalho Bioprospecção de compostos de plantas da Mata Atlântica com potencial para aplicação no tratamento das leishmanioses foi contemplado com uma bolsa de Iniciação Tecnológica (IT) no edital gerido pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PROPPG/UFSB) em 2018.

 

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Pesquisa da UFSB avalia viabilidade de criação de cabritos no Sul da Bahia

cabras

A estimativa de viabilidade da criação de ovinos e caprinos para abate em pequenas propriedades na região de Ilhéus e Itabuna é o tema de um projeto de pesquisa desenvolvido na UFSB pelo professor Bruno Borges Deminicis. Com o uso de metodologia estatística, a equipe formada pelo pesquisador e os bolsistas Daniel Santos Ferreira e Thassiana Lacerda Coelho trataram dados do mercado regional para calcular quais os retornos de investimento na comparação entre os sistemas de confinamento e de criação a pasto. Além da qualificação dos estudantes, o estudo apresenta dados importantes para a avaliação do empreendimento.

O professor Bruno compartilhou os principais dados do trabalho, que foi apoiado com bolsas de iniciação científica pelo edital 2017-2018 do Programa de Iniciação à Pesquisa, Criação e Inovação (PIPCI), gerido atualmente pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PROPPG). Os planos de trabalho desenvolvidos para a pesquisa receberam premiações no 4º CIPCIem 2018, ficando com o 1º e o 3º lugares dentre os trabalhos de iniciação científica apresentados na área Ciência e Saúde no Campus Jorge Amado.

 

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Bons de salamaleque, ruins de mobilização

Instituições de ensino superior debatem impactos de corte de verbas em audiência pública

Representantes da Universidade Federal do Sul da Bahia – UFSB, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano – IFBaiano e do Instituto Federal da Bahia – Ifba, participam de uma audiência pública nesta sexta-feira, 5, às 9 horas, na Câmara de Vereadores de Itabuna com o objetivo de apresentar a sociedade os impactos provocados pelo contingenciamento de verbas nas instituições e a importância das mesmas para o desenvolvimento regional.

O evento promovido pela Associação dos Municípios da Região Cacaueira e Câmara de Vereadores, contará ainda com a presença de docentes, discentes e colaboradores das instituições, visando ampliar os debates em prol da defesa das instituições de Ensino Federal no Sul da Bahia. Segundo o presidente da Amurc, Aurelino Cunha, os representantes das instituições vão poder ressaltar o papel das unidades para o desenvolvimento territorial e os impactos provocados pelo contingenciamento das verbas.

A reitora da UFSB, Joana Angélica Guimarães destaca que a audiência será fundamental para que a sociedade conheça os projetos que estão sendo desenvolvidos pela universidade, que atualmente injeta recursos na ordem de R$ 113 milhões na região. “É uma oportunidade de conversar com as pessoas sobre a importância da instituição, não só do ponto de vista de formação de pessoas, de produção de conhecimento, tecnologia, inovação e conhecimento científico, mas também de desenvolvimento econômico da região”.

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Em defesa da UFSB

UFSB emite nota sobre corte de 30% no orçamento

UFSBNesta semana, o Ministério da Educação anunciou o corte de 30% do orçamento de todas as universidades federais brasileiras. A Universidade Federal do Sul da Bahia teve bloqueio de 38% no orçamento de custeio e capital, recursos utilizados para pagamentos de despesas básicas como água, energia elétrica, bolsas de iniciação científica e extensão, contratos de pessoal terceirizado, limpeza, vigilância, motoristas,  aquisição de equipamentos para equipar salas de aula e laboratórios. São despesas sem as quais a universidade terá muita dificuldade em manter suas atividades.
A UFSB é uma universidade muito jovem, com menos de 5 anos de funcionamento. Isso faz com que haja necessidade de um aporte grande de investimentos em infraestrutura. No momento, temos 3 obras em andamento nos nossos três campi: Itabuna, Porto Seguro e Teixeira de Freitas. Em razão do corte, há o risco concreto de sermos obrigados a paralisar essas obras, o que implica em enorme prejuízo pois, ao interromper os contratos, além dos atrasos no planejamento institucional, a universidade será obrigada a arcar com pesadas multas para as empresas contratadas, além da deterioração das obras quando de sua futura retomada.
Dispomos hoje de um quantitativo de cerca de 4.500 alunos, incluindo os que ingressaram em 2019. Portanto, as obras em processo são de fundamental importância para a consolidação dos cursos que já estão em andamento, além de outros que planejamos ofertar. Ao lado das atividades de ensino de graduação, temos hoje 4 programas de Pós-Graduação stricto sensu e 6 programas lato sensu que atendem uma quantidade significativa de pessoas que precisam dessa formação.

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UFSB integra o comitê gestor do Arranjo Ecoprodutivo Local Polo Biriba

O valor curativo de plantas medicinais da região de Mata Atlântica vai contribuir para o desenvolvimento de comunidades e para a produção qualificada de remédios fitoterápicos. Essa é a meta da Rota da Biodiversidade, programa conduzido pelo Ministério do Desenvolvimento Regional e pela Fundação Oswaldo Cruz, com a RedesFito/Farmanguinhos, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente. Um dos novos pontos nesse roteiro é o Arranjo Ecoprodutivo Local (AEPL) Polo Biriba, cujo comitê gestor foi definido em oficina realizada no fim de março em Teixeira de Freitas. A Universidade Federal do Sul da Bahia é uma das instituições integrantes do colegiado, com as professoras Jannaína Velasques, do Campus Jorge Amado (Itabuna) e Gisele Lopes, do Campus Paulo Freire (Teixeira de Freitas) respectivamente como representantes titular e suplente.

 

 
Um Arranjo Ecoprodutivo Local une as características de um Arranjo Produtivo Local (cadeia produtiva estratégica formada por iniciativas complementares entre si e especializadas em um produto) ao investimento em pesquisa e desenvolvimento a partir dos recursos naturais, por se situar junto a unidades de conservação ambiental. Na página da RedesFito sobre o conceito, o mapa mostra 16 AEPLs associados à Rota de Biodiversidade, todos eles dedicados à produção de fitomedicamentos com base em espécies vegetais nativas de cada bioma.

ufsb

Na composição do comite gestor do AEPL Polo Biriba estão presentes 13 entidades, dentre elas o programa Arboretum, o Kilombo Tenondé, a Rede de Agroecologia Povos da Mata, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA-BA), a Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e a UFSB. A professora Jannaína explica que as frentes de trabalho previstas para o AEPL foram divididas em eixos temáticos: Insumos e produção; Beneficiamento, agregação de valor e comercialização; Capital social e governança; Marco regulatório; Infraestrutura e Financiamento. Cada grupo elencou projetos prioritários dentro desses temas. Cinco deles serão escolhidos para compor a cartilha prioritária na próxima reunião do comitê em 26 de abril.

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Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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