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UFSB, 7 anos

UFSB abre 760 vagas em 25 cursos em Itabuna, Porto Seguro e Teixeira de Freitas

UFSBA Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) abre, no dia 28 deste mês, inscrições no processo seletivo para ingresso em cursos do segundo ciclo, previstos para o início de 2021.De acordo com o edital, serão ofertadas 760 vagas em 25 cursos nos campi de Itabuna, Porto Seguro e Teixeira de Freitas.

Para concorrer às vagas, os interessados devem ter estudado em um dos cursos de 1º ciclo da UFSB, podendo ser Bacharelado Interdisciplinar (BI) ou Licenciatura Interdisciplinar (LI). O ingresso no primeiro ciclo deve ter ocorrido por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), Sistema de Seleção Unificada (Sisu) ou via Colégios Universitários.

Para o Campus Jorge Amado em Itabuna, são 280 vagas nos cursos de Engenharia Agrícola e Ambiental (bacharelado–20 vagas); Engenharia Florestal (bacharelado-20 vagas), Engenharia de Aquicultura e Recursos Hídricos (bacharelado–40); Engenharia Ambiental e da Sustentabilidade (bacharelado-20)

 

Além dos cursos de Engenharia Sanitária e Ambiental (bacharelado–20) e Engenharia de Logística em Transportes (bacharelado-40), Mídia e Tecnologia (bacharelado-40) Produção Cultural (bacharelado-40) e Políticas Públicas (bacharelado-40 vagas).

Os candidatos deverão fazer a inscrição via internet, preenchendo o formulário eletrônico. O estudante pode escolher até três opções de curso. As inscrições poderão ser feitas até o dia 2 de outubro.

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UFSB já trabalha com acordos de pesquisa e inovação com parcerias externas

por Heleno Nazario

prof_matheus_ramalho_de_lima_-_CroppedUm projeto de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) é um processo que pode envolver a pesquisa básica (pesquisa científica) e a pesquisa aplicada (pesquisa tecnológica), mais o desenvolvimento experimental, e que pode incluir um contrato de confidencialidade, se for preciso, por ter a inovação como objetivo – seja essa novidade uma tecnologia, um produto ou um processo. Uma inovação certamente gera a expectativa de um resultado que pode requerer proteção da propriedade intelectual para, entre outros motivos, preservar o direito da exploração comercial. A Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) se qualifica para essa colaboração com a sociedade e a comunidade empresarial, inclusive com projetos de parcerias em pesquisa, desenvolvimento e inovação já em tramitação.

Com as recentes resoluções aprovadas no Conselho Superior, a instituição se habilitou para firmar colaborações entre parceiros externos, como empresas privadas e associações da sociedade civil, por exemplo, e integrantes da comunidade acadêmica, dedicados a projetos de PD&I. É uma forma acessível de investir em pesquisa e contribuir para que novas tecnologias cheguem à sociedade e, ao mesmo tempo, beneficiar o seu empreendimento, como afirma o coordenador de Criação e Inovação da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da UFSB, professor Matheus Ramalho de Lima(foto): “Toda parceria tem que ser igualmente vantajosa. Assim, o primeiro contato é interessante para que as partes, em comum acordo, vejam o que pode ser feito e de que forma para que os acordos sejam efetivados. É uma prática muito comum, vantajosa para a universidade e para o parceiro, justamente porque amplia as formas de captação e investimento de recursos, bem como em contribuição com a sociedade de modo geral”. Esse modelo amplia as formas de colaboração mútua entre Universidade, Indústria e Sociedade, construindo um ecossistema saudável de inovação.

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Seminário em rede marca a retomada de atividades acadêmicas na UFSB com intermediação tecnológica

ufsb 1O reinício das aulas na Universidade Federal do Sul da Bahia está previsto para o dia 17 de agosto, já na mediação por tecnologias digitais inaugurada pelo Seminário em Rede da UFSB: Educação, Políticas, Virtualidades, iniciado nesta segunda-feira (10). O evento tem diversas mesas online, propostas pela reitoria, pró-reitorias, pelas unidades acadêmicas, Assessoria Especial de Ensino e Tecnologia, a Comissão de Ética dos Servidores e as representações estudantil e dos técnico-administrativos em Educação, com atividades simultâneas pelas manhãs e tardes a partir desta terça-feira. As conferências serão sempre às 19h.

A abertura do evento foi mediada pela presidenta da comissão organizadora, professora Milena Magalhães, e começou com a apresentação artística por Ize Duque e Johnny Walker, que interpretaram a canção Queremos Saber, de Gilberto Gil.

ufsb 2A reitora, professora Joana Angélica Guimarães da Luz, falou do momento atual demandar mudança na universidade brasileira. Para a gestora, quando falamos de universidade, estamos falando de uma instituição que historicamente sempre foi elitista, quando deveria ser o espaço do livre-pensar e da diversidade. Para a professora Joana, a retomada das atividades de forma remota visa receber e incluir os estudantes nesse novo modo, e isso fica prejudicado no momento em que já há previsão de novos e mais profundos cortes no orçamento do ensino superior. Ela diz que a universidade é resistente e que precisa avançar de modo a incluir as comunidades nos processos dos quais a universidade faz parte. Isso envolve ir além de fortalecer as políticas de cotas, de permanência, de acesso digital, e ajudar a pensar em como expandir a entrada das comunidades originárias. A reitora afirma que é importante que se aproveite a semana para a reflexão sobre a mudança que o contexto atual exige da universidade e de sua comunidade.

ufsb 3A coordenadora do evento, professora Milena Magalhães, destacou que 2.300 participantes se inscreveram para as mesas do Seminário em Rede. As cinco conferências e 27 mesas vão abordar a educação e a universidade em busca de construção de alternativas para as dificuldades do momento atual, sendo muito mais uma forma de reconexão das pessoas que integram a comunidade UFSB. O próprio seminário foi construído de forma coletiva justamente para materializar essa concepção solidária e participativa da resistência que a universidade consegue construir e alimentar.

Em seguida, foi a vez da pró-reitora de Gestão Acadêmica, professora Janaina Zito Losada, que falou do cenário atual do mundo e como isso impôs a interrupção e o planejamento para o retorno das atividades acadêmicas em meio à excepcionalidade sanitária com a pandemia, de forma online. A escolha do tema do seminário se deve à necessidade de aprimorar com a comunidade acadêmica as formas e os jeitos dessa retomada no momento em que a presencialidade é impedida pelo novo coronavírus e as tecnologias de comunicação e informação se tornam o principal canal para o processo de ensino e aprendizagem. A pró-reitora destacou ainda o peso da situação atual, em que o marco de 100 mil mortes por covid-19 foi ultrapassado e as crises social, sanitária, econômica e política permanecem. O seminário é, então, a forma possível de acolher a comunidade. A retomada se dará de acordo com o calendário acadêmico suplementar, com o seminário nesta semana, e o reinício das aulas a partir do dia 17 de agosto. A professora Janaina destacou as definições que o Consuni aprovou para garantir que os discentes não tenham prejuízos com esse período de atividade remota, como consta na Resolução 15/2020.

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UFSB Ciência: Pesquisadores divulgam resultados de experimentos em restauração florestal com espécies nativas

 

Por Heleno Nazario

(foto acervo pessoal Daniel Piotto)

(foto acervo pessoal Daniel Piotto)

Pesquisadores do Centro de Formação em Ciências Agroflorestais da Universidade Federal do Sul da Bahia (CFCAf/UFSB) apresentaram os resultados de experimentos com restauração florestal em artigo publicado na revista Forest Ecology and ManagementO estudo Restoration plantings of non-pioneer tree species in open fields, young secondary forests, and rubber plantations in Bahia, Brazil é assinado por Daniel Piotto (Centro de Formação em Ciências Agroflorestais – CFCAf/UFSB), Kevin Flesher (Reserva Ecológica Michelin), Andrei Caíque Pires Nunes (CFCAf/UFSB), Samir Rolim (colaborador do Laboratório de Dendrologia e Silvicultura do CFCAf/UFSB), Mark Ashton e Florencia Montagnini (Universidade de Yale). Dentre os resultados, os cientistas perceberam que os melhores índices de crescimento foram obtidos em áreas de campo aberto, no chamado tratamento a pleno sol.

O professor Daniel Piotto explica que o artigo aborda diferentes metodologias para restauração de populações de espécies florestais nativas raras e ameaçadas. O projeto de pesquisa foi estabelecido em parceria com a reserva ecológica Michelin, em Ituberá, Bahia. O experimento foi iniciado em 2009, com o plantio de 1.200 árvores de cinco espécies nativas raras e consideradas ameaçadas (nomes populares: gindiba, bacupari, óleo-copaíba, landirana e bapeba), distribuídas em áreas com tratamentos diferentes: em campo aberto a pleno sol, a pleno sol com espécies florestais pioneiras, em florestas secundárias e em plantação de seringueira. Essas espécies de árvores têm similaridades o crescimento lento do tronco, a alta densidade da madeira e sementes de tamanho entre médio e grande, o que as torna dependentes de dispersão por animais. A equipe de cientistas monitorou o crescimento e a sobrevivência das árvores ao longo de seis anos, usando como medidas a altura, o diâmetro da árvore a 1,30m do solo e a sobrevivência de cada vegetal nas parcelas.

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UFSB Ciência: pesquisa em Sociofísica analisa o papel de indivíduos céticos contra difusão de notícias falsas e rumores

O consumo de informações em um mundo altamente conectado é assunto muito importante, apesar de nem sempre ser percebido pelas pessoas como um aspecto de suas vidas que merece atenção. A confusão entre notícia e opinião, o anticientificismo, a desvalorização do trabalho da imprensa e o apego aos vieses de confirmação são algumas das evidências de que rumores e notícias falsas são virais em mais de um sentido. O artigo Skepticism and rumor spreading: The role of spatial correlations, publicado na revista Physical Review E e assinado pelo professor Marco Antônio Amaral (UFSB) e os pesquisadores Jeferson Arenzon (UFRGS) e Wellington Dantas (UFF), dá prosseguimento aos estudos desenvolvidos no campo interdisciplinar da Sociofísica sobre a difusão de boatos e mentiras nas redes sociais. No trabalho, os pesquisadores buscam aprimorar o entendimento sobre a atuação de pessoas céticas no processo de circulação e interrupção desses conteúdos. Como em colaboração anterior dos professores Marco Antônio e Jeferson, na qual empregaram o modelo de epidemia zumbi para entender a disseminação de fake newsmodelos computacionais epidemiológicos são empregados para simular contextos de interação humana e com eles, testar e refinar hipóteses sobre as redes de circulação de boatos, rumores e informações falsas.

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“Criamos um modelo teórico para análise de espalhamentos de rumores focando principalmente na estrutura espacial da rede de contatos entre pessoas e o papel do ceticismo ao aceitar novos rumores e fake-news”, explica o professor Marco Antônio. O assunto é relevante devido aos já bem conhecidos resultados das práticas de manipulação de opiniões no mundo todo. A ideia era entender melhor o papel do ceticismo na circulação. Ser capaz de duvidar de uma informação, ainda que ela confirme ou se aproxime de uma opinião pessoal ou ideológica, em um contexto em que as pessoas fazem ideias e relatos circularem, é um fator que altera o modo como essa difusão acontece. “Em especial, ao levar em consideração as redes de conexões entre pessoas, vemos que comportamentos muito diversos podem ocorrer, diferindo do caso simples onde não existe estruturas espaciais de conexão”, avalia o pesquisador.

 

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USFB divulga 17º Boletim do Observatório da Epidemia do Novo Coronavírus no Sul da Bahia

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ITABUNA TEM O DOBRO DA MÉDIA NACIONAL DE CASOS POR 100 MIL HABITANTES

O Comitê Emergencial de Crise da Pandemia de Covid-19 da Universidade Federal do Sul da Bahia, divulgou nesta terça-feira (21) a  17ª edição do Boletim do Observatório da Epidemia do Novo Coronavírus no Sul da Bahia, com dados referentes ao período entre 11 e 17 de julho de 2020. O boletim semanal chega um dia após a publicação do Boletim Especial, que apresentou projeções para os municípios do Sul e do Extremo Sul da Bahia. 

A edição atual contém informações atualizadas e análises preparadas pela equipe do Observatório para apoiar os esforços de prevenção e de conscientização no território do Sul e Extremo Sul do estado da Bahia, e apresenta os seguintes destaques:

Análise do panorama semanal no mundo, no Brasil e nos municípios do Sul e Extremo Sul:

A seção apresenta a evolução dos casos notificados, óbitos, em tratamento e curados na região. Por exemplo, no período, do total de 118.657 casos e 2.738 óbitos confirmados na Bahia, 11.849 casos (10,0%) e 249 óbitos (9,1%) são de residentes em municípios onde a UFSB tem unidade acadêmica e/ou colégio universitário, um incremento de 1.825 casos (18,2%) e 37 óbitos (17,5%) em relação ao acumulado da semana anterior (10.024 casos e 212 óbitos). Os municípios de Itabuna (1.836,6 casos/100 mil hab.), Itamaraju (1.325,9 casos/100 mil hab.), Ilhéus (1.288,8 casos/100 mil hab.), Teixeira de Freitas (1.248,7 casos/100 mil hab.), Eunápolis (1.037,2 casos/100 mil hab.) e Ibicaraí (982,1 casos/100 ml hab.) superaram a taxa de incidência nacional (971,0 casos/100 mil hab.), enquanto os demais apresentam risco de infecção inferior à taxa estadual (797,8 casos/100 mil hab.).

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UFSB Ciência: pesquisador aponta impactos do racismo na carreira de professores negros de língua inglesa

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por Heleno Nazário

Há diversas barreiras impostas pelo preconceito racial, sem esquecer do cruzamento com os problemas de classe social. Um artigo derivado de pesquisa em nível de doutorado realizada pelo professor Gabriel Nascimento, atuante no Campus Sosígenes Costa (Porto Seguro), trata da desconfiança quanto à capacidade de pessoas negras serem capazes de exercer a docência de língua inglesa. O artigo Racism in English Language Teaching? Autobiographical Narratives of Black English Language Teachers in Brazil, publicado na Revista Brasileira de Linguística Aplicada e derivado da tese doutoral, analisa os efeitos do racismo na trajetória de professoras negras que ensinam o idioma inglês no Sul da Bahia.
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Trata-se de um estudo com metodologia autobiográfica, no qual as participantes contribuem diretamente com relatos de suas experiências e suas histórias de vida. No caso, duas professoras contam sobre o processo de formação docente e o exercício da profissão em sala de aula. São vários momentos e modos em que a questão racial se mostra como obstáculo para a carreira das duas docentes. Essa situação tende a gerar um dilema entre as identidades que essas pessoas forjam para si: de resistência na/pela linguagem, persistindo na profissão e usando a linguagem para isso, ou de resistência à linguagem, desistindo do exercício profissional.

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UFSB Ciência: Artigo analisa a resiliência da Mata Atlântica e destaca necessidade de projetos de restauração ativa

Com informações e imagens por Nathália Vieira Hissa Safar,
Carlos Ernesto Gonçalves Reynaud Schaefer e Luiz Fernando Silva Magnago

As metas ambientais nacionais e globais de recuperação da Mata Atlântica dificilmente serão cumpridas se não houver intervenção inteligente e constante, com projetos de restauração ativa que se agreguem aos processos de regeneração natural das florestas. Essa conclusão é um dos resultados de estudo descrito no artigo Resilience of lowland Atlantic forests in a highly fragmented landscape: insights on the temporal scale of landscape restorationpublicado na revista Forest Ecology and Management e assinado pela doutoranda Nathália Vieira Hissa Safar (PPG-BOT/UFV) e pelos professores Carlos Ernesto Gonçalves Reynaud Schaefer (DPS/UFV) e Luiz Fernando Silva Magnago (CFCAF/UFSB). Na pesquisa realizada, a equipe de cientistas trata da capacidade de regeneração natural, ou resiliência, de remanescentes de florestas de tabuleiro, num contexto de paisagem altamente fragmentada como a do bioma Mata Atlântica, e discute as implicações dos resultados no cumprimento de metas globais e nacionais para restauração florestal, conservação da biodiversidade e mitigação de mudanças climáticas.

Conforme os autores, o objetivo era avaliar os efeitos da idade da floresta no número total de espécies arbóreas e de espécies com alto valor de conservação (endêmicas e ameaçadas), na composição de espécies arbóreas e no estoque de carbono. Com isso, se queria saber se esses parâmetros estão se recuperando naturalmente ao longo do tempo e qual o prazo aproximado para que atinjam valores encontrados em florestas maduras próximas. Como nem todos os ecossistemas são capazes de se recuperar pelos seus próprios meios, compreender a capacidade e o tempo necessário para as florestas se recuperarem de um distúrbio contribui para estabelecer previsões seguras sobre o que aconteceria com essas florestas em diferentes cenários de impactos ambientais, além de auxiliar na criação de iniciativas e investimentos eficazes para a conservação da biodiversidade e carbono.

Impactos ambientais desencadeiam o processo de regeneração natural que envolve mudanças na diversidade e estrutura da comunidade vegetal. Para avaliar se essas florestas estão recuperando esses parâmetros ao longo da sucessão, os pesquisadores amostraram florestas maduras, utilizadas como ecossistemas de referência, e também florestas em regeneração localizadas no norte do Espírito Santo e sul da Bahia. Mais especificamente, dentro e no entorno de duas Unidades de Conservação, a Reserva Biológica do Córrego Grande (RBCG) e a Floresta Nacional do Rio Preto (FNRP). Em cada floresta foram medidas e identificadas as espécies arbóreas dentro de um critério pré-estabelecido. Para cada espécie amostrada foram obtidos seus status de endemismo da Mata Atlântica e de ameaçada, de acordo com a lista vermelha da IUCN, e determinada sua capacidade de armazenamento de carbono.

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Figura 1. Floresta em regeneração (cerca de 20 anos) pós fogo amostrada nesse estudo, Conceição da Barra, Espírito Santo, Brasil. Foto: Nathália Safar.

 

O estudo observou uma rápida recuperação da riqueza de espécies arbóreas nessas florestas (aproximadamente 80 anos para recuperar completamente), o que indica que a regeneração passiva (natural) pode ser uma ferramenta viável para recuperar o número de espécies. Os resultados sugerem que, na hipótese de se cessar o desmatamento e permitir que ecossistemas se regenerem naturalmente, as metas nacionais para a restauração da biodiversidade podem ser alcançadas. Por outro lado, as espécies com alto valor de conservação, como as endêmicas e as ameaçadas, não estão se recuperando ao longo da sucessão. Também é alarmante a lenta recuperação dos estoques de carbono e da composição de espécies arbóreas, que levariam cerca de centenas a milhares de anos para recuperar valores similares aos das florestas maduras próximas, conforme as previsões feitas pelo estudo.

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Figura 2. Floresta Madura amostrada nesse estudo, REBIO do Córrego Grande, Conceição da Barra, Espírito Santo, Brasil. Foto: Nathália Safar

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As universidades federais no combate à Covid 19

UFSB Ciência: Cientistas sugerem tecnologias para melhoria dos sistemas de tratamento de água

A preocupação com a saúde dos cursos d’água que suprem cidades e indústrias é crescente. A pesquisa divulgada no artigo Pharmaceuticals residues and xenobiotics contaminants: Ocurrence, analýtical techniques and sustainable alternatives for wastewater treatmentpublicado na revista Science of Total Environment, aborda o problema ponto de vista da poluição e do tratamento da água de forma mais ampla e sustentável, tendo em vista que os métodos adotados hoje não conseguem eliminar vários tipos de compostos químicos, o que faz com que esses poluentes se espalhem ao longo dos ecossistemas e voltem ao ser humano na água potável ou mesmo na alimentação. A saída é investir em tecnologias sustentáveis. O texto é assinado por Milina de Oliveira (Universidade Católica Dom Bosco), Breno Emanuel Farias Frihling (Universidade Católica Dom Bosco), Jannaína Velasques (UFSB), Fernando Jorge Corrêa Magalhães Filho (Universidade Católica Dom Bosco), Priscila Sabioni Cavalheri (UFPA) e Ludovico Migliolo (UFRN).

Rios e córregos são afetados pelo despejo de resíduos do esgoto doméstico e industrial, que hoje contém muitos elementos contaminantes que não são eliminados pelos processos tradicionais de tratamento. Com isso, mesmo com a adoção de filtros físicos, a água que consumimos pode conter moléculas pequenas o bastante para ultrapassar aquelas barreiras, de pesticidas até a cafeína e resíduos dos medicamentos que tomamos a cada dia.

O artigo faz uma extensa revisão de pesquisas sobre processos de poluição da água e diferentes tratamentos para água contaminada pela produção industrial e pelo esgoto urbano, com exemplos de estudos e testes de tecnologias ao redor do mundo. Ao reunir informações de vários artigos, os pesquisadores destacam que a combinação de etapas adicionais aos processos já existentes podem remover a maior parte de poluentes. A proposta feita no texto é a da combinação de wetlands construídos (wetlands são áreas alagadas projetadas para fitorremediação de resíduos persistentes) com tecnologias de oxidação avançada, de modo a aumentar a eficácia na retirada dos poluentes da água, com essas novas etapas compondo o final do percurso de tratamento nas estações.

Enquanto as indústrias química e farmacêutica são grandes geradores desse tipo de poluição, instituições de ensino, de pesquisa e hospitais, por exemplo, são pequenos geradores e os consumidores são os micro geradores. Todas essas atividades pressionam os sistemas de tratamento, que não estão, em geral, equipados para eliminar ou retirar compostos químicos da água. Os resultados na saúde do ser humano e dos ecossistemas são bem documentados: aparecimento de distúrbios hormonais, queda da fertilidade humana e intoxicações.

A professora Jannaina Velasques, que leciona e pesquisa no Centro de Formação em Ciências Agroflorestais do Campus Jorge Amado, descreve o estudo em entrevista para a UFSB Ciência.

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Reitora da UFSB debate futuro da Universidade em São Paulo

Joana Angélica Guimarães

Joana Angélica Guimarães

 

A reitora da Universidade Federal do Sul da Bahia, Joana Guimarães Luz, é uma das convidadas do webinário Universidade do Futuro promovido pelo jornal Folha de São Paulo. O evento online acontece entre 15h30min e 17 horas de 8 a 10 de junho, e também contará com a presença do ex-reitor da UFBA e da UFSB, de onde foi o primeiro reitor e responsável pelo modelo de ensino, Naomar Almeida.

O Seminário promovido pelo jornal paulista debate sobre o futuro da universidade reunindo especialistas e convidados.  A professora Joana Guimarães luz participará do painel “Espaço da Diversidade” no dia 10.

Os participantes debaterão impactos da tecnologia, a importância  da interdisciplinaridade e espaço para diversidade nas salas de aula do ensino superior nas salas de aula. O webinário poderá ser acompanhado pelo celular, tablet ou computador no site.

 

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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