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Posts Tagged ‘tragédia’

Nelson Leal diz que tragédia ocorrida em escola de Suzano é reflexo de “sociedade contaminada pelo ódio”

nelson lealO presidente da Assembleia Legislativa da Bahia – ALBA, deputado estadual Nelson Leal, manifestou o seu pesar pela tragédia que abalou hoje (13.03) o país, com a chacina ocorrida na Escola Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano/SP. “Em nome da Assembleia Legislativa da Bahia, manifesto o meu profundo pesar com o ocorrido. É mais uma tragédia que se soma às que já ocorreram este ano no Brasil. Sem sombra de dúvidas, é um ano de calamidades no país e reflexo de uma sociedade fortemente contaminada pelo ódio. Precisamos parar, fazer uma reflexão muito séria sobre o que está acontecendo conosco. O brasileiro afável, hospitaleiro e amoroso cada vez mais está dando lugar ao rancor, à xenofobia e ao ódio”, disparou Leal.

Apresentando condolências e “os mais sinceros sentimentos às famílias das vítimas”, o chefe do Legislativo estadual acredita que os dois atiradores que cometeram suicídio, depois de matar um comerciante e sete estudantes, respondem à pregação de intolerância que se disseminou pelo país nos últimos anos. “São dois jovens – um de 17 e outro de 25 anos –  que se imolaram depois de cometer esse ato absurdo, inexplicável. Se foram vítimas, ou não, de bullying, não se justifica este massacre”, condena o presidente da ALBA.

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O futebol entre o mágico e o trágico

Última rodada do Brasileirão 2017 tem drama que separa magia e tragédia por meros segundos. E uma inesperada epopéia catarinense…

Tragédia com avião da Chapecoense completa um ano

chape 3Faltavam dois minutos para as 22h (horário local) do dia 28 de novembro de 2016 quando o voo 2933 da empresa boliviana LaMia caiu no morro El Gordo, a 35 quilômetros do aeroporto de Medellin, na Colômbia. A bordo, estavam 77 passageiros de um voo charter contratado pela Associação Chapecoense de Futebol, o clube de Chapecó (SC). A equipe do interior do estado catarinense acabava de realizar uma façanha: ia disputar a final da Copa Sul Americana contra o Atlético Nacional, de Medellin. A partida seria disputada na quarta-feira (30), no primeiro jogo pelo título.

chape 4A alegria dos jogadores, da comissão técnica, e dos jornalistas a bordo deu lugar ao horror. Na escuridão da noite o avião bateu de barriga no alto do morro, capotou e se despedaçou encosta a baixo, deixando um rastro de destruição.

Quando as equipes dos bombeiros voluntários da cidade de La Unión conseguiram chegar ao local quase uma hora depois, apenas sete pessoas ainda estava vivas. Três eram jogadores do time: o goleiro Jackson Follman, o zagueiro Helio Zampier Neto e o lateral Alan Ruschel. Dos 20 jornalistas, apenas o locutor da Radio Oeste de Chapecó, Rafael Renzi, estava vivo. Os outros dois sobreviventes eram tripulantes: a comissária de bordo Ximena Suárez e o técnico de voo Erwin Tumiri. O sétimo passageiro encontrado com vida era o goleiro titular Marcos Danilo Padilha, que chegou a ser encaminhado para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu no dia seguinte.

Um piloto perdido

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´O Milagre de Chapecó`, emocionante e polêmico

A rede Arcoplex de Cinemas colocou no ar o trailer do filme “O milagre de Chapecó”, de Luiz Ara, que conta a história da Chapecoense, a tragédia na Colômbia e todo o processo de recuperação do clube.

A estreia está programada para o dia 30 de novembro nos cinemas de todo o mundo. No entanto os representes das famílias ingressaram na justiça para impedir a exibição, já que as o filme utiliza imagens dos jogadores dos jogadores mortos no acidente,. A alegação é que o filme foi feito sem autorização dos familiares.

Assista ao trailer

A glória, a tragédia e o velho Chapecó

BRUNO AMABILE BRACCO*

Jogo mais importante da história do clube. Último minuto da semifinal do torneio continental. É um clube modesto, que heroicamente sobe, em seis anos, da quarta para a primeira divisão nacional. De repente, tem à frente um gigante argentino, recentemente campeão da América, time do Papa. Mas o clube modesto tem seu dia heroico. Bravamente, segura o empate que garante a passagem à inédita e grandiosa final do torneio continental. Bravamente, segura o empate até o último minuto.

Último minuto. O gigante argentino cruza a bola na área. A bola é rebatida. Sobra, limpa, para um jogador argentino, frente à frente com o goleiro. Todo o estádio se cala. No último minuto do jogo mais importante da história do clube, aquele segundo parece eterno. O jogador argentino arma o chute fatal. Talvez dois ou três metros entre a bola e o gigantesco gol à frente: gol de mais de sete metros de largura e quase dois e meio de altura. O chute vem. É o golpe fatal de Golias contra Davi.

Mas não. Não neste dia sublime. Num movimento magistral, o goleiro do modesto clube sacramenta em glórias aquele dia destinado a ser heroico. Uma perna esticada. A bola, que parecia certeira em direção ao gol imenso, explode na perna direita esticada do goleiro-herói. É o dia de maior alegria nos 43 anos de vida daquele modesto clube – que jamais havia sido tão gigante.

Há uma lenda antiquíssima que tenta retratar o profundo mistério da vida.

Conta-se que havia um povoado em que muito do trabalho necessário era realizado por cavalos. Um já idoso senhor possuía o mais belo e forte cavalo do povoado. O cavalo, entretanto, certo dia fugiu.

Todos ficaram perplexos e, repletos de piedade, dirigiam-se ao velho com palavras de pesar, ao que o senhor respondia: “Por que falam assim? O cavalo se foi, mas como podemos dizer se isso é bom ou ruim? Deixemos que o tempo nos traga suas respostas”.

No dia seguinte, o cavalo retornou trazendo consigo sete outros cavalos. O povoado encheu-se de alegria e resolveu celebrar. “O velho estava certo”, diziam. “A fuga do cavalo era o melhor que poderia ter acontecido!” Mas o ancião era o único que se mantinha sereno. “Chegaram aqui sete novos cavalos. Mas como poderemos afirmar se isso é motivo para comemorações? Deixemos que o tempo nos traga suas respostas”.

Mais um dia se passou e, numa cavalgada, um dos novos cavalos derrubou o filho do velho, quebrando sua perna. “Velho sábio”, todos pensaram. “Ele sabia que esses novos cavalos não trariam coisa boa ao povoado, e eis o resultado”. Mas o velho se mantinha tranquilo. A perna quebrada de seu filho seria de fato motivo de lamentação? Somente o tempo traria suas respostas.

No dia seguinte, chefes do exército vieram ao povoado recrutar soldados. Como o filho do sábio ancião estava com a perna quebrada, foi poupado da guerra. O povo surpreendeu-se novamente. Mas o velho mantinha sua postura. O velho sempre mantinha sua postura. A história, do velho e de cada um de nós, prossegue indefinidamente. A sabedoria de vida suprema do ancião estava em saber que nada poderia saber sobre a vida. A sabedoria suprema do ancião estava em saber que a sabedoria está apenas no tempo – e o tempo sempre seguirá seu curso, contará suas histórias e trará suas respostas.

A heroica perna esticada no último minuto do jogo histórico. O juiz apita o fim da partida. O modesto clube tem a maior glória de seus 43 anos de vida. Está na final do torneio continental.

O tempo traz, contudo, suas respostas. O tempo traz suas respostas mesmo quando nós não sabemos qual era a pergunta. Cai na Colômbia o avião que transportava os jogadores e a comissão técnica para a tão esperada final do torneio continental, contra aquele que é, hoje, o melhor time das Américas. Não entendemos as tramas misteriosas da vida. Nunca conseguimos de fato entender, por mais que tanto queiramos. Nos desesperamos a cada dia em que percebemos que não estamos no controle da nossa própria história. Nos desesperamos a cada dia em que a vida escancara diante da nossa cara atônita que não temos a menor ideia, de fato, sobre o que é bom e o que é mau.

Dias de grandes tragédias escancaram nossa pequenez. Contentamo-nos com nossas pequenas vitórias sem termos a menor ideia se são, de fato, gloriosas. Desesperamo-nos com nossas pequenas derrotas sem saber as bênçãos que a vida pode esconder no aparentemente trágico. Seguimos como os habitantes comuns do antigo povoado: rindo e chorando diante de cada acontecimento em nossas vidas, como se soubéssemos que são motivos para choro ou para riso. Mas não sabemos. Nunca soubemos.

Mas talvez viva, em Medellin ou em Chapecó, um sábio ancião. Um ancião que sabe que nada pode saber. Um velho que sabe que uma perna quebrada não necessariamente é trágica e que uma heroica perna esticada não necessariamente é gloriosa. E que talvez, com seus olhos sábios, consiga ver ainda além.

Gosto de imaginar o velho se levantando nas primeiras horas da manhã e preparando, em silêncio, seu café. Um vizinho vem, com os olhos fundos de tristeza, e lhe conta a notícia da madrugada. O velho se entristece também. Mas, em seu coração, mantém a serenidade. Porque sabe que pernas esticadas não necessariamente são gloriosas e pernas quebradas não necessariamente são tristes. Porque sabe: só o tempo pode dar a verdadeira dimensão das nossas vitórias e das nossas derrotas. E, acima de tudo, sabe: mesmo a mais aparentemente insuportável dor das grandes perdas e das grandes tragédias talvez seja apenas um pequeno momento na infindável trama da existência. Apenas um pequenino momento que nossos pequeninos olhos podem ver. Nas imensas profundezas do seu coração, o velho sabe: a história continua. Sempre continuará. E o tempo continuará nos trazendo suas respostas.

Talvez viva, em Medellin ou em Chapecó, um velho.

*Bruno Amabile Bracco é Defensor público, mestre e doutor em Criminologia pela USP e autor dos livros “Carl Jung e o Direito Penal” e “A Gnose de Sofia”.

Publicado originalmente no site Justificando.

 

Jogadores da Chapecoense comemoram classificação para a final da Copa Sul Americana. Mas havia um voo no meio do caminho…

Paris, Mariana, Santa Catarina, Itabuna

A propósito dessa discussão sem sentido, sobre o que deve comover mais, os atentados em Paris ou a tragédia ambiental em Mariana (MG), vale reproduzir a crônica publicada no Blog do Thame em dezembro de 2008. Um exemplo de que a ação vale muito mais do que a indignação.

OS NOSSOS “CATARINENSES”

parisA tragédia de Santa Catarina, que deixou dezenas de vítimas fatais e milhares de desabrigados e está fazendo com que o Brasil se mobilize numa emocionante corrente de solidariedade, me fez lembrar de um pecadilho cometido duas décadas atrás.

O tempo, senhor da razão (e das dores nas costas, dos cabelos brancos e ralos e otras cositas mas) permite essas reminiscências. Até porque, o tal pecadilho que aqui vou revelar em nada altera uma eventual recusa ou um improvável passaporte para o Reino dos Céus.
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TV Cabrália, 1992. Como ocorre agora, Santa Catarina enfrentava uma enchente apocalíptica e o Vale do Itajaí foi arrasado pela fúria das águas. A Rede Manchete, da qual a Cabrália era afiliada, fez uma campanha para arrecadar alimentos, remédios, roupas e cobertores para os flagelados.

A Cabrália entrou na campanha e em poucos dias arrecadou toneladas enchentesde donativos, que seriam enviados a Santa Catarina.

Uma noite, por volta das 20 horas, entro no estúdio abarrotado de solidariedade, onde mal havia espaço para as câmeras e a mesa do apresentador. De repente, me deu o estalo.

Naquele mesmo ano, moradores da Bananeira e do Gogó da Ema bairro paupérrimos da periferia de Itabuna, estavam sofrendo com as cheias do Rio Cachoeira. Nada que se comparasse à tragédia de Santa Catarina, mas centenas de famílias perderam seus parcos pertences e muitas estavam desabrigadas.

O raciocínio foi óbvio. Se a gente pedisse donativo pras vítimas das enchentes em Itabuna, é provável que o retorno seria nenhum. Já para os catarinenses, em função da comoção nacional que se criou, mal havia espaço para colocar tantas doações.

Veio o estalo. E com a cumplicidade do então Bispo Diocesano de Itabuna, Dom Paulo <Lopes de Faria (esse sim, com certeza, já habitando o Reino dos Céus), a quem consultei sobre a minha intenção, uma parte dos donativos foi entregue para uma igreja e dali seguiu para as famílias da Bananeira e do Gogó da Ema.

A outra parte, é bom que se diga, foi entregue aos catarinenses, que sem saber e por linhas tortas, haviam proporcionado um gesto de solidariedade aos itabunenses, irmãos de pátria e de infortúnio.

Carlos Drummond de Andrade, 1984. Profético

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Tragédia em Lajedinho: número de mortos chega a 16

Maior tragédia natural da história da Bahia (fotos Haroldo Abrantes/SecomBA)

Maior tragédia natural da história da Bahia (fotos Haroldo Abrantes/SecomBA)

O temporal que destruiu a cidade de Lajedinho, na Chapada Diamantina, já é tratado como “o maior desastre natural na história da Bahia”, proporcional ao número de habitantes, segundo a Coordenaria Estadual de Defesa Civil (Cordec) .Na tarde desta segunda-feira (9), o número de mortos chegou a 16, entre eles, oito pessoas da mesma família. “Falta uma pessoa, segundo os vizinhos. Estamos trabalhando com 28 bombeiros, mais voluntários e os proprietários das fazendas, já que alguns corpos foram encontrados até 30 ou 40 quilômetros da sede, já na cidade de Ruy Barbosa.

Eles foram arrastados pela água”, contou o coordenador adjunto da Cordec, Paulo Sérgio Menezes, em entrevista ao Bahia Notícias. Entre os mortos estão duas crianças, uma de quatro e outra de dois anos. A segunda morreu junto com o pai. “Ele estava com o pai em cima do telhado, fugindo da chuva, quando tudo desabou”, lamentou o coordenador. Por causa da tragédia, a prefeitura de Lajedinho decretou estado de calamidade pública, já reconhecido pela Defesa Civil Nacional, o que pode facilitar e agilizar a chegada de verbas emergenciais e ações prioritárias.

O governador Jaques Wagner visitou à cidade para levar solidariedade aos moradores e colocou toda a estrutura do governo no atendimento às vítimas.

lajedinho HAroldo Abrantes Secom 2

Tragédia no RS: donos de boate podem ser presos

vítimas eram jovens, com uma vida inteira pela frente

Diante de uma série de ações irregulares, o Ministério Público cogita a possibilidade de pedir a prisão dos proprietários e dos integrantes da banda que se apresentou na boate Kiss, em Santa Maria, na região Central, onde, na madrugada de domingo, 234 pessoas morreram – a maioria asfixiadas – depois que o estabelecimento pegou fogo.

Conforme o promotor Joel Duarte, passado o primeiro momento de consternação, o Ministério Público deve partir, nesta segunda-feira, para a parte técnica da investigação e apurar as responsabilidade pela tragédia na danceteria. Duarte destacou que uma sucessão de erros explica o ocorrido. “Estive no local, houve sérios erros na boate, como por exemplo, a questão da saída e entrada em um único local. Além de ser estreita era uma única via, não havia sinalização para indicar um caminho mais rápido, tanto que muitas delas acabaram indo para o banheiro”, destacou.

Sobre a possibilidade de prisão, o promotor sustenta ter havido uso de artifícios pirotécnicos em lugares fechados, situação que, segundo ele, é proibida. “Um prisão preventiva foi pensada, ou ao menos uma possibilidade ao menos de temporária. Queremos encontrar os eventuais responsáveis para cobrar criminalmente ou em outras instâncias”, declarou.

As cenas de desespero na tragédia que fez Brasil amanhecer de luto

Espanto, dor e desespero na tentativa de socorro às vitimas no incêndio que matou mais de 245 em boate no Rio Grande do Sul. E o choro diante de amigos que não sobreviveram ao fogo e à fumaça.

 

SE O FUTEBOL TEM QUE MATAR, QUE MORRA O FUTEBOL…

TRAGÉDIA EM JOGO NO EGITO DEIXA MAIS DE 70 MORTOS. ACABOU A PRIMAVERA ÁRABE E COMEÇOU O INVERNO.

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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