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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

setembro 2022
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:: ‘Sul da Bahia’

Projeto da ADR Sul da Bahia beneficia mais de 3.500 alunos da rede municipal de ensino em Gandu

Um projeto de formação continuada de professores da rede municipal de ensino de Gandu, no sul da Bahia, foi iniciado neste mês de setembro e vai atender a 34 escolas, tanto da educação infantil quanto dos anos iniciais e anos finais do ensino fundamental, somando 3.787 estudantes. Entre as metas, estão a melhoria da aprendizagem em língua portuguesa e matemática, além do combate à evasão escolar. Para isso, haverá formações focadas na melhoria das práticas pedagógicas e oferta de suporte técnico em gestão educacional para as equipes da Secretaria de Educação, gestores escolares e professores, atendendo a 252 profissionais no total. O ponto de partida foram os encontros realizados nos últimos dias 9 e 10 de setembro no município, quando foi feito um diagnóstico da situação atual. A coleta de dados quantitativos e qualitativos foi feita por meio de diálogo com os educadores e comunidade local, aplicando-se a metodologia de grupos focais para levantar informações que servirão como base para a estruturação dos próximos passos do projeto.

A iniciativa integra o Programa Compromisso com a Educação Pública, idealizado pelo Instituto Arapyaú e promovido pela Agência de Desenvolvimento Regional Sul da Bahia (ADR Sul da Bahia) com a Secretaria de Educação de Gandu, contando com cofinanciamento da Mondelez Internacional, por meio do programa de sustentabilidade do cacau, o Cocoa Life, além da parceria técnica do Instituto Chapada de Educação e Pesquisa (Icep), da Versus Editora e da consultora Cleuza Repulho, ex-secretária de Educação dos municípios de Santo André e São Bernardo do Campo, em São Paulo, sendo por três vezes presidenta da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME).

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Sul da Bahia terá “Cineclube Mocamba – Cinema Negro em Foco” 

A Mostra Cineclubista Cultural Território Litoral Sul  “Cineclube Mocamba – Cinema Negro em Foco”,  será apresentada  nos municípios de Itabuna, Itajuípe e Ilhéus.

O projeto é gratuito para estudantes e profissionais de educação de escolas públicas culturais com o objetivo de contribuir para a formação de platéia e a criação de espaços populares para exibições de audiovisuais, além de fortalecer e divulgar a cultura afro na região cacaueira.

A mostra  tem apoio financeiro do Estado da Bahia, através do Fundo de Cultura, Fundação Cultural do Estado da Bahia, Secretaria de Cultura e Secretaria da Fazenda.

Primeiro CRA Sustentável do Brasil eleva produtividade do cacau e renda familiar no Sul da Bahia

Os resultados positivos colhidos após o primeiro ano de implantação do CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) Sustentável no Sul da Bahia vêm chamando a atenção da mídia em todo o país. Veículos de abrangência nacional como o programa Globo Rural, da TV Globo, o jornal Estadão, o Valor Econômico, a revista Globo Rural On-line e o site especializado Capital Reset destacaram o incremento de quase 40% na renda dos pequenos agricultores que já acessaram o crédito, além da taxa de inadimplência próxima a zero e incentivo a práticas sustentáveis na cadeia do cacau. A repercussão do CRA também levou o Podcast Economia do Futuro e a Fast Company destacarem que o crédito aliado à assistência técnica vem contribuindo para o renascimento do cacau na região.

Modelo inédito no Brasil, o CRA Sustentável combina capital de mercado com filantropia e foi concebido em parceria pela ONG Tabôa, os institutos Arapyaú e humanize e o Grupo Gaia. Em sua primeira rodada, o CRA beneficiou 184 famílias – 578 pessoas – que trabalham com cacau associado a outros cultivos em sistema agroflorestal no Sul da Bahia, como a agricultora Atayne Santos, de 21 anos. Em seus quatro hectares no Assentamento Dois Riachões, município de Ibirapitanga, Atayne investiu o valor obtido através do CRA na produção de cacau, hortaliças, banana da terra e da prata, mandioca, cravo e na criação de galinhas. Ao todo, sua produção gerou 240% de aumento de renda no último ano. “A diversidade do que produzo no campo primeiro abastece a mesa da minha família, garantindo alimentação de qualidade”, explica a jovem. O excedente é comercializado e, assim, as produções de ciclo curto geram renda durante todo o ano, enquanto o cacau não fica pronto para venda.

Veja o texto completo em

www.cacauechocolate.com.br

 

Sebrae realiza circuito de palestras com foco em resultados dos negócios no Sul da Bahia

Dill Casella

A unidade regional do Sebrae em Ilhéus realiza um circuito de palestras gratuitas com o tema “Fazer acontecer com foco nos resultados dos negócios”, nas cidades de Ilhéus, Itabuna e Uruçuca nos dias 20, 21 e 22 de setembro, a partir das 19h, com a presença do especialista em marketing e desenvolvimento gerencial, Dill Casella. As inscrições podem ser feitas pela internet.

Dill Casella é engenheiro, graduado em Marketing, possui formação em desenvolvimento gerencial, empreendedorismo, PNL e dezenas de outros cursos. Ele também é autor do livro Atitude e Altitude, pela Editora Vozes, e estará na região com o propósito de contribuir para o crescimento dos negócios com encontros multissetoriais.

As palestras abordarão eixos de desenvolvimento tanto dos negócios, quanto pessoal, abordando tópicos como o que significa fazer acontecer na vida e nos negócios, mindset de crescimento x mindset fixo, propósito, engajamento, realização, transformação e reinvenção, desaprender para aprender, o futuro na vida e nos negócios, inovação e criatividade no trabalho e na vida, proatividade e engajamento na jornada de sucesso e muito mais.

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Tanajura Gin une cacau e dendê em produção artesanal

 

Primeiro gin baiano conquista mercado no Brasil e no Exterior

Primeiro gin totalmente baiano, o Tanajura, produzido na  Ilha Grande de Camamu, no Sul da Bahia, numa fazenda tradicional,  tem na receita dois produtos típicos do Estado, o cacau e o dendê, que se unem em perfeita harmonia, carregando efeitos sensoriais com poder de memória afetiva.

 

O Tanajura  Gin é fruto do empreendedorismo das advogadas Erica Melissa, advogada, formação em Master Destiller pela ESALQ de Piracicaba (SP) e Débora Borges de Souza, com cursos em Lenotre, Barry Callebaut (Irlanda) e uma dedicada pâtisserie do mundo do cacau.

O Tanajura  Gin é produzido em tradicionais alambiques de cobre, que refinam o álcool e retiram metais pesados, gerando um gin de qualidade superior os produtos industrializados.

 

A capacidade de produção atual é de 20 mil garrafas por mês, com previsão de alcançar 100 mil garrafas por mês com a aquisição de novos equipamentos, mas mantendo a mesma tecnologia.

 

Veja o texto completo em

www.cacauechocolate.com.br

Carta aberta do povo Pataxó a todos os habitantes da Mãe Terra

Sebrae realizará capacitações de setembro com mais de 900 vagas no Sul da Bahia

O Sebrae regional em Ilhéus oferta, no mês de setembro, mais de 900 vagas em capacitações gratuitas para os pequenos empreendedores que atuam em Itabuna, Ilhéus e outras cidades do Sul da Bahia. Os interessados em aprender mais sobre gestão de agronegócio, vendas, tendências, resultados, expansão de negócios, liderança e empreendedorismo feminino podem se inscrever pela internet.

Entre as atividades propostas para este mês, está a palestra “Gestão no Campo”, que acontece nas cidades de Uruçuca, Itacaré, Santa Luzia e São José da Vitória, nos dias 6, 11, 12, 16 e 17 de setembro, respectivamente, sempre a partir das 8h. A instituição também desenvolve o “Sebrae nos Bairros”, que objetiva treinar e capacitar empreendedores com foco no empreendedorismo local, na formalização das empresas e no desenvolvimento dos líderes.

Outra oficina que integra a programação de setembro é a que trata sobre “Fazer acontecer com foco nos resultados dos negócios”, para que o microempreendedor individual (MEI) tenha auxílio na tomada de decisão acerca do resultado do negócio. As capacitações acontecem nas cidades de Ilhéus, no dia 20, em Itabuna, no dia 21, e em Uruçuca, no dia 22, sempre às 19h.

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Modaka lança caixa de chocolates comemorativa de 10 anos

Série especial valoriza os sabores da floresta

A Modaka, que produz chocolates tree to bar orgânicos e  derivados de cacau no Sul da Bahia, inovou trazendo na celebração de  seu  aniversário de 10 anos, um novo conceito para o mercado, uma caixa comemorativa com sabores diferenciados.

Patrícia Viana Lima

“Em 2022 comemoramos dez anos da nossa marca e no início do ano já sonhava em fazer algo muito especial, que trouxesse origens, história, homenagens, inovação e claro, muito sabor”, comenta Patricia Viana Lima, proprietária da marca e também gestora da Fazenda São José, de propriedade  da sua família, situada no município de Barro Preto, no Sul do Estado.

 

Leia o texto completo em

 

www.cacauechocolate.com.br

Manuel e Daniel

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-Eu soube que o senhor vai lançar um jornal e está precisando de repórteres…

-Você é de onde?

-São Paulo, cheguei há um mês aqui…

-Então começa amanhã…

-Mas o senhor não vai nem me pedir pra fazer um texto pra avaliar?

-Não precisa. Se você é de São Paulo é bom, pode vir amanhã cedo e começar a trabalhar…

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Contado assim, 35 anos depois, parece até uma daquelas narrações inverossímeis, feitas para dourar a pílula e transformar um ato banal em algo digno de registro.

Mas foi exatamente assim que aconteceu naqueles meados de abril de 1987, num fim de tarde em que, levado por Vilma Medina (testemunha desse diálogo surreal), meu destino se cruzou com o de Manuel Leal e me fez mergulhar na aventura de uma vida que foi, durante os 13 anos em que lá passei como repórter e depois editor, trabalhar no jornal A Região, do qual ainda sou colaborador extemporâneo.

manuel leal13 anos, dez deles convivendo com Leal. O tempo permite o que em outras situações soaria como cabotinismo: o inigualável faro para a notícia e o destemor  de Leal, somados a um texto cortante como uma navalha afiada e uma compulsão por grandes reportagens deste que ora vos escreve (puta que pariu, `dourar a pílula` e ´deste que  ora vos escreve` são dignos de aposentadoria compulsória se Bolsonaro -argh!-  permitisse), foram a essência de um jornal que mais do que papel e tinta, era impresso com alma.

O arco se encontrou com a flecha.

Antes que a banda siga e o mundo gire, um adendo necessário: gente com muito mais talento para a escrita passou por A Região, mas não citarei nomes para não despertar egos adormecidos. Estou me referindo à simbiose de duas almas que o acaso (ou não) reuniu numa redação de jornal. Nisso, a união de Manuel com Daniel produziu uma rima e uma solução.

Foram 10 anos de Malhas Finas e Malhas Grossas, de reportagens inesquecíveis, manchetes de antologia, histórias (ao menos as publicáveis)  que dariam um livro.

primeira capaQuem senão A Região teria coragem de dar a manchete de fraude no Vestibular da Uesc, apostando num suposto gabarito jogado por baixo da porta da sede do jornal? A edição rodando, Leal me liga de madrugada:

-E se aquilo for uma falsificação?

Respondi com a única frase possível:

-Nós dois estamos fodidos.

As denuncias  de fraude, com conhecimento prévio dos gabaritos por alguns privilegiados, principalmente nos cursos mais disputados, como Direito, eram recorrentes. Comprovada, mudou para sempre a história do vestibular.

Quem senão Leal para perceber que um romance entre um fazendeiro  de 70 anos e uma estudante de 13 era notícia nacional? Foi além: a história de Ferreirinha e Yolanda foi destaque até no Japão, com direito a uma impagável entrevista a Jô Soares em que Ferreirinha, orientado por Leal, repetia que sua propalada virilidade se devia ao suco de cacau. E eram tempos pré-viagra…

Aproveitando a deixa: eram também tempos duros, por conta das inúmeras denuncias feitas pelo jornal, que incomodava os poderosos de plantão, entre eles o mais poderosos de todos, Antonio Carlos Magalhães, que de tão poderoso virou sigla.

Pois ACM em pessoa, não a sigla, inventou a inauguração de um poste para vir a Itabuna e desancar o então ex-amigo Leal (a relação de ambos era de amor e ódio como o próprio jornal atesta em suas páginas), num comício na praça Adami. Tão ridículo que Leal riu. O tempo, entretanto, mostraria que nem todos os poderosos (ou que se acham poderosos) são de anedota.

A Região (e Manuel Leal porque o jornal essencialmente era ele) das denuncias de tráfico de crianças, de privilégios na liberação de recursos para combater a vassoura-de-bruxa, da primeira importação de cacau em décadas, que mereceu uma manchete em letras garrafais: ACABOU!, com direito a exclamação. Definitiva.

Manuel Leal, Manuel Leal, Manuel Leal. Manchetes e histórias. Do coração frágil sustentado por pontes de safena, mas  imenso e generoso.

-Leal, estou querendo fazer uma série de reportagens em Cuba (na verdade, conhecer Cuba era o sonho impossível dos meus tempos de rebeldia e dureza em Osasco).

Um jornal do interior da Bahia mandando um jornalista pra Cuba em 1995 tinha tanto sentido quanto mandar um repórter a Marte. Mas Leal bancou a viagem e me vi na obrigação de deixar a ideologia de lado e fazer aquelas que, modestamente, considero as melhores reportagens da minha vida. E olha que nesse negócio eu costumo colocar a modéstia no paredón.

A Cuba dos avanços na saúde, na educação, nos esportes foi mostrada ao lado da falta de liberdade, da prostituição, da fome extrema (eram tempos pós queda do Muro de Berlim), das levas de cubanos que se arriscavam em balsas improvisadas pare tentar chegar aos Estados Unidos. Isso quando os tubarões não chegavam antes.

Dois anos depois, premiado com uma viagem a Itália, numa tentativa de amenizar as denuncias de tráfico de crianças, ele simplesmente disse:

-Vai você. Eu iria só passear e você vai trazer boas reportagens pro jornal.

A mais dolorida das capas

A mais dolorida das capas

E  da Itália, onde ainda deu tempo de cantar ´il sole mio` numa gondola em Veneza, vieram reportagens sobre adoções de crianças que não terminavam necessariamente em pizza. Veio também uma premonitória história sobre uma italiana, Cinzia, agraciada com o bem estar social europeu,  e um africano, Baussa, que vivia de esmolas na Verona de Romeu e Julieta. Qualquer semelhança com as levas de africanos e árabes hoje em dia  que morrem afogados no Mar Mediterrâneo antes de alcançar o suposto paraíso, não é mera coincidência.

Padre mio, esse era Leal, que num sentido espiritual, foi mesmo um pai. Deixemos o coração escrever: Leal foi, pra mim, um pai em todos os sentidos.

Dezembro de 1997. A manchete mais emblemática de todas. “Delegado que apura a fraude  do IPTU recebeu R$ 4.500,00 da Prefeitura de Itabuna”.  A única reportagem em que, como um leitor comum e atendendo um pedido meu por conta de sua  mania de anunciar as `bombas` antes que elas fossem detonadas, Leal só viu o jornal depois de impresso. A flecha disparada sem o arco…Deus, como isso é cruel e me atormenta até hoje.

Janeiro de 1998. Manuel Leal foi assassinado covardemente quando chegava a sua residência no Jardim Primavera, localizada entre a Delegacia Regional de Policia e a sede do Batalhão da Polícia Militar.

Manuel Leal, de certa forma, ainda vive através do jornal que foi a sua razão de viver, hoje em versão digital e, pena mas respeito direital.

E eu, o mais grapiúna dos paulistas, amor de perdição por esse chão, espero o momento do reencontro, agora perguntando:

-Você é de onde Leal?

-Eu sou da eternidade…

-Então dá licença que eu cheguei pra ficar.

Zé Delmo declama poema Jequitibá Rei

,ze delmo
No auge dos 54 anos de carreira, o ator e poeta José Delmo declamou o poema Jequitibá-rei durante evento da Agência de Desenvolvimento Regional do Sul da Bahia.

Na poesia, Zé Delmo fala a um jequitibá-rei que, do alto da serra, testemunhou a história da colonização. Símbolo de grandeza, a árvore guarda as memórias poéticas recuperadas pelo artista grapiúna, como a imagem do primeiro navegante europeu que despontou no mar ou o estampido do primeiro disparo de arma de fogo ecoando na Mata Atlântica.

Com Jequitibá-rei, o poeta nos oferece sua síntese da cosmogonia do universo grapiúna, como a origem de nomes de cidades e a violência colonizadora, que escravizou e matou não-brancos e quase devastou toda a mata.

Assista.





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