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Posts Tagged ‘Rogério Ceni’

De Mito a mico

Daniel Thame

daniel thame FlicaRogério Ceni é seguramente o maior ídolo da história do São Paulo, embora não seja o maior dos craques, já que compará-lo com Leônidas da Silva, Didi, Gerson, Pedro Rocha e Raí (só para ficarmos nos mais marcantes), beira a heresia.

Goleiro-artilheiro, tricampeão Brasileiro, campeão da Libertadores, campeão do Mundo, com uma das mais brilhantes exibições de um goleiro em todos tempos na final contra o Liverpool, Rogerio Ceni fez com que a história do clube se confundisse com sua própria história.

Para a torcida do São Paulo, nada mais nada menos do que o Mito.

Para as demais torcidas, especialmente as dos rivais Palmeiras e Corinthians, um goleiro arrogante, que nem era essa coisa toda. Um ódio que era quase uma declaração enviesada de amor.

No São Paulo, intocável, esticou a carreira até o limite do limite. O zagueiro não podia falhar, o meio campista não podia errar um passe e o atacante não podia perder um gol. Mas Rogério tinha direito a todos os frangos que pudesse engolir, quando o corpo já não obedecia o comando da mente.

micoQuando resolveu parar (e parou porque quis), teve um jogo despedida grandioso,  com o Morumbi lotado e um desfile de craques do passado e, forçoso dizer, pernas de pau do presente.

Um reconhecimento comum nas despedidas de craques nos grandes clubes europeus, mas raríssimo no Brasil, onde gênios da estatura de um Rivelino, um Ademir da Guia e um Gerson não tiveram um jogo de despedida.

Página virada no futebol, página garantida na história, Rogério Ceni poderia curtir a aposentadoria tranquila, com os milhões que merecidamente ganhou fazendo defesas e marcando gols.

Mas, a extrema autoconfiança necessária para um goleiro, a arrogância mal disfarçada, levaram Rogério Ceni a dar o passo arriscado.

Aceitou (talvez o termo correto seja exigiu) ser técnico do São Paulo.

Não o São Paulo multicampeão, com gestão de time europeu, mas o São Paulo que vive um jejum de títulos, dirigido por incompetentes e que virou um balcão de negócios, uma feira livre, onde é escolher, pagar e levar.

Um time assim não era para novatos como Rogério Ceni, dono de idéias revolucionárias, que quando colocadas em prática (ou não colocadas) se revelaram um retumbante fiasco.

Eliminado nas semi-finais do Paulistinha, eliminado prematuramente da Copa do Brasil e eliminado mais prematuramente ainda da Copa Sulamericana por um timeco marca bufa da Argentina, penando na zona de rebaixamento do Brasileirão.

Esse foi o mundo real de Rogério Ceni, sumariamente demitido pelo seu amado São Paulo, sem dó nem piedade, como se fosse  treinador de um íbis da vida.

Nem Ceni foi o Guardiola que ele talvez se imaginou, nem o São Paulo foi um arremedo de Barcelona, que se ele imaginou, talvez seja caso para internação.

Passe bem, obrigado, vida que segue.

De Mito e Mico, a bola as vezes é cruel.

E com Rogério Ceni, ela foi absurdamente cruel.

É o caso, agora, de pendurar as chuteiras da arrogância e calçar as sandálias da humildade.

 

Gigantes acordados

Daniel Thame

dt-panamaVirada de ano é sempre a mesma história. Os times saem às compras, as especulações correm soltas e enquanto a bola não rola pra valer o torcedor fica imaginando até onde seu time pode chegar em 2017.

Nesse começo de ano, pelo menos duas torcidas podem se dar ao luxo de sonhar alto: a do Palmeiras e a do Flamengo, não por acaso os dois times que ostentam excelente saúde financeira nesses tempos de pindaíba. O Verdão por dispor de um patrocinador em que a dona é torcedora e abre os cofres com prazer. O Fla por contar com uma cota superior a 160 milhões de reais por ano da televisão e uma torcida que, em qualquer estádio do Brasil, literalmente paga pra ver.

O Palmeiras, campeão brasileiro, que já tinha um bom time, se reforçou com Guerra (eleito o melhor jogador da Libertadores, campeão pelo Atlético Nacional), Michel Bastos  e está quase fechado com Felipe Melo, além de promessas como Raphael Veiga, Keno e Hyoran.

O Flamengo, que em 2016 ficou no cheirinho do hexa, conseguiu repatriar o excelente Dario Conca, trouxe o bom ala peruano Trauco,  e conseguiu manter suas principais estrelas como Diego e Paolo Guerrero.

gigantesÉ possível que ainda surjam novos reforços tanto no Palmeiras quanto no Flamengo, que tem uma idéia fixa: ganhar a Libertadores (sonho de consumo de todos os grandes clubes brasileiros) e disputar o Mundial de Clubes. Com os times que estão montando, ambos entram na competição, que se estenderá durante todo o ano, como favoritos.

E os demais times?

Parado ninguém está, mas falta dinheiro pra trazer reforços capazes de chegar, jogar e decidir.

Santos, Botafogo, Grêmio e  Atlético Mineiro, que também disputam a Libertadores, possuem bons times e apelam para reforços medianos, como Leandro Donizete no Peixe, Montillo no Bota e, ainda em negociação, Martone no Galo. Nada que mereça foguetório.

O Vasco tenta renascer das cinzas após sair do pântano da série B e o grande trunfo foi ter segurado Nenê.

O Corinthians, atolado no Itaquerão, caiu no real e se viu sem real e sem poder de fogo. O São Paulo, igualmente no vermelho, joga suas fichas no técnico Rogério Ceni, uma aposta que é mais na lenda do que na realidade. Mesma situação de outro grande em fase de contenção de despesas, o Cruzeiro, que para contratar, vai ter que vender.

Enfim, com os dois gigantes acordados e com fome de títulos, os demais vão ter que suar muito e jogar mais ainda se quiserem conquistar alguma coisa em 2017.

O bom é que no futebol, como na Bíblia, o Davi costuma dar uma sapecada no Golias.

Não é sempre, mas acontece.

É gol: Tevez vai ganhar cerca de 10 milhões de reais (por mês!) no Shanghai Shenhua da China. O mundo do futebol enlouqueceu. Só o do futebol?

É pênalti: Neymar e Bruna Marquezine estão em todas nas badalações de virada de ano. Rei do Brasil, coadjuvante de Messi no Barcelona, o brasileiro precisa de um time pra chamar de seu se quiser ser o melhor do mundo. Só não será no Barça nem no Real Madrid, que também tem dono, um certo Cristiano Ronaldo…

Um passeio, um drama e dois paulistas

Daniel Thame

DT lacoste 2Ainda que por caminhos não necessariamente idênticos, deu a lógica nas semifinais da Copa do Brasil, que será decidida por dois paulistas, Santos e Palmeiras.

O Santos atropelou o São Paulo, como se fosse uma potente carreta diante de um inofensivo carrinho de bebê e o Palmeiras só superou o Fluminense na dramaticidade dos pênaltis.

Na Vila Belmiro, não houve jogo pra valer, apenas um treino de luxo para o Santos. Com os 3×1 no jogo de ida, o Santos entrou em campo para cumprir obrigação, diante de um São Paulo em busca do milagre que não veio.

Ao jogar com três atacantes que não marcam nem a própria sombra, o tricolor deu os espaços que Lucas Lima queria para tomar conta da partida. Três contragolpes e três gols em meros 25 minutos. 3×0 e fatura mais do que liquidada.

Tivesse o espírito de Alemanha e o Santos enfiaria uma goleada de antologia no São Paulo. Mas visivelmente tirou o pé, passou a tocar a bola e ainda permitiu o gol de honra tricolor. Placar de 6×2 no agregado, para que não haja qualquer contestação.

Já na Arena Palmeiras, drama ate o fim. O 2×1 para o Fluminense no jogo de ida, deixou a decisão em São Paulo aberta. Se não teve o futebol envolvente do Santos, sobrou correria e espirito de luta dos dois times.

O Verdão fez 2×0 com Lucas Barrios, tinha a vaga na mão, mas no segundo tempo recuou e um Fred meia boca (o atacante jogou machucado) vale mais do que cinco luisfabianos inteiros. Numa cabeçada mortal, Fred fez o 1×2 que levou o jogo para a loteria dos pênaltis, não sem antes perder a chance do empate aos 47 do segundo tempo, graças a um milagre do goleiro Fernando Prass.

Na loteria dos pênaltis, teste para cardíacos alviverdes e tricolores, deu Palmeiras, como poderia ter dado Flu.

E deu Santos x Palmeiras na primeira final paulista da Copa do Brasil.

Favorito?

A lógica aponta o Santos, mas a lógica tem entrado tanto em campo que é melhor apostar com parcimônia, até porque a decisão só começa no final de novembro e até lá muita água pode rolar debaixo da ponte e muita bola pode rolar em cima da grama.

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É gol- José Maria Marin cansou-se ver o sol nascer quadrado na insossa Suiça e aceitou ver o sol nascer quadrado na Terra do Tio Sam, com as devidas bênçãos do FBI,

Se fosse por aqui, continuaria roubando medalhinhas em torneios juvenis e outras cositas (ou cosonas) mas.

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É pênalti- Mito é Mito e todo mundo passou batido, mas está claro que Rogério Ceni deu um verdadeiro ´migué` e inventou uma contusão pra não jogar o segundo tempo contra o Santos, prevendo um caminhão de gols, que no frigir dos ovos e dos frangos (ops!) o Peixe não quis fazer.

 

 

 

 

Rogério Ceni para sempre…

No Chile, goleiro do São Paulo escreve uma página para a história.

A Ufesba e a polêmica inútil

 

Ufa (ops!): ainda bem que não tem a opção Universidade Federal Naomar Monteiro…

A definição das siglas das novas universidades na Bahia ainda gera polêmica, mesmo após a aprovação da Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob) e da Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufesba).

A comissão de implantação da universidade sul-baiana, que desde o início defende o uso da sigla Ufsba (sem o E), decidiu promover enquete na página da instituição. Por lá, a Ufesba, como foi aprovada no Congresso Nacional e sancionada pela presidente Dilma Rousseff não é opção. Figuram apenas Ufsba e UFSB. A argumentação é de que a definição Ufesba assemelha-se à de um projeto de criação da Universidade Federal doExtremo-Sul da Bahia. (do Pimenta)

NOTA DO BLOG DO THAME: Esse bolodório todo pode ser traduzido por um capricho do ex-reitor da Ufba e virtual reitor da UFESBA, Naomar Monteiro, cujo ego faz do goleiro Rogério Ceni um monumento à modéstia. Ufsba lembra Ufba (coincidência, claro)  e UFSB confunde com UESB, a Universidade Estadual do Sudoeste Baiano.

Enfim, por vaidade, gasta-se tempo com baboseira, em vez de consumir energia pra viabilizar a UFESBA. 

Ah, vão mudar mudar o projeto já sancionado pela presidenta Dilma Rousseff?

Palestra motivacional gratuita

Rogério Ceni dá uma aula prática de como se motiva um grupo à beira do abismo.

CONTRA O FLAMENGO, SÃO PAULO TIRA O PÉ DA LAMA E FAZ 4X1

ROGÉRIO CENI VOLTOU, MAS COM O MENGO INOFENSIVO, ASSISTIU AO JOGO DE DENTRO DO CAMPO

VOLTE LOGO, CAMPEÃO!

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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