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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

fevereiro 2023
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:: ‘Porto Seguro’

500+10: o dia em que o Brasil enfrentou o Brazil

 

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Na foto de Lula Marques, o índio Terena no chão, cercado de policiais:

truculência que atravessa os séculos

Estava tudo devidamente acertado. Naquele 22 de abril do ano 2000, em Porto Seguro, e elite empresarial e política do Brasil faria a festa vip dos 500 anos do “descobrimento”, com direito a coquetéis em hotel de luxo, passeio pelo centro histórico e uma apresentação musical numa caravela à beira-mar.

À patuléia, índios, estudantes, trabalhadores, sem-terras, estava reservada a figuração no cenário montado para celebrar o Brasil Primeiro. Mundo, existente apenas na presunção do então presidente Fernando Cardoso. Segregado por um espantoso aparato de segurança, o povo ficaria no lugar onde sempre esteve, a senzala, enquanto as autoridades e os convidados se refestelariam na casa grande.

Se estava acertado, faltou combinar com o povo.

Que naquele dia especialmente, decidiu não concordar com o papel que lhe fora reservado. O bloqueio do acesso a Porto Seguro via Eunápolis, que tinha o objetivo de barrar os sem-terras, mas barrou mesmo foram moradores locais e turistas; somado à proibição de uma marcha entre Coroa Vermelha e Porto Seguro,  serviu como estopim de um barril de pólvora prestes a explodir. As palavras do pataxó Luiz Tiliá funcionaram como o fogo que acende o estopim e explode o barril.

-Amanhã nós vamos fazer uma caminhada até Porto Seguro e a polícia não vai deixar. Quero que cada tribo junte os dez guerreiros mais fortes. Eles vão na frente, porque nós vai passar de qualquer jeito.

Não passariam. Um vidente previu chuvas e trovoadas em Porto Seguro no dia 22 de abril do ano de 2000. Acertou na previsão do tempo e na metáfora.

A documentarista inglesa Vik Birkbeck, radicada há mais de quarenta anos no Brasil, estava em Porto Seguro e produziu imagens que foram utilizadas no documentário “500+10”.  “A imagem que ficou, que rodou o mundo, e foi estampada na capa dos jornais nacionais e internacionais como a imagem definitiva, símbólica dos 500 anos do dito descobrimento do Brasil foi a foto de Lula Marques do índio Gilson Terena sendo pisoteado pelo avanço da tropa de choque, na chuva, em meio de uma nuvem de gas lacrimogênio: o corpo quase nu, torso magro, calção preto, estendido no asfalto molhado, debaixo dos pés dos jovens sarados, armados para combate, de bota, escudo, capacete avançando no melhor estilo Robocop”, relata Vik.Para ela, “ todos os elementos do desfecho estavam já presentes. Havia indícios prévios da truculência oficial”. Faziam três anos que o índio pataxó Galdino, de Pau Brasil, havia sido queimado vivo em Brasília por rapazes de famílias de classe media, que como explicação para o assassinato alegaram tratar-se de uma brincadeira. No dia 17 de março o Governo Federal instalou uma imensa cruz de aço na aldeia dos Pataxós hã hã hãe em Coroa Vermelha. “Ao tentar erguer o seu próprio monumento aos 500 anos de resistência indígena, os Pataxós viram suas terra invadidas por 200 policiais militares que derrubarem o monumento em construção com um trator”, lembra a cineasta.

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Com aeroportos requalificados, Bahia amplia incentivo ao turismo e à economia com novas rotas áreas

 

A Bahia acaba de ganhar três novas rotas aéreas. A iniciativa é resultado da parceria entre o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Turismo (Setur-BA), e as companhias aéreas. A partir desta quinta-feira (15), estão disponíveis novos voos para Paulo Afonso, Lençóis e Feira de Santana. Uma cerimônia realizada na quarta-feira (14), na Setur-BA, em Salvador, com a participação da Azul Linhas Aéreas, marcou a inauguração das novas bases da companhia no interior baiano.

Os vôos recém-criados serão feitos em aeronaves do tipo ATR-72, de 70 lugares. Nos desembarques em Paulo Afonso, Lençóis e Feira de Santana, os primeiros passageiros terão receptivo da Setur-BA. “Mineiros e pernambucanos ganharam mais opções para fazer turismo e realizar negócios na Bahia, que vai ganhar impulso em sua economia. Em Confins e Recife, onde a Azul tem hubs, estará disponível também um leque enorme de conexões nacionais”, ressaltou o titular da Setur-BA, Maurício Bacelar.

A diversificação de rotas aéreas ligando a Bahia a outros estados brasileiros e os vôos internacionais são resultado também do conjunto de investimentos em infraestrutura e incentivos para o transporte aéreo realizados nos últimos anos no estado.

Novos voos

Nesta quinta-feira (15), a Azul inicia o voo de Recife para Paulo Afonso, município da zona turística Lagos e Ca?nions do São Francisco, três vezes por semana (terça-feira, quinta e domingo). Na mesma data começa a rota de Confins (MG) para Lençóis, porta de entrada da Chapada Diamantina, que estará disponível três dias da semana (terça, quinta e sábado).

Na sexta-feira (16), também a Azul inicia a linha de Recife para Feira de Santana, a maior cidade da zona turística Caminhos do Sertão. Serão cinco voos semanais, às segundas, quartas, sextas, sábados e domingos.

Para o próximo verão, a Latam investiu na ampliação da conectividade entre São Paulo e Porto Seguro. Estão sendo abertos 154 voos extras com oferta específica para a estação de maior movimentação turística no estado.

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Artesanato: comitiva visita projeto Mulheres em Ação em comunidade indígena de Porto Seguro

Valorizar e aprimorar o artesanato indígena. Esse é o objetivo do projeto Mulheres em Ação, iniciativa apoiada pela Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia (Setre), a partir do Centro Público de Economia Solidária (Cesol) Costa do Descobrimento e Extremo Sul, em parceria com a coordenação de Fomento ao Artesanato. Nesta quinta-feira (8), uma comitiva visita a comunidade localizada em Coroa Vermelha, Porto Seguro, na Costa do Descobrimento.
“Esse projeto visa fazer um diagnóstico da realidade da produção artesanal da Costa do Descobrimento, especialmente das comunidades indígenas de Porto seguro e região, além do aperfeiçoamento de seus artesanatos com produção genuinamente indígena, local, a partir da sustentabilidade com base na matéria-prima das comunidades”, explica o gestor da Coordenação de Assistência Técnica e Inclusão Socioprodutiva (Catis) da Superintendência de Economia Solidária (Sesol) do Governo da Bahia, Efson Lima.
De acordo com o coordenador, o projeto visa atender 150 mulheres, mas também há a valorização e incorporação de homens. “As pessoas que estão trabalhando no projeto têm forte relação com comunidades indígenas ou são indígenas que estão contribuindo diretamente com o projeto”, acrescenta Lima, reiterando o caminho de valorização das comunidades indígenas locais.
Além de Efson Lima, acompanham a atividade o presidente da Associação Beneficente Josué de Castro, Diego Samuel, a equipe do Cesol Costa do Descobrimento e Extremo Sul e a técnica na Catis, Alice Barreto.

‘ Diálogos’  com ACM

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Porto Seguro, 22 de abril de 2000. 500 anos do Descobrimento do Brasil. Enquanto autoridades e convidados vips participam de uma celebração no Hotel Vela Branca, o povaréu é isolado por barreiras e um forte contingente policial nas ruas.

Festa correndo solta no hotel e ao mesmo tempo a polícia militar baixando o cacete em índios, sem-terras, negros e quem mais se atrevesse a protestar contra o que consideravam uma invasão/exploração e não um descobrimento.

Uma violência policial tão desmedida que no dia seguinte ganharia as manchetes da imprensa mundial.

Gravador em punho, aproximo-me de Antônio Carlos Magalhães, então o Rei da Bahia e fiador daquela festança toda e, per supuesto, também daquela pancadaria toda.

Certo de que vai receber uma pergunta elogiosa, ACM exibe o melhor dos sorrisos,  exala simpatia.

-Como o senhor avalia o fato de que enquanto as autoridades festejam aqui no hotel, pessoas simples estão sendo agredidas pela polícia e impedidas de protestar pacificamente?

 

O sorriso some, mas ACM permanece impassível, olha para o crachá para ver em qual veículo de comunicação eu trabalhava (na época, a TV Cabrália), uma atitude típica dele, e quando providencialmente começa a tocar o Hino Nacional, responde entre os dentes:

-Você não vê que estou ouvindo o Hino Nacional?

E completou baixinho, antes de me dar as costas com o desprezo de quem se achava acima do bem e do mal:

-Seu moleque, filho da puta…

A resposta que ACM não me deu, o povo baiano, força indomável da liberdade, lhe daria seis anos depois e continua dando até hoje…

E espero que continua dando porque neste domingo tem outro capítulo dessa saga libertária.

 

Porto Seguro chega ao nono criminoso capturado com ajuda do Reconhecimento Facial

O município de Porto Seguro, no Sul do estado, chegou a marca de nove foragidos da Justiça capturados com o auxílio das câmeras do Sistema de Reconhecimento Facial da Secretaria da Segurança Pública (SSP). Homem foi capturado na manhã desta segunda-feira (22).

 

Andando livremente por um dos pontos monitorados pelas câmeras inteligentes, o homem foi abordado com o apoio das equipes do 8º Batalhão da Polícia Militar (BPM/Porto Seguro). As informações partiram do Centro Integrado de Comunicações (Cicom), após a ferramenta apontar 92% de similaridade com a imagem disponibilizada pelo Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP) do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

 

Após conferirem os documentos de identificação pessoal do homicida, os PMs o conduziram para a sede da 1ª Delegacia Territorial (DT) de Porto Seguro. Na unidade o homem teve o mandado de prisão expedido em março de 2020 pela 1ª Vara do Júri, Execuções Penais de Ilhéus.

 

Décima prisão em Salvador

 

Na capital baiana, subiu para 10 o número de suspeitos alcançados com a ajuda do sistema em 48 horas. Por volta das 11h, um assaltante de 38 anos passou pela frente das câmeras de monitoramento e, após a análise rápida das características da face, a tecnologia alertou 92% de similaridade.

 

Uma Guarnição da 82ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/CAB), que estava próxima ao local, ajudou na abordagem e condução do homem para a sede da Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter), nos Barris.

 

O homem, que já possuía passagens pela polícia nos anos de 2012 e 2014 por Crimes Contra o Patrimônio, teve o mandado de prisão expedido pela 9ª Vara Criminal de Salvador cumprido e segue custodiado na unidade aguardando decisão Judicial.

 

Com a prisão dos dois suspeitos, sobe para 388 o número de criminosos presos com o auxílio da tecnologia.

 

Foto: Haeckel Dias / Ascom PC

SAC Porto Seguro passa a funcionar no Shopping Central Park

sac portoO SAC Porto Seguro mudou de endereço. A unidade passa a funcionar no Shopping Central Park e a solenidade de inauguração será na próxima segunda-feira (23), às 15h, com a presença do secretário da Administração, Edelvino Góes. O posto, que terá como novidade o Serviço de Atendimento aos Militares Estaduais (Same), vai funcionar de segunda a sexta-feira, de 8h às 14h. O atendimento à população tem início na próxima terça-feira (24).

Com a mudança para o Shopping Central Park, o novo SAC Porto Seguro se adequa ainda mais ao modelo atual de estrutura dos postos na Bahia, incluindo acessibilidade e programação visual. O posto tem capacidade para realizar cerca de 10,3 mil atendimentos por mês, sendo que haverá o dobro de atendimentos de RG por dia, em relação ao antigo posto.

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Italiano que ficou quatro dias desaparecido faz visita à unidade que realizou seu resgate

pm ktalia (1)O italiano Paolo Razelli, que passou quatro dias desaparecido no sul da Bahia e foi encontrado por equipes do  8º Batalhão da Polícia Militar (BPM/Porto Seguro), surpreendeu os profissionais da unidade com uma visita para agradecer todo o esforço dos policiais e cães farejadores. Reencontro aconteceu na manhã desta segunda-feira (16).

pm ktalia (2)Emocionado, o comandante da unidade, tenente-coronel Alexandre Costa, explicou que a visita não estava programada e que a surpresa foi um momento único.

“Por coincidência ele veio em um dia que os policiais que, junto com as K9 Surah e K9 Brunna, o resgataram. Foi um momento muito especial e ver esse reconhecimento, para nós, é muito gratificante”, contou.

O morador de Porto Seguro aproveitou para conhecer o canil do 8º BPM e agradecer, com abraços e brincadeiras, às cadelinhas especialistas em mantrailing (técnica que consiste na busca específica do cheiro de um indivíduo, descartando outros odores).

 

Relembre o caso

 

No reencontro com os policiais, Paollo detalhou que não se recorda como tudo aconteceu. Ele foi encontrado pelas equipes bastante desidratado, desorientado e assustado após a família pedir apoio da PM na sua localização.

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Memórias de um 22 de abril…

 

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Profissão Repórter

Entre as várias reportagens que diz ao longo desses mais de  40 anos de estrada, 32 deles no Sul da Bahia, nenhuma foi mais estressante do que a cobertura dos 500 anos do Brasil em Porto Seguro. O que seria uma comemoração, organizada a caráter para incensar Fernando Henrique Cardoso e ACM, se transformou num festival de pancadaria, perpetrada pela polícia baiana contra índios, sem-terras e estudantes.
Na véspera do fatídico 22 de abril, tive que optar entre ficar em Porto Seguro, onde a festa estava preparada, ou seguir para Coroa Vermelha, onde o clima estava pesado porque os movimentos sociais não se contentavam em fazer figuração no teatrinho armado pelo governo.

 

Não tive dúvidas: fui a Coroa Vermelha e ao lado da equipe da TV Cabrália, testemunhei uma demonstração de truculência e insanidade que repercutiu em todo mundo. Não perdi nenhuma festa, até porque festa não houve, para desalento do então Rei da Bahia, que ali viu desmoronar o seu sonho de se tornar o Rei do Brasil.

A reportagem foi publicada no jornal A Região. A foto é de Lula Marques.
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Polícia barra povo e FHC
faz festa vip dos 500 anos

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Cesol participa de torneio de golf e amplia escoamento da economia solidária

cesol (2)Ampliando possibilidades de comercialização dos produtos feitos por empreendedores econômicos solidários de Itabuna e região, o Cesol Litoral Sul participou entre os dias 18 e 19 de março do torneio de golf em Trancoso, Extremo Sul do estado.

cesol (1)O evento reuniu praticantes do esporte no Terravista Golf Course, espaço que já tem tradição de reunir o público específico. Só que desta vez, os jogadores foram contemplados com uma novidade: produtos da economia solidária da região cacaueira estiveram à disposição deles que puderam comprar e degustar de aromas e sabores da terra do cacau.

Para o coordenador geral do Cesol Litoral Sul, Thiago Fernandes, é um momento ímpar para a economia solidária. “É gratificante para nós que realizamos um trabalho de assistência socioprodutiva com empreendimentos do Litoral Sul ver os produtos ganhando o mundo e alcançando diversos públicos como agora os frequentadores do clube de golf em Trancoso. Só realça nossa capacidade de alavancar ainda mais no setor”, pontua.

Chocolates em diversas porcentagens, derivados do cacau como o melaço, mel, nibs e a famosa pinga, além de cocadas, balinhas de cupuaçu e uma diversidade de produtos regionais fizeram sucesso no local reafirmando a qualidade e potencial da economia solidária da Bahia.

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Indígena é morto após reclamar de som alto em Porto Seguro

Um indígena da etnia pataxó foi morto com dois tiros nas costas, no fim da noite de domingo (13), na Orla Norte de Porto Seguro, após reclamar do som alto em uma casa onde era realizada uma festa conhecida como ”encontro de paredões”. Vítor Brás Souza, 21 anos, que era liderança dos jovens estudantis da aldeia Novos Guerreiros, chegou a ser encaminhado ao Hospital Luís Eduardo Magalhães, mas não resistiu.

pataxó

A redação do site Radar 64 apurou que Vítor e outras lideranças indígenas, dentre elas o cacique, foram até a residência, na região da Ponta Grande, reclamar do barulho, “que estava tirando a paz e a tranquilidade de toda a aldeia”, que fica a 500 metros do local do evento. De acordo com testemunhas, um dos homens que frequentava a festa ficou irritado com as reclamações, sacou uma arma e atirou no índio. O criminoso fugiu logo em seguida e ainda não foi identificado. Segundo a comunidade indígena, mais cedo o homem que alugou a casa para realizar a festa já havia se comprometido com o cacique a não continuar com som alto além das 23h. Como o horário estabelecido foi ignorado, uma comissão de indígenas foi até o local cobrar o cumprimento do acordo. “Houve uma discussão. Alguém deu um tapa no rosto de Vítor, que revidou. Ao se virar de costas, Vítor levou dois tiros nas costas”, disse um índio que presenciou o crime.

 

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