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Memórias de um Dinossauro

 

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Profissão Repórter

Entre as várias reportagens que diz ao longo desses mais de  40 anos de estrada, 32 deles no Sul da Bahia, nenhuma foi mais estressante do que a cobertura dos 500 anos do Brasil em Porto Seguro. O que seria uma comemoração, organizada a caráter para incensar Fernando Henrique Cardoso e ACM, se transformou num festival de pancadaria, perpetrada pela polícia baiana contra índios, sem-terras e estudantes.

 
Na véspera do fatídico 22 de abril, tive que optar entre ficar em Porto Seguro, onde a festa estava preparada, ou seguir para Coroa Vermelha, onde o clima estava pesado porque os movimentos sociais não se contentavam em fazer figuração no teatrinho armado pelo governo.

 

Não tive dúvidas: fui a Coroa Vermelha e ao lado da equipe da TV Cabrália, testemunhei uma demonstração de truculência e insanidade que repercutiu em todo mundo. Não perdi nenhuma festa, até porque festa não houve, para desalento do então Rei da Bahia, que ali viu desmoronar o seu sonho de se tornar o Rei do Brasil.

A reportagem foi publicada no jornal A Região. A foto é de Lula Marques.
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Polícia barra povo e FHC
faz festa vip dos 500 anos

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Encontro de Pajés no Sul da Bahia: “nossa Resistência e nossa História são mantidas pela nossa espiritualidade”

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Era noite de Lua cheia quando os maracás começaram a tocar na terra Indígena Caramuru Catarina Paraguaçu, em Pau Brasil,  no Sul da Bahia. A Cabana do cacique Nailton estava lotada por de representantes vindos do Extremo Sul da Bahia (Pataxó) dos Tupinambá de Olivença, com uma grande delegação com mais de trinta representantes na sua grande maioria jovens envolvidos nas questões da espiritualidade de seu povo ou interessados em conhecer e valorizar mais esta dimensão. Pataxó HãHãHãe das diversas regiões da Aldeia Caramuru e mais de 15 representantes da Aldeia Nova Vida que fica no baixo sul (Camamu). Os Xacriabás vieram do Oeste da Bahia (Coco) e do Norte de Minas (São João das Missões). Até mesmo representantes do Povo Mongóio-Kamakãn de Vitória da Conquista compareceu ao evento com uma pequena delegação. Após as boas vindas do anfitrião o Cacique Nailton, por volta das 19:30h teve início a um grande ritual que perdurou por toda a noite até ás 24:40h.

encontro-de-pajes-3Foi assim a abertura do Encontro de Pajés que teve como tema: “Nossa Resistência e nossa História são mantidas pela nossa espiritualidade”, mantendo sempre a tônica das celebrações e da valorização da espiritualidade indígena.

Já no segundo dia as delegações puderam apresentar a realidade vivenciada em cada comunidade, destacando sempre a parte da cultura, da espiritualidade, seus desafios, seus avanços e o que esperavam a partir deste encontro. Ficou claro no depoimento de todas as comunidades a necessidade de se retomar com mais força a espiritualidade tradicional e a valorização das suas culturas, em especial diante do avanço de outras denominações religiosas, que muitas das vezes chegam desconhecendo e desconsiderando que as comunidades já têm e praticam suas ritualidades. Em especial os mais velhos foram enfáticos em afirmar que é preciso barrar este avanço que agride e desvalorizam seus costumes e tradições e isto só pode ser feito com o fortalecimento dos seus rituais, com a articulação e valorização dentro das comunidades e com outras comunidades.

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Policia retoma buscas a fazendeiro desaparecido em área de conflito de terras no Sul da Bahia

família teme que fazendeiro esteja morto (foto Giro de Noticias)

família teme que fazendeiro esteja morto (foto Giro de Noticias)

As buscas ao fazendeiro que desapareceu no fim de semana em uma área de conflito entre produtores rurais e índios pataxó foram retomadas nesta segunda-feira (11) em uma região entre os municípios de Porto Seguro e Itabela.

De acordo com a Polícia Militar, o agricultor Raimundo Domingues dos Santos, 55 anos, foi à sua fazenda na manhã de sábado (09), em companhia de um vaqueiro, atender ao pedido do de um cacique para que retirasse o gado de sua propriedade, invadida pelos indígenas. Ao chegar ao local, Raimundo teria sido amarrado por um grupo de índios que reivindicam a posse da terra. O vaqueiro afirmou que conseguiu fugir.

No domingo, a polícia já havia feito buscas na fazenda, que fica a cerca de 10 quilômetros da BR-101, mas não encontrou o fazendeiro. De acordo com o capitão Ivan Jorge, da 7ª CIPM, o cacique teria informado que o vaqueiro e o fazendeiro haviam sido libertados pelos índios. A família do fazendeiro acredita que ele já esteja morto.

O clima é tenso na região, onde já houve até atentados. Os índios já invadiram cerca de 100 propriedades rurais. (do Radar 64)

Pataxós e tupinambás do Sul da Bahia cobram pressa na demarcação de terras

Em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), nesta terça-feira (27), representantes de etnias pataxó e tupinambá cobraram do governo federal agilidade na análise dos processos de demarcação de suas terras no sul da Bahia.

Durante a reunião, o cacique Aruã, da aldeia pataxó Coroa Vermelha pediu o apoio do presidente da CDH, senador Paulo Paim (PT-RS), contra a aprovação pelo Congresso Nacional de várias propostas de emenda à Constituição (PECs) que, em sua avaliação, restringem direitos indígenas.

Entre elas a PEC 215/2000, que propõe a transferência para o Congresso Nacional da prerrogativa para demarcação e homologação de terras indígenas, quilombolas, e áreas de conservação do Executivo.

De acordo com o cacique Aruã, a lentidão do governo federal em demarcar as terras indígenas tem prejudicado seu povo, impedindo a construção nas aldeias de escolas e casas, bem como o acesso a programas básicos do governo como o Luz Para Todos. (Da Agência Senado)

RIO+20: PATAXÓS DO SUL DA BAHIA RECEBEM COMIDA ESTRAGADA E APELAM PARA PÃO COM MORTADELA

Indio não quer apito, nem comida estragada

Depois de passar o dia à base de pão com mortadela, os índios da etnia Pataxó, da Bahia, que participaram da Cúpula dos Povos na Rio+20, esperavam ter um jantar mais saudável no Acampamento Terra Livre, instalado no Sambódromo, no centro do Rio de Janeiro.

Mas eles tiveram que recorrer ao sanduíche porque as quentinhas servidas no almoço pela organização do evento para representantes de cerca de 15 etnias estavam estragadas.

A denúncia foi feita durante um debate sobre soberania alimentar, no Aterro do Flamengo, durante evento paralelo à Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).

Os índios receberam as marmitas com arroz, macarrão, feijão e carne estragados, que foram  recusadas imediatamente pelas lideranças. Não há relatos de doentes. (do Terra)

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL JULGA QUESTÃO DAS TERRAS INDIGENAS NO SUL DA BAHIA

O Supremo Tribunal Federal está julgando neste momento a questão da disputa entre índios e pataxós e fazendeiros pela posse de uma área de 54 mil hectares em Pau Brasil, Camacan e Itaju do Colonia, no Sul da Bahia.

O julgamento começou há cerca de 40 minutos e a relatora do caso, ministra Carmen Lucia, votou pela nulidade dos títulos de posse concedidos aos fazendeiros e medição da área a ser entregue aos pataxós.

Acompanhe o julgamento ao vivo na TV Justiça

http://www.tvjustica.jus.br/assista_online.php

 

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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