hanna thame fisioterapia animal
bahiagas livros do thame

Posts Tagged ‘Palmeiras’

Memórias de um Dinossauro

dt

Jogar pra perder…

 

Radio Difusora Oeste, Osasco, anos 80 do século passado. O Palmeiras jogava no Pacaembu contra um time do interior (XV de Jaú, Ferroviária, algo assim, a memória é de dinossauro, mas falha).

 

Times em campo, lá vai esse bravo repórter entrevistar o goleiro Leão. Idolo do Palmeiras, três Copas do Mundo no currículo,

 

Jogador famoso sempre olhou pra rádio modesta (a nossa era briosa, mas obviamente  modesta) com desdém e Leão nunca foi propriamente um exemplo de simpatia.  Ainda mais diante da pergunta -vá lá, eu reconheço- idiota que perpetrei:

-Leão, o Palmeiras entrou em campo pra ganhar o jogo?

O goleiro poderia ter feito o que quase todo jogador faz: responder o óbvio, e ir pro jogo, mas Leão optou pela opção ´zagueiro de roça`:

-Não, a gente entrou em campo pra perder…

E, sem mais delongas, virou as costas, seguiu pro gol, enquanto meus eventuais ouvintes certamente estavam rindo deste que na época vos falava e agora vos escreve.

 

Ah, sim. O Palmeiras perdeu pro XV de Jaú, Ferroviária, um time desses aí.

 

Praga de repórter de rádio pequena também pega.

Futebol do céu ao inferno e vice versa

Bola de Cristal

Daniel Thame

daniel charge cuba zap Foram definidos na sede da Conmebol, sem a presença do presidente da CBF Marco Polo Del Nero (que ama por demais o Brasil a ponto de não colocar os pés fora de nossas fronteiras), os jogos do  mata-mata da próximas de decisivas fases da Copa Libertadores e da Copa Sul Americana.

Inchadas com times marca-bufa nas fases classificatória  (com o adendo de que um desses marca-bufa, o Defensia y Justicia eliminou nada menos do que o campeoníssimo São Paulo), as fase mata-mata estão recheadas de times brasileiros, uns bafejados pelo sorteio, outros nem tanto.

Num mero exercício de adivinhação, vamos pois à sessão `Bola de Cristal`.

Libertadores

Atlético PR x Santos: é o único confronto brasileiro das oitavas de final. O Santos de técnico novo, Levir Culpi, parece ter recuperado o bom futebol. O Atlético do Paraná tem um conjunto mais afinado e é difícil de ser batido em casa. Santos.

Palmeiras x  Barcelona: trata-se do Barcelona genérico, o do Equador. Mas o milionário Palmeiras vem jogando como um genérico de si mesmo, sem despertar confiança no torcedor. Está com pinta de zebra vestida de Barcelona.

Botafogo x Nacional: dizem que tem coisas que só acontecem com o Botafogo. E nessa Libertadores as coisas só tem acontecido a favor do time carioca, o típico time bom, barato e cumpridor. O time uruguaio só tem garra e tradição. Dá Bota.

bcGrêmio x Godoy Cruz : o Grêmio de Renato Gaúcho vem jogando o melhor futebol do Brasil, eficiente e às vezes vistoso, algo raro por essas plagas. O time argentino é um desses cometas que surgem e somem. O Grêmio vai tratar de apaga-lo já nas oitavas.

Atlético MG x Jorge Wilstermann: tudo bem, o Galo que parecia pintar como esquadrão, está parecendo mais um pintinho inofensivo. Mas, cá pra nós, o adversário é daqueles que reabilitam qualquer Ibis da vida. Driblando a atitude, Galo sem sustos.

Sul Americana

Corinthians x Patriotas: nem o mais patriota dos Patriotas acredita que o Patriotas passe pelo Corinthians. O confronto só vale pelo trocadilho. Infame, por sinal.

Chapecoense x Defensa y Justicia: atual campeã da Sul Americana, remontada após a tragédia na Colombia, a Chape pega um adversário que ninguém sabia quem era até passar pelo São Paulo. Dureza, mas dá Chape.

Flamengo x Palestino : o time chileno já aprontou uma vez com o Flamengo. Não vai aprontar duas. Mengo.

Fluminense x Univerisad Católica: para o azar dos chilenos, o Papa Francisco anda ocupado demais rezando pelo San Lorenzo. Flu.

Sport x  Arsenal de Sarandi: Jogo duro para o time de Wanderley Luxemburgo. Da Arsenal.
Ponte Preta x Sol de América. Ponte, se não se queimar muito no sol paraguaio. Doeu!

 

Brasileirão ou Brasileirinho?

Daniel Thame

 daniel thame FlicaComeça neste final de semana o Campeonato Brasileiro de 2017, que os exagerados chamam de Brasileirão e os mais exagerados ainda chamam de maior campeonato de clube do mundo.

A menos que os campeonatos da Inglaterra, Espanha, Alemanha e até da Itália sejam disputados em outro mundo e a Champions League em outra galáxia, a megalomania é digna de certos juízes que mourejam na nessa republiqueta bananeira.

O Campeonato Brasileiro (não chega a ser um brasileirinho, façamos a concessão) pode ser um dos mais equilibrados do planeta, mas isso não tem nada a ver com o poderia técnico dos clubes que o disputam.

Ao contrário, o equilíbrio se dá justamente porque temos até bons times como o Palmeiras, o Flamengo, o Santos, o Atlético Mineiro; times equilibrados como Cruzeiro, Corinthians, Fluminense, Grêmio e Atlético Paranaense;  mas não temos nenhum super time, desses que despontam como favoritos.

Nenhum time em que o torcedor saiba a escalação de cor.

Nenhum fora de série, a menos que se entenda Guerrero, Lucas Limas, Robinho, Fred, Diego, Guerra, Cueva como foras de série.

O desempenho dos times  brasileiros na Libertadores, em que a classificação de quase todos para próxima fase virá mais pela mediocridade dos adversários que pela qualidade demonstrada até aqui, é um sinalizados de quantas anda (ou não anda) o futebol brasileiro. O “poderoso”  Palmeiras andou perdendo até para times marca bufa da Bolívia e o Gremio para times igualmente marca bufa do Chile.

Na Sulamericana, o Fluminense suou sangue para passar pelo Liverpool, não o inglês, mas o genérico uruguaio, o Cruzeiro caiu diante de um timeco paraguaio e pior ainda fez o outrora glorioso São Paulo, eliminado em pleno Morumbi pelo Defensa y Justicia (quem?), time molambento que estava fazendo sua primeira partida internacional fora da Argentina.

O fato é que nossos times só conseguem contar com veteranos que já não tem mercado na Europa ou na China, uruguaios, argentinos, paraguaios, chilenos, peruanos e venezuelanos por quem europeus e chineses não se interessam e promessas que não passam disso, promessas.

Esse bolodório todo significa que o Campeonato Brasileiro será um retumbante fiasco?

Não necessariamente.

O tal equilíbrio entre os times, lampejos de craque de alguns jogadores acima citados e a paixão do torcedor pelo seu time (seja ele formado por gênios da bola ou notórios pernas de pau) pode garantir um campeonato que ainda que não seja um primor de técnica, nem por isso será menos emocionantes, numa luta ferrenha pelo título na parte de cima e contra o rebaixamento na parte de baixo da tabela.

-0-0

É gol- Real Madri e Juventus farão a final da Champions League.  Justo, justíssimo. Um ataque avassalador contra uma defesa quase intransponível. Cristiano Ronaldo x Buffon. Imperdível.

É pênalti- O juiz vibrou mesmo com o gol do Flamengo na decisão do Carioca? Tempos estranhos, tempos estranhos no mundo da bola. Só da bola?

Gigantes acordados

Daniel Thame

dt-panamaVirada de ano é sempre a mesma história. Os times saem às compras, as especulações correm soltas e enquanto a bola não rola pra valer o torcedor fica imaginando até onde seu time pode chegar em 2017.

Nesse começo de ano, pelo menos duas torcidas podem se dar ao luxo de sonhar alto: a do Palmeiras e a do Flamengo, não por acaso os dois times que ostentam excelente saúde financeira nesses tempos de pindaíba. O Verdão por dispor de um patrocinador em que a dona é torcedora e abre os cofres com prazer. O Fla por contar com uma cota superior a 160 milhões de reais por ano da televisão e uma torcida que, em qualquer estádio do Brasil, literalmente paga pra ver.

O Palmeiras, campeão brasileiro, que já tinha um bom time, se reforçou com Guerra (eleito o melhor jogador da Libertadores, campeão pelo Atlético Nacional), Michel Bastos  e está quase fechado com Felipe Melo, além de promessas como Raphael Veiga, Keno e Hyoran.

O Flamengo, que em 2016 ficou no cheirinho do hexa, conseguiu repatriar o excelente Dario Conca, trouxe o bom ala peruano Trauco,  e conseguiu manter suas principais estrelas como Diego e Paolo Guerrero.

gigantesÉ possível que ainda surjam novos reforços tanto no Palmeiras quanto no Flamengo, que tem uma idéia fixa: ganhar a Libertadores (sonho de consumo de todos os grandes clubes brasileiros) e disputar o Mundial de Clubes. Com os times que estão montando, ambos entram na competição, que se estenderá durante todo o ano, como favoritos.

E os demais times?

Parado ninguém está, mas falta dinheiro pra trazer reforços capazes de chegar, jogar e decidir.

Santos, Botafogo, Grêmio e  Atlético Mineiro, que também disputam a Libertadores, possuem bons times e apelam para reforços medianos, como Leandro Donizete no Peixe, Montillo no Bota e, ainda em negociação, Martone no Galo. Nada que mereça foguetório.

O Vasco tenta renascer das cinzas após sair do pântano da série B e o grande trunfo foi ter segurado Nenê.

O Corinthians, atolado no Itaquerão, caiu no real e se viu sem real e sem poder de fogo. O São Paulo, igualmente no vermelho, joga suas fichas no técnico Rogério Ceni, uma aposta que é mais na lenda do que na realidade. Mesma situação de outro grande em fase de contenção de despesas, o Cruzeiro, que para contratar, vai ter que vender.

Enfim, com os dois gigantes acordados e com fome de títulos, os demais vão ter que suar muito e jogar mais ainda se quiserem conquistar alguma coisa em 2017.

O bom é que no futebol, como na Bíblia, o Davi costuma dar uma sapecada no Golias.

Não é sempre, mas acontece.

É gol: Tevez vai ganhar cerca de 10 milhões de reais (por mês!) no Shanghai Shenhua da China. O mundo do futebol enlouqueceu. Só o do futebol?

É pênalti: Neymar e Bruna Marquezine estão em todas nas badalações de virada de ano. Rei do Brasil, coadjuvante de Messi no Barcelona, o brasileiro precisa de um time pra chamar de seu se quiser ser o melhor do mundo. Só não será no Barça nem no Real Madrid, que também tem dono, um certo Cristiano Ronaldo…

Clubes de São Paulo vão ceder jogadores para Chapecoense

chape-1Os quatro grandes clubes de futebol de São Paulo – Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos – anunciaram, por meio de nota oficial conjunta, que vão emprestar gratuitamente jogadores para a Chapecoense para as disputas da temporada do próximo ano.

Além disso, os clubes anunciaram que pretendem solicitar formalmente à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) que não rebaixe a Chapecoense no Campeonato Brasileiro nas próximas três temporadas.

“Mesmo cientes dos prejuízos irreparáveis provocados por este terrível acontecimento [o acidente aéreo], os clubes entendem que o momento é de união, apoio e auxílio a Chapecoense”, diz a nota dos quatro clubes, publicada nos sites oficiais de todos eles na tarde de hoje.

“Trata-se de gesto mínimo de solidariedade que se encontra ao nosso alcance neste momento, mas dotado do mais sincero objetivo de reconstrução desta instituição e de parte do futebol brasileiro que fora perdida hoje”, acrescentam.

Na nota, os clubes também lamentaram a tragédia. “Neste momento de perda e de profunda tristeza, nós, presidentes dos clubes brasileiros que publicam essa nota, gostaríamos de manifestar nossos mais sinceros sentimentos de pesar e solidariedade à Associação Chapecoense de Futebol e seus torcedores, e em especial às famílias e amigos dos atletas, comissão técnica e dirigentes envolvidos na tragédia ocorrida na madrugada desta terça-feira”. (da Agência Brasil)

Cheirinho de porco

 

Daniel Thame

daniel-charge-cuba-zapReta final do Campeonato Brasileiro e aquele cheirinho de título alardeado pelos torcedores do Flamengo, que no auge da empolgação chegaram a transformar os aeroportos do Galeão e Cumbica numa espécie de Maracanã, vai ficando cada vez mais com cara de cheirinho de porco.

Mesmo sem jogar bem (na verdade nos últimos jogos atuando mal) o Palmeiras acumula uma série de vitórias que lhe dão uma folga sobre o Flamengo e uma folga ainda maior sobre Atlético Mineiro e Santos, os times que em tese estão disputando o título pra valer.

E mesmo o Flamengo deu uma travada no embalo em que vinha, perdendo pontos importantes e se descolando cada vez mais do Palmeiras. O empate em 2×2 contra o Corinthians, em pleno Maracanã, com um jogador a mais em boa parte do segundo tempo, custou dois pontos que podem ser fatais.

No mesmo dia, com sorte e a providencial ajuda do juiz, o Palmeiras ganhou do Sport por 2×1, num jogo em que a bola deveria acionar a Lei Maria da Penha. Mas valeram os três pontos, fundamentais para a folga do Verdão.

Enquanto isso, Atlético Mineiro e Santos patinam na própria instabilidade, embora o Galo até demonstre que pode tirar o segundo lugar do Flamengo.

pigMas, daí a tirar o primeiro lugar do Palmeiras vai uma distância muito grande. E bota muito grande nisso.

Vendo o título de binóculos (melhor seria dizer, de telescópio), Botafogo, Corinthians, Fluminense e Atlético Paranaense brigam duas vagas (ou três a depender de quem ganha a Copa do Brasil) na inchada Libertadores 2017.

Briga feia também na luta pelo rebaixamento. América MG e Santa Cruz parecem irremediavelmente condenados á degola. Restam duas vagas na guilhotina, com Figueirense, Vitória, Internacional, Coritiba e Sport lutando para salvar o pescoço. Cruzeiro, Chapecoense e São Paulo correm riscos mínimos de cair.

Emoção, alegria e decepção, esses coisas que tornam o futebol tão fascinante, não vão faltar próximas de decisivas rodadas.

-0-0-0-

É gol- Carlos Alberto Torres não foi apenas um dos maiores laterais de todos os tempos. Foi também o capitão que soube como ninguém amar a Taça Jules Rimet.

Assim como o gol na final contra a Itália, obra prima que Da Vinci ou Michelangelo assinariam, o Capita é eterno.

 

 

0-0-0-

É pênalti- Triste, para os baianos, será ver o Vitória cair e ainda com o risco do Bahia, que namora a zona de classificação da Série B,  mas casar que é bom, nada, não subir para a Série A, deixando  o estado fora da elite do futebol.

Porco, Urubu ou Galo?

Daniel Thame

daniel-charge-cuba-zapFaltando 12  rodadas para o final do Campeonato Brasileiro, certamente o mais equilibrado dos últimos anos, três times aparecem como favoritos ao título, deixando para trás equipes que até a virada do turno ainda davam pinta de que ainda poderiam brigar pela taça.

O Palmeiras de Gabriel de Jesus, o Flamengo de Diego e o Atlético Mineiro de Robinho se apresentam num patamar acima dos demais e devem disputar o título ponto a ponto. O Santos, de Lucas Lima, está colocado no Galo, mas, inconstante, não dá pinta de candidato.

Note-se que a exceção do Verdão do promissor Gabriel Jesus (já negociado com o Manchester City da Inglaterra), os dois outros favoritos são comandados por jogadores que tiveram lá seu brilhareco em times de ponta da Europa, mas hoje não tem mercado nos grandes centros. Robinho, inclusive, teve uma passagem apagadíssima pelo futebol chinês, o que já diz muita coisa.

Milionários e com a vida feita, Diego e Robinho podem se dar ao luxo de encerrarem a carreira em times de ponta do Brasil, capazes, como se vê, de colocarem essas equipes na briga pelo título.

O Palmeiras tem o time mais harmonioso, o Atlético Mineiro o melhor elenco e o Flamengo tem o histórico de chegada, com uma torcida que joga junto, presente em qualquer canto do país.

Praticamente colados no tabele, esses três times devem disputar o título ponto a ponto e qualquer tropeço pode ser fatal.

Não há favorito.

O que pode haver, especialmente entre Palmeiras e Flamengo, um revezamento na liderança  capaz de testar o coração dos torcedores.

Alguns times com campanhas irregulares, como Corinthians, Botafogo, Atlético Paranaense, Chapecoense e Grêmio devem brigar  mesmo no meio da tabela, talvez buscando uma arrancada final que garanta vaga na Libertadores.

O destino deve ser mesmo a Copa Sul América, espécie de Liga Europa dos Pobres (a comparação da Libertadores com a Champions League beiraria a insanidade). Nem grandes voos, nem a bunda estatelada no chão.

Já na parte de baixo da tabela, América MG e Santa Cruz parecem condenados à guilhotina. Os outros dois pescoços a prêmio devem sair das cabeças de Figueirense, Internacional, Vitória, Cruzeiro e Sport, com o Coritiba e o São Paulo visualizando a lâmina meio de longe, mas sem nem tão longe assim.

Briga feia, nesse show de horrores e futebol idem.

 

Três passeios, um drama e um adeus precoce

Daniel Thame

DT tabocas  13Dos cinco times que iniciaram a disputa da Libertadores 2016 apenas um, o Palmeiras, ficou pelo meio do caminho e caiu logo na primeira fase.

O Palmeiras, com o dinheiro da Crefisa e contratando jogadores `de baciada`, como se dizia nos tempos de antanho, era o time que parecia ir mais longe, mas trombou com seus próprios erros. Empatar com o medíocre River Plate (o genérico) e perder para o Nacional em casa e em Montevideo, foi fatal. E o Verdão, que parece ter renascido com Cuca, junta os cacos e só tem o Paulistinha como consolo e depois o Brasileirão e a Copa do Brasil como meta.

Dos quatro que sobreviveram, três passearam (embora o Grêmio com alguns escorregões) e um viveu um drama que é a cara da Libertadores.

O Atlético não teve nenhuma dificuldade em passar por um grupo que tinha Independente del Vale, Colo Colo e Melgar. Perdeu quando poderia perder, goleou quando deveria golear e terminou seu grupo em 1º. lugar e agora pega o Racing da Argentina nas oitavas de final. Jogo duro, mas o Galo é favorito.

O Corinthians também passeou no grupo que tinha o Santa Fé, o Cerro Portenho e o Cobresal. Parecia que iria sofrer após o desmonte chinês, mas nas mãos de Tite, o Corinthians manteve-se letal e fechou a chave na liderança. Nas oitavas, pega o Nacional do Uruguai, que tem a seu favor apenas a tradição. O Corinthians avança, até porque decide em casa, onde a torcida faz a diferença.

O Grêmio passou sem muito susto pelo chamado Grupo da Morte que tinha Tolima, San Lorenzo e LDU. Ficou atrás dos mexicanos e enfrenta o Rosário Central. Sem craques, mas bem treinado por Roger, time copeiro, os gaúchos farão um duelo interessante contra os argentinos. Sem favoritos.

Já o São Paulo, esse vive um drama que só terminou aos 50 minutos do segundo tempo do último jogo, contra o The Strongest, na desumana atitude de La Paz. 1×1 e vaga garantida, de um time que alterna grandes exibições com partidas medíocres. Nas oitavas, pega o Toluca, sem Calleri, o Salvador da Pátria, expulso contra os bolivianos. Resumo: se passar de fase -e dificilmente passará- é lucro.

-o-o-o-

É gol- Viva a torcida do Corinthians. Ainda existe luz nas trevas paulistas.

É pênalti- Com Messi intocável e Luis Suarez blindado pelos gols, Neymar paga o pato pela fase ruim do Barcelona.

Não é esse gênio quase-Pelé que a mídia tupiniquim pinta, mas é um fora de série. Vive seu momento mané, mas passa.

Todos vivos. Dois muito vivos, um na enfermaria e dois na UTI

Daniel Thame

dthame Reta final da primeira fase da Copa Libertadores e a vida não está fácil para os cinco brasileiros que disputam a competição.

Se em anos anteriores superar a primeira fase era um passeio, esse ano é quase certo que alguns sairão precocemente da disputa.

Até agora, os cinco estão matematicamente vivos, mas apenas dois respiram sem sobressaltos.

Corinthians e Atlético Mineiro devem se classificar tranquilamente, mesmo sem apresentar um futebol que os credencie ao título.

O time paulista enfrenta o fraquíssimo Cobresal em casa e se classifica com um empate. Remontado por Tite após o ataque chinês que levou seus principais jogadores, o alvinegro vem jogando para o gasto, com um esquema tático bem definido,  no velho 1×0, 1×1 e basta.

Os mineiros também jogam   por um empate contra o igualmente fraquíssimo Melgar em Belo Horizonte e devem golear. O Galo, treinado por Diego Aguirre, tem apresentado o melhor futebol entre os brasileiros na Libertadores, o que não é muita coisa mas já é alguma coisa.
O Grêmio não está em situação confortável, mas não está no desespero. Num grupo equilibrado, onde apenas o Toluca do México se sobressaiu, os gaúchos disputam a  segunda vaga com San Lorenzo e LDU. Quatro pontos em dois jogos e a classificação estará garantida. Nada que um time copeiro não consiga.

filme Já o São Paulo e o Palmeiras respiram por aparelhos. Certo que o São Paulo depende só dele, mas precisa vencer o fortíssimo River Plate no Morumbi e depois superar o The Strongest na desumana altitude de La Paz. Está com jeito de missão impossível para um time que até agora vive dos lampejos de Ganso e dos gols de Calleri.

O Palmeiras depende de uma combinação tão absurda de resultados que a classificação ganha ares de milagres. Precisa ganhar do genérico River Plate do Uruguai, em casa, e ainda torcer para que Nacional do Uruguai e Rosário Central da Argentina não façam um jogo de compadres em que o empate classifica os dois.

Resumo da opera bufa: Timão, Galo e Grêmio sobrevivem. São Paulo e Palmeiras já podem encomendar o velório.

-o-o-o-

É gol- Você ouviu falar em Bruno Henrique? Pois esse brasileiro que caiu com o Goiás para a Série B do Brasileiro, detonou o Real Madrid na vitória de 2×0 do Wolfsburg da Alemanha, pela Champions League. Fascinante esse esporte chamado futebol em que davis podem eventualmente derrotar golias.

 

É pênalti- Quando é que a polícia e a justiça vão tratar uma parte das torcidas organizadas como elas efetivamente são: bandidos organizados? A morte de um cidadão que estava no lugar errado e na hora exata durante uma briga de gangs do Palmeiras e Corinthians deveria por um ponto final nesse barbárie.

Deveria, mas não vai.

No les tenemos ningun miedo

Daniel Thame

daniel na TVI 3Começou a Taça Libertadores em sua fase de grupos e de imediato surge a constatação óbvia: assim como aconteceu com a Seleção, os times da América do Sul (e do Norte, se incluirmos os mexicanos) perderam completamente o medo dos brasileiros.

Foi-se o tempo em que paraguaios, colombianos e até mesmo peruanos, bolivianos e venezuelanos jogavam contra as equipes brasileiros buscando perder de pouco ou quem sabe arrancar um empate heróico.

Hoje, eles jogam de igual para igual, perdem, empatam ou ganham, mas acabou o respeito, a tremedeira diante de camisas repletas de títulos e de tradição.

A participação dos cinco times brasileiros na primeira rodada apenas corrobora o que está se tornando rotina.

O Palmeiras abriu a participação nacional empatado em 2×2 com o River Plate, o genérico uruguaio, não o tradicional esquadrão argentino. O River esteve duas vezes atrás no placar e nas duas oportunidades foi buscar a igualdade. Para o Palmeiras, longe de ser um ponto ganho fora de casa, foram dois pontos perdidos, que podem custar caro num grupo equilibrado.

medoJá o outrora (e bota outrora nisso!) glorioso São Paulo, conseguiu a proeza de perder em casa para o modestíssimo The Strongest por 1×0. O time boliviano ganhou um jogo fora de casa após 35 anos, para se ver o tamanho da “proeza” são-paulina. Como o Tne Strongest deve ganhar seus três jogos na altitude de La Paz e o grupo ainda tem o River Plate original e atual campeão da Libertadores, o São Paulo já começa a competição com a faca no pescoço.

O Grêmio viajou para o México e perdeu por 2×0 para o Toluca, o que não chega a ser surpresa, porque os times mexicanos são de bom nível e fortíssimos quando atual em casa. Um tropeço plenamente recuperável num grupo equilibrado.

Corinthians e Atlético MG, enfim, foram os brasileiros que começaram com vitória. Depois de perder meio time para os chineses, o Timão, em fase de remontagem, fez um jogo tecnicamente medíocre e taticamente perfeito contra o esforçado Cobresal, no deserto chileno. A vitória veio com um gol contra, no final do jogo, mas o importante era conquistar os três pontos, devidamente conquistados com a competência habitual (e uma pitada de sorte) do técnico Tite.

Já o Galo foi o o que jogou melhor, contra o também esforçado Melgar, no Peru. Levou 1×0 e virou para 2×1 sem sobressaltos. Não seria injusto se tivesse goleado. É o time brasileiro mais ajustado no momento.

Vem dureza por aí. Para são-paulinos, então, o que vem é drama mesmo.

0000—

É gol: Lionel Messi chegou essa semana a 301 gols pelo Barcelona no Campeonato Espanhol. Tirando Pelé, que é de outra galáxia, Messi é o melhor do mundo em todos os tempos e tempos, amém.

É pênalti: Paulo Henrique Ganso já deu (ou não deu) o que tinha de dar. Troca por algumas bugigangas com os chineses que pelo menos rende uns caraminguás na 25 de Março, tradicional centro muambeiro da capital paulista.

Um momento, por favor!

 

Daniel Thame

daniel na TVI 3 A decisão da Copa do Brasil entre Palmeiras e Santos mostrou que futebol é momento, embora para alguns o tal momento dure mais e para outros dure menos.

Lembremos que nas semifinais o Santos passou como um bólido de Fórmula 1 pelo São Paulo e seu futebol Fusquinha 66, enquanto que o Palmeiras suou sangue para passar pelo Fluminense na loteria dos pênaltis.

Naquele momento, mesmo com o Corinthians liderando o Brasileiro, que por sinal conquistou com os dois pés nas costas, o Santos jogava o mais vistoso futebol do país, com um meio campo criativo comandado por Lucas Lima e um ataque letal, com o artilheiro Ricardo Oliveira.

Naquele momento, o Palmeiras primava pela irregularidade, a ponto do técnico Marcelo Oliveira ter seu cargo ameaçado.

Foi ai que o Santos, por conta dos jogos da Seleção Brasileira nas Eliminatórias, aceitou adiar a decisão da Copa do Brasil por 30 dias, achando que passar pelo Palmeiras era mera formalidade.

Ou que seu momento mágico não tinha prazo de validade.

Tinha. Um mês foi suficiente para o Palmeiras se tornar um time competitivo, nenhuma maravilha da bola, mas capaz de lutar de igual para igual com o Santos, como se viu nos dois jogos finais.

Na Vila Belmiro, jogo de ida, o Santos teve a chance de matar a decisão, mesmo sem apresentar um grande futebol, porque o Palmeiras parece ter entrado em campo para perder de pouco. Perdeu só de 1×0.

No jogo de volta, numa Alianz Arena ensandecida, o Palmeiras foi muito melhor do que o Santos e merecia ter vencido já no tempo normal. Lucas Lima esteve irreconhecível, Gabriel foi uma sombra e Ricardo Oliveira foi o solitário que levou o jogo para a loteria dos pênaltis.

Ai, nesse imponderável, fez-se justiça e o Palmeiras ficou com o título.

Com um erro só é bobagem, o Santos que tinha a vaga da Libertadores na mão via Brasileirão, abriu mão da competição para focar a Copa do Brasil.

Resultado: dançou.

Então, se futebol é momento, para o Santos o momento é de reflexão.

Para o Palmeiras, o momento é de festa, eterna enquanto dure e infinita até que acaba, como diria um certo Vinicius.

Porque sempre acaba.

-0-0-0-

É gol- Neymar está entre os três melhores do mundo, Dessa vez, Messi leva, mas a hora de Neymar está chegando.

E vai chegar, porque esse menino Neymar é um gênio da bola.

É pênalti- O FBI continua desfalcando os quadros da FIFA e reforçando os quadros do time da penitenciária. Treme, Del Nero.

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

Busca por data
dezembro 2019
D S T Q Q S S
« nov    
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
293031