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Unesco reconhece relevância histórica do acervo da PMBA

Acervo da PM entra na lista de patrimônio da UNESCO. Foto: Paula Fróes/GOVBACom objetivo de garantir a preservação da história para as próximas gerações, a Polícia Militar da Bahia (PMBA) reúne registros de acontecimentos importantes do Brasil e da América Latina, desde o ano de fundação da corporação, em 1835. Esse importante acervo foi incluído no registro nacional do Programa Memória do Mundo, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A divulgação da lista foi realizada pelo Comitê Nacional do Brasil, que selecionou 10 das 22 candidaturas feitas no programa da organização internacional.

“São registros que documentam momentos muito importantes para a história brasileira e de outros países da América Latina. Nosso acervo é bastante procurado por pesquisadores que desenvolvem trabalhos de qualidade, e esse foi um dos motivos da candidatura no programa da Unesco”, explica o coordenador de Documentação e Memória da PMBA, major Raimundo Marins.

Acervo da PM entra na lista de patrimônio da UNESCO. Foto: Paula Fróes/GOVBA

Fazem parte do acervo da PMBA documentos de fatos como a Guerra do Paraguai, a Campanha de Sergipe, a Guerra de Canudos, a Revolução de 1930, a Revolta Comunista de 1935 e o Cangaço. Correspondências originais dos governadores do Pará com a Corte, registros iconográficos da Revolta da Armada e um manuscrito encontrado em uma arca da Igreja de São Francisco de Curitiba, atribuído aos jesuítas, também estão no acervo.

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ONU pede, mais uma vez, fim do embargo dos EUA a Cuba

A Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) aprovou hoje (29) uma resolução que solicita o fim do embargo dos Estados Unidos a Cuba. Com 188 votos favoráveis, dois contrários e três abstenções, o organismo multilateral renovou pelo 22º ano consecutivo o pedido para encerramento da sanção.

A resolução sobre a “Necessidade de colocar fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos a Cuba”, está acompanhada de um relatório do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que apresenta as respostas dos Estados-Membros do organismo. O embargo foi imposto em fevereiro de 1962.

Barack Obama e Raul Castro

O fim do embargo é expressamente defendido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). “A situação em 2012 foi similar à dos anos anteriores. O bloqueio afeta as relações econômicas externas de Cuba e seus efeitos podem ser observados em todas as esferas das atividades sociais e econômicas do país”, indicou a agência da ONU.

A Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal) acrescentou que Cuba vem se modernizando, mas que o bloqueio representa um entrave às mudanças que o governo de Raúl Castro começou a realizar.

“Os avanços no processo de atualização do modelo econômica são obstaculizados pelo bloqueio e a inclusão de Cuba, desde 1982, na lista norte-americana dos Estados que patrocinam o terrorismo”, sinalizou a CEPAL.

A Cepal considerou que, no ano passado, o governo dos Estados Unidos não fez esforços para diminuir o impacto do bloqueio. “Os danos acumulados de 1962 até dezembro de 2011 representam mais de US$ 1 bilhão, segundo o último relatório disponível em Havana”, informou.

Apesar do acumulo de prejuízo, Cuba vem realizando mudanças. O governo Raul Castro aprovou uma nova política de migração, que facilita as viagens de cubanos ao exterior e também a chegada de turistas a Ilha.

Do mesmo modo, os Estados Unidos, desde o ano passado, aumentou o prazo de vistos de turismo para cubanos, de seis meses para cinco anos. (da Agência Brasil/EBC)

Uma dupla vitória da Palestina

“A América é a mãe da corrupção na Terra”

Imam Ruhollah Mussawi Al-Khomeini

Por Omar Nasser Filho*

 

Quando a causa é justa, não há força no mundo capaz de opor-lhe resistência. Por mais arrogante que esta seja. A decisão de elevar o status da Palestina de “entidade observadora permanente” para “Estado não-membro” foi mais uma vitória do Povo Palestino. Adotada de forma soberana por 138 nações, das 192 que compõem a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, no anoitecer desta quinta-feira, 29 de novembro de 2012, horário de Nova Iorque, a deliberação da grande maioria das nações do planeta é uma chancela insofismável e inegável que os povos do mundo dão à brava, heroica e histórica resistência palestina, que dura cerca de 70anos. E uma advertência aos Estados Unidos e seu assecla, a entidade sionista conhecida como “Israel”.

Das 192 nações que compõem a Assembleia Geral da ONU, apenas 9 (isso mesmo, nove!) foram contrárias ao reconhecimento da Palestina como Estado, entre elas, a grande potência arrogante do planeta e seu filhote. Ah, já me esquecia: Ilhas Palau e Nauru, além de mais cinco “grandes potências”, votaram com o patrão. Outros 45 países se abstiveram. Fosse uma eleição no Brasil, diríamos que os Palestinos – palavra que faço questão de grafar desta maneira, com “pê” maiúsculo – ganharam esta “de lavada”. Afinal, 72% das nações, chamadas a se pronunciar em fórum mundial, bradaram um sonoro “sim” ao pleito palestino.

Esta acachapante vitória diplomática têm muitas dimensões: representa o reconhecimento mundial à cristalina justiça da Causa Palestina de autodeterminação. É inconcebível que o Povo Palestino não tenha reconhecido, em pleno século 21, o seu direito à soberania; representa, ainda, o coroamento de um esforço diplomático que havia conquistado já um grande avanço, quando a Palestina foi aceita como membro da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco); e abre a perspectiva de a Palestina ir ao Tribunal Penal Internacional para o julgamento daqueles que lhe cometeram inúmeros crimes ao longo da história, alguns dos quais, certamente, entre os mais bárbaros já perpetrados contra um povo.

A votação na ONU, na verdade, foi a segunda vitória maiúscula dos Palestinos, em menos de dez dias, contra o ocupante sionista e seu “grande irmão”. Há alguns dias foi anunciada a trégua entre a Resistência Palestina em Gaza e a entidade sionista. Esta, além de cessar as hostilidades contra o território, comprometeu-se a levantar o feroz e desumano cerco contra a Faixa, onde concentram-se 1,6 milhão de seres humanos que vivem todo o tipo de necessidade: medicamentos, alimentos, água potável, energia elétrica, combustíves …

Além disso, a vitória do Povo Palestino na ONU torna ainda mais evidente a hipocrisia dos EUA quando se autoproclamam os defensores da democracia. Ora, as nações do mundo, de forma praticamente uníssona, reconheceram o direito palestino na votação desta histórica quinta-feira. No entanto, os EUA – influenciados pelo poder paralisante do lobby sionista – decidiram desconsiderar o grito dos povos do mundo e, de maneira autoritária, votaram contra aquele que é um direito básico de qualquer povo que se reconhece como tal.

Pois, pergunta-se: que “democracia” é esta? Que impõe, invade, bombardeia, assassina milhares de inocentes no mundo inteiro para impor a sua lógica de mercado, a sua concepção de “democracia”? Que poder corruptor e corrompido é este, que financia e apoia ditaduras sanguinárias, mas “amigas”, em todo o planeta? Que “democracia” é esta, que faz vistas grossas aos crimes inomináveis de sua cria –hoje, em verdade, seu mestre – o “Estado de Israel”?

A vitória palestina é dupla: pavimenta o caminho rumo ao estabelecimento de uma nação soberana, com todas as prerrogativas que tal condição pressupõe, e isola os Estados Unidos e Israel, demonstrando a perversidade de ambos os regimes.

 *Omar Nasser Filho é jornalista, economista e Mestre em História pela UFPR. Co-autor do livro “Um Diálogo sobre o Islamismo”, é membro do Instituto Brasileiro de Estudos Islâmicos. 

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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