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Nelson Leal diz que tragédia ocorrida em escola de Suzano é reflexo de “sociedade contaminada pelo ódio”

nelson lealO presidente da Assembleia Legislativa da Bahia – ALBA, deputado estadual Nelson Leal, manifestou o seu pesar pela tragédia que abalou hoje (13.03) o país, com a chacina ocorrida na Escola Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano/SP. “Em nome da Assembleia Legislativa da Bahia, manifesto o meu profundo pesar com o ocorrido. É mais uma tragédia que se soma às que já ocorreram este ano no Brasil. Sem sombra de dúvidas, é um ano de calamidades no país e reflexo de uma sociedade fortemente contaminada pelo ódio. Precisamos parar, fazer uma reflexão muito séria sobre o que está acontecendo conosco. O brasileiro afável, hospitaleiro e amoroso cada vez mais está dando lugar ao rancor, à xenofobia e ao ódio”, disparou Leal.

Apresentando condolências e “os mais sinceros sentimentos às famílias das vítimas”, o chefe do Legislativo estadual acredita que os dois atiradores que cometeram suicídio, depois de matar um comerciante e sete estudantes, respondem à pregação de intolerância que se disseminou pelo país nos últimos anos. “São dois jovens – um de 17 e outro de 25 anos –  que se imolaram depois de cometer esse ato absurdo, inexplicável. Se foram vítimas, ou não, de bullying, não se justifica este massacre”, condena o presidente da ALBA.

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Noites cariocas…

Senador Lindenbergh Farias é hostilizado ao sair de restaurante no Rio de Janeiro.

O ódio ao PT, alimentado diuturnamente pela mídia, não está longe de produzir um cadáver.

Estamos na Idade das Trevas.

Nem a morte de Domingos Montagner escapa do ódio doentio contra Lula.

Marcos Sacramento, no Diario do Centro do Mundo

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Existe algo de doentio no ódio contra Lula e o Partido dos Trabalhadores. Só alguém tomado por uma patologia muito severa para insinuar o envolvimento petista no afogamento de Domingos Montagner, como no post do Facebook que viralizou poucas horas após a confirmação da morte do ator.

“Pessoal, todos sabemos que a Camila Pitanga é uma militante do PT, inclusive filiada ao mesmo. Considerando os últimos fatos ocorridos em relação ao Lula … teria a atriz assassinado Domingos Montagner, o empurrando para a água para ser levado pela correnteza? Com a morte do protagonista da novela das oito, as denúncias contra Lula seriam abafadas na mídia pois sabemos como os atores da Globo são queridos pela população. (…) Deve-se investigar bastante esse caso, muito suspeito … Camila Pitanga também já declarou ser adepta do ateísmo, ou seja, não teria remorso para cometer crimes do tipo”.

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Os “fatos ocorridos” são as denúncias de Lula e da ex-primeira dama Marisa Letícia pela Lava Jato. Em nome do antipetismo, o post congrega paranoia, ignorância, fundamentalismo religioso e ausência total de empatia com os atores envolvidos no acidente.

Este não foi o único comentário absurdo. Um usuário do Twitter livrou a Camila Pitanga do envolvimento na morte do artista, mas acrescentou uma crise conjugal ao seu devaneio conspiratório. “Primeiro a Globo separa o William e a Fátima pra abafar o golpe agora some com o Domingos pra abafar a prisão do Lula”, delirou.

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Houve quem aproveitasse o choro pelo Domingos para atacar Lula e Dilma. “Podia ter morrido o Lula, a Dilma… Que fizeram mal para tanta gente, mas não, morreu o Montagner. Triste isso”.

Manifestações como essas são comuns nas redes sociais e nas latrinas que são os sistemas de comentários dos portais de notícias. Do terremoto que atingiu a Itália no mês passado à extinção do rinoceronte-negro do oeste, tudo pode ser usado como escada para atacar Lula, Dilma e o PT.

O maior indício de que a doença é perigosa são os surtos de ódio registrados fora da esfera virtual, como as agressões direcionadas a pessoas vestidas de vermelho ocorridas na época dos protestos contra a votação do impeachment de Dilma na Câmara.

Nem mesmo crianças e bebês de colo escaparam das ofensas proferidas pelos “cidadãos de bem”. A irracionalidade chegou ao ponto em que uma médica teve o despudor de se recusar a atender uma criança por ela ser filha de petista.

O que explica tanto rancor? Para o economista e ex-ministro Luiz Carlos Bresser-Pereira, há um “ódio coletivo dos ricos” contra um partido. Leonardo Boff tem opinião semelhante. Para ele, o ódio é “contra o povo pobre que foi tirado do inferno da pobreza e da fome”.

Faz sentido, mas não explica por que assalariados beneficiados pelos avanços promovidos pelos anos de governo de Lula e Dilma tenham abraçado este discurso elitista.

Os vetores dessa doença, contudo, são bem conhecidos: Globo News e seu time de comentaristas, Jornal Nacional, Veja, Diogo Mainardi, Reinaldo Azevedo, Augusto Nunes e demais sicários da mídia corporativa.Como os mosquitos Aedes aegypti, eles invadem os lares e infectam os incautos com o vírus do ódio seletivo.

Ódio

verissimoSentimento está no DNA da classe dominante brasileira, que historicamente derruba, pelas armas se for preciso, toda ameaça ao seu domínio, seja qual for a sigla

 

Luiz Fernando Veríssimo

Não vi a entrevista do Jô com a Dilma, mas, conhecendo o Jô, sei que ele não foi diferente do que é no seu programa: um homem civilizado, sintonizado com seu tempo, que tem suas convicções — muitas vezes críticas ao governo — mas respeita a diversidade de opiniões e o direito dos outros de expressá-las. Que Jô fez uma matéria jornalística importante e correta, não é surpresa. Como não é surpresa, com todo esse vitríolo no ar, a reação furiosa que causou pelo simples fato de ter sido feita.

A deterioração do debate político no Brasil é consequência direta de um antipetismo justificável, dado os desmandos do próprio PT no governo, e de um ódio ao PT que ultrapassa a razão. O antipetismo decorre, em partes iguais, da frustração sincera com as promessas irrealizadas do PT e do oportunismo político de quem ataca o adversário enfraquecido. Já o ódio ao PT existiria mesmo que o PT tivesse sido um grande sucesso e o Brasil fosse hoje, depois de 12 anos de pseudossocialismo no poder, uma Suécia tropical. O antipetismo é consequência, o ódio ao PT é inato. O antipetismo começou com o PT, o ódio ao PT nasceu antes do PT. Está no DNA da classe dominante brasileira, que historicamente derruba, pelas armas se for preciso, toda ameaça ao seu domínio, seja qual for sua sigla.

É inútil tentar debater com o ódio exemplificado pela reação à entrevista do Jô e argumentar que, em alguns aspectos, o PT justificou-se no poder. Distribuiu renda, tirou gente da miséria e diminuiu um pouco a desigualdade social — feito que, pelo menos pra mim, entra como crédito na contabilidade moral de qualquer governo. O argumento seria inútil porque são justamente estas conquistas que revoltam o conservadorismo raivoso, para o qual “justiça social” virou uma senha do inimigo.

Tudo isto é lamentável mas irrelevante, já que o próprio Lula parece ter desesperado do PT. Se é verdade que o PT morreu, uma tarefa para investigadores do futuro será descobrir se foi suicídio ou assassinato. Ele se embrenhou nas suas próprias contradições e nunca mais foi visto ou pensou que poderia ser a primeira alternativa bem-sucedida ao domínio dos donos do poder e acordou um dia com um tiro na testa?

De qualquer maneira, será uma história triste.

(*) Da Coluna do Veríssimo, no jornal O Globo

Lula: “a Veja é uma fábrica de mentiras e de ódio”

Por Paulo Moreira Leite

 

lula 2Poucas horas depois de tomar conhecimento da reportagem de capa da VEJA, Luiz Inácio Lula da Silva reagiu de forma indignada em entrevista ao 247:

— A Veja é a maior fábrica de mentiras do mundo. Assim como a Disney produz diversão para as crianças, a VEJA produz mentiras. Os brinquedos da Disney querem produzir sonhos. As mentiras da VEJA querem produzir ódio, disse ele, referindo-se a um elemento da química eleitoral que adquiriu uma presença importante na campanha de 2014.

Poucos políticos brasileiros foram alvo de tamanha quantidade de reportagens negativas por parte da VEJA como Luiz Inácio Lula Silva. Reportagens erradas, bem entendido, que não debatiam suas ideias políticas, nem o PT, mas questionavam seu caráter e sua formação. Os dois episódios mais conhecidos ocorreram no ano de 2006, quando Lula disputava a reeleição — momento especialmente propício para desastres midiáticos, como se sabe.

Em maio a revista publicou a denúncia de que Lula e vários ministros possuíam contas secretas no exterior. Como aconteceu com a capa “Eles sabiam de tudo”, a revista não possuía informações confiáveis para sustentar o que dizia, admitia isso perante os leitores — mas não se furtou lançar acusações gravíssimas que, se fossem comprovadas, levariam a um impeachment do presidente. Mas era uma farsa grotesca, com dados que não combinavam, misturados num enredo mirabolante. O autor da apuração chegou a deixar claro a seus superiores que a história não batia, possuía várias contradições — mas ela foi publicada mesmo assim.

Em outubro daquele ano, às vésperas do pleito onde Lula disputou a reeleição, VEJA publicou “O Ronaldo de Lula,” onde sugeria que Fábio Luís, filho do presidente, havia feito fortuna atuando como lobista do governo do pai. Havia dados e números sobre os negócios de Fábio Luís mas nenhum episódio que provasse o que se insinuava.

No início do ano passado, Lula e Roberto Civita, o dono da editora Abril, foram vizinhos no hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Lula seguia no tratamento contra o câncer na laringe, do qual se recuperou, enquanto Civita cuidava do aneurisma no abdômen, causa de sua morte. Informado da gravidade da doença do empresário, Lula decidiu lhe fazer uma visita de cortesia. Civita reagiu com surpresa à chegada do ex-presidente. Em determinado momento, Civita lembrou-se da matéria sobre Fábio Luíz e disse a Lula que lamentava terem feito aquela acusação sem provas. Lula tranquilizou Civita. Disse que não fora ali para discutir, mas para lhe desejar boa sorte. Poucos minutos depois, retirou-se.

 

“Facebook: um mapa das redes de ódio”

a cara do face

Pesquisa vasculha território obscuro da internet: as comunidades que clamam por violência policial, linchamentos, mortes dos “esquerdistas” e novo golpe militar. Por Patrícia Cornils.

Veja o texto  no blog Outras Palavras http://bit.ly/1kfyzvu

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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