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Turismo em Ilhéus: belezas naturais e muita história pra contar

ilheusAliando férias e pausas para acompanhar os jogos da Copa do Mundo, esse é um bom período para se viajar com a família e aproveitar tudo o que a região oferece, conhecendo novos lugares e suas histórias. Na Bahia, mais precisamente em Ilhéus, uma das principais cidades que integram a Costa do Cacau, a variedade de pontos turísticos é grande. Locais históricos estão sempre disponíveis para receber as visitas dos turistas que chegam.

No setor hoteleiro, promoções e tarifas diferenciadas são oferecidas para quem busca um bom lugar para se acomodar. Por essa ser uma época em que o clima fica mais instável para passar o dia na praia ou na piscina, os hotéis oferecem recomendações de locais que podem ser visitados na cidade.

“Esta época do ano, como costuma chover mais, sempre indicamos para os nossos clientes o Centro Histórico, a feira de artesanato ou passeios que não sejam expostos à chuva, como a visita à Fábrica de Chocolate e aos restaurantes tradicionais da cidade, como o Vesúvio e o Bataclan”, comenta Juliana Brandão, assistente de Marketing dos hotéis Aldeia da Praia e Praia do Sol, em Ilhéus. Alguns desses lugares são famosos por estarem vivos e presentes nas histórias do escritor Jorge Amado, onde personagens como Gabriela e Nacib, da obra “Gabriela Cravo e Canela”, transitavam.

 Atrativos naturais

Além do aspecto histórico, os atrativos naturais influenciam bastante nas escolhas dos turistas, fazendo com que eles retornem mais vezes. Ilhéus possui uma das mais belas paisagens naturais da região. Praias para todos os gostos seja para quem pratica esportes como surfe, ou para quem apenas quer aproveitar águas calmas, a variedade é grande.

Contudo, é necessário que exista um cuidado sobre seus pontos turísticos, visando uma melhor qualidade para oferecer aos turistas que chegam. ”Sua manutenção e preservação são de extrema importância para que possamos sempre atrair os clientes com as nossas belas paisagens”, finaliza Juliana.

Para maiores informações sobre os hotéis, os interessados podem entrar em contato através dos números 73 3234-8007 (Aldeia da Praia) ou 73 3234-7006 (Praia do Sol), ou pelos emails reservas@aldeiadapraia.com.br oureservas@praiadosol.com.br.

Rota do Cacau realiza exposição “Os 5 irmãos de Nacib”

O Espaço Cultural Rota do Cacau, em Ilhéus, realiza de 10 de 30 de janeiro a exposição “Os 5 irmãos de Nacib”, com desenhos e instalações  do alemão  Thillo Scheuernann. A exposição vai narrar a saga de Nacib, o árabe-ilheense celebrizado por Jorge Amado no romance  Gabriela Cravo e Canela, e de seus cinco hipotéticos irmãos, todos eles migrantes ou imigrantes.

Os desenhos e instalações retratam a esperança das pessoas que no início do século passado em busca da Terra Prometida, simbolizada pelo cacau, chegaram ao Sul da Bahia e fincaram raízes na região. “Nacib e seus cinco irmãos representam os sonhos, ilusões e desilusões de  pessoas que, independente de suas origens, tem em comum a paixão por Ilhéus”, explica a portuguesa/ilheense Ana Merello, que coordena o Espaço Rota do Cacau, com o apoio da francesa Danielle Muller.

“Essa é uma alegoria que vale para os tempos atuais, onde ainda impera o espírito apreendedor dos tempos do cacau, hoje voltados para outras oportunidades, mas sempre movidos pela ligação com essa terra mágica”, afirma Ana Merello.

O Espaço Cultural Rota do Cacau está localizado no Edificio Vesuvio, 1º. Andar, ao lado a Catedral de São Sebastião, e pode ser disponibilizado para espetáculos de dança,  música, exposições de arte e exibição de filmes.

SAI JORGE AMADO, ENTRA SHAKESPEARE. SAEM GABRIELA E NACIB, ENTRAM ROMEU E JULIETA

Como produto de televisão, a novela “Gabriela”, encerrada no final de semana,  esteve a um passo da perfeição. Fotografia magnífica, direção segura,  e cenários que reconstituíram a Ilhéus do início do século XX, onde se passou o célebre romance escrito por Jorge Amado. E interpretações antológicas de José Wilker como o coronel Jesuino, Maitê Proença como dona Sinhazinha, Laura Cardoso como a fofoqueira/beata/quenga Dorotéia e Antonio Fagundes como o coronel Ramiro Bastos/ACM.

 Gabriela, a novela, é uma adaptação de Gabriela, o livro. E de adaptação, não se deve esperar fidelidade total ao texto original. E nesse quesito, a novela passou longe do livro.

 Alguns exemplos: o triangulo Berto-Lindinalva-Juvenal não existe no livro, mas ganhou destaque na trama, da mesma forma que o romance secreto  entre Maria Machadão e o coronel Ramiro e o caso entre o coronel Amancio e Miss Pirangi.

 No final da trama, em que Gabriela e Nacib viraram quase figurantes, ganhou força a história de amor proibido entre Mundinho Falcão e Gerusa, que não passa de um flerte irrelevante no livro.

 Saiu Jorge Amado, entrou Willian Shakespeare. Sairam  Gabriela e Nacib e entraram Romeu e Julieta, com direito a prisão no convento, à espera do príncipe salvador. Menos mal que nas cenas  finais, rolou o que restou a Nacib e Gabriela no folhetim: cenas calientes de sexo, garantia de audiência.

 A história do novo porto, pano de fundo do romance, embate entre estagnação e desenvolvimento, atraso e progresso, essa passou batida mesmo. Novo porto em Ilhéus? Oxe, deixa isso pra lá.

 Jorge Amado  costumava dizer, com sua fina ironia,  que as melhores traduções de seus romances eram as de idiomas que ele não conseguia entender. Em russo, búlgaro, chinês, mandarim, etc.

 Vale o mesmo para as adaptações de seus livros.

 Como adaptação, há que se pregar à novela Gabriela o adjetivo “espetacular”, mesmo com a cruel e saudosista comparação com a versão original. 

Pena que, no quesito turismo, Ilhéus mais uma vez deixou o trem passar, o navio zarpar. Nem com a comemoração do centenário de Jorge soube aproveitar a maré a favor.

 Mas isso já é uma história da vida real.

SUPOSITÓRIO OU VIA ORAL? MAIS DIDÁTICO, IMPOSSÍVEL…

as crianças já foram dormir?

Depois de dois capítulos de antologia, que culminaram com o assassinato de Dona Sinhazinha e seu amante Osmundo pelo coronel e corno Jesuino, entremeados pelo humor do impagável Tonico Bastos fugindo do assédio da própria mulher, a novela “Gabriela” teve na quinta-feira, 9,  seu momento Carlos Zéfiro.

 Numa das cenas a estudante Iracema, da fina flor da juventude ilheense, ensinava as colegas de colégio como satisfazer os namorados sem perder a virgindade e a honra, com um esclarecedor “deixo que eles botem atrás”. Quando não dá na frente, a retaguarda abunda.

 Noutra cena,  Glória, a fogosa amante do também coronel e corno Coriolano (pelo jeito, para Jorge Amado a insígnia dos coronéis ilheenses era um vistoso par de chifres!),  dizia a seu novo amante, o duro (em ambos os sentidos) professor Josué  que estava com a boca e a mandíbula doendo, de tanto trabalho (oral, per supuesto) pra fazer a arma do coronel dar uns tiros.

E depois, sapecou um beijo na boca do nobre educador, que nem teve tempo de dizer “que porra é essa!”.

 Ah, se alguém percebeu em meio a tanto didatismo, os protagonistas Gabriela e Nacib estão prestes a se casar.

 

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REDESCOBRINDO UMA BOMBA: GABRIELA, O FILME. NACIB NÃO APENAS COME GABRIELA, COMO COME MACARRÃO. CALMA, BRUNO, É O PRATO TÍPICO DA VELHA BOTA…

Para quem vive reclamando  que a versão atual da novela Gabriela não chega aos pés da primeira versão, recomenda-se ir ao camelô mais próximo e adquirir uma cópia (pirata, que jeito?) do filme Gabriela, estrelado por Marcelo Mastroianni e Sonia Braga.

 Uma verdadeira bomba, com cenas tão  fora de contexto que até quem leu o livro não consegue entender. E tem Mastroianni como Nacib, fazendo um turco que fala italiano, uma Sonia Braga caricatural e um Mundinho Falcão quase como coadjuvante.

 Além disso, as filmagens externas foram feitas em Parati,  no Rio de Janeiro, cujas paisagens nada tem a ver com Ilhéus, fazendo com que o Bar Vesuvio se pareça com o ABC da Noite, do Cabloco Alencar, com o devido respeito ao cinquentão ABC.

 Pra completar o nonsense, a fita pirata traz a advertência: “não compre produtos piratas, denuncie pelo fone 5466467″.

 É, enfim, o filme do crioulo, do nacib e da gabriela doidos.

 

OXI, QUE ´SUTAQUI´ É ESSE?

“oxi” seu Nacib, que osadia é essa?”
´´é meu quibe que endureceu, Gabriela…”

A novela “Gabriela” estreou essa semana na Rede Globo com ares de superprodução. Belíssimos cenários de época, uma fotografia primorosa e Canavieiras fazendo bonito no `papel` de Ilhéus, com seu patrimônio histórico bem conservado.

É bobagem fazer comparação com a primeira versão na novela, até porque há uma tendência natural em se achar que antigamente tudo era melhor. Às vezes até que era mesmo, mas isso não vem ao caso.

O único senão que se pode fazer nesse início de novela é com relação ao sotaque carregado dos personagens, típico de outras regiões do Estado, mas que nada tem a ver com o Sul da Bahia.

Ninguém por aqui fala, nem nunca falou, com aquele ´sutaqui` dos sulbaianos da novela.

E cá pra nós, parece que Antônio Fagundes se inspirou em Antônio Carlos Magalhães para compor o Coronel Ramiro Bastos.

Só falta aparecer o ACM Neto para dizer que vai dar uma surra no Lula, perdão, no Mundinho Falcão.

SALVE SALVE, REDE GLOBO!

Gabriela e todos nós seremos poupados do lixo que chamam de música

Jorge Amado, em sua infinita sabedoria, costumava dizer que as melhores traduções de seus livros eram aquelas que ele não conseguia entender. Russo, turco, búlgaro, árabe, etc.

Pode-se dizer o mesmo em relação à adaptação de novelas a partir das obras do escritor grapiuna.

Gabriela, um remake que a Globo estréia hoje (18), se inclui nesse caso. Mais do que a versão original, a novela vai manter o foco central do livro -o amor da morena Gabriela e do turco Nacib- e o resto só Deus e os autores sabem.

Mas, de qualquer sorte, Gabriela já é uma benção.

Só o fato de excluir da trilha sonora excrescências como axé, arrocha, pagode e outros lixos já credencia a novela como algo que vale a pena assistir.

Nisso, a Rede Globo acertou a mão.

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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