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FIFA: Neymar cai fora da lista dos 10 melhores do mundo

ney cai

O atacante Neymar está fora da lista dos 10 jogadores que concorrem ao prêmio de melhor do mundo da Fifa. A entidade máxima do futebol anunciou os indicados nesta terça-feira (24). Terceiro colocado nos anos de 2015 e 2017, o brasileiro teve a temporada europeia interrompida por uma lesão. Além disso, ele atuou na Copa do Mundo abaixo do esperado.

Fora da disputa, Neymar assistirá Cristiano Ronaldo defender o título de melhor jogador do mundo contra Kevin De Bruyne (Manchester City), Antoine Griezmann (Atletico de Madrid), Eden Hazard (Chelsea), Harry Kane (Tottenham), Kylian Mbappé (PSG), Lionel Messi (Barcelona), Luka Modric (Real Madrid), Mohamed Salah (Liverpool) e Raphael Varane (Real Madrid). Os candidatos ao prêmio tiveram seus desempenhos analisados no período entre 3 de julho de 2017 e 15 de julho de 2018.

As indicações dos 10 jogadores candidatos ao prêmio de melhor do mundo teve entre os jurados dois brasileiros, os ex-jogadores Ronaldo e Carlos Alberto Torres. A votação para a escolha do vencedor será feita por jornalistas selecionados pela Fifa, treinadores e capitães das seleções e por torcedores. No começo de setembro serão anunciados os nomes dos três finalistas. A festa de premiação está marcada para o dia 24 de setembro, em Londres. (Bahia Noticias)

Os meninos campeões da Copa da Vida

El Diez

messi

Sem Globo, sem Neymar. E sem invencibilidade

Daniel Thame

 daniel charge cuba zapFoi preciso procurar uma tal de TV  Brasil, uma tal de TV Cultura ou recorrer à internet, onde o sinal oscilava muito.

Mas, enfim, após alguns milênios, tivemos um jogo da Seleção Brasileira sem a onipresente Rede Globo de Televisão, dona informal do futebol tupiniquim desde que a bola é redonda.

E livres de Galvão Bueno, narrando,  comentando, ´patriotando`, ainda mais num jogo contra a Argentina, aquela em que no conceito galvaniano dá gosto ganhar até em cuspe à distância.

E nem se fale aqui num hipotético Tira Temer, perdão Tira Teima, no quesito corrupção, porque nisso somos imbatíveis.

Voltemos ao jogo.

Noves fora Globo, até porque saiu Galvão na narração e entrou Pelé nos comentários na transmissão bancada pela CBF, o que dá quase um empate técnico, Brasil e Argentina fizeram um jogo morno, pra encabelar canguru lá na Austrália.

canguruDeu Argentina 1×0, gol de Mercado o final do primeiro tempo, numa falha coletiva de marcação. Poderia ter sido 1×1, não fosse Gabriel Jesus ter perdido um gol inacreditável no segundo tempo. E foi só, além de algumas chances desperdiçadas de lado a lado.

Tite decidiu deixar Neymar curtir as férias baladeiras da temporada européia e aproveitar os amistosos contra Argentina e Austrália para fazer testes e avaliar como o time se  comporta sem seu principal astro e único gênio inconteste.

Já classificado para a Copa, vindo de uma sequência de  nove  vitórias, ele pode se dar ao luxo de fazer isso, sem que o mundo desabe sobre sua cabeça.

A Argentina, estreando o técnico  Jorge Sampaoli, com a faca no pescoço nas Eliminatórias, não abriu mão de Messi, que por sinal deixou de novo o verdadeiro Messi em Barcelona e mandou um clone lá pro fim  do mundo. No que aliás foi seguido por Dybala, que deixou seu futebol bem guardadinho em Turim.

No frigir dos ovos- e Canguru bota ovo? Pergunta lá no Posto Ipiranga (em tempos de gasolina batendo nos R$ 3,90 no Cartel Itabuna nada como um jabazinho maneiro…)- Di Maria jogou, Phillipe Coutinho não jogou e a Argentina ganhou do Brasil.

´Ganar del Brasil es siempre bueno`, deve estar berrando o homônimo de Galvão lá em Buenos Aires.

E Neymar, sim, Neymar faz falta, ainda que seja bom testar o Brasil sem ele. Bom e necessário, porque uma coisa é bater uma  bolinha contra a Argentina num amistoso caça níquel, outra coisa é uma Copa do Mundo. Lembremos, sempre do 7×1 pra Alemanha, quando o  Brasil não se preparou pra jogar sem Neymar e os alemães fizeram picadinho dos canarinhos apavorados.

Sabem o que essa derrota significa na prática?

Não significa nada. Tite tem mais é que fazer testes mesmo, fechar o grupo pra Copa da Rússia.

Esse Brasil e Argentina será lembrado não pelo resultado em campo, mas pelo jogo em que a Globo não transmitiu.

E isso, sejamos justos, significa muito nesse momento em que, em vez de ser uma concessão pública do Brasil, o Brasil se transformou numa concessão da Globo, que define quem governa, como governa e aí de quem, na visão de seus capitães hereditários, pisar na bola.

Gol da Alemanha. Fim de jogo.

Fim?

O menino de 45 milhões de euros

Daniel Thame

 daniel thame FlicaO Real Madrid investiu  45 milhões de euros (R$ 164 milhões) na contratação do atacante  Vinícius Junior, do Flamengo.

Alguém que chegasse de Marte e batesse os de marciano nas folhas esportivas imaginaria que pela montanha de dinheiro investida, trata-se de um craque consagrado no Brasil, com uma carreira consolidada, repleto de títulos importantes, seguindo o caminho natural do brilho, fama e fortuna na Europa.

Estaria redondamente enganado o tal marciano.

Vinicius Junior tem apenas 16 anos. Isso mesmo, um menino de 16 anos contratado por um dos gigantes do futebol mundial por uma quantia estratosférica para alguém dessa idade, numa disputa ferrenha com outro gigante, o Barcelona.

45 milhões de euros por uma promessa! Que pode, mas também não pode, se converter num fora de série, num extra classe.

O currículo de Vinicius Junior: boas performances nas categorias de base, um título da Copa São Paulo e outro do Sul Americano sub 17, onde foi eleito o melhor jogador do torneio. Pimba: 45 milhões de euros.

vjuniorPelo time profissional do Flamengo, alguns minutos em campo e nenhum lampejo de genialidade. Não que se exija isso de um menino de 16 anos em meio aos marmanjos. Mas Pelé, aos 17 anos (um a mais do que Vinicius) já era Campeão do Mundo pela Seleção principal e Maradona, também aos 17 já exibia o talento que logo depois o transformaria em El Diez, o gênio que está só abaixo de Pelé.

Certo, não há como fazer comparações diante de realidades tão distintas. Os tempos são outros e o dinheiro que circula hoje no mundo da bola é algo com o qual os craques de antigamente nem sonhavam.

Mas não há como imaginar o quanto valeria um Pelé ou um Maradona hoje. Messi, por exemplo, está cotado em algo como 350 milhões de euros. Coisa de mais de 1 bilhão de reais.

E não muito recentemente os chineses andaram tirando o brasileiro Oscar (que nem se confirmou o craque que poderia ser) do Chelsea por 220 milhões de reais. Os mesmos chineses que pagaram quase 200 milhões de reais por Huck, que não é craque nem aqui nem na China.

Não adianta explicar, o marciano não vai entender nada. Ou achar que esses terráqueos, definitivamente enlouqueceram.

O que, em se tratando do futebol e otras cositas mas, está coberto de razão.

santos 1É gol- Promessa por promessa, toda a sorte do mundo para o itabunense Sandry Roberto, de 14 anos, revelado pelo Colégio Ciso e AABB de Itabuna, atualmente nas categorias de base do Santos, convocado para a Seleção Brasileira Sub 15, para a disputa do Campeonato Sul Americano.

É pênalti- Onde vai parar essa republiqueta bananeira em que nos transformaram?

O pior é que parece que não vai parar, porque o buraco é sempre mais (e mais, e mais, e mais) embaixo.

O Rei da América quer o Mundo

Daniel Thame

dt panamáA Seleção Brasileira pratica, indiscutivelmente, o melhor futebol da América.

Classificou-se para a Copa do Rússia com quatro rodadas antecedência e vem de inéditas 8 vitórias nas Eliminatórias, uma trajetória mágica que incluiu shows de bola contra Argentina (3×0), Uruguai (4×1) e Paraguai (3×0).

Mais do que os resultados expressivos, vem jogando um futebol que resgatou a paixão  pela Seleção, fazendo inclusive com que o exigente torcedor paulista (de vaias memoráveis e atitudes incivilizadas como atirar bandeiras do Brasil no gramado do Morumbi num jogo horrendo contra a Colômbia), se rendesse ao time de Neymar e Cia.

tite mundoAo time de `seu` Adenor, mais conhecido como Tite.

O que se viu na Arena Corinthians foi uma verdadeira lua de mel entre time e torcida, com direito a um “olê, olê, olê, Tite, Tite…” no final do jogo.

Consagrador.

O Brasil voltou o ser o Rei da América.

Ponto.

Parágrafo.

Como quase tudo  nesse paraíso tropical bipolar (há controvérsias quanto ao paraíso) vai-se do inferno ao céu e vice-versa num piscar de olhos.

A Seleção, com praticamente os mesmos jogadores, era um quase-Ibis há menos de um ano. Agora é o suprassumo do suprassumo do mundo da bola.

A maravilha da galáxia.

Neymar que era um craque  mascarado e individualista, que pipocava na Seleção, agora já é melhor do que Messi e Cristiano Ronaldo juntos, um quase-Pelé.

E por ai vai…

Galvão Bueno puxa o coro da louvação, seguido pelos colegas da imprensa, numa unaminidade em que se ouvem poucas vozes sensatas.

E é preciso mesmo um pouco se sensatez.

Se é verdade que Tite fez da Seleção uma equipe respeitada, que pratica um futebol de primeiro nível,  transformou Neymar num craque que joga para o time, letal e as vezes genial, não é menos verdade que a conquista do mundo em 2018 não é algo líquido e certo, como se a gente fosse lá  pra Russia, tomasse umas vodcas, dançasse umas balalaicas na praça Vermelha, comprasse umas matrioskas pra agradar as filhas e a patroa, pegasse a taça e voltasse pra casa.

Seria ótimo se fosse assim, mas não é.

Falta combinar com os russos, como diria o saudoso Mané Garrincha. Agora literalmente.

O  time está bem, Neymar joga cada dia melhor, Casemiro, Paulinho e Phillipe Coutinho tem se revelado gratas surpresas, mas é preciso manter o foco, saber que tem que evoluir sempre e não cair na tentação do `já ganhou`.

A história está repleta – e Tite sabe disso- de times e seleções que ganharam de véspera e na hora na oncinha beber água ficaram de bico seco.

Ou engoliram um 7×1 ainda não devidamente digerido.

Portanto, é de bom alvitre deixar a torcida e a mídia com os pés nas alturas e manter as chuteiras com pés no chão.

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É pênalti- A FIFA e seu espírito de Máfia. A punição a Lionel Messi é absolutamente desproporcional e pode custar a vaga da Argentina na Copa. Verdadeira vinditta contra Maradona e sua coragem de denunciar os ´santinhos` da entidade.

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É gol- Tite para Presidente? Então tá! E Neymar, seria o que? Ministro da Fazenda ou superintendente da Receita Federal?

Fora Temer (ops!), quem mais se candidata?

Sem medo de ser feliz

Daniel Thame

daniel thame FlicaBrasil 4×1 Uruguai  no Estádio Centenário,  templo do futebol mundial. Vaga garantida para a Copa da Rússia,  embora a matemática diga que ainda não.

Dane-se a matemática.

O Brasil não apenas está na Copa, como resgatou o respeito perdido depois do 7×1 com Felipão e da sofrida  Era Dunga, parte 2,  que já era.

Tite conseguiu transformar um grupo de jogadores que cintilavam em seus times na Europa e se tornavam burocratas com a camisa amarela da Seleção  numa equipe coesa, confiante e busca a vitória o tempo todo.

Mudou a filosofia. Acabou aquela história de que empatar com Bolívia, Peru e Equador fora de casa era bom resultado.

Acabou também esse negócio de seleções marca bufa enfrentarem o Brasil como se estivessem jogando contra as Ilhas Fiji.

Os 4×1 no Uruguai, incontestáveis diante da superioridade brasileira, mesmo tendo sofrido um golo logo de cara, são a confirmação de que, enfim, temos uma seleção que vai chegar à Rússia como protagonista, não como coadjuvante.

titeTite tem acertado em  cheio nas convocações, embora possa se questionar um ou outro nome. Nada que faça dólar cair, o PIB subir e nossos políticos serem pouquinha coisa mais honestos.

Apostou em Paulinho, autor de três gols contra o Uruguai,  que estava perdido na China. Confirmou Casemiro, que hoje brilha no Real Madrid e é um dínamo no meio de campo. Transformou um bando num time. Simples assim.

E principalmente fez Neymar fechar o ciclo de chiliques e individualismo  na Seleção e ser o jogador solidário que é no Barcelona, sem com isso deixar de ser o craque que é.  Ou por isso mesmo estar se tornando um craque completo.

Sem piscadelas para as câmeras de televisão durante o jogo,  sem humilhar os adversários com dribles inúteis. Fazendo o que sabe fazer de melhor: jogar futebol de alto nível. E isso Neymar faz como poucos no Planeta Bola.

O Brasil perdeu o medo de ser feliz.

Pelo menos no futebol, pelo menos no futebol…

´Tovarichs`, podem preparar a vodka que o Brasil está chegando.

É gol- Aos trancos e barrancos, Lionel Messi vai carregando  a Argentina nas costas rumo à Rússia. A Copa 2018 é a última chance de canonização de ´La Puga`. Porque Deus a Argentina só tem um, Diego, “el Diez”. E, como se não bastasse, ainda um Papa, Francisco.

É pênalti- Ainda é cedo para avaliar o trabalho de Rogério Ceni, mas o encantamento inicial vai se esvaziando, por conta de erros de escalação, invenções que não dão certo e resultados medíocres. Seria a carruagem dourada uma abóbora?

Não foi épico, foi roubo (ou: o ratón alemão meteu a mão no queijo francês)

Daniel Thame

daniel thame Flica“Épico”. “Heróico”. “Inesquecível”. “Histórico”. “Milagre”.

O mundo despeja adjetivos para descrever a vitória do Barcelona sobre o Paris Saint Germain por 6×1 na Champions League, depois de levar um sonoro 4×0 no jogo de ida em Paris.

Mas, o fato é o juiz alemão Deniz Aytekin roubou do Paris Saint-Germain a chance de se classificar para as quartas de final da Liga dos Campeões. Simples assim.

Feito um ratón, meteu gulosamente a mão no queijo francês. De lambuja, levou o vinho também.

Com 1 a 0 para o Barça, não um deu pênalti de Mascherano, que saltou para bloquear um cruzamento de braços abertos. E depois, mais outro pênalti não marcado para o PSG, do mesmo Mascherano em  Di María.

Já com  2 a 0 para o Barça , o árbitro Aytekin inventou um pênalti absurdo cavado por Neymar no início do segundo tempo: 3×0. O Barcelona estava vivo e o PSG, que entrou em campo  para cumprir a obrigação, como se aqueles 90 minutos fossem apenas protocolares, enfim acordou.

queijo ratoCavani fez 1×3 e calou o Camp Nou lotado. Caixão fechado, prego batido. Precisando de mais três gols, os espanhóis a lutavam pela honra, porque a vaga, essa já era. Os franceses passaram a tocar a bola e esperar o tempo passar.

E o tempo passou até os 43 minutos do segundo tempo. Tudo dentro do script.

Mas ai o juiz (e justiça seja feita, Neymar também, numa noite em que lembrou o Neymar do Santos e da Seleção, tornando Messi um quase coadjuvante) decidem que a história não acabou.

Aytekin inventa mais um pênalti, desta vez de Marquinhos em Luiz Suarez. Neymar, que já havia feito o quarto, um golaço de falta, bate faz o quinto.

O imponderável invade o gramado blugrená.

Faltava mais um gol e `sua excelência` deixa o jogo correr até aos 50 minutos, quando veio o tento redentor de Sergi Roberto, na bacia das almas. 6×1, o placar necessário.

O inacreditável assombra o mundo da bola.

Nunca e em tempo algum na história da Champions, um time havia conseguido reverter um 0x4. O Barça de Messi e Neymar, que contra o PSG foi o Barça de Neymar e Messi (e de Deniz Aytekin) conseguiu.

Daí a tempestade de adjetivos em todos os idiomas possíveis.

Em meio a quase unaminidade de louvores ao time catalão, que efetivamente é uma lenda do futebol mundial  e que no início do século, sob o comando de Guardiola, elevou o jogo à condição de arte como poucos times o fizeram, poucas vozes se levantaram para registrar o que efetivamente ocorreu em meio ao caldeirão de emoções que transbordou do Camp Nou e se espalhou pelo planeta: o PSG foi garfado, teve sua vaga surripiada por erros (?) de arbitragem.

O milagre, o heroísmo, o épico e a glória tiveram uma mãozinha demasiadamente humana para dar um empurrão rumo à História.

 

Inúteis campeões

 

Daniel Thame

 

dt panamáComeçam nessa semana os campeonatos estaduais Brasil afora. Houve um tempo, e já faz muito tempo, em que ganhar um campeonato Carioca, um Paulista, um Mineiro, um Gaucho, um Baiano e até um Piauiense era motivo de orgulho e de festa para os torcedores dos times campeões.

No Rio de Janeiro, comemorava-se a Taça Guanabara, que não passa do 1º turno do Carioca e o  Carioca propriamente dito. Dois campeonatos em um, duas torcidas fazendo festa, quando o mesmo time não faturava os dois turnos.

Lembro-me dos corintianos ensandecidos num Morumbi lotado numa note de quarta-feira, celebrando a conquista do Paulistão de 1997, num dramático 1×0 contra a Ponte Preta, pondo fim a um jejum de 23 anos. O gol de Basilio colocou o mediano jogador na eternidade.

Ou, na década de 90, de um gol de falta magistral de Petckovic aos 44 minutos do segundo tempo, dando ao Flamengo um título que os vascaínos, jogando pelo empate, já festejavam.

Ou então de BA-Vis memoráveis nos anos os 70 e 80, tempos de Douglas, Osni, Beijoca, Mario Sérgio, Sapatão, etc., em que títulos valiam caminhadas de agradecimento ao Senhor do Bonfim e agrados aos orixás, afinal estamos na Bahia de todas as crenças
vaziosEsses tempos, definitivamente fazem parte do passado.

De uma década para cá, os campeonatos estaduais bem definhando ano a ano, perdendo totalmente a importância e atraindo cada vez menos torcedores.

A  maioria dos jogos são disputados em estádios praticamente vazios e apenas os clássicos e as decisões conseguem atrair o torcedor e ainda assim muito mais por conta de rivalidades históricas.

Ganhar um campeonato estadual já não é mais motivo para foguetório. Certo, é bom pra quem ganha e gera uma ou outra crise pra quem perde (no caso dos times grandes) e acaba ai.

Em sendo assim, qual o motivo de se manter os estaduais, em detrimento de um calendário menos extenuante ou mesmo de copas regionais, como a Copa do Nordeste, que acabam estranguladas em meio a jogos intermináveis?

O motivo é que as federações precisam fazer média com os times que, brindados com migalhas, acabam perpetuando dirigentes invariavelmente incompetentes, para dizer o mínimo. Mero jogo de interesses, em que os chamados grandes times aceitam ir para o sacrifício, porque também tem lá seus interesses.

E segue o  jogo (e bota jogo nisso!) até que se conheçam os inúteis campeões.

 

É gol- Com Neymar em tempos de seca, Messi tem permitido que o brasileiro cobre os pênaltis no Barcelona. Gênio e solidário esse hermano argentino.

É pênalti- A CBF erra até quando acerta. O Jogo da Solidariedade entre Brasil x Colômbia, com renda revertida para as vítimas da tragédia da Chapecoense, atraiu menos de 20 mil pessoas. Se fosse disputado numa capital do Sul ou do Nordeste, teria atraído pelo menos o dobro.

 

Adeus, Libertadores

 

Daniel Thame

daniel charge cuba 13Eram 28 minutos do segundo tempo de um jogo pegado, difícil, quando o zagueiro Maicon, contratado a peso de ouro para ser o líder, o ponto de referência, um quase-Rogério Ceni, comportou-se como um juvenil sem experiência e foi expulso de campo.

Pode-se dizer que acabou ali a conturbada saga do São Paulo na Copa Libertadores da América. Na sequência da expulsão infantil de Maicon, o Atlético Nacional de  Medellin passou a jogar como se tivesse em casa e diante de um Morumbi lotado (primeiro ensandecido e depois calado) fez 2×0 como bem quis e tornou o jogo de volta em mera formalidade.

Dois gols com troca de passes na entrada da área tricolor, como se fosse treino, numa defesa que mais parecia um convite ao baile.

Acreditar que esse time guerreiro, porém limitado, do São Paulo vá reverter o 2×0 em Medellin é acreditar em milagres dignos de Moisés e suas peripécias em Os Dez Mandamentos.

sonhoMissão impossível, ainda mais que o tricolor continua sem Paulo Henrique Ganso, a única cabeça pensante do time, e não terá Maicon. Se em condições normais o Atlético Nacional já é muito superior ao São Paulo, com o time paulista desfalcado e emocionalmente abalado, o prenuncio é de um passeio colombiano.

O fato é que tirando o entusiasmo natural pela classificação às semifinais da Libertadores, o  São Paulo é um time inconstante, inferior a Palmeiras, Corinthians, Grêmio, Santos, Inter, Atlético MG. Tanto que patina no meio da tabela no Brasileirão.

Certo que o futebol é capaz de provocar surpresas, mas não será dessa vez que o milagre acontecerá. O Atlético Nacional já está no final da Libertadores  e é favoritíssimo para conquistar o título.

Ao São Paulo, resta juntar os cacos e, de volta ao mundo real, abrir os olhos porque a zona de rebaixamento no Brasileirão está no retrovisor.

A Libertadores, essa já era.

Como tudo que está ruim pode piorar, Ganso está a caminho do futebol europeu, para jogar no Sevilha, da Espanha: e Edgardo Bauza pode assumir a Seleção Argentina.

Como se denota, no mundo da bola, a distância entre o céu e inferno é um pulo.

Ou uma expulsão idiota, na pior hora possível.

 

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É gol- Alexandre Pato e Corinthians formam aquele casal prestes a se separar, mas que são obrigados a compartilhar a mesma cama. Nessa aridez de atacantes, mesmo um Pato emburrado é melhor do que dez Lucianos bem dispostos.

É penaiti- Do Blog Sensacionalista, impagável como sempre:  com Messi condenado a quase dois anos por evasão fiscal e Neymar ameaçando seguir pelo mesmo caminho, o time da penitenciária de Barcelona já é favorito ao título do Campeonato Espanhol.

 

Messi: “se fosse pra perder sempre eu jogava no Flamengo”

messengo

(do Blog Sensacionalista)- Lionel Messi declarou que não atua mais pela seleção argentina. Após perder mais um título com a camisa azul e branca, Messi disse que se fosse para perder sempre ele jogaria pelo Flamengo e não mais pela seleção ou pelo Barcelona. Messi foi lembrado por um repórter que aquele era o quarto vice seguido defendendo a Argentina, o craque ironizou: “então se for pra ser vice sempre eu prefiro jogar pelo Vasco”.

A saída de Messi da seleção argentina está sendo chamada de Mexit. Mas mesmo desertando, Lionel Messi bateu mais um recorde e superou Pelé: abandonou a seleção de seu país aos 29 anos, enquanto o brasileiro só fez isso aos 34.

Messi perde pênalti e dá adeus à Seleção Argentina: “pra mim, acabou”

messi

O Chile sagrou-se bicampeão da Copa América ao vencer a Argentina nos pênaltis (4-2) na final da edição do Centenário, depois do empate sem gols om bola rolando, neste domingo, em Nova Jersey, repetindo o roteiro do ano passado, quando conquistou seu primeiro título continental em casa.

A diferença em relação à decisão de 2015 é que a frustração foi ainda maior para o craque Lionel Messi, que isolou sua cobrança na disputa de pênaltis e falhou mais uma vez na tentativa de acabar com o incômodo jejum de 23 anos da ‘alviceleste’. No ano passado, o vilão tinha sido Higuaín, que também tinha chutado por cima.

Foi o terceiro vice-campeonato da Argentina em três anos, depois da Copa do Mundo de 2014, no Brasil, e da Copa América de 2015, no Chile.

Maradona tinha avisado: “se não ganharem essa, nem precisam voltar para casa”. Para Messi, criticado recentemente por el Pibe de Oro por “não ter personalidade”, a maldição parece não ter fim.

O desfecho foi cruel para o camisa 10, que brilhou nos Estados Unidos e se tornou o maior artilheiro da seleção argentina ao anotar seu 55º gols coma camisa ‘alviceleste’ na semifinal, mas falhou no pior momento e vai continuar sendo cobrado no seu país.

E não é por falta de motivação: o cinco vezes melhor do mundo já disse várias vezes que trocaria todos os seus prêmios individuais por um título com a Argentina.

No tempo normal o placar não saiu do 0x0.

Na disputa de pênaltis, os dois craques de cada time começaram errando. Vargas parou na defesa de Romero e Messi isolou a bola na arquibancada.

Quem acabou sentindo o peso da falha foi o craque do Barça, já que Bravo defendeu a cobrança de Biglia e Francisco Silva acertou o chute decisivo que garantiu mais uma consagração da melhor geração da história do futebol chileno.

Depois do vexame, Messi anunciou que não joga mais pela Argentina: “Já deu, a Seleção Argentina acabou para mim”

 

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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