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Memórias de um Dinossauro

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 A Mulher Caridosa

Os dois amigos chegaram à pensão modesta na cidade do interior paulista no domingo à noite.

Radialistas em início de carreira e, portanto,  escalados para as piores coberturas, iriam fazer reportagens sobre um encontro de prefeitos e vereadores.

Tanta atenção para uma baboseira daquelas, que desde todo o sempre serviu de fachada para que os políticos tivessem diversão garantida bancada pelos cofres públicos, só se justificava porque o prefeito era também o dono da rádio onde eles trabalhavam.

O dinheiro contado mal dava para as despesas. “Luxos”, só mesmo algumas doses de “fogo paulista”, uma mistura horrenda de pinga vagabunda com groselha, e uma visitinha ao puteiro local, ainda assim  contando com a generosidade de uma moçoila mais em conta, mais rodada e em, digamos, fim de carreira.

Porque as putas que valiam a pena, preferiam prefeitos, vereadores, assessores mais graduados e mesmo os caipiras com aqueles “errrrrrrrrrrrrrrrrrres” intermináveis, mas com dinheiro  no bolso.

Daí que, a dona de pensão, uma velhota lá pelos seus 65 anos, viúva contrita, que era um trombolho repugnante na noite de domingo, passou a ser uma pessoa legal na segunda-feira, simpática na terça-feira, agradável na quarta-feira e atraente na quinta-feira.

Na sexta-feira os dois, que eram amigos de dividir um prato de comida, quase estavam saindo no tapa para ver quem iria dormir com a dona da pensão, aquela delícia de mulher.

Ali era uma pensão familiar e não haveria espaço para briga, ainda mais uma briga entre amigos. Ela deu para os dois.

Um de cada vez, é bom que se registre, porque era uma senhora de respeito, com um enorme crucifixo sobre a cama e o retrato do saudoso falecido na penteadeira.

E ainda exigiu que fosse com a luz apagada, no que os dois amigos, donos de uma imaginação fértil, não reclamaram.

No dia seguinte, eles foram embora e ela foi à missa.

Comungou sem se confessar.

Entendeu aquilo não como um pecado, mas como um ato de caridade cristã a dois necessitados.

 

Memórias de um Dinossauro

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Jogar pra perder…

 

Radio Difusora Oeste, Osasco, anos 80 do século passado. O Palmeiras jogava no Pacaembu contra um time do interior (XV de Jaú, Ferroviária, algo assim, a memória é de dinossauro, mas falha).

 

Times em campo, lá vai esse bravo repórter entrevistar o goleiro Leão. Idolo do Palmeiras, três Copas do Mundo no currículo,

 

Jogador famoso sempre olhou pra rádio modesta (a nossa era briosa, mas obviamente  modesta) com desdém e Leão nunca foi propriamente um exemplo de simpatia.  Ainda mais diante da pergunta -vá lá, eu reconheço- idiota que perpetrei:

-Leão, o Palmeiras entrou em campo pra ganhar o jogo?

O goleiro poderia ter feito o que quase todo jogador faz: responder o óbvio, e ir pro jogo, mas Leão optou pela opção ´zagueiro de roça`:

-Não, a gente entrou em campo pra perder…

E, sem mais delongas, virou as costas, seguiu pro gol, enquanto meus eventuais ouvintes certamente estavam rindo deste que na época vos falava e agora vos escreve.

 

Ah, sim. O Palmeiras perdeu pro XV de Jaú, Ferroviária, um time desses aí.

 

Praga de repórter de rádio pequena também pega.

Memórias de um Dinossauro

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Gol do São Paulo

 

O ano era 1985. O São Paulo, treinado por Clinho, decidia o Campeonato Paulista com a Portuguesa, no estádio do Morumbi.
Sãopaulino até a medula, fazia reportagem de campo para a Radio Difusora Oeste, emissora modesta, mas briosa, de Osasco.
O São Paulo tinha um timaço, com Falcão, Silas, Muller, Careca, Sidney e Cia, mas a Lusa endurecia o jogo. E eu não sabia se reportava os lances ou se torcia. O São Paulo fez 1×0 no primeiro tempo com Careca e levava um sufoco até a metade do segundo tempo, quando Sidney fez 2×0.

 

 

A comemoração dos jogadores aconteceu ao lado do gramado, justamente onde eu estava. Foi quando minhas dúvidas acabaram.

 

 

Larguei o microfone no chão e fui comemorar com os jogadores. Quando o narrador pediu a descrição do lance, silêncio total.

 

 

De cara, cortaram a linha e passei o resto do jogo apenas assistindo, até invadir o gramado para comemorar, desta vez o título.

 

 

Como eram tempos românticos, levei apenas uma suspensão de três dias.

 

 

E, pior dos castigos, não me escalaram mais para os jogos do São Paulo.

Memórias de um Dinossauro

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“Marco ponta, seu puliça…”

 

Início da década de 80, do século passado. Aos vinte e poucos anos, integrava a briosa equipe de esportes da Rádio Difusora, em Osasco (SP), como repórter de campo.

 

Rebelde sem causa, comecei a inventar de ir além das minhas funções, imiscuindo no trabalho do narrador, do comentarista e da produção. Em bom português: enchendo o saco e criando caso com a equipe toda.

 

Até que o dono da rádio me chama e conta a seguinte historinha:

 

“Um dia a polícia resolveu dar uma batida na zona (puteiro em paulistês, brega em baianês) de uma cidadezinha local.

 

Mulheres de um lado, homens de outro.

 

A profissão delas, desnecessário perguntar. Então as nobres otoridades legitimamente constituídas passaram a perguntar a profissão dos homens.

 

-Engenheiro, disse um

-Contador, disse outro

-Professor, disse mais outro

-Bancário, disse um outro

-Agricultor,  disse outro

E fiquemos por aqui, antes que isso  vire um Guia de Profissões.

Ah, faltou mais um:

-Marco ponta esquerda, disse o baixinho atarracado

-Que c…. (c…  é o equivalente a porra em baianês) é isso de marco ponta esquerda?, Perguntou o policial, antes de dar um corretivo no sujeito (naquele tempo polícia perguntava antes de meter porrada, porque corretivo é só eufemismo).

Ao que o baixinho respondeu, todo cioso de suas funções:

-Eu sou lateral direito do time da cidade, portanto seu puliça, eu marco ponta esquerda.

 

Rebelde com causa aos 60 anos, às vezes é preciso aprender com lições jamais aprendidas.

Marcar ponta e ponto final!

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Dedé do Amendoim, vascaíno, petista. E insubstituível!

Após 46 anos percorrendo os bares de Itabuna com sua inseparável bicicleta, vendendo amendoim e ovo de codorna, Dorival Higino da Silva, também conhecido como Dedé do Amendoim ou, por motivos óbvios, Tesão, pendurou as chuteiras e os pedais em 2016.

Com oito filhos criados graças à sua labuta incansável, ele decidiu que era hora de parar, curtir a família e torcer/sofrer com o Vasco da Gama, seu time de coração.

dede do amendoimComo Pelé, deixou sucessores na labuta para ganhar honestamente o suado pão de cada dia, mas não substitutos, porque Dedé é dessas figuras que merecem o adjetivo “insubstituível”.

Dedé do Amendoim é, ao lado do Caboco Alencar, que felizmente continua na ativa no ABC da Noite, um dos personagens mais fascinantes da boemia itabunense, com histórias que dariam um livro.

Uma delas, ocorrida em meados dos anos 90, dá bem a dimensão do estilo Dedé. Vendia ele seus amendoins e seus ovos de codorna no Katiquero, vestindo com orgulho uma camisa do PT, quando um desses babacas que infelizmente poluem os bares perpetrou:

-Tira a essa camisa horrível que eu compro tudo…

Ao que Dedé respondeu na lata:

-Pois pra gente como você eu prefiro não vender nada…

E seguiu em frente, com sua bicicleta e sua dignidade.

Em tempo: Dedé recolheu-se em sua residência no bairro de Fátima.  Vítima de uma enfermidade, atualmente enfrenta dificuldades para se locomover.

Mesmo contra sua já manifestada vontade, é merecedor de todas as homenagens.

Em vida, como deve ser!

Memórias de um Dinossauro

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Bar das Putas

Ano de 1981. O Diário de Osasco finalmente trocava as velhas impressoras e linotipos e passava a ser impresso em off-set. Era como pular da Idade da Pedra para o futuro, sem escalas.

O Diário também  deixava de ser temporariamente diário para se tornar semanal, embora continuasse ostentando o título Diário.

Para o Vrejhi Sanazar, dono do jornal, era um salto de qualidade e a oportunidade de atrair anunciantes. Fazer dinheiro, enfim.

Para mim e para o Giovanni Palma, que tocávamos a redação, era o passaporte para a modernidade, poder ousar nos textos, nas fotos, no formato da primeira página.

bar putasMais do que isso: como o jornal seria diagramado e impresso no prédio do Estadão (O Estado de São Paulo) na marginal Pinheiros, era a chance de viver o clima de grande imprensa, cruzar com o pessoal que fazia aquele que na época era o mais influente jornal brasileiro, até ser ultrapassado pela Folha de São Paulo.

Era também uma oportunidade para manter contato com grandes jornalistas, não apenas do Estadão, mas também de outros veículos, já que após o fechamento das edições (naquele tempo os jornais fechavam de madrugada e não eram essa coisa pasteurizada e insossa de hoje, decadentes e superados pela agilidades da internet), o pessoal se dirigia a um ´pé sujo´ na avenida da Consolação, centro velho da capital paulista, onde um churrasquinho ou uma batata frita honestos eram oferecidos a preço justo. Obviamente acompanhados de uma cervejinha, uma batidinha, uma cachacinha.

Ou tudo junto!

O local era chamado de Bar das Putas, porque além dos companheiros jornalistas, as companheiras operárias do amor também batiam ponto lá, fechando a noite de trabalho duro (ops!). Uma convivência harmoniosa, num local que marcou época numa São Paulo ainda sem crack e sem tanta violência.

Foi no Bar das Putas, enquanto entornava uma dose tamanho família de batida de limão e comemorava com o Palma mais uma bela edição do nosso “Diário semanal”, que ouvi a seguinte frase de uma das distintas freqüentadoras:

-O cara quando quer uma puta só pra ele, tem que pagar bem. Se não pagar, vai ter que dividir com os outros e se contentar com as sobras.

Num país onde, diz a lenda, cafetão se apaixona, puta goza, traficante cheira e político honesto é mais raro do que trevo de cinco folhas, a moçoila perpetrou um comentário de antologia.

Memórias de um Dinossauro

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 ´Mensajero del Diablo´

 

1981, Radio Difusora Oeste, Osasco. Nas emissoras do interior, a Equipe de Esportes é uma espécie de faz tudo. Cobre de eleição a velório. Carnaval, então, é quase uma obrigação.

E lá estávamos nós cobrindo o Carnaval, que em São Paulo  era realizado mais nos  clubes e não ao ar livre, como na Bahia.

Se já é um porre cobrir carnaval de rua, imagine-se nos clubes fechados, transmitindo aquela barulheira insuportável e entrevistando bêbados que não dizem nada com nada.

A transmissão começava as 10 da noite, parava as 11 e retornava meia-noite, avançando pela madrugada.

A parada de uma hora nada tinha a ver com descanso. Naquela época, as igrejas evangélicas já viam no rádio um excelente veículo para difundir a fé cristã e aumentar o rebanho. E aquele horário era comprado por uma dessas igrejas.

Ocorre que, não contente em divulgar a palavra de Deus, o pastor simplesmente esculhambava a cobertura do carnaval, que por acaso era feita na mesma emissora em que ele estava falando.

O mínimo que ele dizia no ar era que a gente atuava como mensageiros do diabo. E, ao final do programa, ainda sugeria que as pessoas desligassem o rádio.

Eram cinco noites de carnaval, cinco noites de cobertura.

mensajeroNa terceira noite, deu um problema no equipamento e fui até a sede da emissora fazer a substituição. Eis que, ao me dirigir à sala da técnica, que ficava nos fundos do prédio, deparo com o tal pastor encostado no muro, fazendo uma oração, digamos, mais íntima com uma de suas fiéis. Quase a tradução literal do “crescei-vos e multiplicai-vos”.
Uma chance daquelas, caída dos céus (ops!) não era para ser desperdiçada. E eu não desperdicei:

-Pastor, se nós somos mensageiros do diabo o senhor é o que, devorador de ovelhas?

Nos dias seguintes, se não fez elogios à nossa equipe pela brilhante cobertura da maior festa popular do Brasil (radialista adora uma frase pomposa!), o pastor pelo menos nos deixou em paz.

E certamente passou a ter mais cuidado em suas pegações, perdão, pregações para as ovelhinhas dadivosas.

Memórias de um Dinossauro

 

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Profissão Repórter

Entre as várias reportagens que diz ao longo desses mais de  40 anos de estrada, 32 deles no Sul da Bahia, nenhuma foi mais estressante do que a cobertura dos 500 anos do Brasil em Porto Seguro. O que seria uma comemoração, organizada a caráter para incensar Fernando Henrique Cardoso e ACM, se transformou num festival de pancadaria, perpetrada pela polícia baiana contra índios, sem-terras e estudantes.

 
Na véspera do fatídico 22 de abril, tive que optar entre ficar em Porto Seguro, onde a festa estava preparada, ou seguir para Coroa Vermelha, onde o clima estava pesado porque os movimentos sociais não se contentavam em fazer figuração no teatrinho armado pelo governo.

 

Não tive dúvidas: fui a Coroa Vermelha e ao lado da equipe da TV Cabrália, testemunhei uma demonstração de truculência e insanidade que repercutiu em todo mundo. Não perdi nenhuma festa, até porque festa não houve, para desalento do então Rei da Bahia, que ali viu desmoronar o seu sonho de se tornar o Rei do Brasil.

A reportagem foi publicada no jornal A Região. A foto é de Lula Marques.
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Polícia barra povo e FHC
faz festa vip dos 500 anos

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Memórias de um Dinossauro

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Contigo estarei

Há mais um menos duas décadas, Itabuna ganhou repercussão nacional e internacional com o casamento de Ferreirinha, beirando os 70 anos, com a adolescente Yolanda, em seus tenros 14 aninhos.
Ferreirinha posava de garanhão grapiúna e dava entrevistas para Deus e o mundo, mas Yolanda não abria a boca. Fotografias posadas ao lado de Ferreirinha, tipo casal feliz, então, nem pensar.

Como colocar Ferreirinha no jornal era assunto velho, eu e Manoel Leal decidimos que Yolanda faria a foto do casal, mesmo tendo que chutar a canela da ética. E lá fomos nós para a casa do velho garanhão.
Ferreirinha nos recebeu de braços e portas abertas, mas foi logo cortando qualquer esperança. Yolanda não falaria nem tiraria fotos.

Foi aí que veio a luz.

Virei pra Manuel Leal e falei: “vamos dizer que a reportagem é pra revista Contigo”.

A Contigo era uma espécie de Caras da época. Meu sotaque de paulista abriu as ´porrrrrrrrrrrrrrtas´ e, como era pra Contigo, Yolanda tirou fotos que davam para encher uma edição da revista e ainda falou de sua relação (ops!) com Ferreirinha.

A proeza, primeira foto e entrevista do casal juntos, fez com que exemplares de A Região pousassem no SBT e despertasse a atenção do programa Jô Onze e Meia, um sucesso monumental de audiência na emissora de Silvio Santos.

Ferreirinha deu uma entrevista impagável a Jô Soares, onde revelou suas proezas de conquistador, atribuiu sua potência sexual ao suco de cacau (na verdade, quem pediu pare ele dizer isso foi Manuel Leal) e levou a platéia que acompanhava a gravação ao delírio ao revelar que havia noites em que Yolanda, exausta, era quem pedia para ele parar…

Exausta Yolanda deve ter ficado mesmo foi de tanto esperar a tal reportagem na Contigo, com direito a foto de capa, já que se é pra prometer o impossível, a gente promete o impossível e mais um pouco.

 

Memórias de um Dinossauro

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Itabuna, vésperas das eleições de 1996 em Itabuna. A Justiça  manda apreender a edição do jornal A Região, numa censura previa típica dos anos de chumbo da ditadura militar. Um caminhão da Polícia Militar, com policiais fortemente armados, para na entrada da gráfica numa atitude ameaçadora. Manuel Leal, calmamente, entrega alguns pacotes com jornais. Bons de truculência e ruins de conta, os  policiais não percebem que a quantidade de jornais entregue era mínima.

Durante a madrugada, milhares de exemplares da edição que deveria estar apreendida são distribuídos nos bairros e no centro de Itabuna.

Nas eleições de 2000, a ameaça de apreensão se repetiu, já que quase sempre há um magistrado zeloso à disposição dos poderosos de plantão. Como macaco velho olha o galho antes de se agarrar, na penúltima edição antes do pleito, foi publicada uma nota no alto da página, informando aos leitores que o jornal só voltaria a circular com o resultado do pleito, na segunda-feira.

A Justiça baixou a guarda e o jornal circulou normalmente, no sábado. Panfletário como sempre, antes de se ´endireitar` de vez uma década depois.

 

Memórias de um Dinossauro

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Vitória da Conquista, final dos anos 80. A sucursal da TV Cabrália no Sudoeste Baiano dando os primeiros passos e lá estava eu, na fase de ajustes da equipe local de jornalismo.

Tempos tão ´dinossauricos´ quer as matérias eram enviadas de ônibus para Itabuna em fitas U Matic e editadas para entrarem nos telejornais.

Eis que o repórter Junior Patente chega da rua com a reportagem da prisão de quatro jovens, com uma senhora quantidade de maconha.

Fita pronta pra ser enviada, o então editor de jornalismo, cujo nome não vem ao caso (gracias Moro!), me diz:

-Essa matéria não pode sair, porque é tudo filho de gente conhecida.

Por “conhecida”, entenda-se, gente com grana ou com poder político.

Fui na jugular:

-E se fosse gente pobre, poderia sair?

O silêncio ensurdecedor do editor foi a resposta que eu esperava.

A matéria saiu e o editor demitiu-se logo depois, embora os jovens nem chegaram a sentir o gostinho da cadeia.

Afinal, em qualquer tempo, certas coisas definitivamente ´não vem ao caso`…

Memórias de um Dinossauro

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TV Cabrália, meados da década de 90 do século passado. Programa Cabrália Esportiva, Barbosa Filho na apresentação e eu atacando de comentarista.

Naquele quarta-feira à noite, o Itabuna jogaria contra a Jacuipense pelo Campeonato Baiano. O Itabuna dependendo de uma vitória para se classificar, a Jacuipense caindo pelas tabelas.

Em vez de apenas comentar, cai na besteira de fazer graça:

-O Itabuna ganha fácil. Pega uma galinha morta…

O que eu não sabia, e nem tinha como saber, era que a delegação da Jacuipense estava concentrada no Itabuna Palace Hotel. E ainda por cima assistindo ao programa.

Antes da bola rolar, entrevistado pela Rádio Difusora, um dos jogadores da Jacuipense  avisa:

-Vamos mostrar pra esse comentarista da televisão quem é galinha morta.

Final de jogo, Jacuipense 3×1 Itabuna.

A galinha estava viva. E eu, feito peixe (ou pato?) morri pela boca.

 

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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