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Festividades marcam comemoração dos 206 anos de Ferradas, onde nasceu Jorge Amado

ferradasA Prefeitura de Itabuna vai promover festividades nesta quarta-feira, dia 27, para marcar os 206 anos do distrito de Ferradas, adiada do dia 19 de outubro. Nascida no século XIX, como aldeamento dos índios Guérens, Camacans e Pataxós e de outros tribos do sul da Bahia, a localidade, a 12 quilômetros do centro da cidade também é local de nascimento dos escritores Jorge Amado e Gustavo Velôso e do poeta Telmo Padilha.

jorge em ebookFerradas concentra a riqueza histórica, cultural, econômica e social grapiúna, a partir de relatos do frei capuchinho Ludovico de Livorne com seus superiores na metrópole, em Lisboa, entre 1818 – 1848. Na festejada “Crônica da Capitania de São Jorge dos Ilhéus”, escrita em 1936 e reeditada pela Editora da Uesc (Editus, 1ª edição, janeiro 2006), João da Silva Campus dá destaque ao vilarejo imperial, como local de ressocialização dos índios desgarrados no mundo colonial e imperial.

A PROGRAMAÇÃO

Na quarta, a programação se inicia às 7 horas, com um Aulão Funcional, ministrado pelo professor Danilo Cezar, seguido de Funciofut (Funcional com Futebol para Crianças) e brincadeiras e jogos recreativos sob a coordenação da Secretaria de Esportes e Lazer. A partir das 9 horas, em seis estandes começa o atendimento das demais secretarias municipais num dia intenso de atividades.

A Secretaria da Agricultura e Meio Ambiente (Seagrima) vai promover a distribuição de 700 mudas de frutíferas (açaí, cupuaçu e goiaba paluma) e essenciais florestais (ipê amarelo, etc.). Uma equipe de agrônomos e técnicos em agropecuária da Seagrima dará as orientações de plantio e manejo.

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Itabuna: Manoel Porfírio quer explorar Jorge Amado comercialmente: ‘potencial turístico’

por Andreyver  Lima

manoel-jorgeO vereador Manoel Porfírio (PT), afirmou nesta quarta-feira (20), que Jorge Amado deveria ser explorado comercialmente, como uma alternativa turística para Itabuna. A declaração foi dada durante discurso em homenagem pelos 206 anos de Ferradas, onde nasceu o escritor.

O líder do governo Augusto Castro na Câmara argumentou que, embora Jorge não tenha crescido em Ferradas, foi berço de um dos maiores nomes da cultura brasileira no mundo.

“Fizemos uma sessão especial em comemoração ao aniversário de Ferradas, que não é bairro é distrito da cidade, que completou mais um ano de idade e nessa sessão especial destacamos a importância de explorar mais o nome de Jorge Amado como produto.” disse.

A fala pode gerar a iniciativa positiva de valorização cultural, aliado ao turismo. Em Ferradas está a ‘Casa de Jorge Amado’, um dos mais importantes espaços de preservação da história do escritor. O local é museu e centro cultural.

Câmara saúda os 206 anos de Ferradas, berço de Itabuna

ferraNascido quase um século antes de Itabuna, o hoje distrito de Ferradas fará 206 anos na próxima terça, 19/10. O Legislativo itabunense promoveu sessão especial nessa quarta, 13/10, a pedido de Manoel Porfírio (PT), para saudar o aniversário do berço de povoamento do município. “Itabuna nasceu em Ferradas, distrito cheio de história que continua visionário, olhando para o futuro e puxando nosso crescimento”, enfatizou o petista.

Endossando o histórico da sessão, diversos vereadores sublinharam o peso cultural e socioeconômico de Ferradas: do modelo de aldeamento pertencente a Ilhéus à rota estratégica do comércio, passando pelo cultivo pioneiro do cacau até despontar como celeiro da literatura nacional com o poeta Telmo Padilha e o escritor Jorge Amado, ambos mundialmente reconhecidos.

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Jorge Amado: um eterno imortal, diplomata da nação grapiúna

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Efson Lima

 

efson lima Jorge Amado,  nosso autor sulbaiano mais destacado da literatura nacional, completa 109 anos neste 10 de agosto de 2021. Imortalizado na Academia de Letras de Ilhéus, Academia de Letras da Bahia e Academia Brasileira de Letras, ele permanece vivo na literatura mundial. Certamente, ele continuará povoando nossas cabeças, nossos imaginários e seduzindo milhares de pessoas para a literatura, assim como eu fui atraído pela obra Capitães da Areia, Gabriela, Cravo e Canela entre outros clássicos.

Em Ilhéus, Jorge Amado se somou a Abel Pereira,  Nelson Schaun, Wilde Oliveira Lima e Plínio de Almeida, os quatro últimos foram membros da Comissão de Iniciativa, para fundarem a Academia de Letras de Ilhéus em 1959.  Na Academia de Letras de Ilhéus, o escritor pertenceu a cadeira de n.°13, cujo patrono Castro Alves o influenciou na produção literária.  A cadeira de n.°13  também acolheu  a sua companheira, Zélia Gattai e, agora, tem como titular o escritor Pawlo Cidade.

jorge (1)Para Academia Brasileira de Letras, Jorge Amado foi eleito, em 6 de abril de 1961, para a cadeira n.° 23, que tem por patrono José de Alencar e  primeiro ocupante Machado de Assis. Jorge Amado foi um crítico das academias, mas na fase adulta fez revisão de seus posicionamentos, como assinalou em seu discurso de posse na ABL: “Chego à vossa ilustre companhia com a tranqüila satisfação de ter sido intransigente adversário dessa instituição, naquela fase da vida, um que devemos ser, necessária e obrigatoriamente, contra o assentado e o definitivo, quando a nossa ânsia de construir encontra sua melhor aplicação na tentativa de liquidar, sem dó nem piedade, o que as gerações anteriores conceberam e construíram.” O tempo é senhor de nossas razões. E como é.

No início deste texto, eu disse:  “nosso autor”, força de expressão para ressaltar a origem. O escritor pertence mesmo é ao mundo. É símbolo de nossa terra, nascido em Ferradas, em Itabuna, não só se imortalizou, mas imortalizou-nos na literatura universal. As suas obras de cunho regionalistas conseguiram ter sentido no Chile, na França, em Portugal, na Itália, na antiga URSS. Conseguiu orgulhar a nação grapiúna e colocar a literatura brasileira em um patamar privilegiado. Acabou não sendo agraciado com o Prêmio Nobel, mas seu nome sempre foi forte candidato. Por sua petulância, acabou sendo preterido.

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Nos 109 anos de Jorge, Gabriela contempla o Amado da janela (foto: Eufrásio Pereira de Souza Junior)

Nos 109 anos de Jorge, Gabriela contempla o Amado da janela (foto: Eufrásio Pereira de Souza Junior)

Jorge Amado, Menino Sergipano?

Daniel Thame

livro DT 1A seca de 1909 dizimou a pequena cidade de Estância, no sertão sergipano. A seca e suas consequências – fome, miséria e morte – não eram novidade para os sertanejos, conformados com os desígnios de Deus naquela natureza morta que sugava gente viva, ano a ano, como se castigo divino fosse.

E era castigo mesmo, não necessariamente divino, mas os homens e mulheres humildes se apegavam à fé, à crença inabalável de um mundo melhor, depois da morte, lá bem acima do céu.

E, no céu, o que eles enxergavam a olhar para o alto não eram os santos, anjos, arcanjos e querubins da fé cega, mas o sol a queimar como chama do inferno. Ironia e heresia.

O sertanejo sempre foi, antes de tudo, um forte, diz o adágio popular.

Mas como não fraquejar vendo a plantação minguar, o gado mirrar, o solo se transformar numa massa disforme e sem vida?

Como não entrar em desespero vendo a fome se aproximar, os filhos pequenos a clamar por um pouco de farinha, um feijão ralo, um copo de água?

Jorge.Amado_Como não sentir uma dor no peito vendo a mulher, antes formosa, se transformar num fiapo de gente, agarrada à Bíblia e à devoção aos santos que, apesar de tantas orações, tanta penitência, não mandavam uma mísera gota de água do céu? Ao contrário, empurravam as nuvens e a chuva para bem longe, lá pro mar distante, onde uma água a mais, uma água a menos não faria falta.

-Não dá mais, a gente vai morrer aqui, vendo tudo se acabar, disse o marido à esposa…

-Deus vai prover na hora certa. Temos que ter fé, respondeu a esposa, como se nascer, sofrer e morrer fosse a ordem natural das coisas.

No colo da mulher, o filho do casal, de um ano de idade, mais um na loteria de vida e morte, com imensas chances de morrer antes de dar os primeiros passos na terra arrasada.

-Não adianta esperar por Deus. A gente tem que ir embora daqui. Chega de tanto sofrimento. A fala do marido agora era de resolução.

-E a gente vai pra onde? Pobre é pobre aqui ou em qualquer lugar do mundo, a mulher era pura resignação.

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Ilhéus: Apresentações culturais marcam aniversário de Jorge Amado

Jorge Amado (1)A Prefeitura de Ilhéus preparou uma programação especial de comemoração pelo aniversário dos 109 anos de Jorge Amado, com um circuito de manifestações culturais. Nesta terça-feira, 10 de agosto, a secretaria especial de Cultura traz exposições de arte e livros, apresentações culturais com música, teatro, capoeira, contação de histórias e ainda uma live promovida pela Academia de Letras de Ilhéus.

As programação começa logo pela manhã, às 9h, com a reedição da exposição “Bahia de Jorge e outros amados mundos”, da artista ilheense Jane Hilda Badaró, no foyer do Teatro Municipal de Ilhéus. A entrada é gratuita, assim como para a Casa de Cultura de Jorge Amado, que também estará aberta a partir das 9 horas com exposição de um acervo de livros do autor e demais escritores ilheenses.

Às 9h30, começará a apresentação do Dj Bruno Vita, do Coletivo Afropanguas, no circuito do quarteirão histórico, com duração até 12h.

As rodas de capoeira também estarão acontecendo a partir das 9h, na praça do Teatro Municipal de Ilhéus Pedro Matos. Seis grupos vão se apresentar durante toda a manhã e a tarde, com as presenças dos mestres Lázaro, Luiz Capeta, Ramiro, contramestres Carlinhos Coruja e Erlon, e os grupos Negra Raiz e Camarada Camaradinha.

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Jorge Amado em tempos de Covid

Jorge Amado em tempos de Covid

Jorge Amado em tempos de Covid

A Festa Literária de Ilhéus e o FLIOS- uma simbiose necessária

Efson Lima

 

efson limaO ano foi pandêmico, talvez, os termos “pandemia” e “COVID” sejam as palavras predominantes de 2020, cujo ano cuidou de oferecer contornos e traçado para a civilização humana. Apesar da triste circunstância deste ano, as instituições e/ou pessoas se mobilizaram em diferentes perspectivas para manterem as chamas acesas da esperança. As experiências ao longo deste ano foram as mais diversas e estiveram pautadas na solidariedade, na criatividade e no cuidado. Essas práticas foram se proliferando ao redor do planeta, consolidando um outro vocábulo entre nós: “ superação”.

 

No sul da Bahia e no campo da literatura,  quando parecia não mais ocorrer a Festa Literária e o Festival Literário de Ilhéus (FLIOS), forças da oportunidade se levantaram e concretizaram um evento espetacular pelas redes sociais da Editora da UESC (Editus) e da Academia de Letras de Ilhéus (ALI), organizadoras centrais dos eventos.  A Festa que estava ocorrendo tradicionalmente em maio, dessa vez,  foi realizado neste mês de dezembro, de 07 a 12/12/20, permitindo que as distâncias fossem reduzidas mesmo na pandemia. O poético cuida de explicar.

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A Festa Literária de Ilhéus é a junção de dois eventos literários: a  Feira do Livro da Uesc e o FLIOS – Festival Literário de Ilhéus, respectivamente, na 8ª e 5ª edições,  cujo objetivo foi possibilitar uma programação diversificada e promover uma maior participação e envolvimento da comunidade regional. De fato, a contar pela quantidade de mesas, de tema e de participantes, tivemos uma vasta programação, que mesclaram o literário, às questões sociais, o contexto do ensino superior, a produção de livros e a crítica.

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A realização desses eventos no sul da Bahia consolida a região como um celeiro literário. Essas ações ajudam aproximar o leitor do escritor e colaboram para a externalização da produção literária originária desta região e que ganha o mundo seja pelas escritas de Jorge Amado, Adonias Filho, Hélio Pólvora, Cyro de Mattos e de tantos outros jovens que estão a compor o panteão literário. Ao longo do evento, algumas provocações sugiram entre as quais: literatura do cacau, literatura regional, literatura brasileira? Outras discussões necessárias foram colocadas à baila, tais como: direitos humanos, o acesso das pessoas com deficiência… a própria Festa Literária e o Flios são atos de resistência em face do contexto sanitário e político em face das circunstâncias dadas no Brasil atual e de ontem.

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Professora Tica Simões apresenta conferência na Universidade de Lisboa

Profa Tica Simões (1)A professora Maria de Lourdes Netto Simões (Tica Simões), do Departamento de Letras e Artes da Universidade Estadual de Santa Cruz (DLA/Uesc), apresenta a conferencia sobre o tema: “Patrimônio ilheense e imaginário amadiano: Turismo virtual, em tempo de pandemia”, às 12 horas desta quinta-feira (5), podendo ser acessado através do link < https://videoconf-colibri >.

A conferência é parte do Simpósio internacional “A literatura no turismo, o turismo na literatura: Cruzamentos analíticos”. O evento, on-line, é organizado pelo Centro de Estudos Comparatistas (CEC) da Universidade de Lisboa (Portugal).

O evento se da em consequência da crescente importância do turismo literário nas suas diferentes vertentes o CEC da Universidade de Lisboa, (uma das mais importantes do mundo), vai refletir sobre as relações, fluxos e contaminações entre os âmbitos (tradicionalmente afastados) da literatura e do turismo.

O encontro está reunindo reconhecidos especialistas dos estudos literários, da geografia, da educação ou dos estudos em turismo para partilhar os seus conhecimentos e discutir sobre os cruzamentos que a literatura e o turismo estão a protagonizar. Bem como, identificar linhas de força, impactos e desafios para desenvolver percursos de investigação futuros na área em que se interseccionam a literatura e o turismo.

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Histórias de Jorge Amado, Caymmi e amigos serão retratadas em documentário

jorge

(Bahia.ba)- Inspirado na frase “A amizade é o sal da vida”, de Jorge Amado, um domunentário será produzido para retratar as histórias do escritor baiano com amigos. Nominado de “O sal da vida”, o filme que começará a ser rodado em 2021, vai apresentar centenas de correspondências trocadas entre o escritor, Dorival Caymmi, Hector Carybé e Pierre Verger.

Sergio Machado assume a direção e promete mostrar cartas inéditas guardadas por Paloma, filha de Amado, para recontar a amizade entre os quatro sob a ótica da intimidade e do carinho que eles dividiam. De acordo com O Globo, o documentário vai mostrar ainda um pouco da obra do grupo.

CARTA DE CAYMMI PARA JORGE AMADO.

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Festival Literário do Sul da Bahia celebra Jorge Amado, Adonias Filho, Clarisse Lispector, João Cabral de Melo Neto e valoriza novos autores

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Será realizado entre os dias 24 a 26 de setembro de 2020, com programação totalmente online, o  Festival Literário Sul-Bahia (FLISBA), com o tema Primavera Literária. O evento, que tem o objetivo de ser um espaço de intercâmbio para a promoção da literatura e dos processos criativos dos escritores regionais do Sul da Bahia, inclusive, os novos escritores é uma ação cultural que busca a difusão das artes literárias a partir de uma homenagem a Clarisse Lispector e João Cabral de Melo Neto pelos Centenários de nascimento, num resgate à Jorge Amado e Adonias Filho,  pilares da literatura cacaueira.

“O FLISBA busca vistas a estimular a leitura, difundir os escritores regionais, desenvolver a aproximação dos agentes culturais do campo da literatura e promover atividades que exercitem reflexões sobre a cultura, questões ambientais, questões ligadas à à diversidade de gênero, uso das redes sociais e tecnologias”, afirma Efson Lima, um dos organizadores do festival.

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As mesas literárias vão ocorrer pelas tardes e noites. A transmissão das mesas do evento será pelo Youtube, que será retransmitida para o Facebook.  Já as  Oficinas Literárias vão ocorrer no turno da manhã pela plataforma Zoom e terão suas inscrições realizadas de forma antecipada pelo Sympla com datas a serem divulgadas nas redes sociais do evento.

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As pessoas que vão acompanhar as mesas online e possuem interesse em receber certificação poderão fazer a inscrição pela plataforma Sympla pelo seguinte link: https://www.sympla.com.br/festival-literario-sul-bahia—-flisba__969831

O Festival Literário Sul-Bahia terá um Slam, Slam  Sul Bahia, que também vai receber inscrições. O Edital e o link para as inscrições estão na seguinte página: https://www.sympla.com.br/slam-sul-bahia—flisba__969859 Os vencedores vão receber brindes. As inscrições são gratuitas. Os participantes serão certificados pela participação no Slam.

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Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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