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Muito discurso e pouca leitura

João Palma

joão palmaNão há o que contestar quando tratamos da importância da leitura no processo de aprendizado e na formação de uma sociedade do conhecimento por meio da informação, condição básica para qualquer Nação tornar-se desenvolvida.

Parece óbvio o texto acima, mas vale repetir o alerta: cresce de maneira assombrosa o número de pessoas, jovens em sua maioria, que não tem qualquer constrangimento ao anunciar que não gostam de ler e, pior, não leem.

Não é possível imaginar candidato a emprego ou aluno disputando vaga na universidade, tendo que preencher formulário ou responder questionário sem conseguir compreender o que nele vai escrito. E estas são realidades de um país que imagina ter acordado o gigante adormecido. Com discursos eloquentes, mas práticas ridículas é que não o acordaremos mesmo.

Ninguém deu a mínima para a observação cruel mas verdadeira de Angel Gurriá sobre o fato de “o Brasil não ser um bom exemplo em educação”. Gurriá era o secretário geral da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, a OCDE, organismo que realiza um respeitado teste de avaliação de alunos, o PISA, em ciências, matemática e leitura. O Brasil sempre ocupa as últimas posições.

A Unesco, outro organismo das Nações Unidas, define como analfabeto funcional o individuo que sabe ler e escrever o próprio nome, assim como lê e escreve frases simples e efetua cálculos básicos, mas é incapaz de interpretar o que lê e de usar a leitura e a escrita em atividades do dia a dia.

Os índices, infelizmente, tendem a piorar anunciando um desastre social de consequências trágicas. Nenhuma Nação se fez grande e desenvolvida sem ter produzido (e continuar produzindo) leitores em larga escala. O Brasil precisa trilhar esse mesmo caminho caso queira alcançar algum estágio satisfatório de desenvolvimento, sem ser aquele arremedo de país rico de povo pobre.

Enquanto as autoridades se contentam em divulgar índices medíocres de desempenho na educação, vamos acreditando que está tudo bem com nossas crianças desde que recebam merenda e estejam em escolas com os muros bem altos. O conhecimento… ora o conhecimento! Educação, infelizmente, não frequenta a lista de preocupações do eleitor na hora de decidir o voto e, curiosamente, educação e saúde são os dois itens mais mencionados pelos candidatos a cargos eletivos. Pode reparar.

A leitura precede o aprender.

 

*João Palma é o idealizador da mobilização nacional pela leitura diadelertododia

 

 

 

Quem lê não se deixa enganar

João Palma

joão palma Desde minha estreia nesse espaço, junho passado, confesso que, pela primeira vez, titubeei (eita palavrinha) sobre o que escrever. Não que falte assunto, embora meu compromisso tem sido abordar questões relacionadas à leitura e, sobretudo, a falta que ela – a leitura – faz.

Acordei bem cedo e subi para, na paz da madrugada, só interrompida pelo ladrar de um ou outro cão, dedilhar meus mil e poucos caracteres, enviá-los para o blog e torcer pela publicação no sábado, quinzenalmente.

Pois bem, decidi ligar a tv num desses canais de notícias 24 horas para despertar melhor e me deu vontade de mandar parar o mundo para poder descer. Vi, mais uma vez, que no Brasil estamos à mercê de furacões mil vezes mais potentes que o Irma que arrebentou ilhotas paradisíacas no Caribe, partes de Cuba e pedaços da Florida. O mais violento furacão de todos os tempos naquela região.

Ventinho leve se comparado aos furacões brasileiros que, escondidos em ternos bem cortados e cabelos gomalinados, invadem cofres públicos com seus redemoinhos medonhos para sumirem com o nosso dinheiro que só será encontrado (se for encontrado) enfiado em offshore e empresas de fachada em paraísos fiscais.

Afronta nossa dignidade esse cenário de horror provocado por gente que faz da vilania uma demonstração de destreza e, da política, um meio de enriquecimento. Sim, sabemos que não há inocentes no inferno, nem vestais nas casas de tolerância. Certo é que pagamos por nossos erros todas as vezes que elegemos lobos em peles de cordeiro, ratos em trajes elegantes e bandidos com discursos eloquentes.

Não podemos esperar que meia dúzia de juízes e um pouco mais de procuradores saneiem e passem o país a limpo. Estamos entorpecidos com a espetacularização da corrupção mas é certo que esqueceremos rápida e facilmente. Não nos lembrávamos do anão que ressurgiu gigante e que guardava em um apartamento o dinheirinho da feira da semana. Guardado, por sinal, com tanta displicência que é de se imaginar que existam muitos outros apartamentos atulhados de dinheiro vivo por esse brasilzão afora.

Os italianos, depois da Operação Mãos Limpas, nos anos 1990, a Lava Jato de lá, tornaram Silvio Berlusconi presidente e primeiro ministro e se cansaram da caça aos corruptos. É fato que a corrupção na Itália, vai bem, grazie!

Bom pra você? Procure ler a entrevista do ex-magistrado italiano Gherardo Colombo ao jornalista Marcelo Godoy, no jornal Estado de São Paulo, de 27 de março de 2016.

Dá um Google aí e prepare-se.

 João Palma é idealizador do projeto diadelertododia

Leitura na gestação

João Palma

 joão palmaA partir do relatório de um renomado neurocientista do MIT que tratava da importância dos estímulos na formação das sinapses neuronais no bebê em gestação nasceu, em 2004, na cidade de Barueri/SP o projeto COALA, sigla para Comitê de Orientação e Apoio à Leitura Acolhida.

O relatório de Susumu Tanegawa, o neurocientista, deu margem ao entendimento de que a leitura seria uma ação de grande estimulação para o desenvolvimento do cérebro do bebê ainda na barriga da sua mãe.

A leitura estabeleceria e fortaleceria vínculos, inclusive com o pai que ao ler para o bebê estaria inserido no universo tão particular de uma gravidez. Mais que a música, a leitura marca e identifica a voz de quem lê e cria uma identidade sólida.

O Coala passou a ser trabalhado nas Unidades Básicas de Saúde onde eram realizados os acompanhamentos do pré-natal. Leitura em grupo, em voz alta, leitura solitária e leitura realizada inclusive por uma ginecologista que agendava na biblioteca do bairro um encontro com suas pacientes. Ótima oportunidade para trabalhar temas e preocupações inter-relacionadas com a gravidez.

Outra ação do projeto era a leitura na Maternidade Municipal pré e pós parto e com especial atenção à sala de cuidados especiais, como a UTI neonatal.

facebook_1504093910311Nas creches acontecia a Hora do Conto e nas pré-escolas as crianças levavam livros para casa na sexta-feira como um convite para a família dedicar um tempinho para a leitura das histórias maravilhosas que só cabem nos livros.

Anos mais tarde, em 2014, um grande espaço foi destinado ao Coala para gerenciar a ampliação do programa que passou a trabalhar com gestantes de risco, produção de livros artesanais, oficinas para formação de facilitadores de leitura. Até um cinema dedicado ao bebê foi inaugurado.

Dia desses tomei conhecimento que na cidade de Sobral/CE havia sido implantado, por profissionais de São Paulo, um projeto com o mesmo nome – COALA – focado nas questões de saúde notadamente no esforço para redução da mortalidade neonatal por causas evitáveis.

Que bom!

 

João Palma é  idealizador e coordenador do  projeto Diadelertododia

Benefícios da leitura

João Palma

joão palmaA ignorância é uma praga social que subjuga e manipula o ser humano. Mas é uma doença que não dói e por isso mesmo se alastra como epidemia. A leitura é um santo remédio:

. facilita a alfabetização

A leitura é fundamental para a compreensão de todas as disciplinas uma vez que o livro didático é o suporte para o aprendizado na escola

. desenvolve o repertório

Uma criança que convive num ambiente familiar onde os pais lêem e contam histórias, ao chegar aos 3 anos de idade, terá ouvido 30 milhões de palavras a mais que outra criança sem esses estímulos.

. estabelece o senso crítico

A leitura ajuda a entender o mundo e a nós mesmos, assim como é um antidoto contra a manipulação e a ignorância.

. estimula a criatividade

ler todo diaLer é liberar a imaginação para uma viagem fantástica que nos torna personagem e testemunha da história contida em um bom livro.

.facilita a escrita;

Sem ler ninguém escreve, ensina José Saramago. Ler, portanto, é fundamental para que se possa escrever.

. melhora a autoestima

A leitura torna as pessoas mais confiantes, muito mais preparadas.

. previne o Alzheimer

A leitura exercita áreas especiais do cérebro, como a memória, a capacidade mais atingida nos portadores da doença em sua fase inicial.

. reduz o estresse

A leitura diária, bastando apenas 5 ou 6 minutos, reduze de forma considerável os níveis de estresse

. humaniza as pessoas

Pessoas que leem são mais conectadas com as causas sociais, envolvem-se mais com trabalhos voluntários e sendo maioria como doadoras regulares de sangue, medula e também dinheiro para ações humanitárias.

. aumenta a renda

Estudo da Fundação Getúlio Vargas mostra que o homem adulto que aprende a ler aumenta em 10% sua renda, enquanto a mulher eleva em quase 20% seu salário.

. dólares na conta

A Fundação Nacional de Leitura Infantil (National Children’s Reading Foundation) mostra que, para cada ano que a criança, entre zero e cinco anos de idade, passou ouvindo histórias e folheando livros haverá um aumento de 50 mil dólares anuais em sua renda futura.

. É remédio

Ignorância e violência são duas das doenças sociais que se combatem com uma dose de leitura todos os dias.

 

João Palma é agitador cultural e coordenador do projeto diadelertododia

E eu com iço

João Palma

joão palmaEstá definida a data de 25 de outubro próximo para a terceira edição nacional do diadelertododia, mobilização pela leitura que nasceu em abril de 2015 na cidade de Barueri/SP como ação local.

Foi um enorme sucesso com a participação de mais de 93 mil crianças, jovens e adultos. Bombeiros leram embaixo d´água, policiais militares promoveram blitzes de leitura na rodovia Castello Branco, professores elaboraram inúmeras atividades de leitura, autoridades foram para creches, asilos e hospitais ler para crianças, idosos e pacientes. Foram 12 horas que marcaram o dia 9 de abril de 2015 como um dia de ler, todo dia.

Naquele mesmo ano decidimos realizar nova mobilização desta feita nacionalmente. Aprendemos a duras penas (sem pleonasmo, por favor!) que é impossível contatar as 5570 cidades brasileiras por falta de um mailing confiável, seja de endereços postais ou eletrônicos.

Expedimos 3.602 convites por carta e a maioria por email, mas infelizmente só uma parte chegou ao destino certo, às pessoas certas. Tivemos 427 cidades, várias capitais brasileiras inclusive, participando. No dia primeiro de outubro registramos o envolvimento de 1.320.098 pessoas.

Só para que tenha ideia, essa edição do diadelertododia, edição nacional, em primeiro de outubro de 2015 produziu centenas de reportagens em jornais, blogues, revistas e rádios. Só de televisão e com o que conseguimos clipar, a mobilização rendeu mais de 42 minutos de reportagens em emissoras pelo país todo, sempre destacando as atividades locais. Um espaço gigantesco nesse formato de mídia.

Ano passado, no dia 20 de setembro, nova mobilização e um resultado ainda mais extraordinário: 2.481.332 participantes.

Alguém deve estar estranhando essas datas não coincidentes. Respondo: é que no dia 25 de outubro acontece nova mobilização pela leitura, diadelertododia e quem sabe você se entusiasma, fala com amigos e ajuda a quebrar o recorde de 2016. Acompanhe a página diadelertododia no facebook.

Se lhe perguntarem sobre as datas alternadas (09 de abril, 1º.de outubro, 20 de setembro e agora 25 de outubro) responda simplesmente:

– Dia de ler é todo dia!

*Foi proposital para chamar atenção. Se percebeu o erro lá no título saiba que você faz parte de um grupo de poucos. Se não percebeu não está sozinho; 38% dos estudantes universitários no Brasil têm dificuldades em utilizar a leitura e a escrita no cotidiano.

 

João Palma é jornalista, ativista cultural e idealizador do projeto  diadelertododia

Leitura, missão para prefeitos

João Palma

 joão palmaDiante de tantos e tão graves problemas nacionais como o desemprego, salários baixos, poder de compra diminuído, taxas e tarifas elevadas, políticos aquém do desejado, governantes bem além dos pesadelos e imprensa sempre atrás do mais brutal homicídio parece brincadeira escrever que o que  nos falta mesmo é leitura.

Falo daquela leitura que nos possibilita enxergar dentro dos discursos eloquentes; falo da leitura de mundo que nos dá compreensão do que somos e para onde queremos ir; da leitura que nos orienta a fazer boas escolhas e a manusear o controle remoto. Falo da leitura que nos tira do estado catatônico, idiotizado e vassalo e nos lança às lutas, às conquistas, ao possível.

Leitura se aprende na escola, mas é em casa que ela começa a fazer sentido quando as crianças misturam imaginação às historinhas contadas pela mãe, pelo pai, pelos avós. É assim que se começa a ler o mundo. É assim que nascem os desejos de aprender bem para conquistar mais.

Tenho insistido na necessidade de nos tornarmos uma Nação de leitores. Precisamos desesperadamente formar leitores em larga escala e essa tarefa, não fosse a montanha de outras responsabilidades, também cabe aos prefeitos. Sim, aos prefeitos e prefeitas dos mais de cinco mil municípios brasileiros.

Explico: no âmbito federal pululam programas que focam na compra de livros, porém, pouco ou quase nada incentivam a formação de leitores. É como se bastassem comprar livros e distribuí-los às escolas.

Se prefeitos e prefeitas compreenderem o quanto podem fazer e a diferença que efetivamente podem empreender incentivando a leitura em seus municípios daríamos passos largos na conquista de um país soberano, com políticos idôneos, governantes qualificados e povo desenvolvido.

Não é difícil. Basta querer. Não precisa nem mesmo mudar o discurso e as promessas feitas na campanha de melhorar a saúde, dar qualidade à educação, diminuir impostos, aumentar investimentos…

 

*João Palma é o idealizador da mobilização nacional pela leitura diadelertododia

Analfabetismo funcional, uma praga

João Palma

 joão palmaNa estreia dessa coluna aqui no blog, sábado, dia 3 de junho, comecei chutando a pilastra ao acusar o Brasil de não estar formando leitores em larga escala. Alguém poderia buscar informações na pesquisa Retratos da Leitura no Brasil e me mandar às favas mostrando que no intervalo de duas pesquisas – 2012/2016 – saltara de 50% para 56% o percentual de leitores no país.

Aumentou, é verdade, mas vale uma observação: o que anda lendo o brasileiro? Há dados assustadores que deveriam, verdadeiramente, preocupar nossas autoridades por relevarem que mesmo lendo pouco o brasileiro lê mal e mal compreende o que lê e isso faz dele um analfabeto funcional.

analfaPara demonstrar a gravidade do que escrevo vale verificar os dados do Instituto Nacional de Alfabetismo Funcional, com resultados de 2012: 38% dos universitários têm dificuldades para compreender textos de média complexidade e de utilizar a leitura e a escrita no cotidiano. Escrevi universitários, prestou atenção?

Em favor da leitura podemos dizer que ela facilita a alfabetização, desenvolve o repertório, estabelece o senso crítico, estimula a criatividade, melhora a autoestima, facilita a escrita, reduz o estresse, previne o Alzheimer, humaniza as pessoas, melhora o salário, aumenta a renda.

Precisamos muito de tudo isso!

 *João Palma,61, é o idealizador da mobilização nacional pela leitura diadelertododia

Quem lê, sabe mais!

João Palma

joão palmaHonrado pelo convite de Daniel Thame para ocupar espaço aqui no blog, decidi iniciar a coluna com algumas observações sobre o desprezo pela leitura no país.

O Brasil, infelizmente, não está preocupado em formar leitores em larga escala. Forma leitores, claro que sim, mas não na medida necessária para acordarmos o tal gigante adormecido, a força motriz para o desenvolvimento da Nação.

Fazer a criança gostar de ler deve preceder ao próprio aprendizado da leitura e essa tarefa precisa começar em casa com a família que, convenhamos, prefere televisão. Ao governo cabe a responsabilidade de intermediar, propor, apoiar e direcionar ações que possam ir muito além da compra de livros para distribuir às unidades escolares ou da criação de bibliotecas, pura e simplesmente. À escola cabe a responsabilidade de, mais que ensinar a ler, ensinar a apreender o que é lido.

No âmbito federal, embora existam mais de uma dezena de programas de incentivo à leitura e de acesso aos livros o que fica evidente é que não há conexão desses programas com a formação exponencial, necessária e esperada de novos leitores.

dia de ler 1Mais da metade dos professores entrevistados para uma pesquisa nacional sobre leitura disseram que não tinham lido nenhum livro nos três meses que antecederam ao levantamento estatístico; outras fontes, também oficiais, revelam que 38% dos universitários apresentam sérias dificuldades na utilização da leitura e escrita em suas atividades cotidianas e que mais de 70% da população jamais entrou em uma biblioteca.

A coisa é séria e requer ações competentes e rápidas.

Na próxima coluna comento mais. Até lá.

*João Palma,61, é o idealizador da mobilização nacional pela leitura diadelertododia

Itabuna, Ilhéus e Itapetinga participam do projeto Diadeler.Tododia!

dia de ler 1As cidades de Itabuna, Ilhéus e Itapetinga, na Bahia, participam neste dia 1º de outubro do projeto Diadeler.Tododia!, nascido em Barueri, na Grande São Paulo, que se transformou numa grande mobilização nacional e vai envolver cerca de 415 cidades em todo o país, incluindo 12 capitais.

Em Ilhéus, as atividades serão realizados no Centro Cultural de Olivença, com o projeto itinerante de leitura, atendendo estudantes e moradores do local, num dos pontos mais importantes da história da cidade. Em Itapetinga, acontece o Espaço Leiturinha, na praça da Concha Acústica, com a presença de alunos da rede municipal de ensino, além da presença de contadores de histórias e escritores locais.

dia de ler 2Em Itabuna, o Diadeler.Tododia!  foi incluído na programação do Festival Multiarte Firmino Rocha, promovido pela FICC, no Centro Cultural Adonias Filho. As atividades incluem a Tenda Cultural Itinerante, com livros e jogos interativos.

Nas três cidades, o projeto Diadeler.Tododia!   conta com o apoio dos presidentes da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania, Roberto José da Silva; secretário de Cultura de Ilhéus, Paulo Atto e da secretária de Educação de Itapetinga, Sibele Nery.

De acordo com secretário de Cultura e Turismo de Barueri (SP), João Palma, o Diadeler TodoDia!   quer chamar a atenção de pais, professores, governantes e da sociedade como um todo para a importância do ato de ler.

Dia 1º. de outubro terá mobilização nacional pela leitura

dia de ler 1Envolver o maior número de pessoas em todo o território nacional em prol da leitura é a proposta do projeto Diadeler TodoDia! que acontece no próximo dia primeiro de outubro.

Livros, jornais, revistas, gibis são as principais plataformas que podem ser utilizadas para a leitura mas nada impede que sejam lidas bulas, receitas e manuais. A coordenação de Diadeler TodoDia! quer chamar a atenção de pais, professores, governantes e da sociedade como um todo para a importância do ato de ler.

De acordo com o secretário de Cultura e Turismo de Barueri (SP), João Palma, a dinâmica da mobilização para o dia primeiro de outubro é uma maratona de 12 horas de duração durante as quais alunos e professores, profissionais liberais e operários, donas de casa e policiais, religiosos e não crédulos leiam, mesmo que por alguns segundos, seja uma pequena poesia, a Biblia ou um volumoso clássico da literatura, em sistema de revezamento.

dia de ler 2Em abril, a Secretaria de Cultura e Turismo de Barueri, cidade da Grande São Paulo, promoveu o Diadeler.Tododia! e conseguiu que um bombeiro lesse debaixo d´água e que policiais rodoviários promovessem uma blitz da leitura num dos pedágios da rodovia Castello Branco, uma das mais importantes estradas paulistas. Ao final da maratona de 12 horas (das 9 da manhã às 21 horas) foram computados mais de 93 mil participantes, incluídas crianças não alfabetizadas e que participaram de sessões de leitura.

A experiência foi tão bem sucedida que se decidiu por uma edição nacional. Cidades de todo o país estão sendo convidadas por e.mail a participarem. A coordenação da mobilização afirma que não tem sido fácil conseguir uma forma de contato com os serviços municipais de educação e de cultura para que somem esforços pela leitura. Não é preciso gastar absolutamente nada a não ser muita disposição para convidar a comunidade local para ler.

Informações mais detalhadas como respostas a possíveis dúvidas, ficha cadastral e vídeos-depoimento de diversas personalidades sobre a importância de ler estão no www.diadelertododia.com. Outras formas de contato: diadeler@barueri.sp.gov.br ou ainda pelo telefone 11 4199 1600.

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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