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BARRO PRETO FECHA SÉRIE DE SEIS AUDIENCIAS PÚBLICAS DO PORTO SUL

Está sendo realizada neste sábado (2), em Barro Preto,  a ultima das seis audiências públicas promovidas pelo Ibama e Governo da Bahia para apresentação do relatório de impacto ambiental e do projeto do Porto Sul. Durante a semana, foram promovidas audiências em Uruçuca, Itacaré, Itabuna, Coaraci e Itajuipe. Ao todo, os seis encontros reuniram 4.600  pessoas, que somando-se à audiência realizada em outubro de 2011 em Ilhéus, chega-se a um total de 8.400  inscritos.

“Esse nível de participação demonstra o envolvimento da comunidade e a transparência com que o Governo da Bahia está conduzindo todo o processo de implantação do Porto Sul, com o máximo respeito à questão ambiental e às pessoas inseridas na área do empreendimento”, afirma Eracy Lafuente, coordenador de infra-estrutura da Casa Civil do Governo da Bahia.

O Governo da Bahia e a Bahia Mineração, parceira no empreendimento, iniciarão as obras após a concessão da licença ambiental pelo Ibama.

Itajuipe defende Porto Sul para reduzir dependência de empregos no setor público

Itajuipe, cidade de 23 mil habitantes no Sul da Bahia, sediou, nesta sexta-feira (dia 1º), a quinta das seis audiências públicas promovidas pelo Ibama e pelo Governo da Bahia  para a apresentação do relatório da impacto ambiental e do projeto Porto Sul. O encontro, realizado no Clube Kamoá, reuniu cerca de 400 pessoas, que puderam conhecer detalhes do empreendimento que terá um porto público e um terminal privativo, com investimentos de 3,4 bilhões.

O município, que já foi um dos maiores produtores de cacau do Estado, hoje depende dos empregos gerados pela prefeitura e por uma fábrica de calçados esportivos.  O prefeito do município Marcos Dantas  defendeu o empreendimento. Para ele, o porto e a ferrovia será um importante vetor de desenvolvimento regional.

“ O investimento traz uma nova perspectiva para a região do sul do estado”, ressaltou o prefeito. Ele solicitou a inclusão do município na área de influência direta do porto. A presidente do Conselho Municipal de Meio Ambiente, Sonia Maria Dias Ramos,  também defende  a inclusão da cidade como área de influencia direta e diz que o Porto Sul “é importante para que sejam criadas novas o oportunidades de geração de emprego e renda”.

“O Porto Sul vai significar um novo vetor de desenvolvimento para Itajuipe e a nossa região, evitando que os nossos jovens se formem e tenham que migrar para outras regiões”, afirma o administrador de empresas Alex Gonzaga.

Para a assistente de advocacia Haylley Mylley Almeida Lima, “as pessoas contrárias ao Porto Sul não estão levando em conta as necessidades da nossa região, que precisa atrair novos empreendimentos”. Mylley, que mora em Itajuipe e trabalha em Itabuna, diz que “a realização de cursos de capacitação vão qualificar as pessoas para as empresas que se instalarão nos municípios com a implantação do Porto Sul e da Ferrovia Oeste Leste”.

Hoje, Barro Preto fecha a série de seis encontros, coordenados pelo Ibama. As cinco audiências realizadas em Uruçuca, Itacaré, Itabuna, Coaraci e Itajuipe reuniram cerca de 5000 pessoas.

COM CHUVA, ITAJUIPE SEDIA AUDIENCIA PUBLICA DO PORTO SUL

A quinta audiência publica do projeto Porto Sul começa daqui a pouco no Clube Kamoá, em Itajuipe. Chove muita na cidade, a exemplo do que ocorre em todo o Sul da Bahia, mas pelo menos 500 pessoas devem comparecer à audiência. Amanhã, Barro Preto, fecha a série de seis encontros, coordenados pelo Ibama.

As quatro audiências realizadas em Uruçuca, Itacaré, Itabuna e Coaraci reuniram cerca de 4500 pessoas.

OS INIMIGOS DO PORTO SUL SE ESCONDEM, MAS MOSTRAM A CARA

A audiência pública do Porto Sul em Itacaré deixa bem à mostra que são contrários ao empreendimento. À frente das manifestações, que mobilizaram basicamente estudantes, o Resort Txai, a Natura e a ONG Floresta Viva, agindo na sombra, já que não aparecem publicamente, deixando os protestos por conta de alguns estudantes e ambientalistas.

O Txai é um hotel de alto luxo, construído em meio à Mata Atlântica e onde a esmagadora maioria dos sulbaianos só entra como empregado.

A Natura pertence a Guilherme Leal, dono de uma mansão também em meio à Mata Atlântica e de extensas áreas em Serra Grande. Já a ONG Floresta Viva é comandada pelo professor Rui Rocha, que anda fazendo malabarismo verbal para explicar o destino de R$ 500 mil, liberados pelo Governo Federal, para um projeto que nunca saiu do papel.

Uma minoria barulhenta, que tenta se sobrepor ao desejo de toda uma região carente de  investimentos, já que uma pesquisa realizada pela empresa Sócio-Estatística revela que 85%  dos moradores em Ilhéus, Uruçuca/Serra Grande e Itacaré são a favor da construção do Porto Sul. (do blog O Sarrafo)

AUDIENCIA PUBLICA DO PORTO SUL EM ITACARÉ DEVE ENTRAR PELA MADRUGADA

maioria dos presentes defende o Porto Sul

103 pessoas se inscreveram para fazer questionamentos na audiência pública do Porto Sul, que acontece em Itacaré. Coordenada pelo superintendente do Ibama na Bahia, Célio Costa Pinto, a audiência acontece num clima de tranqüilidade, com poucas manifestações contrárias.

Dirigentes da Natura, Txai Resort e ONG Floresta Viva, que chegaram a colocar carros de som para mobilizar pessoas contra o empreendimento não compareceram à audiência.

Os principais questionamentos envolvem o turismo e a pesca. A previsão é de que a audiência termine por volta das 2 horas da madrugada de quarta-feira.

 

COMEÇA A AUDIÊNCIA PÚBLICA DO PORTO SUL EM ITACARÉ

A apresentação do relatório de impacto ambiental e  do projeto do Porto Sul marcam o início da audiência pública do Ibama. Após a apresentação, será aberto espaço para questionamentos, que devem envolver questões como os impactos ao meio-ambiente, turismo e atividade pesqueira. O prefeito de Itacaré, Antonio de Anisio, é favorável ao empreendimento. “Acredito que o Porto Sul vai gerar empregos e não trará prejuízos ao turismo”, disse.

Apesar de presença de um grupo de manifestantes contrários ao Porto Sul, o clima é de tranqüilidade no Ginásio de Esportes Manoel Castro, onde acontece a audiência pública.

Audiência pública do Porto Sul em Uruçuca reúne 1.200 pessoas

Sul da Bahia diz sim ao porto e à ferrovia

Uma série de audiências públicas foi iniciada na área de abrangência do empreendimento para a apresentação do Relatório de Impacto Ambiental do Porto Sul e o projeto da obra. A primeira audiência aconteceu na segunda-feira (28) e teve 1272 participantes que assinaram a lista de presença. Um dos participantes, Edvaldo Coelho, 68 anos, que mora em Ponta da Tulha, no município de Ilhéus, permaneceu atento durante todo o encontro realizado, na noite desta segunda-feira (28), em Uruçuca. Edvaldo disse que pretende comparecer às outras cinco audiências previstas para acontecerem até 2 de junho nas cidades de Itacaré, Itabuna, Itajuípe, Coaraci e Barro Preto.

Ao todo são sete audiências publicas nos municípios da área de abrangência do Porto Sul. A primeira aconteceu em Ilhéus, no mês de outubro de 2011, com a presença de 3.700 pessoas e foi considerada pelo Ibama uma das maiores já realizadas pelo órgão em todo o Brasil. “A idéia é valorizar o diálogo e a transparência com a sociedade”, afirmou o secretário extraordinário da Indústria Naval e Portuária, Carlos Costa. Ele explicou que o empreendimento integrará o sul da Bahia e o Brasil a um novo eixo de desenvolvimento sustentável, estimulando o turismo, gerando empregos e negócios para toda a região.

Para Priscila Nascimento, 26 anos, integrante do comitê de entidades sociais, as reuniões são importantes para a implantação do projeto. “Desde o ano passado, estamos nos reunindo com o Ibama e órgãos envolvidos na implantação do Porto Sul. Nós, jovens, queríamos saber como participar do projeto, que vai trazer mais empregos e outros para a população”.

Acesso às informações

Representantes da Secretaria Extraordinária da Indústria Naval e Portuária, da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), da Casa Civil do Governo do Estado e da sociedade civil participaram da audiência pública. Para ampliar o acesso às informações foram disponibilizadas cópias do estudo e do relatório de impacto ambiental em espaços públicos como prefeituras, câmaras de vereadores, escolas, bibliotecas e no local das audiências públicas. Cerca de 200 pessoas se inscreveram para fazer questionamentos aos dirigentes do Ibama e do Governo da Bahia e os principais temas abordados foram a conservação ambiental e a geração de empregos.

“Queremos dotar a comunidade de conhecimento sobre este equipamento que vai incrementar a economia da região. Já incorporamos varias sugestões das comunidades”, afirmou o coordenador de Acompanhamento de Políticas de Infraestrutura da Casa Civil, Eracy Lafuente. Com investimentos de R$ 2,4 bilhões, o empreendimento foi concebido dentro do Planejamento Estratégico do Estado da Bahia e será construído na região de Aritaguá, norte de Ilhéus, tendo cais a 2,5 quilômetros da costa. O porto será integrado à Ferrovia de Integração Oeste-Leste, que possibilitará a ligação entre o sul baiano e a região Centro-Oeste do Brasil.

Nesta quarta-feira (30), a audiência pública do Porto Sul acontece à partir das 18 horas, na AABB de Itabuna.

 

URUÇUCA: MEIO AMBIENTE E EMPREGO MARCAM QUESTIONAMENTOS NA AUDIÊNCIA PÚBLICA

 

A audiência pública do Porto Sul, que está sendo realizada em Uruçuca, entra na fase da participação da comunidade, com perguntas e sugestões que estão sendo feitas pelos participantes.  Estão inscritos cerca de 120 pessoas e a previsão é de que a audiência se estenda até a meia noite. Os defensores do Porto Sul são esmagadora maioria na audiência e os contrários ao empreendimento se resumem a um grupo de estudantes da Uesc, recrutados pela ONG Floresta Viva.

Os questionamentos se referem principalmente à questão ambiental e geração de empregos. O coordenador de ações estratégicas da Casa Civil do Governo da Bahia, Eracy Lafuentes, considera que “a participação popular é bastante expressiva em Uruçuca, dando total transparência ao projeto Porto Sul, uma das maiores obras de infraestrutura e logística do Brasil”. O Porto Sul terá um cais off shore e a área de armazenamento e a estará localizada em Aritaguá, distante de faixa litorânea.

Amanhã (29) a audiência publica será realizada em Itacaré.

Bahia Pesca monta ambulatório e realiza oficinas para marisqueiras

A Bahia Pesca promoveu no  sábado (26), em Ilhéus, no Centro Estadual de Educação Profissional oficinas em “Saúde Ocupacional” para marisqueiras e pescadoras com o objetivo de diagnosticar, prevenir e tratar as doenças causadas pelas atividades destas profissionais. Esta é mais uma ação que faz parte do programa de fortalecimento e geração de renda para as famílias da área de implantação do Porto Sul, projeto do Governo do Estado.

Uma equipe formada por duas fisioterapeutas, duas técnicas em enfermagem e um clínico-geral atendeu cerca de 150 pessoas fazendo aferição de pressão, teste de glicemia e glicose. O trabalho tem segmento. Segundo a subgerente de pesca Eliana Carla, “a Bahia Pesca montou um ambulatório no Edgar Santos (antigo Hospital das Clínicas) em Salvador, para a realização de exames mais detalhados. O transporte também é custeado pela empresa.”

Nas oficinas as mulheres receberam orientações sobre a correção da postura durante a realização das atividades profissionais e, também, no dia a dia, a exemplo de deitar, levantar da cama e levantar objetos pesados. Fizeram ainda exercícios físicos que contribuem para evitar alguns problemas de saúde.

Dona Vitorina Santana de Jesus tem 60 anos e começou a pescar e catar mariscos aos sete de idade ao lado da mãe. Ela disse que falta tempo para os exercícios, mas vai se organizar melhor, pois reconhece que “trás bons resultados.” Todas receberam material impresso sobre o assunto.

O presidente da Bahia Pesca, empresa vinculada à Seagri, Isaac Albagli falou sobre a importância desta iniciativa e citou outras ações da empresa nesta área a exemplo da distribuição de EPIs-Equipamento de Proteção Individual e Kits Marisqueiras. Na segunda-feira às 9:00 horas, as oficinas serão realizadas na Colônia Z-18 em Itacaré.

Audiências públicas discutem projeto do Porto Sul em seis cidades

Em acordo com o Governo da Bahia,  o Ibama realiza, de 28 de maio a 2 de junho, seis audiências públicas para a apresentação do processo de licenciamento ambiental do projeto Porto Sul em seis cidades da Região Cacaueira, que estão na área de influência do empreendimento.

Com isso, serão sete as audiências públicas do Porto Sul realizadas para discutir o projeto do porto que será construído na região de Aritaguá, em Ilhéus. A primeira audiência, realizada em 29 de outubro de 2011, no Centro de Convenções de Ilhéus, reuniu cerca de 4 mil pessoas, sendo considerada pelo Ibama uma das maiores audiências realizadas pelo órgão em todo o Brasil.

As novas audiências, organizadas a partir de um entendimento entre o Governo da Bahia, responsável pela implantação do Porto Sul, que terá ainda um terminal privado da Bahia Mineraçãoacontecerão em Uruçuca, Itacaré, Itabuna, Itajuipe, Coaraci e Barro Preto.

Nas últimas semanas, foram realizados encontros de interação social nas seis cidades, com o objetivo de ampliar as informações e prestar esclarecimentos sobre o projeto, além de mobilizar a comunidade para as audiências.

Cópias do EIA Rima estão disponíveis em espaços públicos, como prefeituras, câmaras de vereadores, escolas e bibliotecas.

“O governo do estado está comprometido a participar das novas audiências públicas com o mesmo posicionamento democrático adotado em todo o processo de implantação do Porto Sul. Durante esses seis novos encontros, vamos reforçar a importância do projeto, detalhando os estudos realizados e respondendo as dúvidas da população”, disse o secretario da Casa Civil do Governo da Bahia, Rui Costa.

COBERTURA ON LINE

Uma equipe fará a cobertura on line das seis audiências, disponibilizando os conteúdos através do site www.portosul.ba.gov.br. Ao final dos encontros, o material consolidado será distribuídos aos veículos de comunicação de todo o estado da Bahia.

 

Itacaré e Uruçuca apostam no Porto Sul para geração de emprego e renda

Itacaré, cidade de 25 mil habitantes, localizada no litoral sul da Bahia, é considerada um dos principais destinos turísticos do País. As belas praias e a natureza exuberante atraem turistas do Brasil e do Exterior. Mas a cidade não se mantém apenas com a atividade turística, o que resulta num número elevado de pessoas desempregadas e em ocupações irregulares nos morros, já que na última década houve uma forte migração para a cidade.

Para os moradores da cidade, a implantação do Porto Sul, projeto do Governo da Bahia que terá investimentos de R$ 3,4 bilhões é a oportunidade de gerar um novo ciclo de desenvolvimento regional.

O Porto Sul está em fase de licenciamento ambiental pelo Ibama e, após a realização de uma audiência pública que reuniu cerca de 3.700 pessoas em Ilhéus, terá novas audiências públicas entre os dias 28 de maio e 2 de junho nos municípios de Uruçuca, Itacaré, Itabuna, Itajuipe, Coaraci e Barro Preto. Com a concessão da licença ambiental, o Governo da Bahia e a Bahia Mineração, que terá um terminal de uso privado, poderão dar inicio às obras.

“Precisamos de novos empreendimentos e o Porto Sul vai beneficiar o município, na medida em que vai gerar emprego e renda em toda a região”, afirma o prefeito de Itacaré Antonio de Anisio, para quem a cidade, por estar localizada a mais de 50 quilômetros do porto, não sofrerá danos ambientais. “Vamos continuar tendo um turismo forte e podemos investir também no turismo de negócios”, diz o prefeito. “O Porto Sul trará benefícios para a cidade, já que o turismo é uma atividade sazonal e o maior empregador continua sendo a prefeitura”, diz o presidente da Associação de Moradores do Bairro Pituba, Luiz Quadros.

O presidente da Cooperativa de Pesca de Itacaré, Agnaldo Grem, afirma que “nós apoiamos a implantação do porto, porque ele irá gerar novos empreendimentos e aquecer a economia regional. Não podemos ser contra o desenvolvimento e acreditamos que a questão ambiental será equacionada com medidas compensatórias”. Para Claudia Cruz, do Instituto de Turismo de Itacaré, “o Porto Sul é uma necessidade para a região e é importante que o projeto seja debatido com a comunidade, para que se conheçam os impactos positivos e negativos. O Governo da Bahia tem agido com absoluta transparência e isso a gente tem que destacar”.

Antonio Eduardo Costa da Silva, operador de transporte e turismo diz que “investimentos como o Porto Sul, a Ferrovia Oeste-Leste e o novo aeroporto de Ilhéus vão dar um novo dinamismo à região, gerando emprego e renda. Para o nosso setor, será bastante positivo”. Para Fernando Costa Santos, da Associação de Cabaneiros de Itacaré, “o turismo é a nossa vocação natural, mas o Porto Sul vai beneficiar a região como um todo. Com a melhoria da renda, as pessoas irão gastar mais com atividades de lazer e entretenimento”.

URUÇUCA, DA CRISE À ESPERANÇA
Uruçuca, cidade de 23 mil habitantes no Sul da Bahia, sofreu um baque no inicio da década de 1990. Foi uma fazenda localizada na zona rural do município onde surgiram os primeiros focos da vassoura-de-bruxa, doença se alastrou rapidamente e que em duas décadas reduziu em cerca de 80% a produção de cacau, mergulhando a região numa grande crise econômica.

O prefeito de Uruçuca, Moacir Leite, afirma que “o Porto Sul é um projeto de grande importância para a região, pois vai impulsionar o desenvolvimento dos municípios, gerando emprego e renda”. Ele defende a realização de programas de capacitação, “para que os nossos jovens possam trabalhar no porto e nos empreendimentos que serão atraídos para o Sul da Bahia”.

A estudante Eliana Pereira dos Santos, de 17 anos, que trabalha como vendedora de salgados e refrigerantes, espera que “com o Porto Sul a gente tenha oportunidades de trabalho. Hoje é muito difícil conseguir empregos aqui”. A esperança de Eliana é compartilhada pela professora Leila Rosa, coordenadora das escolas da zona rural. “Hoje os jovens tem que sair em busca de emprego em outras regiões. O Porto Sul e a Ferrovia Oeste Leste vão reverter essa situação”, afirma.

Onildes Maria da Rocha, presidente da Ecovila de Serra Grande, que ocupa uma área de 99 hectares onde vivem 149 famílias, afirma que “somos favoráveis ao Porto Sul, para poder ampliar a produção, já que as coisas vão melhorar na nossa região”. A Ecovila produz feijão, milho, aipim, mandioca e hortaliças. Joval Pereira, da Associação dos Pescadores de Serra Grande diz que o turismo é importante “mas só gera empregos na alta estação, por isso nós defendemos o Porto Sul”. Segundo ele, “o porto não vai afetar a atividade pesqueira, porque temos um governo que se preocupa com as questões ambientais”.

“O Porto Sul vai atrair indústrias para a cidade, absorver mão de obra local e aquecer o comércio e a prestação de serviços. É uma obra que vai mudar a vida da nossa cidade”, ressalta Edelson Silva, presidente da Associação Comunitária de Uruçuca.

Encontros nos municípios mobilizam comunidade e destacam importância da implantação do Porto Sul

O Governo da Bahia está realizando durante esta semana reuniões preparatórias para audiências públicas para a apresentação do Relatório de Impacto Ambiental (EIA-RIMA)  do Porto Sul e do projeto do empreendimento. As audiências acontecerão entre os dias 28 de maio e 2 de junho,     em Itacaré, Uruçuca, Itabuna, Itajuipe, Coaraci e Barro Preto, municípios na área de abrangência no Porto Sul.

As reuniões estão acontecendo nas seis cidades onde serão realizadas as audiências e além de apresentar o projeto a lideranças políticas, empresarias e comunitárias, mobilizam a sociedade organizada para as audiências públicas. Em Itabuna, o encontro, ocorrido na tarde de terça-feira (8), reuniu cerca de 150 pessoas na Câmara de Vereadores.

Em outubro de 2011, a audiência pública no Centro de Convenções de Ilhéus reuniu cerca de 3.700 pessoas, sendo considerada pelo próprio Ibama uma das maiores audiências realizadas pelo órgão em todo o Brasil.

O coordenador de Articulação Social da Secretaria de Relações Institucionais do Governo da Bahia, Roque Peixoto, afirmou que “as reuniões nos municípios, além de esclarecer sobre o projeto, ampliam a mobilização para as audiências públicas”.  “As reuniões tem sido bastante representativas, o que demonstra o interesse da comunidade no projeto e cria uma ótima expectativa para as audiências públicas”, ressalta Roque.

GERAÇÃO DE EMPREGOS E DESENVOLVIMENTO

          Walmir do Carmo, ambientalista e presidente do Grupo de Resistência às Agressões ao Meio Ambiente (Grama) destaca que  “esses encontros servem para que a comunidade conheça o projeto do Porto Sul em toda a sua abrangência. A obra é muito importante para região, dada as garantias de que os impactos ambientais sejam compensados. Nesse processo, é fundamental a participação da sociedade organizada”.

Para a professora Marta Maria dos Santos, “ao tomar consciência do projeto, o cidadão passa a acompanhar todo o processo de implantação do empreendimento. Com certeza Itabuna e a região só tem a ganhar com o Porto Sul, superando um grande período de estagnação”.

O presidente da Associação Comercial e Industrial de Itabuna e coordenador estadual da Associação Brasileira da Indústria Hoteleira, Eduardo Fontes, entende que “as audiências são fundamentais para dar transparência ao processo, mas esperamos que a obra seja agilizada com a obtenção do licenciamento do Ibama”.

Para ele, “Itabuna é uma cidade polo comercial e de prestação de serviços, e será diretamente beneficiada com a implantação do Porto Sul e da Ferrovia Oeste-Leste (Fiol), já que atrai consumidores de toda a região”.   Cristiano Lobo, diretor da Faculdade de Ciência e Tecnologia em Itabuna,  entende que “o Governo do Estado está oferecendo a oportunidade para que possamos conhecer o projeto do Porto Sul e o processo de licenciamento”. Lobo ressalta ainda que “Itabuna é um grande polo de ensino superior a preparada para a capacitação de mão de obra, através de cursos de graduação nas áreas de engenharia, logística e segurança no trabalho”.

Ruy Machado, presidente da Câmara de Municipal de Itabuna, afirma que “as reuniões preparatórias e as audiências públicas permitem que todos os segmentos da sociedade tomem conhecimento da dimensão do Porto Sul e de seu impacto positivo para o desenvolvimento regional”.

Ruy Machado destaca ainda que “a presidenta Dilma Rousseff e o governador Jaques Wagner estão dotando o Sul da Bahia dos maiores empreendimentos em logística e infraestrutura da Bahia, já que além do Porto Sul, serão implantados a Ferrovia Oeste-Leste, um novo aeroporto e a duplicação da rodovia Ilhéus-Itabuna”.

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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