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Posts Tagged ‘Irã’

Os “consulados estrangeiros” em Salvador

Efson Lima

 

efson limaDiante do conflito que tem se acirrado entre EUA e o Irã nos últimos dias sempre vem uma pergunta clássica: como os cidadãos destes países e de outros Estados são socorridos estando no palco do conflito? Uma das iniciativas são as orquestrações e orientações expedidas pelas embaixadas, bem como pelas repartições consulares aos seus respectivos nacionais. E em Salvador será que temos alguma repartição consular?

Uma curiosidade envolvendo as repartições consulares na Bahia é que, em 2019, ao ser ministrada a disciplina de Direito Internacional na Faculdade 2 de Julho, buscamos aproximar o conteúdo da realidade dos estudantes.  Para tanto uma das primeiras inquietações foi supor que Salvador tinha um número razoável de representações consulares.  Sendo assim, para deixar os graduandos mais motivados foi realizada uma visita ao Consulado de Cuba, na Barra.

Após, a visitação, desafiamo-nos a mapear e a ir a outros consulados existentes em Salvador. Então, testou-nos consultar a relação de órgãos estrangeiros no Brasil fornecido pelo Itamaraty, fazer consultas nos sites de buscas e outros meios. A breve pesquisa constatou que Salvador possui um impressionante número de 29 repartições consulares. Algumas óbvias, como o Consulado da Espanha, visto o contingente de espanhóis na Bahia, assim como de alguns países africanos pelas relações socioculturais com a Bahia. Outros consulados nem tanto parecia perceptível, como os da Turquia, Japão e Hungria.

efson    Tais informações podem passar despercebidas no dia a dia. Entretanto, não deveria ser assim. Salvador é uma cidade turística.  Ela recebe milhares de turistas e vários são os episódios envolvendo os cidadãos estrangeiros neste período do ano. Por outro lado, são espaços de fomento a cultura das nacionalidades; promovem diversas atividades e ações de integração com os seus nacionais e soteropolitanos.

A Convenção de Viena de 1967, que regula as relações consulares, estabelece diversas funções, entre elas: a proteção, no Estado receptor, os interesses do Estado que envia e dos nacionais dentro dos limites permitidos pelo direito internacional; fomentar o desenvolvimento das relações comerciais, econômicas, culturais e científicas; e promover ainda relações amistosas entre os Estados e prestar ajuda e assistência aos nacionais, inclusive, pessoas jurídicas.

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Aiatolá Ali Khamenei comemora fim de sanções sobre o Irã, mas pede desconfiança com os EUA

irãEm uma carta ao presidente iraniano, Hassan Rouhani, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, celebrou nesta terça-feira (19/01) o fim das sanções econômicas ao país, em vigor desde o último sábado (16/01). Khamenei pontuou que, apesar da suspensão das sanções com o acordo nuclear, o Irã deve permanecer “atento” às atitudes das potências mundiais, sobretudo dos EUA.

“Eu reitero a necessidade de estar alerta para a enganação e traição de países arrogantes, especialmente os Estados Unidos, sobre essa questão [nuclear] e outras”, disse Khamenei no documento. Foi a primeira vez que o aiatolá se manifestou publicamente desde a implementação do fim das sanções impostas ao Irã.

O líder supremo afirmou que declarações feitas por “políticos norte-americanos nos últimos dois ou três dias são suspeitas” e que o governo do Irã deve se assegurar de que os EUA cumpram integralmente suas obrigações no acordo. Pré-candidatos presidenciais do Partido Republicano têm criticado publicamente o acordo firmado entre o Irã e o grupo 5+1 (Estados Unidos, China, França, Reino Unido, Rússia e Alemanha), em julho do ano passado.

Segundo Khamenei, o acordo nuclear representa uma vitória da “resistência” do Irã, que conseguiu negociar com países conhecidos pela “hostilidade” em relação ao país persa e que foram levados a mudar de postura.

Khamenei disse a Rouhani que o governo iraniano deve trabalhar para melhorar a economia, “utilizando as capacidades internas” e não somente os investimentos internacionais, que deverão aumentar com a implementação do acordo. “Apenas a retirada das sanções não irá resolver os problemas econômicos do país”,  escreveu. (Opera Mundi)

 

Ira! Envelheço na Cidade

Irã, um país cheio de oportunidades para bons negócios

Romana Dovganyuk 

 

a romana iraViajar para o Irã com a Câmara de Comércio Brasil-Irã representa  negócio, conhecimento, turismo, desafio, experiência. Nossa próxima parada em nossa viagem pelo país persa, em Isfahan, a terceira maior cidade histórica no Irã. Começamos em Imam Square, onde duas das mais célebres mesquitas da cidade do século 17 estão localizadas: a Mesquita Imam maior e a magnífica Mesquita Sheik Lotfollah. De lá, estamos trabalhando através do Grand Bazaar, onde os vendedores oferecem mercadorias que vão desde especiarias a tapetes persas para bandejas de prata e onde se pode encontrar até mesmo café exportado pelo Brasil.

O Rio Zayendeh que corta Isfahan é atravessado por dezenas de e pontes do século 17 construídas durante o reinado de Shah Abbas. Algumas das pontes mais notáveis ??incluem a Ponte Si-o-Seh (Ponte dos Arcos 33), a Ponte Khajoo intricada em favo de mel e da Ponte Shahrestoon, que remonta ao Império de Sassanid (224-651). Belos jardins cheios de flores onde são servidos chá, gelados e pistache em um espaço acolhedor onde circulam milhares de pessoas em Isfahani.

O Irã é um país onde me sinto muito bem, um povo educado e acolhedor com quem lhes visita, país que eu sempre gosto de visitar e que a cada volta é um verdadeiro aprendizado de uma cultura de mais de sete mil anos.

Em agosto deste ano estaremos de volta ao país persa onde pretendemos levar um grande numero de empresários brasileiros das mais diversas áreas. Todas as informações você pode encontrar depois de 12 de maio no site da nossa câmara: www.cc-brazil-iran.org e www.acrj.org.br

 

Povo iraniano vai resistir às exigências excessivas do Ocidente

ira O comandante do Corpo de Fuzileiros da Marinha dos Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC), contra-almirante Ali Fadavi, destacou quarta-feira a resistência do povo iraniano contra as exigências excessivas do Ocidente.  O poder de dissuasão da República Islâmica dificulta todas as tentativas do inimigo como uma represa e não permitir que eles sequer pensar sobre a idéia de atacar o Irã. O povo persa  vai resistir  com as demandas excessivas do Ocidente e os inimigos não podem fazer nada “, explicou Fadavi em uma cerimônia na cidade do nordeste do Irã de Mashhad.

Em sua opinião, a resistência e força exigem estima, algo que o povo iraniano, experimentamos durante os oito anos de guerra imposta pelo Iraque para o Irã (1980-1988).  “Após a vitória da Revolução Islâmica (1979) tudo tentou derrubar o Irã, de fato, fez todo o possível para esse fim, mas não conseguiu nada”, acrescentou ela.  Finalmente, ele se referiu à posição passiva do inimigo, neste momento e neste sentido tem-se argumentado que os triunfos da Revolução Islâmica ter colocado o inimigo em uma posição muito fraca.  “A República Islâmica se recusa a força total por alegações ocidentais excessivas e inúteis”, reiterou o comandante iraniano.

Como nasceu o “Estado Islâmico” e quais são seus objetivos

Gilberto Abrão 

gilberto abraaoNo princípio, Deus criou o petróleo sob as areias dos desertos. Até então, os beduínos da Península Arábica eram felizes, alimentavam-se de tâmaras e leite de camela. Ninguém os incomodava e eles não incomodavam ninguém.  Nem os turcos otomanos se interessavam por eles. Mas Deus queria vê-los mais felizes e, então, criou o petróleo.

Em seguida, Deus criou a extrema necessidade do petróleo nas nações ocidentais. E com isso incutiu-lhes a ambição de se apoderar daquela riqueza. Foram pedir ajuda aos árabes para derrotar os turcos otomanos na 1ª Guerra Mundial. Os árabes toparam com a condição de que os ingleses e franceses, na época as duas superpotências ocidentais, concordassem em que o Xarife de Meca, Rei do Hijaz, Hussein Bin Ali (naquela época ainda não existia a Arábia Saudita) fosse proclamado o califa de um vasto império muçulmano que iria do Hijaz até o Marrocos. Os ocidentais (França e Inglaterra) concordaram e, então, os turcos, muçulmanos como os árabes, foram derrotados em 1918.

Parece, entretanto, que Deus não gostou do fato dos árabes traírem seus irmãos de fé, os turcos, e resolveu castigá-los severamente. Acontece que os ocidentais estavam preocupados com o fato de que se o petróleo ficasse nas mãos de um império gigantesco, como seria o califado sonhado pelo xarife de Meca, a qualquer momento os árabes poderiam cortar aquele liquido pastoso negro que alimentava a revolução industrial que acontecia na Europa. Portanto, na surdina, o diplomata francês François George Picot e o britânico Sir Mark Sykes, tramaram a traição aos anseios do Rei do Hijaz  e decidiram dividir as províncias árabes que estavam sob o domínio dos otomanos entre si, como zonas de influência. Esse acordo – conhecido internacionalmente como o acordo Sykes-Picot – foi firmado em 1916, portanto dois anos antes do término da guerra.

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Irã é a quarta maior potencia mundial no poder de mísseis de longo e médio alcance

 

ira misseisO Ministro Iraniano da Defesa, brigadeiro-general Hussein Dehqan, afirmou que o país persa tornou-se a quarta potencia mundial de míssil de longo e médio alcance, depois dos Estados Unidos, Rússia e China.

Entre os países com elevada capacidade de mísseis, o Irã está em uma posição invejável, sendo a quarta potência mundial na fabricação de mísseis, comentou Dehqan em uma entrevista para a agência de notícias iraniana em árabe “Al-Alam”, e que foi publicada neste sábado (20).

O ministro persa explicou que considerando as possíveis ameaças externas contra o país, as forças armadas e a indústria bélica conseguiram aumentar o alcance dos mísseis e no momento, desenvolve mísseis furtivos e de alta precisão.

Nesse sentido, Dehqan descartar a possibilidade de que o tema sobre os misseis iranianos sejam abordados durante as próximas conversações nucleares entre Teerã e o grupo dos 5+1 (Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China mais a Alemanha).

O programa de mísseis iraniano se relaciona com a capacidade de defesa do Irã e só o país pode decidir a respeito e nenhum outro pode nos obrigar a sentar-se à mesa de diálogo para discutir essa questão, deixou claro o ministro.

Dehqan também assinalou que os inimigos do Irã, especialmente os EUA e o regime de Israel, nunca se atreveram a lançar um ataque contra o território persa.

Irã promove Conferencia Internacional sobre violência e extremismo

Será realizada dias 9 e 10 de dezembro em Teerã, no Irã, a I Conferencia Internacional Um mundo contra a Violência e o Extremismo, promovida pelo governo iraniano. O deputado federal baiano Valmir Assunção (PT) é um dos convidados que já confirmou presença.

 

A proposta da conferência foi elaborada pelo presidente persa Hassan Rouhani e ganhou aprovação unanime da Assembleia Geral das Nações Unidas  Entre os  temas a serem discutidos estão “Violência e Extremismo: Definição, conceito, evolução e causas históricas”, “Violência e Extremismo: Uma perspectiva religiosa”, “ A politica econômica do multilateralismo X Violência e Extremismo”, “Mundo muçulmano, Oriente Médio e a explosão da violência e Extremismo”, “Dialogo das Civilizações e luta contra a violência e Extremismo”, “Violência, Extremismo e a segurança global”, “ Cooperação regional e segurança e paz global”, “Pobreza X violência e Extremismo”, e “Educação, Arte, Literatura, e a promoção de um mundo contra violência e extremismo”

 

Mais informações no site: www.ipis.ir

Presidente sírio agradece apoio do Irã à guerra contra extremistas

bacharO presidente da Siria, Bashar al Assad (foto) agradeceu  o respaldo do Irã à luta que a Síria livra contra grupos extremistas armados, apoiados a partir do exterior, e defendeu uma maior cooperação entre ambos países. Durante uma reunião com o chefe da Comissão de Desenvolvimento das Relações Econômicas Sírio-iranianas, Rostam Qasemi, o presidente destacou o respaldo de Teerã na reconstrução desta nação, arrasada por mais de três anos de guerra, impulsionada por potências ocidentais e regionais.

Por sua vez, Qasemi elogiou a resistência do povo e do governo sírio em sua luta contra os grupos armados. Além disso, chamou a aumentar os laços entre ambos países e ofereceu a ajuda do Irã à reconstrução da Síria. Na semana passada, o premiê Wael al Halqui afirmou que o novo governo trabalhará para fortalecer as relações de cooperação econômica, comercial e de desenvolvimento com os países amigos, especialmente com o Irã.

Ao receber o embaixador iraniano, Mohammed Riza Sheibani, al Halqui ressaltou a necessidade de ampliar os laços econômicos, comerciais e industriais. O diplomata ratificou que seu país manterá seu apoio ao povo sírio e se mostrou convencido da vitória sobre os grupos extremistas.

Calcula-se que mais de 190 mil pessoas já morreram no conflito e milhões se viram obrigadas a retirar-se de seus lares, enquanto as perdas materiais são enormes.

A necessidade da luta consciente contra o vírus do terrorismo

Seyed Majid Foroughi*

 terrorO terrorismo vem se alastrando há um tempo, passando da Síria ao território do Iraque, país onde recentemente foram realizadas as eleições. Caso não seja impedido, ele ultrapassará fronteiras, porque não existem limites para o terrorista. Ele não respeita povos ou ordens políticas, seja uma democracia soberana ou monarquia.

Este fenômeno não tem relação com religião e não segue nenhuma convicção religiosa. Os que criaram os movimentos de terror, deliberadamente ou não, sabem bem distinguir esse dilema. Chegou o momento de governos, nações e organismos internacionais tomarem uma postura compreensiva e sábia sobre a essência e a natureza deste acontecimento, caso contrário, deve se esperar um desastre catastrófico, com um prejuízo irreparável a humanidade.

É um erro a interligação do terrorismo à religião, como insinuada  por certos formadores de opinião, cuja responsabilidade seria orientar a opinião pública e a formação política. Fomentar esse pensamento favorece ao terrorismo se camuflar na religião, denegrindo-a e criando ceticismo  sobre ela, assim atingindo seu objetivo nefasto.

Mesmo que sem intenção ou por equívoco o terrorismo receba apoio, e seus lemas fossem propagados repetidamente pelas redes sociais, após sua vitória, ele não poupará mesmo os seus patrocinadores.

Atrocidades praticadas pelo grupo do ISIL no Iraque não têm relação com ensinamentos de nenhuma religião, mesmo se esse grupo distribuísse na rua Bíblia ou Alcorão. Os mulçumanos, sejam xiitas ou sunitas, são irmãos com fortes laços fraternos e sempre foram vítimas desse fenômeno.

Na doutrina islâmica o terrorismo é repudiado, mesmo que seja por autodefesa ou pela pátria, assim como o uso de armas de destruição em massa.

O terror está se tornando uma epidemia. Não é sem razão que o comparam à um vírus. Portanto, o erro cometido por alguns países, apoiando o grupo Al Qaedeh, não deve ser repetido.

É de extrema importância que especialistas, escritores e organizações democráticas esclareçam a opinião pública para ela não cair na cilada dos terroristas e seus patrocinadores.

 

*Seyed Majid Foroughi é Primeiro Conselheiro da Embaixada do Irã no Brasil

O que faz o Imperialismo humanitário com o dilema de Gaza

Mehdi Agha Mohammad Zanjani*

 gaza xeoO que vemos hoje na faixa de Gaza é um dilema que até para os apoiadores de uma “intervenção militar humanitária” no mundo ocidental, mesmo utilizando qualquer instrumento e ferramenta não é solucionável.

Talvez o exemplo mais óbvio do imperialismo humanitário nos anos recentes, foi a intervenção militar ocidental na crise da Líbia. No que diz respeito sobre a natureza nesta crise, foram apresentados opiniões diferentes. Alguns analistas ocidentais fizeram todos os esforços para que interpretassem esta crise com o conceito de uma revolta para estabelecer a democracia, mas foram e são ainda os que crêem que o que aconteceu na Líbia foi o resultado de uma rivalidade tribal entre as partes orientais e ocidentais nesse país africano. Também, muitos analistas vêem com uma sofisticada análise, vários fatores nesta crise incluindo o papel das tribos, das redes sociais e dos rebeldes ou até como uma forma de governo de Gazafi e seus companheiros da tenda. A preservação da democracia e o direito humanitário foram citados como medidas autorizadas de uma guerra justa.

 

Seja o que for não há dúvida que a intervenção nunca foi destinada a salvar as pessoas do mau governo ou estabelecer a democracia, mas sim com o objetivo de dominar os recursos do petróleo do país Mediterrâneo. Além disso, o aproveitamento final das revoltas populares somente é possível quando elas são comprometidas com as suas bases.

O que aconteceu na Líbia, alguns analistas chamam de “imperialismo humanitário”; outros também o chamam de “realismo liberal”. O que seja o nome desse fenômeno tem pelo menos três características óbvias:

1) Prossegue por motivos expansionistas;

2)É uma invenção do campo imperialista, ou melhor, por “países de centro”;

3)Os principais motivos foram definidos pelas questões humanitárias e a violação dos direitos humanos.

Samantha Power, Representante dos EUA para as Nações Unidas e Susan Rice, Conselheira de Segurança Nacional da Casa Branca, que dizem ser oposta a visão parcialmente realista de John Kerry, ambas são calorosamente defensoras da teoria da intervenção humanitária por Washington, apelando para o conceito de guerra justa, alegando que as nações poderiam individualmente ou em conjunto, recorrer à força quando moralmente justificada. Mas nunca passou pela imaginação destas duas defensoras falarem de teoria de intervenção humanitária na catástrofe humana na faixa de Gaza.

Dilema da faixa de Gaza

O que está acontecendo em Gaza, para os seguidores da teoria do imperialismo humanitário é um dilema. Um termo nas relações internacionais com um significado e aplicação específica. Um dos mais famosos tipos de dilema nas relações internacionais é “o dilema da segurança”  o termo adota uma concepção estrutural na qual os Estados têm que obter por sua própria conta os meios necessários para a sua segurança, sem depender de ninguém.

Neste dilema, entre as três característica acima ditas, uma está vigente e duas outras não são possíveis. Há sem dúvida que os direitos humanos na Faixa de Gaza  são mais violados que na Líbia ou em outros lugares do mundo. Em uma pequena escala geográfica, 1,5 milhões de pessoas  estão diariamente sob ataques de artilharia pesada e a única chance de respirar trégua, são as várias horas que ocasionalmente anunciam cessar-fogo. Durante esse cessar-fogo geralmente ele evacuam os corpos das vitimas sob os escombros.

Mas na faixa de Gaza, o imperialismo humanitário não pode buscar nenhuma motivação de expansionismo.  Essencialmente, a principal ambição Imperial no mundo tem raízes nos mesmos agressores  que estão hoje na Faixa de Gaza violando os direitos humanos. Onde houver ambição  expansionista encontram-se vestígios e as pegadas do sionismo direta ou indiretamente.

Por outro lado, a maioria das instituições constituintes da arrogância no mundo de hoje, são as instituições sionistas.

O grande lobbys dos EUA e Europeus  ou no Congresso e até do governo dos Estados Unidos são os conceitos que formam o imperialismo mundial. O que eles ganham com uma intervenção militar contra o Israel ?

Resolver o enigma na opinião pública ocidental

Para resolver esta dilema  maçante, os imperialistas humanitários não têm outra escolha a não ser utilizar “o terrorismo”. Atrevidamente, chamam uma nação e sua resistência contra a ocupação  e  contra o bloqueio “terrorista” propagando esta idéia com uma variedade de tipos de técnicas mediáticas ao seus interlotores.

Claro que, este é apenas uma tentativa de resolver a dilema. O desenvolvimento de ferramentas  globais, tais como a influência de redes sociais e redução de predominação de notícias nas mídias ocidentais, diminuiu drasticamente o poderio de justificativas dos imperialistas. As redes sociais estão cheias de fotos e vídeos de crimes do regime sionista e não há como impedi-las. Os Slogans “Rezamos para Gaza” e ” Gaza sob ataque”, atualmente, são os temas mais populares no Twitter.

Hoje em dia não se ouve  a voz de Samantha Power e Susan Rice. Este tenebroso silêncio até o momento que novamente o imperialismo humanitário vem ajudar o Ocidente, causa embaraço e constrangimento  para os seus seguidores.

 

*Mehdi Agha Mohammad Zanjani- Conselheiro da Embaixada do Irã em Brasília

Washington tem o habito de “saber de tudo,” muito antes dos fatos acontecerem e serem investigado

 

Valter Xéu*

 E baseado nisso, a mídia e os colunistas amestrados embarcam na “onda” repetem a fraude forjada pelo governo norte americano para mostrar ao mundo a sua versão dos fatos.

Não precisa bater muito a cabeça, basta lembrar alguns fatos como o 11 de setembro, que quando começou o questionamento de certas “verdades” americanas, distribuídas fartamente aos meios de comunicação, a própria Casa Branca colocou o caso em um cerco de segredo, que só poderá ser aberto lá pelo ano 2070.

aviãoAs bombas de Boston é outro forte exemplo. O governo queria aprovar um projeto no Congresso dos Estados Unidos que lhe daria mais recursos para armamentos (tão ao gosto da indústria armamentista) e ampliação e desenvolvimento do sistema de segurança.

O projeto não andava e logo após as bombas de Boston ele foi aprovado a toque de caixa e sobrou para aqueles dois irmãos, cujas provas que o incriminavam, com certeza, já estavam prontas, seguindo a linha das provas que incriminaram mulçumanos pelos ataques de 11 de setembro.

QUEM BANCOU O GÁS SARIN

Nas lutas pela independência de Cuba contra o domínio da Espanha, os  Estados Unidos não se envolveram: assistiam de camarote. Quando as tropas espanholas já estavam para se renderem aos cubanos, explode no porto de Havana o barco americano Maine onde morreram mais de 300 estadunidenses. O que fez Washington? Jogou a culpa nos espanhóis e declarou guerra aos já derrotados, que se renderam e negociaram em Paris a independência cubana com os americanos. Os cubanos não foram ouvidos.

Agora, os Estados Unidos, preocupados com a crescente ascensão da Rússia no âmbito internacional, tentam de todas as maneiras da um freio nisso. Washington ate hoje não engoliu as derrotas no Conselho de Segurança da ONU que quando queria o aval da entidade para uma invasão da Síria, sob alegação que o governo de Bshar al Assad tinha ultrapassado a tal linha vermelha instituída por Obama, com o assassinato pelo gás sarin de mais mil sírios as vésperas da chegada dos inspetores da ONU.   O mundo todo acompanhou a versão americana. A Rússia entrou mais uma vez no cenário e provou de que a matança tinha sido realizada pelos rebeldes, financiados pelos Estados Unidos, Arábia Saudita, Reino Unido e Qatar e que o gás foi produzido por uma empresa norte americana.

A CULPA É DA RÚSSIA

No emblemático problema ucraniano, mais uma vez o papel da Rússia foi fundamental. Sentindo o que estava sendo desenvolvido por traz da entrada da Ucrânia na União Europeia, a adesão dessa a OTAN, o que permitiria tropas da organização rondando as suas fronteiras, a Rússia foi lá e ocupou a Crimeia e mantem forte presença em varias regiões.

A criação dos BRICS é outro fator que incomoda e muito Washington, que não vê com bons olhos a criação de uma força econômica fora da sua influencia. A criação de um banco, com um fundo de 100 bilhões de dólares para socorrer com empréstimos nações emergentes, tira de Washington o garrote que sempre usava nos empréstimos concedidos pelo FMI e Banco Mundial a esses países.

A ameaça do grupo em deixar de usar o dólar como moeda oficial, tira o sono do governo norte americano que vê assim, o seu papel pintado perdendo cada vez mais o valor no mercado financeiro internacional.

O míssil disparado que derrubou o avião malaio tinha outro endereço: o avião que levou de volta Putin para Moscou, depois de suas andanças pela América latina. Ou pode ate mesmo, derrubar qualquer avião de passageiros e colocar a culpa nos rebeldes e chegar ate os russos. Os registros históricos (1) mostram que Washington simplesmente ocultará todas as informações, se comprovarem que seus vassalos em Kiev lançaram um míssil contra avião de passageiros. Aconteça o que acontecer, só há, de garantida, a resposta ocidental histérica de sempre: foi a Rússia. A culpa é da Rússia.

O ABATE PELOS EUA DO VOO 655DA IRAN AIR

Um dos mais polêmicos ataques americanos contra civis inocentes ocorreu há exatos 24 anos, (2) no calor da guerra entre o Irã do então aiatolá Khomeini e o Iraque do ditador Saddam Hussein, aliado de Washington. Na manhã de 3/7/1988, um navio de guerra dos EUA disparou dois mísseis contra um Airbus A300 da Iran Air, matando na hora as 290 pessoas a bordo, incluindo 66 crianças. Entre as vítimas havia cidadãos de Irã, Índia e Itália, dentre outros países (…)

(1)  Pepe Escobar: Míssil de Putin

(2)   2/7/2012, Samy Adghirni, Folha de S.Paulo em: Iran Air 655. O dia em que os EUA mataram 290 civis inocentes

 

*Valter Xéu é jornalista e editor dos portais Pátria Latina e Irã News

 

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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