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Hospital de Olhos Beira Rio participa de Simpósio Internacional de Oftalmologia

hobrA equipe do Hospital de Olhos Beira Rio participou do 42° Simpósio Internacional de Oftalmologia Regenerativa, realizado em São Paulo, evento de nível internacional, que abre o calendário anual dos principais congressos do setor no Brasil.

Além do Dr. Rafael, equipe do Hospital de Olhos esteve representada pelo o Dr. Vável Andrade, Dr. Ronaldo Netto, Dra. Larissa Andrade, Dr. André Castelo Branco e Dra. Camila Netto, que participaram de várias atividades cientificas e de discussões clinicas.

O Dr. Rafael Andrade, diretor do Centro Avançado em Retina e Vítreo do HOBR e coordenador do Mutirão do Diabetes de Itabuna, já recebeu durante simpósio anterior a Medalha de Ouro Moacyr Álvaro, a maior comenda da Oftalmologia Brasileira.

“Essa não é uma homenagem pessoal, mas o reconhecimento de um trabalho que envolve profissionais de saúde e voluntários, no tratamento e principalmente na prevenção do diabetes”, afirmou o Dr. Rafael Andrade.

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Itabuna: “Café com Doutor Coração” alerta sobre diabetes

diabetes 2A ADJ Diabetes Brasil lançou um programa para falar do risco cardiovascular associado ao diabetes, com o projeto “Café com Doutor Coração” visitando seis cidades. Segundo a ADJ, três em cada quatro pessoas com diabetes morrem de doença cardiovascular.

A entidade  criou o programa Café com Doutor Coração, que vai levar aos pacientes com diabetes informações sobre como cuidar do coração. A glicemia constantemente elevada causa danos aos vasos sanguíneos.

Isso é agravado porque as pessoas com diabetes – especialmente tipo 2 – costumam apresentar outras comorbidades, como hipertensão, dislipidemia e excesso de peso. Estima-se que 80% dos indivíduos com diabetes tenham pressão alta e 55% taxas elevadas de colesterol. Além disso, o diabetes é fator de risco para insuficiência cardíaca.

No dia 9 de junho, o Café com Doutor Coração acontece em Itabuna, das 8h30 às 11h30, no Hospital de Olhos Beira Rio, com a cardiologista convidada Ana Paula Sher Barreto Leal.

Os eventos são realizados em conjunto das associações parceiras da ADJ Diabetes Brasil em cada região. As palestras contarão com Sonia de Castilho, Educadora em Diabetes, consultora da ADJ Diabetes Brasil e autora do blog DM2 Fora do Armário.

A criança e o olho

Dr. Vável J. de Andrade

       Dr. Vavel AndradeO olho dentre os órgãos do sentido é um dos mais importantes para interação do ser humano a sociedade. De estrutura sensível e complexa, devemos protegê-lo desde antes do nascimento para torna-lo a nossa perfeita janela para o mundo.

Patologias importantes como a rubéola, toxoplasmose e a sífilis se acometem mulheres grávidas, podem trazer alterações visuais importantes e causar até mesmo a cegueira ao recém-nascido. É importante o conhecimento deste fato, tanto pela mãe e também seu obstetra, para um acompanhamento pré-natal eficiente e se por acaso tais doenças ocorram, ter um aconselhamento oftalmológico nesta fase e depois do parto que irá provavelmente diminuir ou evitar este terrível infortúnio, que acontecendo marcará para sempre, a vida desta criança e toda família.

Nascido o bebê, sem complicações, vem agora a “ansiosa” pergunta dos pais: meu filho enxerga bem? Seus olhos vão continuar verdes? Azuis?

Sabemos que o bebê ainda não está com o sistema visual completamente formado ao nascer. Este sistema amadurece gradativamente, tanto no que diz respeito ao tamanho do olho, quanto no que se refere às conexões junto ao sistema nervoso central. Sua visão é desfocada e as cores não são bem percebidas. Nos primeiros anos de vida importantes transformações evolutivas ocorrem nos seus olhos, tornando as imagens que são recebidas pela retina e enviadas ao cérebro cada vez mais nítidas. Falhas nesta relação trazem prejuízos algumas vezes irrecuperáveis à visão, se não logo diagnosticados, como o apelidado “olho preguiçoso” (amblíope).

A participação do neonatologista, do pediatra e na maioria das vezes com um simples exame do TESTE DO OLHINHO, completado pelo oftalmologista, será crucial para prevenir estas complicações. Doenças como catarata congênita, tumores oculares, glaucoma congênito, podem ser detectados. Cuidado especial se deve ter com os bebês prematuros (nascidos antes das 37 semanas da idade gestacional), pelo perigo do desenvolvimento da retinopatia da prematuridade (doença vaso proliferativa secundária à inadequada vascularização da retina imatura) que é uma das principais causas mundiais de cegueira infantil; é a segunda causa nos EUA e a primeira em alguns países com economias emergentes como a China e alguns países da América latina (SBOP)

Quando nascemos, nos primeiros meses a cor do nosso olho não está ainda definida (geralmente ele aparenta um tom acinzentado) isto devido à pequena quantidade de melanina (pigmento) existente na íris. Com o passar dos dias ela se fixará, de acordo a quantidade deste pigmento em azul, verde, castanho claro ou escuro. A cor dos olhos do bebê muda entre 3 e 6 meses de idade, mantendo-se inalterada após esta época.

Com seu crescimento e a sua entrada na vida escolar, será importantíssimo para a criança ter uma boa saúde visual. Quantas perdem o ano letivo ou pior abandonam as escolas por terem dificuldade em enxergar o que professora escreve na lousa, por serem míopes, portadores de altas hipermetropias ou grandes astigmatismos, erros de refração tão comuns entre os jovens e facilmente corrigidos pela prescrição de lentes em um exame com um médico oftalmologista.

Sempre questiono isto: Por que , como se faz na admissão aos cargos públicos, os governos não instituem uma lei obrigando a todas as escolas públicas e privadas do país a exigirem um exame da acuidade visual para todas as crianças na sua primeira matrícula escolar?  Naturalmente dando condições da sua realização aos mais carentes. Para isto é necessário que nós elejamos governantes comprometidos além de outras necessidades, com a saúde da nossa população.

   “Enxergar é uma dádiva divina que Deus presenteou os seres humanos” (VJA)

 

O Dr. Vável J. de Andrade é médico oftalmologista e um dos diretores do Hospital de Olhos Beira Rio

Itabuna realiza o maior Mutirão do Diabetes do Brasil

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Em sua 13ª. edição, o Mutirão do Diabetes se consolidou como o maior evento de prevenção e tratamento da doença no Brasil, e um dos maiores de mundo, reconhecido pela Federação Internacional do Diabetes. Foram cerca de 25 mil atendimentos, entre procedimentos médicos como exames do olho, pé, rim e coração diabético no Hospital de Olhos Beira Rio, e ações de prevenção na Praça Rio  Cachoeira.

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Na Cidade do Diabetes, foram prestados serviços como exame de glicemia, saúde da mulher, educação física, avaliação auditiva, saúde bucal, psicologia, direitos dos diabéticos, fisioterapia, uso de insulina e orientação nutricional.  No espaço Diabetes Kids, crianças realizaram exames de detecção precoce da doença e participaram de atividades lúdicas. A presidente da Associação dos Diabéticos de Itabuna, Dr. Marluce Leão, destacou que “esse é um momento de conscientização não apenas dos diabéticos, mas de toda família e da sociedade para os cuidados na prevenção, um trabalho que deve ser permanente”.

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Para o Dr. Paulo Morales, diretor da Federação Nacional do Diabetes, lembrou que o projeto do Mutirão foi apresentado no Congresso Internacional, realizado no Canadá, como um exemplo a ser seguido em todo o mundo. “Itabuna é um exemplo de que quando se une em torno de uma causa, os resultados são positivos”. O vice-governador da Bahia, João Leão, que representou o governador Rui Costa, ressaltou que  “a cidade está de parabéns, se mobilizando para um evento que melhora a qualidade de vida de milhares de pessoas e que deve ser levado para outras cidades da Bahia”.

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A Prefeitura de Itabuna, através da Secretaria de Saúde, ofereceu a  estrutura e a  logística do Mutirão, com cerca de 600 servidores atuando na Cidade do Diabetes. Além disso, todos os casos que exigem procedimentos e acompanhamento médico, serão tratados através do SUS. “As pessoas já saem do Mutirão com os exames marcados para atendimento na rede de saúde. É importante mostrar o envolvimento de todos os segmentos da sociedade num evento que é orgulho para Itabuna”, disse a secretária Lisias Miranda.

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Idealizador e coordenador do Mutirão do Diabetes, que em 2017 envolveu cerca de 1.500 voluntários, incluindo médicos oftalmologistas de Salvador e São Paulo, o Dr. Rafael Andrade destacou que “a cada ano o Mutirão vem ampliando as ações e o atendimento, através de parcerias com a Prefeitura, Santa Casa, Uesc, empresas e principalmente com a participação de centenas de pessoas dispostas a colaborar com esse projeto gratificante”.

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O Mutirão do Diabetes de Itabuna, promovido pela ONG Unidos pelo Diabetes, Hospital de Olhos Beira Rio e Asdita, foi encerrado com o programa Balanço Geral Especial da Record TV Cabrália, com shows da Banda Lordão, Tays Reis/ Vingadora e Raneychas.

 

 

 

Dr. Rafael Andrade participa de convenção mundial na Alemanha

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O Dr. Rafael Andrade, do corpo clínico do Hospital de Olhos Beira Rio, e coordenador do Mutirão do Diabético de Itabuna,  participou da Convenção Mundial da ZEISS em Berlim, Alemanha. O evento, que reuniu profissionais de vários países do mundo, mostrou as inovações tecnológicas na área de Oftalmologia, com equipamentos de última geração, que ao lado da qualidade dos médicos, contribuem para o êxito nos procedimentos.

O Dr. Rafael Andrade também teve a oportunidade de divulgar o Mutirão do Diabético de Itabuna, considerado um dos maiores eventos de prevenção e tratamento da doença no mundo, que faz parte do calendário da Federação Internacional do Diabetes.

Síndrome da Visão do Computador

Dr. Lucas Vita

Dr Lucas Vita HOBRO uso do computador tem aumentado consideravelmente na ultima década. Em 1990 eram cerca de 40 milhões, em 2014 já chegava a 2 bilhões. Nos últimos 40 anos tem se realizado estudos sobre as alterações que os usuários de computador apresentam após horas de trabalho na frente da tela.

Entre elas encontram-se sintomas como: fadiga visual, dor ocular, queimação ocular, visão turva, ardência, lacrimejamento, dentre outras. O conjunto desses sintomas foi denominado Síndrome da Visão de Computador.

A síndrome é o conjunto de problemas visuais e oculares relacionados ao uso prolongado do computador, sendo os mais frequentes: fadiga ou cansaço visual, ardor ou queimação ocular, lacrimejamento, dor de cabeça, visão borrada, olhos secos, dor na nuca, espasmos musculares.

O trabalho no computador força os olhos a trabalharem constantemente com a visão de perto, ativando o sistema acomodativo para conseguir focar e fundir as imagens! Diferente da leitura no papel onde a imagem é estática, definida e tem fundo que oferece um bom contraste, na tela de computador as letras são compostas de pequenos pontos que apresentam brilho maior no centro e que diminuem em direção as bordas. Por esse brilho não ser definido, o olho humano tem maior dificuldade para focar os caracteres, levando a alguns desses sintomas.

Outro fator importante é o fato de ficar fixo por muitas horas na frente do computador, o que faz com que o reflexo de piscar diminua muito, ocasionando uma menor lubrificação ocular e aumentado os sintomas.

Para diminuir os sintomas e desconfortos causados pelo trabalho excessivo a frente do computador, recomenda-se piscar os olhos com frequência, -posicionar, o monitor a uma distância de 50-60 centímetros, posicionar a tela abaixo da linha dos olhos, iluminar bem a sala, manter a tela do computador limpa, para cada hora de trabalho, descansar cinco minutos olhando para algo distante, uso de óculos corretos, se possível com antirreflexo, euso de lubrificantes oculares

É importante ficar atento aos fatores que podem piorar o quadro, como poluição, ar condicionado, medicamentos anti-histamínicos, pílulas anti concepcionais, uso prolongado de lentes de contato, todos relacionados ao olho seco que piora na frente do computador. Recomenda-se também consultas periódicas ao oftalmologista para que se possa fazer o diagnostico, bem como orientar o melhor tratamento para cada caso.

 O Dr. Lucas Vita é oftalmologista do Hospital de Olhos Beira Rio, nas áreas, clínica e cirúrgica

Uso de óculos na proteção ao raio UV

Dr Lucas Vita

 

FOTO DR LUCAS VITA 2Dúvida frequente nos consultórios oftalmológicos, os óculos escuros, vem sendo cada vez mais orientados da sua necessidade de uso, para a proteção ocular . Ainda mais num país de clima quente com incidência grande dos raios solares (UVA E UVB).

O porque da indicação ,vem do fato de que o sol agride o olho de diversas maneiras. Desde sua camada superficial, provocando ceratites ( machucados na córnea), exacerbando o crescimento do pterígio ( conhecida como “carne no olho”), estando associado a alguns tipos de tumores, tanto de pálpebra, como de conjuntiva , de córnea e no fundo de olho. Outra alteração que pode aparecer como resultado da exposição acumulativa ao raio UV, é a formação da catarata precoce, visto que o cristalino não apresenta propriedades de se regenerar.

Estudos já mostram que a degeneração macular senil ( região mais nobre da retina , onde se forma visão central) sofre interferência importante dos raios UV.

oculos de solPor isso, o uso de óculos com proteção solar ultravioleta A e B, mesmo por crianças, é muito importante para prevenir doenças como essas.

As lentes precisam oferecer proteção contras as radiações ultravioleta do sol (UVA e UVB). O ideal são óculos que bloqueiam 99%-100% dos raios UV com taxa de absorção de 400nm.

Usar modelos falsificados ou com lentes de baixa qualidade podem ter efeito contrário, aumentando a agressão solar. Por tanto, é sempre importante se certificar de que se está adquirindo um produto de qualidade, com garantia de fabricação e certificação do INMETRO.

Vale lembrar que mesmo óculos de grau podem oferecer tratamentos que bloqueiam a exposição ao sol, estes podem ser orientados pelo seu oftalmologista ou ate mesmo na própria ótica onde serão confeccionados.

Lembrando que existem óculos acessíveis que protegem o olho da maneira correta, nem sempre o óculos caro é o que oferece a proteção adequada. Consulte seu oftalmologista e informe- se mais.

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O Dr Lucas Vita é médico oftalmologista do Hospital de Olhos Beira Rio, com atuação nas área de oftalmologia geral clínica e cirúrgica

Entendendo o Glaucoma

Dra. Carolina França

 Dra CarolinaO glaucoma é uma doença que exibe uma neuropatia óptica característica que pode resultar em perda progressiva de campo visual. O fator de risco mais importante é a PIO (pressão intraocular) elevada secundária a uma drenagem de humor aquoso reduzida através do ângulo de filtração. O glaucoma pode não provocar dor e os portadores dessa doença só percebem sua existência quando os danos são graves e irreversíveis. Se todo o nervo óptico for destruído, irá ocorrer uma cegueira definitiva. O Glaucoma pode ser: de ângulo aberto, de Ângulo Fechado, Congênito ou Secundário.

Os  principais tipos de Glaucoma são Glaucoma Primário de Ângulo Aberto (GPAA), que é a  forma mais frequente de Glaucoma. É uma doença geralmente bilateral, mas não necessariamente simétrica caracterizada por início na fase adulta, PIO > 21 MMHG, ângulo aberto, perda de campo e lesão glaucomatosa na cabeça do nervo óptico. Em geral, o glaucoma primário de ângulo aberto não apresenta sintomas. O paciente não sente dor e perde lentamente a visão, percebendo a perda quando o nervo óptico já está bastante lesado. Devido à ausência de sintomas, a melhor forma de diagnóstico desse tipo de glaucoma é o exame ocular periódico.

Já o  Glaucoma de Pressão Normal: é uma variante do GPAA, caracterizado por PIO média menor ou igual a 21 mmHg, lesão do disco óptico e perda de campo visual , ângulo aberto, ausência de causas secundárias para glaucoma.

O Glaucoma  Primário de Ângulo Fechado ocorre quando o sistema de drenagem é bloqueado, geralmente, pela íris (a parte colorida do olho) e o líquido não consegue penetrar na rede trabecular para ser drenado. O paciente apresenta dores de forte intensidade na cabeça e no olho, que chegam até a provocar vômitos e redução da visão. A pressão intra-ocular torna-se muito elevada e pode lesar o nervo óptico de forma rápida e agressiva. Este é o quadro de uma crise de glaucoma agudo, uma emergência oftalmológica que, se não tratada rapidamente, leva à perda visual irreversível, parcial ou mesmo total, em questão de horas

O Glaucoma Congênito é caracterizado pela má formação no sistema de drenagem do humor aquoso que ocorre em recém-nascidos e crianças. A criança apresenta lacrimejamento, dificuldade em tolerar a claridade, perda do brilho da região da íris – que passa a aparentar uma coloração mais azulada e opaca – e aumento do volume do globo ocular.

O Glaucoma Secundário é  o aumento da pressão intraocular ocorre após doenças inflamatórias, catarata avançada, alteração dos pigmentos naturalmente existentes dentro dos olhos, hemorragia e obstrução de vasos intraoculares. Outra importante causa de glaucoma secundário é o uso de colírios de corticóide por tempo prolongado sem indicação e/ou acompanhamento do médico oftalmologista.

Há três tipos de tratamento para o glaucoma: uso de colírios, aplicações de laser e cirurgia.

O uso de Medicamentos (colírios ou comprimidos): é o tipo de tratamento inicial mais frequente. O objetivo é reduzir a pressão intra-ocular, seja pela diminuição da produção do humor aquoso, ou pelo aumento da saída desse líquido do olho. Dessa forma, haverá proteção do nervo óptico e, em consequência, a manutenção da visão do paciente.

O Hospital de Olhos Beira Rio conta com excelentes profissionais especialistas no assunto, quanto mais precoce o resultado, maiores serão as chances de controle. Vale lembrar, que proporcionamos atendimento no Programa SUS Glaucoma, fornecendo colírios gratuitamente através do governo federal, as terças, quartas e quintas. Pela manhã às 7h e a tarde 13h no ambulatório SUS.

A Dra. Carolina França é oftalmologista do Hospital de Olhos Beira Rio.


A importância do Teste do Olhinho

Dra Michelle Ferreira

 

Dra Michele cópiaO teste do olhinho, também chamado de teste do reflexo vermelho, é um exame de triagem essencial para a avaliação da visão do bebê uma vez que possibilita a detecção de alterações oculares de forma precoce, possibilitando a orientação e a busca do tratamento adequado para cada caso quando necessário. Assim como o teste da orelhinha e do pezinho, é um teste simples e rápido que deve ser realizado até os 30 dias após o nascimento.

O exame consiste em colocar um feixe de luz em direção ao olho do bebê, em uma distância superior a 30 cm sendo então observado pelo médico o reflexo das pupilas. O reflexo considerado normal tem coloração avermelhada e é simétrico. Essa coloração avermelhada significa que o eixo óptico está livre, permitindo a entrada e saída de luz através da pupila. Quando detectada alguma alteração do reflexo vermelho o exame oftalmológico deve ser realizado o quanto antes.

O Teste do Olhinho feito em nosso serviço é complementado com o exame do fundo de olho realizado pelo retinólogo sendo possível, dessa forma, o diagnóstico de outros problemas oftalmológicos que não seriam identificados através de teste do olhinho convencional. Esse exame é ainda mais importante em bebês prematuros nos quais o primeiro teste do olhinho deve ser realizado entre a 4º e a 6º semana de vida com objetivo principal de detectar a retinopatia da prematuridade, devendo ser repetido sempre que necessário, até que toda a retina esteja vascularizada.         Nessa avaliação é possível diagnosticar doenças como catarata congênita, glaucoma congênito, retinoblastoma, retinopatia na prematuridade, infecções intraoculares, traumas de parto e suspeitar da possibilidade de baixa visão. Esse teste é muito importante, pois o tratamento precoce de algumas dessas doenças pode evitar consequências que seriam desastrosas para visão e/ou vida do bebê ou até mesmo permitir o desenvolvimento normal da visão.

Segundo números da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica, 50% dos casos de doenças oculares graves ainda são descobertas quando os recém-nascidos já perderam parte da visão ou ficaram completamente cegos. Dessa forma, podemos perceber o quanto o Teste do Olhinho é indispensável e que deve ser difundido como uma prática de fundamental importância para a saúde ocular dos nossos bebês.

 

*A Dra Michelle Ferreira é Oftalmologista no Hospital de Olhos Beira Rio

Tudo que você precisa saber sobre Conjuntivite

Dra. Caroline França

 

FOTO DRA CAROLINE FRANÇA     Conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva e da superfície interior da pálpebra. A conjuntiva é a camada exterior da parte branca do olho. O sintoma mais evidente é a vermelhidão do olho, sendo também comum a ocorrência de dor, ardor e prurido. O olho afetado pode também lacrimejar ou custar a abrir durante a manhã. A parte branca do olho pode-se apresentar inchada. O prurido é mais comum nos casos de alergias. A conjuntivite pode afetar apenas um ou ambos os olhos. Existem basicamente três tipos de conjuntivite: Conjuntivite viral, Conjuntivite bacteriana e Conjuntivite alérgica.

Existem também outras formas de conjuntivites, mas neste artigo vamos nos ater às formas bacteriana, viral e alérg ica.

Conjuntivite viral

É a forma mais comum de conjuntivite. Pode vir acompanhada por outros sintomas de virose, tais como febre, dor de garganta e sinais de infecção respiratória, semelhantes a um resfriado. A conjuntivite viral é extremamente contagiosa, sendo transmitida através de mãos contaminadas por secreções oculares.  O quadro de conjuntivite viral normalmente começa em um dos olhos, transmitindo-se para o outro 24 a 48 horas depois. A conjuntivite viral é auto-limitada, curando-se sozinha após 7 a 10 dias, sem necessidade de tratamento específico. O período de contágio costuma durar todo o tempo em que o olho permanece vermelho.

Conjuntivite bacteriana

A conjuntivite bacteriana é bem menos comum que a conjuntivite viral, sendo normalmente causada por uma destas cinco bactérias: Staphylococcus aureus (leia: STAPHYLOCOCCUS AUREUS), Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae, Moraxella catarrhalis ou Pseudomonas aeruginosa.

A transmissão da conjuntivite bacteriana se dá da mesma maneira que a conjuntivite viral, ou seja, através do contato com secreções contaminadas. Partilhar toalhas e dividir a mesma cama são situações de elevado risco. É bom salientar que apesar dos sintomas da conjuntivite serem quase que exclusivamente oculares, a bactéria ou vírus podem estar por toda a pele, sendo possível a contaminação das suas mãos com um simples contato com a roupa da pessoa infectada.

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Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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