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Greve deixa 20 mil alunos sem aulas em Itabuna

As 120 escolas da rede municipal de Itabuna amanheceram fechadas nesta segunda-feira, 27, com o início da greve por tempo indeterminado dos professores. A categoria parou em protesto contra os 7,97% de reajuste parcelado oferecido pelo governo. Os educadores cobram 15% para os três níveis da educação.

A paralisação deixa mais de 20 mil alunos sem aula. A rede conta com 1,45 mil professores.

O governo municipal ofereceu 5,57% retroativo a abril e o restante (2,4%) em setembro. Alegando incremento de R$ 1,4 milhões no Fundeb, A categoria cobra 15% parcelado em três vezes.

PASSEATA

Os educadores farão passeata nesta segunda-feira, saindo do Paty, no São Caetano, às 15h. Na convocação à greve, a direção do Sindicato do Magistério Municipal Público de Itabuna (Simpi) diz que a categoria não aceita “o tratamento dado pelo prefeito e sua equipe”.

A Secretaria de Educação de Itabuna emitiu nota, na semana passada, em que afirma ter concedido aos professores dos níveis II e III 100% do percentual do nível I e atribuiu o achatamento de salário entre os níveis às políticas de reajuste do governo do ex-prefeito Capitão Azevedo. Ainda na nota, a secretaria pediu o retorno dos professores à sala de aula. (do Pimenta na Muqueca)

Professores da rede municipal de Itabuna anunciam greve

Após assembleia realizada na tarde desta quarta-feira (22), os professores da rede municipal de ensino em  Itabuna decidira,  não aceitar a proposta feita pela prefeitura de reajuste salarial de  7,97% dividido em duas vezes. A categoria, que desde 2009 vem recebendo reajustes progressivos, pleiteia neste ano um aumento de 15%, ainda que parcelado em três vezes.

Na assembleia, os professores decidiram entrar em greve por tempo indeterminado a partir da próxima segunda-feira, dia 27, quando eles realizam uma caminhada pela avenida do Cinquentenário. Eles também lutam pela manutenção do Regime Jurídico de Trabalho e rejeitam a possibilidade de mudança para o regime estatutário.

A Prefeitura de Itabuna lamentou a decisão dos professores e alega que pela primeira vez o reajuste atinge 100% do valor do Piso Nacional do Magistério

Greve dos professores: ‘Caiu a máscara’, aponta secretário sobre declaração de presidente da APLB/Sindicato

Robinson: “greve virou embate político”

A declaração do presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), Rui Oliveira, de que o que move a greve dos professores  “é o desejo de causar uma fragorosa derrota ao governo”,  foi apontada pelo secretário estadual de Comunicação, Robinson Almeida, como prova de que o objetivo da paralisação, que dura 105 dias, é político. “Caiu a máscara. Lamentavelmente, o sindicato abandona a preocupação com os estudantes e as famílias para orientar os seus filiados ao combate ao governo”, avaliou, em entrevista ao Bahia Notícias.

De acordo com o titular da Secom, ao contrário do que tem sido propagado pela APLB, o movimento tem perdido força. Segundo Almeida, um balanço da pasta da Educação indica que 972 escolas baianas já retomaram 100% do funcionamento, cerca de 200 têm atividades parciais e apenas 200 estão totalmente paradas. “Toda semana temos visto o retorno gradual dos professores. A greve se concentra em Salvador e Feira de Santana, mesmo assim, várias já voltaram à normalidade. A tendência do fim da greve é inevitável”, apontou. Para Robinson Almeida, as atitudes do líder sindical são “atos desesperados”. “Como não consegue liderar a categoria, orienta os professores a um beco sem saída e transforma a luta salarial em combate político”, avaliou. (do Bahia Notícias)

UMA SAIDA, POR FAVOR!

Teseu se enrosca na própria corda e não sabe como sair do labirinto

Tal qual um Teseu, do mitológico Minotauro grego, mas que se enroscou no novelo e se perdeu pelo meio do caminho, o presidente da APBL/Sindicato, Rui Oliveira, não consegue encontrar uma saída honrosa para por fim à greve dos professores da rede estadual de ensino, que já cruzou a casa dos 100 dias, mas está esvaziada.

Nem o Ministério Público conseguiu mediar um movimento que deixou de ser meramente reivindicatório para ser notoriamente político, tantas são as exigências feitas pelo sindicato da categoria, que a cada gesto de boa vontade do governo responde com um gesto de intransigência.

A APLB se enrosca, mas a corda arrebenta mesmo é no lado mais fraco: os estudantes.

GOVERNO DA BAHIA E MINISTÉRIO PÚBLICO DISCUTEM A GREVE DOS PROFESSORES

O governador Jaques Wagner e os secretários Osvaldo Barreto (Educação) e Manoel Vitório (Administração) estão reunidos com o procurador-geral do Ministério Público do Estado (MPE), Wellington Lima, nesta quarta-feira (11), na sede do MPE, no Centro Administrativo da Bahia, como parte do processo de intermediação para o fim do movimento grevista dos professores da rede estadual.

O governo do Estado está apresentando o detalhamento da proposta feita aos professores. Além disso, também são explicados os detalhes do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação (Fundeb), sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal e informações técnicas sobre o orçamento estadual.

A intermediação do MPE junto aos professores foi solicitada pelo governo na última segunda-feira (10). Os professores se reuniram com representantes do Ministério Público na terça, e nesta quarta é a vez do governo do Estado. Quinta (12) haverá outra reunião entre representantes dos professores, do governo estadual, do MPE e do Tribunal de Justiça.

Cerca de 80% das escolas estaduais permanecem em funcionamento

Em toda a Bahia, apenas 21,52% das escolas públicas estaduais estão paralisadas, o que constitui 303 unidades de ensino, num universo de 1.408. Destas, 64,28% funcionam normalmente, e 14,20% parcialmente. A greve se concentra em Salvador e região metropolitana, e Feira de Santana.

Tribunal de Justiça da Bahia declara ilegal greve da APLB

O Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, por decisão da desembargadora Dayse Lago Coelho, determinou a imediata suspensão da greve deflagrada pela APLB/Sindicato, ordenando-lhe que se abstenha de deliberar nova paralisação, devendo a APLB promover o pronto retorno dos professores e demais servidores da área de educação pública do Estado da Bahia às suas atividades normais, e o restabelecimento do regular atendimento na rede estadual de educação, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.

Ao decidir favoravelmente à ação civil pública da Procuradoria Geral do Estado pela ilegalidade da greve, a desembargadora-relatora diz que “é certo que o movimento grevista não assegurou a manutenção de serviços essenciais e indispensáveis para o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade. Também se apresenta verossímil, senão induvidoso, o grande prejuízo causado pela paralisação do serviço público de educação não apenas à formação cívica e intelectual dos estudantes, mas também ao desenvolvimento físico e à saúde destes, tendo em vista a constatação de que a merenda escolar é, em muitas comunidades deste Estado, o único alimento diário dos infantes”.

Diz, ainda, a magistrada: “Vale destacar que não se olvida que a greve é também considerada direito fundamental, entretanto, a sua manutenção de forma abusiva e ilegal anula outros direitos fundamentais já apontados, de modo que deixa de atender ao objetivo da Constituição Federal e viola os critérios de resolução de conflito entre tais preceitos”.

SECRETARIO DE EDUCAÇÃO ACREDITA NO FIM DA GREVE

 

O secretário estadual de Educação, Osvaldo Barreto, disse acreditar no fim da greve dos professores, iniciada em 11 de abril, nos próximos dias. “Há um claro movimento, hoje, de retorno às aulas”, avaliou. O titular da pasta estima que pelo menos 1.047 escolas, distribuídas em 372 municípios da Bahia, já estão com as atividades normalizadas. “Apresentamos uma proposta que teve origem no próprio sindicato [APLB] que foi conceder uma melhoria da remuneração dos professores via progressão funcional. E esta proposta está na mesa, sendo a mudança de grau, ou seja, o professor de nível 1 passaria para o 2, com um primeiro reajuste de 7% em novembro e teria mais 7% em abril de 2013, o que alcançaria um total de 14%, somados com o reajuste concedido no inicio deste ano chegaria aos 22% exigidos pela categoria”, explicou o secretário.

De acordo com levantamento da pasta, há uma concentração das unidades paralisadas nas cidades de Salvador e Feira de Santana. “Das 364 escolas ainda paralisadas no estado, 252 estão localizadas na capital baiana e em Feira de Santana”, aponta Barreto

OUÇA A ENTREVISTA

http://www.comunicacao.ba.gov.br/radio/2012/07/04/entrevista-secretario-da-educacao-fala-sobre-greve-dos-professores.mp3

Wagner faz novo apelo por fim da greve dos professores

Mais um apelo para o fim da greve dos professores da rede estadual do ensino é feito pelo governador Jaques Wagner no seu programa de rádio desta terça-feira (26). “É hora de retorno, é hora de devolver à sala de aula aos nossos alunos, os maiores interessados, para que não sejam prejudicados por essa disputa salarial”.

Segundo Wagner, o governo já foi ao limite da sua capacidade orçamentária, ao fazer proposta muito boa de reajuste que, somando às duas promoções garantidas para novembro deste ano e abril de 2013, atingirá entre 22% e 26%. “Não é possível que chegando a esses números, que é o que eles pretendiam, os professores continuam se mantendo nessa intransigência com a greve”.

O governador enfatiza que se é um direito reivindicar, é uma obrigação garantir o direito dos alunos de terem aulas. Ele diz que está havendo intransigência de parte das lideranças do sindicato dos professores, postura que não se coaduna com o espírito democrático do seu governo, que sempre se pautou e continuará se pautando pelo diálogo aberto.

“Eu tenho limites e tenho que dizer quais são esses limites. Não adianta ficar enganando”, afirma Wagner, informando que desde o seu primeiro governo já concedeu mais de 70% de reajuste geral aos professores e que continuará melhorando as condições de trabalho e de remuneração da categoria. Segundo ele, o governo não pode “romper com a responsabilidade fiscal que tem com o orçamento do estado”.

 

ROBINSON ALMEIDA DIZ QUE GREVE É EMOCIONAL E PEDE QUE PAIS CONVERSEM COM PROFESSORES

O secretário estadual de Comunicação, Robinson Almeida  (foto), anunciou que a Secretaria da Educação vai detalhar hoje (20) o plano de atividades dos 250 professores convocados para aplicar aulas aos alunos do 3º ano do ensino médio na capital.

A mesma medida será adotada nas principais cidades do interior, inclusive com “aulões” pela TV Educativa, com o professor Jorge Portugal e vídeos on demand no site da SEC. A preocupação do governo estadual é que os alunos voltem às aulas para se preparar para o Exame Nacional de Ensino Médio (ENEM) e para concursos vestibulares.

Almeida pediu que os pais conversassem com os professores estaduais em greve há 70 dias para que retornem às atividades pelo prejuízo causado ao direito ao aprendizado dos alunos.

Na entrevista ao programa Panorama 6-4-0, da Rádio Difusora de Itabuna, o secretário respondeu ao radialista Orlando Cardoso que os líderes da greve adotaram tom emocional e até desequilibrado por rejeitar a proposta de reajuste de 7% em novembro e 7% em abril de 2013.

Segundo ele, os ganhos reais ficam entre 22% e 26%, enquanto seus colegas sergipanos suspenderam a greve de 59 dias com apenas 6,5% de reajuste nos contracheques. (do Pimenta)

Greve dos professores: Robinson Almeida diz que Governo está aberto a negociações

O Secretário de Comunicação do Estado da Bahia, Robinson Almeida (foto), falou nesta manhã no Programa Panorama 640, apresentado por Orlando Cardoso e Silmara Souza, da Rádio Difusora, sobre a problemática da greve dos Professores da Rede Estadual que já dura 70 dias.  O secretário reafirmou o discurso do governador, que alega não ter dinheiro nos cofres públicos para arcar com um aumento de 22%, imediatamente.

De acordo com Robinson, o governo oferece como proposta de negociação o pagamento em duas parcelas, uma seria paga em novembro deste ano, e representaria 7% do aumento, sendo a outra parcela de 8% paga em abril do ano que vem. No entanto, o representante do governou afirma que desde a última tentativa de negociação, ocorrida no dia 10 de abril, um dia antes de deflagrada a greve, a APLB não abre a guarda para novas negociações.

Robinson Almeida ainda citou as outras categorias que recentemente entraram em greve, como os Rodoviários e os Professores da Rede Particular de Ensino. O secretário salienta que estas categorias aceitaram a negociação  saindo com 7,5% e 7% de aumento, respectivamente.

O Secretário lembrou ainda que nos últimos 5 anos os Professores da Rede Estadual Baiana tiveram um ganho real de 30%, e que o salário médio de um professor no estado é de R$ 3.460,00. Robinson reconhece que as condições salariais ainda não são ideais, mas que são bastante razoáveis, visto que apenas 9 estados brasileiros pagam o piso nacional para os professores, e que a Bahia está inclusa neste grupo desde 2009.

A greve dos professores já foi considerada ilegal pela justiça, que acatou recurso do governo e liberou o pagamento apenas para os professores que estiverem trabalhando.

Os sindicatos estão tendo que pagar uma multa de R$ 70 mil por dia à justiça pelo descumprimento da determinação judicial que obriga os professores a voltar para as salas de aula.

O secretário de comunicação informou ainda que existem planejamentos para a recuperação do tempo perdido de ensino, principalmente no que diz respeito aos alunos que prestarão ENEM e vestibular.

SEC lamenta a decisão dos professores de manter estudantes sem aula

 

A Secretaria de Educação do Estado da Bahia (SEC) lamenta a decisão da assembléia dos professores, nesta terça-feira (12/06), que manteve a greve e, com essa decisão, deixa os estudantes da rede pública sem aulas há 63 dias, ameaçando o ano letivo. “Esta decisão aumenta ainda mais o prejuízo dos estudantes, principalmente os dos 3º ano do ensino médio, que farão este ano a prova do Enem e de vestibulares”, ressalta o secretário da Educação Osvaldo Barreto.

Pela proposta, consolidada a partir de proposição original apresentada pelos representantes sindicais ainda em março, o governo concede aos professores licenciados promoção, por meio de curso, com ganho real de 7%, em novembro deste ano, e mais 7% em abril de 2013. Somando aos reajustes já concedidos este ano (6,5%), a proposta resulta em ganho total de 22 a 26%. O diferencial dessa proposta é associar o ganho com a formação para os professores licenciados, o que contribui diretamente para a melhoria da qualidade do ensino e da aprendizagem.

A proposta é baseada na capacidade financeira do Estado, respeitando a Lei de Responsabilidade Fiscal, que não conta com recursos em seu orçamento para contemplar todo o percentual da promoção reivindicada pelos professores para este ano. Paralelamente, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) impetrou recurso para derrubar a liminar que autoriza o pagamento dos salários dos professores grevistas. O secretário Osvaldo Barreto conclama os professores da rede estadual, que ainda estão paralisados, a considerarem a proposta apresentada e retomarem as atividades em sala de aula.

Governador diz que manutenção da greve dos professores é inexplicável

O governador Jaques Wagner afirmou, nesta terça-feira (5), em entrevista na governadoria (CAB), que a decisão de manter a greve dos professores da rede pública estadual é “inexplicável” e que foi recebida com “tristeza, decepção e indignação”. Ele revelou que a proposta de ganhos escalonados de 3% e 4% saiu de integrantes da APLB/Sindicato e foi incorporada pelo governo e ressaltou que em nenhum momento se falou de que será necessária uma prova, mas sim cursos de qualificação. “Ninguém terá que fazer prova, só terá que estar presente nos cursos”, esclareceu.
O fato de uma nova assembleia ter sido marcada para terça-feira da próxima semana (12), um hiato de sete dias, sugere, para o governador, descaso com a situação dos alunos. “Não consigo entender o que passa na cabeça desses educadores e de suas lideranças. Fui sindicalista, da iniciativa privada, e (quando em greve) as nossas assembleias eram permanentes, às vezes duas ou três vezes ao dia. Eles, sindicalistas do serviço público, estão prejudicando os alunos mais carentes da sociedade”, falou o governador, acrescentando que não há direito a salário que seja maior que o direito dos alunos à educação.
Sobre as afirmações, dos sindicalistas, de que o governo estaria sendo intransigente, Jaques Wagner lembrou que a cada vez que o governo se movimenta (apresenta uma proposta) “eles não saem do lugar”. “Quero, cada vez mais, valorizar os educadores, mas tenho limites”, observou.

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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