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De bandeja…

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O pré-sal é dos gringos. Afinal, o Golpe era pra isso…

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Em uma sessão longa e tumultuada, em que deputados da oposição vestiram jalecos de petroleiros para defender o pré-sal, e foram chamados de “ladrões” por parlamentares governistas, foi aprovado o projeto de lei que retira da Petrobras a obrigatoriedade de participar da exploração do pré-sal e abre o negócio a empresas estrangeiras.

“Hoje é um dia histórico, dia em que Congresso traiu povo brasileiro e entregou Pré-Sal, nosso passaporte p/ futuro, p/ os estrangeiros. Todos os países que optaram por entregar petróleo aos estrangeiros amargam pobreza, desigualdade e subdesenvolvimento. Uma lástima!”, lamentou a deputada Erika Kokay (PT-DF).

“Com 292 votos favoráveis, golpistas acabam de entregar o pré-sal ao capital estrangeiro. Um retrocesso para a Petrobras. Uma lástima para o Brasil”, comentou a deputada Maria do Rosário (PT-RS). Para Ivan Valente (PSOL-SP), o projeto é uma “dilapidação do patrimônio público”. (Brasil 247)

Nós erramos

 

Frei Betto

    frei-betto  Continuo a fazer coro com o “Fora Temer” e a denunciar, aqui na Europa, onde me encontro a trabalho, a usurpação do vice de Dilma como golpe parlamentar. Porém, as forças políticas progressistas, que deram vitória ao PT em quatro eleições presidenciais, devem fazer autocrítica.

Não resta dúvida, exceto para o segmento míope da oposição, que os 13 anos do governo do PT foram os melhores de nossa história republicana. Não para o FMI, que mereceu cartão vermelho; não para os grandes corruptores, atingidos pela autonomia do Ministério Público e da Polícia Federal; nem para os interesses dos EUA, afetados por uma política externa independente; nem para os que defendem o financiamento de campanhas eleitorais por empresas e bancos; nem para os invasores de terras indígenas e quilombolas.

Os últimos 13 anos foram melhores para 45 milhões de brasileiros que, beneficiados pelos programas sociais, saíram da miséria; para quem recebe salário mínimo, anualmente corrigido acima da inflação; para os que tiveram acesso à universidade, graças ao sistema de cotas, ao ProUni e ao Fies; para o mercado interno, fortalecido pelo combate à inflação; para milhões de famílias beneficiadas pelo programas Luz para Todos e Minha Casa, Minha Vida; e para todos os pacientes atendidos pelo programa Mais Médicos.

pt  No entanto, nós erramos. O golpe foi possível também devido aos nossos erros. Em 13 anos, não promovemos a alfabetização política da população. Não tratamos de organizar as bases populares. Não valorizamos os meios de comunicação que apoiavam o governo nem tomamos iniciativas eficazes para democratizar a mídia. Não adotamos uma política econômica voltada para o mercado interno.

Nos momentos de dificuldades, convocamos os incendiários para apagar o fogo, ou seja, economistas neoliberais que pensam pela cabeça dos rentistas. Não realizamos nenhuma reforma estrutural, como a agrária, a tributária e a previdenciária. Hoje, somos vítimas da omissão quanto à reforma política.

Em que baú envergonhado guardamos os autores que ensinam a analisar a realidade pela óptica libertadora dos oprimidos? Onde estão os núcleos de base, as comunidades populares, o senso crítico na arte e na fé?

Por que abandonamos as periferias; tratamos os movimentos sociais como menos importantes; e fechamos as escolas e os centros de formação de militantes?

Fomos contaminados pela direita. Aceitamos a adulação de seus empresários; usufruímos de suas mordomias; fizemos do poder um trampolim para a ascensão social.

Trocamos um projeto de Brasil por um projeto de poder. Ganhar eleições se tornou mais importante que promover mudanças através da mobilização dos movimentos sociais. Iludidos, acatamos uma concepção burguesa de Estado, como se ele não pudesse ser uma ferramenta em mãos das forças populares, e merecesse sempre ser aparelhado pela elite.

Agora chegou a fatura dos erros cometidos. Nas ruas do país, a reação ao golpe não teve força para evitá-lo.

Deixemos, porém, o pessimismo para dias melhores. É hora de fazer autocrítica na prática e organizar a esperança.

(*) Frei Betto é escritor, autor do romance “Minas do ouro” (Rocco), entre outros livros.

Dilma na TVE Bahia: “fui vítima de um Golpe!”

Na primeira entrevista para a televisão após o impeachment, a ex-presidente Dilma Rousseff, falou à TVE da Bahia. Ela conversou com o jornalista Bob Fernandes sobre os últimos acontecimentos desenrolados no governo Temer, como a recente prisão – e soltura – do ex-Ministro da Fazenda, Guido Mantega, focando especialmente a “seletividade” que são tratadas as questões políticas no Brasil. Dilma afirmou ser a favor da investigação igual para todos, “doa a quem doer”.

Traição, democracia, impeachment, golpe e ditadura são alguns dos assuntos abordados na entrevista, na qual Dilma afirma que sofreu um golpe, aberto e confesso. Outro momento importante da entrevista é quando a ex-presidente fala sobre ódio e vingança. Dilma ainda conversa sobre família, presos políticos, o ex-presidente Lula, as mulheres, preconceito e machismo.

Veja os três blocos na entrevista:

Golpe custou 1,5 milhão de empregos

golpistasA política do “quanto pior, melhor”, colocada em marcha pela aliança entre o senador Aécio Neves (PSDB-MG), derrotado nas eleições presidenciais de 2014, e o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), viabilizou o impeachment da presidente Dilma Rousseff, mas custou muito caro para a sociedade brasileira.

Dados divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério do Trabalho revelam que foram perdidos 1,5 milhão de empregos com carteira assinada em 2015, primeiro ano do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, que enfrentou um Congresso paralisado pelo agenda do impeachment e das pautas-bomba.

O resultado foi o pior desde 1985. Com isso, o Brasil terminou 2015 com um total de 48,061 milhões de empregos com carteira assinada – abaixo de 2014 e de 2013. O rendimento real (ajustado pela inflação) do trabalhador brasileiro, em média, caiu de R$ 2.725,28, em 2014, para R$ 2.655,60, em 2015. Isso representa uma queda de 2,56% no rendimento.

No início de 2015, um dos líderes do PSDB, o ex-governador Alberto Goldman, indicou o caminho para o “quanto pior, melhor”, ao dizer que o impeachment só viria se houvesse deterioração econômica. “Sobra o caminho legal do impedimento, que só acontecerá se o agravamento das condições econômicas e políticas persistirem a ponto de mobilizar o povo e os partidos para uma solução que, de qualquer forma, ainda que legal e democrática, não deixa de ser traumática”, disse ele (Brasil247)

Tchau, querido…

adeus

190, infalível

Charge de Latuf

Charge de Latuf

Dilma ao Le Monde: “sou vítima de uma guerra política, suja e hipócrita”

dilma le mondeEm entrevista à jornalista Claire Gatineau, enviada especial do jornal francês Le Monde ao Palácio da Alvorada, em Brasília, após o processo de impeachment, a presidente eleita e afastada Dilma Rousseff denuncia o que chama de “uma guerra política, suja e hipócrita” o que acontece no Brasil.

O jornal francês refere-se a Dilma como “ex-guerrilheira” e às acusações contra ela de “manipulações contábeis usadas oficialmente para causar a sua queda”. “Este processo de impeachment é uma fraude. Uma ruptura democrática, que cria um clima de insegurança nas instituições políticas que afetam toda a América Latina”, denuncia.

Para Dilma, “não há outra motivação” por trás de seu afastamento: “Interromper a Operação Lava Jato para parar todas as investigações relacionadas com a corrupção, a lavagem de dinheiro, a existência de caixa dois [para o financiamento dos partidos e das campanhas eleitorais]”.

“Eu entendo que os eleitores estavam desapontados com todos os partidos políticos”, disse a presidente afastada. Para ela, sem leis adoptadas desde a ascensão do PT ao poder, em 2003, que permitiu a independência dos órgãos de investigação, “a polícia nunca conseguiu passar por cima do sistema [de corrupção] na Petrobras”.

“Nada disso justifica que os golpistas destituam um governo para impedir a hemorragia política ligada às investigações”, afirma Dilma. “O outro interesse é de implantar uma agenda neoliberal, que não fazia parte do nosso programa. Esse processo de impeachment é uma fraude, uma ruptura democrática que cria um clima de insegurança no seio das instituições políticas e afeta toda a América Latina”, acrescenta.

“Os protagonistas do impeachment são a oligarquia brasileira”, ressalta. “O grupo dos mais ricos, os meios de comunicação, propriedade de 100 famílias, e dois partidos, o PSDB e o PMDB e, em particular, Eduardo Cunha”, cita. Na entrevista, a presidente afastada, que manteve os direitos políticos com o fatiamento da votação do impeachment no Senado, não descarta candidatura nas eleições de 2018. “Estou pensando”. (Brasil 247)

Temer diz que 40 pessoas foram a ato contra ele na Paulista e PM de SP diz que foram 35

 (do Blog Sensacionalista)- O presidente Michel Temer reforçou ontem  a entrevista que deu na última sexta-feira dizendo que os protestos contra ele são de “pequenos grupos, grupos mínimos, movimentos populares sem muito peso” e que seriam “40, 50, cem pessoas” e que seriam um grupo inexpressivo.

protestiTemer disse isso após assistir à cobertura do ato pedindo eleições diretas de grandes grupos de comunicação. “Vi umas três pessoas debaixo de uma árvore em Copacabana de manhã e agora vi mais umas 40 na grande avenida Paulista, onde o verdadeiro brasileiro trabalha nas instituições financeiras americanas que representam o cerne da nossa população e cultura.”

A conta de Temer, no entanto, foi prontamente rebatida pela Polícia Militar de São Paulo. De acordo com o coronel Melquisedeque Metralhadora, a PM usou helicópteros e um software de última geração da multinacional Alstom para chegar ao número de 35 manifestantes.

“Isso, se somarmos os vendedores de churrasquinho, água mineral e cerveja em lata. Há também o risco de o número estar exagerado porque nossa inteligência pode ter contado cinco torcedores do Internacional, vestidos com a camisa do time, como arruaceiros de vermelho.”

Temer chuta o Brasil pra escanteio

g20

Fernando Brito, no Tijolaço

Lembram daquela história de que uma imagem vale mais do que mil palavras?

Pois é, não é preciso usar mil, nem cem, nem dez para ver o que o golpe fez com o prestígio internacional do Brasil.

Basta olhar as fotos dos chefes de Estado na reunião do G-20 ano passado, na Turquia, e na deste, na China.

Mas talvez as palavras sejam úteis se nos lembrarmos dos versos de Camões.

esteve perto  de destruir-se o Reino totalmente; que um fraco Rei f az fraca a forte gente.”

 

Lula denuncia ao mundo o Golpe no Brasil

 dilma e lula

O ex-presidente Lula enviou uma carta a governantes do mundo todo essa semana para denunciar o golpe no Brasil. A carta foi endereçada a governantes de cada um dos países com os quais o Brasil mantém relações.

Lula denuncia, na carta, a campanha “para excluir do processo político, por meios arbitrários”, o PT e ele próprio do poder. “As forças conservadoras querem obter por meios escusos aquilo que não conseguiram democraticamente: impedir a continuidade e o avanço do projeto de desenvolvimento e inclusão social liderado pelo PT”, diz o texto. A carta também foi encaminhada a ex-governantes com os quais ele dialogou durante seu período na presidência.

“Em oito anos no governo, Lula teve 168 encontros com chefes de estado e de governo em dezenas de países, recebeu governantes estrangeiros em 232 ocasiões, além de ter participado de 84 reuniões de cúpula multilaterais. Entre 2011 e 2015, Lula participou de 132 encontros com governantes e ex-governantes, mantendo sua intensa agenda de diálogo internacional”, diz texto publicado no site de Lula.

Leia abaixo a íntegra da carta:

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Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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