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Objetivo agora é o impeachment e o fim do PT

Por Ricardo Kotscho, no Balaio do Kotscho 

ricApós uma brevíssima trégua, as oposições voltaram com tudo esta semana, unindo partidos e “movimentos de rua” em defesa do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Só derrubar o governo, no entanto, já não basta. O objetivo agora é simplesmente defender a extinção do PT, como anunciou o líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio, durante o depoimento na CPI da Petrobras feito semana passada pelo tesoureiro do partido, João Vaccari, que foi preso pela Polícia Federal, na manhã desta quarta-feira.

Logo após a prisão, o líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado, divulgou nota em que pede abertamente, sem meias palavras, o impeachment da presidente e o fim do partido que governa o país há mais de 12 anos:

“Diante desse cenário, tudo caminha para que o PT perca o registro de partido político. E, comprovado que a presidente Dilma fosse beneficiada por esse esquema em suas campanhas, será mais do que suficiente para ela perder o mandato por corrupção”.

Na mesma linha, o líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno, correu à imprensa para afirmar que as condições estão sendo criadas para o impeachment contra a presidente Dilma: “O povo na rua, a PF, o Ministério Público e o Judiciário agindo. Cada vez o cerco apertando mais. Será inevitável, no final, o processo de impeachment”.

Com medo de perder o bonde, o presidente do PSDB, senador Aécio Neves, já havia saído dos seus confortos, na véspera, ao encontrar motivos “extremamente fortes” para defender o impeachment da presidente Dilma, tese que o partido, aconselhado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, havia deixado em stand by, à espera dos pareceres de seus juristas.

Aécio resolveu aderir ao neotucanato xiita liderado por Carlos Sampaio, que foi advogado da sua campanha presidencial, depois de receber representantes do “Vem para a Rua”, um dos movimentos que levantaram a bandeira do “Fora Dilma” nas manifestações do último domingo.

“Impeachment não é uma palavra proibida. Impeachment não é golpe, é constitucional”, justificou o candidato a presidente do PSDB derrotado nas eleições de outubro.

Os tucanos e suas linhas auxiliares não só não desistiram do terceiro turno como agora partiram para eliminar o adversário no parlamento, na mídia e nos tribunais.

Aceleraram o andamento do golpe, sim, pois é este o nome que se dá à tentativa de revogar os resultados das urnas por outros meios.

Movimentos sociais mostram força no apoio a Dilma. O golpe não passará.

dilma povo

(do Brasil 247) – As manifestações em defesa da democracia, do governo Dilma Rousseff, da Petrobras e a favor dos direitos trabalhistas, puxadas pela CUT, MST e UNE, movimentaram 24 Estados e o Distrito Federal nesta sexta-feira (13). As bandeiras com o nome da presidente eram frequentes e os discursos contra qualquer possibilidade de golpe e de um impeachment dominaram todos os atos. Em São Paulo, onde ocorreu a maior movimentação, mais de 40 mil pessoas foram às ruas, segundo dados do Datafolha. A grande adesão aos atos de hoje surpreendeu até o governo, que temia conflitos com grupos contrários a Dilma, mas todas as manifestações foram pacíficas. Mesmo que a marcha deste domingo (15), capitaneada pela oposição seja bem-sucedido, os atos deste 13 de março revelam que o governo da presidente Dilma tem um forte bloco de apoio e que qualquer iniciativa golpista será rechaçada nas ruas. Em outras palavras, é possível dizer que o golpe morreu.

Em São Paulo, onde ocorreu a maior concentração, com 41 mil pessoas, mesmo sob muita chuva, os ativistas gritam palavras de ordem como “não vai ter impeachment, não” e “fica Dilma”. As pautas dos movimentos foram a defesa dos direitos dos trabalhadores, a defesa da democracia e o repúdio ao impeachment, contra a privatização da Petrobras e a punição dos corruptos juntamente de uma reforma política que acabe com o financiamento empresarial de campanha.

“A CUT e os movimentos estão habituados a construir suas reivindicações nas ruas, e o faremos sempre que a democracia estiver em perigo. Sempre que houver aqueles que não aceitam a vontade da maioria, nós estaremos nas ruas fazendo enfrentamento pelos nossos direitos“, disse Vagner Freitas, presidente da CUT, que disse que este é apenas o primeiro de outros atos.

Segundo ele, o movimento social saiu às ruas para apoiar a presidente Dilma Rousseff e pressionar pelos direitos dos trabalhadores. “Ela precisa de aliança com os movimentos sociais, operários, trabalhadores”, disse. “Ela tem as dificuldades de um governo muito heterogêneo, um congresso conservador, e que fica impulsionando a presidenta a tomar medidas impopulares, que não condizem com o discurso com que ela se elegeu”, afirmou.

O secretário de Organização do PT, Florisvaldo Souza, disse que os atos convocados pela CUT e o MST em defesa da democracia funcionaram como um marco em relação ao programado para o domingo contra o governo de Dilma Rousseff. Florisvaldo admitiu que a cúpula do PT chegou a sugerir que os organizadores cancelassem as manifestações desta sexta-feira. Mas hoje reconhece que a iniciativa foi importante. “Ficou demarcado que os golpistas estão do lado de lá”, disse ele.

Mesmo diante da força do ato, o senador Álvaro Dias (PSDB), um dos maiores apoiadores do golpe, disse ao Jornal Nacional que as manifestações foram “fracasso de público” e “prova da impopularidade do governo Dilma”.

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Com jornalismo e artistas, a Globo bota o Bloco do Golpe na rua

golpe globo

(do Brasil 247) – Diferente das manifestações desta sexta-feira (13) quando os trabalhadores foram às ruas para defender a Petrobras e governo, a convocação para os protestos marcados para este domingo contra a presidente Dilma Rousseff ganharam o reforço de artistas de televisão.
O movimento Vem Pra Rua, um dos idealizadores do protesto, divulgou pelas redes sociais uma série de vídeos com atores da Rede Globo convocando a população a participar das manifestações.

Um dos articuladores da “convocação” é o coordenador executivo do Grupo Cultural AfroReggae e apresentador do programa Conexões Urbanas do canal Multishow, José Junior, que também atuou na articulação da campanha presidencial do senador Aécio neves (PSDB-MG) no ano passado.

Dentre os “globais” que gravaram depoimentos estão os atores Marcio Garcia, Christine Fernandes, Malvino Salvador, Marcelo Serrado, Alessandra Maestrini e Kadu Moliterno, dentre outros. Outros famosos como o ex-jogador de futebol Ronaldo Fenômeno e a cantora Wanessa da Mata também confirmaram que irão participar das manifestações deste domingo.

“Basta de mentiras, basta de corrupção. Não dá mais para viver em um país sem um hospital público de qualidade, sem uma escola pública decente para os nossos filhos, para os nossos jovens que são o futuro do nosso país. Chega, não dá mais para suportar isso, suportar um monte de político roubando o nosso dinheiro. Chega, basta! Vem pra rua”, diz o ator Caio Castro em um dos depoimentos gravados e veiculados na página do Vem Pra Rua no Facebook.

A grande dúvida em casos assim é se este tipo de comportamento representa o pensamento isolado dos envolvidos ou faz parte de uma instrumentalização orquestrada pelos barões da mídia. No caso da Globo, por exemplo, os ataques sistemáticos contra a presidente Dilma Rousseff e a democracia são vistos em editoriais e no tratamento dado às notícias que deixam a ideia de que o pais está caminhando para o caos e o desgoverno. Resta saber se, agora, a terceirização dos ataques conta com o aval da direção dos veículos de comunicação

Fica então a pergunta: Se a voz do povo é a voz de Deus, quem representa a voz do dono da mídia neste caso?

“Não aceitaremos um golpe”, diz Stedile

jpstedileMarco Weissheimer, Sul 21 – “Esse ato de hoje tem um simbolismo muito importante, pois essa praça é histórica para o povo gaúcho e brasileiro. Nesta praça já se decidiram os rumos deste país. Em 1961, a burguesia brasileira quis dar um golpe e, nesta praça, Brizola iniciou a Campanha da Legalidade e garantiu a posse de Jango. Depois, em 64 eles conseguiram dar o golpe. Não aceitaremos um golpe. Então se preparem, engraxem as chuteiras que o jogo está só começando. A luta de classes está se agudizando no Brasil”. A fala de João Pedro Stédile, em tom de advertência e convocação, encerrou o ato em defesa da Petrobras, da democracia e dos direitos, realizado nesta quinta-feira (12), em Porto Alegre. O dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) falou para um público de mais de 6 mil pessoas, em frente ao Palácio Piratini, na Praça da Matriz, lugar de onde o ex-governador Leonel Brizola liderou a resistência contra as primeiras tentativas de um golpe militar, na década de 1960.

“Se a burguesia quiser dar um golpe de novo, nós vamos ocupar e acampar nesta praça, e preparar uma marcha para enfrentar os golpistas em Brasília”, acrescentou Stédile, que diagnosticou uma radicalização da luta política no país, que exigirá, segundo ele, que os trabalhadores do campo e da cidade se mobilizem em todo o país. “Se preparem, pois essa jornada está só começando. Nós vamos voltar às ruas, pois esse campeonato está só no início”. O líder do MST criticou os setores que perderam as eleições presidenciais em 2014 e que agora estão defendendo o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. “Eles perderam nas urnas e não se deram por vencidos. Controlam o Congresso, o Judiciário e a mídia. Perderam na democracia e agora, insuflados por uma mídia hipócrita e vendida, querem dar um golpe na democracia”.

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Dilma pede união ao PT e alerta contra golpistas

dilma pt

A presidente Dilma Rousseff pediu à militância do PT maturidade para aceitar a mudança na equipe econômica do governo, segundo ela imprescindível para se manter a governabilidade. O apelo foi feito na noite de sexta-feira (28) durante reunião do Diretório Nacional do partido em Fortaleza. Petistas das alas mais à esquerda e movimentos sociais criticaram a escolha do economista Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda alegando que Dilma, eleita por forças progressistas, optou por uma linha conservadora na economia.

“Nós temos que tomar as medidas necessárias, sem rupturas, sem choques, de maneira gradual e eficiente como vem sendo feito. Temos que estar unidos. Eu preciso do protagonismo de todos vocês e neste protagonismo destaco o PT. O PT tem maturidade e hoje, depois de todo esse período sabe que precisamos ter legitimidade e governabilidade”, disse a presidente.

 

Segundo Dilma, a missão do PT é compreender que a conjuntura, a situação do País e as condições da economia do país mudam. “Nós nos adaptamos às novas demandas e damos respostas a cada uma delas. Acho que esta é a grande missão do PT”, disse, ao demonstrar que, embora dentro da meta, a inflação em 6,5% tem incomodado. Dilma desafiou o partido a renovar suas perspectivas diante das demandas econômicas.

 

A presidente garantiu, porém, que a condução ortodoxa da economia não vai afetar a essência do programa do partido: “Uma coisa deve ficar clara e ninguém deve se enganar sobre isso. Fui eleita por forças progressistas, não para qualquer processo equivocado, mas para continuar mudando o Brasil”, garantiu.

 

Golpismo na oposição

A presidente fez, ainda, um alerta sobre movimentos que considera “golpistas” na oposição. “Esses golpistas que hoje têm essa característica, eles não nos perdoam por estar tanto tempo fora do poder. Temos que tratar isso com tranquilidade e serenidade, não podemos cair em nenhuma provocação e não faremos radicalismo gratuito, pois temos a responsabilidade de governar.”

FHC, outra vez, prega o golpe contra Dilma

FHC

(do Brasil 247) – O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso voltou a flertar com o golpismo ao falar em “sentimento de quase ilegitimidade”, que, segundo ele, ronda a reeleição da presidente Dilma Rousseff.

“Vê-se neste momento a dificuldade que tem a presidente da República, recém eleita, quando devia ter toda força possível, mas tenho a impressão de que há um sentimento de ilegitimidade. Ganhou, é legal. Mas sem uma parte mais dinâmica do país e por outro lado com um sistema de apoios que não se expressa realmente no Congresso atual nem no futuro porque a forma de eleição não foi baseada propriamente num fator político ideológico”, afirmou FHC, durante uma palestra na Academia Brasileira de Letras.

 

Ele também apontou problemas de governabilidade e criticou o espírito da coalizão em torno de Dilma. “Neste momento o executivo não encontra o apoio necessário do Congresso porque as alianças foram feitas a partir de outros objetivos, outros critérios, então fica difícil avançar”, afirmou.

 

Em outra sinalização perigosa, FHC afirmou que o sistema político pode vir a ser afetado por decisões judiciais. “Estamos assistindo neste momento processos complicados de corrupção, a justiça atuando, e isso afeta os partidos e os governos. Não é de estranhar-se que no Brasil a solução para esse imbróglio político não venha a partir do sistema político mas sim de decisões judiciais. Dada a situação política e o constrangimento que há para mudar essa situação, de repente pode ser que haja uma judicialização de decisões que venha afetar o próprio sistema político”, afirmou.

60 anos depois, cerco a Dilma lembra Getúlio

Ricardo Kotsho

 

kotSe a presidente Dilma Rousseff já terminou de ler o último volume da trilogia de Lira Neto sobre Getúlio Vargas, editado pela Companhia das Letras, deve ter bons motivos para ficar preocupada nesta entressafra entre o seu primeiro e o segundo governo.

Talvez isso explique a indecisão dela para anunciar os integrantes da nova equipe econômica, como demonstrou a dança de nomes cogitados para o Ministério da Fazenda nesta semana que chega ao fim, mantendo o suspense no ar.

Era este o livro que a presidente carregava na mão ao descer do helicóptero no Alvorada, quando retornou a Brasília, depois de alguns dias de folga numa praia da Bahia, logo após sua vitória apertada na eleição de 26 outubro.

É neste terceiro volume que o brilhante jornalista cearense Lira Neto mostra o cerco formado por forças civis, militares e midiáticas contra Getúlio Vargas, que começou antes da sua posse, e botou fogo no país, na segunda metade do seu governo constitucional (1951-1954), levando-o a se matar com um tiro no peito.

Dilma não é Getúlio, eu sei, o Brasil e o mundo não são os mesmos de 60 anos atrás, mas há muitas circunstâncias e personagens bem semelhantes nestes distintos períodos da vida nacional.

Não por acaso, o nome de Carlos Lacerda, o comandante em chefe da guerra contra Getúlio, nunca foi tão lembrado numa campanha eleitoral como nesta última.

Pintado pelos adversários como “O Corvo”, com muita propriedade, Lacerda ressuscitou nos discursos e nas manifestações contra a reeleição de Dilma Rousseff, durante e após a campanha de 2014, que mobilizou os setores mais conservadores do empresariado e da imprensa, a serviço de múltiplos interesses estrangeiros, exatamente como aconteceu na tragédia de 1954.

Não por acaso, também, um dos principais focos da campanha contra o então presidente da República era a Petrobras, por ele criada sob controle estatal, após longa batalha no Congresso Nacional.

O papel que era da UDN (União Democrática Nacional) de Carlos Lacerda foi agora alegremente assumido pela aliança da oposição liderada por PSDB-DEM-PPS, que trouxe de volta, com Aécio Neves, até o mote do “mar de lama”, para atacar a presidente, o PT e a Petrobras, a bordo do discurso sobre o “maior escândalo de corrupção da nossa história”.

Extinta pela mesma ditadura militar-cívico-midiática de 1964, que ajudou a implantar, dez anos após a morte de Getúlio, a UDN voltou às ruas de São Paulo no último dia 15 de novembro, pedindo o impeachment de Dilma e a volta dos mesmos golpistas ao poder, empunhando as mesmas bandeiras de sempre, contra a corrupção e a inflação.

Foi neste dia comemorativo da Proclamação da República que, em Roma, no café Ponte e Parione, ao lado da Piazza Navona, terminei de ler o livro de Lira Neto e, embora tendo diante de mim algumas fas imagens mais bonitas do mundo, não conseguia deixar de pensar no que estava acontecendo no nosso Brasil naquele preciso momento. Passado e presente se confundiam na minha cabeça e confesso que fiquei deveras impressionado com tantas coincidências.

A grande diferença é que, agora, os militares estão recolhidos às suas tarefas constitucionais, e não dão o menor sinal de apoio aos Bolsonaros da vida, que reencarnaram Carlos Lacerda na avenida Paulista. Além disso, o país não está paralisado por greves orquestradas para encurralar Getúlio pela esquerda e pela direita. E, pelo menos até onde a minha vista alcança, não há tropas americanas se mobilizando para apoiar qualquer movimento contra a democracia que vigora forte em terras brasileiras.

A história costuma dar muitas voltas para voltar ao mesmo lugar, mas não precisa ter necessariamente os mesmos desfechos. Fiz algumas anotações sobre o que têm em comum estes momentos conturbados, separados por seis décadas:

* Os jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, então alguns dos protagonistas da ofensiva da mídia armada contra Getúlio, continuam os mesmos, nas mãos das mesmas famílias, a desafiar o resultado das urnas e a vontade da maioria _ simplesmente, não aceitam mais um período do PT no Palácio do Planalto, completando, ao final do mandato de Dilma, 16 anos no poder.

* A TV Tupi, primeira e única emissora de televisão brasileira nos tempos de Getúlio, que abriu câmeras e microfones para Carlos Lacerda detonar o presidente e seu governo todas as noites, ao vivo, em horário nobre, teve o mesmo destino da UDN e fechou as portas faz tempo, mas os métodos dos Diários Associados de Assis Chateaubriand sobrevivem em outros veículos do grupo, como o jornal O Estado de Minas mostrou na campanha passada. Com maior ou menor sutileza, outras emissoras de TV, a começar pela toda poderosa Globo, que dominaram o mercado após o golpe de 1964, cumprem mais ou menos o mesmo papel nos governos petistas.

* A revista semanal Veja e seus escribas alucinados reproduzem os melhores momentos da Tribuna da Imprensa, criada e comandada por Lacerda, que foi o porta-voz oficial e amalgamou as forças reunidas para a derrubada de Vargas.

* A flácida base parlamentar montada por Getúlio em tudo lembra a de Dilma, embora ambos tivessem maioria no Congresso Nacional, balançando entre contemplar direita e esquerda em seus ministérios, para se equilibrar no centro, provocando assim sucessivas crises políticas e econômicas.

* O PT de Dilma e Lula, com todas as suas contradições e divisões internas, está cada vez mais parecido com o PTB de Getúlio, com o PMDB agora no lugar do velho PSD das oligarquias regionais.

A lista do que há em comum é grande, e eu poderia passar o resto do dia aqui escrevendo sobre isso. Antes de concluir este texto, porém, é necessário registrar outra grande diferença: ao contrário de Getúlio, que tinha a Última Hora, de Samuel Wainer, a seu lado, Dilma não conta com a boa vontade de nenhum veículo da grande imprensa para mostrar e defender as conquistas do seu governo, que também existem.

Dizem que a história só se repete como farsa, mas é bom Dilma tomar cuidado. Recomendo a leitura desta bela obra do Lira Neto, não para assustar ninguém, mas para vocês entenderem melhor o que está em jogo, agora como em 1954. Foi o que aconteceu comigo.

Que Dilma e nós tenhamos melhor sorte.

golpe

Ponto um: uma coisa é permitir que a Policia Federal apure com rigor todas as denuncias envolvendo corrupção na Petrobrás, com punição rigorosa dos culpados, corruptos e corruptores.

Ponto dois: outra coisa é usar a  Petrobrás para criar um clima que impeça Dilma de governar,  ir além e perpetrar o golpe, pregado abertamente por uma parte da mídia, com a contribuição da PF e sua pirotecnia nas prisões e os vazamentos seletivos.

Ponto final: no pasaran. Golpe, não!

O Globo prega o golpe porque sempre foi golpista

O golpilsmo e o desprezo pelo povo estão no DNA da Globo. O 13o salário, como se sabe, foi uma das grandes conquistas do trabalhador.

O golpilsmo e o desprezo pelo povo estão no DNA da Globo. O 13o salário, como se sabe, foi uma das grandes conquistas do trabalhador.

Trechos do editorial de O Globo de hoje. As Organizações Globo, como se sabem, apoiaram o Golpe Militar de 64, que jogou no país nas trevas da Ditadura Militar.

Agora pregam abertamente um novo golpe contra a democracia.

Mas dessa vez, ´no pasaran`!

 

AO VENCEDOR, OS PROBLEMAS

(…)

Temos, portanto, crises econômicas, políticas e institucionais já programadas, e pouca capacidade negociadora da presidente para enfrentá-las, pelo que apresentou até agora, e mesmo na hora de seu discurso de vencedora. Sua impaciência com os militantes poderia ser até folclórica, se não tivesse permitido os gritos de guerra contra a imprensa profissional independente, na figura da Rede Globo, com um sorrisinho no canto da boca, enquanto o presidente do partido, Rui Falcão, fazia o sinal de positivo.

 


A MENSAGEM DAS URNAS

 

(…)

O desenho esboçado no primeiro turno, com a divisão do país em dois grandes blocos, recebeu traços mais fortes: grosso modo, o Norte-Nordeste perfilado ao PT, o Sudeste-Sul-Centro/Oeste com a oposição. Fica evidente que o país que produz e paga impostos — pesados, ressalte-se — deseja o PT longe do Planalto, enquanto aquele Brasil cuja população se beneficia dos lautos programas sociais — não só o Bolsa Família —, financiados pelos impostos, não quer mudanças em Brasília, por óbvias razões.

A ´Operaroubadora´ OI e mais um de seus golpes

oi

“A renovação do pacote de 100 MB de internet (R$ 9,90) validos até 18/06/14) foi realizada com sucesso.  A próxima renovação será em 30 dias. Para cancelar ligue *880.

 Seus créditos estão no fim. Recarregue agora e continue falando.

 Simples assim”.

A mensagem acima foi envida pela ´operaroubadora´ OI.

Ponto 1- O usuário não solicitou o serviço e mesmo assim solicitou o cancelamento. Obviamente que a ´operaroubadora´ OI não devolveu os créditos.

Ponto 2- Mesmo com o pedido de cancelamento, a ´operaroubadora OI´ fez a renovação e tungou mais R$ 9,90 do usuário.

Ponto 3- E ainda tem a cara de pau de solicitar que o usuário recarregue o celular, muito provavelmente para ser vítima de novo golpe.

Ponto final- No submundo do crime, onde a OI atua com notável distinção, o nome disso é ROUBO!

 

Simples assim!

Maduro: “golpe dos EUA contra a Venezuela é golpe contra toda a América Latina”

unidos 2

O presidente da Venezuela,  Nicolás Maduro afirmou hoje (06) que a campanha mundial orquestrada contra a Venezuela pelos Estados Unidos não poderá deter o processo de integração, emancipação e independência que vive a América Latina.

Maduro disse que a sincronia da campanha contra o país não tem comparação com outras que atingiram o país, nem mesmo durante os primeiros anos da revolução socialista comandada por Hugo Chavez.

”Os venezuelanos estão em meio a uma batalha para derrotar um golpe de estado orquestrado pelos Estados Unidos, executado por grupos violentos, cujo objetivo é destruir o processo de independência em toda a região”, disse Maduro.

Para Maduro, “as nações sul-americanas, aliadas da Venezuela, estão unidas e nada poderá deter o destino determinado por povos livres e democráticos”, citando o Brasil, a Argentina, o Uruguai, a Bolivia e o Equador, “onde os avanços sociais estarão ameaçados caso o golpe contra a Venezuela se consume, o que não permitiremos”. (com informações da Telesur. Tradução: Blog do Thame)

ONGs de proteção a crianças e adolescentes davam golpe não pagar shows, jogos e transportes publicos

ongs falsasA Polícia Civil cumpriu, na manhã desta quarta-feira (26), oito mandados de busca e apreensão nas sedes de quatro ONGs de proteção aos direitos da criança e adolescente e direitos humanos, que vinham atuando irregularmente como forças-policiais, em festas populares, e confeccionando fardamentos e carteiras que dariam acesso gratuito à ônibus, eventos, estádios e cinemas, prejudicando a arrecadação financeira de empresas privadas.

Os mandados de busca e apreensão expedidos pelas 1ª e 2ª Varas Criminais de Salvador foram cumpridos, no início da manhã de hoje (26), por investigadores da Coordenação de Operações Especiais (COE), nas sedes das ONGsInterbusca Desaparecidos, na Avenida Sete, Interbusca Bahia, no Matatu, Gapinj – Grupo de Agente de Proteção a Infância e Juventude, na Liberdade, Ropinju-DH – Rede de Oficiais de Proteção da Infância, Juventude e Direitos Humanos, instalada na Mouraria, e nas casas de seus respectivos presidentes.

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Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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