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Meninos do Flamengo, Meninos do Brasil

meninos do Brasil

Daniel Thame

 

Os meninos sonham na imensa noite do Rio de Janeiro, dos cabrais e marieles, das delícias e das milícias.

O sonho é sonhado junto.

Maracanã lotado, tingido de rubro e de negro.

O goleirinho sonha com a defesa impossível que consagra. Júlio César?

O zagueiro sonha com o bote perfeito que desarma o adversário. Rondinelli?

O meio campo sonha com o passe perfeito, o toque genial.  Zico?

O atacante sonha com o gol que beija a rede e explode o grito: “é campeão!”. Nunes?

Eles sonham…

Driblar a pobreza, ajudar a família e, porque não?, desfrutar de carrões, mansões, aviões, celulares da moda e comer as mulheres mais gostosas do mundo…

E ai, feito um Ghiggia num Maracanã que em segundos fez da festa um velório, vem um maldito fogo e destrói vidas e sonhos, como que  a mostrar que nesse país de merda em que nos transformamos, aos meninos (do Flamengo, do Brasil) nem é dado o direito de sonhar.

Isaquias Queiroz assina contrato com o Flamengo

iza flaO maior medalhista do Brasil numa edição de Olimpíada, com três conquistas, o canoísta Isaquias Queiroz assinou contratado com o Flamengo até os Jogos de Tóquio, em 2020. Nascido em Ubaitaba, no sul da Bahia, o atleta será a principal referência do Projeto Flamengo Náutico e poderá ter o contrato estendido até 2024. Além de destaque nos Jogos no Brasil, em 2016, o canoísta é dono de 10 medalhas em mundiais.

Isaquias Queiroz seguirá treinando e morando com a Seleção Brasileira de Canoagem, em Lagoa Santa, em Minas Gerais, e se deslocará para o Rio de Janeiro para treinamentos especiais.  O gerente de Remo e Canoagem do Flamengo, Marcello Varriale, explica que o clube está alinhado com o Comitê Olímpico do Brasil, já que o interesse é o mesmo, “dar suporte para que Isaquias conquiste medalhas olímpicas”.

Garantir vaga para os Jogos de Tóquio-2020, no Mundial da Hungria, em agosto, é uma das principais metas do atleta, que neste ano disputará o Pan-Americano e a Copa do Mundo de Canoagem. “Quero turbinar ainda mais minha carreira e ter meu nome entre os ídolos de um dos clubes mais importantes do país”, disse o canoísta baiano. (do Pimenta)

Fifa suspende Paolo Guerrero por um ano

guerrero

O Comitê Interdisciplinar da Federação Internacional de Futebol (FIFA) suspendeu, pelo prazo de um ano, o jogador do Flamengo Paolo Guerrero, após exames terem identificado a presença da substância benzoylecgonine – um metabólico da cocaína que está entre os estimulantes de uso proibido pela entidade.

A suspensão do peruano será contada a partir do dia 3 de novembro, data em que o jogador recebeu suspensão provisória, depois que um teste de doping deu positivo. O exame foi feito logo após uma partida que disputou pela seleção do Peru, nas eliminatórias da Copa de 2018, em Buenos Aires, na Argentina.

Em nota, a Fifa informa que a suspensão inclui “jogos nacionais, internacionais, amistosos e oficiais”. Com isso, o jogador está fora da Copa da Russia. (da Agencia Brasil)

O futebol entre o mágico e o trágico

Última rodada do Brasileirão 2017 tem drama que separa magia e tragédia por meros segundos. E uma inesperada epopéia catarinense…

Gabo/Berrio/Macondo/Maracanã

 

Daniel Thame

 daniel charge cuba zapNa antológica abertura de Cem Anos de Solidão,  de Gabriel Garcia Marquez, Aureliano Buendia, diante do pelotão de fuzilamento,  lembra  o fascinante e distante dia em que o pai lhe apresentou o gelo, maravilha da humanidade naquele rincão perdido nos confins da Colômbia.

A narrativa é antológica, sinalizando o que o mundo conheceria e admiraria como o realismo fantástico de Gabo.

Na já antológica noite de 23 de agosto de 2017, um colombiano menos famoso chamado Orlando Berrio nos reapresentou a algo que estava perdido nos desvãos da memória de um futebol que era jogo, mas também era poesia: a magia do improviso, do drible desconcertante que destrói um esquema mecânico, monótono e previsível.

Flamengo e Botafogo faziam um daqueles jogos modorrentos, típicos do futebol atual, onde o importante é se defender e se der ou quando der, atacar. Meio de campo congestionado, goleiros sem serem incomodados e o indefectível cheiro de 0x0.

E eis que no ex-Templo do Futebol, hoje mais um exemplo do tributo ao deus corrupção,  o Maracanã foi apresentado ao gelo.

Como se Garrincha, numa dessas molecagens do destino, resolvesse reencarnar por um átimo de segundo no estádio onde foi rei e menino travesso, e trazer um pouco de luz naquela escuridão de futebol.

E, noutra trapaça do destino,  reencarnar no time errado, botafoguense que foi, e ainda por cima num colombiano com pinta de milongueiro e estampa de dançarino de tango. Ou de cumbia. Ou seria de samba? Orlando Berrio.

Berrio estava pronto para ser substituído e recebeu uma bola na lateral. Lance comum.

Ninguém no Maracanã esperava nada da jogada  e o próprio Berrio poderia ter se livrado na bola e saído de um jogo do qual ninguém se lembraria daqui a uma semana.

berrioMas Berrio (Garrincha?) produziu o lance a ser lembrado daqui a Cem Anos (de Solidao). Um drible tão desconcertante quando indescritível, que resultou no passe perfeito para o gol de vitória.

Filho eis o Gelo!

Maravilhem-se todos pois esse é um daqueles raros momentos que vão para a eternidade.

O divino, o imponderável, o fantástico, o genial, a irreverência  gerados num pedacinho de gramado transformando em latifúndio.

Meninos eu vi, dirão daqui pra frente os que estiveram no Maracanã. E os que não estiveram, testemunhas multiplicadas aos milhões. Macondo é o universo.

Aproveitemos o gelo.

Congela, eterniza a imagem.

O resto, o gol, a vitória,  a classificação do flamengo para a decisão da Copa do Brasil contra o Cruzeiro, são meros detalhes.

Eterno é Berrio,  numa obra de arte que Gabo assinaria.

Maracanã, Macondo.

Na magia de um drible esse mundo de merda ainda pode ser uma alegre Bola de Futebol.

(charge de Aroeira)

(charge de Aroeira)

O menino de 45 milhões de euros

Daniel Thame

 daniel thame FlicaO Real Madrid investiu  45 milhões de euros (R$ 164 milhões) na contratação do atacante  Vinícius Junior, do Flamengo.

Alguém que chegasse de Marte e batesse os de marciano nas folhas esportivas imaginaria que pela montanha de dinheiro investida, trata-se de um craque consagrado no Brasil, com uma carreira consolidada, repleto de títulos importantes, seguindo o caminho natural do brilho, fama e fortuna na Europa.

Estaria redondamente enganado o tal marciano.

Vinicius Junior tem apenas 16 anos. Isso mesmo, um menino de 16 anos contratado por um dos gigantes do futebol mundial por uma quantia estratosférica para alguém dessa idade, numa disputa ferrenha com outro gigante, o Barcelona.

45 milhões de euros por uma promessa! Que pode, mas também não pode, se converter num fora de série, num extra classe.

O currículo de Vinicius Junior: boas performances nas categorias de base, um título da Copa São Paulo e outro do Sul Americano sub 17, onde foi eleito o melhor jogador do torneio. Pimba: 45 milhões de euros.

vjuniorPelo time profissional do Flamengo, alguns minutos em campo e nenhum lampejo de genialidade. Não que se exija isso de um menino de 16 anos em meio aos marmanjos. Mas Pelé, aos 17 anos (um a mais do que Vinicius) já era Campeão do Mundo pela Seleção principal e Maradona, também aos 17 já exibia o talento que logo depois o transformaria em El Diez, o gênio que está só abaixo de Pelé.

Certo, não há como fazer comparações diante de realidades tão distintas. Os tempos são outros e o dinheiro que circula hoje no mundo da bola é algo com o qual os craques de antigamente nem sonhavam.

Mas não há como imaginar o quanto valeria um Pelé ou um Maradona hoje. Messi, por exemplo, está cotado em algo como 350 milhões de euros. Coisa de mais de 1 bilhão de reais.

E não muito recentemente os chineses andaram tirando o brasileiro Oscar (que nem se confirmou o craque que poderia ser) do Chelsea por 220 milhões de reais. Os mesmos chineses que pagaram quase 200 milhões de reais por Huck, que não é craque nem aqui nem na China.

Não adianta explicar, o marciano não vai entender nada. Ou achar que esses terráqueos, definitivamente enlouqueceram.

O que, em se tratando do futebol e otras cositas mas, está coberto de razão.

santos 1É gol- Promessa por promessa, toda a sorte do mundo para o itabunense Sandry Roberto, de 14 anos, revelado pelo Colégio Ciso e AABB de Itabuna, atualmente nas categorias de base do Santos, convocado para a Seleção Brasileira Sub 15, para a disputa do Campeonato Sul Americano.

É pênalti- Onde vai parar essa republiqueta bananeira em que nos transformaram?

O pior é que parece que não vai parar, porque o buraco é sempre mais (e mais, e mais, e mais) embaixo.

Brasileirão ou Brasileirinho?

Daniel Thame

 daniel thame FlicaComeça neste final de semana o Campeonato Brasileiro de 2017, que os exagerados chamam de Brasileirão e os mais exagerados ainda chamam de maior campeonato de clube do mundo.

A menos que os campeonatos da Inglaterra, Espanha, Alemanha e até da Itália sejam disputados em outro mundo e a Champions League em outra galáxia, a megalomania é digna de certos juízes que mourejam na nessa republiqueta bananeira.

O Campeonato Brasileiro (não chega a ser um brasileirinho, façamos a concessão) pode ser um dos mais equilibrados do planeta, mas isso não tem nada a ver com o poderia técnico dos clubes que o disputam.

Ao contrário, o equilíbrio se dá justamente porque temos até bons times como o Palmeiras, o Flamengo, o Santos, o Atlético Mineiro; times equilibrados como Cruzeiro, Corinthians, Fluminense, Grêmio e Atlético Paranaense;  mas não temos nenhum super time, desses que despontam como favoritos.

Nenhum time em que o torcedor saiba a escalação de cor.

Nenhum fora de série, a menos que se entenda Guerrero, Lucas Limas, Robinho, Fred, Diego, Guerra, Cueva como foras de série.

O desempenho dos times  brasileiros na Libertadores, em que a classificação de quase todos para próxima fase virá mais pela mediocridade dos adversários que pela qualidade demonstrada até aqui, é um sinalizados de quantas anda (ou não anda) o futebol brasileiro. O “poderoso”  Palmeiras andou perdendo até para times marca bufa da Bolívia e o Gremio para times igualmente marca bufa do Chile.

Na Sulamericana, o Fluminense suou sangue para passar pelo Liverpool, não o inglês, mas o genérico uruguaio, o Cruzeiro caiu diante de um timeco paraguaio e pior ainda fez o outrora glorioso São Paulo, eliminado em pleno Morumbi pelo Defensa y Justicia (quem?), time molambento que estava fazendo sua primeira partida internacional fora da Argentina.

O fato é que nossos times só conseguem contar com veteranos que já não tem mercado na Europa ou na China, uruguaios, argentinos, paraguaios, chilenos, peruanos e venezuelanos por quem europeus e chineses não se interessam e promessas que não passam disso, promessas.

Esse bolodório todo significa que o Campeonato Brasileiro será um retumbante fiasco?

Não necessariamente.

O tal equilíbrio entre os times, lampejos de craque de alguns jogadores acima citados e a paixão do torcedor pelo seu time (seja ele formado por gênios da bola ou notórios pernas de pau) pode garantir um campeonato que ainda que não seja um primor de técnica, nem por isso será menos emocionantes, numa luta ferrenha pelo título na parte de cima e contra o rebaixamento na parte de baixo da tabela.

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É gol- Real Madri e Juventus farão a final da Champions League.  Justo, justíssimo. Um ataque avassalador contra uma defesa quase intransponível. Cristiano Ronaldo x Buffon. Imperdível.

É pênalti- O juiz vibrou mesmo com o gol do Flamengo na decisão do Carioca? Tempos estranhos, tempos estranhos no mundo da bola. Só da bola?

Inúteis campeões

 

Daniel Thame

 

dt panamáComeçam nessa semana os campeonatos estaduais Brasil afora. Houve um tempo, e já faz muito tempo, em que ganhar um campeonato Carioca, um Paulista, um Mineiro, um Gaucho, um Baiano e até um Piauiense era motivo de orgulho e de festa para os torcedores dos times campeões.

No Rio de Janeiro, comemorava-se a Taça Guanabara, que não passa do 1º turno do Carioca e o  Carioca propriamente dito. Dois campeonatos em um, duas torcidas fazendo festa, quando o mesmo time não faturava os dois turnos.

Lembro-me dos corintianos ensandecidos num Morumbi lotado numa note de quarta-feira, celebrando a conquista do Paulistão de 1997, num dramático 1×0 contra a Ponte Preta, pondo fim a um jejum de 23 anos. O gol de Basilio colocou o mediano jogador na eternidade.

Ou, na década de 90, de um gol de falta magistral de Petckovic aos 44 minutos do segundo tempo, dando ao Flamengo um título que os vascaínos, jogando pelo empate, já festejavam.

Ou então de BA-Vis memoráveis nos anos os 70 e 80, tempos de Douglas, Osni, Beijoca, Mario Sérgio, Sapatão, etc., em que títulos valiam caminhadas de agradecimento ao Senhor do Bonfim e agrados aos orixás, afinal estamos na Bahia de todas as crenças
vaziosEsses tempos, definitivamente fazem parte do passado.

De uma década para cá, os campeonatos estaduais bem definhando ano a ano, perdendo totalmente a importância e atraindo cada vez menos torcedores.

A  maioria dos jogos são disputados em estádios praticamente vazios e apenas os clássicos e as decisões conseguem atrair o torcedor e ainda assim muito mais por conta de rivalidades históricas.

Ganhar um campeonato estadual já não é mais motivo para foguetório. Certo, é bom pra quem ganha e gera uma ou outra crise pra quem perde (no caso dos times grandes) e acaba ai.

Em sendo assim, qual o motivo de se manter os estaduais, em detrimento de um calendário menos extenuante ou mesmo de copas regionais, como a Copa do Nordeste, que acabam estranguladas em meio a jogos intermináveis?

O motivo é que as federações precisam fazer média com os times que, brindados com migalhas, acabam perpetuando dirigentes invariavelmente incompetentes, para dizer o mínimo. Mero jogo de interesses, em que os chamados grandes times aceitam ir para o sacrifício, porque também tem lá seus interesses.

E segue o  jogo (e bota jogo nisso!) até que se conheçam os inúteis campeões.

 

É gol- Com Neymar em tempos de seca, Messi tem permitido que o brasileiro cobre os pênaltis no Barcelona. Gênio e solidário esse hermano argentino.

É pênalti- A CBF erra até quando acerta. O Jogo da Solidariedade entre Brasil x Colômbia, com renda revertida para as vítimas da tragédia da Chapecoense, atraiu menos de 20 mil pessoas. Se fosse disputado numa capital do Sul ou do Nordeste, teria atraído pelo menos o dobro.

 

Gigantes acordados

Daniel Thame

dt-panamaVirada de ano é sempre a mesma história. Os times saem às compras, as especulações correm soltas e enquanto a bola não rola pra valer o torcedor fica imaginando até onde seu time pode chegar em 2017.

Nesse começo de ano, pelo menos duas torcidas podem se dar ao luxo de sonhar alto: a do Palmeiras e a do Flamengo, não por acaso os dois times que ostentam excelente saúde financeira nesses tempos de pindaíba. O Verdão por dispor de um patrocinador em que a dona é torcedora e abre os cofres com prazer. O Fla por contar com uma cota superior a 160 milhões de reais por ano da televisão e uma torcida que, em qualquer estádio do Brasil, literalmente paga pra ver.

O Palmeiras, campeão brasileiro, que já tinha um bom time, se reforçou com Guerra (eleito o melhor jogador da Libertadores, campeão pelo Atlético Nacional), Michel Bastos  e está quase fechado com Felipe Melo, além de promessas como Raphael Veiga, Keno e Hyoran.

O Flamengo, que em 2016 ficou no cheirinho do hexa, conseguiu repatriar o excelente Dario Conca, trouxe o bom ala peruano Trauco,  e conseguiu manter suas principais estrelas como Diego e Paolo Guerrero.

gigantesÉ possível que ainda surjam novos reforços tanto no Palmeiras quanto no Flamengo, que tem uma idéia fixa: ganhar a Libertadores (sonho de consumo de todos os grandes clubes brasileiros) e disputar o Mundial de Clubes. Com os times que estão montando, ambos entram na competição, que se estenderá durante todo o ano, como favoritos.

E os demais times?

Parado ninguém está, mas falta dinheiro pra trazer reforços capazes de chegar, jogar e decidir.

Santos, Botafogo, Grêmio e  Atlético Mineiro, que também disputam a Libertadores, possuem bons times e apelam para reforços medianos, como Leandro Donizete no Peixe, Montillo no Bota e, ainda em negociação, Martone no Galo. Nada que mereça foguetório.

O Vasco tenta renascer das cinzas após sair do pântano da série B e o grande trunfo foi ter segurado Nenê.

O Corinthians, atolado no Itaquerão, caiu no real e se viu sem real e sem poder de fogo. O São Paulo, igualmente no vermelho, joga suas fichas no técnico Rogério Ceni, uma aposta que é mais na lenda do que na realidade. Mesma situação de outro grande em fase de contenção de despesas, o Cruzeiro, que para contratar, vai ter que vender.

Enfim, com os dois gigantes acordados e com fome de títulos, os demais vão ter que suar muito e jogar mais ainda se quiserem conquistar alguma coisa em 2017.

O bom é que no futebol, como na Bíblia, o Davi costuma dar uma sapecada no Golias.

Não é sempre, mas acontece.

É gol: Tevez vai ganhar cerca de 10 milhões de reais (por mês!) no Shanghai Shenhua da China. O mundo do futebol enlouqueceu. Só o do futebol?

É pênalti: Neymar e Bruna Marquezine estão em todas nas badalações de virada de ano. Rei do Brasil, coadjuvante de Messi no Barcelona, o brasileiro precisa de um time pra chamar de seu se quiser ser o melhor do mundo. Só não será no Barça nem no Real Madrid, que também tem dono, um certo Cristiano Ronaldo…

Imbatível no Rio e Norte/Nordeste, Flamengo tem maior torcida do Brasil

flamengo

Uma pesquisa nacional inédita que a Paraná Pesquisas fez com 10.500 brasileiros de 22 estados e mais o Distrito Federal entre março e dezembro deste ano, mostra que o Flamengo continua sendo o time mais popular do Brasil, com 16,2%, seguido por Corinthians com 13,7% e São Paulo com 7,4%.

O Flamengo é o time mais popular em três regiões do país — Nordeste, Norte e Centro-Oeste. Mas não é no Sudeste, onde é superado pelo Corinthians (18% contra 13,8%).

Na região Sul é o quarto com maior torcida, atrás do Grêmio (20,5%), Inter (15,9%) e Corinthians (8,8%). O Flamengo tem a simpatia de 5,7% dos sulistas

O percentual de brasileiros que declaram não torcer ou simpatizar por time algum: 19,5%.

Veja a relação dos clubes de maior torcida no Brasil:

Flamengo (16,2%)
Corinthians (13,7%)
São Paulo (7,4%)
Palmeiras (5,8%)
Vasco (4,6%)
Cruzeiro (4%)
Grêmio (3,5%)
Santos (3,1%)

Atlético Mineiro (2,8%)
Internacional (2,7%)
Bahia (2%)
Botafogo (1,7%)
Fluminense (1,6%)
Sport (1,3%)
Ceará (1,1%)
Atlético Paranaense (0,8%)
Fortaleza (0,8%)
Vitória (0,8%)
Coritiba (0,7%)
Santa Cruz (0,7%)

Outros timess (5,1%)

Cheirinho de porco

 

Daniel Thame

daniel-charge-cuba-zapReta final do Campeonato Brasileiro e aquele cheirinho de título alardeado pelos torcedores do Flamengo, que no auge da empolgação chegaram a transformar os aeroportos do Galeão e Cumbica numa espécie de Maracanã, vai ficando cada vez mais com cara de cheirinho de porco.

Mesmo sem jogar bem (na verdade nos últimos jogos atuando mal) o Palmeiras acumula uma série de vitórias que lhe dão uma folga sobre o Flamengo e uma folga ainda maior sobre Atlético Mineiro e Santos, os times que em tese estão disputando o título pra valer.

E mesmo o Flamengo deu uma travada no embalo em que vinha, perdendo pontos importantes e se descolando cada vez mais do Palmeiras. O empate em 2×2 contra o Corinthians, em pleno Maracanã, com um jogador a mais em boa parte do segundo tempo, custou dois pontos que podem ser fatais.

No mesmo dia, com sorte e a providencial ajuda do juiz, o Palmeiras ganhou do Sport por 2×1, num jogo em que a bola deveria acionar a Lei Maria da Penha. Mas valeram os três pontos, fundamentais para a folga do Verdão.

Enquanto isso, Atlético Mineiro e Santos patinam na própria instabilidade, embora o Galo até demonstre que pode tirar o segundo lugar do Flamengo.

pigMas, daí a tirar o primeiro lugar do Palmeiras vai uma distância muito grande. E bota muito grande nisso.

Vendo o título de binóculos (melhor seria dizer, de telescópio), Botafogo, Corinthians, Fluminense e Atlético Paranaense brigam duas vagas (ou três a depender de quem ganha a Copa do Brasil) na inchada Libertadores 2017.

Briga feia também na luta pelo rebaixamento. América MG e Santa Cruz parecem irremediavelmente condenados á degola. Restam duas vagas na guilhotina, com Figueirense, Vitória, Internacional, Coritiba e Sport lutando para salvar o pescoço. Cruzeiro, Chapecoense e São Paulo correm riscos mínimos de cair.

Emoção, alegria e decepção, esses coisas que tornam o futebol tão fascinante, não vão faltar próximas de decisivas rodadas.

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É gol- Carlos Alberto Torres não foi apenas um dos maiores laterais de todos os tempos. Foi também o capitão que soube como ninguém amar a Taça Jules Rimet.

Assim como o gol na final contra a Itália, obra prima que Da Vinci ou Michelangelo assinariam, o Capita é eterno.

 

 

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É pênalti- Triste, para os baianos, será ver o Vitória cair e ainda com o risco do Bahia, que namora a zona de classificação da Série B,  mas casar que é bom, nada, não subir para a Série A, deixando  o estado fora da elite do futebol.

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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