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França bate Croácia por 4×2 e conquista o mundo

A festa é azul em Moscou (foto FIFA)

A festa é azul em Moscou (foto FIFA)

A França bateu a Croácia por 4×2 neste domingo em Moscou e sagrou-se campeã da Copa do Mundo na Rússia.

Os croatas começaram melhor, mas os franceses fizeram 1×0 num gol contra de Mandzukic. Perisic empatou a partida, mas Griezman fez 2×1, numa cobrança de pênalti confirmada através do árbitro

No segundo, os franceses souberam se impor diante de um adversário que vinham de três prorrogações seguidas, fizeram 3×1 com Pogba e 4×1 com Mbappé.

O jogo parecia liquidado, mas ganhou emoção quando Mandzukic marcou o segundo gol croata, numa falha bisonha do goleiro Loris.

A Croácia tentou o milagre, mas sobrou frieza –e folego- aos franceses para segurar a vitória e garantir o bicampeonato para Les Bleus.
Madric, da Croácia, foi eleito o craques da Copa e Mbappé o jogador revelação, sério candidato a tomar o trono de Messi e Cristiano Ronaldo nos próximos anos.

Croácia vira contra a Inglaterra e disputa final da Copa contra a França

Festa da Croácia na Russia: a caminho da final (Foto FIFA)

Festa da Croácia na Russia: a caminho da final (Foto FIFA)

Num jogo emocionante, decidido na prorrogação, a Croácia bateu a Inglaterra de virada por 2×1, e está na final da Copa do Mundo da Rússia, contra a França.

Tripper abriu o placar para os ingleses e Perisic empatou para os croatas. Na prorrogação, Mandzukic fez o gol que colou a Croácia pela primeira vez numa decisão de Copa.

Bélgica e Inglaterra disputam o 3º. Lugar no sábado dia 14 e no domingo França e Croácia duelam pelo título da Copa do Mundo 2018.

 

França vence Bélgica e está na final da Copa

 

Umtiti comemora gol decisivo (foto FIFA)

Umtiti comemora gol decisivo (foto FIFA)

Com um gol de cabeça do zagueiro Umtiti no início do segundo tempo, a França venceu a Bélgica por 1×0 e é a primeira finalista da Copa do Mundo na Rússia.

Os belgas, que eliminaram o Brasil nas quartas de final, foram melhores no primeiro tempo e tiveram boas chances de marcar com Hazard e Lukaku, mas após marcar o primeiro gol, os franceses equilibraram o jogo e souberam  controlar o jogo até o final, com excelente atuação do goleiro Loris.

O adversário da França na final sairá do jogo entre Inglaterra e Croácia, que jogam nesta quarta-feira.

 

 

Fifa suspende Paolo Guerrero por um ano

guerrero

O Comitê Interdisciplinar da Federação Internacional de Futebol (FIFA) suspendeu, pelo prazo de um ano, o jogador do Flamengo Paolo Guerrero, após exames terem identificado a presença da substância benzoylecgonine – um metabólico da cocaína que está entre os estimulantes de uso proibido pela entidade.

A suspensão do peruano será contada a partir do dia 3 de novembro, data em que o jogador recebeu suspensão provisória, depois que um teste de doping deu positivo. O exame foi feito logo após uma partida que disputou pela seleção do Peru, nas eliminatórias da Copa de 2018, em Buenos Aires, na Argentina.

Em nota, a Fifa informa que a suspensão inclui “jogos nacionais, internacionais, amistosos e oficiais”. Com isso, o jogador está fora da Copa da Russia. (da Agencia Brasil)

O jogo (sujo) da impunidade

Daniel Thame

 

daniel charge cuba zapA Polícia Federal prendeu  os ex-governadores do Distrito Federal José Roberto Arruda  e Agnelo Queiroz  e o ex-vice-governador Tadeu Filippelli, que ocupava o cargo de assessor do ainda presidente Michel Temer.

Os três são alvo de uma investigação de um esquema de corrupção na reforma do estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, utilizado para a Copa de 2014 e que, a exemplo de outros estádios como os de Cuiabá, Manaus e Natal, se transformou num imenso e dispendioso elefante branco.

Verdadeiros monumentos à corrupção, plantados neste solo tropical, onde a roubalheira parece endêmica, desde que Cabral aqui aportou e Camões avisou ao Rei de Portugal que nesta terra em se plantando tudo dá.

E em seu roubando, dá mais ainda.

O Estádio Nacional (suprema ironia, Mané Garrincha, que lhe dá o nome, morreu bêbado e pobre) deveria custar R$ 600 milhões mas custou R$ 1,575 bilhão. Um ´superfaturamentozinho´ de apenas R$ 975 milhões.

Agnelo, Arruda e Tadeu não uma das pontas de um esquema que transformou a Copa num espetáculo para o torcedor (tirante aquele 7×1 que a Alemanha sapecou no Brasil) e numa maravilha para a ladroagem, que se esbaldou nos bilhões que o poder público investiu no evento.

jogo sujoMas, sabe-se lá porque que mistérios, há uma ponta que parece imune a todas as denuncias, apesar de uma CPI comandada por Romário ter revelado podridão e ladroagem em larga escala.

Trata-se da gloriosa (sic) Confederação Brasileira de Futebol, a CBF, cujos dirigentes contam com uma espécie de blindagem.

Ricardo Teixeira, ex-presidente, e Marco Polo del Nero, atual presidente, são citados em várias estripulias. Teixeira, inclusive, chegou a devolver à FIFA parte do dinheiro surrupiado.

No Brasil, continuam serelepes, leves e soltos. E daqui não saem, daqui ninguém lhes tira, porque sabem que se saírem do país, correm o risco de serem presos, como aconteceu com o ex-presidente da CBF, José Maria Marin, encalacrado com a Justiça dos EUA.

Já que o Brasil, ainda que com os excessos de um judiciário cada vez mais fora de controle e com claros atropelos à Constituição, está sendo passado a limpo, a faxina deveria chegar à CBF e a seus próceres agatunados. Moralizar o mundo da bola, que mexe com a paixão de milhões de brasileiros.

Mas, por ora, ainda não chegou.

E nem se sabe se vai chegar…

O Rei da América quer o Mundo

Daniel Thame

dt panamáA Seleção Brasileira pratica, indiscutivelmente, o melhor futebol da América.

Classificou-se para a Copa do Rússia com quatro rodadas antecedência e vem de inéditas 8 vitórias nas Eliminatórias, uma trajetória mágica que incluiu shows de bola contra Argentina (3×0), Uruguai (4×1) e Paraguai (3×0).

Mais do que os resultados expressivos, vem jogando um futebol que resgatou a paixão  pela Seleção, fazendo inclusive com que o exigente torcedor paulista (de vaias memoráveis e atitudes incivilizadas como atirar bandeiras do Brasil no gramado do Morumbi num jogo horrendo contra a Colômbia), se rendesse ao time de Neymar e Cia.

tite mundoAo time de `seu` Adenor, mais conhecido como Tite.

O que se viu na Arena Corinthians foi uma verdadeira lua de mel entre time e torcida, com direito a um “olê, olê, olê, Tite, Tite…” no final do jogo.

Consagrador.

O Brasil voltou o ser o Rei da América.

Ponto.

Parágrafo.

Como quase tudo  nesse paraíso tropical bipolar (há controvérsias quanto ao paraíso) vai-se do inferno ao céu e vice-versa num piscar de olhos.

A Seleção, com praticamente os mesmos jogadores, era um quase-Ibis há menos de um ano. Agora é o suprassumo do suprassumo do mundo da bola.

A maravilha da galáxia.

Neymar que era um craque  mascarado e individualista, que pipocava na Seleção, agora já é melhor do que Messi e Cristiano Ronaldo juntos, um quase-Pelé.

E por ai vai…

Galvão Bueno puxa o coro da louvação, seguido pelos colegas da imprensa, numa unaminidade em que se ouvem poucas vozes sensatas.

E é preciso mesmo um pouco se sensatez.

Se é verdade que Tite fez da Seleção uma equipe respeitada, que pratica um futebol de primeiro nível,  transformou Neymar num craque que joga para o time, letal e as vezes genial, não é menos verdade que a conquista do mundo em 2018 não é algo líquido e certo, como se a gente fosse lá  pra Russia, tomasse umas vodcas, dançasse umas balalaicas na praça Vermelha, comprasse umas matrioskas pra agradar as filhas e a patroa, pegasse a taça e voltasse pra casa.

Seria ótimo se fosse assim, mas não é.

Falta combinar com os russos, como diria o saudoso Mané Garrincha. Agora literalmente.

O  time está bem, Neymar joga cada dia melhor, Casemiro, Paulinho e Phillipe Coutinho tem se revelado gratas surpresas, mas é preciso manter o foco, saber que tem que evoluir sempre e não cair na tentação do `já ganhou`.

A história está repleta – e Tite sabe disso- de times e seleções que ganharam de véspera e na hora na oncinha beber água ficaram de bico seco.

Ou engoliram um 7×1 ainda não devidamente digerido.

Portanto, é de bom alvitre deixar a torcida e a mídia com os pés nas alturas e manter as chuteiras com pés no chão.

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É pênalti- A FIFA e seu espírito de Máfia. A punição a Lionel Messi é absolutamente desproporcional e pode custar a vaga da Argentina na Copa. Verdadeira vinditta contra Maradona e sua coragem de denunciar os ´santinhos` da entidade.

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É gol- Tite para Presidente? Então tá! E Neymar, seria o que? Ministro da Fazenda ou superintendente da Receita Federal?

Fora Temer (ops!), quem mais se candidata?

A poesia e a ciência

Daniel Thame

daniel charge cuba zapA eleição de Cristiano Ronaldo como o melhor jogador do mundo, o The Best da FIFA, não surpreendeu ninguém.

O português foi protagonista na conquista da Eurocopa por seu país e  de mais uma Liga dos Campeões pelo Real Madrid, que de sobremesa ainda ganhou o Mundial da FIFA no Japão.

Títulos contam, e contam muito, na escolha do melhor do mundo. Além disso, a fase de Cristiano Ronaldo foi esplendorosa na temporada europeia.

A conquista do prêmio rendeu também uma polêmica: Cristiano Ronaldo é melhor do que Messi,  argentino do Barcelona, recordista em premiações de Melhor do Mundo?

Messi e Cristiano Ronaldo vem se revezando há anos nessa disputa, sem que surja um rival à altura, que vá além do terceiro lugar.

Não, Cristiano Ronaldo não é melhor que Messi. Ponto Final.

Mas, se tem alguém que pode rivalizar com o gênio argentino é esse monstro português, que merece o adjetivo fenômeno tal qual seu xará brasileiro, o Ronaldo.

Um cronista, num raro surto de inspiração, definiu magistralmente os dois estilos.

ronaldo e messiMessi é a poesia, Cristiano Ronaldo é a ciência.

Baixinho e mirrado, pelos padrões do futebol, Messi é a técnica por excelência, a arte do improviso, capaz de produzir gols de antologia (que para ele parecem de uma simplicidade franciscana) e jogadas de pura magia.

Forte, alto, Cristiano Ronaldo é a força física, o triunfo da obstinação em superar limites, a produção de gols em profusão, estraçalhando recordes. É a arma letal, que fulmina  sem dó nem piedade.

Messi é de outra galáxia, Cristiano Ronaldo é de outro planeta.

Messi não é nem nunca será maior do que Pelé, mas (os argentinos naturalmente não concordam) é maior do que Maradona. Porque para os argentinos, que tem até um Papa, Don Diego é Diez e Dios. 10 e Deus.

Cristiano Ronaldo (e aí os lusos já concordam), é maior do que Eusébio, reverenciado como um semideus em Portugal.

Messi com sua magia e Ronaldo com sua eficiência são o que há de melhor num futebol que é muito mais que um jogo, é uma paixão e também um negócio que envolve cifras siderais e que, por isso mesmo, nem sempre prima pela lisura.

Messi e Cristiano Ronaldo jogando juntos seria a junção de poesia e ciência.  O imponderável e o previsível. O arco que também é flecha, o arco potencializando a flecha certeira.

É algo que, por hora, fica no quesito fantasia.

Mas que seria fantástico, seria.

E gol- Neymar está numa seca de gols de dar pena (fez um de pênalti essa semana depois de onze jogos, cortesia do parça Messi), mas está namorado a Brunza Marquezine de novo, com a devida superexposição na mídia. Golaço.

É pênalti- A depredação e os saques às dependências do Maracanã, reconstruído à peso de ouro para a Copa 2014 e depois abandonado, mostra o descaso das autoridades com o meu, o seu, o nosso dinheiro. Colocada a propina no bolso (ou na Suiça, ou nas Bahamas, ou embaixo da cama), dane-se o resto.

Wendell Lira, um brasileiro

Daniel Thame

daniel site 1No universo do futebol, Neymar e Wendell Lira estão separados por milhões e milhões de anos-luz. Num hipotético Sistema Solar da bola, Neymar seria Júpiter, o planeta gigante, e Wendell Lira, Plutão, que tempos atrás foi rebaixado à categoria de planeta anão.

Uma realidade absurdamente desigual separa Neymar de Wendell Lira.

Neymar, dono absoluto da camisa 10 da Seleção Brasileira e astro inquestionável no Barcelona estelar de Messi, Luiz Suarez e Iniesta, dispensa apresentações.

Wndell Lira era mais um desses milhares de jogadores anônimos que tentam ganhar a vida num time igualmente anônimo. Era sério candidato a passar pelo futebol sem deixar um mero registro de rodapé, posto que habita a base de uma pirâmide em que pouquíssimos –como Neymar- chegam ao topo.

Até que, num jogo que não valia nada, atuando pelo Goianésia, time de Goiás de quem até então poucos haviam ouvido falar, Wendell Lira marcou um daqueles gols que Pelé, Maradona, Messi e (olha ele aí de novo) Neymar assinariam com prazer. Um golaço aço aço, como diriam os narradores de antanho. Digno de placa no estádio.

wendell liraAinda assim, um gol desses era sério candidato a exagero, se contado pelos gatos pingados que testemunharam a obra prima no estádio, não fosse um detalhe: a partida estava sendo transmitida por uma tevê a cabo, que compra os direitos de transmissão e para encher a grade de programação cobre até a quinta divisão do campeonato acreano.

Nesses tempos de comunicação instantânea, da imagem valendo mais do que o conteúdo (com o adendo de que o gol em questão tem imagem e conteúdo), o lampejo de gênio de Wendell Lira foi parar nas redes sociais e, numa linguagem cibernética, viralizou.

Findo o Campeonato Goiano, Wendell Lira, como milhares de jogadores que não foram bafejados pelos deuses da bola, ficou desempregado.

E eis que, talvez numa concessão relâmpago desses mesmos deuses da bola, o gol de Wendell Lira foi parar na lista dos 10 mais bonitos da FIFA.

Wendell quem, perguntavam todos?

Wendell Lira, um brasileiro. Humilde, lutador, a procura de um time para ganhar o pão com o suor na sua camisa e que adquirira fama mundial, ainda que fugaz.

Um conto de fadas meio torto que obviamente produziu o efeito esperado. Uma imensa mobilização de brasileiros das redes sociais, já que a escolha do gol mais bonito se dá através de votação pela internet.

Na já memorável tarde/noite europeia, diante de uma audiência planetária, lá estava Wendell Lira, ao lado de Messi, Neymar, Cristiano Ronaldo e outros craques, para receber o troféu Puskas.

O gol mais bonito do ano é do Brasil, é de um brasileiro.

A tarde/noite que poderia ter sido de Neymar, afinal batido na escolha de melhor jogador do mundo por Messi e Cristiano Ronaldo, embora chegar ao topo seja questão de tempo, foi a tarde/noite de Wendell Lira.

Certo que não muda a ordem das coisas, Neymar continuará trilhando seu caminho de pedras douradas, enquanto Wendell Lira continuará tentando driblar as pedras de um tortuoso caminho, mas pelo menos dá um pouco de poesia nesse futebol tão movido pelo deus dinheiro, mas que ainda consegue produzir um pouco de poesia, que resgata a beleza perdida do jogo.

Cinco vezes Lionel Messi

messi mundo

Sem surpresas na escolha do melhor jogador do mundo: Lionel Messi acaba de ser escolhido pela 5ª. vez pela FIFA, um recorde na história da premiação.

O português Cristiano Ronaldo ficou em 2º. e o brasileiro Neymar em 3. lugar.

– É especial estar aqui depois que a Bola de Ouro foi para o Cristiano Ronaldo nos dois últimos anos. É um prêmio que eu sonhava quando pequeno. Quero agradecer a quem votou em mim e aos meus companheiros. Sobretudo, quero agradecer ao futebol de modo geral. – disse o argentino, assim que recebeu o prêmio.

Antes da premiação, Messi revelou que trocaria seus prêmios de melhor do mundo por um título da Copa do Mundo pela Argentina. Em 2010, no Brasil, os argentinos perderam a final para a Alemanha e ficaram com o vice-campeonato.

 

 

Um momento, por favor!

 

Daniel Thame

daniel na TVI 3 A decisão da Copa do Brasil entre Palmeiras e Santos mostrou que futebol é momento, embora para alguns o tal momento dure mais e para outros dure menos.

Lembremos que nas semifinais o Santos passou como um bólido de Fórmula 1 pelo São Paulo e seu futebol Fusquinha 66, enquanto que o Palmeiras suou sangue para passar pelo Fluminense na loteria dos pênaltis.

Naquele momento, mesmo com o Corinthians liderando o Brasileiro, que por sinal conquistou com os dois pés nas costas, o Santos jogava o mais vistoso futebol do país, com um meio campo criativo comandado por Lucas Lima e um ataque letal, com o artilheiro Ricardo Oliveira.

Naquele momento, o Palmeiras primava pela irregularidade, a ponto do técnico Marcelo Oliveira ter seu cargo ameaçado.

Foi ai que o Santos, por conta dos jogos da Seleção Brasileira nas Eliminatórias, aceitou adiar a decisão da Copa do Brasil por 30 dias, achando que passar pelo Palmeiras era mera formalidade.

Ou que seu momento mágico não tinha prazo de validade.

Tinha. Um mês foi suficiente para o Palmeiras se tornar um time competitivo, nenhuma maravilha da bola, mas capaz de lutar de igual para igual com o Santos, como se viu nos dois jogos finais.

Na Vila Belmiro, jogo de ida, o Santos teve a chance de matar a decisão, mesmo sem apresentar um grande futebol, porque o Palmeiras parece ter entrado em campo para perder de pouco. Perdeu só de 1×0.

No jogo de volta, numa Alianz Arena ensandecida, o Palmeiras foi muito melhor do que o Santos e merecia ter vencido já no tempo normal. Lucas Lima esteve irreconhecível, Gabriel foi uma sombra e Ricardo Oliveira foi o solitário que levou o jogo para a loteria dos pênaltis.

Ai, nesse imponderável, fez-se justiça e o Palmeiras ficou com o título.

Com um erro só é bobagem, o Santos que tinha a vaga da Libertadores na mão via Brasileirão, abriu mão da competição para focar a Copa do Brasil.

Resultado: dançou.

Então, se futebol é momento, para o Santos o momento é de reflexão.

Para o Palmeiras, o momento é de festa, eterna enquanto dure e infinita até que acaba, como diria um certo Vinicius.

Porque sempre acaba.

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É gol- Neymar está entre os três melhores do mundo, Dessa vez, Messi leva, mas a hora de Neymar está chegando.

E vai chegar, porque esse menino Neymar é um gênio da bola.

É pênalti- O FBI continua desfalcando os quadros da FIFA e reforçando os quadros do time da penitenciária. Treme, Del Nero.

E Valcke legou um pé na bunda…

valckeA Fifa anunciou que Jérôme Valcke foi afastado do cargo de secretário geral da entidade. A federação divulgou uma nota nesta quinta-feira para comunicar a saída do dirigente francês, denunciado em um esquema ilegal de venda de ingressos no Mundial de 2014. A queda ocorreu depois que o “Estado de S. Paulo” e jornais de outros nove países publicaram uma reportagem com denúncias feitas pelo empresário Benny Alon, acusando o francês de lucrar indevidamente com a comercialização de uma parcela das entradas para a Copa do Mundo no Brasil.

A Fifa tomou conhecimento de uma série de denúncias envolvendo o secretário-geral e solicitou uma investigação formal pelo Comitê de Ética. Durante os preparativos para a Copa do Mundo no Brasil, Valcke chegou a declarar que o país deveria levar um pé na ´bunda` por não cumprir as exigências da FIFa.

Romário da cova dos leões. Ou dos ladrões?

Daniel Thame

DT A Região 1Os jornalistas Juca Kfouri, do UOL, Folha e ESPN, Jamil Chade, de O Estado de São Paulo, José Cruz, do UOL, abriram os trabalhos da CPI do Futebol no Senado. Os três confirmaram os desmandos sobejamente conhecidos e nunca investigados no (sub)mundo da bola.

Tendo como presidente o senador Romero Jucá e como relator o ex-jogador e atual senador Romário, a CPI tem tudo para mexer na estrutura podre do futebol, arrombando a caixa preta da CBF e da federações estaduais e revelando esquemas que envolvem propinas milionárias e acertos de contas dignos de Al Capone e congêneres.

Romário, como foi demonstrado várias vezes (a mais recente delas ao desmascarar uma armação da revista Veja, esse lixo da Midia Pistoleira, que apresentou um documento fraudado para lhe atribuir uma fortuna não declarada num banco suíço), não tem medo de entrar em bola dividida.

Neste caso, entrar em bola dividida, significa enfrentar colegas do Congresso Nacional, a chamada ´Bancada da Bola`, financiada pela Casa Bandida do Futebol, e alguns dos homens mais poderosos do país. Gente que há décadas faz do futebol um excelente negócio para eles próprios, enquanto os clubes vivem endividados e a esmagadora maioria dos jogadores profissionais (?) sobrevive com salários que não passam de 1.500 reais, a milhões de anos luz dos pouquíssimos que chegam ao topo e dos raríssimos que atingem o Olimpo, caso de Neymar, por exemplo.

Romário, craque na arte de fazer gols, terá que driblar adversários poderosíssimos para abrir os bastidores das negociações de jogadores em valores pra lá de suspeitos, a convocação de atletas para a Seleção com o claro objetivo de valoriza-los e negocia-los com clubes da Europa, principalmente a venda de publicidade nos estádios e a negociações com a televisão de transmissão do Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e dos campeonatos nacionais. Coisa de milhões de reais, em que a Rede Globo detém o monopólio, independente de propostas mais vantajosas de outras emissoras.

Pululam aqui e acolá insinuações, que podem ou não serem comprovadas, de que muitas mãos são religiosamente regadas para a obtenção desses direitos, que não por acaso, juntamente com a Rede Globo, envolvem a Traffic, do empresário J. Hawilla, atolado até o pescoço no lamaçal que o FBI descobriu da FIFA e que colocou na cadeia, entre outros, José Maria Marin, que além de roubar medalhas, tinha o hábito, durante a Ditadura, denunciar jornalistas para que eles fossem ´suicidados´ nos porões do regime que alguns idiotas, sem conhecer a história, hoje saúdam como redentor.

Declaração de Romário após a audiência com Juca, Jamil e Josè Cruz: “om os depoimentos, fica evidente que o futebol brasileiro é organizado a partir de uma estrutura viciada que explora a seleção brasileira a partir de contratos milionários com empresas fantasmas”, declarou Romário. Ele já sugeriu a Romero Jucá que todos os contratos de patrocínio, amistosos e fornecedores da CBF sejam analisados pela CPI.

O Brasll, que ganhou a Copa do Mundo de 1994 graças ao jogador Romário, poderá ressurgir das cinzas, livre da cartolagem-bandida, por obra e graça do senador Romário.

Que assim seja, amém!

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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