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Posts Tagged ‘Eulina Lavigne’

Sem meias Verdades

Eulina Lavigne

 

eulina lavigneQuando desejar saber se a verdade é meia ou é inteira, se alguém é dono ou inquilino da verdade, observe. Observe, principalmente se o discurso de quem prega está alinhado à sua ação. Porque muitas ditas verdades, são ditas aos ouvidos de quem quer ouvir exatamente o que está ouvindo. Muitas vezes a verdade está vestida de mentira e nos tornamos reféns da manipulação. Então, recomendo examinar direitinho.

Na caminhada de construção do nosso Ser, o ego, esta figura forte, prepotente, orgulhosa, cria um mundo mental fantasioso, injusto, falso, mora nele e ainda por cima se vitimiza. Ao longo da nossa jornada de vida é muito importante observar este nosso ego que a todo momento atrapalha, nos faz felinos e aciona aqueles velhos medos e, principalmente, o medo de ser destruído. Ou seja, da morte!

meias verdadesNos meus estudos sobre a psicologia esotérica, e chamo à atenção que a palavra esotérica tem um significado diferente da exotérica, li um aforismo do livro Luz no Caminho que diz assim: “Antes que a voz possa falar na presença do Mestre deve ter perdido o poder de ferir”.

Isto quer dizer o que mesmo? O que você achar que é. Reflita e tire as suas conclusões e vamos aproveitar o final do ano para fazer uma avaliação do que estamos pregando e de como estamos agindo. Este ano de eleição então, foi uma maravilha para vermos o quão as pessoas estão alinhadas aos seus discursos. Sem querer julgar ninguém e compreender que cada qual tem o seu grau de evolução e isto faz parte do caminho de todos nós. Inclusive do meu.

Voltando a nossa verdade, a meia verdade nos faz agir no mundo pela metade também. Em desequilíbrio, pois um pezinho está na frente e o outro está atrás. E junto com a meia verdade vem a desconfiança pois, se falta a outra metade da verdade ninguém junta os pés e reza a reza do pastor e diz amém. Confesso que hoje estou meio que jocosa. Rs

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Como fortalecemos a mentira

Eulina Lavigne

eulina lavigneFiquei refletindo como nós, pais, educadores, contribuímos para que a corrupção se instale em um sistema. Como fortalecemos a mentira, a enganação sem nos darmos conta disso. E quero fazer essa reflexão no sentido de alterarmos práticas tidas como normais e muitas vezes educativas quando passamos a atuar dentro de um padrão de normalidade que o antropólogo, psicólogo e reitor da Universidade da Paz, Roberto Crema caracterizou como a patologia da normose. Ou seja, um comportamento que a maioria da população pratica e que são patogênicos, com uma dimensão destrutiva para si e para os outros.

Todas as vezes que uma criança age fora dos padrões aceitáveis em seu meio social ela é punida por isso, ao invés de ser orientada a fazer diferente. E isso traz consequências terríveis para a nossa sociedade que por acreditar ser a punição um ato normal e assim praticado pela maioria não trará maiores transtornos. Por exemplo, vamos falar da mentira. Como ela se instala e torna-se um movimento normal?

mentiraDigamos que uma criança, sem querer, quebrou um objeto de valor em sua casa e o pai ou a mãe quando chegam questionam para aqueles que residem na casa quem foi o autor do fato. E todos permanecem calados. Questionados com mais intensidade uma criança resolve confessar que foi ela e leva um tapa ou é proibida de brincar com os seus amigos. Resultado, nesse momento cria-se a crença, para a criança, que dizer a verdade é algo ruim. Que mentir é melhor, pois assim fazendo, vai evitar receber um tapa ou até mesmo fazer o que gosta que é brincar com os amigos.

 

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A morte: uma grande aventura

 

Eulina Lavigne

eulina lavigneEste é o título do livro compilado por dois estudantes, dos Escritos de Alice Bailey e o mestre Tibetano, Djwhal Khul, que nos convida a assim pensar sobre a morte.

Embora a morte, por enquanto, seja a única certeza que temos na vida, o livro nos instiga a pensar a morte como algo que não pode ser evitado, e que é o Portador de Mudanças. Sendo assim podemos tornar o processo da morte uma parte planejada da totalidade do propósito inteiro de nossa vida.

Segundo eles se assim pensarmos podemos ver a vida com um colorido diferente e com mais leveza.

Para mim esta reflexão faz bastante sentido, na medida em que sabendo da nossa imortalidade podemos projetar, programar a nossa vida e esta transição como se fossemos para uma aventura sem nada nas mãos e com a bagagem de experiências que a vida nos proporcionou. Neste momento vamos de mãos vazias e, se espera, com a consciência um pouco mais ampliada do que chegamos.

Ao longo da nossa vida, morremos um pouco a cada pensamento novo, a cada mudança de casa, ou de escola, ou de várias renúncias que fazemos em nossa trajetória.  Vamos, aos poucos, vivenciando renúncias para a chegada da renúncia maior.  A escolha de nos prepararmos para essa grande aventura é nossa.

mortePodemos sofrer por antecipação, quando deixamos de viver o presente na ansiedade de viver o futuro para correr o suficiente para não morrer logo. E terminamos morrendo, e muitas vezes, antes do tempo. Que complicação!

Isto me lembra uma história que li sobre duas lagartas amigas. Um dia, durante as férias, se despediram uma da outra e foram visitar a família. Até chegarem na casa dos seus familiares foi uma longa trajetória a ponto do processo de transformação em borboleta se iniciar. Uma das lagartas apressou o seu passo para chegar logo a casa da família para contar a novidade. O seu corpo estava se transformando, não sabia em que ainda, mais que aquilo deveria ser bastante interessante. Ela contava tudo isto para a família com muita alegria e desejosa que tudo terminasse logo para ver o resultado. Do resultado já sabemos. A lagarta transformou-se numa linda borboleta azul.

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constelação

Fugir, lutar, ficar imobilizado ou sacudir a poeira e seguir?

Eulina Lavigne

 

eulina lavigneDurante os meus 57 anos de idade eu jamais presenciei uma eleição que causasse tanta polêmica, discórdias, agressões, rupturas e experiências traumáticas.

A experiência traumática passa a ser traumática, já comentei em artigo anterior, não pelo evento em si, e sim pela forma como o nosso sistema nervoso reage diante do evento. Esta é uma visão trazida por Peter Levini em sua abordagem terapêutica denominada Experiência Somática.

paz interior 2Nestas eleições, percebi que as estratégias de defesa diante dos seus resultados, são semelhantes às utilizadas pelos animais. Os animais quando se encontram diante de situações de ameaça, fogem, quando percebem que o risco de sucumbir é alto; lutam, quando percebem que existe a possibilidade de sobreviver ou se congelam, se fingem de morto, quando percebem que o risco de morrer é elevado.

Depois que o seu predador se retira, acreditando que ele está morto, a presa se sacode, integra o ocorrido e segue o seu caminho. E é exatamente esta sacudida que permite o seu sistema nervoso descarregar e o trauma não se instalar.

Pois bem, tenho observado que muitos eleitores diante dos resultados das urnas, estão deixando o país, em um movimento de fuga, outros estão entrando na energia da guerra, e esta é a mais perigosa pois entra na disputa do “matar ou morrer”, agem mais pelo instinto e outros estão completamente imobilizados, o que também é um risco pois é aí que o trauma se instala.

 

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“Não vim trazer a paz, mas a divisão”

Eulina Lavigne

eulina lavigne“Não pensem que Eu vim trazer a paz para a Terra. Eu não vim trazer a paz, mas sim a espada. Eu vim separar o filho de seu pai, a filha de sua mãe e a nora de sua sogra. E o homem terá como inimigos aqueles que moram em sua própria casa. (Matues, 10:34 a 36)

Permitam-me ter autonomia e liberdade para dar uma das possíveis  interpretações desta citação, muitas vezes desafiante com relação ao seu entendimento. E penso que cada qual deve aceitar e compreender da forma que lhe for mais conveniente.

Jung quando trouxe o conceito de individuação se referia ao processo de nos tornarmos uma personalidade unificada, um sujeito uno, indivisível e integrado. E este processo acontece ao longo da nossa vida quando aos poucos vamos integrando a nossa sombra e ampliando a nossa consciência sobre as nossas questões internas ainda mal resolvidas.

E esta tarefa é uma tarefa árdua, que exige persistência, paciência, muita resiliência, aceitação e humildade. Podemos envelhecer, sermos bem-sucedidos e ainda assim vivermos de uma forma superficial, completamente inconsciente de quem de fato somos.

Separar o filho do pai, a filha da mãe e a nora da sogra, observando do ponto de vista da psicologia, diz respeito ao processo de construção do sujeito. Cortar o cordão umbilical e se compreender como uma pessoa única com desejos, aspirações próprias, tornando-se ao longo da vida o que potencialmente é, cada vez mais de forma profunda e consciente.

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No fundo do poço há luz!

Eulina Lavigne

 

eulina lavigneEnquanto eu não puder olhar para mim eu não posso lhe ver. Enquanto eu não for ao fundo do meu poço não saberei de fato quem sou. Até descobrir que aquele outro insuportável, orgulhoso, vaidoso, grosseiro e haja adjetivos, SOU EU.

E nem todos suportam visitar o fundo do poço e desistem no meio do caminho se segurando em algo que um dia também se tornará insuportável. Esse galho que servirá de suporte um dia se quebrará. Pode ser vícios de todas as ordens, pode ser uma atenção exagerada na matéria, no trabalho, em esportes, ou em estudos, ou em sexo, esse galho é diversificado.

Acontece que o fundo do poço é escuro e desafiante. É escuro e lá encontramos as nossas sombras. E então você me pergunta: como posso encontrar a sombra na escuridão? Porque é lá que também descobrimos que somos luz. E só lá, ao olhar para nossa sombra e acolhe-la podemos integrá-la ao nosso ser e sair da escuridão. Melhor o fundo do poço pois tenho chão para tomar o impulso e de lá sair. Enquanto estiver caindo nele, nada feito. É deixar cair e confiar que de lá saímos. Com um detalhe: se desejarmos.

Cada um sabe o tamanho e quão profundo é o seu poço. Alguns são rasos, pois a pessoa já se encontra em grau avançado de ampliação de consciência e a imersão é mais leve. Sabe quando dizemos que o sol está quase a pino? Essa é a imagem. Quanto mais próximo do meio dia, a nossa sombra fica cada vez menor porque o sol vai ficando cada vez mais a pino. Vamos fazer então a analogia da nossa ampliação de consciência com o nosso astro rei, o Sol. Quanto mais alinhados estivermos com o nosso ser menos sombras teremos.

Existem poços tão profundos que a pessoa entra em depressão.  É quando o sol está mais próximo da linha do horizonte. A sombra é maior. E é tão grande que as vezes nos toma e aí está a oportunidade, também, de estarmos mais próximos de nós. Quando negamos a nossa sombra corremos o risco da depressão.

A depressão é uma forma de negar a dor. É uma não aceitação. E nessa luta vem o cansaço e desistência. E quando aceitamos e confiamos nos fatos do jeito que são podemos encontra a solução.

Cada um sente o seu poço da sua forma. E é muito desafiante o outro imaginar o que sentimos e vice e versa. Ninguém pode imaginar quiçá sentir. Quando ouço alguém falar em empatia me questiono se isso é possível. Segundo o dicionário Aurélio, a palavra empatia significa: a capacidade psicológica para se identificar com o eu do outro, conseguindo sentir o mesmo que este nas situações e circunstâncias por esse outro vivenciadas. Como diz a minha comadre: Ah me bata um abacate!

Quero ver quem tem essa capacidade. Cada um é cada um e isso ao meu ver é um pouco demais! Se eu estivesse no lugar de uma pessoa eu posso pensar em como eu gostaria de ser tratado e mesmo assim corro o risco do meu desejo ser diferente do outro. O melhor é perguntar ao outro como é que ele deseja e como fica bem para ele e terminar com o risco do desagrado.

Não adianta dizer a quem está em visita ao seu poço que deve ser assim ou assado, que deve evitar isso ou aquilo. Precisamos acolher esse momento único e pessoal.  Podemos construir juntos alternativas e a escolha a cada um pertence.

No fundo do poço existe a dor e o amor quando podemos recebe-lo daqueles que nos cercam e nos ofertam a mão para dele sair. E se deixamos o orgulho de lado, aquele que pertencia ao outro, e apertamos as mãos que nos são estendidas esse poço se enche de luz!

Porque só o amo cura, pois o amor tem feito coisas, que até mesmo Deus duvida. Já curou desenganados e já fechou tanta ferida. Ivan Lins que o diga!

 

“Que mal lhe fiz para estar tão furioso com você?”

Eulina Lavigne

 

eulina lavigneObviamente que esta frase não é minha e por esta razão se encontra entre aspas. A primeira vez que a ouvi, em minha formação em Constelação Familiar, confesso que tomei um susto. Fiquei um tempo meio que estonteada até a ficha cair.

Como assim, furiosa comigo?

Esta frase, no fundo, é uma provocação do Bert para que percebamos que muitas vezes a raiva que transferimos para o outro, no fundo, é uma raiva de nós mesmos. Será que despertei a sua raiva quando você leu isto?

Então, deixe-me explicar melhor. Muitas vezes, eu disse, na maioria das vezes, a raiva que sentimos do outro é na verdade a raiva que sentimos de nós por deixarmos de ter algum tipo de ação para evitar que aquilo que me fez mal acontecesse.

furiaSerá que repeti, ampliei ou compliquei? Será que ao ler você negou isto ou ficou com raiva de mim? Ou teve um insight, tipo eureca!

Acho melhor eu exemplificar logo antes que você rasgue este artigo de raiva.

Quando sinto raiva de uma pessoa por ela ter passado na minha frente em uma fila de supermercado, na verdade, tenho raiva de mim mesma por não ter tomado uma atitude para impedi-la de passar.

Trazendo para a nossa atualidade, estamos presenciando um sentimento de raiva por este ou por aquele partido, na figura dos seus representantes, que na verdade quer expressar a raiva que tenho da minha, da sua, da nossa falta de ação, participação, permissividade e letargia sobre a “coisa pública”.

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Quando se corta o fio da Vida!

Eulina Lavigne

 

eulina lavigneNão questionamos a existência da morte. Um dia ela bate em nossa porta e o máximo que pode acontecer é pedirmos a ela que aguarde mais um pouco e será do nosso merecimento ou não ter este pedido atendido.

E quando batemos na porta da morte e entramos sem aviso-prévio e deixamos sem chão os nossos entes queridos? O que pode estar por trás deste corte brutal do fio da vida?

Na visão sistêmica, sob o olhar do nosso mestre Bert Hellinger, um dos criadores da Constelação Familiar, por traz do suicídio há sempre uma dinâmica ligada aos nossos antepassados. E este entendimento contribui para olharmos com menos medo e com mais amor, para quem está nesta intenção.

fio da vida 2Segundo as suas observações, ao longo de mais de 30 anos pesquisando os sistemas familiares, quem tenta o suicídio deseja seguir, em lugar de outra pessoa, alguém que já morreu ou também já cometeu um suicídio. E por mais difícil que seja acreditar, o suicídio está ligado ao Amor. Amor a quem foi ou a quem ficou. É sempre bom observar esta dinâmica se você tem algum familiar nesta condição. Internamente a fala de quem deseja cometer o suicídio é “Eu sigo você” ou “Antes eu do que você”.

A Constelação Familiar é um bom recurso para olharmos para estas dinâmicas e ajudar a recolocar a pessoa que tenta o suicídio no lugar que lhe pertence.

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Quando nos sentimos indefesos

Eulina Lavigne

 

eulina lavigneQuando pequenos sempre que sentíamos medo ou ameaçados por algo, seja em função das nossas fantasias relacionadas ao bicho papão, bruxas, o homem da caverna dentre outros, ou em função de situações vivenciadas de ameaças concretas, corríamos para aquele(a) que tinha autoridade para nos defender. Um adulto forte, que pudesse usar da sua força e determinação e resolvesse a nossa situação. Os nossos heróis! Ou, com raras exceções, íamos lá e resolvíamos a parada no tapa.

Esses movimentos eram reforçados por consignas que repreendiam o desejo de enfrentar corajosamente aquilo que nos ameaçava ou que nos impulsionava para a agressividade. O diálogo era algo ainda muito ameaçador também.

medoTipo assim: “Nem vá lá pois o bicho papão lhe come!” “Ou se chegar aqui apanhado, vai apanhar!” Ou até: “Fale com a professora que ela resolve.”

No meu entendimento,estamos vivenciando com as eleições algo parecido. O medo vem sendo o motivador para votar neste ou naquele candidato e vamos em busca de heróis e mitos para nos salvar.  Pelo menos é o que ouço e leio nos lugares por onde círculo.

De um lado sinto pessoas com receio de perderem as suas conquistas votando em um candidato que julgam ser forte e corajoso o suficiente para enfrentar os seus medos. Do outro, pessoas com medo de que a violência e agressividade se espalhe e inviabilize a possibilidade do diálogo. Outras que atacam com uma facada. E aquelas que, para não vivenciarem nem uma dessas possibilidades, votam em quem acreditam e até em quem não acreditam. E assim, cada pessoa busca o candidato que entende ser o melhor para si e para todos.

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Nossas Memórias

 

Eulina Lavigne

 

eulina lavigneA semana passada vimos as nossas memórias serem completamente apagadas. Uma lástima perceber a nossa desonra ao nosso passado, a todos aqueles que pertenceram a nossa história como se nada fossem e significassem. Foi deveras um descaso com a nossa cultura.

A queima dos acervos localizados no Museu Nacional do Rio de Janeiro é a simbolização concreta da nossa incapacidade de preservar o nosso patrimônio cultural. Um verdadeiro convite para refletirmos o quanto preservamos, também, as nossas relações, tudo o que construímos e conquistamos.

Fiquei deveras triste olhando aquela cena em uma tela de televisão. E fiquei a me questionar como eu fui incapaz de conhecer aquele espaço aos 57 anos? E porque eu não me empenhei em ir e levar os meus filhos para que conhecessem a nossa história?

memorias2E quantos além de mim também não foram e não levaram os filhos. E a resposta está posta às nossas vistas, para que a lástima e a indignação não sirvam apenas para nos vitimarmos de um fato onde todos somos algozes e responsáveis. Precisamos perceber a parte que nos toca neste latifúndio.

O quanto olho para a minha história e a reverencio do jeito que ela foi? E este fato também fará parte da nossa história. Eu um dia estarei visitando, revendo e pensando que foi o que restou do pouco da história que um dia os meus filhos e netos saberão. Ou não.

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Fazer escolhas e abrir mão

Eulina Lavigne

 

eulina lavigneQuando você era criança ouviu alguém lhe pedir para ficar quieto senão o bicho papão iria lhe comer? Ou lhe dizer que se fizesse isso ou aquilo a bruxa malvada lhe levaria para a casa dela e lhe prenderia na gaiola tal qual fez com o Joãozinho e Maria? E o lobo mau?

E você fez o quê? Desafiou a bruxa, o lobo mau e o bicho papão? Ou se apegou ao medo?

Pois é, a grande maioria de nós desde cedo aprende a cercear os desejos e ações e ficar imobilizado e acomodado em função do medo. Diante de uma ameaça de vida ou morte você vai fazer o quê? Obedecer! E o pior é que é uma ameaça de morte que não existe!

Quando cerceamos as nossas ideias e desejos somos levados a controlar os nossos impulsos e as nossas ações, e quando isto é feito por meio de uma ameaça tudo fica pior, pois, uma hora “a vaca vai para o brejo e torce o rabo”.

escolhasSe os nossos desejos e ideias são tolhidas de forma autoritária em algum momento entraremos em um embate e, buscaremos o controle ou com uma passividade dissimulada, ou com agressividade, ou com pirraças, seja de que forma for vamos buscar.

Embate de lá e embate de cá implica que alguém terá que ceder se desejam uma solução. E penso que essa concessão se torna mais saudável por meio do diálogo. Por meio da escuta, da reflexão e da percepção de que muitas vezes aquilo que acreditamos ser o certo nem sempre é. Da clareza de que os padrões sobre os quais fomos educados já não cabem mais no momento atual.

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Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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