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Quando a queixa é maior que a vontade!

Eulina Lavigne

eulina lavigneNão me recordo em que livro eu li, que o homem é movido por três forças: a vontade, o pensamento e a atitude.

A vontade é muito mais que um desejo. Ela vem das entranhas, da Alma. Da certeza do que se quer. E é esta vontade que move o pensamento para a realização. E só se realiza com atitude.

Ouço muitos jovens adultos ainda dizerem que não fazem este ou aquele curso, não fazem isto ou aquilo que desejam simplesmente porque os pais não deixam.

Às vezes o medo, o estar em uma zona de conforto, como casa, comida e roupa lavada ou a não identificação, ainda, do que os move para a vida, são prováveis impedimentos para sair do lugar.

Quando identificar de fato de onde vem este impedimento, e a vontade reinar, não há pai, mãe, vó, vô, ninguém que os impeça.

É muito mais fácil acusar e responsabilizar os pais ou quem quer que seja por sua paralisia do que agir, pois, desta forma não se responsabiliza por sua vida e o tempo passa.

E este é o grande ganho. Não se responsabilizar para não ter que pagar o preço das escolhas que faz. Para não ter que assumir as consequências do que vier a acontecer.

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Bendito é o fruto do vosso ventre!

Eulina Lavigne

 eulina lavigneNo mês escolhido para ser o mês das mulheres, ouvi e vi várias manifestações em defesa da mulher e muitas foram as acusações para os homens. Muitas manifestações contra o patriarcado, contra a violência, contra a negligência nas relações afetivas, negligência do Estado e se a escuta apurasse muitas coisas ouviria.

Se as acusações e justificativas trouxessem soluções para a necessidade de se resgatar o amor, a gentileza, o respeito no âmbito familiar eu ficaria deveras satisfeita. No entanto, sabemos que estes movimentos nos distanciam do que realmente desejamos. O que desejamos é que o fruto do vosso ventre seja o Amor.

Então vamos pensar juntos sobre este emaranhado em que se encontram o homem e a mulher? Vamos olhar para uma outra possibilidade de encontrarmos um caminho?

amor mulherQuem é que gera o homem? Quem é que cria o homem? Sei que muitos vão me dizer que é o homem e a mulher. E sabemos que este seria o movimento ideal e correto. E não é assim que funciona. Pelo menos na atual realidade, não!

No momento em que a mulher conquistou o seu espaço e não mais suportou viver sob a custódia do patriarcado esta situação se alterou. Muitos homens são criados apenas pelas mães, pelas avós, pelas tias, babás e às vezes pela irmã mais velha.

A opressão sofrida pelas mulheres e a falta de reverência ao seu feminino por parte dos homens foi endurecendo o seu coração e na criação dos seus filhos homens toda esta opressão vivida foi de um certo ponto repassada para eles.

Quem já não escutou que o homem não chora? Engula o seu choro? Você não é homem não? Tem que aguentar! Seja forte! Seja macho!

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Quando as máscaras caem

Eulina Lavigne

 

eulina lavigneTomemos a vida como um grande teatro, onde encontramos diversos personagens conforme a trama vivida.

E eis que convidados a assumirmos o nosso papel na vida, escolhemos a melhor máscara que nos cabe, pois afinal de contas, na grande maioria dos casos, assumirmos quem somos nos gera uma série de crenças distorcidas como: “serei abandonado”, “não serei aceito”, “não serei amado”, “não serei quem sou, pois, o preço a pagar é muito alto e não estou disposto a abrir mão disso ou daquilo”. Tudo isto de forma bem inconsciente.

Uns acreditam que o amor é a melhor máscara, outros o poder, outros a serenidade, e a diversidade é imensa.

O amor é, muitas vezes, a melhor forma de resolvermos os problemas que nos afligem e a submissão também. Nos tornamos meigos, obedientes, bonzinhos para sermos amados e cedemos aos desejos dos outros para termos os nossos desejos atendidos. Um jogo bastante interessante e quando descoberto é preenchido pela vitimização tipo: eu faço tudo por você! eu abro mão das minhas coisas para fazer as suas. Eu não mereço isto.

mascarasPor traz da máscara do amor, está o orgulho, a vergonha, a agressividade e a raiva também é encontrada.

Quando a máscara do amor não nos convém, usamos a do poder. Pois com ela acreditamos que somos respeitados pela posição que ocupamos, nos sentimos independentes (balela), autosuficientes, “donos do nosso nariz”.

Com ela nos despreocupamos se fulano é bom ou é ruim, mas se nos sentimos queridos e idolatrados já é o suficiente.

Se nem a máscara do amor e nem a do poder nos cabe, resta a da serenidade, que alguns podem chamá-la de espiritualidade. Com ela acreditamos que encontramos a paz, que devemos a todos amar e que nada neste mundo nos afetará. Até que…..

 

Vem a óbito o neto de um ex-presidente e é o suficiente para as redes sociais derrubarem todas as máscaras. Ofensas e desrespeitos, desqualificações de todos os tipos vem à tona, revelando o quanto esta máscara pesa sobre o nosso ser. Quanto orgulho e hipocrisia ela encobre.

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O sagrado feminino

sagrado

Eulina Lavigne

 

eulina lavigneHoje poderia estar aqui escrevendo sobre a onda de violência que estamos presenciando contra a mulher. E por acreditar que já está sendo demasiadamente divulgada e focada convido você a lembrar do que há de mais sagrado em nós mulheres. Quem sabe assim, com esta reconexão, possamos tomar de volta a nossa força e o nosso poder de transformar tudo isto.

Em 1997 participei de uma vivência chamada A reconsagração do ventre, uma experiência só para mulheres onde fomos convidadas a resgatar e a nos reconectar com o que há de mais sagrado em nós mulheres: o nosso ventre.

Antes da época da inquisição, a nossa conexão com o nosso ventre por meio de rituais era uma realidade. O sangue gerado por meio da menstruação era devolvido à terra como uma forma de reintegrá-lo e fertilizar a Grande Mãe e era considerado um sacramento.

Os índios do Arizona se untavam de sangue menstrual que dava poder de invisibilidade perante os inimigos.

 

Antes da inquisição as mulheres sábias, vistas como bruxas, aproveitavam o período menstrual para se reconectar com o seu poder. O poder da serpente, quando desprende o revestimento do seu útero como uma serpente que desprende a pele. Neste período se renovavam fisiologicamente, liberando as toxinas físicas e resíduos emocionais e a cada mês refinavam a sua capacidade de ser mulher.

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O desafio de estar presente

Eulina Lavigne

eulina lavigneO maior presente que recebemos dos nossos pais é a VIDA. E a vida é uma grande jornada. Antes mesmo de chegarmos ao mundo, o nosso corpo registra tantas emoções vivenciadas pelos pais que, se Roberto Carlos soubesse, faria uma canção sobre isso.
Recentemente, pesquisas realizadas pela universidade de Emory University School of Medicine nos EUA, constataram a possibilidade de existir uma herança epigenética transgeracional, que revela que o ambiente pode afetar os gens de um indivíduo e pode ser trasmitido aos seus herdeiros antes mesmo de chegarem ao mundo.

Nos assustamos com tanta luz, com uma mão estranha que nos puxa para o mundo e, por vezes, com um tapa no bumbum. Apesar do desejo de ficar naquele espaço quentinho e aconchegante, quem sabe com medo dos desafios que nos aguarda, precisamos ser resgatados. E a vida nos convida para estarmos presentes.

desafioPresentes? Como assim? Nem pensar! Esse mundo me assusta! Me retirando de um conforto, me batendo, me puxando. Muita gente me olhando, me pegando, comentando sobre mim. Nossa! Quero tomar o trem de volta.

Fico a imaginar se esse seria ou será o diálogo das nossas células antes mesmo de nascermos, ao vivenciarem tantos eventos que estimulam a sair de cena ao invés de estarmos presentes. Além disso, podem existir eventos de ambientes conflituosos, brigas, discussões, drogas, que envolvem o nosso sistema familiar e dão continuidade a esse desejo interno do “vamos fugir por aí, baby”.

Tudo isso nos faz acreditar que a presença é algo que incomoda muito ao invés de perceber que estar presente é um GRANDE PRESENTE!

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Por amor aos nossos filhos

Eulina Lavigne

eulina lavigneQuando um casal se separa, com raras exceções, os emaranhados familiares se intensificam por conta de um desrespeito às ordens do Amor. O Amor flui quando a hierarquia familiar é respeitada, considerando o tempo, o peso e a função que se exerce no sistema familiar. E, muitas vezes, essa compreensão só chega com a maturidade e com os ensinamentos da vida.

A separação é algo muito doloroso para toda a família. Confesso que quando me separei, a dor que senti, mesmo desejando a separação, foi a mesma de quando perdi o meu irmão no auge dos seus 28 anos. É a dor da morte.E é tão dolorosa que para evitamos a dor entramos na raiva, na censura e no desejo de vingança.

Em separações mau acordadas, há sempre uma tendência de se encontrar um “bode expiatório”. Ou seja, alguém que possa se responsabilizar por isso. Um relacionamento não chega ao final porque um parceiro é culpado e o outro é inocente. Trazendo a luz, a visão da Constelação Familiar, um relacionamento acaba porque um deles deve estar assumindo problemas de sua família de origem ou ambos caminham em direção opostas.

hijosE mesmo que me diga que você foi abandonado por seu pai ou sua mãe, por traz de tudo isso, existirá um emaranhado sistêmico, e se for investigar, verá que esse pai que abandonou, também deve ter sido abandonado, ou está assumindo o papel de alguém em seu sistema familiar.

E até que a morte nos separe, que não necessariamente passa pela ordem física, é preciso entender que ali acaba uma relação entre um homem e uma mulher. Pois, quando se tem filhos, a relação entre pai e mãe deve ser eterna, para que a ordem familiar seja preservada.

E toda a desordem familiar que assistimos hoje em nosso dia a dia, nas rádios, na televisão, onde filhos agridem pais, e vice e versa, filhos se envolvem com drogas e com a marginalidade, onde o desrespeito familiar reina, podemos dizer que estão relacionados com o fato do casal ter dificuldade em separar o que diz respeito ao casal e o que diz respeito à sua função de pai e mãe.

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eulina

A nossa permanente impermanência

 

Eulina Lavigne

eulina lavigneDesde o início do ano estou lidando com a minha impermanência diante de fatos que geram mortes coletivas e individuais. Morte de pessoas que serão sempre, para mim, referência de amor, de sabedoria, de aprendizados inesquecíveis.

E sempre que a morte se revela para mim de forma tão abrupta, lembro o quanto a minha e a nossa vida é efêmera, principalmente para aqueles que acreditam que a vida se encerra quando o nosso corpo físico sucumbe. Lembramos o quanto precisamos olhar para a nossa vida e fazer dela valiosa.

vida e morteA grande maioria das tradições espirituais do mundo, inclusive o Cristianismo, reconhece a continuidade da vida após a morte. Acontece que fui ensinada a negar, rejeitar a morte e a acreditar que ela é o fim de tudo. Fui ensinada a ter medo da morte como se ela fosse um bicho papão que devemos manter à distância. E, sendo assim, eu corria alucinadamente para usufruir de todas as coisas materiais, a ter o melhor carro, o melhor apartamento, a melhor bolsa e assim fui me distanciando de mim.

Sogyal Rinpoche no livro tibetano do viver e do morrer, concluiu que os efeitos desastrosos da negação da morte vão muito além da esfera individual: eles afetam o planeta inteiro. Pois esta falta de visão a longo prazo está levando as pessoas a devastarem o nosso planeta e a destruírem os nossos recursos naturais como não se houvesse o amanhã.

Passei então a refletir sobre isto e há muito tempo ando nesta busca de mim e confesso que ainda tenho medo da morte, embora seja muito menos. Ainda tenho um caminho longo a percorrer comigo.

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Que sociedade estamos deixando ser construída?

Eulina Lavigne

eulina lavigneEsses dias, acordei me perguntando qual a função de presenciarmos tantos atos de desrespeito à mulher. Sim, porque entendo que esse é um convite para pensarmos e repensarmos para onde vai o nosso olhar quando nos deparamos com tantos fatos. Aceitando o convite de Bert Hellinger, criador da terapia da Constelação Familiar, além de olharmos para a vítima, vamos direcionar o nosso olhar, com compaixão, também para o agressor que, provavelmente, pode ter sofrido abusos em sua infância.

Não estou aqui saindo em defesa do agressor, e sim, observando, enquanto terapeuta, onde e como se instalam as patologias, que podem vir do abandono por parte dos pais, ou por desafetos entre os casais, impedindo que a vida siga o fluxo com harmonia.

Muitas crianças que vivem em orfanatos sofrem muito e, de alguma forma, ao se tornarem adultos, devolvem para a sociedade os maus tratos sofridos.

afetoCerta feita, tomei um ônibus e entrou uma mãe com um filho de seus 8 anos, e ficaram em pé ao meu lado. A criança chorava e dizia para a mãe que estava com sede. A mãe, muito irritada, dizia ao filho para calar a boca e que não tinha água no ônibus para dar a ele. Ele responde dizendo que antes de entrar no ônibus, fazia tempo que ele dizia a ela que estava com sede. A mãe se calou.

Enquanto o ônibus fazia o seu percurso a criança continuava aos berros. E, mais irritada ainda, a mãe diz ao garoto que se ele continuar a gritar, iria dar uma boa pisada no pé dele. Eu, sem acreditar no que estava ouvindo, levantei as vistas e encarei a mãe, que ficou sem graça.

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A Lama que quebra as nossas barreiras

Eulina Lavigne

 

eulina lavigneNão são as águas de março fechando o verão e é o fim do caminho em muitos corações.  É um projeto de casa, é o corpo na lama. É a lama é a lama é a lama!

São as barreiras construídas para impedir o contato com aquilo que não serve. Tudo que é rejeitado e é irresponsavelmente despejado no colo da Mãe Natureza. E agindo assim acreditamos que a Mãe Terra aceitaria desrespeito e se calaria em seu leito. Não! Jamais ficaria por isto mesmo.

A prática da terapia Constelação Familiar vem me ensinando isto e é extensiva à nossa grande família: o UNIVERSO. E se a Grande Mãe é desrespeitada e desonrada, todos nós sofremos. Voltamos para a terra de onde viemos até aprendermos. E quando pessoas morrem por um movimento desrespeitoso e de descuido, morre também, um pedaço de mim e de você.

Dam Collapses in BrazilFicamos na lama, juntos, até aprendermos. Com muita dor. E se somos UM não basta saber quem foi que fez. Não basta saber quantas vidas se foram e quantas ficaram no sofrimento pelas que foram. Não há resposta que baste.

Todos nós respondemos. Respondemos pela lama de corrupção, respondemos pela lama de aceitação, de acomodação, de lamentação. Respondemos pela falta de ação e, muitas vezes, respondemos por ficarmos na arquibancada esperando o alarme tocar. Então viramos a vítima. Desculpem-me por estar sendo tão dura. E é preciso falar e é preciso escutar.

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Ordem e Regresso. Depois virá o progresso e o amor

Eulina Lavigne

 

eulina lavigneAntes de iniciar este artigo quero informar que sou apartidária. Não sou a favor nem deste e nem daquele partido. Sou a favor de ideias que sejam humanistas e progressistas. Isto sim.

Quando iniciei minha carreira profissional foi como trainee do Citibank em Salvador e depois entrei para o quadro efetivo de funcionários por sete anos trabalhando na área de pessoa jurídica.

Naquele tempo o Brasil era o país, depois dos EUA, mais lucrativo para o Banco. Com taxas de inflação altíssimas, com FGTS dos funcionários parado por quarenta dias no banco para que fossem emprestados a juros exorbitantes, tudo era uma festa!

brasil 1Ganhávamos decimo terceiro, quarto salários fora as premiações em dólar. As festas eram em hotéis maravilhosos, com show pirotécnico que ainda no Brasil não se ouvia falar. Nossas roupas de gala eram alugadas pelo banco e o salão de beleza aberto exclusivamente para atender a ala feminina. Coisa de cinema!

Quando vieram os planos, Bresser e Collor e medidas que encurtavam o prazo de permanência do FGTS nos bancos para dois dias, aumento do volume de recolhimento dos depósitos à vista ao Banco Central e outras medidas, a farra foi terminando.

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O Amor, o Medo e a Raiva

 

Eulina Lavigne

eulina lavigneSe perguntar à maioria das pessoas qual o oposto do amor, a primeira resposta que ouvimos, assim no impulso, é que é o ódio.

E se pararmos para pensar um pouco podemos observar que o oposto do amor é o medo. O medo de. O medo de se envolver, o medo de se machucar, o medo de dizer o que sente de fato, o medo do abandono, o medo de amar a si próprio. No fundo temos medo de nos amar como somos e muitas vezes projetamos no outro aquilo que gostaríamos de ser, ou de ter, ou de fazer e, por medo, não somos, não temos e não fazemos.

E quando o outro pode ser quem é, fazer e ter, entramos no desamor e sentimos raiva. Do outro? Não. De nós mesmos. Bert Hellinger, criador da Constelação Familiar, se utiliza de uma frase muito interessante que diz: “Que mal lhe fiz para estar tão furioso com você?”. No fundo tenho raiva de mim porque aceitei muitas coisas que não devia ter aceitado. Porque deixei de exigir, tomar ou pedir o que eu poderia ter exigido, tomado ou pedido. Esse tipo de raiva paralisa, pode deixar o sujeito enfraquecido e preso por muitos anos.

amorQuando desenvolvo o amor por mim, e incluo o medo e a raiva como partes de mim, considerando-os importantes para a minha caminhada, me fortaleço e me sinto mais segura para amar o próximo. Por que o medo, quando reconhecido em momentos que me cabe, me protege. Por exemplo, Ângela Cavallo foi capaz de levantar e segurar um veículo por quase 5 minutos para salvar o seu filho que ficou preso sob um Chevrolet 1964. O medo de perdê-lo foi tão grande que a fortaleceu a tal ponto que fosse capaz de fazer o que fez. O amor que tinha pelo filho, superou qualquer obstáculo.

O medo me convida a ficar mais alerta e focado para que algo de pior não aconteça. E isso me faz bem!

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Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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