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Posts Tagged ‘Eulina Lavigne’

Sobre os laços humanos

Eulina Lavigne

 

eulina lavigneAssisti essa semana um vídeo com o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, em que ele nos convida a refletir sobre as redes sociais e a dificuldade em se firmar laços humanos. Onde criamos a ilusão de que temos milhões de amigos e vivemos em uma crescente solidão. Onde nos conectamos e desconectamos com um simples clicar de teclas dada a dificuldade de interagir, de aceitar formas de pensar diferente e sustentar as relações.

Tenho o mesmo sentimento que ele e posso reconhecer que as redes sociais também possuem uma série de benefícios. Nos ajuda a encontrar velhos colegas de escola, ex-amores, pessoas diversas de quem perdemos o contato, cursos, eventos, dentre outros.

laçosO fato é que também percebo uma certa volatilidade nas relações que se estabelecem no mundo moderno. Uma busca incessante em encontrar alguém que supra as suas demandas sem perceber que a fonte está dentro de si.  A busca lá fora nos impede de olhar para dentro. De estabelecer uma conexão consigo e com o que precisa ser visto para que os laços humanos se fortaleçam.

Enquanto nos desconectamos do nosso vazio e deixamos de preenche-lo com aquilo que há de mais precioso em nós vamos ficar nesse movimento de clicks, conectando e desconectando, até que o interruptor quebre ou a luz vá esmorecendo. Por que o outro nos instiga a todo momento a rever crenças e padrões pré-estabelecidos. E a mudança é desafiante, traz desconfortos e ao mesmo tempo nos abre várias possibilidades.

Onde estão e quem são os nossos verdadeiros amigos? Como estamos tecendo os nossos laços de amizades e o quanto estamos sendo cuidadosos com eles?

Certa feita ouvi de alguém que iria desfazer a sua amizade por que a amiga havia se envolvido com um amigo casado e outra por que o amigo estava se envolvendo com um outro garoto. As escolhas são individuais e é a vida que vai nos ensinando a trilhar um caminho de aprendizados até descobrirmos o que nos faz feliz. Os conselhos de amigos devem ser bem-vindos.

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MATERNaIDADE

Eulina Lavigne

 

eulina lavigneMe tornei mãe aos 28 anos e tive mais três gestações, sendo a última quase aos quarenta anos.  E, para mim, não há época melhor na vida da mulher do que cuidar de uma criança, seja ela gestada da barriga ou do coração.

Me via completamente envolvida. Eram dias de muita ternura onde aprendi a cuidar , a lidar com a fragilidade no tocar, no falar, a escutar, a dar limites, a dar colo, enfim uma dádiva.

A ligação materna por meio da amamentação, do o olho no olho, para mim era algo de que eu não abria mão.

É na maternidade que compreendemos a nossa mãe e percebemos quantas cobranças fazemos a ela, pelas ausências, por não fazer do jeito que gostaríamos, por dar limites, por dizer não na hora necessária. É quando percebemos o quanto desejávamos tê-la por perto e a realidade da vida a impedia de assim proceder.

materÉ na maternidade que intensificamos as nossas culpas e nos cobramos demais. E é na maturidade que compreendemos que fizemos e fazemos o que podemos pelos nossos filhos e que somos a mãe necessária para eles.

É na maternidade que aprendemos a negociar. Comigo pelo menos foi assim. Lembro de um fato muito interessante que aconteceu comigo e a minha filha mais velha. Eu estava chupando manga a noite. E ela, com os seus 4 anos de idade, veio me pedir para chupar manga. E eu com as minhas crenças limitantes e com um excesso de cuidado, disse que não daria pois a manga era muito indigesta.

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HumanIdade – Do Segundo ao Quinto Ato

 Eulina Lavigne

eulina lavigneNa semana passada falamos sobre o primeiro ato da humanidade. Vamos ao segundo que ocorreu há 700 milhões de anos.

Há quase quatro bilhões de anos, no encontro da luz do sol com a Mãe Terra nasceu a vida que brincava em um playground chamado Terra. Organismos unicelulares perceberam que sozinhos logo desapareceriam da Terra, e as suas chances de sobrevivência eram muito pequenas.

Então cada vez mais era necessário a formação de comunidades celulares, e pegando a carona da ludicidade de Bruce Lipton e Steve Bhaerman, em seu livro Evolução Espontânea,  os organismos unicelulares resolveram dar um fim naquela vida solitária. E em linguagem primitiva disseram umas para as outras: Ei, preciso do seu amor.

E assim surgiram os primeiros organismos unicelulares para nos ensinar a necessidade de vivermos em comunidade e potencializarmos a nossa capacidade de ficar neste grande playground de forma feliz e saudável por mais tempo.

E o medo e o orgulho, estes grandes bichos papões, muitas vezes, criam impedimentos para falarmos de amor uns com os outros. O medo de falar e não ser aceito e o orgulho que no alto da sua pompa diz: eu não preciso de você!

E nós? Quando vamos nos atentar para isto?

Vamos para o Terceiro Ato da Humanidade que aconteceu há muitos milhões de anos atrás quando os organismos multicelulares evoluíram para o primeiro ser humano consciente. Que maravilha. É um grande passo e se esta consciência fosse ampliada melhor ainda.

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Dia das Mães é o dia da Vida

Eulina Lavigne

 

eulina lavignePenso que no dia das mães comemoramos também o dia da Vida. A vida é o maior presente que recebemos dos nossos pais, independentemente da existência de  amor entre eles.  Este é um fato e o mais importante é a vida que foi gerada. Esta sim precisa ser reverenciada e honrada.

Normalmente só compreendemos a nossa mãe, quando nos tornamos mãe ou pai. Quando percebemos a responsabilidade de cuidar de um  ser tão pequeno e ainda indefeso. E muitas vezes, os pais, deixam de assumir esta responsabilidade por medo. Por medo de não dar conta, de errar, de machucar este ser. E muitas vezes, a mãe abri mão deste ser, com muita dor, acreditando que está fazendo o melhor para ele. Para que ele encontre melhores oportunidades. E tenha certeza, jamais o retira do seu coração, vibrando para que ele seja feliz.

O ventre da nossa mãe foi o nosso primeiro abrigo e onde começamos a aventura de ir em busca da nossa luz! Quando a mulher pari ela dar a luz. Ela entrega para o mundo um ser de luz!

A mãe além de ser o nosso primeiro abrigo é a fonte do nosso primeiro alimento e por meio do seu leite tomamos a vida fora dela.

Bert Hellinger nos ensina com o  movimento das constelações familiares, uma terapia sistêmica,  que quando tomamos a nossa mãe como fonte de nossa vida e tudo aquilo que flui dela para nós, nos tornamos plenos de sucesso e nos preparamos para o sucesso posterior na nossa vida e na nossa profissão. Tomamos a vida como um todo na medida em que tomamos nossa mãe.

As mães e os pais sempre dão mais do que recebem dos filhos. E só recebem de volta dos filhos quando estes se tornam pais e que devolvem para o mundo tudo que deles receberam.

Independente da sua mãe ter atendido ou não as suas expectativas, honre a vida que recebeu dela, reverencie e faça o melhor que pode. Sinta todas as responsabilidades e desafios vivenciados por sua mãe, deixe-os com ela, e siga o seu destino com alegria.

A nossa mãe é a mãe certa para nós e a melhor mãe. Assim como cada filho é o melhor filho para ela e o filho certo.

Muitos filhos cobram das suas mães aquilo que elas não podem dar, pois elas também não receberam. E se observarmos este movimento, faz parte de uma linhagem de mulheres que se empenharam para dar o melhor de si. O melhor que puderam em cada momento das suas vidas.

Portanto, os filhos devem ser eternamente gratos a todas as mulheres que fazem parte da sua história, reverenciá-las e se alegrar com tudo o que delas receberam. Devem olhar para tudo o que  consideram ruim ou bom e perceber que este aprendizado permitiu ser quem eles são hoje.

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Humanidade – Primeiro Ato

Eulina Lavigne

eulina lavigneQual a idade da humanidade?

De uma forma bastante lúdica Bruce Lipton e Steve Bhaerman contam em seu livro, Evolução Espontânea, uma história de amor. Uma história de amor do Universo, quando há bilhões de anos um raio de luz do sol se encontrou com uma partícula de matéria e dessa faísca de amor entre, o Pai Sol e a Mãe Terra surgiu um novo ser sobre a esfera azul-esverdeada.

Deste amor surgiu uma criança chamada Vida, que brinca nesse playground chamado Terra dando origem a uma infinita variedade de formas. Algumas conhecidas e outras jamais vistas por nós.

A Ciência revela que durante quase três bilhões de anos da história da Terra, os organismos unicelulares como bactérias, algas e protozoários semelhantes a amebas eram os únicos habitantes vivos.

E Bruce Lipton, especificamente nos convida a perceber que a maioria destes seres primitivos que vieram muito antes de nós eram, e ainda são, organismos que desenvolvem estratégias cooperativistas para a sobrevivência de todos. Bruce, como biólogo celular, nos chama à atenção, por meio das suas pesquisas que os seres humanos são meros resultados de uma “consciência ameboide coletiva”. Nossa condição humana reflete a natureza de nossa comunidade celular.

humanidadeE no primeiro ato da Vida são esses seres unicelulares que habitavam a Terra e em cada um deles havia uma vontade própria e um propósito de vida.

Segundo as pesquisas de Bruce, as células são capazes de aprender com as experiências que vivenciam em seu ambiente e de criar uma espécie de memória que é passada aos seus descendentes.

Os organismos unicelulares sobreviveram e evoluíram a partir de uma interação cooperativa e isto prova a veracidade da teoria de evolução orgânica do menosprezado Lamarck. Na época em que lançou a sua teoria, que não estava completamente errada, foi considerado louco. E hoje percebemos que esta possibilidade é plenamente cabível e explicável pela própria natureza.

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A dor que Educa e o EducaDor

Eulina Lavigne

 eulina lavigneHá 29 anos quando iniciei a minha formação em terapeuta, tive o privilégio de conviver com a querida educadora Cibele Amado. Me lembro que ao escrever o seu trabalho de conclusão de curso, nos chamou à atenção sobre a palavra Educador: aquele que educa a dor do outro.

E pensando aqui com esses pássaros que cantam, estamos aqui para educar a dor do outro e vice e versa. Além de sermos EducaDores somos educados por nossas dores.

Mês passado tomei uma queda na cidade, e para não cair de cara no chão me joguei de lado e bati o tórax. Um senhor me levantou e fui almoçar. Quando sentei percebi uma dor intensa no peito quando respirava.

dor 2Como não sou adepta a ser diagnosticada de imediato por médicos e sim sentir a minha dor e pedir auxilio à mãe terra, a argila, fui para casa e fiz aplicações diárias e constantes com óleos essenciais. Me curei e depois fui tirar uma radiografia que me indicou que estava tudo bem.

Durante este processo, me dei conta de que carregava uma dor no peito que não me pertencia e pude fazer uma autoconstelação, recurso terapêutico desenvolvido pelo alemão Bert Hellinger, devolvendo-a a quem de direito, pois, as minhas dores já são suficientes para serem processadas. Enfim, me senti mais leve e respirando com uma profundidade que há muitos anos não respirava.

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Quando a queixa é maior que a vontade!

Eulina Lavigne

eulina lavigneNão me recordo em que livro eu li, que o homem é movido por três forças: a vontade, o pensamento e a atitude.

A vontade é muito mais que um desejo. Ela vem das entranhas, da Alma. Da certeza do que se quer. E é esta vontade que move o pensamento para a realização. E só se realiza com atitude.

Ouço muitos jovens adultos ainda dizerem que não fazem este ou aquele curso, não fazem isto ou aquilo que desejam simplesmente porque os pais não deixam.

Às vezes o medo, o estar em uma zona de conforto, como casa, comida e roupa lavada ou a não identificação, ainda, do que os move para a vida, são prováveis impedimentos para sair do lugar.

Quando identificar de fato de onde vem este impedimento, e a vontade reinar, não há pai, mãe, vó, vô, ninguém que os impeça.

É muito mais fácil acusar e responsabilizar os pais ou quem quer que seja por sua paralisia do que agir, pois, desta forma não se responsabiliza por sua vida e o tempo passa.

E este é o grande ganho. Não se responsabilizar para não ter que pagar o preço das escolhas que faz. Para não ter que assumir as consequências do que vier a acontecer.

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Bendito é o fruto do vosso ventre!

Eulina Lavigne

 eulina lavigneNo mês escolhido para ser o mês das mulheres, ouvi e vi várias manifestações em defesa da mulher e muitas foram as acusações para os homens. Muitas manifestações contra o patriarcado, contra a violência, contra a negligência nas relações afetivas, negligência do Estado e se a escuta apurasse muitas coisas ouviria.

Se as acusações e justificativas trouxessem soluções para a necessidade de se resgatar o amor, a gentileza, o respeito no âmbito familiar eu ficaria deveras satisfeita. No entanto, sabemos que estes movimentos nos distanciam do que realmente desejamos. O que desejamos é que o fruto do vosso ventre seja o Amor.

Então vamos pensar juntos sobre este emaranhado em que se encontram o homem e a mulher? Vamos olhar para uma outra possibilidade de encontrarmos um caminho?

amor mulherQuem é que gera o homem? Quem é que cria o homem? Sei que muitos vão me dizer que é o homem e a mulher. E sabemos que este seria o movimento ideal e correto. E não é assim que funciona. Pelo menos na atual realidade, não!

No momento em que a mulher conquistou o seu espaço e não mais suportou viver sob a custódia do patriarcado esta situação se alterou. Muitos homens são criados apenas pelas mães, pelas avós, pelas tias, babás e às vezes pela irmã mais velha.

A opressão sofrida pelas mulheres e a falta de reverência ao seu feminino por parte dos homens foi endurecendo o seu coração e na criação dos seus filhos homens toda esta opressão vivida foi de um certo ponto repassada para eles.

Quem já não escutou que o homem não chora? Engula o seu choro? Você não é homem não? Tem que aguentar! Seja forte! Seja macho!

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Quando as máscaras caem

Eulina Lavigne

 

eulina lavigneTomemos a vida como um grande teatro, onde encontramos diversos personagens conforme a trama vivida.

E eis que convidados a assumirmos o nosso papel na vida, escolhemos a melhor máscara que nos cabe, pois afinal de contas, na grande maioria dos casos, assumirmos quem somos nos gera uma série de crenças distorcidas como: “serei abandonado”, “não serei aceito”, “não serei amado”, “não serei quem sou, pois, o preço a pagar é muito alto e não estou disposto a abrir mão disso ou daquilo”. Tudo isto de forma bem inconsciente.

Uns acreditam que o amor é a melhor máscara, outros o poder, outros a serenidade, e a diversidade é imensa.

O amor é, muitas vezes, a melhor forma de resolvermos os problemas que nos afligem e a submissão também. Nos tornamos meigos, obedientes, bonzinhos para sermos amados e cedemos aos desejos dos outros para termos os nossos desejos atendidos. Um jogo bastante interessante e quando descoberto é preenchido pela vitimização tipo: eu faço tudo por você! eu abro mão das minhas coisas para fazer as suas. Eu não mereço isto.

mascarasPor traz da máscara do amor, está o orgulho, a vergonha, a agressividade e a raiva também é encontrada.

Quando a máscara do amor não nos convém, usamos a do poder. Pois com ela acreditamos que somos respeitados pela posição que ocupamos, nos sentimos independentes (balela), autosuficientes, “donos do nosso nariz”.

Com ela nos despreocupamos se fulano é bom ou é ruim, mas se nos sentimos queridos e idolatrados já é o suficiente.

Se nem a máscara do amor e nem a do poder nos cabe, resta a da serenidade, que alguns podem chamá-la de espiritualidade. Com ela acreditamos que encontramos a paz, que devemos a todos amar e que nada neste mundo nos afetará. Até que…..

 

Vem a óbito o neto de um ex-presidente e é o suficiente para as redes sociais derrubarem todas as máscaras. Ofensas e desrespeitos, desqualificações de todos os tipos vem à tona, revelando o quanto esta máscara pesa sobre o nosso ser. Quanto orgulho e hipocrisia ela encobre.

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O sagrado feminino

sagrado

Eulina Lavigne

 

eulina lavigneHoje poderia estar aqui escrevendo sobre a onda de violência que estamos presenciando contra a mulher. E por acreditar que já está sendo demasiadamente divulgada e focada convido você a lembrar do que há de mais sagrado em nós mulheres. Quem sabe assim, com esta reconexão, possamos tomar de volta a nossa força e o nosso poder de transformar tudo isto.

Em 1997 participei de uma vivência chamada A reconsagração do ventre, uma experiência só para mulheres onde fomos convidadas a resgatar e a nos reconectar com o que há de mais sagrado em nós mulheres: o nosso ventre.

Antes da época da inquisição, a nossa conexão com o nosso ventre por meio de rituais era uma realidade. O sangue gerado por meio da menstruação era devolvido à terra como uma forma de reintegrá-lo e fertilizar a Grande Mãe e era considerado um sacramento.

Os índios do Arizona se untavam de sangue menstrual que dava poder de invisibilidade perante os inimigos.

 

Antes da inquisição as mulheres sábias, vistas como bruxas, aproveitavam o período menstrual para se reconectar com o seu poder. O poder da serpente, quando desprende o revestimento do seu útero como uma serpente que desprende a pele. Neste período se renovavam fisiologicamente, liberando as toxinas físicas e resíduos emocionais e a cada mês refinavam a sua capacidade de ser mulher.

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O desafio de estar presente

Eulina Lavigne

eulina lavigneO maior presente que recebemos dos nossos pais é a VIDA. E a vida é uma grande jornada. Antes mesmo de chegarmos ao mundo, o nosso corpo registra tantas emoções vivenciadas pelos pais que, se Roberto Carlos soubesse, faria uma canção sobre isso.
Recentemente, pesquisas realizadas pela universidade de Emory University School of Medicine nos EUA, constataram a possibilidade de existir uma herança epigenética transgeracional, que revela que o ambiente pode afetar os gens de um indivíduo e pode ser trasmitido aos seus herdeiros antes mesmo de chegarem ao mundo.

Nos assustamos com tanta luz, com uma mão estranha que nos puxa para o mundo e, por vezes, com um tapa no bumbum. Apesar do desejo de ficar naquele espaço quentinho e aconchegante, quem sabe com medo dos desafios que nos aguarda, precisamos ser resgatados. E a vida nos convida para estarmos presentes.

desafioPresentes? Como assim? Nem pensar! Esse mundo me assusta! Me retirando de um conforto, me batendo, me puxando. Muita gente me olhando, me pegando, comentando sobre mim. Nossa! Quero tomar o trem de volta.

Fico a imaginar se esse seria ou será o diálogo das nossas células antes mesmo de nascermos, ao vivenciarem tantos eventos que estimulam a sair de cena ao invés de estarmos presentes. Além disso, podem existir eventos de ambientes conflituosos, brigas, discussões, drogas, que envolvem o nosso sistema familiar e dão continuidade a esse desejo interno do “vamos fugir por aí, baby”.

Tudo isso nos faz acreditar que a presença é algo que incomoda muito ao invés de perceber que estar presente é um GRANDE PRESENTE!

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Por amor aos nossos filhos

Eulina Lavigne

eulina lavigneQuando um casal se separa, com raras exceções, os emaranhados familiares se intensificam por conta de um desrespeito às ordens do Amor. O Amor flui quando a hierarquia familiar é respeitada, considerando o tempo, o peso e a função que se exerce no sistema familiar. E, muitas vezes, essa compreensão só chega com a maturidade e com os ensinamentos da vida.

A separação é algo muito doloroso para toda a família. Confesso que quando me separei, a dor que senti, mesmo desejando a separação, foi a mesma de quando perdi o meu irmão no auge dos seus 28 anos. É a dor da morte.E é tão dolorosa que para evitamos a dor entramos na raiva, na censura e no desejo de vingança.

Em separações mau acordadas, há sempre uma tendência de se encontrar um “bode expiatório”. Ou seja, alguém que possa se responsabilizar por isso. Um relacionamento não chega ao final porque um parceiro é culpado e o outro é inocente. Trazendo a luz, a visão da Constelação Familiar, um relacionamento acaba porque um deles deve estar assumindo problemas de sua família de origem ou ambos caminham em direção opostas.

hijosE mesmo que me diga que você foi abandonado por seu pai ou sua mãe, por traz de tudo isso, existirá um emaranhado sistêmico, e se for investigar, verá que esse pai que abandonou, também deve ter sido abandonado, ou está assumindo o papel de alguém em seu sistema familiar.

E até que a morte nos separe, que não necessariamente passa pela ordem física, é preciso entender que ali acaba uma relação entre um homem e uma mulher. Pois, quando se tem filhos, a relação entre pai e mãe deve ser eterna, para que a ordem familiar seja preservada.

E toda a desordem familiar que assistimos hoje em nosso dia a dia, nas rádios, na televisão, onde filhos agridem pais, e vice e versa, filhos se envolvem com drogas e com a marginalidade, onde o desrespeito familiar reina, podemos dizer que estão relacionados com o fato do casal ter dificuldade em separar o que diz respeito ao casal e o que diz respeito à sua função de pai e mãe.

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Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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