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Incorpore-se

eulina pesEulina Lavigne

eulina lavigneJá comentei em artigos anteriores, que o nosso corpo é o último estágio onde a doença se instala.

Nosso mestre em Constelação Familiar, Bert Hellinger nos ensina que a doença em nosso corpo começa na Alma, pois é dela que vêm os movimentos do amor que nos levam às pessoas doentes, que desejamos nos vincular.

Assim como existe um amor que cura existe um amor que adoece por meio do nosso desejo natural de pertencimento. E percebo que, muitas vezes, o desejo de pertencer e fazer parte de uma família é tão intenso e ao mesmo tempo tão desafiante, em função do ambiente doentio em que se encontram muitas famílias, que a estratégia adotada pela criança é  ausentar-se do corpo, dissociar-se  para suportar a desestruturação familiar.

Desta forma, desenvolvem uma estrutura de caráter a qual denominamos esquizoidia. Pessoas esquizoides são pessoas que possuem dificuldade de se relacionar socialmente, altamente criativas, gostam de estar sozinhas, são pessoas indiferente aos sentimentos afetivos. Normalmente são frutos de uma família cujos seus cuidadores foram pouco sensíveis e negligentes na infância, deixando a criança vivenciar relações abusivas ou agressivas, demonstrando assim para elas que as relações não são prazerosas.

Normalmente o que acontece é que os cuidadores desta criança, também vivenciaram descuidos durante a infância e por não terem recebido cuidados, evidentemente, não aprenderam a cuidar. Assim,  é necessário uma intervenção terapêutica para evitar-se a perpetuação deste ciclo e a formação de um padrão familiar nas gerações futuras.

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Fazer escolhas é abrir mão

Eulina Lavigne

eulina lavigneQuando você era criança ouviu alguém lhe pedir para ficar quieto senão o bicho papão iria lhe comer? Ou lhe dizer que se fizesse isso ou aquilo a bruxa malvada lhe levaria para a casa dela e lhe prenderia na gaiola tal qual fez com o Joãozinho e Maria? E o lobo mau?

E você fez o quê? Desafiou a bruxa, o lobo mau e o bicho papão? Ou se apegou ao medo?

Pois é, a grande maioria de nós desde cedo aprende a cercear os desejos e ações e ficar imobilizado e acomodado em função do medo. Diante de uma ameaça de vida ou morte você vai fazer o quê? Obedecer! E o pior é que é uma ameaça de morte que não existe!

escolhasQuando cerceamos as nossas ideias e desejos somos levados a controlar os nossos impulsos e as nossas ações, e quando isto é feito por meio de uma ameaça tudo fica pior, pois, uma hora “a vaca vai para o brejo e torce o rabo”.

Se os nossos desejos e ideias são tolhidas de forma autoritária em algum momento entraremos em um embate e, buscaremos o controle ou com uma passividade dissimulada, ou com agressividade, ou com pirraça, seja de que forma for vamos buscar.

Embate de lá e embate de cá implica que alguém terá que ceder se desejam uma solução. E penso que essa concessão se torna mais saudável por meio do diálogo. Por meio da escuta, da reflexão e da percepção de que muitas vezes aquilo que acreditamos ser o certo nem sempre é. Da clareza de que os padrões sobre os quais fomos educados já não cabem mais no momento atual.

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As nossas vocações

Eulina Lavigne

 

eulina lavigneA palavra Vocação vem do Latim  VOCATIO. Que significa  “um chamamento”, de VOCATUS, “pessoa chamada”.

Vocação é aquilo que chama a nossa Alma e diz: vem, vem fazer o que você veio fazer, com prazer, com alegria! Vem cumprir a sua missão na Terra! E independente do que seja, a gente se sente feliz e revigorado a cada dia . É uma verdadeira diversão.

Acredito que, ao longo dos anos da nossa existência, podemos desenvolver várias habilidades e competências para ampliar as possibilidades de atuar no mundo e se manter presente.

Por outro lado, sinto que apenas desenvolver novas habilidades e competências não é o suficiente quando estão desassociadas das nossas reais vocações, e  podem gerar acomodação e impedimento para que a expressão do nosso ser se manifeste de forma íntegra.

vocaçõesE fico a pensar que se assim é com o ser humano, assim também deve ser com a nossa Grande Mãe Terra. Cada pedacinho dela, de acordo com as suas condições geográficas, climáticas, humanas e tantas outras, revela uma vocação que será expressa, na sua integridade, na medida em que quem nela reside a respeita e a honra.

Honrar a Terra, em toda a sua dimensão, é honrar cada parte dela e respeitar as suas vocações.

Você já se perguntou qual é a vocação do local em que habita? Você já observou se ele está em harmonia com a sua missão de existência?

Se ainda não fez isto passe a observar, e inclua na sua observação a percepção sobre o que vem acontecendo nos lugares que são invadidos por vocações que não lhes cabem.

Observe a resposta da Mãe Terra, por mais dolorosa e dura que seja, às manifestações ilícitas de nós homens para com ela. As invasões, a implantação de projetos fora das vocações do local. O sofrimento que isto vem causando às pessoas que habitam no local e que também buscam cumprir a sua missão tal qual o seu lugar e as pessoas que desempenham papeis fora das suas vocações no local.

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Quando a doença bate em nossa porta sem pedir licença

Eulina Lavigne

 

eulina lavigneA nossa Alma, representada por nossa consciência,  se manifesta por meio do nosso corpo que deve expressar a sua forma harmoniosa de ser.

Quando esta harmonia é quebrada, a doença se instala como um convite para a retomada do equilíbrio. Thorwald Dethlefsen e Rüdiger Dahlke em seu livro A doença como caminho, dizem que se a consciência de uma pessoa se desequilibra, o fato se torna visível e palpável na forma de sintomas corporais e que é uma insensatez afirmar que  o corpo está doente: só o ser humano pode estar doente; no entanto, esse estar doente se mostra no corpo como um sintoma.

A todo o instante, a vida nos convida a expressar o nosso ser de forma íntegra e harmoniosa, testando  se o nosso discurso vem estar alinhado com as nossas ações. Se de fato expressamos o nosso Ser de forma honesta. Porque se não posso ser honesto comigo e muito menos com o outro, eu me desestruturo,  a minha consciência se desalinha e perde a sua harmonia.

doençaComo não temos tempo para olhar para o que de fato está no desalinho, por conta do nosso medo, que pode ser do abandono, da rejeição, de sair de um lugar de conforto, os sintomas se manifestam no nosso corpo e expulsamos estes sintomas com o simples uso de medicamentos.

Até que um dia a nossa consciência não suporta  ser quem não é, não se expressar da forma que precisa e a doença bate em nossa porta com firmeza, entra e diz: está na hora de você olhar para você  e se cuidar. Vamos parar um pouco?

No Evangelho de Tomé, log. 22 Jesus disse: Quando de dois fizerdes um,  e quando transformardes o interior em exterior e o exterior em interior, quando o superior for como o inferior, e quando fizerdes o masculino e o feminino uma só coisa, de tal forma que o masculino não seja masculino e o feminino não seja feminino; quando fizerdes olhos no lugar de um e uma mão no lugar de uma mão, e um pé no lugar de um pé, uma imagem no lugar de uma imagem, então entrareis no reino.

Pois, pois. Jesus desde então já nos convidava a integrar, a incluir,  a sair do eu, do tu, e transformar a polaridade em unidade. A amar-se e aceitar-se do jeito que é e aceitar  o outro do jeito que ele pode se expressar e ser. A  enxergar no outro o que o outro nos revela e que não queremos ver em nós.

 

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O conflito amoroso

Eulina Lavigne

 eulina lavigneNormalmente aprendemos, quando pequenos, que é muito ruim entrar em um conflito. Que devemos evitar  nos envolvermos em conflitos como se vivenciá-los estivesse fora dos conformes. Somos ensinados a nos afastar deles como se não fossem algo inerente às nossas vidas.

Isto significa confirmar o pensamento de  Krishnamurti  de que quase todos os seres humanos do planeta são educados para viverem em constantes conflitos. Se eu não posso olhar para os conflitos fora, que são o reflexo dos conflitos internos, eu vou perpetuá-los.

Os conflitos são vivenciados por nós a partir de uma memória celular antes mesmo  de nascermos. Vivenciamos os conflitos dos nossos pais durante a nossa gestação, além de vivermos um grande conflito na hora de nascermos. Devemos nos perguntar: saio ou não saio desse lugar tão quentinho e aconchegante?

Além disso herdamos os conflitos dos nossos ancestrais. E você deve estar pensando que eu enlouqueci. Não, eu não enlouqueci. Estou apenas lhe trazendo um novo olhar para que você inclua novas possibilidades. Estou me referindo a herança epigenética transgeracional.

conflitosNossa que palavrão! Calma que eu lhe explico.

Assim como herdamos a cor da pele e a cor dos olhos dos nossos ancestrais, herdamos também as memórias emocionais.

Rupert Shadrake, um dos biólogos mais renomados da atualidade, traz a possibilidade da existência da ressonância mórfica, que diz respeito a um campo de energia chamado campo mórfogenético, que contem registros de toda a história de uma família, que ressoa e pode ser acessada por várias gerações. Ou seja, cada família possui a sua memória coletiva e que pode ser acessada por qualquer membro.

Portanto, voltando aos nossos conflitos, as nossas células carregam os conflitos vivenciados pelos nossos ancestrais e em algum momento eles podem ser ativados. Esta pode ser a explicação para diversas reações com relação aos conflitos: luto, fujo ou paraliso e não entro em contato.

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Como Pode?

 

Eulina Lavigne

eulina lavigne Além de terapeuta sou, também, agricultora e busco honrar os meus ancestrais que foram pioneiros na lida com o cacau na região do Sul da Bahia. E sendo uma apaixonada pelo cacau e pelo chocolate,  em 2013, quando morava em Salvador, adquiri uma minifabriqueta de fazer chocolates. Queria fazer algo diferente.

Conheci o finado Adeir Boida, também produtor,  que na época era o representante da Cocoatown, empresa americana, que fabricava esta máquina de elaboração caseira de chocolates. Passei seis meses, após a compra do que parecia para mim um “bicho papão”. Não sabia como mexer e tinha medo de quebrar algo muito desconhecido para mim.

Na época estava fazendo parte de encontros promovidos pelo SEBRAE sobre o planejamento estratégico do cacau, onde encontrei o Adeir Boida e outros produtores. Empolgada com a máquina de fazer chocolates, a recomendei a outro produtor que imediatamente comprou e na reunião seguinte trouxe os seus chocolates para saborearmos.

foto chocolate festival 4Assistindo ao meu movimento, Adeir me perguntou se eu não tinha vergonha de recomendar a máquina e nunca ter usado a minha sob risco de não funcionar mais visto o seu desuso. Foi então que me apavorei e pedi que me fornecesse alguns grãos de cacau de qualidade já que ele havia sido premiado no festival de Paris.

O nosso primeiro chocolate jamais esquecemos. Saiu maravilhoso, recebi elogios do meu grande incentivado, o Adeir, que foi quem me orientou desde o início.

Parecia que estava cuidando de uma criança. Aprendendo a lidar com a máquina a cada dia, e tinha noites que não dormia com medo da máquina parar. Para fazer um chocolate de qualidade a máquina fica em funcionamento cerca de 24h.

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A ignorância

Eulina Lavigne

eulina lavigneTenho uma amiga querida que diz que a ignorância é o que há de mais democrático nesse país. E pensando um pouco sobre essa frase, estudando e observando no meu dia a dia as relações humanas quero trazer uma outra possibilidade de pensar sobre a ignorância.

A palavra “ignorante” tem a sua origem no latim, IGNORANTIA, derivada de IGNORARE que significa “não saber”.O não saber, para mim, reforça a crença de que não possuímos o livre arbítrio, pois nos aprisiona e distancia da responsabilidade sobre os nossos atos. Principalmente quando o não saber é decorrente de atos que impedem o livre acesso ao conhecimento.

O não saber me faz acreditar que não sou livre, que Não posso, que Não tenho condições para. Seria isso uma democracia ou uma ditadura disfarçada de democracia? Não sei. Fica aqui o livre pensar.

Na visão esotérica a ignorância ou avidya, é a causa de todos os outros obstáculos. Quando a Alma humana se identifica com o EGO, com o seu corpo físico, emocional, mental, os pensamentos e desejos que cria, impossibilita a ampliação da sua consciência pois, não conhece nada melhor do que aquilo a que se prende e que supostamente sabe.

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A cultura, a saúde e o turismo

Eulina Lavigne

 

eulina lavigneA semana passada li o artigo em que a querida comunicóloga, conselheira municipal de Cultura de Ilhéus e gerente de comunicação do Instituto Nossa Ilhéus, Tacila Mendes, perguntava Quanto custa economizar na cultura?

Toda esta reflexão surgiu em função da última reforma administrativa do governo municipal que para reduzir custos integrou a Secretaria de Cultura com a de Turismo, rebaixando a gestão da cultura a uma Superintendência.

E fiquei a pensar qual resposta poderia dar a esta pergunta. Sendo terapeuta clínica e também agricultora comecei a pensar a partir de mim e me veio aquelas três perguntinhas básicas: o que é que eu sou? Onde estou? E para onde vou?

A partir do reconhecimento de mim eu posso ver o outro e este reconhecimento passa por toda a minha história. O local onde nasci, os seus costumes, a sua comida,  o que incorporei deste lugar, e o quanto estas memórias corporais contribuem na forma como eu me expresso e me relaciono com as pessoas. Toda esta energia vivenciada vai me dizer quem eu sou e de onde sou.

 

É a cultura local que vai, a todo momento, evidenciar a minha história, lembrando para mim o quanto ela interfere no meu modo de ser. Me conta a história dos meus ancestrais e o que preciso fazer para manter esta cultura, alterá-la e aperfeiçoá-la. É a cultura que vai me dar o norte.

Para onde eu vou e onde quer que eu vá vou levá-la comigo. Vou contar a minha história para quem chega, a história do meu lugar e assim me sentir pertencente a ele.

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Sobre os laços humanos

Eulina Lavigne

 

eulina lavigneAssisti essa semana um vídeo com o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, em que ele nos convida a refletir sobre as redes sociais e a dificuldade em se firmar laços humanos. Onde criamos a ilusão de que temos milhões de amigos e vivemos em uma crescente solidão. Onde nos conectamos e desconectamos com um simples clicar de teclas dada a dificuldade de interagir, de aceitar formas de pensar diferente e sustentar as relações.

Tenho o mesmo sentimento que ele e posso reconhecer que as redes sociais também possuem uma série de benefícios. Nos ajuda a encontrar velhos colegas de escola, ex-amores, pessoas diversas de quem perdemos o contato, cursos, eventos, dentre outros.

laçosO fato é que também percebo uma certa volatilidade nas relações que se estabelecem no mundo moderno. Uma busca incessante em encontrar alguém que supra as suas demandas sem perceber que a fonte está dentro de si.  A busca lá fora nos impede de olhar para dentro. De estabelecer uma conexão consigo e com o que precisa ser visto para que os laços humanos se fortaleçam.

Enquanto nos desconectamos do nosso vazio e deixamos de preenche-lo com aquilo que há de mais precioso em nós vamos ficar nesse movimento de clicks, conectando e desconectando, até que o interruptor quebre ou a luz vá esmorecendo. Por que o outro nos instiga a todo momento a rever crenças e padrões pré-estabelecidos. E a mudança é desafiante, traz desconfortos e ao mesmo tempo nos abre várias possibilidades.

Onde estão e quem são os nossos verdadeiros amigos? Como estamos tecendo os nossos laços de amizades e o quanto estamos sendo cuidadosos com eles?

Certa feita ouvi de alguém que iria desfazer a sua amizade por que a amiga havia se envolvido com um amigo casado e outra por que o amigo estava se envolvendo com um outro garoto. As escolhas são individuais e é a vida que vai nos ensinando a trilhar um caminho de aprendizados até descobrirmos o que nos faz feliz. Os conselhos de amigos devem ser bem-vindos.

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MATERNaIDADE

Eulina Lavigne

 

eulina lavigneMe tornei mãe aos 28 anos e tive mais três gestações, sendo a última quase aos quarenta anos.  E, para mim, não há época melhor na vida da mulher do que cuidar de uma criança, seja ela gestada da barriga ou do coração.

Me via completamente envolvida. Eram dias de muita ternura onde aprendi a cuidar , a lidar com a fragilidade no tocar, no falar, a escutar, a dar limites, a dar colo, enfim uma dádiva.

A ligação materna por meio da amamentação, do o olho no olho, para mim era algo de que eu não abria mão.

É na maternidade que compreendemos a nossa mãe e percebemos quantas cobranças fazemos a ela, pelas ausências, por não fazer do jeito que gostaríamos, por dar limites, por dizer não na hora necessária. É quando percebemos o quanto desejávamos tê-la por perto e a realidade da vida a impedia de assim proceder.

materÉ na maternidade que intensificamos as nossas culpas e nos cobramos demais. E é na maturidade que compreendemos que fizemos e fazemos o que podemos pelos nossos filhos e que somos a mãe necessária para eles.

É na maternidade que aprendemos a negociar. Comigo pelo menos foi assim. Lembro de um fato muito interessante que aconteceu comigo e a minha filha mais velha. Eu estava chupando manga a noite. E ela, com os seus 4 anos de idade, veio me pedir para chupar manga. E eu com as minhas crenças limitantes e com um excesso de cuidado, disse que não daria pois a manga era muito indigesta.

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HumanIdade – Do Segundo ao Quinto Ato

 Eulina Lavigne

eulina lavigneNa semana passada falamos sobre o primeiro ato da humanidade. Vamos ao segundo que ocorreu há 700 milhões de anos.

Há quase quatro bilhões de anos, no encontro da luz do sol com a Mãe Terra nasceu a vida que brincava em um playground chamado Terra. Organismos unicelulares perceberam que sozinhos logo desapareceriam da Terra, e as suas chances de sobrevivência eram muito pequenas.

Então cada vez mais era necessário a formação de comunidades celulares, e pegando a carona da ludicidade de Bruce Lipton e Steve Bhaerman, em seu livro Evolução Espontânea,  os organismos unicelulares resolveram dar um fim naquela vida solitária. E em linguagem primitiva disseram umas para as outras: Ei, preciso do seu amor.

E assim surgiram os primeiros organismos unicelulares para nos ensinar a necessidade de vivermos em comunidade e potencializarmos a nossa capacidade de ficar neste grande playground de forma feliz e saudável por mais tempo.

E o medo e o orgulho, estes grandes bichos papões, muitas vezes, criam impedimentos para falarmos de amor uns com os outros. O medo de falar e não ser aceito e o orgulho que no alto da sua pompa diz: eu não preciso de você!

E nós? Quando vamos nos atentar para isto?

Vamos para o Terceiro Ato da Humanidade que aconteceu há muitos milhões de anos atrás quando os organismos multicelulares evoluíram para o primeiro ser humano consciente. Que maravilha. É um grande passo e se esta consciência fosse ampliada melhor ainda.

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Dia das Mães é o dia da Vida

Eulina Lavigne

 

eulina lavignePenso que no dia das mães comemoramos também o dia da Vida. A vida é o maior presente que recebemos dos nossos pais, independentemente da existência de  amor entre eles.  Este é um fato e o mais importante é a vida que foi gerada. Esta sim precisa ser reverenciada e honrada.

Normalmente só compreendemos a nossa mãe, quando nos tornamos mãe ou pai. Quando percebemos a responsabilidade de cuidar de um  ser tão pequeno e ainda indefeso. E muitas vezes, os pais, deixam de assumir esta responsabilidade por medo. Por medo de não dar conta, de errar, de machucar este ser. E muitas vezes, a mãe abri mão deste ser, com muita dor, acreditando que está fazendo o melhor para ele. Para que ele encontre melhores oportunidades. E tenha certeza, jamais o retira do seu coração, vibrando para que ele seja feliz.

O ventre da nossa mãe foi o nosso primeiro abrigo e onde começamos a aventura de ir em busca da nossa luz! Quando a mulher pari ela dar a luz. Ela entrega para o mundo um ser de luz!

A mãe além de ser o nosso primeiro abrigo é a fonte do nosso primeiro alimento e por meio do seu leite tomamos a vida fora dela.

Bert Hellinger nos ensina com o  movimento das constelações familiares, uma terapia sistêmica,  que quando tomamos a nossa mãe como fonte de nossa vida e tudo aquilo que flui dela para nós, nos tornamos plenos de sucesso e nos preparamos para o sucesso posterior na nossa vida e na nossa profissão. Tomamos a vida como um todo na medida em que tomamos nossa mãe.

As mães e os pais sempre dão mais do que recebem dos filhos. E só recebem de volta dos filhos quando estes se tornam pais e que devolvem para o mundo tudo que deles receberam.

Independente da sua mãe ter atendido ou não as suas expectativas, honre a vida que recebeu dela, reverencie e faça o melhor que pode. Sinta todas as responsabilidades e desafios vivenciados por sua mãe, deixe-os com ela, e siga o seu destino com alegria.

A nossa mãe é a mãe certa para nós e a melhor mãe. Assim como cada filho é o melhor filho para ela e o filho certo.

Muitos filhos cobram das suas mães aquilo que elas não podem dar, pois elas também não receberam. E se observarmos este movimento, faz parte de uma linhagem de mulheres que se empenharam para dar o melhor de si. O melhor que puderam em cada momento das suas vidas.

Portanto, os filhos devem ser eternamente gratos a todas as mulheres que fazem parte da sua história, reverenciá-las e se alegrar com tudo o que delas receberam. Devem olhar para tudo o que  consideram ruim ou bom e perceber que este aprendizado permitiu ser quem eles são hoje.

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Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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