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Posts Tagged ‘Eulina Lavigne’

A desigualdade virtual

Eulina Lavigne

 

eulina lavigneAndo reflexiva e preocupada com os fatos que se apresentam. Tudo é muito novo para todos, estamos muito mexidos com o que vivenciamos e escutamos no nosso dia a dia. Sei que estamos buscando soluções e, é importante que sejam bastante pensadas, repensadas e estejamos atentos para um aspecto de fundamental importância que é a inclusão.

Infelizmente, somos um país, ainda, de muitas exclusões.

Aqueles que são meus leitores sabem, que moro na zona rural, onde graças a Deus tenho a natureza dentro e fora de mim. Sei que muitos, e eu também, acreditam ser um privilégio, principalmente em tempos de pandemia.

Eu quero acreditar que em muitos aspectos é um privilégio e em outros não. Nosso acesso à cidade ainda é bastante precário, toda semana pelo menos, de meio a um dia, ficamos sem luz e portanto, sem acesso à informação e ao mundo (às vezes acho ótimo e às vezes é entediante). A internet em tempos de pandemia é mais que um caos, sem contar que a grande parte da comunidade que mora no entorno  está ainda, sem acesso à internet ou apenas por meio do celular.

balanço

Agora pensem, se tudo vai girar em torno da internet o que irá acontecer, em um  país com 40% da sua população analfabeta, incluindo os analfabetos funcionais? Com quase 30% sem qualquer acesso à internet? E um tanto com pouco acesso? Pois pacote de internet no celular dificilmente atenderá as demandas que estão por vir?

Participei de um encontro, virtual, sobre as alternativas para a educação sem internet, e juro que pensei que estavam falando de outro país. Diante da “falta de opções” vamos retroagir, voltar para os velhos programas de educação na TV. E como ficam os deficientes auditivos, visuais, autistas e por aí vai? Como ficam aqueles que possuem pais sem condições de ajudar os filhos em suas tarefas escolares, porque também deixaram de ter acesso à educação?

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Como lidar com as emoções em época de desafios!

Eulina Lavigne

eulina lavigneAntes de falar um pouco sobre o assunto é necessário diferenciarmos a emoção do sentimento, pois muitos entendem como algo similar.

A emoção está associada a uma ação corporal que acontece dentro do corpo, nos músculos, vísceras, etc, está relacionada, portanto, a um comportamento. O sentimento está associado a um processo mental sobre o que está acontecendo no nosso corpo. Portanto, a emoção é uma ação corporal que pode ser vista diferentemente do sentimento e são elas que podem revelar se falo a verdade ou não sobre o que estou vivenciando.

Por exemplo, se o meu corpo treme ou se  encolhe posso estar sentindo medo ou vergonha. Se as minhas mãos ficam enrijecidas e fechadas sinto raiva. Se a minha respiração fica ofegante posso me sentir ansiosa. Então, é o corpo que expressa uma emoção que é traduzida pela mente em um sentimento, e muitas vezes o corpo vivencia algo e negamos. Meu corpo pode revelar tremores e posso lhe dizer que estou com coragem para fazer algo, e isto indicar que existe um discurso desalinhado com o que expresso.

desafiosE como lidar com as nossas emoções diante do evento do Coronavirus?

Para responder a esta pergunta é importante antes,  refletirmos sobre qual a função do coronavirus para a humanidade, pois no meu entendimento, todos os acontecimentos que se apresentam em nossas vidas, trazem aprendizados e penso que é nisto que devemos focar neste momento.

Falando como uma especialista em traumas, a Terra, a casa onde moramos, estava sendo extremamente ativada e sobrecarregada de emoções por conta desse ritmo louco que nos impomos, sem tempo para vivenciarmos com mais profundidade as nossas relações, sem tempo para inclusive, desenvolvermos um autocuidado, com a nossa alimentação, com o nosso corpo, saúde mental e com a mãe natureza. A Terra não estava suportando mais.

Do ponto de vista fisiológico, o mundo estava ativando profundamente o seu Sistema Nervoso Autônomo Simpático (que é aquele que nos sacode, que nos chama para a vida, para fazer e acontecer), fazendo mil coisas ao mesmo tempo, com pouco tempo para relaxar e entrando em total desequilíbrio, rompendo os limites da nossa capacidade de resistir, a qual chamamos de resiliência. Quando isto acontece provocamos uma divisão do corpo, da mente e do sistema nervoso provocando uma dissociação, ou seja, eu perco o contato com o meu mais profundo ser. Vou perdendo a noção do que estou fazendo e como isto reverbera em mim e no outro.

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Fala que eu te escuto

 

Eulina Lavigne

eulina lavigneSabe aqueles dias que você parece que está vazia de palavras? Sou eu hoje para me fazer presente aqui. Estar vazia de palavras é aquele momento que ao final do dia você quer ficar em silêncio.

Tenho o hábito de escrever à noite. No silêncio. E agora, neste exato momento, o silêncio quer se fazer dentro de mim. Você já passou por isto?

Rever o seu dia, as coisas boas que vivenciou, os desafios que superou e no final do dia dizer: por hoje basta. Está de bom tamanho. Por que a palavra se fará pelo silêncio. Não há necessidade de se dizer mais nada.

Rubem Alves no seu texto Escutatória comenta que o mundo quer aprender a falar e ninguém quer aprender a ouvir. E aprender a ouvir exige silêncio.

Communicating a message

Ele se reporta ao silêncio da Alma, não basta o silêncio de fora e sim aquele silêncio, aquela escuta interna onde a gente ouve coisas que jamais ouviu.  E que também, além de passar por uma escuta interna, precisa apreciar a escuta do outro.

Todas as vezes que vou a Salvador, almoço com um amigo irmão, muito especial, que as vezes, para não dizer sempre, se queixa que eu não o  deixo falar. Eu adoro contar histórias nas suas minúncias e ele me pede para deixar de entretantos e ir logo aos finalmentes rs. E, embora seja verdade o que ele me diz, todas as vezes que ouço ele dizer isto eu respondo: Você precisa entender que quem mora longe dos amigos e família, que tem a sua própria companhia diariamente, precisa de alguém que lhe escute e lhe compreenda. Portanto, tenha paciência. Ele estava saindo de um ano sabático e queria falar também e eu, verdadeiramente, não o deixava falar.

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Quando o Faz de Conta transforma-se em Era uma Vez

Eulina Lavigne

eulina lavigneÉ muito provável que a maioria de nós,  quando criança, tenha apreendido a brincar de faz de conta. Faz de conta que sou o meu pai, que sou a minha mãe, o médico, a babá, o amigo, a boneca, o boneco, e assim  fomos  experimentando os diversos papeis.

Outras vezes brincávamos de faz de conta que estava tudo bem para agradar aqueles que nos cuidaram e garantiam, com a sua forma de amar, a nossa sobrevivência.

E como a maioria apreendeu a maioria, também, tende a permanecer neste papel, esquecendo-se que cresceu e no conforto de que é muito melhor brincar de faz de conta do que encarar o que é real.

Eu faço de conta que gosto de você e lhe suporto por conta da posição que ocupa, seja lá em que lugar for. Faço de conta que concordo com você e, por traz, digo qual é o meu real pensamento. Digo que te amo para permanecer na minha zona de conforto e preservar tudo que me proporciona e até para evitar algo mais agressivo da sua parte como forma de me preservar.

faz de contaFaço de conta que concordo com você para evitar as suas respostas agressivas que se enchem de defesas encobrindo onde realmente lhe dói. Faço de conta que lhe agrado com medo do que você possa fazer comigo.

Então, a brincadeira se prolonga fazendo de conta que eu te entendo, que eu te escuto, que eu te vejo, que eu te amo, que eu sou tudo aquilo que você acha que sou e não sou. Faz de conta que quero e não quero. Que eu te ouço e não escuto. Que falo e não reverbera em mim.

Brincamos de faz de conta que crescemos e que somos adultos maduros e, no fundo somos muito infantis. Somos crianças mimadas, descuidadas, apanhadas. Somos.

E logo o faz de conta vira era uma vez. Era uma vez um professor, um marido, um filho, um amigo, um amante, uma esposa. Era uma vez, uma vida confortável, um carro de luxo, um amor eterno e que se evaporou no tempo.

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A dança da mudança

Eulina Lavigne

eulina lavigneSempre usei esse termo “a dança da mudança” e, coincidentemente, é o título de um dos livros de Peter Senge, com foco nas organizações.

A natureza, com a sua sabedoria, confirma a frase de Heráclito de Éfeso, que diz que nada é permanente exceto a mudança, ensinando que a mudança é uma constante em nossas vidas. E cada mudança que ocorre é um ciclo que se fecha, assim como as estações do ano. E, muitas vezes, torna-se um processo doloroso quando criamos resistência àquilo que precisa ser. Precisamos aprender com a Mãe Natureza a entregar.

Quando o outono se encerra, as folhas caem para dar lugar ao inverno. Sem resistências e, um novo ciclo se inicia para novas folhas surgirem.

dançaA nossa resistência é decorrente do medo. Medo do desconhecido. Medo de abandonar o velho com o qual já estamos acostumados, mesmo que esse velho não nos faça bem. E assim, como numa dança, damos um passinho para frente e outro para traz, resistindo, negando, até que compreendemos e nos libertamos dos velhos padrões.

Ah! Os velhos padrões constituídos de crenças que já não nos servem mais! Precisam ser vistos e revistos em um processo que exige firmeza para fazer diferente do que se acredita. É como se fossemos fazer uma viagem e na bagagem levássemos apenas aquilo que, de fato, faremos uso. Em nossa caminhada seremos convidados a deixar muitas coisas para trás para seguir em frente.

A verdadeira mudança acontece quando conseguimos alinhar o nosso discurso com as nossas ações. Esse é o grande desafio. E é preciso uma conversa séria e sincera com as nossas células para que elas ressignifiquem o seu pensar. Muitos vão achar que eu enlouqueci, conversando com as células. Se você ainda não sabe, temos mais trilhões de células pensantes e inteligentes que agem de acordo com o que aprenderam ao longo da nossa vida e, para quem acredita, ao longo das nossas vidas. Haja memória! Por esta razão, é preciso muita conversa e determinação.

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Fazer escolhas e abrir mão

Eulina Lavigne

eulina lavigneQuando você era criança ouviu alguém lhe pedir para ficar quieto senão o bicho papão iria lhe comer? Ou lhe dizer que se fizesse isso ou aquilo a bruxa malvada lhe levaria para a casa dela e lhe prenderia na gaiola tal qual fez com o Joãozinho e Maria? E o lobo mau?

E você fez o quê? Desafiou a bruxa, o lobo mau e o bicho papão? Ou se apegou ao medo?

Pois é, a grande maioria de nós desde cedo aprende a cercear os desejos e ações e ficar imobilizado e acomodado em função do medo. Diante de uma ameaça de vida ou morte você vai fazer o quê? Obedecer! E o pior é que é uma ameaça de morte que não existe!

escolhasQuando cerceamos as nossas ideias e desejos somos levados a controlar os nossos impulsos e as nossas ações, e quando isto é feito por meio de uma ameaça tudo fica pior, pois, uma hora “a vaca vai para o brejo e torce o rabo”.

Se os nossos desejos e ideias são tolhidas de forma autoritária em algum momento entraremos em um embate e, buscaremos o controle ou com uma passividade dissimulada, ou com agressividade, ou com pirraça, seja de que forma for vamos buscar.

Embate de lá e embate de cá implica que alguém terá que ceder se desejam uma solução. E penso que essa concessão se torna mais saudável por meio do diálogo. Por meio da escuta, da reflexão e da percepção de que muitas vezes aquilo que acreditamos ser o certo nem sempre é. Da clareza de que os padrões sobre os quais fomos educados já não cabem mais no momento atual.

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Em 2020 cuida da sua vida! Com amor!

vidaEulina Lavigne

 

eulina lavigneCuide da sua vida é uma expressão popular que, muitas vezes, parece ser grosseira quando escutada e no fundo é um convite para nos responsabilizarmos por nós.

Acontece que este é um grande desafio e temos medo de encará-lo a sós.

Se responsabilizar pela nossa vida e tudo que acontece com ela, seja de bom ou de ruim,  é um grande presente. É o preço da nossa liberdade e nem todos estão dispostos a isto pois, o preço é alto.

É muito mais fácil querer tomar conta da vida do outro, dar palpites, falar mal, apontar o que está certo e o que está errado, do que nos assumirmos. Dizer para o mundo: Aqui estou eu por inteiro; com isto e com aquilo; com a consciência que será impossível agradar a todos e suprir todas as demandas, é  dizer: me belisca que eu sou HUMANO!

Cuidar da sua vida é abster-se de se apropriar de qualquer coisa que pertença ao outro. É não querer ter o carro, o trabalho, a mulher ou marido, a beleza, a juventude, qualquer coisa que não lhe pertença.

Cuidar da sua vida é, também, se responsabilizar pelo que acontece em seu entorno, pelas pessoas, a forma como vivem, pela natureza, cuidar bem do seu lixo, da sua alimentação.

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Confiança!

Eulina Lavigne

 

eulina lavigneA palavra confiança vem do latim: com fides, com fé! Você sabia?

Falei em artigo recente sobre a fé e hoje quero incluir a confiança!

Gosto de brincar com as palavras. Se eu  confio, eu fio com. Fio junto, e qualquer desvio na costura a agulha pode machucar e então há um desalinho. Eu dou fiança. Eu garanto, pode confiar.

Se eu confio eu tenho fé de que tudo está certo da forma que for.

Eu costumo me relacionar com as pessoas com “os dois pés na frente”, o que  simbolicamente significa um sinal de confiança e, se percebo algo desalinhado durante a trajetória ponho um pé atrás, questiono e decido: ou vou para trás ou de novo ponho os pés na frente. No balanço é que não dá. Logo vem a tontice e o enjôo. rs

confUma relação só se sustenta com confiança, seja ela de trabalho, afetiva ou entre amigos. E digo sempre, se alguém desconfia de você é porque você, provavelmente, fez algo para que ela desconfiasse.

Na minha casa tudo é aberto. Não tenho cofre e nem tranco os meus armários, mesmo porque nada disso adianta quando um ladrão está disposto a lhe roubar.

Dizem que para confiar é um longo caminho e para se perder a confiança é num sopro. E ainda assim, acredito na capacidade de transformação das pessoas  e isso me faz, de novo, acreditar.

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A Onda que esqueceu que era Mar

 

Eulina Lavigne

eulina lavigneVocê já se perguntou, quando foi que você se perdeu de você? Quando foi que você passou a acreditar em alguém e passou a adotá-lo como o seu Guru e deixou de acreditar em você mesmo?

Todos nós ao chegarmos aqui, temos uma missão para realizar e esse caminho faz parte do encontro conosco. Quando identificar a sua missão irá se reencontrar  e aí começar a sua jornada de cura. Sim, pois não pense que é simples assim.

Considerando a hipótese mais aceita sobre a criação do Universo, a teoria do Big Bang, o Universo vem sofrendo um processo de expansão há 13,8 bilhões de anos, o que, para mim, significa também o nosso processo de expansão da consciência.

A todo momento somos convocados a prestar atenção ao que acontece conosco e arredores, dar significado a tudo isto e aprimorar a nossa escuta interna.

mar e ondaE toda a nossa desorientação, ao meu ver, passa por aí. Pela falta ou pouca escuta interna. Não temos tempo. Temos pressa.

Quando você exercitar esta escuta, acessará o seu divino, a sua mais pura luz e para tudo encontrará a resposta.

E o que você faz? Se distancia de você.  Busca Deuses e Gurus. Toma carona no livre acesso ao divino do outro, quando vai em busca de cartomantes, de tarólogos, das cartas, dos búzios. Sem desqualificar os profissionais sérios e competentes que existem nestes ofícios.

É preciso estar sempre alerta.

Quem é Deus?

Pierre Weil, educador e psicólogo francês, fundador da Universidade da Paz em Brasília.,  lembra claramente que Deus é a força que atrai e repele as partículas da nossa luz, para que possamos existir como matéria. Espaço nos preenchemos a nós, da nossa própria matéria que nos limita embora sejamos ilimitados.

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Meu Deus , quem é você?

Eulina Lavigne

 

eulina lavigneHoje quero compartilhar com vocês um poema pouco conhecido do nosso querido Pierre Weil, educador e psicólogo francês, fundador da Universidade da Paz em Brasília.

 

Meu Deus, quem é você?

As duas questões essenciais.

Meu Deus, mas afinal de contas quem é você? Eu, me fala eu ti suplico. Quem sou eu?

Na verdade a resposta a estas duas perguntas se encontra em ti mesmo. Elas não podem se expressar em palavras. Trata-se de uma experiência vivida por ninguém. Somente tu a podes encontrar.

Se tu encontras quem tu és, tu saberás quem eu sou. Uma maravilhosa surpresa ti encontra no final desta busca. Uma busca onde não há nada a procurar, pois tudo está aí mais perto do que a ponta do teu nariz, mais íntimo do que o mais íntimo dos teus pensamentos.

Que as palavras que seguem catalisem a resposta sem palavras em ti mesmo. A resposta do sem nome. Não sou nada de tudo que tu pensa que sou. Nem alguém, nem ninguém, nem algo, nem nada. Sou muito mais do que tudo isto e ao mesmo tempo eu sou tudo isso.

Enquanto tu me pensas em não sou. Quando tu paras de me pensar então eu sou e então tu não é mais. Eu penso logo eu não sou. Eis o teu novo postulado. Então, tu não podes mais ser o que tu jamais  fostes, Tu. Pois tu sou eu, relativo e absoluto. Eu transcendo todos os teus conceitos. Eu te falo sem palavras quando estamos em uníssono, tu e eu. Mas, nos nossos tempos tão perturbados este uníssono é tão raro que eu preciso usar da tua linguagem: eu sou, tu és, tu eu. Então ouça os nomes dos sem nomes. Eu não tenho nome. Pois todo nome me limita. No entanto, são infinitos os nomes que me deram. Sou Brahma, sou Alah, sou Buda, sou Cristo, com ou sem barba sou o Pai. Sou o logos, sou o verbo, sou Alfa e Ômega, o começo sem início e o fim sem o término. Sou Javéh o único e no entanto como pai sou o mundo absoluto da unidade. Como filho, sou o mundo relativo da pluralidade das formas da matéria. Como Espirito Santo, sou a energia matriz como a minha própria transformação incessante do todo e tudo e de tudo do todo. Sou sempre Brahman e no entanto quando emano de mim mesmo sou Brahman, quando quero me manter tal qual sou Vishnan, quando me dissolvo em mim mesmo sou Shiva. Sou Shit, Ananda, Ser, Consciência, Felicidade. Sou o campo unificado de Buda. Como tal, sou não dual. E no entanto, sou Dharmakaya o corpo absoluta. Sou Sambugakaya o corpo glorioso, sou Niermanakaya o corpo de aparição. Sou o tal. O único e no entanto sou Yin e Yang. Receptivo e ativo.

Sou o eterno o que é. Do meu sopro inspirei Abraão, Krishna, Brahma, Jacó, Moisés, David, Salomão, Gautama, Elias, Padmasambhava, Ananda, Maim, Mohamed, Sri Aurobindo, Hari Krishna, Tereza D´ávila, João da Cruz, Krishnamurti, São Francisco e muitos outros ainda. Sou Deus.

Sou o Ser. Sou. Sou. Sou.

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Óleo no Óleo quero ver o que você diz

oleo iosEulina Lavigne

 

eulina lavigneEsta semana uma dor profunda invadiu o meu corpo juntamente com uma falta de ar. A cada notícia que lia a respeito da chegada do óleo nas praias do Nordeste, e  da mobilização de amigos e conhecidos, principalmente na região Sul da Bahia, um suspiro, um choro e uma tristeza tenta tomar conta de mim. Quem me conhece sabe que é apenas uma tentativa. Assim que me recuperar estarei à postos.

Durante as minhas caminhadas na floresta converso com Deus, pois acredito que existe Algo Maior, uma energia que nos ampara e nos acolhe e que precisamos confiar e entregar diariamente. Estou aprendendo a fazer isto.

E pergunto a ele, qual a função disso, pois a lamentação não resolve esta séria questão. Para quê precisamos de mais isso, visto que o nordestino é um povo cheio de desafios em sua lida, corajoso e resiliente? Apesar de recebermos críticas e ironias com brincadeiras de pouco, para não dizer nenhum, respeito denominando-nos de preguiçosos, isto é algo que a mim não afeta pois construímos uma grande cidade chamada São Paulo. Uma cidade que tem uma identidade que se chama Brasil, diante da sua diversidade de origens que lá se encontram.

Para quê? Fico muito preocupada com o risco da contaminação da nossa água se esse óleo chegar aos rios. Como será? O que pode acontecer?

Quantas pescadores e marisqueiras estão angustiados e preocupados com a sua sobrevivência? Quantas famílias estão sendo impactadas diretamente neste momento? É muito sofrimento e desfio.

A nossa fauna e flora marinha sendo devastada com total desrespeito e descaso. Penso que a nossa grande Mãe deve estar muito assustada com este bicho chamado Homem.

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Outubro Rosa

rosaEulina Lavigne

 

eulina lavigneSempre que ouço nas mídias que os casos de câncer irão aumentar até determinada data, principalmente os de mama, fico a me perguntar onde estão as pesquisas realizadas para promover a saúde. E esta informação me faz pensar na possibilidade de se desejar alimentar esta indústria.

Há 11 anos atrás em visita ao médico ginecologista foi detectado, em meu seio esquerdo, um quisto suspeito e recebi a indicação para realizar uma punção. Por ser um exame bastante invasivo, por conta própria, me recusei a fazer e recorri à Mãe Terra, argila e, a uma receita com batata doce e gengibre que recebi de um sábio senhor.

Dois meses após, retornei ao médico para checar o resultado do meu tratamento e o mesmo preferiu me dizer que deu um diagnóstico errado a acreditar que procedimentos complementares trariam resultados benéficos.

Recentemente este fato se repetiu com uma prima, que optou pelo uso da argila a fazer uma punção, e o médico sequer teve interesse em saber o que ela tinha feito para evitar tal procedimento. A médica que realizou a mamografia, repetiu o exame, várias vezes, como se achasse impossível algo desaparecer em quinze dias de uso contínuo da argila com chá de cipó mil homens.

Não estou aqui fazendo apologia a não realização da punção. Estou aqui afirmando que as Práticas Integrativas e Complementares precisam ser respeitadas e incluídas no tratamento de qualquer doença. E a geoterapia é uma delas.

Todo tratamento segue um protocolo. Protocolo é um plano de ação  da pesquisa clínica que define tudo que o médico e você devem seguir para obter sucesso no tratamento. E o que faz com que, normalmente, deixemos de seguir os protocolos convencionais para buscar outras possibilidades?

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Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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