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Câncer em cães- o que devemos saber sobre essa doença

 Hannah Thame

hannah thame Doença bastante conhecida entre os seres humanos, o câncer está sendo cada vez mais diagnosticado no meio animal, afetando cães e gatos de maneira agressiva e frequente nos dias atuais. Assim como outras enfermidades, o câncer também mostra alguns sinais, os quais devem ser observados pelos proprietários para que seja possível definir o quanto antes um diagnóstico preciso, aumentando as chances de tratamento e cura.

Embora nem sempre os cães demonstrem os sinais desta terrível doença, vale lembrar que os avanços feitos no ramo da oncologia veterinária têm sido muitos ao longo dos últimos anos e, por isso, hoje o câncer em animais já é uma enfermidade que pode ser tratada por meio de uma série de formas e técnicas.

É comum em muitos casos o animal afetado pelo câncer não demonstrar algum tipo de sintoma da doença até que o seu desenvolvimento já seja muito grande, por isso se faz necessário que os tutores tenham o hábito de levar seu animalzinho de estimação periodicamente ao Médico Veterinário para consultas de check-up, já que  uma doença desse tipo pode acabar sendo descoberta em um exame rotineiro, possibilitando que, no surgimento da doença, um tratamento seja iniciado de forma imediata.

caoAlguns sinais que podem ser observados em cães com a doença são: dor, mudança ou dificuldade em urinar ou defecar, desânimo ou depressão, dificuldade para respirar, tosses frequentes, mudança ou perda de apetite, perda de peso, diarreia, vômitos ou sangramentos, odores atípicos em regiões do corpo, inchaços em determinadas regiões, aparecimento de nódulos, episódios de rigidez ou paralisia.

Os fatores que podem levar ao câncer são diversos, no entanto, algumas condições podem aumentar a chance do animal desenvolver a doença, como idade avançada, pele despigmentada, exposição ao sol, algumas doenças virais, entre outros. Animais de qualquer idade e raça podem ser acometidos, embora relata-se que algumas raças podem estar mais predispostas que outras.

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Vai viajar e deixar seu animal sozinho? Veja algumas dicas sobre cuidados com os pets no feriadão

Dra. Hannah Thame

hannah thameCom a chegada de mais um feriado prolongado, a maioria das pessoas se programa para viajar e passar um período fora de casa, no entanto, muitas esquecem os cuidados que devem ter com seus bichinhos de estimação para que estes fiquem em segurança durante a sua ausência. Dentre os problemas que podem acontecer, os mais frequentes são acidentes domésticos,  intoxicação alimentar e, até mesmo, fugas devido ao medo dos fogos de artifício.

A intoxicação alimentar é um dos principais problemas que levam os animais à emergência nos períodos festivos do final do ano. Alimentos muito gordurosos, por exemplo, podem levar a vômitos e diarreia. Já os chocolates podem causar graves intoxicações, já que os cães possuem grande deficiência em metabolizar os seus componentes, o que também pode ser causado pela ingestão de algumas frutas secas e castanhas. Os ossos e pedaços maiores de carnes também devem ser evitados, pois podem levar a obstrução intestinal.

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Se você vai viajar e não pode levar seu animal junto, tente não deixa-lo sozinho. Para isso, existem os serviços de hospedagem, como os hotéis para cães, que garante que seu animalzinho passe esse período longe de você em segurança. Pesquise e encontre o melhor para seu pet, ele merece!

 

Hannah Thame é Médica Veterinária e Mestre em Ciência Animal – UESC

Esporotricose: entenda como essa doença pode afetar seu gato

Hannah Thame

hannah thameA esporotricose é uma doença causada por um fungo chamado Sporothrix sp. e é considerada uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida dos animais para os homens. Esse fungo encontra-se na natureza e pessoas que trabalham com a terra são mais predispostas a contrair a doença, assim como os Médicos Veterinários, devido ao contato direto com os animais.

A transmissão ocorre quando o fungo penetra na pele através de uma inoculação, a qual, no caso dos animais, pode acontecer por meio de arranhaduras ou mordeduras, tendo em vista que o fungo fica localizado, principalmente, sob as unhas e região de boca e nariz.

Os sinais clínicos mais comuns nos gatos são as lesões que aparecem na pele do animal, que normalmente, costumam ser graves, acometendo a região da cabeça, focinho e extremidades das patas. Além disso, outras regiões podem ser afetadas, como mucosas, articulações e sistema nervoso central. Alguns animais ainda chegam a apresentar um comprometimento sistêmico, apresentando-se com anorexia, febre e fraqueza.

gatos 2O diagnóstico da doença deve ser feito por um Médico Veterinário, que se baseia no histórico do animal, levando em consideração se houve brigas e/ou se o animal tem acesso à ruas e no exame de citologia, cultura fúngica e biópsias das lesões. Lembrando que quando antes você levar seu animal para o atendimento, maiores serão as chances de cura.

Apesar de difícil, o tratamento adequado pode levar o animal a um quadro de cura clínica total, sendo muito importante o papel do proprietário nessa etapa, seguindo corretamente as orientações passadas pelo médico. Consiste na utilização de antifúngicos durante um período prolongado e, em casos de infecções secundárias, também podem ser prescritos antibióticos.

Como forma de prevenção, algumas medidas podem ser tomadas, como evitar o contato com lesões de gatos infectados, utilizando luvas e lavando as mãos após a manipulação do animal.

 

 (*) A Dra. Hannah Thame é Médica Veterinária e Mestre em Ciência Animal com ênfase em Sanidade Animal pela Universidade Estadual de Santa Cruz

O que é Parvovirose Canina?

Dra. Hannah Thame

 hannah thameÉ muito comum ouvir alguém comentando sobre a “parvo”, uma doença famosa que pode acometer os cães. Mas o que é a parvovirose canina? Como é causada?

A parvovirose é causada pelo vírus Parvovirus e é uma doença altamente contagiosa e fatal, acometendo principalmente os filhotes de cães, que ainda estão na fase de vacinação ou sem vacina. Isso ocorre porque o sistema imunológico desses animais ainda não está completamente desenvolvido e eles se tornam mais vulneráveis às enfermidades.

Proprietários de cães que apresentam parvovirose conseguem reconhecer facilmente que seu animal está doente, tendo em vista que os sinais ocorrem de forma brusca e caracteriza-se por diarreia abundante, com alta frequência, na maioria das vezes com sangue. O animal também pode apresentar vômitos, febre alta, depressão e falta de apetite, levando a um quadro de anorexia.

caesA transmissão ocorre através das fezes pela via oro-fecal, ou seja, através do contato das fezes com a boca do animal, o que é bastante comum em filhotes. Como é uma doença de fácil transmissão, animais que vivem juntos em grande quantidade, correm um maior risco de contaminação, o que faz com que seja comum vários filhotes da mesma ninhada apresentarem a doença.

O Parvovírus Canino é altamente resistente e pode permanecer no ambiente por muitos meses, tornando-se fonte de infecção para outros cães. Por isso, na maioria das vezes, o Médico Veterinário recomenda que não se adquira outro cachorro por pelo menos seis meses após ter ocorrido um caso de parvovirose no ambiente. O ideal é queimar todos os comedouros, camas e panos que o cachorrinho doente teve contato, pois estes utensílios são as principais fontes de infecção para outros cães.

Por se tratar de uma doença viral, não existe tratamento específico, sendo feito então o tratamento de suporte, com antibióticos, fluidoterapia endovenosa e remédios para controle do vômito. Para combater esta doença é importante vacinar o seu cão, após 45 dias de vida, lembrando que ele estará protegido apenas após a terceira dose de vacina e que o reforço deve ser feito anualmente.

Os cuidados preventivos são de grande importância para evitar que a doença ocorra, no entanto, caso seu animalzinho seja acometido, leve-o imediatamente ao Médico Veterinário, pois somente esse profissional está apto para atendê-lo de forma correta.

 

(*) A Dra. Hannah Thame é Médica Veterinária e Mestre em Ciência Animal com ênfase em Sanidade Animal pela Universidade Estadual de Santa Cruz

Câncer de mama em animais de companhia

Hannah Thame

HT 2 (2) É muito comum ouvir alguém relatar que sua cadela ou gata está com um “carocinho” na mama e que não sabe como surgiu. De início, pode-se imaginar não ser nada grave e que logo irá melhorar, mas é importante lembrar que todo e qualquer problema apresentado pelo seu animal deve ser avaliado por um Médico Veterinário, pois só o mesmo poderá garantir um diagnóstico preciso.

A cada dia que passa os animais de estimação estão vivendo por mais tempo, dessa forma, estão mais sujeitos a desenvolverem doenças, como as neoplasias ou tumores.  Os tumores mamários são muito comuns em cães e gatos e há diversos tipos histológicos que podem acometer essas espécies, porém, infelizmente, cerca de 50% dos casos são malignos e, em gatos, a maior parte dos tumores é altamente agressiva.

No geral, animais mais velhos (com cerca de 10 anos de idade), animais que possuem todo o seu aparelho reprodutivo (inteiros) e animais que foram castrados após numerosos cios são mais predispostos a desenvolver a doença. Embora alguns autores relatem predisposição genética, todas as raças estão sujeitas a esse tipo de neoplasia.

cat e dogA castração da fêmea antes do seu primeiro cio é, hoje, considerada a forma mais eficiente de manter o animal afastado dos riscos de desenvolver câncer de mama, já que a alteração hormonal que ocorre em cadelas e gatas é a grande responsável pelo aparecimento de disfunções que podem influenciar no surgimento da doença.

De acordo com alguns veterinários, a aplicação de medicamentos hormonais, principalmente anticoncepcionais, é um fator que pode ser determinante para o surgimento de tumores na mama e é por isso que esse tipo de medicamento é contra indicado no mundo animal. Dessa forma, caso o proprietário não deseje que seu animal tenha filhote, recomenda-se a castração, prevenindo assim, além de tumores mamários, tumores que pode acometer outros órgãos do trato reprodutivo das fêmeas.

Caso o seu animal seja diagnosticado com câncer de mama, a terapia de eleição a ser instituída é a remoção cirúrgica, que deve ser realizada apenas se o mesmo apresentar condições clínicas favoráveis para ser submetido a tal procedimento. Nos casos em que o tumor é benigno, geralmente, a cirurgia é suficiente para que o animal não apresente mais problemas. No entanto, no caso de tumores malignos, a quimioterapia pode ser indicada após o procedimento cirúrgico, buscando a eliminação total da doença e prevenindo recorrências.

Ao notar comportamentos ou qualquer tipo de sinal estranho no seu animal de estimação, não hesite em marcar uma consulta com um profissional, já que, independentemente da doença que o animal possa ter, as chances de cura são muito maiores quando um tratamento é iniciado de forma precoce.

 (*) A Dra. Hannah Thame é Médica Veterinária e Mestre em Ciência Animal com ênfase em Sanidade Animal pela Universidade Estadual de Santa Cruz

 

 

Meu gato bebe leite. Afinal, isso faz bem ou mal?

 

Dra. Hannah Thame

 hannah thameQuando se fala em alimentação de filhotes de gato, uma dúvida muito frequente é quanto à ingestão de leite e se isso pode ou não fazer mal ao bichano. Muitos proprietários acabam adquirindo os filhotes bem cedo, às vezes, antes do desmame e por isso não sabem com proceder com relação à alimentação.

Todos nós sabemos que o gato bebe leite da sua mãe quando filhote, como acontece com todos os mamíferos, contudo, o que não é de conhecimento de muitos, é que grande parte dos gatos adquire intolerância à lactose (proteína presente no leite) após o seu desmame, fazendo com que o leite se torne um inimigo em potencial ao seu bem-estar.

A intolerância à lactose ocorre, pois a produção da enzima necessária para sua digestão tende a diminuir quando o animal atinge a fase adulta, o que leva a um acúmulo dessa substância no organismo e consequente mal-estar. Alguns sintomas que podem ser observados após o consumo são vômito e diarreia. Alguns animais, no entanto, podem ser exceções, fazendo parte de uma minoria que não adquire essa intolerância. Vale lembrar que, mesmo que você forneça leite ao seu filhote e ele não passe mal, não faz muito sentido continuar com essa prática, sabendo que é um alimento desnecessário ao organismo de felinos que já desmamaram.
ernest mesaMas então o que fazer com os gatinhos que perdem a sua mãe, por exemplo? Grande parte dos proprietários logo pensa em fornecer leite de vaca. A vaca é um animal herbívoro, enquanto os gatos são carnívoros, o que faz com que os nutrientes do leite da vaca sejam diferentes das necessidades de nutrientes dos gatinhos. Sendo assim, muitas indústrias Pet já disponibilizam vários tipos de leites especiais que podem ser utilizados nesse caso, sendo desenvolvidos especialmente para atender às necessidades dos bichanos.

É importante não esquecer de consultar o seu médico veterinário de confiança e perguntar qual leite ele considera melhor para atender as necessidades do seu animal. Dessa forma, tanto o proprietário, quanto o animal, saem ganhando, tendo em vista a garantia de um bom desenvolvimento do filhote e dos momentos de prazer que você poderá desfrutar ao lado dele!

 (*) A Dra. Hannah Thame é Médica Veterinária e Mestre em Ciência Animal com ênfase em Sanidade Animal pela Universidade Estadual de Santa Cruz

Diabetes em pequenos animais

Dra. Hannah Thame

 

HT 2Diabetes mellitus é uma das endocrinopatias mais comuns nos cães e pode ser fatal se não for diagnosticada e adequadamente tratada. A deficiência de insulina que ocorre no diabetes mellitus é resultado da incapacidade do pâncreas em secretar insulina, conhecida como diabetes mellitus insulinodependente, ou tipo 1 e/ou de ação deficiente da insulina nos tecidos , também chamada de diabetes mellitus não insulino dependente, ou tipo 2.

A etiologia do diabetes mellitus é multifatorial, ou seja, pode ser ocasionada por diversos fatores que predispõem ao desenvolvimento da doença, sendo os mais importantes: pancreatite, obesidade, infecções, doenças intercorrentes (insuficiência renal, cardiopatias), administração prolongada de fármacos, como glicocorticoides, hiperlipidemia e predisposição genética.

diabetes cães e gatosO clínico deve prestar atenção para não confundir a diabetes mellitus com outras doenças, devido à semelhança de seus sinais clínicos inespecíficos. Os sinais clínicos mais comuns de um paciente com diabetes são os 4 ‘P’s: poliúria (aumento da quantidade de urina), polidpsia compensatória (sede excessiva), polifagia (aumento do apetite) e perda de peso. É comum os proprietários se queixarem que o animal passou a urinar dentro de casa ou apresentou uma cegueira repentina devido à formação de catarata, a complicação mais comum no cão diabético. Devido ao comprometimento renal, o animal não consegue reabsorver a glicose levando a glicosúria (presença de glicose na urina). A incapacidade da insulina de remover o açúcar da corrente sanguínea provoca hiperglicemia e, portanto a glicose é eliminada em grande quantidade na urina.

diabetes cães e gatos.3 jpgO diagnóstico da Diabetes Mellitus requer a presença de sintomatologia característica associada a uma hiperglicemia de aparecimento agudo e persistente e de glicosúria. Alguns animais podem manifestar hiperglicemia em situações de estresse, no entanto, não apresentam glicosúria, nesse caso, o teste de frutosamina permite que o médico veterinário possa distinguir hiperglicemia ocasionada pela diabete mellitus ou por estresse.

Como forma de terapia, normalmente são instituídas aplicações de insulina modificações dietéticas, perda de peso em animais obesos, exercício moderado em cães, e medicamentos hipoglicemiantes orais em gatos. A abordagem para tratamento difere entre cães e gatos, em parte, porque a causa da doença pode ser diferente. O manejo bem sucedido ao paciente é definido pela manutenção de um peso corporal estável e melhora dos sinais clínicos, juntamente com a prevenção de cetose ou hipoglicemia. Pesquisas têm sido desenvolvidas no que se refere às terapias, visando proporcionar uma melhor qualidade de vida e maior longevidade aos pacientes.

(*) A Dra. Hannah Thame é Médica Veterinária e Mestre em Ciência Animal com ênfase em Sanidade Animal pela Universidade Estadual de Santa Cruz

Fisioterapia Veterinária

 

Hannah Thame

 hannahCom um número cada vez maior de animais de estimação fazendo parte das famílias, as novidades do mundo animal estão sempre avançando. Você já pensou, por exemplo, em fisioterapia para o seu cachorrinho? Pois é, ela existe e traz inúmeros benefícios.

Ganhando cada vez mais espaço no mundo dos pets, a fisioterapia veterinária têm se estabelecido no segmento como uma das mais eficazes formas de ajudar cães e gatos com problemas neurológicos e ortopédicos, além de que, atua como uma ótima ferramenta no combate à obesidade animal e na melhora do condicionamento físico. Também exerce um grande poder de auxílio na fase pós-operatória, favorecendo o processo de recuperação dos animais que passaram por intervenções cirúrgicas.

Ao longo dos últimos anos, essa modalidade de tratamento vem caindo no gosto dos profissionais, sendo que, cada vez mais veterinários encontram nesse tipo de terapia a solução para os mais diversos problemas enfrentados pelos seus pacientes. A fisioterapia para cães é indicada quando o veterinário constata que o cão possui algum problema ortopédico – que pode ser causado por um acidente ou até mesmo obesidade e velhice – ou neurológico, que é o caso de algumas doenças genéticas ou adquiridas
hannah-fisioPacientes com problemas ortopédicos, como artrites e artroses, rupturas de ligamento, displasia coxofemoral, luxação de patela e cirurgias ortopédicas podem ser beneficiados com a fisioterapia, que ajuda a diminuir o inchaço e dores nesses locais, diminuindo também quadros inflamatórios. Em casos neurológicos, a fisioterapia muitas vezes é essencial para que o animal possa voltar a andar, como nos casos de fraturas, traumas em coluna ou hérnias de disco que comprometem a locomoção, ajudando-o a se recuperar rapidamente e prevenindo sequelas.

A fisioterapia em animais é feita utilizado técnicas semelhantes às dos humanos, utilizando equipamentos adaptados para o tamanho e necessidades do pet. Algumas modalidades utilizadas são eletroterapia, cinesioterapia, laserterapia, magnetoterapia, ultrassom e hidroterapia. É importante ressaltar que apenas Médicos Veterinários podem realizar avaliação do animal e determinar quais técnicas devem ser utilizadas, sendo assim, é muito importante procurar profissionais especializados, além de saber que fisioterapeutas humanos não tem autorização para atuar com animais.

 

(*) A Dra. Hannah Thame é Médica Veterinária e Mestre em Ciência Animal com ênfase em Sanidade Animal pela Universidade Estadual de Santa Cruz

 

 

 

Mau hálito em cães: o que fazer?

Dra. Hannah Thame

 

hannah thameMuitos proprietários costumam reclamar do mau hálito do seu cão, porém, muitas vezes julgam como algo normal. É importante dizer que o mau hálito de um cão muitas vezes indica para o dono que existe um problema ou doença, portanto, se você tiver um animalzinho nessa condição, deve ficar atento ao que isso pode significar.

O mau hálito persistente pode indicar que seu cão tem problemas digestivos ou um problema na gengiva, como gengivite, ou até mesmo uma doença periodontal e deve ser examinado por um veterinário. Além disso, sinais indicando uma questão de saúde mais complexa, como dor na cavidade oral, sangramento, dificuldade para engolir ou comer também podem ser observados.

gengivite é a inflamação da gengiva e é extremamente comum em cães. Sem uma dieta adequada e cuidados higiênicos, como a escovação, partículas de alimentos se acumulam nas fendas entre os dentes e as gengivas de seu cachorro, e a população bacteriana que vive naturalmente em sua boca começa a proliferar. As bactérias aderem à superfície dos dentes que formam uma placa lisa, que mineraliza, endurece e se torna áspera, formando o que conhecemos como tártaro. Essa formação acaba “empurrando” a gengiva que se distancia dos dentes, causando bolsas que proporcionam um local perfeito para o crescimento excessivo de mais bactérias.

cãoQuando a gengivite não é tratada ela continua progredindo e evolui tornando-se uma periodontite, que infelizmente pode levar à disseminação de bactérias, expondo o cachorro a risco de morte. A periodontite ou doença periodontal é considerada mais grave, devido à destruição dos tecidos onde estão inseridos os dentes, levando a exposição da raiz e posterior perda dos dentes do animal. Além disso, a gengiva inflamada fica em contato direto com uma enorme quantidade de bactérias, que se infiltram nos capilares e migram, através da corrente sanguínea, até órgãos vitais, como os rins e o coração. A doença periodontal é uma das principais causas de nefropatias e cardiopatias, doenças graves que podem levar ao óbito do animal.

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Castração: Mitos e Verdades

Dra. Hannah Thame

 HT 2 (2)Ao adquirir um animal de estimação é comum surgirem dúvidas por parte de seus tutores. Entre os principais questionamentos está o dilema da castração. Bem, castração é a uma das respostas que dou para várias perguntas que me fazem sobre cães e gatos.

– O que fazer para que o meu cão/gato não tenha crias indiscriminadamente?
– Como posso diminuir o risco do meu bichano contrair doenças?
– O que fazer para meu cão/gato deixar de ser territorialista?

– Como deixa-los mais tranquilos dentro de casa?

A castração não é a única resposta, mas é uma solução bastante eficaz. O procedimento consiste na remoção dos testículos, em machos, e do útero e ovários, em fêmeas. Pode ser realizado em animais ainda filhotes, a partir de quatro meses de idade, sem que haja interferência em seu desenvolvimento. Para definir qual o melhor momento é necessário que seja feito um acompanhamento por um profissional capacitado, sendo imprescindível a avaliação do Médico Veterinário.

ernesto geladeiraCom relação aos mitos, será que a castração engorda? De fato, após a castração ocorrem alterações hormonais que levam a mudanças no organismo. Pode ocorrer uma diminuição do gasto de energia e uma menor capacidade de controle da saciedade. Caso o animal tenha um estilo de vida sedentário (falta de caminhadas e brincadeiras) e haja predisposição genética para ganho de peso, facilmente podem se tornar obesos. Sendo assim, são necessários cuidados especiais com a alimentação para que efeitos indesejáveis não se sobreponham aos ganhos à saúde.

A castração deixa o animal apático? Voltamos então à questão da obesidade. Caso o animal venha a adquirir muito peso, poderá cansar-se facilmente e não terá a mesma disposição. Logo, vale reforçar a questão dos cuidados com alimentação de um animal castrado.

A castração é um ato de crueldade? Não! É uma cirurgia simples e com pós-operatório tranquilo, especialmente em animais jovens e sem histórico de doenças.

Só se deve castrar a fêmea após o primeiro cio? Ao contrário do que imaginam a cadela não fica “triste” por não ter tido filhotes. Essa é uma característica humana que não se aplica aos animais. Estudos afirmam que a incidência de câncer de mama diminui em 95% em fêmeas castradas antes do primeiro cio.

A castração resolve todos os problemas de temperamento canino? Não! A castração não substitui a socialização ou o adestramento, apenas os complementa.

Enfim, se você adotou, resgatou, ou até mesmo comprou um animal de estimação, e tem receio de castrá-lo, saiba que a castração é um ato de amor e cuidado com ele e de comprometimento com a causa animal.

 

(*) A Dra. Hannah Thame é Médica Veterinária e Mestre em Ciência Animal com ênfase em Sanidade Animal pela Universidade Estadual de Santa Cruz

FIV e FELV – Entenda o que são essas doenças e como podem afetar o seu gato

Hannah Thame

 

htA FIV (Vírus da Imunodeficiência Felina) ou também chamada de AIDS Felina é causada por um vírus da mesma classe que o HIV, que leva a uma queda na imunidade e diminui a capacidade do organismo de combater doenças. Assim como a AIDS humana, o vírus em si não é letal, mas qualquer problema simples pode se tornar um verdadeiro pesadelo, já que o gato não tem como combatê-lo de maneira eficiente.

A FeLV (Vírus da Leucemia Felina) ou Leucemia Felina também é causada por um vírus que causa deficiência imunológica, mas além disso pode afetar as células sanguíneas, levando a quadro grave de leucemia. Assim como a FIV, não tem cura e qualquer doença pode se tornar letal se não for tratada a tempo.

O gato que for positivo para essas doenças pode viver muitos anos sem manifestar sinais clínicos, o que as considera uma doença perigosa e silenciosa, tendo em vista que o animal pode ser portador e nunca ser diagnosticado. No caso de FIV, as doenças associadas podem aparecer muitos anos após o contágio, e incluem infecções oportunistas, doenças da cavidade oral, neoplasias, doenças oculares, doença renal inespecífica ou síndrome degenerativa crônica.

ernestitoJá os gatos com FeLV apresentam doenças relacionadas principalmente à anemia, leucemia e neoplasias, além de sinais semelhantes aos encontrados em gatos com FIV, aparecendo os sinais clínicos no máximo 3 anos após a contaminação e causando o óbito do gato em até 3 anos após o aparecimento dos sinais clínicos.

A transmissão ocorre de um gato para outro, sendo que a FIV pode ser transmitida pelo sangue, através e brigas e mordidas e a FeLV pode ocorrer mais facilmente através do contato pela saliva, caixa de areia, bebedouros e comedouros.

O diagnóstico é feito através exame de sangue com kits comerciais específicos para FIV e FeLV. Como se trata de doenças que muitas vezes podem ser assintomáticas, o ideal é que todos os gatos sejam testados pelo menos uma vez na vida.

 

(*) A Dra. Hannah Thame é Médica Veterinária e Mestre em Ciência Animal com ênfase em Sanidade Animal pela Universidade Estadual de Santa Cruz

Como cuidar do seu pet no verão

Dra. Hannah Thame

hannah thameÉ certo que os pets merecem nossa atenção em todas as estações do ano, porém, no verão, devido à alta temperatura a qual os animais são submetidos, nossa atenção com eles deve ser redobrada. Alguns cuidados são essenciais para garantir a sanidade dos nossos bichinhos, então prestem atenção nas dicas a seguir.

Ao sair para passear com seu animal, não se esqueça de levar uma garrafa de água para ajudar na sua hidratação durante o percurso, pois, devido ao calor e ao esforço físico sob temperaturas elevadas, há grandes chances de o animal desidratar, por isso, esteja sempre atento quando seu animal começar a ficar com a língua de fora de forma insistente. Mesmo dentro de casa é necessário sempre fornecer água fresca e de preferência gelada, alguns animais adoram quando são colocadas pedrinhas de gelo no seu bebedouro.

Nada de levar seu pet para passear nas horas mais quentes do dia, pois isso pode ocasionar queimaduras graves nos coxins, aquelas “almofadinhas” embaixo das patas. Por isso, antes de sair, é sempre bom verificar a temperatura do asfalto ou areia para se certificar de que nada de ruim irá acontecer com seu amigo.

cheJamais deixe seu cão ou gato preso dentro de um carro, mesmo com as janelas abertas, pois a temperatura pode subir rapidamente, levando o animal a um quadro de insolação, que pode evoluir para a morte. Atenção especial deve ser dada aos animais braquicefálicos, ou seja, aqueles que apresentam focinho curto, como os pugs, bulldogs e gatos persas, que devido a essa característica apresentam certa dificuldade respiratória.

Apesar de não parecer, animais também precisam de protetor solar, principalmente aqueles de pelagem clara, tendo em vista a alta incidência de câncer de pele. Nesses casos, é necessário conversar com um Médico Veterinário para que esse profissional possa indicar o tipo de protetor necessário para proteger seu pet dos raios solares.

Por fim, deve-se ter controle de pulgas e carrapatos, tendo em vista que a incidência desses parasitas aumenta nessa época do ano. Portanto, fique sempre atento para evitar a contaminação do seu animal, evitando danos posteriores.

(*) A Dra. Hannah Thame é Médica Veterinária e Mestre em Ciência Animal com ênfase em Sanidade Animal pela Universidade Estadual de Santa Cruz

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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