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Posts Tagged ‘Dra. Hannah Thame’

Como manter seu bichinho com bem estar

 

 Hannah Thame

htAssim, mais e mais pessoas vêm se preocupando em oferecer uma vida mais plena e consequentemente, mais longa para seus animais.

Nós sempre batemos na tecla de que a saúde começa pela boca, mas não deve parar por ai!

Uma alimentação saudável é essencial, mas é apenas o primeiro passo na conquista de uma vida com mais disposição, menos doenças e mais daquele brilho no olhar que só quem ama um animalzinho sabe reconhecer.

Ao se considerar a qualidade de vida de um animal, além da alimentação, deve-se levar em consideração alguns outros fatores:

Estimulo mental e físico:
Animais domésticos, principalmente os que vivem em apartamentos, onde não tem contato direto com o movimento da rua, precisam de outras fontes de estimulo.

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Em um passeio, além do exercício físico, seu cão treina o faro, tendo acesso a diversos cheiros, sua atenção é cobrada, devido aos sons da rua, às pessoas que passam, aos carros e dessa forma, além dos músculos, seu cérebro é estimulado.

Atenção e carinho

Você fica fora de casa o dia todo? Precisa viajar constantemente?

Cães são seres sociais por natureza, vivem em bando e por mais que você forneça a água e a comida que ele precisa, ele ainda sentirá falta de contato e interação se você tiver uma rotina que te obrigue a se ausentar. Um cão cansado devido a um longo passeio antes de um dia sozinho vai ficar mais calmo com a sua ausência, mas fornecer atenção e carinho ainda é fundamental.

Higiene e limpeza
Cães não precisam de banho todos os dias, na maioria das vezes nem todas as semanas, mas a higiene faz parte de uma boa saúde, e quando não for mais possível abraçar seu cãozinho, é hora de um banho!

Tosas higiênicas e corte das unhas não são apenas uma questão estética, mas também garantem a ele mais conforto!

Duas áreas que normalmente não recebem a atenção devida são as orelhas, que exigem um check-up semanal para manter a otite longe e os dentes, que devem ser escovados frequentemente, para evitar a formação de tártaro que pode levar à perda de dentes e outras doenças mais graves.

A Dra. Hannah Thame é Médica Veterinária e Mestre em Ciência Animal com ênfase em Sanidade Animal pela Universidade Estadual de Santa Cruz  e diretora do Centro de Especialidades Veterinários-CEV Vitória da Conquista.

Diabetes em pequenos animais

Dra. Hannah Thame

 

htDiabetes mellitus é uma das endocrinopatias mais comuns nos cães e pode ser fatal se não for diagnosticada e adequadamente tratada. A deficiência de insulina que ocorre no diabetes mellitus é resultado da incapacidade do pâncreas em secretar insulina, conhecida como diabetes mellitus insulinodependente, ou tipo 1 e/ou de ação deficiente da insulina nos tecidos , também chamada de diabetes mellitus não insulino dependente, ou tipo 2.

A etiologia do diabetes mellitus é multifatorial, ou seja, pode ser ocasionada por diversos fatores que predispõem ao desenvolvimento da doença, sendo os mais importantes: pancreatite, obesidade, infecções, doenças intercorrentes (insuficiência renal, cardiopatias), administração prolongada de fármacos, como glicocorticoides, hiperlipidemia e predisposição genética.

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Câncer de mama em animais de companhia

Hannah Thame

ht É muito comum ouvir alguém relatar que sua cadela ou gata está com um “carocinho” na mama e que não sabe como surgiu. De início, pode-se imaginar não ser nada grave e que logo irá melhorar, mas é importante lembrar que todo e qualquer problema apresentado pelo seu animal deve ser avaliado por um Médico Veterinário, pois só o mesmo poderá garantir um diagnóstico preciso.

A cada dia que passa os animais de estimação estão vivendo por mais tempo, dessa forma, estão mais sujeitos a desenvolverem doenças, como as neoplasias ou tumores.  Os tumores mamários são muito comuns em cães e gatos e há diversos tipos histológicos que podem acometer essas espécies, porém, infelizmente, cerca de 50% dos casos são malignos e, em gatos, a maior parte dos tumores é altamente agressiva.

No geral, animais mais velhos (com cerca de 10 anos de idade), animais que possuem todo o seu aparelho reprodutivo (inteiros) e animais que foram castrados após numerosos cios são mais predispostos a desenvolver a doença. Embora alguns autores relatem predisposição genética, todas as raças estão sujeitas a esse tipo de neoplasia.

cat e dogA castração da fêmea antes do seu primeiro cio é, hoje, considerada a forma mais eficiente de manter o animal afastado dos riscos de desenvolver câncer de mama, já que a alteração hormonal que ocorre em cadelas e gatas é a grande responsável pelo aparecimento de disfunções que podem influenciar no surgimento da doença.

De acordo com alguns veterinários, a aplicação de medicamentos hormonais, principalmente anticoncepcionais, é um fator que pode ser determinante para o surgimento de tumores na mama e é por isso que esse tipo de medicamento é contra indicado no mundo animal. Dessa forma, caso o proprietário não deseje que seu animal tenha filhote, recomenda-se a castração, prevenindo assim, além de tumores mamários, tumores que pode acometer outros órgãos do trato reprodutivo das fêmeas.

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Esporotricose: entenda como essa doença pode afetar seu gato

Hannah Thame

htA esporotricose é uma doença causada por um fungo chamado Sporothrix sp. e é considerada uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida dos animais para os homens. Esse fungo encontra-se na natureza e pessoas que trabalham com a terra são mais predispostas a contrair a doença, assim como os Médicos Veterinários, devido ao contato direto com os animais.

A transmissão ocorre quando o fungo penetra na pele através de uma inoculação, a qual, no caso dos animais, pode acontecer por meio de arranhaduras ou mordeduras, tendo em vista que o fungo fica localizado, principalmente, sob as unhas e região de boca e nariz.

Os sinais clínicos mais comuns nos gatos são as lesões que aparecem na pele do animal, que normalmente, costumam ser graves, acometendo a região da cabeça, focinho e extremidades das patas. Além disso, outras regiões podem ser afetadas, como mucosas, articulações e sistema nervoso central. Alguns animais ainda chegam a apresentar um comprometimento sistêmico, apresentando-se com anorexia, febre e fraqueza.

gatos 2O diagnóstico da doença deve ser feito por um Médico Veterinário, que se baseia no histórico do animal, levando em consideração se houve brigas e/ou se o animal tem acesso à ruas e no exame de citologia, cultura fúngica e biópsias das lesões. Lembrando que quando antes você levar seu animal para o atendimento, maiores serão as chances de cura.

Apesar de difícil, o tratamento adequado pode levar o animal a um quadro de cura clínica total, sendo muito importante o papel do proprietário nessa etapa, seguindo corretamente as orientações passadas pelo médico. Consiste na utilização de antifúngicos durante um período prolongado e, em casos de infecções secundárias, também podem ser prescritos antibióticos.

Como forma de prevenção, algumas medidas podem ser tomadas, como evitar o contato com lesões de gatos infectados, utilizando luvas e lavando as mãos após a manipulação do animal.

 

 (*) A Dra. Hannah Thame é Médica Veterinária e Mestre em Ciência Animal com ênfase em Sanidade Animal pela Universidade Estadual de Santa Cruz e diretoria do Centro de Especialidades Veterinárias/ Vitória da Conquista

Castração: Mitos e Verdades

Dra. Hannah Thame

 htAo adquirir um animal de estimação é comum surgirem dúvidas por parte de seus tutores. Entre os principais questionamentos está o dilema da castração. Bem, castração é a uma das respostas que dou para várias perguntas que me fazem sobre cães e gatos.

– O que fazer para que o meu cão/gato não tenha crias indiscriminadamente?
– Como posso diminuir o risco do meu bichano contrair doenças?
– O que fazer para meu cão/gato deixar de ser territorialista?

– Como deixa-los mais tranquilos dentro de casa?

A castração não é a única resposta, mas é uma solução bastante eficaz. O procedimento consiste na remoção dos testículos, em machos, e do útero e ovários, em fêmeas. Pode ser realizado em animais ainda filhotes, a partir de quatro meses de idade, sem que haja interferência em seu desenvolvimento. Para definir qual o melhor momento é necessário que seja feito um acompanhamento por um profissional capacitado, sendo imprescindível a avaliação do Médico Veterinário.

ernesto geladeiraCom relação aos mitos, será que a castração engorda? De fato, após a castração ocorrem alterações hormonais que levam a mudanças no organismo. Pode ocorrer uma diminuição do gasto de energia e uma menor capacidade de controle da saciedade. Caso o animal tenha um estilo de vida sedentário (falta de caminhadas e brincadeiras) e haja predisposição genética para ganho de peso, facilmente podem se tornar obesos. Sendo assim, são necessários cuidados especiais com a alimentação para que efeitos indesejáveis não se sobreponham aos ganhos à saúde.

A castração deixa o animal apático? Voltamos então à questão da obesidade. Caso o animal venha a adquirir muito peso, poderá cansar-se facilmente e não terá a mesma disposição. Logo, vale reforçar a questão dos cuidados com alimentação de um animal castrado.

A castração é um ato de crueldade? Não! É uma cirurgia simples e com pós-operatório tranquilo, especialmente em animais jovens e sem histórico de doenças.

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Setembro Vermelho: Mês Internacional do Coração

Dra. Hannah Thame

 

htSetembro marca o início de um movimento de amor e conscientização junto ao coração do seu melhor amigo. As doenças do coração nos animais, na maioria das vezes, chegam de forma silenciosa, progressiva e fatal. Portanto o cuidado e a orientação para os problemas que mais afetam os cães e gatos ao longo da vida devem ser constantes.

As cardiopatias em animais são cada vez mais comuns, já que, assim como os humanos, eles estão vivendo mais. O problema se agrava porque o tutor não está acostumado a cuidar dos bichinhos idosos como cuida dos filhotes.  Estima-se que cerca de 35% dos cães serão acometidos por alguma cardiopatia ao atingir a fase idosa e que até aproximadamente 13 anos, cerca de 70% deles vão desenvolver a chamada Doença Valvar Crônica Mitral (DVCM), a principal cardiopatia que acomete os cães.

ethamDeve-se sempre estar atentos a quaisquer alterações observadas, afinal ninguém conhece melhor seu cão do que o próprio tutor. A qualquer mudança na rotina, é preciso consultar um Médico Veterinário para uma avaliação adequada e para realização de exames preventivos a tempo. Os principiais sintomas da doença cardíaca são: apatia e intolerância à exercícios físicos; cansaço frequente; perda de apetite, tosse, engasgos e dificuldade respiratória.

A doença cardíaca pode ser detectada por meio de um exame realizado durante a consulta, através da auscultação do coração com um estetoscópio. Porém, exames complementares podem ser necessários para confirmação de diagnóstico, como raio-x, eletrocardiograma ou ecocardiograma. O tratamento deve ser instituído o mais rápido possível, através do uso de medicações que ajudam a reduzir o trabalho e a carga do coração, proporcionando uma vida mais longa e saudável juntos. Além disso, pode ser feito uso de rações terapêuticas exclusivas para cardiopatas.

Com esses cuidados, seu pet pode viver bem e feliz por muito mais tempo. Se conscientize, quem ama, cuida!

 

(*) A Dra. Hannah Thame é Médica Veterinária e Mestre em Ciência Animal com ênfase em Sanidade Animal pela Universidade Estadual de Santa Cruz

Mau hálito em cães: o que fazer?

Hannah Thame ht

Muitos proprietários costumam reclamar do mau hálito do seu ão, porém, muitas vezes julgam como algo normal. É importante dizer que o mau álito de um cão muitas vezes indica para o dono que existe um problema ou doença, ortanto, se você tiver um animalzinho nessa condição, deve ficar atento ao que isso ode significar.

O mau hálito persistente pode indicar que seu cão tem problemas digestivos ou um problema na gengiva, como gengivite, ou até mesmo uma doença periodontal e deve ser examinado por um veterinário. Além disso, sinais indicando uma questão de saúde mais complexa, como dor na cavidade oral, sangramento, dificuldade para engolir ou comer também podem ser observados.

gengivite é a inflamação da gengiva e é extremamente comum em cães. Sem uma dieta adequada e cuidados higiênicos, como a escovação, partículas de alimentos se acumulam nas fendas entre os dentes e as gengivas de seu cachorro, e a população bacteriana que vive naturalmente em sua boca começa a proliferar. As bactérias aderem à superfície dos dentes que formam uma placa lisa, que mineraliza, endurece e se torna áspera, formando o que conhecemos como tártaro. Essa formação acaba “empurrando” a gengiva que se distancia dos dentes, causando bolsas que proporcionam um local perfeito para o crescimento excessivo de mais bactérias.

caesQuando a gengivite não é tratada ela continua progredindo e evolui tornando-se uma periodontite, que infelizmente pode levar à disseminação de bactérias, expondo o cachorro a risco de morte. A periodontite ou doença periodontal é considerada mais grave, devido à destruição dos tecidos onde estão inseridos os dentes, levando a exposição da raiz e posterior perda dos dentes do animal. Além disso, a gengiva inflamada fica em contato direto com uma enorme quantidade de bactérias, que se infiltram nos capilares e migram, através da corrente sanguínea, até órgãos vitais, como os rins e o coração. A doença periodontal é uma das principais causas de nefropatias e cardiopatias, doenças graves que podem levar ao óbito do animal.

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O que é Parvovirose Canina?

Dra. Hannah Thame

 htÉ muito comum ouvir alguém comentando sobre a “parvo”, uma doença famosa que pode acometer os cães. Mas o que é a parvovirose canina? Como é causada?

A parvovirose é causada pelo vírus Parvovirus e é uma doença altamente contagiosa e fatal, acometendo principalmente os filhotes de cães, que ainda estão na fase de vacinação ou sem vacina. Isso ocorre porque o sistema imunológico desses animais ainda não está completamente desenvolvido e eles se tornam mais vulneráveis às enfermidades.

Proprietários de cães que apresentam parvovirose conseguem reconhecer facilmente que seu animal está doente, tendo em vista que os sinais ocorrem de forma brusca e caracteriza-se por diarreia abundante, com alta frequência, na maioria das vezes com sangue. O animal também pode apresentar vômitos, febre alta, depressão e falta de apetite, levando a um quadro de anorexia.

caesA transmissão ocorre através das fezes pela via oro-fecal, ou seja, através do contato das fezes com a boca do animal, o que é bastante comum em filhotes. Como é uma doença de fácil transmissão, animais que vivem juntos em grande quantidade, correm um maior risco de contaminação, o que faz com que seja comum vários filhotes da mesma ninhada apresentarem a doença.

O Parvovírus Canino é altamente resistente e pode permanecer no ambiente por muitos meses, tornando-se fonte de infecção para outros cães. Por isso, na maioria das vezes, o Médico Veterinário recomenda que não se adquira outro cachorro por pelo menos seis meses após ter ocorrido um caso de parvovirose no ambiente. O ideal é queimar todos os comedouros, camas e panos que o cachorrinho doente teve contato, pois estes utensílios são as principais fontes de infecção para outros cães.

Por se tratar de uma doença viral, não existe tratamento específico, sendo feito então o tratamento de suporte, com antibióticos, fluidoterapia endovenosa e remédios para controle do vômito. Para combater esta doença é importante vacinar o seu cão, após 45 dias de vida, lembrando que ele estará protegido apenas após a terceira dose de vacina e que o reforço deve ser feito anualmente.

Os cuidados preventivos são de grande importância para evitar que a doença ocorra, no entanto, caso seu animalzinho seja acometido, leve-o imediatamente ao Médico Veterinário, pois somente esse profissional está apto para atendê-lo de forma correta.

 

(*) A Dra. Hannah Thame é Médica Veterinária e Mestre em Ciência Animal com ênfase em Sanidade Animal pela Universidade Estadual de Santa Cruz

Câncer em cães- o que devemos saber sobre essa doença

 Hannah Thame

ht Doença bastante conhecida entre os seres humanos, o câncer está sendo cada vez mais diagnosticado no meio animal, afetando cães e gatos de maneira agressiva e frequente nos dias atuais. Assim como outras enfermidades, o câncer também mostra alguns sinais, os quais devem ser observados pelos proprietários para que seja possível definir o quanto antes um diagnóstico preciso, aumentando as chances de tratamento e cura.

Embora nem sempre os cães demonstrem os sinais desta terrível doença, vale lembrar que os avanços feitos no ramo da oncologia veterinária têm sido muitos ao longo dos últimos anos e, por isso, hoje o câncer em animais já é uma enfermidade que pode ser tratada por meio de uma série de formas e técnicas.

É comum em muitos casos o animal afetado pelo câncer não demonstrar algum tipo de sintoma da doença até que o seu desenvolvimento já seja muito grande, por isso se faz necessário que os tutores tenham o hábito de levar seu animalzinho de estimação periodicamente ao Médico Veterinário para consultas de check-up, já que  uma doença desse tipo pode acabar sendo descoberta em um exame rotineiro, possibilitando que, no surgimento da doença, um tratamento seja iniciado de forma imediata.

caoAlguns sinais que podem ser observados em cães com a doença são: dor, mudança ou dificuldade em urinar ou defecar, desânimo ou depressão, dificuldade para respirar, tosses frequentes, mudança ou perda de apetite, perda de peso, diarreia, vômitos ou sangramentos, odores atípicos em regiões do corpo, inchaços em determinadas regiões, aparecimento de nódulos, episódios de rigidez ou paralisia.

Os fatores que podem levar ao câncer são diversos, no entanto, algumas condições podem aumentar a chance do animal desenvolver a doença, como idade avançada, pele despigmentada, exposição ao sol, algumas doenças virais, entre outros. Animais de qualquer idade e raça podem ser acometidos, embora relata-se que algumas raças podem estar mais predispostas que outras.

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Fisioterapia Veterinária

 

Hannah Thame

 htCom um número cada vez maior de animais de estimação fazendo parte das famílias, as novidades do mundo animal estão sempre avançando. Você já pensou, por exemplo, em fisioterapia para o seu cachorrinho? Pois é, ela existe e traz inúmeros benefícios.

Ganhando cada vez mais espaço no mundo dos pets, a fisioterapia veterinária têm se estabelecido no segmento como uma das mais eficazes formas de ajudar cães e gatos com problemas neurológicos e ortopédicos, além de que, atua como uma ótima ferramenta no combate à obesidade animal e na melhora do condicionamento físico. Também exerce um grande poder de auxílio na fase pós-operatória, favorecendo o processo de recuperação dos animais que passaram por intervenções cirúrgicas.

Ao longo dos últimos anos, essa modalidade de tratamento vem caindo no gosto dos profissionais, sendo que, cada vez mais veterinários encontram nesse tipo de terapia a solução para os mais diversos problemas enfrentados pelos seus pacientes. A fisioterapia para cães é indicada quando o veterinário constata que o cão possui algum problema ortopédico – que pode ser causado por um acidente ou até mesmo obesidade e velhice – ou neurológico, que é o caso de algumas doenças genéticas ou adquiridas
hannah-fisioPacientes com problemas ortopédicos, como artrites e artroses, rupturas de ligamento, displasia coxofemoral, luxação de patela e cirurgias ortopédicas podem ser beneficiados com a fisioterapia, que ajuda a diminuir o inchaço e dores nesses locais, diminuindo também quadros inflamatórios. Em casos neurológicos, a fisioterapia muitas vezes é essencial para que o animal possa voltar a andar, como nos casos de fraturas, traumas em coluna ou hérnias de disco que comprometem a locomoção, ajudando-o a se recuperar rapidamente e prevenindo sequelas.

A fisioterapia em animais é feita utilizado técnicas semelhantes às dos humanos, utilizando equipamentos adaptados para o tamanho e necessidades do pet. Algumas modalidades utilizadas são eletroterapia, cinesioterapia, laserterapia, magnetoterapia, ultrassom e hidroterapia. É importante ressaltar que apenas Médicos Veterinários podem realizar avaliação do animal e determinar quais técnicas devem ser utilizadas, sendo assim, é muito importante procurar profissionais especializados, além de saber que fisioterapeutas humanos não tem autorização para atuar com animais.

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(*) A Dra. Hannah Thame é Médica Veterinária e Mestre em Ciência Animal com ênfase em Sanidade Animal pela Universidade Estadual de Santa Cruz  e diretora do Centro de Especialidades Veterinárias/Vitória da Conquista.

 

 

 

Vai viajar e deixar seu animal sozinho? Veja algumas dicas sobre cuidados com os pets no feriadão de Ano Novo

Hannah Thame

htCom a chegada de mais um feriadão dessa  vez super prolongado, com o Ano Novo caindo num meio de semana,   a maioria das pessoas se programa para viajar e passar um período fora de casa, no entanto, muitas esquecem os cuidados que devem ter com seus bichinhos de estimação para que estes fiquem em segurança durante a sua ausência. Dentre os problemas que podem acontecer, os mais frequentes são acidentes domésticos,  intoxicação alimentar e, até mesmo, fugas.

A intoxicação alimentar é um dos principais problemas que levam os animais à emergência. Alimentos muito gordurosos, por exemplo, podem levar a vômitos e diarreia. Já os chocolates podem causar graves intoxicações, já que os cães possuem grande deficiência em metabolizar os seus componentes, o que também pode ser causado pela ingestão de algumas frutas secas e castanhas. Os ossos e pedaços maiores de carnes também devem ser evitados, pois podem levar a obstrução intestinal.

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Não deixe cães e gatos acorrentados porque eles podem se enforcar com alguma agitação e deixe portas, portões e janelas fechados, para evitar fugas. O os deixe protegidos dos fogos, tão comuns na virada de ano.

Se você vai viajar e não pode levar seu animal junto, tente não deixa-lo sozinho. Para isso, existem os serviços de hospedagem, como os hotéis para cães, que garante que seu animalzinho passe esse período longe de você em segurança. Pesquise e encontre o melhor para seu pet, ele merece!

 

Hannah Thame é Médica Veterinária e Mestre em Ciência Animal – UESC

Novembro Azul: mês de prevenção contra o Câncer de Próstata em Cães e Gatos

Dra. Hannah Thame

htO mês de novembro é marcado por campanhas de conscientização contra o câncer de próstata e objetiva alertar os homens sobre os riscos e perigos relacionados à doença. Mas isso não deve se restringir apenas aos humanos, cães e gatos também requerem atenção e cuidado!

O câncer de próstata é uma neoplasia pouco comum em gatos, e mais frequente em cães, acometendo animais entre 7 a 15 anos de idade. Por este motivo, é importante que cães a partir dos 7 anos sejam submetidos anualmente a ultrassonografia abdominal para avaliação de próstatas e testículos, principalmente machos não castrados, tendo em vista a grande produção de hormônios que ocorre ao longo da sua vida.

Os sintomas mais comuns são: excesso de lambedura do local, presença de secreção esverdeada ou com sangue no pênis, urina com sangue ou pus, aumento na quantidade de vezes que o animal faz xixi, constipação e dor abdominal, além de que, alguns animais podem apresentar fraqueza em membros posteriores.

O diagnóstico pode ser feito de duas formas, através do exame físico com o toque retal e através do exame ultrassonográfico que pode confirmar o aumento da próstata, sendo que quanto mais precocemente diagnosticado, maiores são as chances de cura, por isso, o tutor do animal deve estar sempre atento a qualquer anormalidade observada e deve ter consciência da importância dos exames de rotina.

nov-azulO tratamento de eleição para os casos diagnosticados como câncer de próstata é a castração do animal, tendo em vista que o aumento da próstata depende da testosterona produzida pelos testículos. Em alguns casos pode ser recomendado a retirada cirúrgica da glândula, que não causa nenhum dano à saúde do animal.

Como prevenção, basta realizar a castração precoce, ou seja, antes da puberdade, o que irá inibir a produção de testosterona e consequentemente não haverá desenvolvimento do tecido prostático, evitando a formação de tumores na glândula.

 

(*) A Dra. Hannah Thame é Médica Veterinária e Mestre em Ciência Animal com ênfase em Sanidade Animal pela Universidade Estadual de Santa Cruz e diretora do Centro de Especialidades Veterinárias em Vitória da Conquista

 

 

 

 

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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