hanna thame fisioterapia animal
livros do thame

Posts Tagged ‘dilma’

A História do Golpe

Ato 1: A derrubada de um governo legítimo

Ato 2: O Desastre

A crise no governo Dilma e a crise no governo Temer…

Nem Freud explica...

Nem Freud explica…

Manuela D´Ávila: “Golpe instalou projeto antinacional no Brasil”

manu d(do Pimenta)-Pré-candidata a presidente da República pelo PCdoB, a deputada estadual gaúcha Manuela D´Ávila disse neste sábado (9), em Itabuna, que o impeachment de Dilma, classificado por ela como “golpe”, teve o fim de “instalar projeto antinacional” no Brasil. “Enquanto aumenta o desemprego, com o Temer, aumenta o lucro dos bancos. A razão principal do golpe foi instalar um projeto antinacional e não melhorar a vida do povo”, disse ela, no auditório do Instituto de Cultura Espírita de Itabuna (ICEI).

O evento reuniu cerca de mil pessoas, segundo a organização, e teve a participação de militantes e a presença da cúpula do PCdoB baiano. Manuela lamentou que 30% da população economicamente ativa do país esteja desempregada ou subocupada. “Vivemos no Brasil uma crise que faz com que, cada dia mais, a pobreza seja visível aos olhos de cada brasileiro e cada brasileira”, observou, pontuando que são 14 milhões de desempregados e 11 milhões de subocupados.

– O próximo presidente do Brasil, eu espero que seja a próxima, porque eu espero que seja eu, enfrente os problemas relacionados ao nosso povo. Temos que superar essa crise com um projeto nacional de desenvolvimento, um país livre para seguir o seu caminho, por isso que o nosso manifesto é ‘Liberdade para o Brasil’, que garanta o desenvolvimento e gere emprego – disse ela.

Para Davidson Magalhães, presidente do PCdoB na Bahia, a greve dos caminhoneiros foi a maior demonstração do fracasso do golpe. Na avaliação do dirigente estadual, o lançamento do nome de Manuela é oportunidade para a legenda dizer o que pensa como saída da crise e esforço de buscar unidade das forças políticas “para impedir o retrocesso econômico, político e social do Brasil”.

A liberdade que não nos podem tirar

lula tij

Fernando Brito, no Tijolaço

Ontem, o país viveu um das últim0s – e certamente o maior – obstáculo ao despenhadeiro do fascismo e da perda da institucionalização.

O maior, tenham em mente, desde o dia em que o circo da Câmara dos Deputados votou pela abertura do processo de impeachment da presidente democraticamente eleita, Dilma Rousseff.

Não se iluda por questões de legalidade constitucional, destas que há muito a maioria do Supremo deixou para trás e que fizeram soar patética a aula de constitucionalismo dada pelo insuspeito Celso de Mello em seu voto.

A Constituição é lana caprina, expressão que os advogados usam para dar nome a algo de pouco valor, tal como foi o impeachment sem crime de responsabilidade há dois anos.

Sob certos aspectos, porém, o que se deu ontem é pior, muito pior que o domingo da vergonha de 2016, porque ali apunhaláva-se o presente mas sobrevivia o futuro do processo eleitoral.

Agora, o que se fez foi matar a esperança de que, em outubro, se pudesse voltar leito democrático em outubro.

Há um ar inescondível de tragédia.

Tintas de uma releitura do agosto de 1954, onde a cena trágica será ainda vivida, com as imagens mórbidas da condução de Lula à cadeia, num féretro que será festejado pelos corvos e abutres de uma classe média, enfim, condenada a roer a sua vida miserável pondo a culpa de todas as nossas mazelas no povo brasileiro, esta gente -para eles – indolente, desonesta, negra e parda, inferior ao ponto de merecer o nome de “povinho”.

O processo que começou com os udenistas de 2013, os do “padrão Fifa”, deságua na cena previsível, mais ainda pelo próprio Lula, ao resumir, na única declaração da qual, até agora, se tem publicada: ““Ninguém deu um golpe para me deixar candidatar.”

Ontem, antes do trágico espetáculo que Cármen Lúcia dirigiu no Supremo com o mesmo cinismo com que Eduardo Cunha comandou a apresentação circense – Luís Roberto Barroso, aliás, com seu demagógico discurso, encarnou uma versão “cult” daqueles que prometiam o Brasil dos céus ao votarem pela ruptura democratíca – o analista de pesquisas Antonio Carlos Almeida, autor do clássico “A cabeça do brasileiro”, escreveu o que se pode sentir no imaginário deste país:

Lula é politicamente grande porque tem voto, e isso é o fundamento da democracia. Lula tem voto para receber e transferir, quem trabalha com pesquisa sabe disso. Porque tem voto, ele motiva medo em seus adversários e esperança em seus seguidores.(…)Vale aqui novamente o contrafactual: se Lula não fosse do tamanho que é, não estaríamos nem escrevendo, nem lendo sobre ele, nem conversando nem ouvindo o que dizem dele, tampouco estaríamos preocupados com o desfecho dos julgamentos que a ele dizem respeito. Os ministros do Supremo, ao julgarem o habeas corpus de Lula, independentemente do resultado, apenas dizem o mesmo que esse artigo: Lula é politicamente grande. É importante que o país tenha consciência disso.

Na gente que não fala, que é o personagem ausente da polêmica política, fica algo que, nas pesquisas, só aparece nas intenções de voto, não em respostas explícitas: Lula é perseguido porque ousou fazer algo pelos pobres.

Esta é a sua resistência, como foi, há mais de 60 anos, a transformação de Getúlio Vargas em um fantasma a assombrar e maldizer a direita.

É preciso não fazer bravatas, cantar vitórias ou propor tolices.

A dor pode ser combustível de nossas chamas, mas não a mão que nos guia.

O primeiro passo é recusar o processo autofágico e recordar que tudo isso ocorre não pelos defeitos e erros do petismo ou de Lula, que existem, é claro.Ocorre por seu significado, ocorre pelo seu simbolismo, ocorre pelo que ele representa para o Brasil.

E não vai deixar de representar porque meia-dúzia, exatamente meia-dúzia, de algozes da elite negaram, por algum tempo, seu direito de ser um homem “externamente livre”.

Porque as nossas cabeças, as nossas idéias, os nossos pensamento e ações, a estes não há grades capazes de conter.

Dilma: “condenação de Lula é um escárnio!”

dilma

Nota divulgada pela presidenta Dilma Rousseff, sobre a sentença de Sérgio Moro:

A condenação de Luiz Inácio Lula da Silva, sem provas, a 9 anos e seis meses de prisão, é um escárnio. Uma flagrante injustiça e um absurdo jurídico que envergonham o Brasil. Lula é inocente e essa condenação fere profundamente a democracia.

Sem provas, cumprem o roteiro pautado por setores da grande imprensa. Há anos, Lula, o presidente da República mais popular na história do país e um dos mais importantes estadistas do mundo no século 21, vem sofrendo uma perseguição sem quartel.

Ontem, com indignação, assistimos à aprovação pelo Senado do fim da CLT. Uma monumental perda para os trabalhadores brasileiros.

Agora, assistimos essa ignominia que está sendo exercida contra o ex-presidente Lula com o objetivo de cassar seus direitos políticos.

O país não pode aceitar mais este passo na direção do Estado de Exceção. As garras dos golpistas tentam rasgar a história de um herói do povo brasileiro. Não conseguirão.

Lula é inocente. E o povo brasileiro saberá democraticamente resgatá-lo em 2018.

Nós iremos resistir.

Lula: ´vem aí o Golpe no Golpe`

Por Esmael Morais

O ex-presidente Lula, em discurso na posse da senadora Gleisi Hoffmann, na presidência do PT, disse na noite desta quarta-feira (5) que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já está se preparando para ser o próximo presidente da República.

“Certamente o Rodrigo Maia já está se preparando para ser o próximo presidente da República. Não podemos esquecer que golpista é golpista”, discursou.

lula gleisi

Lula pediu para a militância e a direção do PT ficarem atentos acerca dos motivos da Globo defender a queda do ilegítimo Michel Temer.

“Vejo muita gente entusiasmada que o Temer não dura uma semana. Ninguém quer mais a saída dele do que nós, mas não pelos motivos da Globo. Nós queremos diretas. A Globo não quer tirar o Temer por causa disso”, disse.

Para o ex-presidente petista, Maia não é melhor que Temer. Pelo contrário. “Golpista é golpista”.

Voltando-se ao senador Roberto Requião (PMDB-PR), presidente da Frente Ampla Parlamentar, Lula afirmou que deveria ser criada uma comissão da soberania nacional, “porque nós estamos brigando no varejo e eles no atacado”.

“Precisamos refletir sobre que país eles querem deixar depois do desmonte que eles estão fazendo”, orientou o ex-presidente Lula.

Lula: “tiraram a Dilma, botaram o Temer e a desgraça se abateu sobre o País”

abcO ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu fortemente a classe trabalhadora, neste domingo, durante evento de posse da nova direção do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. O petista afirmou que não é justo nem eficaz que se enfrente a crise econômica por que passa o país cobrando a conta da classe trabalhadora e extinguindo direitos históricos conquistados ao longo dos anos. A retomada do crescimento só pode se dar por meio da melhora da qualidade de vida das camadas populares, geração de empregos e aumento de salários, reforçou Lula.

“Querem jogar a crise do país em cima dos trabalhadores e dos aposentados. Mas nós temos que dizer a eles: ‘não tem que tirar direito de trabalhador e aposentado. Temos que fazer a economia crescer, gerar emprego, aumentar salários. Aí, a Previdência então vai dar conta”, disse o ex-presidente.

Lula recordou a importância histórica do sindicato dos metalúrgicos e de sua luta pela democracia no Brasil. “O país que estão oferecendo a você, Wagner (Santana, novo presidente do Sindicato), é um país que vai exigir de você muitas noites acordados. E um metalúrgico não pode fechar os olhos enquanto a gente não reconquistar o direito de andar de cabeça erguida neste país, enquanto não reconquistarmos a cidadania que já tivemos”, afirmou o ex-presidente da República, que falou também sobre a retirada da presidente eleita, Dilma Rousseff, de seu cargo:

“Antes, toda desgraça era culpa do PT e da Dilma. Então, demonizaram o partido e a presidenta, tiraram a Dilma, colocaram o (Michel) Temer e o que aconteceu? Aí que a desgraça tomou conta deste país.”

Também presente no evento, a recém eleita presidenta do PT, senadora Gleisi Hoffmann, proferiu discurso em consonância com as palavras de Lula. “Vocês (sindicalistas) podem se orgulhar de ter dado ao país a maior liderança popular que o Brasil já teve. O Brasil não precisa de reforma trabalhista, de reforma previdenciária. O Brasil precisa de emprego, de crescimento, de consumo. Precisa de um governo que olhe para o povo”, resumiu a parlamentar.

Já o novo presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wagner Santana, afirmou que a luta da entidade que preside “não é só por nós, pela nossa categoria, é por todos os trabalhadores”. Ele disse ainda:

“Eu tenho certeza que essa categoria não abrirá mão dos direitos garantidos em lei. Que país é esse onde se propõe uma volta quase à escravidão, onde se quer permitir que o trabalhador rural possa ser remunerado não com salário, mas com casa e comida? Minha luta hoje é pelo direito dos outros, dos meus filhos, assim como meu pai lutou pelos meus direitos e meus filhos hão de lutar pelos direitos dos meus netos.” (Brasil 247)

Lula: “2018 está logo ali”

lula falcão

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um discurso forte na abertura do 6º Congresso Nacional do PT,  em Brasília. O ex-presidente também criticou o discurso do PT, geralmente focado na própria militância, e disse que o partido deve se reconectar à esquerda, radicalizando posições, se quiser voltar a governar o país a partir de 2018.

Lula admitiu que os últimos seis anos foram “os mais difíceis da história do PT” e pediu que os dirigentes da sigla parem de falar para eles mesmos e discursem para fora, para que a legenda “volte a despertar esperança”.”Não falem para vocês mesmos, falem para os milhões e milhões de brasileiros que não estão aqui e que precisam que o PT tome as decisões certas para voltar a despertar esperança”, declarou diante de centenas de dirigentes petistas.

“2018 está longe para quem não tem esperança, mas, para nós, 2018 é logo aí, já começou e não estamos com medo. Vamos voltar a governar esse país a partir de 2018″, completou o ex-presidente. Lula chamou de “canalha” o empresário Joesley Batista, da J&F, que, em delação premiada, disse que pagou propina no valor de US$ 150 milhões para Lula e Dilma Rousseff por meio de contas no exterior.

“Um canalha de um empresário diz que fez uma conta no exterior pra mim e pra Dilma, mas a conta está no nome dele e ele que mexe na grana [plateia ri]. Tá na hora de parar de palhaçada, que o país não aguenta mais viver nessa situação, nesse achincalhamento”, completou o ex-presidente.

Ele repetiu ainda que “já provou” sua inocência e agora quer que “eles provem minha culpa” . As informações são de reportagem de Marina Dias, Cátia Seabra e Angela Boldrini na Folha de S.Paulo.

De Dilma, para Temer e Aécio…

“Dilma” (interpretada pelo ator Gustavo Mendes). Genial!

Se o duelo com Moro não matou Lula, vá de marqueteiro!

Por Fernando Brito, no Tijolaço

O insuspeito Reinaldo Azevedo, ainda durante a fase “secreta” do interrogatório de Lula, escreveu um de seus posts: “Se Moro não esmagou Lula no tribunal, PT venceu outra de goleada!”

Bem, Moro não esmagou Lula, isso é de tal maneira evidente que não houve um “coxinha” que o dissesse, não é?

E aí, observa a minha cara amiga Sylvia Moretzsohn, o jeito foi apelar para o marqueteiro.

No  caso, o ex-marqueteiro João Santana, que substituiu com a recorrente afirmação do “ele sabia” a falta de provas  em Curitiba.

É preciso manter o canhoneio incessante, para que o adversário não aja, nem sequer pense.

farofaNão é preciso acertar na mira, basta o estrondo, o barulho.

Jeferson Monteiro, autor do perfil “Dilma Bolada” pede no Facebook que indiquem onde pode receber os R$ 1,7 milhões que dizem que ele recebeu, agora com o acréscimo de R$ 200 mil declarado pela mulher do marqueteiro, porque está com o aluguel atrasado e o telefone cortado.

Da história do casal 171, o que sobra são os dois delatores  ricos, riquíssimos e os “chefões”, um morando em “Saint Bernard de le Champs” e a outra morando no bairro Tristeza, em Porto Alegre, uma cidade da Côte D’Azur, como sabemos, num apartamento de 120 metros quadrados.

Se há uma coisa pela qual Dilma e Lula devam ser condenados, na estranha ótica da elite brasileira, é por não saberem roubar.

Como disse, numa das conversas  grampeadas por Moro,  o então prefeito do Rio Eduardo Paes, um “cabral-boy”:

“Agora, da próxima vez o senhor me para com essa vida de pobre, com essa tua alma de pobre comprando “esses barco de merda”, “sitiozinho vagabundo”, puta que me pariu!”, disse Eduardo Paes, que ligou para Lula para prestar solidariedade após a 24ª fase da Operação Lava-Jato, que teve como alvo o ex-presidente.”O senhor é uma alma de pobre. Eu, todo mundo que fala aqui no meio, eu falo o seguinte: imagina se fosse aqui no Rio esse sítio dele, não é em Petrópolis, não é em Itaipava. É como se fosse em Maricá. É uma merda de lugar porra!”

É por isso que Lula será condenado e Aécio, absolvido.

Temer e o surto de sinceridade: impeachment foi chantagem

Alguem se indignou?

República de Bananas é isso aí!

Inauguração popular da Transposição do São Francisco: a celebração das águas

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

Busca por data
dezembro 2018
D S T Q Q S S
« nov    
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031