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Posts Tagged ‘Dia do Professor’

Heróis dos quadrinhos despertaram o olhar do menino sonhador que se realiza como professor

olharO cheiro da graxa se misturava com os sons de peças automotivas que se encaixavam em busca de um conserto perfeito. Na oficina, os olhos do mecânico Gerson brilhavam ao ver o filho Edielson Brito do Carmo rabiscando com um leve graveto o seu nome, letra por letra, grafada no chão de barro vermelho. A escrita do menino encantava o pai, que sabia desde sempre que o destino da sua cria estava longe da mecânica e seu caminho seria aprender e ensinar.

Na infância, as aulas e livros didáticos tradicionais não encantavam Edielson, que encontrou na linguagem dos quadrinhos os primeiros heróis e narrativas. Através de histórias do X-Men, Homem Aranha, Capitão América, Batman, da Tropa Alfa e Liga da Justiça, o menino nascido em Ruy Barbosa, porém criado sob o sol de Itaberaba, desenvolveu o hábito pela leitura e logo se encantou pelos livros.

“Não gostava de estudar, acredita? Com o tempo, isso mudou. Através dos quadrinhos, mergulhei no universo criativo e descobri muito sobre a vida. Os enredos bem elaborados não ficavam somente na luta maniqueísta entre o bem e o mal. Assuntos sérios eram tratados. Existencialismo, finitude, filosofia e mitologias eram assuntos recorrentes. Aprendi muito, foi uma verdadeira formação de caráter. Gostava de ler, passava um tempo procurando meios de comprar revistinhas e, de repente, já estava lendo livros clássicos”.

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Reitor da Uesc saúda professores e lamenta cortes no orçamento da ciência

alessandro“Parabenizo a todos nós pelo nosso dia. Comemoramos a vida de cada um de nós, comemoramos o esforço coletivo e individual para desempenharmos as nossas tarefas, mesmo em momentos adversos, manifestamos nossa repulsa ao sabermos que os recursos destinados à pesquisa e a iniciação científica foram cortados do orçamento federal. Essa atitude inviabiliza os nossos projetos de pesquisa e impede o desenvolvimento da ciência e comprometendo o Brasil.”

A declaração foi feita pelo reitor da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Alessandro Fernandes, ao encerrar a 60ª reunião extraordinária do Consu – Conselho Universitário, realizada on-line, durante o dia 14 (quinta-feira).

O Reitor, que também é o presidente do Consu, ao encerrar a primeira etapa da reunião, que vai prosseguir na próxima semana, se dirigiu aos docentes da Uesc estendendo a mensagem à toda categoria. Ele acrescentou “que os ataques constantes à ciência atingem todos os setores da educação e obviamente, com prejuízos irreparáveis para sociedade brasileira.” Vários docentes da Uesc, participantes como conselheiros da reunião, manifestaram apoio à fala do reitor.

O reitor Alessandro Fernandes, reafirmou seu compromisso com uma educação pública, gratuita de qualidade, cada vez mais inclusiva e socialmente referendada, bem como acredita piamente que os investimentos em educação e em ciência e tecnologia, são fundamentais para o desenvolvimento humano, da sociedade e do nosso país.

SEC homenageia professoras e professores que amam ensinar

alineDurante todo o mês de outubro, para marcar o Dia da/o Professor/a (15/10), a Secretaria da Educação do Estado (SEC) presta uma homenagem às professoras e aos professores que escolheram a educação como um projeto de vida. Os educadores irão dar o testemunho sobre como despertaram a vocação para o magistério, como é a relação com a sala de aula e como o exercício profissional tem sido transformador para a vida dos estudante e também para a deles.

Nesta primeira reportagem da série, elaborada pelos jornalistas da Assessoria de Comunicação da SEC, conheça a história da professora Alina, que abraçou a Educação Prisional como forma de levar conhecimento e esperança para apenados da Penitenciária Lemos de Brito.

Para a professora Alina, educação é compromisso social!

O dinheiro era pouco, nem sempre a terra árida dava o suficiente para todos. Filha dos agricultores Vicente e Izabel, a professora Alina Silva de Souza nasceu na Fazenda Bananeira, zona rural do município de Euclides da Cunha. Com uma infância repleta de desafios, aos sete anos foi adotada pelo tio Osvaldo, irmão do seu pai, que ficou sensibilizado com as condições que Alina e seus sete irmãos viviam. No novo lar, em Serrinha, a menina começou os estudos e um longo período de adaptação. Ao lembrar do passado, Alina, que hoje é dona de um sorriso forte e fala contagiante, conta uma realidade de privações que foi superada com a descoberta do amor pelo magistério.

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Apenas 3,3% dos estudantes brasileiros querem ser professores

profs“Meu sonho mesmo é dar aula para o ensino médio, pode ser em escola estadual,  municipal ou particular”, diz Lucas dos Anjos Castro, 16 anos, estudante do 2º ano do ensino médio da Escola Estadual Professor Botelho Reis, em Leopoldina, Minas Gerais. “Eu me vejo como professor, igual aos meus, na correria, rodando para lá e para cá, entrando em uma sala e outra. É o que eu gosto”.

O sonho com a carreira docente, como o de Castro, é cada vez mais raro. De acordo com levantamento feito pelo Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), com base nos dados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) de 2015, apenas 3,3% dos estudantes brasileiros de 15 anos querem ser professores. Quando se trata daqueles que querem ser professores em escolas, na educação básica, esse percentual cai para 2,4%.

Hoje (15), no Dia do Professor, a Agência Brasil, mostra as ideias de quem quer seguir a carreira docente e de professores que não abrem mão da profissão.

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Professora de Itabuna desperta o gosto pela Sociologia com o encanto da fotografia

professora amelia amado 1A imagem muitas vezes vale mais do que mil palavras. Aliando o amor pela fotografia e toda a representação social que ela pode promover, a professora Tereza Cristina Fidélis, do Colégio Estadual Dona Amélia Amado, em Itabuna, a 445 km de Salvador, encontrou um jeito especial e envolvente de ensinar a disciplina. Usando a fotografia do cotidiano, ela alia a teoria de sociólogos como Max Weber, Émille Durkheim e Karl Marx, fazendo com que os estudantes compreendam melhor a sociedade em que vivem.

A iniciativa não só desperta um maior interesse dos estudantes pela Sociologia, como também contribui para o desenvolvimento do senso-crítico. É o que explica Dalila França, ex-aluna para quem o estudo da sociologia foi fundamental na escolha da faculdade de Direito. “O trabalho da professora Tereza foi muito importante em minha vida. Ele me proporcionou entender melhor a sociologia e o trabalho destes sociólogos, além de conhecer lugares e ampliar meu conhecimento de forma prazerosa que é a fotografia. Hoje estou cursando Direito e já tenho uma melhor compreensão sobre a sociologia graças à professora Tereza Cristina que me proporcionou o acesso a este conhecimento. Ela e seu trabalho são maravilhosos e inesquecíveis”, comenta.

professora amelia amado 2O projeto “A sociologia e o cotidiano através da fotografia: suas correlações históricas e sociais, à luz dos sociólogos Max Weber, Émille Durkheim, Karl Marx”, envolve toda a unidade escolar em atividades como as aulas de campo, entrevistas e a socialização dos resultados. O objetivo é formar estudantes pesquisadores, questionadores e que busquem soluções para os problemas sociais do cotidiano de suas comunidades. “Conseguimos fazer com que o aluno entenda a disciplina. Alcançamos o protagonismo juvenil através dos Sociólogos Karl Marx, Emilie Durkhein e Max Weber e como suas teorias nos ajudam a encarar, explicar e compreender a realidade social”, comemora a professora Tereza.

 

Ela diz, ainda, “que o projeto proporciona grande entusiasmo nos alunos e torna-se mais atrativo, pois a fotografia é um recurso didático de alta eficiência e o jovem de hoje é muito midiático. O objetivo é trabalhar com o cotidiano do aluno, facilitando assim, o aprendizado e o entendimento das teorias sociológicas. O projeto se destaca, também, por envolver aspectos da interdisciplinaridade, através da história da fotografia”.

 Pesquisa – A professora Tereza também criou, em 2011, com o apoio do professor de Química, Abraão Matos, um Grupo de Ensino e Pesquisa do Amélia Amado (GEPAA), para incentivar a alfabetização e a educação científica no ensino básico, com estudantes a partir do 9º ano. O grupo conta com 35 estudantes, com 20 projetos em andamento. O estudante, William Barreto, do 1º ano do Ensino Médio, é um dos envolvidos. “Eu fui premiado na I Feira de Ciências do Núcleo Regional de Educação (NRE 05), em setembro. Foi uma experiência grande para mim”, afirma.

Tereza Cristina destaca que o grupo tem ajudado os estudantes a ingressarem no ensino superior, “percebemos o quanto os ajudamos para o Enem. Temos alunos em universidades do Paraná, na Uesc e USP, esse é o ganho, o conhecimento”, orgulha-se. Para a direção, a iniciativa da professora em formar o GEPAA vem ajudando a transformar a educação do Colégio Dona Amélia Amado. “Todas as vezes que o aluno está envolvido com a pesquisa, sentimos de fato a transformação, vemos esse aluno na escola com outra disposição. Essa iniciativa incentiva o estudante e o próprio professor, que se sente reconhecido na realização do aluno”, declarou o vice-gestor da unidade, Daniel Filho.

 

 

Ao mestre, com carinho

professoro

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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