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Everaldo Anunciação: “Haddad é garantia de democracia e desenvolvimento do país”

everaldo“O Brasil está diante de dois caminhos, a consolidação da democracia ou risco de mergulhar o país na violência, na extinção de direitos trabalhistas e da venda do patrimônio nacional”. Essa é a opinião do presidente do diretório estadual do Partido dos Trabalhadores. Em conversa com o Blog do Thame, na manhã de hoje em Ilhéus, Everaldo defendeu uma ampla mobilização da sociedade em torno da candidatura de Fernando Haddad.

Veja a entrevista:

Blog do Thame- Que avaliação você faz das eleições baianas e da atual conjuntura nacional?

Everaldo Anunciação-  A votação no Nordeste e na Bahia é uma demonstração de um povo consciente, determinado e comprometido com a democracia. A reeleição de Rui Costa, com uma votação extraordinária, a eleição dos dois candidatos ao Senado, com Wagner e Coronel, e da maioria dos deputados federais e estaduais, consolida a liderança de um grupo que está voltado para as políticas públicas, com foco no social e no desenvolvimento.

A nível nacional, atravessamos uma eleição muito difícil do ponto de vista da democracia. A recente denuncia de Caixa 2 do candidato Bolsonaro, a utilização de fake news de forma ostensiva e patrocinada setor privado deve ser repudiado pela sociedade brasileira e exige uma apuração rigorosa do Ministério Público, da Polícia Federal e do Tribunal Superior Eleitoral, para que essa prática não se consolide.

Blog do Thame- Você entende que o Brasil está diante de dois caminhos, a consolidação da democracia ou um salto no escuro que pode desaguar no fascismo?

 

Everaldo Anunciação- As propostas que um candidato apresenta, defendendo a tortura, o desrespeito, a violência contra as minorias, a ameaça aos direitos trabalhistas, a venda do patrimônio nacional, são ameaças profundas, que quem já experimentou, viu o que aconteceu com esse país.

Esse não é o caminho. Mesmo que uma parcela do eleitorado tenha algumas restrições ao PT, não é o PT que está em jogo, o que está em jogo são questões que dizem respeito ao futuro da nação. Essa é uma decisão que cada um deve tomar.

E é lamentável que o candidato Bolsonaro se negue a participar de debates, para que os brasileiros possam conhecer suas idéias e refletir o que é melhor para o país, com a retomada do desenvolvimento, a geração de empregos e investimentos prioritários em educação.

 

Blog do Thame-Nessa reta final, mobilização total para garantir a vitória de Haddad…

Everaldo Anunciação- Vamos reforçar o debate de idéias, repudiar o ódio e a violência e dialogar intensamente com todos os segmentos da sociedade, para que possamos tomar uma decisão consciente, mostrando que Haddad é o melhor para o Brasil.

Diga não ao retrocesso e ao fascismo!

Marivaldo do Amaral

 

marivaldo“Precisa-se de matéria prima para construir um país.” Quando João Ubaldo Ribeiro, autor de tão célebre constatação, cunhou esta frase, ele afirmava com veemência aquilo que todos que conhecem o ambiente político ou a história política do Brasil sabem: a corrupção não é uma marca de um partido, é fruto de um sistema político viciado e desonesto com a população que visa manter o controle das massas através de discursos supostamente honestos, mas que na verdade objetiva apenas ocupar o poder para pôr em prática tudo que se condena. O Brasil já provou desta conduta em 2016.

Por não aceitarem o que as urnas haviam dito em 2014, de forma irresponsável, sem preocupação com a população, inviabilizaram o governo Dilma para sustentarem a justificativa que achavam ser a perfeita: vamos tirar o PT para acabar com a corrupção. A partir de então, o que assistimos foi uma sequência de descobertas que levaram os batedores de panelas a silenciarem decepcionados diante de tanta aberração  do governo Temer, das malas de dinheiro do Aécio, da descoberta de que a corrupção na Petrobras vem acontecendo desde a década de 1980. Enfim,  toda uma sequência de perdas de direitos que a população brasileira tem vivido de 2016 pra cá.

Este segundo turno não se resume à disputa raivosa entre petistas e antipetistas, peemedebistas-demistas- psdebista, ela vai muito além disso que os portadores do ódio tentam polarizar. Não estamos diante, apenas, de uma disputa de quem é contra ou a favor de um partido, seja ele qual for. Estamos diante de um risco do aumento da violência urbana, da perda do 13º  salário, do retorno ao trabalho escravo no país, do fim da escola pública gratuita, do fortalecimento dos homens que agridem mulheres, da legitimação do racismo como política de governo, do assassinato aos homossexuais, do genocídio dos jovens negros das periferias que, em um estado de intolerância com armas, entrarão na estatística da máxima que preconiza “bandido bom, é bandido mirto”.

Estamos diante da ameaça do fascismo!

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É hora de escolher a democracia

Manifesto FENAJ sobre a eleição presidencial

jornalistasA Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), representante máxima da categoria no Brasil, novamente se dirige aos/às jornalistas e à sociedade para defender a democracia e opor-se ao fascismo emergente. Em breve, o povo brasileiro vai voltar às urnas para eleger o novo presidente do país e não restam dúvidas de que a disputa não se dá entre dois projetos democráticos, mas entre uma candidatura que respeita a institucionalidade e o jogo democrático e outra que representa uma regressão política e até mesmo civilizatória.

O Código de Ética do Jornalista Brasileiro estabelece, em seu artigo 6º, como dever do profissional: “I – opor-se ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão, bem como defender os princípios expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos;(…) X – defender os princípios constitucionais e legais, base do estado democrático de direito; XI – defender os direitos do cidadão, contribuindo para a promoção das garantias individuais e coletivas, em especial as das crianças, adolescentes, mulheres, idosos, negros e minorias;(…) XIV – combater a prática de perseguição ou discriminação por motivos sociais, econômicos, políticos, religiosos, de gênero, raciais, de orientação sexual, condição física ou mental, ou de qualquer outra natureza.”

Portanto, além de um dever cívico, é também uma obrigação ética dos jornalistas posicionarem-se contra um candidato a presidente da República que faz apologia da violência, não reconhece a história do país, elogia torturadores, derrama ódio sobre negros, mulheres, LGBTIs, índios e pobres e ainda promete combater o ativismo da sociedade civil organizada. Esse candidato é Jair Bolsonaro, do PSL.

Propositadamente, ele faz uma campanha despolitizada, assentada em valores morais, família e religião; na disseminação de ideias como anticomunismo, racismo e intolerância à diversidade. Na verdade, representa os que, ainda hoje, não se conformaram com a redemocratização e com os avanços sociais ocorridos na última década. Bolsonaro representa os que temem a democracia e a organização do povo; fala em nome daqueles que não se incomodam com privilégios nem com a corrupção e que não se constrangem com o uso da força onde e quando julgarem necessário.

Como entidade representativa dos trabalhadores e trabalhadoras jornalistas, a FENAJ também chama atenção para o perigo da agenda de retrocessos nos direitos trabalhistas anunciada pelo candidato do PSL, que certamente aprofundaria ainda mais os retrocessos da contrarreforma trabalhista imposta à classe trabalhadora pelo governo Temer.

Do outro lado, temos a candidatura de Fernando Haddad. Sem cair na tentação de avaliar os governos do PT, podemos afirmar seguramente que o partido respeitou – e respeita – as instituições democráticas; apresenta-se para o debate público e submete-se à vontade soberana do povo, expressa nas urnas. Haddad não é, portanto, um extremista autoritário que apenas está no polo oposto, como querem fazer crer seus adversários políticos.

Assim, a Federação Nacional dos Jornalistas sente-se na obrigação de alertar a categoria e a sociedade em geral para a verdadeira disputa atual: ou democracia, com todas as suas imperfeições, ou o autoritarismo de base militar, com todos os seus males. A decisão, portanto, tem de ser no campo da política, com o debate público sobre o país e seu povo.

Em defesa da democracia!

Em defesa do Estado Democrático de Direito!

Em defesa dos direitos humanos!

Em defesa da soberania nacional e popular!

A hora do Brasil

No segundo turno, não se trata de escolher entre opções políticas e sim entre democracia ou não

el pais

Editorial do El Pais

A taxativa vitória do ultradireitista Jair Bolsonaro (PSL) no primeiro turno das eleições presidenciais realizadas no domingo, 7, no Brasil coloca o eleitorado diante de uma decisão radical. No segundo turno, previsto para o dia 28 de outubro, já não se trata de escolher entre duas opções políticas diferentes, mas ambas democráticas, e sim entre um candidato que entende e cumpre os padrões de governança das democracias ocidentais e outro que despreza e considera inválido o sistema de liberdades que desde o final da ditadura garante a igualdade e o progresso de 208 milhões de brasileiros.

Bolsonaro, com um discurso abertamente xenófobo, racista, homofóbico e laudatório da ditadura militar (1964-1985) obteve 46% dos votos, muito perto da maioria absoluta que lhe teria outorgado diretamente a chefia do Estado. Fernando Haddad, do histórico Partido dos Trabalhadores (PT), e candidato sucessor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conseguiu passar ao segundo turno com 29,3%. Mais preocupante do que os números é o fato de que as falas de Bolsonaro tocaram amplas camadas da população brasileira que veem esse militar da reserva como a solução da profunda crise institucional e econômica que assola o país há quatro anos e pelas quais culpa exatamente o PT.

A diferença de votos entre os dois é grande, mas não intransponível porque o que está em jogo é muito mais do que uma vitória eleitoral. É assim que devem entender a situação tanto os eleitores de qualquer tendência política quanto Haddad, que pelo segundo turno é obrigado a realizar uma exposição integradora e de abertura em relação aos que até domingo eram seus grandes rivais no campo democrático. Sua candidatura já não é somente a do PT e sim a de todos os democratas do Brasil.

Nessa encruzilhada os que foram rivais de Haddad no primeiro turno farão bem em abandonar a exasperante colocação que apresenta o candidato do PT e Bolsonaro como dois extremos comparáveis. Nada mais longe da realidade. Com todas suas polêmicas, problemas, escândalos e processos judiciais, o PT é um partido que na oposição sempre respeitou as regras do jogo democrático, que ganhou quatro eleições presidenciais de forma absolutamente limpa, sob cujo governo a democracia brasileira se transformou em um exemplo de progresso e que entregou o poder como a lei exigiu mesmo considerando que o procedimento – o impeachment da presidenta Dilma Rousseff em 2016 – era politicamente ilegítimo. Pelo contrário, o candidato a vice de Bolsonaro fala abertamente em reformar a Constituição de uma forma ilegal – mediante um conselho de notáveis – e justifica a possibilidade de um golpe de Estado se as circunstâncias permitirem, propostas que Bolsonaro rejeitou. O próprio candidato, no entanto, fala abertamente em dar um papel preponderante ao Exército e carta branca à polícia para matar. Não é possível continuar dando pouca importância a declarações inaceitáveis marcando-as como uma estratégia para ganhar eleições. Nem tudo vale.

O Brasil não é a primeira democracia que vive essa situação. A França já passou por isso em 2002 quando Jean Marie Le Pen chegou ao segundo turno. Os franceses, à época, perceberam que a democracia não tem atalhos e votaram em Jacques Chirac. Agora é a vez dos brasileiros.

O Partido da Justiça entra no jogo eleitoral

Democracia, eleições e votos nulos/brancos

 

Debora Spagnol

Debora SpagnolA ideia de um governo na qual o povo (demos) governe (cracia) ou execute diretamente as tarefas administrativas e legislativas do Estado surgiu na Grécia antiga. Nela, os cidadãos governavam a “polis” reunindo-se em assembleia na ágora (praça pública) e votando a favor ou contra determinada lei ou ação.

Contudo, mesmo na Grécia antiga, que mais perto chegou de um governo democrático, não havia a participação integral de todos os membros do Estado porque as mulheres, crianças, escravos e estrangeiros não eram considerados cidadãos. E participar das decisões políticas era privilégio dos cidadãos. A palavra “democracia” inclusive, muitas vezes foi aplicada de forma depreciativa, pois a aristocracia (nela incluídos filósofos importantes, como Platão e Aristóteles) era contrária a um governo de iniciativa popular. (1)

Na transição da antiguidade para a modernidade, o termo “Democracia” teve alteração de seu significado: de um sistema de governo no qual o povo participa diretamente do poder executivo, passou a ser definida como um sistema “representativo” de governo, cujos poderes Executivo e Legislativo são exercidos por representantes eleitos através do sufrágio popular: o voto.

No Brasil, a primeira eleição ocorreu em 23 de janeiro de 1532 e deu-se de forma indireta: os moradores da primeira vila fundada na colônia portuguesa – São Vicente, em São Paulo – elegeram seis representantes que escolheram os oficiais do Conselho Municipal, orientadas por uma legislação de além-mar: o Livro das Ordenações português, elaborado em 1603.

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Foro de São Paulo defende liberdade de Lula e destaca ofensiva neoliberal

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Terminou  na capital cubana, Havana, a 24ª reunião anual do Fórum de São Paulo, que reuniu partidos políticos de esquerda de mais de 20 países da América Latina e o Caribe entre os dias 15 e 17 de julho. Na declaração final, a organização destaca a “ofensiva reacionária, conservadora e restauradora neoliberal” no continente e rechaça os golpes de estado ocorridos na região, a começar pelo de Honduras em 2009, passando pelo Paraguai em 2012 e o Brasil em 2016. O documento repudia “a condenação sem provas e a prisão de Lula para impedir sua candidatura à presidência da República”.

“Exigimos a liberdade imediata de Lula, depois de uma condenação e prisão sem provas, e o direito a ser candidato presidencial nas eleições de outubro no Brasil, respeitando a vontade da maioria do povo brasileiro. Lula Livre! Lula Inocente! Lula Presidente!”, diz o texto.

f 2O Fórum defende ainda que a América Latina e o Caribe sejam declaradas “zona de paz” e condena as iniciativas de desestabilização no continente, como o descumprimento dos acordos de paz entre o governo colombiano e a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), os recentes protestos violentos na Nicarágua e a “guerra não-convencional” contra a Revolução Bolivariana na Venezuela.

“Respaldamos o pedido das forças políticas e sociais da Colômbia para que o governo colombiano cumpra com a implementação dos Acordos de Havana (…). Rechaçamos de forma enérgica a política intervencionista dos Estados Unidos nos assuntos internos da Nicarágua Sandinista (…) Denunciamos, desta vez com razões adicionais, o papel intervencionista da OEA [Organização dos Estados Americanos], que segue sendo utilizada pelo governo dos Estados Unidos como seu Ministério de Colônias. (…) Condenamos a guerra não convencional e de amplo espectro, aplicada pelo imperialismo ianque e seus aliados europeus, latino-americanos e caribenhos contra a Revolução Bolivariana”.

O texto exige ainda a “eliminação de todas as 77 bases militares estadunidenses que existem na região”

Maradona defende Lula livre e eleições na Venezuela: “escolho a democracia”

maradona

O ex-jogador de futebol argentino Diego Maradona diz estar feliz com a vitória de Nicolás Maduro na Venezuela porque “os Estados Unidos teriam atacado tudo, como estão fazendo na Argentina, como estão fazendo no Brasil, e em todos os países que querem levantar a cabeça”.

Numa postagem no Instagram, ele também comentou a prisão do ex-presidente Lula e disse que “está provado que Lula não fez nada de errado”. Aqueles que acham que voltaremos à “era dos desaparecidos, como estão tentando ‘desaparecer’ Lula, estão enganados”, declarou. “Eu escolho a democracia”, concluiu.

Ato final da Caravana de Lula será suprapartidário, contra a violência e pela democracia

Foto: Ricardo Stuckert

Foto: Ricardo Stuckert

A Caravana Lula Pelo Brasil concluirá hoje (28) sua vitoriosa passagem pelos estados do Sul com um grande Ato Suprapartidário Contra a Violência e Pela Democracia, às 17h na Praça Santos Andrade em Curitiba.

Já estão confirmadas as presenças da candidata à presidência pelo PCdoB, Manuela Dávila, do candidato do PSOL, Guilherme Boulos, dos senadores Roberto Requião (MDB) e João Capiberibe (PSB), parlamentares e dirigentes do PT. PSB, PSOL, PCdoB e PDT, da Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo, CUT, MST, movimentos sociais e personalidades democráticas.

As violentas agressões à caravana, que culminaram com um atentado a tiros na noite de terça (27) em Quedas do Iguaçu (PR), além de atingir Lula e o PT, atentam contra as liberdades políticas e contra própria democracia, e por isso são repudiadas por todas as forças democráticas.

Rui Costa e o julgamento de Lula: “o mundo está de olho no Brasil”

Papo Correria

Rui Costa, governador da Bahia, diz que não há provas contra Lula, espera que a Justiça prevaleça e afirma que o mundo está de olho no que acontece no Brasil.

Ouça:

Sem justiça justa, não há Democracia

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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