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Os “consulados estrangeiros” em Salvador

Efson Lima

 

efson limaDiante do conflito que tem se acirrado entre EUA e o Irã nos últimos dias sempre vem uma pergunta clássica: como os cidadãos destes países e de outros Estados são socorridos estando no palco do conflito? Uma das iniciativas são as orquestrações e orientações expedidas pelas embaixadas, bem como pelas repartições consulares aos seus respectivos nacionais. E em Salvador será que temos alguma repartição consular?

Uma curiosidade envolvendo as repartições consulares na Bahia é que, em 2019, ao ser ministrada a disciplina de Direito Internacional na Faculdade 2 de Julho, buscamos aproximar o conteúdo da realidade dos estudantes.  Para tanto uma das primeiras inquietações foi supor que Salvador tinha um número razoável de representações consulares.  Sendo assim, para deixar os graduandos mais motivados foi realizada uma visita ao Consulado de Cuba, na Barra.

Após, a visitação, desafiamo-nos a mapear e a ir a outros consulados existentes em Salvador. Então, testou-nos consultar a relação de órgãos estrangeiros no Brasil fornecido pelo Itamaraty, fazer consultas nos sites de buscas e outros meios. A breve pesquisa constatou que Salvador possui um impressionante número de 29 repartições consulares. Algumas óbvias, como o Consulado da Espanha, visto o contingente de espanhóis na Bahia, assim como de alguns países africanos pelas relações socioculturais com a Bahia. Outros consulados nem tanto parecia perceptível, como os da Turquia, Japão e Hungria.

efson    Tais informações podem passar despercebidas no dia a dia. Entretanto, não deveria ser assim. Salvador é uma cidade turística.  Ela recebe milhares de turistas e vários são os episódios envolvendo os cidadãos estrangeiros neste período do ano. Por outro lado, são espaços de fomento a cultura das nacionalidades; promovem diversas atividades e ações de integração com os seus nacionais e soteropolitanos.

A Convenção de Viena de 1967, que regula as relações consulares, estabelece diversas funções, entre elas: a proteção, no Estado receptor, os interesses do Estado que envia e dos nacionais dentro dos limites permitidos pelo direito internacional; fomentar o desenvolvimento das relações comerciais, econômicas, culturais e científicas; e promover ainda relações amistosas entre os Estados e prestar ajuda e assistência aos nacionais, inclusive, pessoas jurídicas.

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Cuba enquadra Bolsonaro e diz que seus médicos, chamados de ‘terroristas’, atenderam 113,3 milhões de brasileiros

mais medicos 2Cuba repudiou as declarações do presidente brasileiro de que médicos cubanos que estiveram em serviço no Brasil entre 2013 e 2018 pelo programa Mais Médicos fossem “terroristas”.

Em pronunciamento sobre o assassinato do general iraniano Qasem Soleimani, Jair Bolsonaro afirmou que “nós não aceitamos o terrorismo. Não interessa o lugar do mundo em que ele venha a acontecer”, informa jornal O Globo.

Além disso, Bolsonaro complementou que “se tiver qualquer terrorista no Brasil, a gente entrega. […] Assim como os cubanos médicos, entre aspas, saíram antes de eu assumir. Sabiam que eu ia pegar os caras. Um montão de terroristas no meio deles”.
O portal digital do Ministério das Relações Exteriores de Cuba emitiu uma nota repudiando as acusações do mandatário brasileiro:

“O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, acusou de terroristas os médicos cubanos que atenderam em seu país 113.359.000 pacientes, entre 2013 e 2018 – de acordo com dados fornecidos pelo Ministério das Relações Exteriores de Cuba – em mais de 3.600 municípios, e deram cobertura médica permanente a 60 milhões de brasileiros como parte do programa Mais Médicos”.
Miguel Díaz-Canel, presidente cubano, recordou que o programa Mais Médicos nasceu como uma iniciativa da ex-presidente Dilma Roussef (2011-2016), e buscava assegurar serviços médicos ao maior número possível de brasileiros. O programa esteve presente em boa parte do território nacional, penetrando em regiões que contam com uma pequena presença de médicos brasileiros.

Havana acusa Washington de orquestrar uma cruzada contra os serviços prestados internacionalmente pelos médicos cubanos, como parte da política de isolamento imposta pela Casa Branca há quase duas décadas.

Cuba investe na medicina preventiva e exporta médicos para mais de 60 países

(reportagem publicada em outubro de  2013, que vale a pena ler de novo, depois que, em mais uma agressão gratuita, Jair Bolsonaro qualificou parte dos médicos que atuaram no Brasil de ´terroristas`  )

Daniel Thame

 

São sete horas  em Remédios, cidadezinha histórica do interior de Cuba, numa manhã excepcionalmente chuvosa no final de verão caribenho, que costuma ostentar temperaturas acima de 35 graus. No hospital municipal, a Dra. Egley Turiño Camacho e o Dr. Camilo Ildez Gallo estão prontos para iniciar mais uma jornada de trabalho. As pessoas começam a chegar sem pressa, porque sabem que serão atendidas. A maioria delas realiza apenas procedimentos de rotina, já que o acompanhamento é feito no dia a dia, através do programa Médico da Família, que se estende por todas as partes de Cuba, das áreas rurais remotas à capital, Havana.

Saúde pública, em Cuba, é literalmente, uma questão de Estado. O serviço é totalmente gratuito em todos os seus níveis, da atenção básica à alta complexidade e a filosofia que impera é cuidar da saúde, em vez de tratar a doença. Todos os médicos tem formação generalista, com uma visão humanista da profissão.

A formação dos profissionais de medicina, cubanos ou estrangeiros,  é gratuita, a despeito de todas as dificuldades econômicas do país, e a qualificação é uma necessidade, não apenas para cuidar da saúde dos milhões de cubanos, mas também para exportar médicos. Em Cuba, existem cerca de 12 mil unidades do Programa Médico da Família, para uma população de cerca de 11 milhões de habitantes. A média no país é de um médico para cada grupo de 183 habitantes.

 

Dr. Egley e Dr. Camilo: medicina preventiva e atuação no exterior

Engana-se quem imagina que a principal fonte de receita de Cuba é o turismo. Ou mesmo o açúcar. Charutos e rum, produtos tradicionais, pouco pesam no PIB cubano. No topo da economia da ilha está a exportação de médicos, professores e engenheiros. A exportação de médicos rende a Cuba 5 bilhões de dólares por ano, o que representa 7% do PIB da ilha. E duas vezes o que Cuba arrecada com todas as suas exportações.

Médicos cubanos estão atuando, através de convênios como que foi feito pelo Brasil no Governo Dilma, em mais de 60 países, dos desenvolvidos Canadá, França, Itália e Alemanha, a nações paupérrimas da África e da Ásia, além de  todos os países da América Latina. A Dra. Egley, que hoje atua em Remédios, trabalhou três anos na Somália, norte da África, depois que se formou na Universidade de Havana.

“A medicina não é apenas uma profissão que a gente tem pra ganhar dinheiro. Temos o compromisso de cuidar das pessoas, seja em Cuba, seja em áreas carentes de outros países que não dispõem  de médicos”, afirma a Dra. Egley, com a concordância do Dr. Camilo, que atuou três anos na Bolívia.

Dra. Blanca: cuidar das pessoas

UMA VISÃO HUMANISTA DA MEDICINA- Em meio à agitação de Habana Vieja, coração da capital cubana, tomada por turistas, a Dra. Blanca Rodrigues, especialista em angiologia, atende pacientes diabéticos numa das dezenas de clínicas espalhadas pela cidade. É ela quem, com a ajuda de um enfermeiro, avalia e massageia os pés de uma paciente com diabetes em estágio inicial. ”Trabalhamos muito com a prevenção, evitando que as doenças se agravem. É um prazer cuidar da saúde das pessoas”, afirma a Dra. Blanca, que já atuou no Equador e na Venezuela.

Um dos exemplos da preocupação do Governo  de Cuba com a qualificação dos profissionais de saúde é o Instituto de Medicina Tropical Pedro Kouri (IPK). O IPK  já preparou cerca de 45 mil médicos cubanos e 5 mil estrangeiros de 87 países, com especialização em doenças tropicais e enfermidades infecciosas, assim como na área assistencial e epidemiológica.

O instituto possui seis unidades nas Universidades de Havana, Las Villas, Camaguey e Santiago de Cuba.  Além dos cursos de graduação, o IPK oferece  Mestrado e Doutorado, através de convênios com Organização Panamericana de Saúde e a Organização Mundial de Saúde.  De acordo com a Dra. Nereyda Cantelar, vice-diretora de docência  “o IPK está autorizado a outorgar o certificado reconhecido pela Unesco, porque é reconhecida como centro de referência internacional em Medicina”.

“Os médicos de Cuba que foram enviados para atuar no Brasil estavam capacitados em doenças que ainda afetam a população das áreas mais carentes, como a dengue e enfermidades provocadas pelas precárias condições de vida e pela falta de ações de prevenção na área de saúde”, ressalta a Dra Nereyda.

 

a brasileira Dra. Geusianne: diploma e compromisso

UMA MÉDICA BRASILEIRA EM HAVANA- Cuba não apenas exporta médicos para várias partes do planeta, mas também recebe estudantes de quase meia centena de países em seus cursos de medicina. É o caso da brasileira Geisianne Oliveira de Almeida, baiana de Feira de Santana. Filha de um pequeno comerciante e uma dona de casa, ela acaba de receber o diploma de Medicina pela Universidade de Camaguey.

“Foram seis anos de universidade e desde o início do curso tivemos contatos com pacientes. A partir do terceiro ano, tivemos atividades em tempo integrar em hospitais e clinicas”, afirma Geisianne. Dois anos do curso são vividos em equipes do Programa Saúde da Família. “Os professores fazem questão de passar todos os conhecimentos, com aulas extras em currículos complementares como geriatria, oncologia, nutrição, cirurgias e outras áreas, já que temos uma formação generalista”, diz a médica. Os estudantes recebem gratuitamente todo o material de ensino e os instrumentos de trabalho.

“Meu projeto é chegar ao Brasil e começar a atuar em regiões carentes, que precisam de médicos. Saio de Cuba como uma profissional capacitada e também como uma pessoa  com uma visão humanista profissão”, afirma.

Geisianne Oliveira de Almeida faz questão de exibir o diploma recém conquistado. Mais do que um pedaço de papel, é o registro de um compromisso. “O exercício da Medicina não é negócio, é principalmente cuidar da saúde das pessoas”, finaliza.

Em tempo: o povo cubano desconhecem a maneira hostil e até grosseira com seus compatriotas do programa Mais Médicos foram tratados por uma parte da mídia e entidades médicas do Brasil. Acreditam que eles foram recebidos de braços abertos, já que atuaram em regiões de extrema pobreza.

É melhor que pensem assim.

 

(o jornalista Daniel Thame viajou a Cuba a convite do governo cubano)

ALBA estreita laços de solidariedade entre Bahia e Cuba

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A Assembleia Legislativa da Bahia tem feito a sua parte na busca de mitigar os efeitos deletérios do “retrógrado” bloqueio econômico promovido pelos Estados Unidos a Cuba. As iniciativas do Legislativo estadual foram reconhecidas  com a visita do embaixador de Cuba no Brasil, Rolando Gómez González, e a cônsul para o Nordeste, Milena Caridad Zaldivar Piedra ao presidente da ALBA, deputado Nelson Leal, acompanhado dos deputados Marcelino Galo (PT) e Júnior Muniz (PP).

cuba alba (3)No último dia 31 de outubro, a Assembleia Legislativa da Bahia realizou “Ato em Defesa dos Direitos do Povo Cubano e em Comemoração aos 500 anos de Havana”, proposta por Marcelino Galo.

“Foi a iniciativa mais relevante em favor de Cuba entre os Legislativos do Brasil. O bloqueio viola os direitos humanos do nosso povo e ataca a nossa economia. É terrível”, elogiou o embaixador.

O chefe do Legislativo baiano também expressou sua indignação com o embargo econômico adotado pelo Governo de Washington, que já dura 57 anos. “O embargo não entra em nossas mentes, assim como na de quase todo o mundo. É uma posição retrógrada e contraditória dos EUA, que tanto falam em direitos humanos e democracia. O bloqueio agride a todas as pessoas que defendem os direitos humanos”, criticou Nelson Leal.

DEPUTADOS EM CUBA

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Havana, 500 anos. A Cidade Paixão

la-habanaDaniel Thame

havana 2      San Cristobal de La Habana. Ou simplesmente La Habana. Capital de Cuba, a maior ilha do Caribe. Dito assim, poderia ser apenas a localização geográfica de uma cidade.

Mas La Habana, Havana, não é apenas uma cidade. Cidades existem em todas as partes do mundo. Metrópoles, grandes, médias e pequenas cidades ou mesmo vilazinhas perdidas no mapa.

Havana é diferente. E nem se peça explicação. Porque explicação não há. Ou há tantas explicações que nem é o caso de se explicar.

Havana é para ser vivida com toda a intensidade que é possível viver numa cidade que tem alma, que pulsa e que se reinventa sem perder a essência. havana 8

Cidade com alma e com coração. E o coração de Havana se chama Habana Vieja. A velha Havana, onde se tromba em cada esquina com a História e com personagens históricos.

Habana Vieja, dos monumentos que havana 17percorrem cinco séculos de um país e de um povo dominados pelos conquistadores e que há meio século decidiu ser dono de seu próprio destino.

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Cuba se une ao abaixo-assinado internacional pela libertação imediata de Lula

lulaO jornal Granma, do Partido Comunista de Cuba, informa que até o dia 28 de outubro haverá uma grande mobilização nacional na ilha para recolher assinaturas na campanha internacional pela libertação do ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.

Artigo publicado nesta terça-feira (15) no Granma ressalta a convicção do povo cubano de ser “sempre capaz de sentir profundamente qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo” e o princípio de ser fiel à vocação internacionalista e solidária.

O jornal lembra que a exigência da libertação de Lula é feita ao mesmo tempo que o povo cubano condena a estratégia do imperialismo, com a cumplicidade da direita regional, de desacreditar líderes progressistas.

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Hasta siempre Comandante

Depois de lançamento em Salvador, “A Culpa é de Fidel” viaja pelo Brasil

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Lançado oficialmente em Salvador no último dia 10, no reduto mais boêmio do Centro de Salvador, o bar e espaço cultural Velho Espanha, nos Barris, o livro Cuba: cadernos de viagens e utopias –  a culpa é de Fidel, do jornalista Valter Xéu começa a viajar pelo Brasil com lançamentos previstos para o próximo mês de outubro.

Primeiro, os Cadernos de Xéu desembarcam em Brasília onde o lançamento acontece na UNB (Universidade de Brasília) no dia 15 e  depois o jornalista decola para São Paulo onde apresenta o livro na sede do Barão de Itararé. Rio de Janeiro, Feira de Santana também estão no roteiro.

xeo (1)O livro de Valter Xeu também tem agenda internacional com lançamento da edição em espanhol previsto em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, e outras cidades da América Latina. Em Cuba, o lançamento acontece durante a Feira Internacional do Livro de Havana em fevereiro de 2020.

Em Salvador, os Cadernos de Viagem de Valter Xéu tiveram uma recepção calorosa. Emiliano José, professor da Universidade Federal da Bahia considerou que o livro é uma mistura de diário e registro histórico já que o escritor relata suas conversas com Fidel entremeando com histórias vividas por ele e as dezenas de amigos que “cooptou” para viagens a Havana.

Outro escritor e jornalista baiano, Jolivaldo Freitas, avalia os Cadernos de Viagem como um roteiro original para se chegar e andar em Havana já sabendo de antemão muito da história da cidade e de Cuba. Para ele, Valter Xéu, de tanto se esmerar na narrativa, “quase que tira o prazer de ter vontade de se visitar a ilha caribenha” afirma entre gargalhadas.

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Cuba: Cadernos de Viagens e Utopias – A culpa é de Fidel é o primeiro livro de Valter Xéu e, a princípio, foi gestado para comemorar a fundação do jornal Pátria Latina – uma sugestão de Fidel Castro ao jornalista e um grupo de amigos durante um evento em Havana no Centro de Convenções em outubro de 2001. O Pátria Latina chegou a circular por três anos como um jornal impresso até se tornar exclusivamente eletrônico (www.patrialatina.com.br).

 

“Médicos cubanos eram guerrilheiros”, diz Bolsonaro

Estaria Ernesto liderando os ´médicos-guerrilheiros´?

Estaria Ernesto liderando os ´médicos-guerrilheiros´?

(Brasil247)-Jair Bolsonaro voltou a atacar os profissionais cubanos que integravam o programa Mais Médicos ao afirmar que eles faziam parte de “células de guerrilhas e de doutrinação”, embora não tenha apresentado provas da acusação. Segundo ele, esta foi a razão de Cuba ter deixado o programa logo após ele ter sido eleito. “O PT botou no Brasil cerca de 10 mil fantasiados de médicos aqui dentro, em locais pobres para fazer células de guerrilhas e doutrinação. Tanto é que quando eu cheguei eles foram embora porque eu ia pegá-los”, disse Bolsonaro.

“Precisa ter prova disso daí? Tu acha que está escrito isso aí em algum lugar? Cuba exportava desde a década de 70 mercenários para guerrilha de Angola. Sempre exportou isso daí”, emendou. Segundo Bolsonaro, os cubanos não conectaram nenhum ato de guerrilha, mas estavam se “preparando para isso” nos anos que passaram no Brasil devido ao programa.

“É preparação, é preparação. Você não faz as coisas de uma hora para outra, fazendo a cabeça do povo”, disse.

Nota do Blog: Não demora muito e Bolsonaro vai dizer que a morte de Che Guevara foi uma armação de Fidel Castro e Lula e que o Guerrilheiro Heróico (como é chamado em Cuba), é quem lidera os doutrinadores, enquanto faz fortuna com o royalties da venda de camisetas e bandeiras com sua estampa.

 

Escritor cubano Leonardo Padura abre série de conferências em Salvador

leonardo paduraO sentimento de pertencimento presente na obra do escritor e jornalista cubano Leonardo Padura será o ponto central da sua conferência no Fronteiras do Pensamento, nesta terça-feira (6), às 20h30, no Teatro Castro Alves, em Salvador. O evento, que é patrocinado pela Braskem e pelo Governo do Estado da Bahia, através do Fazcultura, abre a temporada 2019 do projeto na capital baiana. Com o tema A cidade e o escritor, o jornalista, que optou por continuar morando em Cuba mesmo possuindo cidadania espanhola, vai analisar em sua apresentação as conexões entre o sentimento de pertencimento e a construção literária.

“Eu não saí (de Cuba) porque a coisa mais importante para mim é ser escritor e eu preciso estar perto de Cuba para isso. Poderia talvez ter vivido melhor em termos materiais, mas me faltaria um sustento espiritual muito importante para o meu trabalho como escritor”, explica Padura, que é autor do best seller O Homem Que Amava os Cachorros.

Internacionalmente conhecido também pelo romance Hereges e a quadrilogia policial “Quatro Estações em Havana”, que virou série na Netflix, o escritor tem uma obra marcada pelas referências culturais, sociais e históricas do seu país. Nos seus livros, ele revisita o passado de Cuba para entender a realidade atual. Nesse contexto, temas como política, corrupção, violência e imigração são abordados. De acordo com a editora Boitempo, o último livro de Padura, O Romance da minha vida, deve ser publicado no Brasil ainda esse ano.

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Pela volta dos médicos cubanos

Josias Gomes

josias 2O programa Mais Médicos foi um sucesso no Brasil, mas o desgoverno Bolsonaro fez questão de praticamente expulsar os médicos cubanos e prejudicar milhões de brasileiros. Desde o início do programa, os médicos cubanos foram hostilizados pelos bolsonaristas e até mesmo médicos brasileiros.

A principal atingida com esta perda foi a população carente, e a Região Nordeste sofreu grande baixa. Depois do “leite derramado”, o Ministério da Saúde tentou manter o programa, com profissionais locais e até de outros países. No entanto, segundo O Globo, 42% das cidades brasileiras que tiveram médicos cubanos ainda não preencheram as vagas ociosas.

Em tempos de caos no país, sob a liderança de Rui Costa a região se fortalece com ações estratégicas do Consórcio Nordeste. Os nordestinos tentam a viabilização do programa na região através da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). Claro, sem precisar do aval do Governo Federal.

Estamos na expectativa para que, em breve, este acordo seja firmado e o nosso povo possa ter saúde humanizada e de excelência.

 

Josias Gomes – Deputado Federal (licenciado) do PT/Bahia e atualmente titular da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).

Lula, Fidel e a História

Josias Gomes

 

josias gomesEm Cuba, no dia 16 de outubro de 1953, um jovem advogado, líder revolucionário, cometeu um dos maiores atos de coragem do século XX. Depois de um assalto malsucedido ao quartel Moncada e cair nas garras da feroz ditadura de Fulgêncio Batista, o destemido cubano fez uma histórica autodefesa, finalizando o seu discurso com a célebre frase: “A História me absolverá”.

O nome do revolucionário cubano era Fidel Castro. A História não somente absolveu como o tornou uma lenda da esquerda internacional.

Relembramos uma lenda, a injustiça e a ditadura arquitetada pelos EUA para destacar o crime continuado que estão cometendo contra Luís Inácio Lula da Silva, que enfrenta forças opressoras tão prostituídas e violentas quanto as de Fulgêncio Batista.

lula e fidelSeus inimigos não lhe dão um segundo de trégua. No entanto, Lula mantém o vigor de um jovem diante da perseguição, porque quem nasceu para revolucionar o mundo não envelhece.

Guardadas as devidas diferenças dos fatos históricos que envolvem os dois revolucionários, podemos dizer que Lula é mais “perigoso” e “subversivo” do que Fidel. Depois de dois mandatos presidenciais e mais duas outras vitórias apoiando a presidenta Dilma, ele conseguiu feitos que levam as forças do atraso e do império norte-americano a considerá-lo um inimigo mortal. Consequentemente, o ataque é mais brutal.

Fidel conseguiu fazer a sua autodefesa dentro do Hospital Civil Saturnino Lora, onde estava sob custódia, e confrontou a ditadura: “A Justiça devia estar muito doente para convocar os ilustres magistrados de tão alto tribunal para trabalhar em um quarto de hospital”, disse.

 

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Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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