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Posts Tagged ‘cuba’

Havana, a Cidade Paixão

la-habanaDaniel Thame

havana 2      San Cristobal de La Habana. Ou simplesmente La Habana. Capital de Cuba, a maior ilha do Caribe. Dito assim, poderia ser apenas a localização geográfica de uma cidade.

Mas La Habana, Havana, não é apenas uma cidade. Cidades existem em todas as partes do mundo. Metrópoles, grandes, médias e pequenas cidades ou mesmo vilazinhas perdidas no mapa.

Havana é diferente. E nem se peça explicação. Porque explicação não há. Ou há tantas explicações que nem é o caso de se explicar.

Havana é para ser vivida com toda a intensidade que é possível viver numa cidade que tem alma, que pulsa e que se reinventa sem perder a essência. havana 8

Cidade com alma e com coração. E o coração de Havana se chama Habana Vieja. A velha Havana, onde se tromba em cada esquina com a História e com personagens históricos.

Habana Vieja, dos monumentos que havana 17percorrem cinco séculos de um país e de um povo dominados pelos conquistadores e que há meio século decidiu ser dono de seu próprio destino.

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Cuba, Rússia e China avançam na produção de vacinas para a Covid-19

vacina(Brasil 247) – O mundo se aproxima de maneira assustadora de 30 milhões de casos da covid-19, e de um milhão de mortos. Neste sábado (4), os dados oficiais da Organização Mundial de Saúde indicam 26.622.706 de casos confirmados e 874.708 mortes.

Em tal cenário, passa ao primeiro plano das medidas de prevenção, controle e combate à doença a descoberta e a produção em larga escala de uma vacina que seja a um só tempo segura e eficaz, com capacidade plena de imunização.
A mobilização para alcançar tal objetivo deve ser total. Governos, organizações multilaterais, a comunidade científica, agentes econômicos, a sociedade em geral devem mancomunar esforços para cumprir o sagrado dever da defesa da vida. Nesse quadro, merecem condenação veemente ações negacionistas de governantes, baseados em concepções retrógradas e obscurantistas, que de alguma maneira opõem restrições à vacinação, como fez o ocupante do Palácio do Planalto.

Contra essas concepções e atitudes, valem a ciência e a cooperação internacional. É o que salva vidas, enquanto à retórica negacionista está reservada o lixo da história.

“Neste momento, 172 economias estão envolvidas em conversas para potencialmente participar do Covax, uma iniciativa global que tem o objetivo de trabalhar com fabricantes de vacinas para fornecer aos países em todo o mundo o acesso equitativo a vacinas seguras e eficazes assim que licenciadas e aprovadas”, assinala um informe da Opas Brasil, vinculada à Organização Mundial de Saúde.

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Filhos de um povo heróico

Enrique Ubieta Gómez, no Granma, Cuba

medicos cubaQuando o avião pousou em Havana e parou os motores, sabíamos que o povo estava nos esperando. O povo não é uma palavra abstrata, é nossa família, são nossos vizinhos, nossos colegas de trabalho, são suas pessoas singelas e trabalhadoras. Nós estávamos nervosos, contentes, expetantes. Os rapazes ajustaram-se as batas brancas, símbolos da solidariedade, e apertaram com certa torpeza o nó da gravata, tal como namorados para o encontro definitivo. A porta abriu. Os restantes passageiros, cubanos que tinham ficado na Itália durante meses, aplaudiram. Somente uma senhora, incapaz de compreender, ousou dizer: «Peçam para lhes aumentarem o salário». Acho que escutou a resposta em nossos olhos.

Minutos mais tarde pisamos na terra sagrada de nossos amores. Não somos extraterrestes, somos filhos desta terra, de sua história, dos seus valores. Não somos heróis – orgulhamo-nos, sim, mas nos assusta essa palavra – porque o heroísmo entranha certa exclusividade; somos os filhos de um povo heroico. Por isso, embora em outras latitudes pareça estranho ou exagerado, nosso presidente nos deu as boas-vindas. E as esposas mães e filhos destes médicos e enfermeiros, em um vídeo previamente elaborado, proferiram uma frase enigmática para o sistema que tudo compra e vende: «Estamos orgulhosos de vocês». Durante o percurso até o lugar onde vamos passar a quarentena, e pensei naquela fotógrafa italiana que desejava acompanhar-nos para flagrar com sua lente, e talvez, quem sabe para entender ela própria, como era possível, onde estava o segredo, a magia daquela recepção em pleno século 21, de uns simples mortais que não acabam de vencer um campeonato de futebol ou acabam de retornar da Lua. Eles apenas tinham arriscado suas vidas para salvar as de outros.

A resposta, espontânea, eu a enxerguei nas ruas. Em alguns trechos não aparecia nenhuma pessoa, inclusive vi passar alguns indiferentes, que não se sentiam motivados a cumprimentar. Mas nos bairros humildes por onde a pequena caravana passou, as pessoas as apressavam a sair, para vitoriar os recém-chegados; das janelas de suas casas ou reunidos às pressas nos pórticos famílias todas, desde o mais novo até o mais idoso, aplaudiam com frenesim. Em zonas muito povoadas, dezenas de vizinhos, esperaram durante horas para ver-nos passar. Como poderia esquecer essas cenas? Como ignorar o compromisso que elas implicavam? Confesso que não sabia se, pegar na câmera e agir como repórter, a partir da posição privilegiada de passageiro alheio aos fatos, ou deixar que as emoções colmassem meus olhos, sem sentidos, cada vez que um idoso o um jovem, depois de aplaudir, tocava repetidamente o peito com a mão, oferecendo o coração.

Eu me pergunto se aquela fotógrafa, excelente profissional, teria sido capaz de tirar suas fotos sem lhe sair uma lágrima. Que grande é meu povo! Quanta fúria sente o império, ao não poder comprar esses aplausos. Queremos uma vida decorosa, próspera, em correspondência com nosso trabalho e nossa entrega, em quaisquer das profissões. Por isso, e porque é lesivo a nossa dignidade, condenamos o bloqueio. Mas esses aplausos dão medo aos egoístas, porque falam de outro mundo possível, real. Os médicos e os enfermeiros cubanos são a vanguarda desse mundo.

Depois de 130 dias, Cuba comemora ausência de transmissão local da Covid 19

cuba(Da Agência Brasil)-Pela primeira vez em 130 dias, Cuba anunciou neste domingo (19) que não há novos casos domésticos de covid-19, à medida em que a maior parte do país passou para a fase final visando à retomada de atividades, com uso de máscaras e distanciamento social.

Francisco Duran, chefe de epidemiologia do Ministério da Saúde Pública, que atualizou o país diariamente sobre a pandemia, tirou a máscara durante a transmissão nacional para dar a boa notícia. Nesse sábado, ele fez o mesmo, relatando apenas um único caso doméstico em Havana.

Apenas alguns casos de covid-19 foram relatados em Cuba na última semana, todos em Havana. A maior parte da ilha do Caribe, onde vivem 11,2 milhões de habitantes, está livre da doença há mais de um mês.

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Cuba: concerto online contra o bloqueio reúne artistas das Américas, Europa e África

cuba concerto(com os sites CubavsBloqueo e Hothouse) Com o objetivo de denunciar os efeitos do bloqueio econômico, financeiro e comercial do governo dos Estados Unidos a Cuba e apoiar a candidatura do contingente médico cubano Henry Reeve ao Prêmio Nobel da Paz, o HotHouse Chicago (EUA), em coordenação com o Instituto Cubano de Música e o Ministério da Cultura de Cuba, promovem, nos próximos dias 18 e 19, o “Concerto para Cuba”. O espetáculo será on-line, com transmissão pela plataforma https://www.twitch.tv/hothouseglobal .

Artistas de Cuba, Canadá, Estados Unidos, Caribe, Europa e África participarão do Concert for Cuba, entre eles Los Van Van, Arturo O’Farrill e a Orquestra Afro-Jazz Latina, Omara Portuondo com Orquesta Failde, Dionne Warwick e Michael Mc Donald (The Doobie Brothers).

Outros artistas, escritores, personalidades e ativistas sociais se juntarão a esta celebração, com mensagens de solidariedade a Cuba. A lista inclui personalidades mundiais, como Danny Glover, Michael Moore, Jesse Jackson Sr., os congressistas estadounidenses Danny Davis e Jesús G. “Chuy” García, o presidente da Câmara de Los Angeles, Mike Bonine, Ed Asner e Mike Farrell.

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Bahia receberá 41 médicos cubanos

mais medicos

Do G1: O Ministério da Saúde publicou uma portaria nesta segunda-feira (18) com 157 nomes de médicos cubanos que foram aprovados para o programa Mais Médicos para o Brasil. Os profissionais já haviam feito parte do programa anterior, mas foram desligados quando o governo federal rompeu contrato com Cuba. O período de contrato é de dois anos, sem prorrogação.

Os estados com maior número de médicos cubanos aprovados são Bahia (41); Ceará (39) e Maranhão (21); seguido por Goiás (18), Acre (11) e Amazonas (10). Os estados com menor número de médicos inscritos e aprovados são Espírito Santo (6) Alagoas (4), e Minas Gerais (3). No DF, foram aprovados 4 médicos cubanos.

Tecnologia Cubana na área de diabetes será transferida para Saúde da Bahia

reunião saude cubaUm acordo de transferência de tecnologia de produção de medicamentos e gerenciamento de saúde na área de diabetes mellitus foi alinhado entre representantes governamentais de Cuba e o Secretário Estadual da Saúde Fábio Vilas-Boas, em visita oficial àquele país, nesta terça-feira (03).

De acordo com o Secretário Fábio Vilas-Boas, o Governo de Cuba desenvolveu um dos mais bem sucedidos projetos de controle do diabetes e de suas complicações, que incluem amputações e cegueira, em todo o mundo. Segundo Vilas-Boas, o projeto de parceria com o Governo cubano é fruto de reuniões iniciadas pelo Governador Rui Costa em visita oficial ao país em 2017 e sequenciadas pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) e Fundação Baiana de Pesquisa Científica e Desenvolvimento Tecnológico, Fornecimento e Distribuição de Medicamentos (Bahiafarma).

Uma molécula desenvolvida pelo Centro Cubano de Engenharia Genética e Biomolecular (CIGB) é capaz de aumentar a circulação de sangue nas pernas e pés afetados pela doença vascular do diabetes, evitando assim a amputação que afeta 4.500 baianos por ano. O medicamento está em fase final de aprovação regulatória do Brasil, sendo a Bahiafarma, junto com a Fiocruz Biomanguinhos, os primeiros laboratórios a aplicarem o novo fármaco no país.

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Os “consulados estrangeiros” em Salvador

Efson Lima

 

efson limaDiante do conflito que tem se acirrado entre EUA e o Irã nos últimos dias sempre vem uma pergunta clássica: como os cidadãos destes países e de outros Estados são socorridos estando no palco do conflito? Uma das iniciativas são as orquestrações e orientações expedidas pelas embaixadas, bem como pelas repartições consulares aos seus respectivos nacionais. E em Salvador será que temos alguma repartição consular?

Uma curiosidade envolvendo as repartições consulares na Bahia é que, em 2019, ao ser ministrada a disciplina de Direito Internacional na Faculdade 2 de Julho, buscamos aproximar o conteúdo da realidade dos estudantes.  Para tanto uma das primeiras inquietações foi supor que Salvador tinha um número razoável de representações consulares.  Sendo assim, para deixar os graduandos mais motivados foi realizada uma visita ao Consulado de Cuba, na Barra.

Após, a visitação, desafiamo-nos a mapear e a ir a outros consulados existentes em Salvador. Então, testou-nos consultar a relação de órgãos estrangeiros no Brasil fornecido pelo Itamaraty, fazer consultas nos sites de buscas e outros meios. A breve pesquisa constatou que Salvador possui um impressionante número de 29 repartições consulares. Algumas óbvias, como o Consulado da Espanha, visto o contingente de espanhóis na Bahia, assim como de alguns países africanos pelas relações socioculturais com a Bahia. Outros consulados nem tanto parecia perceptível, como os da Turquia, Japão e Hungria.

efson    Tais informações podem passar despercebidas no dia a dia. Entretanto, não deveria ser assim. Salvador é uma cidade turística.  Ela recebe milhares de turistas e vários são os episódios envolvendo os cidadãos estrangeiros neste período do ano. Por outro lado, são espaços de fomento a cultura das nacionalidades; promovem diversas atividades e ações de integração com os seus nacionais e soteropolitanos.

A Convenção de Viena de 1967, que regula as relações consulares, estabelece diversas funções, entre elas: a proteção, no Estado receptor, os interesses do Estado que envia e dos nacionais dentro dos limites permitidos pelo direito internacional; fomentar o desenvolvimento das relações comerciais, econômicas, culturais e científicas; e promover ainda relações amistosas entre os Estados e prestar ajuda e assistência aos nacionais, inclusive, pessoas jurídicas.

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Cuba enquadra Bolsonaro e diz que seus médicos, chamados de ‘terroristas’, atenderam 113,3 milhões de brasileiros

mais medicos 2Cuba repudiou as declarações do presidente brasileiro de que médicos cubanos que estiveram em serviço no Brasil entre 2013 e 2018 pelo programa Mais Médicos fossem “terroristas”.

Em pronunciamento sobre o assassinato do general iraniano Qasem Soleimani, Jair Bolsonaro afirmou que “nós não aceitamos o terrorismo. Não interessa o lugar do mundo em que ele venha a acontecer”, informa jornal O Globo.

Além disso, Bolsonaro complementou que “se tiver qualquer terrorista no Brasil, a gente entrega. […] Assim como os cubanos médicos, entre aspas, saíram antes de eu assumir. Sabiam que eu ia pegar os caras. Um montão de terroristas no meio deles”.
O portal digital do Ministério das Relações Exteriores de Cuba emitiu uma nota repudiando as acusações do mandatário brasileiro:

“O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, acusou de terroristas os médicos cubanos que atenderam em seu país 113.359.000 pacientes, entre 2013 e 2018 – de acordo com dados fornecidos pelo Ministério das Relações Exteriores de Cuba – em mais de 3.600 municípios, e deram cobertura médica permanente a 60 milhões de brasileiros como parte do programa Mais Médicos”.
Miguel Díaz-Canel, presidente cubano, recordou que o programa Mais Médicos nasceu como uma iniciativa da ex-presidente Dilma Roussef (2011-2016), e buscava assegurar serviços médicos ao maior número possível de brasileiros. O programa esteve presente em boa parte do território nacional, penetrando em regiões que contam com uma pequena presença de médicos brasileiros.

Havana acusa Washington de orquestrar uma cruzada contra os serviços prestados internacionalmente pelos médicos cubanos, como parte da política de isolamento imposta pela Casa Branca há quase duas décadas.

Cuba investe na medicina preventiva e exporta médicos para mais de 60 países

(reportagem publicada em outubro de  2013, que vale a pena ler de novo, depois que, em mais uma agressão gratuita, Jair Bolsonaro qualificou parte dos médicos que atuaram no Brasil de ´terroristas`  )

Daniel Thame

 

São sete horas  em Remédios, cidadezinha histórica do interior de Cuba, numa manhã excepcionalmente chuvosa no final de verão caribenho, que costuma ostentar temperaturas acima de 35 graus. No hospital municipal, a Dra. Egley Turiño Camacho e o Dr. Camilo Ildez Gallo estão prontos para iniciar mais uma jornada de trabalho. As pessoas começam a chegar sem pressa, porque sabem que serão atendidas. A maioria delas realiza apenas procedimentos de rotina, já que o acompanhamento é feito no dia a dia, através do programa Médico da Família, que se estende por todas as partes de Cuba, das áreas rurais remotas à capital, Havana.

Saúde pública, em Cuba, é literalmente, uma questão de Estado. O serviço é totalmente gratuito em todos os seus níveis, da atenção básica à alta complexidade e a filosofia que impera é cuidar da saúde, em vez de tratar a doença. Todos os médicos tem formação generalista, com uma visão humanista da profissão.

A formação dos profissionais de medicina, cubanos ou estrangeiros,  é gratuita, a despeito de todas as dificuldades econômicas do país, e a qualificação é uma necessidade, não apenas para cuidar da saúde dos milhões de cubanos, mas também para exportar médicos. Em Cuba, existem cerca de 12 mil unidades do Programa Médico da Família, para uma população de cerca de 11 milhões de habitantes. A média no país é de um médico para cada grupo de 183 habitantes.

 

Dr. Egley e Dr. Camilo: medicina preventiva e atuação no exterior

Engana-se quem imagina que a principal fonte de receita de Cuba é o turismo. Ou mesmo o açúcar. Charutos e rum, produtos tradicionais, pouco pesam no PIB cubano. No topo da economia da ilha está a exportação de médicos, professores e engenheiros. A exportação de médicos rende a Cuba 5 bilhões de dólares por ano, o que representa 7% do PIB da ilha. E duas vezes o que Cuba arrecada com todas as suas exportações.

Médicos cubanos estão atuando, através de convênios como que foi feito pelo Brasil no Governo Dilma, em mais de 60 países, dos desenvolvidos Canadá, França, Itália e Alemanha, a nações paupérrimas da África e da Ásia, além de  todos os países da América Latina. A Dra. Egley, que hoje atua em Remédios, trabalhou três anos na Somália, norte da África, depois que se formou na Universidade de Havana.

“A medicina não é apenas uma profissão que a gente tem pra ganhar dinheiro. Temos o compromisso de cuidar das pessoas, seja em Cuba, seja em áreas carentes de outros países que não dispõem  de médicos”, afirma a Dra. Egley, com a concordância do Dr. Camilo, que atuou três anos na Bolívia.

Dra. Blanca: cuidar das pessoas

UMA VISÃO HUMANISTA DA MEDICINA- Em meio à agitação de Habana Vieja, coração da capital cubana, tomada por turistas, a Dra. Blanca Rodrigues, especialista em angiologia, atende pacientes diabéticos numa das dezenas de clínicas espalhadas pela cidade. É ela quem, com a ajuda de um enfermeiro, avalia e massageia os pés de uma paciente com diabetes em estágio inicial. ”Trabalhamos muito com a prevenção, evitando que as doenças se agravem. É um prazer cuidar da saúde das pessoas”, afirma a Dra. Blanca, que já atuou no Equador e na Venezuela.

Um dos exemplos da preocupação do Governo  de Cuba com a qualificação dos profissionais de saúde é o Instituto de Medicina Tropical Pedro Kouri (IPK). O IPK  já preparou cerca de 45 mil médicos cubanos e 5 mil estrangeiros de 87 países, com especialização em doenças tropicais e enfermidades infecciosas, assim como na área assistencial e epidemiológica.

O instituto possui seis unidades nas Universidades de Havana, Las Villas, Camaguey e Santiago de Cuba.  Além dos cursos de graduação, o IPK oferece  Mestrado e Doutorado, através de convênios com Organização Panamericana de Saúde e a Organização Mundial de Saúde.  De acordo com a Dra. Nereyda Cantelar, vice-diretora de docência  “o IPK está autorizado a outorgar o certificado reconhecido pela Unesco, porque é reconhecida como centro de referência internacional em Medicina”.

“Os médicos de Cuba que foram enviados para atuar no Brasil estavam capacitados em doenças que ainda afetam a população das áreas mais carentes, como a dengue e enfermidades provocadas pelas precárias condições de vida e pela falta de ações de prevenção na área de saúde”, ressalta a Dra Nereyda.

 

a brasileira Dra. Geusianne: diploma e compromisso

UMA MÉDICA BRASILEIRA EM HAVANA- Cuba não apenas exporta médicos para várias partes do planeta, mas também recebe estudantes de quase meia centena de países em seus cursos de medicina. É o caso da brasileira Geisianne Oliveira de Almeida, baiana de Feira de Santana. Filha de um pequeno comerciante e uma dona de casa, ela acaba de receber o diploma de Medicina pela Universidade de Camaguey.

“Foram seis anos de universidade e desde o início do curso tivemos contatos com pacientes. A partir do terceiro ano, tivemos atividades em tempo integrar em hospitais e clinicas”, afirma Geisianne. Dois anos do curso são vividos em equipes do Programa Saúde da Família. “Os professores fazem questão de passar todos os conhecimentos, com aulas extras em currículos complementares como geriatria, oncologia, nutrição, cirurgias e outras áreas, já que temos uma formação generalista”, diz a médica. Os estudantes recebem gratuitamente todo o material de ensino e os instrumentos de trabalho.

“Meu projeto é chegar ao Brasil e começar a atuar em regiões carentes, que precisam de médicos. Saio de Cuba como uma profissional capacitada e também como uma pessoa  com uma visão humanista profissão”, afirma.

Geisianne Oliveira de Almeida faz questão de exibir o diploma recém conquistado. Mais do que um pedaço de papel, é o registro de um compromisso. “O exercício da Medicina não é negócio, é principalmente cuidar da saúde das pessoas”, finaliza.

Em tempo: o povo cubano desconhecem a maneira hostil e até grosseira com seus compatriotas do programa Mais Médicos foram tratados por uma parte da mídia e entidades médicas do Brasil. Acreditam que eles foram recebidos de braços abertos, já que atuaram em regiões de extrema pobreza.

É melhor que pensem assim.

 

(o jornalista Daniel Thame viajou a Cuba a convite do governo cubano)

ALBA estreita laços de solidariedade entre Bahia e Cuba

cuba alba (2)

A Assembleia Legislativa da Bahia tem feito a sua parte na busca de mitigar os efeitos deletérios do “retrógrado” bloqueio econômico promovido pelos Estados Unidos a Cuba. As iniciativas do Legislativo estadual foram reconhecidas  com a visita do embaixador de Cuba no Brasil, Rolando Gómez González, e a cônsul para o Nordeste, Milena Caridad Zaldivar Piedra ao presidente da ALBA, deputado Nelson Leal, acompanhado dos deputados Marcelino Galo (PT) e Júnior Muniz (PP).

cuba alba (3)No último dia 31 de outubro, a Assembleia Legislativa da Bahia realizou “Ato em Defesa dos Direitos do Povo Cubano e em Comemoração aos 500 anos de Havana”, proposta por Marcelino Galo.

“Foi a iniciativa mais relevante em favor de Cuba entre os Legislativos do Brasil. O bloqueio viola os direitos humanos do nosso povo e ataca a nossa economia. É terrível”, elogiou o embaixador.

O chefe do Legislativo baiano também expressou sua indignação com o embargo econômico adotado pelo Governo de Washington, que já dura 57 anos. “O embargo não entra em nossas mentes, assim como na de quase todo o mundo. É uma posição retrógrada e contraditória dos EUA, que tanto falam em direitos humanos e democracia. O bloqueio agride a todas as pessoas que defendem os direitos humanos”, criticou Nelson Leal.

DEPUTADOS EM CUBA

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Cuba se une ao abaixo-assinado internacional pela libertação imediata de Lula

lulaO jornal Granma, do Partido Comunista de Cuba, informa que até o dia 28 de outubro haverá uma grande mobilização nacional na ilha para recolher assinaturas na campanha internacional pela libertação do ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.

Artigo publicado nesta terça-feira (15) no Granma ressalta a convicção do povo cubano de ser “sempre capaz de sentir profundamente qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo” e o princípio de ser fiel à vocação internacionalista e solidária.

O jornal lembra que a exigência da libertação de Lula é feita ao mesmo tempo que o povo cubano condena a estratégia do imperialismo, com a cumplicidade da direita regional, de desacreditar líderes progressistas.

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Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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