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Lula foi diagnosticado com Covid-19 e fez quarentena em Cuba

lula cuba

O ex-presidente Lula recebeu diagnóstico positivo para o COVID19, recebeu cuidados e está recuperado. Ele aguarda sua hora na fila para ser vacinado.  Ele  retornou nesta quarta-feira (20) ao Brasil após 30 dias de viagem a Cuba. Lula estava na ilha desde 21 de dezembro, para participar do início das gravações de um documentário sobre a América Latina, produzido e dirigido pelo cineasta norte-americano Oliver Stone.

Seguindo as recomendações da OMS para viagens internacionais, o ex-presidente, sua mulher Janja, e os sete integrantes de sua comitiva foram submetidos a exames de diagnóstico da Covid19 no Brasil, antes de viajar, e na data da chegada a Cuba, em 21 de dezembro.

O teste de RT-PCR, obedecendo os protocolos cubanos para detectar infecções trazidas de outros países, foi repetido dia 26 de dezembro. Estes exames apontaram positivo para a Covid19 do ex-presidente e de outros membros da equipe, confirmando serem casos importados através da investigação epidemiológica.

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Para Cuba, com amor

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Ana Paula Maynart Cunha

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ana paulaDezembro chegando e com ele começo a me despedir de Cuba. Protelei este momento o máximo que pude. Fiz cara de paisagem para o tempo, me envolvi em mil coisas, me preocupei com outras tantas, com o objetivo (consciente) de não pensar no fim de um dos períodos mais incríveis da minha vida.
Eu cheguei em Cuba sem querer chegar. Fui recepcionada pelo furacão Irma e meus temores aumentaram na proporção que os ventos caribenhos uivavam. Uma noite de terror. Senti pena de mim. A minha única pergunta era “o que estou fazendo aqui?”.

Não tinha nenhuma resposta que justificasse minimamente o motivo de aceitar estar num lugar tão estranho. Quais eram os desafios que eu me impunha com a decisão de sair da minha zona de conforto e vir viver uma vida totalmente ao revés de tudo do que eu aprendera até ali?

Pouco tempo depois, fui descobrindo que o desconhecido não era tão desconfortável como eu imaginara. Fui notando que havia coisas que me eram muito familiares: o azul do céu, o ar quente dos trópicos, as inúmeras tonalidades das peles das pessoas, a informalidade do cubano – que assim como o baiano, não se desloca nem um centímetro para se dirigir a alguém que está mais distante. Um “mi amor”, gritado de forma intensa, “caliente”, e bem aguda, elimina qualquer distância. Como o cubano, talvez, só o baiano chegue perto -.

a cuba

Foi muito o que Cuba me deu, me dá e me dará.

Arrisco dizer que o que aqui aprendi – ou desaprendi – foi muito mais do que o que jamais esperei experienciar: daqui eu levo a certeza de que me tenho a mim e que sou a minha melhor companhia. Nesta ilha eu descobri que o meu lugar é onde eu estou.

E por falar em lugar e companhia, Havana me deu amigos incríveis, com quem passei momentos inesquecíveis e, certamente, com quem muitos outros momentos compartilharei. É algo que está pactado e tatuado, “con mucho amor, salsa, tabaco y ron”.

Foi também em Havana, misturando lágrimas com as águas do Malecón, que encarei as minhas angustias mais primitivas. Vi tsunamis e muita calmaria. Entendi o valor de ambos.

Eternamente grata “a la isla de Xangó y Iemaniá”, por absolutamente tudo que aqui tive e vivi. Oxalá tenha a oportunidade de devolver à vida a milésima parte desse meu tesouro subjetivo, que, em terras caribenhas, desenterrei.

Ainda resta um “ratico” para terminar de gozar das delícias deste lugar de gente que tem sangue quente correndo nas veias. Uns dias para continuar vendo e vivendo a vida em Cuba, com a certeza de que sempre vou querer voltar.

—–

Ana Paula Maynart Cunha é  Embaixatriz do Brasil em Cuba.

Havana, a Cidade Paixão

la-habanaDaniel Thame

havana 2      San Cristobal de La Habana. Ou simplesmente La Habana. Capital de Cuba, a maior ilha do Caribe. Dito assim, poderia ser apenas a localização geográfica de uma cidade.

Mas La Habana, Havana, não é apenas uma cidade. Cidades existem em todas as partes do mundo. Metrópoles, grandes, médias e pequenas cidades ou mesmo vilazinhas perdidas no mapa.

Havana é diferente. E nem se peça explicação. Porque explicação não há. Ou há tantas explicações que nem é o caso de se explicar.

Havana é para ser vivida com toda a intensidade que é possível viver numa cidade que tem alma, que pulsa e que se reinventa sem perder a essência. havana 8

Cidade com alma e com coração. E o coração de Havana se chama Habana Vieja. A velha Havana, onde se tromba em cada esquina com a História e com personagens históricos.

Habana Vieja, dos monumentos que havana 17percorrem cinco séculos de um país e de um povo dominados pelos conquistadores e que há meio século decidiu ser dono de seu próprio destino.

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Romance e sobrevivência em Cuba e além

 

A série documental ‘Amores Cubanos’, que estreia 9 de novembro no Canal Brasil,

estende e aprofunda a longa história de amor de Alice de Andrade com o povo de Cuba

 cuba 1

 

(Carlos Alberto Mattos-Carta Maior)- Alice de Andrade tem uma história de amor com Cuba e com o povo cubano. Ela estudou na Escola Internacional de Cinema e Televisão de San Antonio de los Baños (EICTV) e já realizou quatro filmes na ilha, entre eles Memória Cubana (2011), documentário sobre os cinejornais cubanos Noticiero, onde se projetou Santiago Alvarez. Em 1992 ela havia feito o irresistível curta Luna de Miel, mostrando as delícias e os sufocos do casamento à moda do socialismo moreno.

Duas décadas depois, revisitou os casais entrevistados para o casting de Luna de Miel no longa Vinte Anos. Documentar o destino daqueles noivos era então um dispositivo para sondar a situação dos cubanos no período em que a reabertura das relações com os EUA de Obama parecia inaugurar um novo capítulo em sua história.

Betty e Pedro

Betty e Pedro

Mais recentemente, com o cenário geopolítico novamente mudado, Alice voltou a alguns daqueles personagens para concluir a série documental Amores Cubanos, que estreia dia 9 de novembro no Canal Brasil. Contou com a ajuda de antigos colegas da EICTV para filmar a diáspora dos casais em outras partes do mundo.

Em 13 episódios de 27 minutos, Amores Cubanos nos faz íntimos de histórias românticas que se misturam com histórias de sobrevivência entre a Cuba dos que ficaram e o exílio dos que optaram por partir. Os quatro episódios que já assisti me deixaram literalmente apaixonado pela série. O roteiro, assinado a quatro mãos por Alice e Orlando Senna, profundo conhecedor da realidade cubana, mescla engenhosamente informação, dramaturgia e entretenimento.

O primeiro contextualiza o longo envolvimento da diretora com o assunto e enfoca o processo geral de busca dos entrevistados para Luna de Miel duas e quase três décadas depois. Toda a série expõe as andanças (físicas e virtuais) de Alice à procura de seus personagens em diversos países. As entrevistas originais, sempre com os noivos juntos no quadro, são material de uma graça inextinguível, que Alice usa com maestria para situar os impactos físicos e emocionais do tempo. O segundo episódio retrata Candelaria e Ignacio, que se divorciaram e já não têm mais relações. Ele é guia de cicloturismo e professor, além de fervoroso cultor da poesia revolucionária latino-americana. Ela refez a vida e o casamento na Espanha. Este é um dos casos em que as entrevistas de 1992 são exibidas a novos cônjuges, criando uma interessante situação entre o humor e o constrangimento.

Miriam e Andrés

Miriam e Andrés

Betty e Pedro, protagonistas do episódio 3, se separaram, mas continuam amigos e, cada um com seu novo cônjuge, batalham contra as dificuldades da vida em Havana. As reformas econômicas da era Raúl Castro liberaram a iniciativa privada, o trabalho autônomo e um arremedo de especulação imobiliária, tudo em paralelo ao sistema estatal. Betty aguardou por anos o direito a ter uma casa por “mérito revolucionário” e, junto com o ex Pedro, sacrificou-se para dar à filha senão uma bela festa de 15 anos – rito de passagem incontornável em Cuba – pelo menos um book fotográfico sofisticado.

O quarto episódio é de Ivonnie e Pablo, ainda casados, mas emigrados para Miami numa perigosíssima viagem de balsa via República Dominicana e Porto Rico. Ganharam peso no corpo e dinheiro suficiente para adquirir uma boa casa no “país das oportunidades”. Alice os acompanha num Réveillon em Miami e capta os efeitos de uma diferença de classe que já havia entre eles e a média da população cubana.

Ivonnie e Pablo

Ivonnie e Pablo

Os personagens principais de Luna de Miel são abordados no nono episódio da série. Miriam e Andrés, que se conheceram num mutirão de construção de casas no final dos anos 1980, continuam juntos e enamorados, mas se ressentem da falta de privacidade numa casa exígua que dividem com outros familiares. São exemplares do que Alice de Andrade mais admira na gente comum de Cuba, ou seja, a capacidade de enfrentar as agruras de uma vida muito simples sem perder a alegria e a autoconfiança.

Alice de Andrade comenta toda a série sem escamotear a dura realidade do cotidiano de Cuba sob bloqueio (agora renovado com Trump), mas ressaltando sempre seu carinho pelo povo, visível em cada encontro e em cada abraço. A recíproca aparece na tela como verdadeira.

Cuba, Rússia e China avançam na produção de vacinas para a Covid-19

vacina(Brasil 247) – O mundo se aproxima de maneira assustadora de 30 milhões de casos da covid-19, e de um milhão de mortos. Neste sábado (4), os dados oficiais da Organização Mundial de Saúde indicam 26.622.706 de casos confirmados e 874.708 mortes.

Em tal cenário, passa ao primeiro plano das medidas de prevenção, controle e combate à doença a descoberta e a produção em larga escala de uma vacina que seja a um só tempo segura e eficaz, com capacidade plena de imunização.
A mobilização para alcançar tal objetivo deve ser total. Governos, organizações multilaterais, a comunidade científica, agentes econômicos, a sociedade em geral devem mancomunar esforços para cumprir o sagrado dever da defesa da vida. Nesse quadro, merecem condenação veemente ações negacionistas de governantes, baseados em concepções retrógradas e obscurantistas, que de alguma maneira opõem restrições à vacinação, como fez o ocupante do Palácio do Planalto.

Contra essas concepções e atitudes, valem a ciência e a cooperação internacional. É o que salva vidas, enquanto à retórica negacionista está reservada o lixo da história.

“Neste momento, 172 economias estão envolvidas em conversas para potencialmente participar do Covax, uma iniciativa global que tem o objetivo de trabalhar com fabricantes de vacinas para fornecer aos países em todo o mundo o acesso equitativo a vacinas seguras e eficazes assim que licenciadas e aprovadas”, assinala um informe da Opas Brasil, vinculada à Organização Mundial de Saúde.

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Filhos de um povo heróico

Enrique Ubieta Gómez, no Granma, Cuba

medicos cubaQuando o avião pousou em Havana e parou os motores, sabíamos que o povo estava nos esperando. O povo não é uma palavra abstrata, é nossa família, são nossos vizinhos, nossos colegas de trabalho, são suas pessoas singelas e trabalhadoras. Nós estávamos nervosos, contentes, expetantes. Os rapazes ajustaram-se as batas brancas, símbolos da solidariedade, e apertaram com certa torpeza o nó da gravata, tal como namorados para o encontro definitivo. A porta abriu. Os restantes passageiros, cubanos que tinham ficado na Itália durante meses, aplaudiram. Somente uma senhora, incapaz de compreender, ousou dizer: «Peçam para lhes aumentarem o salário». Acho que escutou a resposta em nossos olhos.

Minutos mais tarde pisamos na terra sagrada de nossos amores. Não somos extraterrestes, somos filhos desta terra, de sua história, dos seus valores. Não somos heróis – orgulhamo-nos, sim, mas nos assusta essa palavra – porque o heroísmo entranha certa exclusividade; somos os filhos de um povo heroico. Por isso, embora em outras latitudes pareça estranho ou exagerado, nosso presidente nos deu as boas-vindas. E as esposas mães e filhos destes médicos e enfermeiros, em um vídeo previamente elaborado, proferiram uma frase enigmática para o sistema que tudo compra e vende: «Estamos orgulhosos de vocês». Durante o percurso até o lugar onde vamos passar a quarentena, e pensei naquela fotógrafa italiana que desejava acompanhar-nos para flagrar com sua lente, e talvez, quem sabe para entender ela própria, como era possível, onde estava o segredo, a magia daquela recepção em pleno século 21, de uns simples mortais que não acabam de vencer um campeonato de futebol ou acabam de retornar da Lua. Eles apenas tinham arriscado suas vidas para salvar as de outros.

A resposta, espontânea, eu a enxerguei nas ruas. Em alguns trechos não aparecia nenhuma pessoa, inclusive vi passar alguns indiferentes, que não se sentiam motivados a cumprimentar. Mas nos bairros humildes por onde a pequena caravana passou, as pessoas as apressavam a sair, para vitoriar os recém-chegados; das janelas de suas casas ou reunidos às pressas nos pórticos famílias todas, desde o mais novo até o mais idoso, aplaudiam com frenesim. Em zonas muito povoadas, dezenas de vizinhos, esperaram durante horas para ver-nos passar. Como poderia esquecer essas cenas? Como ignorar o compromisso que elas implicavam? Confesso que não sabia se, pegar na câmera e agir como repórter, a partir da posição privilegiada de passageiro alheio aos fatos, ou deixar que as emoções colmassem meus olhos, sem sentidos, cada vez que um idoso o um jovem, depois de aplaudir, tocava repetidamente o peito com a mão, oferecendo o coração.

Eu me pergunto se aquela fotógrafa, excelente profissional, teria sido capaz de tirar suas fotos sem lhe sair uma lágrima. Que grande é meu povo! Quanta fúria sente o império, ao não poder comprar esses aplausos. Queremos uma vida decorosa, próspera, em correspondência com nosso trabalho e nossa entrega, em quaisquer das profissões. Por isso, e porque é lesivo a nossa dignidade, condenamos o bloqueio. Mas esses aplausos dão medo aos egoístas, porque falam de outro mundo possível, real. Os médicos e os enfermeiros cubanos são a vanguarda desse mundo.

Depois de 130 dias, Cuba comemora ausência de transmissão local da Covid 19

cuba(Da Agência Brasil)-Pela primeira vez em 130 dias, Cuba anunciou neste domingo (19) que não há novos casos domésticos de covid-19, à medida em que a maior parte do país passou para a fase final visando à retomada de atividades, com uso de máscaras e distanciamento social.

Francisco Duran, chefe de epidemiologia do Ministério da Saúde Pública, que atualizou o país diariamente sobre a pandemia, tirou a máscara durante a transmissão nacional para dar a boa notícia. Nesse sábado, ele fez o mesmo, relatando apenas um único caso doméstico em Havana.

Apenas alguns casos de covid-19 foram relatados em Cuba na última semana, todos em Havana. A maior parte da ilha do Caribe, onde vivem 11,2 milhões de habitantes, está livre da doença há mais de um mês.

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Cuba: concerto online contra o bloqueio reúne artistas das Américas, Europa e África

cuba concerto(com os sites CubavsBloqueo e Hothouse) Com o objetivo de denunciar os efeitos do bloqueio econômico, financeiro e comercial do governo dos Estados Unidos a Cuba e apoiar a candidatura do contingente médico cubano Henry Reeve ao Prêmio Nobel da Paz, o HotHouse Chicago (EUA), em coordenação com o Instituto Cubano de Música e o Ministério da Cultura de Cuba, promovem, nos próximos dias 18 e 19, o “Concerto para Cuba”. O espetáculo será on-line, com transmissão pela plataforma https://www.twitch.tv/hothouseglobal .

Artistas de Cuba, Canadá, Estados Unidos, Caribe, Europa e África participarão do Concert for Cuba, entre eles Los Van Van, Arturo O’Farrill e a Orquestra Afro-Jazz Latina, Omara Portuondo com Orquesta Failde, Dionne Warwick e Michael Mc Donald (The Doobie Brothers).

Outros artistas, escritores, personalidades e ativistas sociais se juntarão a esta celebração, com mensagens de solidariedade a Cuba. A lista inclui personalidades mundiais, como Danny Glover, Michael Moore, Jesse Jackson Sr., os congressistas estadounidenses Danny Davis e Jesús G. “Chuy” García, o presidente da Câmara de Los Angeles, Mike Bonine, Ed Asner e Mike Farrell.

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Bahia receberá 41 médicos cubanos

mais medicos

Do G1: O Ministério da Saúde publicou uma portaria nesta segunda-feira (18) com 157 nomes de médicos cubanos que foram aprovados para o programa Mais Médicos para o Brasil. Os profissionais já haviam feito parte do programa anterior, mas foram desligados quando o governo federal rompeu contrato com Cuba. O período de contrato é de dois anos, sem prorrogação.

Os estados com maior número de médicos cubanos aprovados são Bahia (41); Ceará (39) e Maranhão (21); seguido por Goiás (18), Acre (11) e Amazonas (10). Os estados com menor número de médicos inscritos e aprovados são Espírito Santo (6) Alagoas (4), e Minas Gerais (3). No DF, foram aprovados 4 médicos cubanos.

Tecnologia Cubana na área de diabetes será transferida para Saúde da Bahia

reunião saude cubaUm acordo de transferência de tecnologia de produção de medicamentos e gerenciamento de saúde na área de diabetes mellitus foi alinhado entre representantes governamentais de Cuba e o Secretário Estadual da Saúde Fábio Vilas-Boas, em visita oficial àquele país, nesta terça-feira (03).

De acordo com o Secretário Fábio Vilas-Boas, o Governo de Cuba desenvolveu um dos mais bem sucedidos projetos de controle do diabetes e de suas complicações, que incluem amputações e cegueira, em todo o mundo. Segundo Vilas-Boas, o projeto de parceria com o Governo cubano é fruto de reuniões iniciadas pelo Governador Rui Costa em visita oficial ao país em 2017 e sequenciadas pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) e Fundação Baiana de Pesquisa Científica e Desenvolvimento Tecnológico, Fornecimento e Distribuição de Medicamentos (Bahiafarma).

Uma molécula desenvolvida pelo Centro Cubano de Engenharia Genética e Biomolecular (CIGB) é capaz de aumentar a circulação de sangue nas pernas e pés afetados pela doença vascular do diabetes, evitando assim a amputação que afeta 4.500 baianos por ano. O medicamento está em fase final de aprovação regulatória do Brasil, sendo a Bahiafarma, junto com a Fiocruz Biomanguinhos, os primeiros laboratórios a aplicarem o novo fármaco no país.

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Os “consulados estrangeiros” em Salvador

Efson Lima

 

efson limaDiante do conflito que tem se acirrado entre EUA e o Irã nos últimos dias sempre vem uma pergunta clássica: como os cidadãos destes países e de outros Estados são socorridos estando no palco do conflito? Uma das iniciativas são as orquestrações e orientações expedidas pelas embaixadas, bem como pelas repartições consulares aos seus respectivos nacionais. E em Salvador será que temos alguma repartição consular?

Uma curiosidade envolvendo as repartições consulares na Bahia é que, em 2019, ao ser ministrada a disciplina de Direito Internacional na Faculdade 2 de Julho, buscamos aproximar o conteúdo da realidade dos estudantes.  Para tanto uma das primeiras inquietações foi supor que Salvador tinha um número razoável de representações consulares.  Sendo assim, para deixar os graduandos mais motivados foi realizada uma visita ao Consulado de Cuba, na Barra.

Após, a visitação, desafiamo-nos a mapear e a ir a outros consulados existentes em Salvador. Então, testou-nos consultar a relação de órgãos estrangeiros no Brasil fornecido pelo Itamaraty, fazer consultas nos sites de buscas e outros meios. A breve pesquisa constatou que Salvador possui um impressionante número de 29 repartições consulares. Algumas óbvias, como o Consulado da Espanha, visto o contingente de espanhóis na Bahia, assim como de alguns países africanos pelas relações socioculturais com a Bahia. Outros consulados nem tanto parecia perceptível, como os da Turquia, Japão e Hungria.

efson    Tais informações podem passar despercebidas no dia a dia. Entretanto, não deveria ser assim. Salvador é uma cidade turística.  Ela recebe milhares de turistas e vários são os episódios envolvendo os cidadãos estrangeiros neste período do ano. Por outro lado, são espaços de fomento a cultura das nacionalidades; promovem diversas atividades e ações de integração com os seus nacionais e soteropolitanos.

A Convenção de Viena de 1967, que regula as relações consulares, estabelece diversas funções, entre elas: a proteção, no Estado receptor, os interesses do Estado que envia e dos nacionais dentro dos limites permitidos pelo direito internacional; fomentar o desenvolvimento das relações comerciais, econômicas, culturais e científicas; e promover ainda relações amistosas entre os Estados e prestar ajuda e assistência aos nacionais, inclusive, pessoas jurídicas.

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Cuba enquadra Bolsonaro e diz que seus médicos, chamados de ‘terroristas’, atenderam 113,3 milhões de brasileiros

mais medicos 2Cuba repudiou as declarações do presidente brasileiro de que médicos cubanos que estiveram em serviço no Brasil entre 2013 e 2018 pelo programa Mais Médicos fossem “terroristas”.

Em pronunciamento sobre o assassinato do general iraniano Qasem Soleimani, Jair Bolsonaro afirmou que “nós não aceitamos o terrorismo. Não interessa o lugar do mundo em que ele venha a acontecer”, informa jornal O Globo.

Além disso, Bolsonaro complementou que “se tiver qualquer terrorista no Brasil, a gente entrega. […] Assim como os cubanos médicos, entre aspas, saíram antes de eu assumir. Sabiam que eu ia pegar os caras. Um montão de terroristas no meio deles”.
O portal digital do Ministério das Relações Exteriores de Cuba emitiu uma nota repudiando as acusações do mandatário brasileiro:

“O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, acusou de terroristas os médicos cubanos que atenderam em seu país 113.359.000 pacientes, entre 2013 e 2018 – de acordo com dados fornecidos pelo Ministério das Relações Exteriores de Cuba – em mais de 3.600 municípios, e deram cobertura médica permanente a 60 milhões de brasileiros como parte do programa Mais Médicos”.
Miguel Díaz-Canel, presidente cubano, recordou que o programa Mais Médicos nasceu como uma iniciativa da ex-presidente Dilma Roussef (2011-2016), e buscava assegurar serviços médicos ao maior número possível de brasileiros. O programa esteve presente em boa parte do território nacional, penetrando em regiões que contam com uma pequena presença de médicos brasileiros.

Havana acusa Washington de orquestrar uma cruzada contra os serviços prestados internacionalmente pelos médicos cubanos, como parte da política de isolamento imposta pela Casa Branca há quase duas décadas.

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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