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Chocolate produzido por estudantes é degustado em camarote no Carnaval da Bahia

achocoEsse ano, o Camarote Planeta Band, localizado no bairro de Ondina, em Salvador, está com uma novidade. No espaço ‘Energizódromo’, os alunos do Centro Estadual de Educação Profissional (Ceep Empreende Bahia) estão oferecendo uma degustação de produtos elaborados com o cacau do sul da Bahia.

Neste quinto dia oficial da folia, o público pode saborear produtos como fondue e barrinhas que chegam a 80% de puro chocolate. “É muito bom ver coisas novas aqui. O chocolate é muito importante porque dá uma energia para a gente nesse carnaval”, destacou o analista de sistemas Paulo Dantas.

No espaço, o folião encontra também a matéria-prima do chocolate – semente do cacau (amêndoas) – e frutas como a uva de Juazeiro e o morango produzido em Morro do Chapéu, além do suco do mel do cacau de Ilhéus. Tudo com sabores e componentes nutricionais capazes de proporcionar mais energia a quem está curtindo a folia.

“O objetivo é divulgar o cacau e promover os estudantes na questão do empreendedorismo, já que o Centro de Educação Profissional tem essa proposta de empreendedorismo. Pedagogicamente, trazemos os estudantes e fazemos aqui a exposição desses produtos”, explicou o professor do curso de Gastronomia e Panificação do Ceep, Cristian González.

Desde a última quinta-feira (8), das 18h às 2h, são distribuídos de 4 a 6 kg de chocolates diariamente. “O Governo do Estado tem uma importância primordial para que isso aconteça, não só na questão da estrutura, mas de todo o projeto pedagógico em si, para que esse conhecimento da produção de chocolate se perpetue para os alunos”, acrescentou o professor.

Para o estudante Alex Sandro Costa, do curso técnico de Gastronomia, o evento é uma oportunidade de aplicar o que tem aprendido. “É algo gratificante. Em sala de aula, a gente aprende as técnicas, e aqui colocamos em prática a técnica e a teoria, como a questão da higienização”, afirmou. O Ceep Empreende Bahia fica localizado no bairro da Calçada.

A invenção do Chocolate da Mata Atlântica

Gerson Marques

 

gerson marquesFazer chocolates é uma atividade muito nova para nos do Sul da Bahia, o antigo modelo exportador de matéria prima, com base monocultural, ficou congelado por mais de um século, travando alternativas e oferecendo um certo conforto, que mais tarde se mostraria insustentável.

Neste sentido, existe um fator positivo com a crise da vassoura, como ensina os orientais, as crises são o fim e início ao mesmo tempo, depende de seu ponto de vista, ou como se comporta perante a adversidade.

A busca por alternativas que viabilizasse saídas para um quadro de insustentabilidade econômica da atividade agrícola do cacau, foi sem dúvidas o fator motivador e indutor para o surgimento da chocolataria no Sul da Bahia.

Mas, como se faz chocolates? Está era a pergunta a ser respondida anos noventa, no mundo até então, prevalecia a escola Suíça, com forte tradição no chocolate ao leite, traduzido para o Brasil, em chocolates com baixo teor de cacau, baixa qualidade e muitos aditivos suspeitos, fidelizando consumidores de doces, com o nome chocolate entrando como fantasia.

A falta de tradição e conhecimento sobre a produção de chocolates, era uma dificuldade que parecia intransponível apontando para um mar de desafios pela frente.

chocolateTambém nos anos noventa, surge na Califórnia-EUA, um movimento de inovação do chocolate, comandado por chefs de culinária que resolveram reinventar o chocolate com base na seleção de amêndoas de alta qualidade e diminuição ou eliminação do leite na fórmula de seus inventos, este movimento ficou logo conhecido como “been tô bar”, foram fundamentais no desenvolvimento de uma linha de máquinas e equipamentos, de pequeno porte que viabilizaria o surgimento da micro e pequena fábrica de chocolate, coisa impensável pouco tempo antes.

Foi bebendo nessa fonte, e buscando ao mesmo tempo uma identidade própria, que no final daquela década o tema chocolate começou a fazer parte das rodas de conversas de alguns produtores que souberam interpretar a crise como oportunidade, em 1898 a Ceplac, sob inspiração de Raimundo Moro, faz a primeira planta industrial de fabricação de chocolates da região, dando início a uma série de pesquisas que resultaria na base de nossa atual chocolataria.

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O verdadeiro ouro do cacau

Cacau 2035, o futuro passa pelo chocolate

Café com Cacau na ABAV Expo Internacional de Turismo

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A empreendedora Marly Brito, de Itacaré,  participa da 45ª ABAV Expo Internacional de Turismo, que acontece de 27 a 29 de setembro, em São Paulo. Marly é proprietária do Café Cacau, um espaço gourmet próximo ao trevo de acesso à cidade, onde além do café especial, comercializa chocolates artesanais  finos, amêndoas caramelizadas, trufas e bolos,  que ela mesma produz,  com destaque para chocolates com alto teor de cacau e mix de cacau e frutas regionais, estará em exposição no estande da Bahia na ABAV. Para Marly Brito, a exposição em São Paulo, que reúne operadores de turismo o do Brasil e do Exterior, “é uma excelente oportunidade de mostrar as deliciais do nosso chocolate e divulgar as belezas naturais, a história do Sul da Bahia”.

 

Energia na caravana: Lula recebe chocolate de origem de Ilhéus

cbocolula

Em suas atividades na  Bahia, onde mobilizou milhares de pessoas e mostrou porque é o o presidente mais querido pelo povo em toda a história da República,  Lula foi presenteado com chocolates de origem Sagarana, produzidos por Henrique Almeida, que planta suas amêndoas- algumas delas premiadas no Brasil e no Exterior, e processa suas barras, em Ilhéus.

O presente  foi oferecido pelo  deputado federal e ex-secretário de Turismo do Estado, Nelson Pelegrino, que acompanhou a agenda de Lula na Bahia e em Sergipe.

Na Bahia, Lula percorreu cidades como Salvador, Cruz das Almas, Cachoeira e Feira de Santana. O chocolate de Ilhéus garantiu a energia, numa agenda que inclui várias cidades do Nordeste e, para muitos, é a caminhada rumo à presidência em 2018.

Dono da Natura lança chocolate com cacau do Sul da Bahia

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Sem alarde, no final de junho, apenas dois dias após comprar a gigante Body Shop por 1 bilhão de euros, Guilherme Leal, um dos donos da Natura, abriu um novo negócio.

Mas, dessa vez, de tamanho micro — a Dengo, uma loja de chocolates especiais, produzidos a partir do cacau de sua fazenda na Bahia. Tem apenas uma unidade, num shopping paulistano.

Por enquanto, Leal não tem a menor ambição de expandir a marca. (Lauro Jardim, n´O Globo)

Sul da Bahia, do cacau ao chocolate

 

chocolate 2

Do cacau ao chocolate. Essa é a nova realidade do Sul da Bahia, após décadas como região produtora de amêndoas. A cada dia, novos empreendedores passam a investir na produção de chocolates finos, apostando num mercado consumidor em expansão no Brasil e no Exterior. O Chocolat Bahia 2017, Festival Internacional do Chocolate e Cacau, que está sendo realizado em Ilhéus, com o apoio do Governo da Bahia, é uma oportunidade de apresentar novos produtos, adquirir e trocar conhecimentos e ampliar os negócios. São   cerca de 40 marcas de chocolates regionais em exibição, cada uma com sua característica, mas com a marca do cacau de qualidade, fruto de investimentos na modernização da lavoura.

hans schaeppi

Hans Schaeppi é um pioneiro. Há 32 anos ele implantou a primeira fábrica de chocolate caseiro do Nordeste. “Foi um grande desafio, porque havia uma cultura de produzir amêndoas e percebi que era preciso investir no produto final. Hoje vejo com alegria a Região partindo para a verticalizado e se tornando a terra do Cacau e do Chocolate”, afirma. Atualmente, Hans produz cerca de duas mil toneladas/ano, comercializa os produtos em todo o país e busca atingir o mercado chinês.

henrique almeida

O setor de chocolates premium cresce cerca de 10% ao ano no Brasil, enquanto o mercado tradicional cresce apenas 2%. Henrique Almeida é outro exemplo de produtor de cacau que apostou no chocolate. Da terceira geração de uma família de produtores de cacau, há 5 anos, ele  começou a produzir chocolate. Investiu em amêndoas de qualidade, cursos de capacitação e hoje comercializa o chocolate premium em grandes redes da Bahia e do Sul/Sudeste do país. O próximo passo é o mercado árabe e os Estados Unidos. “Cacau e alimento e também e prazer. Nosso foco é a qualidade é esse é o caminho da região. O negócio Cacau só é viável se atrelado ao chocolate”,destaca

leo maia

O mercado de chocolate também atrai jovens empreendedores como Leonardo  Maia. Com pós graduação em Gestão de Negócios em Cacau e Chocolate ele está produzindo chocolates finos com 50% e 70% de cacau.  “Na  infância sempre tive muito contato com fazendas de cacau e sempre que podia acompanhava os trabalhadores nos tratos e colheita do cacau. E em minhas viagens para outros países tive a oportunidade de experimentar diversos tipos de chocolates e percebi que o nosso cacau do Sul da Bahia tem um potencial grande a ser explorado”, afirma.

 

AGRICULTURA FAMILIAR

carine assunção

A produção de chocolate também é incentivada na agricultura familiar, que responde por 90% da produção de cacau no Sul da Bahia. A Cooperativa de Serviços Sustentáveis da Bahia conta com 300 associados e produz chocolates caseiros e achocolatado com 30% de cacau. Beneficiados com recursos do Programa Bahia Produtiva, do Governo do Estado, os agricultores familiares pretendem investir na produção de cacau organico, que agrega valor ao chocolate e derivados. “Nossos produtos já são consumidos na merenda escolar e com o chocolate de origem vamos buscar novos mercados, gerando mais renda no setor rural”, destaca Carine Assunção, coordenadora da cooperativa.

gildeon

Com 420 associados, a Cooperativa de Agricultores Familiares do Sul da Bahia, também atendida pelo Bahia Produtiva, produz chocolates finos e achocolatados e está criando uma linha exclusiva para os supermercados. “Com assistência técnica e capacitação vamos melhorar cada vez mais a qualidade e criar novos canais de comercialização” , diz o diretor da Coopesulba, Gildeon Farias.

gerson marques

Gerson Marques, presidente da Chocosul  destaca que “a produção de chocolate é uma alternativa viável, num processo que está se consolidando. Dos 40 produtores, 38 produzem o próprio cacau. São empreendedores que foram para as fazendas, reorganizaram a produção, com uma nova mentalidade, investindo em amêndoas de qualidade superior”. “Essa é uma estratégia que terá impactos positivos na economia regional, com a melhoria da produtividade e consequentemente do preço final. O modelo antigo, de mero fornecedor de matéria prima, está superado. Hoje o caminho é a verticalização, valorizando principalmente a produção de chocolates fino, de cacau orgânico que tem alto valor agregado”.

Doce Pecado

Deus criou a árvore dos frutos de ouro, o cacau. E o homem criou a tentação, o chocolate.

Deus criou a árvore dos frutos de ouro, o cacau. E o homem criou a tentação, o chocolate.

Pesquisadores obtêm aroma de chocolate em sementes de jaca

jacacau(Elton Alisson  |  Agência FAPESP) – As sementes da jaca dura (Artocarpus heterophilus Lam.) poderão substituir o cacau na formulação de produtos com aroma, mas sem o sabor de chocolate. Um grupo de pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), em colaboração com colegas da Faculdade de Tecnologia (Fatec) Deputado Roque Trevisan, da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep) e da University of Reading, na Inglaterra, identificou que compostos voláteis encontrados em sementes da fruta produzem muitos dos aromas obtidos de amêndoas de cacau. Por isso, seriam substitutos potencialmente baratos e abundantes para a fabricação de produtos com aroma de chocolate, como cosméticos, alimentos e bebidas.

Resultado de projetos apoiados pela FAPESP, o estudo foi descrito em um artigo publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry, da American Chemical Society. “Constatamos que as sementes de jaca possuem muitas pirazinas, que são os principais compostos que conferem o aroma de chocolate”, disse Solange Guidolin Canniatti Brazaca, professora da Esalq-USP e coordenadora do projeto, à Agência FAPESP.

De acordo com a pesquisadora, a descoberta foi acidental e ocorreu durante um projeto de iniciação científica de uma estudante de Nutrição da Unimep.

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Turismo impulsiona novos empreendimentos em Ilhéus

laguna

Com a expansão do turismo em Ilhéus, com suas belezas naturais, patrimônio histórico e a magia do cacau e o sabor irresistível do chocolate, novos empreendimentos estão se consolidando. Um dos exemplos desse mercado cada vez mais promissor é a Encantos Turismo, uma  agência de turismo receptivo, transportes que atua em todo o Sul da Bahia.

“Somos uma empresa  que preza pelo bem estar de nossos clientes. Amamos o que fazemos e este sentimento conduz nossas atividades do dia a dia; assim temos o prazer de proporcionar tudo de melhor que uma prestadora de serviços de turismo receptivo pode oferecer’, afirma José Humberto Sá Nery, diretor da empresa, ao lado da sócia Carla Regina Mroginski Casagranda.

encantos 1Ela destaca  que a Encantos Turismo trabalha “ com total segurança e transparência, prezando pela pontualidade, cordialidade no atendimento realizado por nossos profissionais de atendimento e guias, com uma frota moderna e renovada que oferece maior conforto aos nossos passageiros”.

A empresa atua na área de  locação de van com motorista para atender diversas demandas como  viagens, shows, eventos; fretamento para empresas e particulares. Além disso, oferece serviços de translado,  passeios em Ilhéus e outras cidades da Costa do Cacau, como o City Tour, praias, cachoeiras, e fazenda de cacau e chocolate  e passeios ecológicos em áreas de preservação ambiental, como a Lagoa Encantada.

O turismo associado a chocolate, uma nova oportunidade

gerson marques

 

Existe uma enorme sinergia entre chocolate e turismo, são inúmeros os exemplos de cidades que se tornaram referência em destino turístico vinculado ao chocolate, ou que tem no chocolate uma referência importante entre suas atrações.

No estado da Pensilvânia nos EUA, a cidade de Hershey, sede da primeira fábrica de chocolates da famosa marca que leva o seu nome, desprovida de excepcionais belezas naturais ou importância histórica, fez do chocolate sua principal atração, consolidando-se como um destino de referência neste tema, com centenas de atrações nas avenidas Cacau e Chocolate ruas que concentram restaurantes, museus, lojas e boutiques de chocolates.

No México em Tabasco, a cidade de Villa Hermosa, criou a Rota do Cacau Maia, oferecendo história associada a chocolates com sabores tradicionais, assemelhados as misturas que deu origem histórica ao chocolate, há mais de mil anos.

A capital belga, Bruxelas, tem no chocolate uma referência cultural importante é lá que está o principal museu do mundo dedicado a este tema, assim como Paris, que realiza eventos comerciais e promocionais associado a imagem da cidade, já tão badalada, ao chocolate.

cacau e chocoOutras estratégias também são interessantes como hotéis temáticos dedicados ao chocolate, seja na arquitetura,  decoração, serviços e culinária, como o The Chocolate Butique Hotel na Inglaterra e o Fábrica do Chocolate em Viena do Castelo em Portugal, construído no prédio de uma antiga fábrica de chocolates.

Aqui no Brasil, o exemplo mais conhecido de associação de chocolate com turismo, é Gramado na Serra Gaúcha, que fomentou uma parque fabril e comercial de chocolates tradicionais, usando o processo de derreter coberturas já industrializadas, re-formar e embalar sob novas marcas, vinculando-se ao conceito europeu, associado chocolate ao frio e ao leite.

Existe no entanto, um grande espaço para Ilhéus e região se posicionar neste filão, não nos falta história, somos literalmente os inventores da agricultura do cacau, que está aqui a aproximadamente trezentos anos, já fomos os maiores produtores do mundo e formamos uma civilização com raízes fincadas nas florestas de cacau, com ramificações na culinária, arquitetura, literatura e outros tantos aspectos da vida social e política.

Falta no entanto, um planejamento e uma assimilação cultural desta nova lógica, a chocolataria, em termos, é algo novo para nós, apesar de já haver uma boa associação de imagem, graças principalmente a realização dos festivais do chocolate, organizados por Marco Lessa, que tem gerado excelente cobertura da mídia nacional.

tur 1Promover o desenvolvimento de uma cultura chocolateira, com desdobramentos em comércio, hotelaria, serviços, além de incrementar a oferta de atrativos turísticos como fazendas, visita a fabricas, parques e hotéis temáticos, além de eventos, devem fazer parte de uma visão estratégica voltada a consolidação de Ilhéus e região como um destino turístico competente, fortemente associado ao chocolate.

Mais uma vez, surge uma grande oportunidade para o turismo de Ilhéus em particular, com desdobramentos para a Região, a tematização do destino ou a ampliação de seu portfólio, como parece ser o caso de Ilhéus, ( já que a praia será sempre uma atração âncora), abre assim novas perspectivas, com inovação e sinergias próprias.

Caberá as lideranças e instituições fazerem sua parte, articulando e motivando investidores e governos a se somarem nesta direção, para os chocolateiros, também se oferece uma oportunidade, visto que poderão  potencializar suas vendas na porta da fábrica, além de divulgar marcas e produtos.

 

Gerson Marques é produtor de Cacau e Chocolate e Diretor Presidente

da Associação dos Produtores de Chocolates de Origem do Sul da Bahia.

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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