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Os inúteis campeonatos estaduais

O que valem um Paulistinha, um Baianinho, um Carioquinha? Nada!

Inúteis campeões

 

Daniel Thame

 

dt panamáComeçam nessa semana os campeonatos estaduais Brasil afora. Houve um tempo, e já faz muito tempo, em que ganhar um campeonato Carioca, um Paulista, um Mineiro, um Gaucho, um Baiano e até um Piauiense era motivo de orgulho e de festa para os torcedores dos times campeões.

No Rio de Janeiro, comemorava-se a Taça Guanabara, que não passa do 1º turno do Carioca e o  Carioca propriamente dito. Dois campeonatos em um, duas torcidas fazendo festa, quando o mesmo time não faturava os dois turnos.

Lembro-me dos corintianos ensandecidos num Morumbi lotado numa note de quarta-feira, celebrando a conquista do Paulistão de 1997, num dramático 1×0 contra a Ponte Preta, pondo fim a um jejum de 23 anos. O gol de Basilio colocou o mediano jogador na eternidade.

Ou, na década de 90, de um gol de falta magistral de Petckovic aos 44 minutos do segundo tempo, dando ao Flamengo um título que os vascaínos, jogando pelo empate, já festejavam.

Ou então de BA-Vis memoráveis nos anos os 70 e 80, tempos de Douglas, Osni, Beijoca, Mario Sérgio, Sapatão, etc., em que títulos valiam caminhadas de agradecimento ao Senhor do Bonfim e agrados aos orixás, afinal estamos na Bahia de todas as crenças
vaziosEsses tempos, definitivamente fazem parte do passado.

De uma década para cá, os campeonatos estaduais bem definhando ano a ano, perdendo totalmente a importância e atraindo cada vez menos torcedores.

A  maioria dos jogos são disputados em estádios praticamente vazios e apenas os clássicos e as decisões conseguem atrair o torcedor e ainda assim muito mais por conta de rivalidades históricas.

Ganhar um campeonato estadual já não é mais motivo para foguetório. Certo, é bom pra quem ganha e gera uma ou outra crise pra quem perde (no caso dos times grandes) e acaba ai.

Em sendo assim, qual o motivo de se manter os estaduais, em detrimento de um calendário menos extenuante ou mesmo de copas regionais, como a Copa do Nordeste, que acabam estranguladas em meio a jogos intermináveis?

O motivo é que as federações precisam fazer média com os times que, brindados com migalhas, acabam perpetuando dirigentes invariavelmente incompetentes, para dizer o mínimo. Mero jogo de interesses, em que os chamados grandes times aceitam ir para o sacrifício, porque também tem lá seus interesses.

E segue o  jogo (e bota jogo nisso!) até que se conheçam os inúteis campeões.

 

É gol- Com Neymar em tempos de seca, Messi tem permitido que o brasileiro cobre os pênaltis no Barcelona. Gênio e solidário esse hermano argentino.

É pênalti- A CBF erra até quando acerta. O Jogo da Solidariedade entre Brasil x Colômbia, com renda revertida para as vítimas da tragédia da Chapecoense, atraiu menos de 20 mil pessoas. Se fosse disputado numa capital do Sul ou do Nordeste, teria atraído pelo menos o dobro.

 

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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