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Governo apoia ampliação da produção de cacau e chocolate no Sul da Bahia

ceplac 2O apoio do Governo da Bahia à ampliação do cultivo de cacau e produção de chocolate foi destacado pelos secretários estaduais de Desenvolvimento Rural, Jerônimo Rodrigues, e de Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura, Vitor Bonfim, durante a posse do novo diretor geral da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), Sérgio Murilo Menezes. A posse aconteceu na sexta-feira (15), na sede regional do órgão, em Ilhéus, e reuniu produtores, empresários, prefeitos, vereadores, sindicalistas e funcionários da Ceplac.

Após mais de duas décadas de crise, provocada pela vassoura-de-bruxa, a lavoura cacaueira do Sul da Bahia atravessa um período de recuperação, com aumento da safra e produção de amêndoas de qualidade. A safra 2014/2015  chegou a 220 mil  toneladas no país. A Ceplac é o principal órgão de fomento desta lavoura, com ações de pesquisa e extensão rural  em mais de 100 municípios sul baianos.

“A Ceplac faz parte da história da Bahia e tem um papel fundamental no desenvolvimento regional. Vamos somar esforços para superar a crise, investindo em toda a cadeia produtiva do cacau, incluindo a ampliação do polo chocolateiro”, disse o secretário Jerônimo Rodrigues. Ele destacou ainda as ações do Governo da Bahia na agricultura familiar, que atualmente responde por cerca de 70% da produção de cacau no sul do estado, através de programas de capacitação profissional, assistência técnica e financiamento de projetos agrícolas.

ceplac 1O secretário de Agricultura, Vitor Bonfim, ressaltou que “investimentos em plantas com maior produtividade e mais resistentes à doenças tem resultado em ganhos para o produtor rural, que se refletem de forma positiva em toda a economia regional”. Vitor Bonfim também, garantiu rigor no processo de fiscalização da importação de cacau, necessária para a manutenção das indústrias, com procedimentos fitossanitários que garantam a qualidade das amêndoas. “Além do cacau e do chocolate, investimos na diversificação da lavoura, com implantação de novos cultivos como banana, cupuaçu, maracujá e outros produtos, que também contribuem para gerar emprego e renda”.

O novo diretor geral da Ceplac, Sérgio Murilo Menezes, destacou que “a instituição deve se colocar a serviço do produtor, ampliando a pesquisa e a extensão rural, capacitando os jovens para que possam assumir novos desafios do mercado e adotando políticas públicas que garantam a retomada do desenvolvimento regional de forma sustentável”. Sérgio Murilo disse ainda “que as parcerias com o Governo do Estado, no incentivo ao agronegócio e à agricultura familiar são fundamentais para superar os imensos desafios que temos pela frente”.

 

Uesc lança livro sobre estrutura produtiva, mercados e perspectivas do cacau

livro cacAs atividades cacaueiras na Bahia e a evolução deste segmento nos diferentes setores econômicos são destaques na nova produção da Editora da UESC. Resultado do estudo de vários pesquisadores, o livro “Cacauicultura: estrutura produtiva, mercados e perspectivas“, organizado pelas professoras Andréa da Silva e Mônica de Moura, discute aspectos econômicos relativos ao mercado do cacau no mundo, com destaque para a região sul baiana.

A obra traz discussões que abarcam desde o surgimento da vassoura-de-bruxa nas fazendas de cacau até os novos mecanismos para o cultivo do fruto, destacando o processo histórico que resultou na crise cacaueira e as mudanças que reconfiguraram o panorama internacional. Os estudos apresentados também tratam dos mercados alternativos, como o cacau fino e o orgânico.

As pesquisas permitem perceber que a trajetória da cacauicultura na região demonstra que, apesar das ações que vêm sendo desenvolvidas para a recuperação das lavouras de cacau, não têm se conseguido a reestruturação produtiva e econômica.

 

A Ceplac não pode fechar as portas

Eduardo Salles

Eduardo SallesUma das minhas missões no primeiro ano de mandato foi coletar o maior número de assinaturas de deputados estaduais, federais e senadores para forçar o Governo Federal a realizar concurso público na CEPLAC (Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira). Entreguei o abaixo-assinado ao Governo Federal.

Na Assembleia Legislativa da Bahia, consegui a unanimidade e todos os parlamentares assinaram a lista. No Congresso Nacional, contei com o apoio dos deputados federais baianos Mário Júnior, Cacá Leão, Félix Mendonça Júnior e Davidson Magalhães, além da senadora Lídice da Mata, que me ajudaram a aumentar a quantidade de assinaturas.

O último concurso público realizado na CEPLAC já tem 28 anos e mais da metade dos quadros atuais estão próximos da aposentadoria. Na década de 80, eram cerca de 4.400 funcionários. Hoje, chega a 1.800. É fundamental a continuidade das atividades de pesquisa, assistência técnica e preservação de florestas. Se a CEPLAC precisa ser reestruturada, primeiro temos que assegurar que ela não feche as portas. Depois serão feitos os ajustes necessários.

 (*) Eduardo Salles e deputado estadual e ex-secretário de Agricultura da Bahia

Anos 60, Itabuna, cacau e Ceplac

Documentário histórico mostra a Itabuna dos anos 60 nos tempos áureos da Caplac e em que fruto de ouro parecia imune a bruxas e bruxarias. (produção: Sani Filmes

Cacau na Folha

Editorial do jornal Folha de São Paulo- 09/11/2015

Cacau mais doce

cacau (2)Mundialmente conhecida graças aos romances de Jorge Amado (“Terras do Sem-Fim” e “Gabriela, Cravo e Canela”, entre outros), a cultura do cacau da Bahia esteve ameaçada de subsistir apenas como um ente de ficção. A produção da amêndoa, que chegou a representar 4,2% das exportações brasileiras na Primeira Guerra Mundial, entrou em colapso nos anos 1990.

Enfermidade originária da região amazônica, a vassoura de bruxa devastou as plantações baianas. Os números são eloquentes: as 397.362 toneladas obtidas na safra de 1986/87 reduziram-se para 96.039 toneladas em 1999/00.

De grande exportador, o Brasil regrediu à condição de importador de cacau. Muitos produtores rurais foram à falência, e os desempregados encheram as periferias de Ilhéus e Itabuna. Plantações viraram pastagens, e a população de alguns municípios encolheu.

As tentativas de combater a doença com fungicidas não tiveram sucesso. A recuperação só começou após a substituição das árvores afetadas por clones e variedades mais resistentes, num notável esforço de pesquisa aplicada. Demorou, mas em 2012/13 a Bahia colheu 180.527 toneladas.

Agora, no início deste mês, o porto de Ilhéus voltou a exportar amêndoas em larga escala: 100 mil sacas, ou 6.600 toneladas. É uma notícia animadora, pois isso não acontecia desde 1999.

Contudo, não convém reviver um passado que a doença sepultou. Antes, a Bahia produzia uma matéria-prima de baixa qualidade, vendida a preços ínfimos.

Isso tem mudado. Os produtores brasileiros perceberam a importância de investir em frutos melhores, com aromas mais intensos, e na fabricação de chocolates finos. Vale a pena: uma tonelada de cacau fino pode alcançar US$ 8.000; o comum sai por um quarto desse valor.

Os produtores, por isso, começaram a despender mais nos tratos culturais e, sobretudo, reforçaram a qualificação dos empregados.

O custo da força de trabalho no Brasil é hoje bem mais elevado do que nos países competidores da África. Em compensação, o preço médio do produto nacional também é maior. Um bom sinal.

A civilização do cacau dos romances de Jorge Amado –conhecido na Alemanha como um “Balzac da selva”– desapareceu.

Os coronéis que comandavam centenas de trabalhadores não qualificados cederam lugar a pequenos produtores, preocupados em atender as expectativas de um mercado exigente. O sul da Bahia amargou anos sombrios, mas hoje seu cacau é mais doce.

editoriais@grupofolha.com.br

 

Rui inicia série de ações para impulsionar Sul da Bahia

rui hospital do cacau 1O programa Digaí, Governador! desta semana destaca várias ações do governo estadual para impulsionar o desenvolvimento na região sul da Bahia. “… [este] é um momento importante. Hoje eu estou aqui dando ordem de serviço [para] as obras do Hospital da Costa do Cacau [em Ilhéus], um equipamento moderno do tamanho que essa cidade merece”, enfatiza o governador Rui Costa, que esteve nesta segunda-feira (11) nesse município e em Itabuna.

Esta edição do Digaí, Governador! foi gravada diretamente da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), no município de Itabuna, onde Rui participou da inauguração das novas instalações no Campus Jorge Amado da instituição.

rui hospital do cacau 2“Aqui na região sul do estado nós temos projetos estruturantes como a ferrovia [de Integração Oeste Leste e] o Porto Sul”, ressalta o governador. O programa também aborda assuntos como a retomada da produção cacaueira na região, o Metrô de Salvador e viagens, no decorrer da semana, para entrega de obras e serviços – Rui também irá a Brasília nesta terça (10).

Saúde
Ao falar do Hospital da Costa do Cacau, Rui afirma que a unidade é para atender a toda região, não só aos moradores de Ilhéus. “… é um hospital regional e, junto com o hospital, nós vamos ter outro equipamento, a nossa policlínica, que é um consórcio de saúde”.

O governador diz que “hoje [esta segunda] eu pedi pela manhã para os prefeitos acelerarem o processo de aprovação [do consórcio] na Câmara de Vereadores para que eu possa assinar… Portanto, são dois equipamentos que vão qualificar o atendimento aqui, garantindo a saúde pública de qualidade no sul da Bahia”.

Itabuna
rui ufsb 1Em Itabuna, Rui assinou ordem de serviço para o início das obras da Barragem do Rio Colônia. De acordo com ele, a obra chegou a ser iniciada no governo Jaques Wagner, porém a empresa, com poucos meses após o início da construção, abandonou as obras. “Felizmente […] uma [nova] empresa vai cumprir o contrato e hoje se inicia a obra dessa importante barragem, que vai resolver o problema de abastecimento de água em Itabuna, além, evidente, de prevenir eventuais enchentes do rio”.
Produção cacaueira

rui barragemOutro assunto abordado é a retomada da produção de cacau no sul da Bahia. “Eu estou muito orgulhoso, muito feliz, de perceber e de constatar, em ver a imprensa nacional reconhecer, o esforço de todas as pessoas aqui da região, que têm trabalhado […] para retomar a produção do cacau [… e de] toda a cadeia produtiva”.
A ideia, como ressalta Rui, “é beneficiar, é produzir chocolate de alta qualidade para ocupar os principais mercados no mundo inteiro, deixando aqui na região um valor agregado muito maior. É como hoje o prefeito Jabes (Ribeiro, prefeito de Ilhéus) falava: uma saca de amêndoa de cacau é vendida por R$ 600. Um chocolate fino, na mesma proporção, [é vendido] por R$ 10 mil”.

Como explica o governador, o beneficiamento do cacau significa “mais riqueza e mais emprego na região, e esse é o nosso trabalho, e isso se soma a todos os projetos, eu diria, estruturados, que nós estamos fazendo aqui, da ferrovia, do porto, do novo aeroporto que vamos construir”. Ainda quanto ao desenvolvimento do sul baiano, Rui cita a consolidação da segunda universidade (a UFSB) na região – a primeira é a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc).

Nesta terça (10), o governador estará em Brasília, com o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, para tratar de assuntos como o Polo Industrial de Camaçari, o preço da nafta e a necessidade da Petrobras chegar a um acordo com as empresas para o fornecimento da nafta “para que possamos atrair novas empresas para a Bahia e consolidar os investimentos. Tudo que nós precisamos, nesse momento, é mais investimento, mais geração de emprego e melhoria da qualidade de vida das pessoas”, afirma.

O programa Digaí, Governador! é produzido pela Secretaria de Comunicação Social (Secom), veiculado pela Rádio Educadora FM 107,5 MHz e reproduzido por vários veículos de comunicação. Está disponível na internet, pelo telefone 0800-071-7328, e no blog Digaí, Governador!, na página da Secom.

 

Sartre, Simone, Jorge e a eterna magia do cacau

Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitam uma fazenda de cacau em Ilhéus, no Sul da Bahia, ao lado de Jorge Amado, em 1961. Foto acervo Hermann Rhem da Silva.

Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitam uma fazenda de cacau em Ilhéus, no Sul da Bahia, ao lado de Jorge Amado, em 1961. Foto acervo Hermann Rhem da Silva.

Bancadas estadual e federal da Bahia levam problemas do cacau ao Congresso Nacional

bancada 1Os deputados estaduais Eduardo Salles, Pedro Tavares, Aderbal Caldas e Vítor Bonfim se reuniram na manhã desta segunda-feira (26) com o deputado federal Félix Mendonça Júnior, presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Lavoura Cacaueira, para alinhar a agenda de assuntos do cacau que precisam ser debatidos pelas bancadas baianas no Congresso Nacional.

“Nossa ideia é que todos os deputados federais, estaduais e senadores baianos se unam, de forma suprapartidária, para colocar os problemas da lavoura cacaueira em pauta”, disse Eduardo Salles.

Na semana passada, em reunião na Assembleia Legislativa com deputados e produtores, ficou acertado que deve ser criada na Casa a Frente Parlamentar do Cacau. A ideia é que Pedro Tavares seja o presidente e Eduardo Salles o vice-presidente.

No Congresso Nacional, as duas frentes pretendem tratar do drawback (isenção de imposto concedida a quem importa e processa o produto no Brasil para exportar posteriormente), aumento para 35% no teor mínimo de cacau no chocolate nacional, a questão do endividamento, tratar das barreiras fitossanitárias para evitar a entrada de pragas no país e a falta de liquidez enfrentada pelos produtores atualmente e outros assuntos.

Os parlamentares também vão solicitar audiências com a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, e o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro.

 

Audiência debate questões do cacau na Assembléia Legislativa

cacau ALO deputados estaduais se reuniram  com o grupo Somos Todos Cacau, no Plenarinho da Assembleia Legislativa da Bahia. A audiência debateu políticas para aumento de produção e qualidade, remodelamento da CEPLAC (Comissão Executiva Plano da Lavoura Cacaueira) e importação.

“Também voltamos a alinhar que nossa luta é por preço justo”, explica o deputado Eduardo Salles, que esteve presente na reunião.

Assim como acontece na Câmara dos Deputados, em Brasília, foi sugerida a criação da Frente Parlamentar do Cacau, para tratar especificamente de questões relacionadas à sua produção. Eduardo Salles foi indicado como vice-presidente e o deputado Pedro Tavares, como presidente.

Ainda durante a reunião, a ADAB (Agência de Defesa Agrecuária da Bahia), apresentou nota técnica para mostrar riscos fitossanitários da importação do cacau.

 

Bendito é o fruto do vosso ventre, amém

Bendito é o fruto do vosso ventre, amém

Trabalho sobre cacau é premiado em congresso de engenharia agrícola

cacau 13Um trabalho sobre cacau foi premiado durante o 44º Congresso Brasileiro de Engenharia Agrícola (Conbea), realizado na cidade de São Pedro (SP.) O evento é promovido anualmente e conta com a participação de estudantes, professores e profissionais de todo o país.

O professor Roger Luiz da Silva Almeida, do Departamento de Ciências Exatas e Naturais da Universidade Estadual do Sudoeste Baiano, campus de Itapetinga, apresentou o trabalho intitulado “Modelos de regressão para as características físicas do cacau em função de água e nitrogênio”. O trabalho foi premiado, a nível nacional, em primeiro lugar, como melhor resumo expandido. Em princípio, a investigação tinha por objetivo a análise de parâmetros que proporcionasse a produção de cacau no semiárido e, desta forma, maximizar a produção do fruto nesse tipo de clima.

No decorrer das observações, foi possível construir um modelo matemático de estimativa das características do cacau, como o peso do fruto, produção da quantidade de amêndoas, entre outras particularidades, por meio da dosagem de certa quantidade de água e nitrogênio.

Produtores de cacau participam de audiência na Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa

salles cacau 1A sessão desta terça-feira (1º) da Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa da Bahia recebeu produtores de cacau de diversos municípios baianos para debater os problemas enfrentados pela cultura e elaborar pauta de reivindicação para ser entregue em audiência em Brasília. “Estou desde a última sexta-feira debatendo as questões da lavoura cacaueira e da cadeia produtiva do chocolate”, disse Eduardo Salles, que participou da apresentação da Passarela do Cacau, em Ilhéus, e da audiência pública ocorrida nesta segunda-feira (31), em Itabuna.

Eduardo Salles alega que não é contra o drawback, mas defende modificações. “Acho que precisa ser ajustado. Hoje prejudica os produtores. Não podemos abrir mão da indústria de moagem, que gera milhares de empregos em Ilhéus. É preciso que haja equilíbrio. Nossa bandeira é fazer o cacau voltar a ter liquidez”, declarou o deputado estadual.

salles cacau 2Proposta há 15 dias, a sessão teve como tema central o drawback, incentivo que permite às empresas importação de cacau sem o pagamento de tributos e taxas, mas também serviu para deputados, representantes da ADAB (Agência de Defesa Agropecuária da Bahia), FAEB (Federação da Agricultura do Estado da Bahia) e CEPLAC (Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira) elaborarem pauta de reivindicações que devem ser encaminhadas aos ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Catarina Matos Sobrinho, da ADAB, mostrou preocupação em relação à importação de cacau. “É preciso o uso de novas tecnologias para incorporar o sistema de defesa e vigilância sanitária”, disse.

Juvenal Maynart, diretor regional da CEPLAC, enxerga avanços. “Conseguimos reestabelecer a esperança, mas precisamos reestruturar a cadeia produtiva”, comentou, alertando que seria necessário aumentar de 25% para 35% a quantidade de cacau no chocolate nacional.

“Esse índice (35%) é mundial, e poderia aumentar em até 100 mil toneladas a demanda interna”, acrescentou Maynart. A Bahia é o maior produtor de cacau e o Estado tem 110 municípios produtores.

Representante da FAEB, Guilherme Moura defende “critérios técnicos” para modificar o drawback. “O Brasil é signatário da OIT (Organização Internacional do Trabalho) e pode deixar de importar cacau de países africanos, acusados de utilizar mão de obra infantil”, explicou.

Na última sexta-feira (28), Eduardo Salles apresentou na ALBA Projeto de Lei que institui a política estadual de incentivo à produção de cacau de qualidade.

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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