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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

dezembro 2022
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:: ‘cacau’

Irmão Sol, Irmã Lua

Daniel Thame

 

dt chapeuEle era trabalhador rural numa fazenda em Canavieiras, cidade que era o limite de seu mundo e para onde ia, todos os finais de semana, fazer a feira, composta de arroz, feijão, farinha, óleo, açúcar, sal e, de vez em quando, jabá, fato e chupa-molho.

Além, é claro, da garrafa de cachaça.

Ela era mulher de um trabalhador rural em Ipiaú, cidade que era o limite de seu mundo e para onde ia, todos os finais de semana, orar no culto na igreja evangélica que lhe oferecia o céu como compensação para a vida dura na terra.

 

Orava pela saúde do marido, cujo trabalho garantia o sustento da família, e por um futuro melhor para os três filhos.

Se essa fosse a vontade de Deus…

Quando vieram os sinais de que a crise provocada pela vassoura-de-bruxa era pior do que se imaginava, ele foi despedido da fazenda e mudou-se para Camacan, onde conseguiu um emprego de gari na prefeitura.

Como a bruxa não tinha limites e se alastrava por toda a região, o marido dela também perdeu o emprego. Tão logo chegaram a Ubaitaba, para onde se mudaram, ela conseguiu um emprego de doméstica. Meses depois, o marido a abandonou e sumiu no mundo, deixando-a sozinha com três crianças para cuidar.

Quando a prefeitura de Camacan, abalada pela decadência da cidade e com a arrecadação despencando, teve que demitir funcionários, os apadrinhados foram mantidos, ele, pobre gari, perdeu o emprego.

Foi tentar a vida em Itabuna, onde passou a viver de pequenos bicos e morar num barraco no Maria Pinheiro, bairro paupérrimo nas fraldas da periferia da cidade.

Em Ubaitaba, a patroa, empobrecida pela crise, não teve como manter a empregada. Penalizada, ainda deu o dinheiro para a viagem até Itabuna, o máximo aonde aquela pobre mulher poderia ir.

No mesmo bairro Maria Pinheiro, montou um barraco, misto de papelão e restos de madeira, e passou a trabalhar como lavadeira, ganhando o pão com o suor do seu rosto banhando as águas do Rio Cachoeira.

Os dois se cruzaram quando ele voltava do centro da cidade, onde acabara de ganhar 15 reais para limpar um terreno, e ela levava na cabeça uma imensa trouxa de roupas.

Ele se ofereceu para ajudar, ela aceitou.

No barraco, ele aceitou o café ralo que ela ofereceu.

Sorriram, escancarando os poucos dentes daquelas bocas que, na sequência, trocaram o primeiro beijo.

Dias depois, estavam morando juntos, dividindo a mesma cama sob um teto cheio de buracos em que, nas lindas noites de verão, podiam contemplar estrelas, distraídos.

A bruxa, que tantas vidas havia tragado, tantas tragédias pessoais e coletivas havia causado, abençoou aquele encontro mais do que improvável.

Virou, ainda que por linhas tortas, uma fada.

E eles, que nunca tiveram nada, juntaram o pouco que agora tinham e foram felizes para sempre!

——
Conto extraído  do livro  “Vassoura”- a história que Jorge Amado não viveu pra contar- Editora Via Litterarum

Novo foco de praga que atinge cultivo de cacau e cupuaçu é detectado no Amazonas

 

Cacau atingido pela moniliase (foto MAPA)

Um novo foco da praga Moniliophthora roreri, causadora da doença conhecida como Monilíase do Cacaueiro, foi detectado no município de Tabatinga, no estado do Amazonas, na região da tríplice fronteira entre o Brasil, Colômbia e Peru. Dessa vez, o caso foi detectado em comunidades rurais ribeirinhas.

A suspeita de ocorrência da praga foi verificada durante ações de monitoramento realizadas por equipe de técnicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com o apoio da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf), e confirmada por meio de análise laboratorial realizada pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Goiânia (LFDA/GO).

A monilíase é uma doença devastadora que afeta plantas do gênero Theobroma, como o cacau (Theobroma cacao L.) e o cupuaçu (Theobroma grandiflorum), causando perdas na produção e uma elevação nos custos devido à necessidade de medidas adicionais de manejo e aplicação de fungicidas para o controle da praga.

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Conferência do Clima-COP 27 debate “Cadeia do Cacau na América Latina: Trabalho Decente, Mitigação e Adaptação Climática”

O cacau e o chocolate serão temas em debate na COP 27, a Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas, que está sendo realizada no Egito. Nesta terça-feira, dia 15, às 17h30  horas horário do Egito (12h30 horas horário do Brasil), acontece o a mesa redonda “Cadeia do Cacau na América Latina: Trabalho Decente, Mitigação e Adaptação Climática”.

 

O objetivo do debate é conscientizar o mundo de que a produção de cacau na América Latina é, em essência, resultado de trabalho decente, não envolvendo trabalho escravo, e ocorre em um sistema agroflorestal que promove a conservação das florestas e a fixação de carbono.

Também será mostrado na COP 27  que o chocolate produzido com cacau cultivado na América Latina pode ser consumido com a consciência de que, além de sua alta qualidade, também está contribuindo para a preservação do meio ambiente e apoiando agricultores familiares livres do trabalho escravo e infantil.

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Sul da Bahia consolida nova cacauicultura

MIRIAM HERMES, em A Tarde Municípios

 

Berço do cacau em terras baianas, a região sul da Bahia se reinventou para implantar a nova cacauicultura, que vem se consolidando com pesquisas, variedades especiais, diferentes modelos de produção e assistência técnica, bem como modernos sistemas de gestão das propriedades.

Dos 423.256 hectares plantados com cacau na Bahia no ano passado,86,4% estavam nesta região. Em 2021 a produção estadual foi de 137.622 toneladas (ton), com valor de produção de R$R$1.820.110, enquanto que a região sul somou 114.792 ton., com valor de produção de R$1.509.259. Os dados são da Supervisão de Disseminação de Informações do IBGE na  Bahia(SDI-BA), que destaca ainda Ilhéus como o município que concentra a maior produção do estado com 8.674 toneladas de amêndoas no ano passado.

Embora o registro oficial das primeiras mudas seja de 1746, o plantio comercial só aconteceu em 1820. Um século depois já era importante produto de exportação. Nas décadas de 1980/90, a doença conhecida como vassoura de bruxa dizimou as plantações e provocou uma crise sem precedentes na região.

Como resultado de uma batalha de décadas somando forças dos entes públicos com iniciativas privadas, a região Sul volta a mostrar sua força com a cacauicultura, que movimenta a economia local e destaca o trabalho de agricultores e demais elos que formam o segmento. “A nova geração de produtores está reorganizando o setor”, disse o assessor especial da Secretaria de Agricultura da Bahia (Seagri), Thiago Guedes, destacando que muitos são filhos e netos dos antigos cacauicultores que estão inovando e obtendo ótimos resultados. Para ele, que é secretário executivo da Câmara Setorial do Cacau/BA, são fundamentais a introdução de variedades resistentes e de alta produtividade, novas técnicas de cultivo, a disponibilidade de financiamentos e assistência técnica, dentre outras iniciativas que visam requalificar o segmento.

 

Vejam o texto completo em

 

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Utilização de novas tecnologias aumenta produção de cacau na agricultura familiar

No ano de 2018  a TFR Consultoria Agrícola sob a   coordenação do engenheiro  agrônomo   Tales Amauri Ferreira Rocha, diretor da empresa, deu  início ao trabalho de consultoria na propriedade de Antônio Almeida Cardoso,  localizada no município de Mutuípe, na Bahia.

´Seu´ Antônio é um pequeno produtor, que possui 5 hectares de cacau e no ano de 2018 produzia 150 arrobas no total. No começa da intervenção, ele e a Luciene venderam uma moto para conseguir investir na propriedade, e aplicaram o dinheiro na lavoura seguindo as orientações da TFR.

 

Vejam o texto completo em

 

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Tanajura Gin une cacau e dendê em produção artesanal

 

Primeiro gin baiano conquista mercado no Brasil e no Exterior

Primeiro gin totalmente baiano, o Tanajura, produzido na  Ilha Grande de Camamu, no Sul da Bahia, numa fazenda tradicional,  tem na receita dois produtos típicos do Estado, o cacau e o dendê, que se unem em perfeita harmonia, carregando efeitos sensoriais com poder de memória afetiva.

 

O Tanajura  Gin é fruto do empreendedorismo das advogadas Erica Melissa, advogada, formação em Master Destiller pela ESALQ de Piracicaba (SP) e Débora Borges de Souza, com cursos em Lenotre, Barry Callebaut (Irlanda) e uma dedicada pâtisserie do mundo do cacau.

O Tanajura  Gin é produzido em tradicionais alambiques de cobre, que refinam o álcool e retiram metais pesados, gerando um gin de qualidade superior os produtos industrializados.

 

A capacidade de produção atual é de 20 mil garrafas por mês, com previsão de alcançar 100 mil garrafas por mês com a aquisição de novos equipamentos, mas mantendo a mesma tecnologia.

 

Veja o texto completo em

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ANPC conquista apoio de deputados na luta contra medida que altera regras de importação de cacau da Costa do Marfim

A ANPC – Associação Nacional de Produtores de Cacau, conquistou um passo importante para a cacauicultura brasileira. Foi protocolada no Congresso Nacional  o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 330/2022, que visa sustar a Instrução Normativa nº 125, de 23 de março de 2021, da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que atualiza os requisitos fitossanitários para a importação de amêndoas fermentadas e secas de cacau produzidas na Costa do Marfim.

 

O projeto faz parte de uma batalha, capitaneada pela presidente da ANPC, Vanuza Barroso, a qual vem defendendo desde junho do corrente ano, a revogação da IN 125, em relação às normas de vigilância sanitária, utilizadas para a importação do cacau, oriundo da África, em território nacional. “ Hoje recebemos a excelente notícia que o PDL, solicitando a anulação da IN125, foi finalmente protocolado no congresso, por meio do PDL nº 330/2022, de autoria do deputado federal Zé Neto. Isso nos encoraja a dizer que a nossa bandeira definitivamente não é partidária, ela é de uma causa que unifica o Brasil, o cacau brasileiro”, informou Vanuza Barroso.

 

A luta pela revogação da IN125, vem sendo travada de forma intensa pela associação. De junho até hoje o trabalho desenvolvido pela ANPC já levou a demanda para dentro do Ministério da Agricultura, em audiência com o atual ministro Marcos Montes; promoveu debates em veículos de comunicação com foco no cacau (CACAU) ; foi pauta de discussão em reuniões com a Câmara Setorial, SDA, CEPLAC,  movimentos que visam promover a conscientização da classe política e dos produtores de cacau, bem como da sociedade civil e da indústria, diante aos potenciais riscos que a flexibilidade adotada pela  instrução normativa em vigor, podem provocar na produção do cacau brasileiro, visto que o cacau importado da Costa do Marfim, não é mais tratado com a substância brometo de metila – substância que, segundo especialistas é a única que se comprovou eficácia no combate a pragas como Phytophthora megakarya e especialmente a Striga spp.

 

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Política de Inovação vai promover desenvolvimento da cacauicultura brasileira

cacau lindo 1A partir de setembro, entrará em vigor a Portaria Nº 462, que trata da Política de Inovação da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac). A política servirá para  orientar as ações da Comissão na promoção da inovação por meio da geração de tecnologias, produtos, processos e serviços em benefício da cacauicultura brasileira.

O Brasil ocupa hoje o 6º lugar na produção mundial de cacau, segundo a International Cocoa Organization (ICCO). De acordo com o Censo Agropecuário de 2017, há mais de 93 mil estabelecimentos produtores de cacau no país. Eles estão concentrados na Bahia e no Pará, que juntos representam 96% da produção nacional.

O diretor da Ceplac, Waldeck Araújo, explica que a política propiciará a busca por recursos para a pesquisa e inovação do cacau e apresentação de projetos a organismos nacionais e internacionais.

Em 2020, a Ceplac foi reconhecida como Instituição de Ciência e Tecnologia (ICT). Para se tornar uma  ICT plena, conforme o diretor, era necessária a publicação da política de inovação, em cumprimento a uma exigência legal. Com esse arcabouço legal, será possível utilizar a Lei de Inovação, ou Lei do Bem, para, dentre outras coisas, participar de chamadas públicas que promovam, por exemplo, a fabricação de bioinsumos para combater a vassoura-de-bruxa, praga que mais afeta as lavouras de cacau no Brasil.

A Ceplac será responsável por aprimorar os mecanismos institucionais de estímulo à inovação, por meio de programas de fomento e indução específicos, criados e regulamentados por normas, para auxiliar, dar suporte e estimular atividades relacionadas ao desenvolvimento, aperfeiçoamento, gestão e difusão de soluções em agricultura, e sua disponibilização à sociedade.

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Oficina na Bahia promove diálogo sobre trabalho decente e esforços coletivos para superação de desafios na cadeia do cacau

cocoa trab decenteNo dia 20 de julho, a cidade de Ilhéus foi palco da Oficina Bahia Cacau 2030, que teve o intuito de aprofundar o diálogo sobre promoção do trabalho decente e melhoria das condições de vida e trabalho na cadeia, e elaborar um Plano de Ação da Cadeia do Cacau para Promoção do Trabalho Decente. O evento reuniu 39 entidades com grande representatividade nos diversos elos da cadeia produtiva.

 

A oficina é um dos desdobramentos das Diretrizes Estratégicas Cacau 2030, desenvolvidas em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), e parte da jornada de construção coletiva da cadeia que discute o tema desde 2018. A promoção do trabalho decente é agenda prioritária para o CocoaAction, tendo sido definida como tal pela sua governança, desde o início da iniciativa no Brasil.

 

São grandes os desafios relacionados à temática, mas igualmente grandes são as oportunidades de alinhar ações para a cadeia avançar, aprimorar diversos aspectos, conscientizar os diferentes públicos e avançar na promoção do trabalho decente.

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Cacauicultura brasileira vê risco fitossanitário em importações da Costa do Marfim

cacau premiumA cacauicultura brasileira corre risco fitossanitário com a importação de amêndoas fermentadas e secas de cacau da Costa do Marfim. O produto do país africano entra no Brasil sem ser submetido a tratamento com brometo de metila contra pragas e doenças quarentenárias. Além de ameaçar as plantações nacionais da fruta, tal situação tem potencial, em caso de alguma ocorrência adversa, para propagar doenças em outras culturas, como soja, milho, arroz, feijão, cana-de-açúcar, sorgo e milheto.

O alerta é da presidente da Associação Nacional dos Produtores de Cacau (ANPC), Vanuza Barroso, ao defender a rediscussão de Instrução Normativa (IN) nº 125, de 23 de março de 2021, da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A IN 125 eliminou a exigência de tratamento com brometo de metila para ingresso de amêndoas fermentadas e secas de cacau da Costa do Marfim no território brasileiro.

A norma do Mapa de 2021 revogou a IN nº 18, de 28 de abril de 2020. Esta exigia que as amêndoas fermentadas e secas de cacau importadas pelo Brasil da Costa do Marfim fossem tratadas com brometo de metila, na dose de 48g/m3em temperatura ambiente, com 24 horas de exposição ao gás, para o controle das pragasCaryedon serratus, Trogoderma granarium, Mussidia nigrivenella, Phytophthora megakarya e Striga spp.

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