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Cacau tem queda de produção e preço no Sul da Bahia

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As consequências da longa estiagem que atingiu o sul da Bahia entre o segundo semestre de 2015 e o primeiro de 2016 ainda se refletem na produção de cacau.

Segundo analistas de mercado, a queda na produção pode ser ainda maior que a esperada. Na última semana de dezembro, os armazéns receberam pouco mais de 29 mil sacos de cacau, número considerado muito pequeno.

O analista Thomas Hartmann observou que já se esperava um nível baixo da atividade nesse período, mas o tamanho da redução surpreendeu. Em outros estados também foi registrada queda nas entradas de cacau.

Também o preço da arroba teve queda se comparado com o do ano passado. Em janeiro de 2016, ela era comprada por R$ 142. O preço desta quinta-feira era R$ 117.

A nova Ceplac esperada, após 30 anos de crise

 

Juvenal Maynart

juvenalQuando a Ceplac foi criada, a revolução verde se baseava em agrotóxicos, as bibliotecas usavam somente papel, a genômica ainda não existia, computadores só eram vistos no seriado O túnel do tempo, e as redes eram apenas instrumentos de pescadores ou de balanço para um bom descanso. A Bahia tinha uma única universidade e apenas dois doutores em ciências agrárias.

O mundo mudou; a Ceplac, idem. Se o mundo e a nossa instituição mudaram, o que estaria errado para que se justifique uma nova Ceplac? A resposta está no tempo do verbo. Sim, o mundo não mudou – o mundo muda a cada instante, todos os dias. A Ceplac, não. Ela mudou, mas parou de mudar. E isso é um atraso imensurável, na era da Tecnologia da Informação e Comunicação,  mesmo que a última mudança tenha ocorrido há dez dias ou há dez anos.

cacau-13A Ceplac que estamos buscando, em parcerias com o mundo da ciência, inovações e academia hodiernas, terá na Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e na e-agricultura as ferramentas da instantaneidade. Estão aí a GigaSul e a Rede Nacional de Educação e Pesquisa – RNP, do MCTI, para proverem o fazer científico em altíssima velocidade.

Sim, queremos uma ciência viabilizada por meio de redes digitais, a transparência e soluções instantâneas dos editais pautando suas demandas, e extensão por aplicativos. Queremos respostas imediatas, visto que o produtor não tem porquê esperar uma visita “in loco”. O custo tempo nas presenças físicas serão exceções.

A Ceplac tem inserção produtiva nos dois principais biomas de mata e floresta do país – a Mata Atlântica e a Floresta Amazônica. Tanto numa região como noutra, o espaço produtivo será o definidor das necessidades. A roça de cacau cederá lugar a um espaço produtivo, complexo, que tanto produzirá amêndoa quanto chocolate, madeira certificada em casos específicos, ou turismo rural. Com tecnologia e informação em tempo real, surgirá um novo produtor, consciente das potencialidades de seu espaço. Um produtor que perseguirá a sustentabilidade de seu negócio e terá na Ceplac o agente fomentador e o suporte tecnológico de que necessita para gerar riquezas.

O Brasil possui uma vasta legislação que busca zero trabalho escravo e uma legislação trabalhista (CLT) que garante ao trabalhador o respeito aos seus direitos. Tem uma indústria consolidada. Uma rede de educação ampliada e inclusiva – hoje, um índio concluindo o curso de Medicina não choca, estimula.

Não podemos pensar em criar e incentivar apenas produtores de commodity cacau. Podemos, devemos e seremos dominadores de toda cadeia produtiva. Em rede, com informação, inovação e tecnologia. Teremos chocolateiros e muito mais. O PCTSul (Parque Científico e Tecnológico do Sul-baiano) será estímulo ao empreendedorismo local. Afinal, segundo Schumpeter, “o capitalismo – para vingar – só precisa de crédito e empreendedorismo”.

Para encerrar, fragmento de Tabacaria, do mestre Fernando Pessoa:

Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folhas de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.

Juvenal Maynart é diretor-geral da Ceplac.

Painel na parede externa do Edifício  Cidade de Ilhéus, na Avenida Estados Unidos, Cidade Baixa, Salvador, mostra os Maias tratando o cacau e o chocolate como divindades gastronômicas. O tempo veio comprovar que eles estavam certos em sua adoração pelos frutos de ouro e pelo chocolate, atualmente duas das principais delícias do Sul da Bahia.
Painel na parede externa do Edifício Cidade de Ilhéus, na Avenida Estados Unidos, Cidade Baixa, Salvador, mostra
os Maias tratando o cacau e o chocolate como divindades gastronômicas.
O tempo veio comprovar que eles estavam certos em sua adoração pelos frutos de ouro e pelo chocolate, atualmente duas das principais delícias do Sul da Bahia.

Fruto de ouro?

Cacau é vendido à R$ 11,86 a unidade num hipermercado no Jardim Armação, em Salvador. Pra quem já foi chamado de `fruto de ouro`, faz sentido...

Cacau é vendido à R$ 11,86 a unidade num hipermercado no Jardim Armação, em Salvador. Pra quem já foi chamado de `fruto de ouro`, faz sentido…

Na França, Rui diz que Bahia quer ser referência no Brasil para produção de chocolates finos

franca-2O governador Rui Costa chegou nesta quarta-feira (26), em Paris. Seu primeiro compromisso foi um almoço com empresários da cadeia do cacau e do chocolate do Brasil que estão na capital francesa para participar do 22º Salon du Chocolat, maior evento do mundial do setor. Durante a reunião foram discutidas ações relacionadas ao desenvolvimento da cadeia. Em seguida, o governador Rui Costa participou de um encontro com representantes dos trades turísticos baiano e francês, na Embaixada do Brasil na França.

No encontro com os empresários da cadeia do cacau e do chocolate, Rui reforçou que é preciso agregar mais valor ao produto feito tanto por grandes cacauicultores como por agricultores familiares.

Presente ao evento, o coordenador do Stand da Bahia no Salon du Chocolat, o produtor de cacau e chocolate Marco Lessa, classificou o encontro como muito produtivo. “Foram discutidos pontos que consideramos estratégicos e fundamentais para atingirmos metas importantes até 2020. Entre esses pontos estão o investimento em tecnologia e a divulgação do nosso produto que vão contribuir para o desenvolvimento do cacau e chocolate de origem da Bahia conquistar o mundo”, afirmou Lessa.

Turismo e chocolate

franca-3Na Embaixada brasileira, que vem dando suporte às ações do Governo da Bahia na França, o enfoque foi a divulgação do Destino Bahia, com destaque para a Costa do Cacau. Durante o evento, o governador concedeu uma entrevista à Rádio França Internacional (RFI). Os temas abordados foram os setores cacau e turismo, principais destaques da viagem de Rui.

Ele ressaltou que na Bahia, turismo e chocolate formam um casamento perfeito. “Falar de cacau na Bahia é falar da história, do processo de desenvolvimento e urbanização da região sul do nosso estado. Estamos aqui para apoiar esse produto tão importante para a economia baiana que já sustentou o estado e hoje se recupera. Nossa meta é verticalizar a cadeia produtiva do cacau, com produção de chocolate fino”, disse à emissora francesa.

franca-4Antes do encontro de Rui com o trade, o Governo do Estado promoveu, na Embaixada, uma capacitação para cerca de 40 operadoras francesas sobre as atrações do turismo na Bahia, em especial da Costa do Cacau. O objetivo é atrair um público cada vez maior de franceses que já formam um dos principais grupos turistas a visitar todos os anos o estado.

Na rota do cacau

O secretário estadual de Turismo, José Alves, que faz parte da comitiva do governador, disse que um evento voltado à cadeia do chocolate é uma grande oportunidade para divulgar o estado e atrair visitantes franceses.

“O Salon du Chocolat é uma porta de entrada para nós divulgarmos a Costa do Cacau. Temos famílias que produzem amêndoas selecionadas, de alta qualidade. A cada colheita o produto vem ganhando mais qualidade. Isso é importante porque vai gerar um chocolate melhor ainda”, disse o secretário.

Ele destacou que, além do chocolate, a Costa do Cacau dispõe de belas praias e da cultura divulgada na França pelo escritor Jorge Amado. “Na rota do cacau que passa por diversos municípios o turista pode visitar antigas fazendas, degustar e comprar o chocolate. Estamos divulgando esse roteiro e todo o estado, que é pródigo em belezas naturais”.

 

Ouça a entrevista de Rui à Radio França Internacional

Rui viaja à França em busca de novos investimentos para setores do cacau e do turismo no Sul da Bahia

Buscando atrair novos projetos e investimentos para o Estado, o governador Rui Costa viaja nesta semana para a França, onde vai se reunir com empresários da indústria do chocolate e da área do turismo. Um dos compromissos de Rui será uma visita ao Salon du Chocolat Paris, principal evento mundial do setor, que vai reunir 500 expositores da França e de outros países.

ruio-cacau-2O governador chegará à capital francesa na quarta-feira (26) quando se reunirá com empresários do chocolate da Bahia e do exterior para discutir ações voltadas para o setor. Ainda neste mesmo dia, Rui Costa estará na Embaixada do Brasil para participar do evento Divulgação Bahia Destino – Rota do Cacau.

Na quinta-feira (27), o governador se encontra com dirigentes da Egis Group, um grupo internacional de consultoria, engenharia, estruturação de projetos e serviços de operação. Na pauta, está a viabilidade técnico-econômico e ambiental de linhas de teleféricos que funcionarão como ligação entre as estações de Metrô de Salvador e bairros situados nas suas proximidades.

Fazem parte da comitiva do governador o secretário de Turismo, José Alves, o diretor de Promoção Nacional e Internacional da Bahiatursa, Celso Cotrim, e o chefe de gabinete da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Jeandro Ribeiro.

Salão do Chocolate
1O Salon du Chocolat Paris está na programação de sexta-feira (28), último dia da agenda do governador na França. O Salon du Chocolat está na sua 22ª edição e será realizado entre os dias 28 de outubro e 1º de novembro, em uma área de 20 mil metros quadrados do centro de exposições de Porte de Varsailles. Entre os expositores franceses e estrangeiros estão chocolatiers, chefes pasticeiros e países produtores de cacau, junto com os maiores cozinheiros, confeiteiros, designers e especialistas.

Rui participa do evento a convite dos expositores brasileiros. Trata-se de uma oportunidade para que a Bahia, principal referência para a produção de cacau do Brasil, possa apresentar todo seu potencial para fabricação de produtos da cadeia do chocolate e outros derivados da planta. Em 2012, Salvador sediou uma edição do evento que é promovido em diferentes países e continentes.

Salon du Chocolat Paris é o mais importante entre as demais edições do evento realizadas em outros países, pela tradição francesa em relação à fabricação e consumo de chocolate e por ter sido o local inicial de criação do salão. O evento procura estabelecer a ligação entre as diferentes partes que compõem a cadeia produtiva do cacau ao chocolate.

Revitalização do cacau

rui-cacau-1Depois de anos de crise e incertezas, a cultura do cacau na Bahia vem encontrando novos caminhos, com destaque para o cultivo orgânico e a produção de chocolates finos.  A recuperação do setor é resultado de anos de trabalho dos produtores que contaram com apoio do Governo do Estado, através de ações como a busca por mudas mais resistentes a pragas, desenvolvidas pelo Instituto Biofábrica, gerido pelo Estado e instalado na região sul.

Atualmente, a Bahia é o mais importante produtor nacional de cacau, com grande potencial para exportação. O estado vive momento de retomada da produção e investe cada vez mais em qualidade das amêndoas, matéria-prima que tem atraído chocolateiros da Europa. No segundo semestre de 2015, a Bahia quebrou jejum de 20 anos sem exportar, com envio de 6,4 mil toneladas de amêndoas de cacau, avaliadas em R$ 19,4 milhões, para a Europa, o que deu novo ânimo aos cacauicultores do estado. O Brasil possui 490 mil hectares cultivados com cacaueiros em diferentes regiões, e três principais zonas distintas de produção dos biomas Amazônia e Mata Atlântica, sendo um deles o sul da Bahia.

 

A Bahia, além de ser o maior produtor nacional, dispõe de condições para o fornecimento de cacau de alta qualidade, inclusive para o mercado voltado a produção de chocolates gourmet. A região produtora, Ilhéus e Itabuna, possui três empresas:  Olam, Cargill e Barry Callebault, com capacidade de 250.000 toneladas, produzindo Liquor, Torta e Manteiga, operando em sua plenitude. Já existem mais de 40 empresas produtoras de chocolate que dão ênfase a um mercado de chocolate com maior teor de cacau, segmento que vem crescendo gradativamente.

O Brasil já vende cacau fino para Europa, Estados Unidos, Japão e no mercado interno. Fazendeiros chegam a vender 97% da sua produção como cacau fino a preços especiais. Destaca-se também que indústrias de chocolates renomadas no Brasil e do Japão lançaram marcas de chocolates exclusivas com cacau brasileiro. No caso do Japão, que prioriza o apelo ambiental, uma grande empresa lançou uma linha de chocolate exclusiva com o cacau do Brasil, chamada “ecochoco”.

No mercado brasileiro, indústrias que importavam “cacau de origem” para confecção de chocolates finos, criaram uma linha de produção exclusiva com cacau brasileiro, chamada “chocolate pratigi” e “chocolate serra do conduru”. Na Europa, o cacau brasileiro já entrou na linha de produção de empresas renomadas.

Rota turística do cacau

No sul do estado, principalmente em Ilhéus, estão concentradas as maiores plantações de cacau do país. Muitas das grandes fazendas permitem visitas guiadas, nas quais todo o ciclo do fruto é apresentado ao turista. Conhecido como Rota do Cacau, o tour mostra todo o processo de plantação, coleta e transformação do fruto. No final, é claro, o turista pode degustar os mais variados alimentos derivados do cacau, desde sucos até chocolates caseiros.

Cidades históricas, como Ilhéus, pontuam este roteiro e oferecem, além de ótimos serviços, atrativos que contam a saga da capitania, do cacau, da religiosidade popular, de seu rico folclore e os recantos descritos pelo seu mais ilustre escritor, Jorge Amado, criador de Gabriela.

Quebra na safra da Bahia faz disparar a importação de cacau

cacau estioagenm 1(do Valor Econômico) – A falta de chuvas que se prolonga há nove meses no Nordeste já compromete mais uma safra de cacau na Bahia e tem levado a indústria processadora a aumentar as aquisições da matéria-prima no mercado internacional. Desde o início de 2016 até maio, as indústrias compraram no exterior – sobretudo de Gana, na África – mais de três vezes a quantidade de cacau importada em todo o ano passado, depois da quebra da safra principal de 2015/16 e do atraso na colheita do cacau temporão (do ciclo 2016/17) no Estado.

As processadoras receberam, até maio, 37 mil toneladas de cacau de fora do país, 3,5 vezes mais que todo o volume importado em 2015, de 11 mil toneladas, conforme levantamento feito pelo Valor no Agrostat, sistema de estatísticas do Ministério da Agricultura. Essas importações custaram US$ 116,9 milhões, 3,3 vezes mais que no mesmo período de 2015. No ano passado, as importações ocorreram apenas entre janeiro e maio, já que a safra abasteceu a demanda industrial no restante do ano.

O mesmo não deve se repetir neste ano. O estresse hídrico provocado pela seca na Bahia não apenas tem comprometido a produtividade das plantações como já matou uma parcela das árvores no Estado. Nos cálculos de Thomas Hartmann, diretor da TH Consultoria, de Salvador, os produtores baianos devem colher 42 mil toneladas de cacau temporão. Isso representa uma queda de 56% ante a última safra temporã no Estado, que somou 96 mil toneladas.

E essa produção escassa, cuja colheita já deveria ter começado em maio, só deve começar a chegar às portas das indústrias entre julho e agosto. Desde o início oficial da safra 2016/17, em maio, até 12 de junho, o volume de cacau da Bahia entregue às indústrias foi de 12,3 mil toneladas, 60% a menos que em igual período da safra passada.

Como se não bastasse a quantidade menor, a qualidade do cacau baiano também está pior. “O tamanho das amêndoas diminui na seca porque os frutos não se desenvolvem sem a umidade suficiente”, afirma Hartmann.

Vice-líder na produção nacional de cacau, o Pará não deve sofrer uma quebra de safra na mesma proporção, já que a região produtora do Estado começou a receber chuvas mais cedo que na Bahia. Porém, a TH Consultoria levantou que os “outros Estados” – categoria que exclui a Bahia e inclui o Pará — entregaram 78% menos cacau às indústrias desde o início nas seis primeiras semanas desta safra, totalizando 2,9 mil toneladas.

Para agravar o aperto entre oferta e demanda, a indústria estima que vai consumir um volume maior de cacau neste ano, mais uma vez apostando na demanda do mercado externo.

Eduardo Bastos, diretor executivo da Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC), acredita que serão moídas neste ano 230 mil toneladas da amêndoa no país, 4,8% mais do que no ano passado, quando foram processadas 219,332 mil toneladas de cacau. Com uma capacidade instalada de 250 mil toneladas, as indústrias operaram no ano passado com uma utilização de 88%.

Segundo Bastos, o aumento só será possível por causa da demanda internacional, que no ano passado absorveu cerca de 20% dos cerca de US$ 1 bilhão que a indústria gerou de derivados, como manteiga de cacau, além de líquor, pó e torta de cacau. “Este ano tende a crescer a fatia do mercado externo pela demanda em volume e pelo preço [dos derivados de cacau] em dólar, que está muito bom”, afirmou o diretor da AIPC.

De fato, as exportações de derivados de cacau já têm crescido neste ano. De janeiro a maio, os embarques de cacau em pó, manteiga e pasta de cacau já renderam US$ 150,4 milhões. Esse faturamento já supera o relativo aos embarques do mesmo período do ano passado e a receita necessária para as importações da matéria-prima, gerando um saldo de US$ 33 milhões da balança comercial do setor até o momento.

Para aumentar as importações de cacau, porém, a indústria está buscando outras origens além de Gana, que hoje é principal fornecedora da amêndoa do país. Segundo Bastos, a AIPC tem negociado com o governo a possibilidade de retirada do embargo criado há quatro anos que proibiu a importação do produto da Costa do Marfim. “Estamos trabalhando para reabrir este ano. Estamos conversando com o Ministério da Agricultura, a embaixada, o Itamaraty e os próprios produtores”, atestou.

 

Produção deve ser 21% menor, diz Ceplac

cacau estiagem 3A falta de chuvas deve fustigar mais severamente a produção de cacau da Bahia nesta safra 2016/17, iniciada em maio. Após fechar o ciclo passado com uma colheita 7% menor que na temporada anterior, os produtores baianos devem amargar uma quebra de safra ainda maior, de 21%, o que significará uma produção em torno de 115 mil toneladas, segundo Manfred Müller, coordenador técnico da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac).

Essa é a terceira estimativa da Ceplac para a colheita baiana desta safra. A comissão previa inicialmente uma produção de 158 mil toneladas de cacau no Estado, e depois revisou sua estimativa para 153 mil toneladas. O cálculo abrange a safra temporã, de maio a setembro, e a principal, de outubro a abril. Pelo cálculo da Ceplac, o Estado produziu no último ciclo 146 mil toneladas de cacau.

A maior parte da colheita é concentrada entre outubro e abril. Atualmente, os frutos que serão colhidos nessa época estão na fase chamada de bilração, em que a flor do cacaueiro se transforma no princípio do fruto.

Essa é uma etapa extremamente sensível aos níveis de umidade, que determinam a formação dos frutos. “Se não chover agora, vamos perder a safra inteira”, diz Pedro Spinola, dono de uma fazenda de cacau a 30 quilômetros de Ilhéus. Os frutos já começaram a amarelar em algumas regiões, afirma o produtor.

Segundo Müller, mesmo que essa etapa se desenvolva melhor do que a bilração anterior, “a produção não será igual à do ano passado”. Além da perda de produtividade, a estiagem matou 13% dos cacaueiros do Estado, conforme o último levantamento da Ceplac.

Com essa perspectiva mais pessimista, a safra da Bahia fica menos distante da safra do Pará, segundo maior produtor nacional da amêndoa. Para a Ceplac, o Estado colherá neste ciclo entre 105 mil toneladas e 120 mil toneladas. (Valor Econômico)

O fruto que já foi de ouro, agora brilha em forma de chocolate do Sul da Bahia.  A eterna magia do cacau.

O fruto que já foi de ouro, agora brilha em forma de chocolate do Sul da Bahia.
A eterna magia do cacau.

Cacau vira `droga estimulante` em festas eletrônicas

 

Pieces of dark chocolate close-up in cocoa powder.

O cacau é a nova droga recreativa da vez. De acordo com o site de notícias americano Ozy, a substância tem sido usada em festas eletrônicas onde o consumo de bebidas alcoólicas não é permitido, como a Lucid, realizada mensalmente em Berlim, na Alemanha. Os  usuários afirmam que  a ingestão de cacau – na forma de pílula, bebida e até mesmo via nasal – excita o cérebro e provoca sensação de energia e disposição.

Na Lucid, o cacau amargo balinês é servido em bebidas misturadas com mel, xarope de agave e canela. Já a Morning Gloryville, uma empresa que organiza festas nos Estados Unidos e na Europa, abastece seus bares com bebidas à base de cacau e com a substância em cápsulas.

Uma das formas de consumir o cacau é via nasal. O produto em pó pode ser encontrado na loja do belga Dominique Persoone, que inventou um dispositivo que ajuda a “inalar” o alimento, além de ter criado uma mistura inédita da substância com menta e gengibre.

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Helenilson Chaves prevê fim do ciclo do cacau e diz que : Sul da Bahia “é terra de herdeiros inglórios”

helenilsonA produção de cacau no sul da Bahia corre o risco de desaparecer em até 50 anos, afirma o presidente do Grupo Chaves, Helenilson Chaves, em entrevista ao Jornal Agora deste final de semana.

Helenilson analisa a política e a economia locais e afirma que regiões como o oeste da Bahia adotaram tecnologia para a produção de cacau, enquanto o sul-baiano ainda permanece no velho facão. “Essa é uma terra de herdeiros inglórios”, diz.

Abaixo, alguns trechos da entrevista em que são abordados temas como Emasa, política grapiúna e eleições, além do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

CACAU E TECNOLOGIA
Essa região poderá desaparecer em 50 anos, porque não vai haver cacau. Não podemos continuar com o nosso velho “facão”. Enquanto nós paramos no tempo, o oeste da Bahia está trabalhando com plantações de cacau irrigadas, tecnologia nova.

“JUVENAL FEZ BRILHANTE TRABALHO”

Acredito que o grande pensador desse assunto “Ceplac” foi o ex-superintendente regional Juvenal Maynart. Fez um brilhante trabalho. Deu protagonismo à Ceplac com discussões importantes como a política do preço mínimo e sobre a conservação produtiva. Também defendeu a doação de um terreno para a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) e convênio que permitisse cursos de pós-graduação na área de ciências agrárias e botânica.

ÁGUA: CRISE E SOLUÇÃO
Itabuna tem muitos empresários com condições financeiras de se unir em sociedade para criar um fundo e gerenciar esse projeto da Barragem [do Rio Colônia], com a atuação, inclusive, de um Conselho de Fiscalização, mas a proposta é criar uma empresa da região. Agora estão fazendo a experiência, só pode ser experiência (disse em risos), para saber o volume que podemos beber de água salgada!

POLÍTICA E ELEIÇÕES 2016
Nós somos divorciados da política. Nossa capacidade política está exaurida. Nós até elegemos pessoas honradas interiormente, mas infelizmente não sabem administrar. Precisamos de lideranças mais novas.

SHOPPING
Nosso povo não tem união para alcançar metas. Um exemplo disso foi quando construímos o shopping, surgiram várias pessoas dizendo que não daria certo, que provocaria o fechamento de lojas no comércio, mas ainda hoje provamos o contrário. Há espaço para todos! (do Pimenta na Muqueca)

 

Governador presenteia chineses com o chocolate do Sul da Bahia

Durante encontro com empresários chineses, onde atrai negócios para a Bahia como a construção do Porto Sul e da Ferrovia Oeste Leste, o governador Rui Costa distribuiu chocolates do Sul da Bahia e falou sobre o cacau produzido na região.

Veja:

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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