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Posts Tagged ‘cacau’

Governo do Estado e Ministério Público discutem combate ao trabalho escravo na cadeia do cacau

Discutir os avanços e desafios na promoção da Agenda do Trabalho Decente na Bahia e o combate ao trabalho análogo ao escravo na cadeia do cacau foram o tema de uma reunião realizada na terça-feira (29), em Salvador, entre a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia (SJDHDS), Secretaria do Trabalho, Emprego e Renda (Setre), Casa Civil, Ministério Público do Trabalho (MPT-BA) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

O objetivo do encontro foi pensar em estratégias de atuação dos órgãos competentes para a erradicação do trabalho infantil e do trabalho análogo ao de escravo, especialmente na cadeia produtiva do cacau no Sul da Bahia. Participaram os secretários da SJDHDS, Carlos Martins; da Casa Civil, Bruno Dauster, e o procurador chefe do MPT-BA, Luis Carneiro.

De acordo com a OIT e o MPT-BA, a Bahia é responsável por 45% da produção cacaueira no Brasil e 90% do processamento do cacau no país. Casos de trabalho infantil e trabalho análogo ao escravo ainda são encontrados nos locais de produção do sul da Bahia.

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Cacau fino do Sul da Bahia e do Pará concorrem a prêmio na França

cacau frança

Duas amostras de cacau produzido no Brasil, uma da Bahia e outra do Pará, estão entre as 50 finalistas do Programa Cacau de Excelência (CoEx 2019), que premia as melhoras amêndoas entre os países produtores de cacau do mundo.A premiação será nesta quarta-feira (30), durante o Salão do Chocolate, em Paris, na França. O evento será realizado até o próximo dia 3.

O representante baiano é o produtor João Dias Tavares, que é dono de uma fazenda em Uruçuca e já viveu a experiência de ganhar, por mais de uma vez, o prêmio pela produção de cacau fino.Há 10 anos, Tavares foi o primeiro produtor de cacau brasileiro a receber o prêmio pela qualidade das amêndoas. A representante paraense é a produtora Elcy Gutzeit, da Fazenda Panorama, que também produz o chocolate premium Gutzeit.

Elcy Gutzeit, da Fazenda Panorama

Elcy Gutzeit, da Fazenda Panorama

João Tavares é um craque no campo quando o assunto é produção de amêndoas de alta qualidade. Ele é o ganhador em duas edições da CoEx, por dois anos consecutivos, em 2010 e 2011. João Tavares é dono da Fazenda Leolinda, de cerca 700 hectares, no município de Uruçuca, no sul da Bahia.

João Tavares ao lado do empresário belga Pierre Marcolini

João Tavares ao lado do empresário belga Pierre Marcolini

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Agricultura familiar da Bahia mostra qualidade de produtos no Mesa São Paulo

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A agricultura familiar da Bahia mais uma vez marca presença no Mesa São Paulo, o evento de gastronomia mais importante da América Latina, com produtos derivados de licuri, umbu, maracujá do mato, castanha, nibs de chocolate e café, que serão apresentados por cooperativas baianas de 24 a 27 de outubro, no Memorial da América Latina, na capital paulista.

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A ação é uma iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), no âmbito do projeto Bahia Produtiva, que conta com empréstimo do Banco Mundial, visando promover mais espaços de comercialização dos seus produtos das cooperativas.

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Neste ano, o Mesa será uma plataforma de lançamento do Terra Madre 2020, que será realizado em junho, em Salvador, pelo Slow Food Brasil, em parceria com a CAR. O evento, que reúne comunidades do alimento, de acadêmicos, cozinheiros e toda a comunidade do Slow Food, acontece a cada dois anos na Itália e terá uma edição especial voltada unicamente para o Brasil.

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A Revolução Grapiuna

cacau (3)Daniel Thame

 

Adaptação livre de “A Revolução dos Bichos”, de George Orwell

 

 

Narrador

Era uma vez uma fazenda de cacau perdida nos confins do Sul da Bahia. Início de noite, após um dia estafante de trabalho na colheita. Nas casas dos trabalhadores, silêncio, cansaço, a refeição a base de farinha e feijão ralo. A criança que chora de fome. Apanha e chora mais.

Enquanto isso, na sede da fazenda, luzes acesas. O som é de alegria, o cheiro é de comida variada e farta. Ouvem-se risos.

Voltemos às casas dos trabalhadores. Sob a luz quase morta do lampião, eles ouvem atentos as palavras do velho João, corpo maltratado pelo trabalho pesado, 50 anos, aparência de muito mais.

 

João:

-Noite dessas sonhei que a fazenda era nossa. Que o patrão explorador foi expulso daqui. Na nossa fazenda todo mundo era igual, a produção dividida, a moradia decente, a comida suficiente pra matar a fome, as crianças na escola. Sei que não vou viver pra ver isso, mas meu sonho será realizado um dia.

 

Tonho:

-João abestalhou-se. Onde já se viu! Pobre nasceu mesmo é pra trabalhar feito escravo, enricar o patrão e morrer de doença…

 

Manoel:

-Que é isso, Tonho? Já pensou se a gente é dono disso tudo aqui? O patrão é rico, mas nós se junta e fica mais forte do que ele.

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Revitalizar a Ceplac é investir na cacauicultura do Sul da Bahia

Davidson Magalhães

davidson magalhaesA cada dia mais se comprova como este desgoverno federal não dispõe de nenhum projeto de desenvolvimento para o país, ao contrário.

Uma grande ameaça agora ronda o futuro da cacauicultura brasileira. Em sua clara intenção destrutiva da pesquisa e da ciência no país, Bolsonaro decidiu atacar a Ceplac – Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira, instituição imprescindível para o crescimento da cacauicultura no sul da Bahia.

Vejam só: o Ministério da Agricultura determinou a transferência de 611 funcionários da instituição para a Secretaria de Defesa Agropecuária.  Considerando que há 32 anos a Ceplac não promove concurso de admissão e que o seu quadro atual é insuficiente, esta decisão certamente provocará um vazio funcional capaz de levá-la à extinção.

Não vamos permitir que mais uma aberração oriunda do desgoverno federal siga em curso incólume.  É preciso alertar e convocar a sociedade, as lideranças políticas de todos os matizes partidários e os produtores de cacau, para esta união em defesa da Ceplac.

Os funcionários e pesquisadores já divulgaram documento de repúdio total à tramóia federal de minar suas ações, transferindo seus funcionários para outro órgão.

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Debate sobre o cacau e a manutenção da Ceplac ganha força no Senado

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A Audiência Pública realizada nesta terça-feira, 15, no Senado Federal, em Brasília, contou com as presenças de prefeitos do sul da Bahia, além de deputados baianos, senadores de vários estados produtores de cacau e técnicos da Comissão Executiva da Lavoura Cacaueira (Ceplac), que destacaram a importância do órgão para as atividades de pesquisa e extensão, além da necessidade de investimentos científico, técnico e financeiro na lavoura.

sen 2O presidente do Consórcio Intermunicipal da APA do Pratigi – Ciapra e prefeito de Igrapiúna, Leandro Ramos, destacou que o debate foi muito importante para mostrar a força da cultura na região, que está presente em mais de 100 municípios da Bahia. Dessa forma, o prefeito Leonardo Barbosa (Leo de Neco), de Gandu, ressaltou “a importância dessa articulação política, imbuída com os técnicos da Ceplac para juntos unir esforços, para que fortaleça a economia cacaueira”.

O Senador Acir Gurgacz (RO), relator da PL 4.107/2019, que institui a Política Nacional de Incentivo à produção de Cacau de Qualidade, destacou que a Ceplac é necessária para que manter e aumentar a produção de cacau no Brasil. “Eu não vejo como o Brasil ficar sem a Ceplac, pois é fundamental para o futuro do cacau no país”, declarou o parlamentar, que aceitou o convite da comitiva baiana, de visitar a Ceplac no Sul da Bahia, e se comprometeu em solicitar junto a Ministra da Agricultura, uma audiência pública na região, visando ampliar as discussões.

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Audiência em Brasília discute a política nacional do cacau e o papel da Ceplac

ceplacO presidente da Associação dos Municípios da Região Cacaueira – Amurc, Aurelino Cunha, juntamente com deputados e senadores baianos, representantes do Sul da Bahia e de outros estados produtores de cacau, participam de uma Audiência Pública do Cacau nesta terça-feira (15), no Senado Federal, para defender o decreto que cria a Política Nacional do Cacau, com base no projeto de lei PL 4.107/2019, de autoria do senador Ângelo Coronel.

Além disso, serão apresentadas as 10 medidas sugestivas para o desenvolvimento da região e proteção da cacauicultura em relação as doenças. A proposta foi entregue no início do mês à Ministra da Agricultura, Teresa Cristina, e destaca a necessidade de investimentos científico, técnico e financeiro da lavoura do cacau, com fomento financeiro aos cacauicultores, que resulte no aumento significativo da produção por hectare, com a possibilidade de 250 arrobas por hectare.

O encontro acontece a partir das 9h, no Plenário 7, Ala Alexandre Costa, Anexo II, no Senado Federal.

IG Sul da Bahia lança nova edição de cartilhas para estimular produção de cacau de qualidade

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O IG Sul da Bahia está lançando nova edição das três cartilhas técnicas que serão distribuídas aos produtores, visando a melhoria da qualidade e o fortalecimento de toda a cadeia produtiva o cacau, contribuindo para a expansão da economia e geração de emprego de renda na região.

As três cartilhas são compostas de Manual da IG Sul da Bahia, com todas as explicações, os conceitos e regras para acesso ao Selo de Indicação Geográfica Sul da Bahia; Manual de Beneficiamento do Cacau de Qualidade Superior, com orientações passo a passo para a produção de amêndoas com padrão IG Sul da Bahia; e Manual de Qualidade da IG Sul da Bahia, com explicações sobre conceitos e testes para avaliação da qualidade do cacau e padrões aceitos no Brasil e no mundo.

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Selo garante rastreabilidade e qualidade do cacauProduzidas com o apoio do Sebrae, com investimentos de R$ 30 mil, foram impressas 3.500 cartilhas que serão distribuídas a produtores de toda a região, incluindo cooperativas e associações de agricultores familiares, responsáveis por grande parcela da produção de cacau no Sul da Bahia. O material foi elaborado em parceria com o Istituto Arapyau e o Centro de Inovação do Cacau, tendo como autores Cristiano Sant’Ana(ACSB) e Adriana Reis (CIC).
“No início do nosso trabalho vimos a necessidade de informar o produtor de forma rápida e eficaz, optamos por cartilhas técnicas, e hoje já temos muitos produtores que utilizam desse material para dar seus primeiros passos rumo à excelência na produção de cacau, o que é de grande importância para a região, com a IG auxiliando na difusão de tecnologias”, afirma  Cristiano Sant’Ana, diretor executivo da Indicação Geográfica-IG Sul da Bahia

cacau ceplacQualidade das amêndoas agrega valor ao cacau do Sul da BahiaA IG Sul da Bahia tem como meta promover a difusão de tecnologia para os produtores e vê nas cartilhas técnicas uma forma eficaz e qualificada de propagar a informação para todos os produtores da Bahia. Nesse sentido as cartilhas estão disponíveis em formato digital gratuitamente no site www.cacausulbahia.org na aba serviços/publicações.

A Associação Cacau Sul Bahia é uma federação formada por 16 instituições representativas com um total de 3060 associados e é atualmente a mais abrangente associação da cadeia do cacau e chocolate no Sul da Bahia.

FAEB questiona reportagem sobre trabalho infantil na produção de cacau no Sul da Bahia

 

 

 

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A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (FAEB) emitiu nota negando a existência de trabalho infantil na produção de cacau no Sul do Estado. O assunto foi tema de reportagem da Rede Record. De acordo com a nota “qualquer problema pontual não representa a maioria absoluta dos produtores rurais, que cumprem todas as normas determinadas, sendo responsáveis pela geração de emprego e renda e movimentando a economia da Bahia”.

 

Ainda de acordo com a FAEB, “os exemplos citados na reportagem não correspondem com à realidade vivida hoje no campo, de uma agropecuária moderna, produtiva e sustentável”.

 

VEJA A NOTA NA ÍNTEGRA
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O caminho se chama Chocolate…

Nelson Leal ressalta importância da cadeia produtiva do cacau para economia baiana

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A importância da lavoura cacaueira da região Sul para a economia baiana e na consolidação da indústria no Estado foi destacada pelo presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), deputado Nelson Leal (PP), na manhã desta terça-feira (03). Evento aconteceu na Sala das Comissões Luís Cabral, lotada de prefeitos da região, produtores do fruto, parlamentares, representantes de entidades de classe, como a Ceplac e Câmara Setorial, e de sindicatos de trabalhadores rurais.

cacauO chefe do Legislativo estadual foi um dos palestrantes da Audiência Pública “Cacauicultura Baiana – a Cadeia Produtiva do Cacau”, promovida pela Comissão de Agricultura e Políticas Rurais da Alba, presidida pela deputada Jusmari Oliveira (PSD), em parceria com a Federação de Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia.

“O cacau já foi o principal produto de exportação da Bahia. A força da nossa indústria muito se deve à cultura do cacau. É uma alegria imensa para Casa debater tema tão importante para a economia do Estado. Quero me congratular com a Comissão de Agricultura pelo belo trabalho desenvolvido pelos deputados Jusmari Oliveira (presidente) e Sandro Régis (vice). Tenho certeza que a lavoura cacaueira voltará a ter a pujança que já teve, a partir do esforço dos produtores e o uso das novas tecnologias”, apostou, o presidente da Casa.

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Bom para o corpo, bom para o planeta

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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