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Afrofuturismo: lideranças de Brasil, Angola, Cabo Verde e Moçambique debatem ecossistemas de inovação

banco_vdd fotos (18)A terceira edição do Festival Afrofuturismo acontecerá nos dias 29 e 30 de janeiro e pela primeira vez será 100% on-line. O evento discute tecnologia, inovação, empreendedorismo, arte e cultura na comunidade africana e afro-brasileira, como o Painel Startups: África e Diáspora – Demo Day, que abordará os ecossistemas de Angola, Brasil, Cabo Verde e Moçambique. O festival é apresentado pela Qintess, fornecedora de soluções de tecnologia reconhecida como uma das 100 empresas mais inovadoras do País, e a Vale do Dendê, centro de inovação para as periferias de Salvador. Fruto de duas edições do evento “Ocupação Afro.Futurista”, realizados em 2017 e 2018 pela organização Vale do Dendê em parceira com o Instituto Mídia Étnica na Estação da Lapa – maior estação de ônibus e metrô do Norte-Nordeste, onde passam aproximadamente 500 mil pessoas, o festival de tecnologia visa popularizar temas como cultura digital e inovação com apresentação da Qintess.

 

O festival trará lideranças, criadores e artistas de diferentes países da África e brasileiros para discutirem sobre o afrofuturismo nas artes, suas estéticas e as novas narrativas que estão surgindo globalmente. “Faremos uma rodada de conversas para discutir formas sobre como utilizar a tecnologia para integrar as comunidades africana e afro-brasileira”, revela o ganês Nana Baffour, que atualmente é Chairman, CEO & Chief Culture Officer da Qintess, uma das 10 maiores empresas de tecnologia do Brasil. Read the rest of this entry »

Desde 1996 não se come tão pouca carne no Brasil

carnePublicado originalmente na Rede Brasil AtualO consumo de carne bovina no Brasil sofreu uma queda histórica em 2020, com a elevação do preço da carne e a dificuldade de se ter renda durante a crise sanitária de covid-19. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que, no ano passado, o consumo da proteína animal foi de 29,3 quilos por habitante. O menor patamar em 25 anos, desde 1996, quando a série histórica teve início.

O consumo de 2020, segundo os dados, representa ainda uma queda de 5% em relação a 2019, quando 30,7 quilos de carne bovina foram consumidos pelos brasileiros. Naquele ano, o patamar já havia recuado 9% em relação ao ano anterior.

De acordo com o diretor técnico do Dieese, Fausto Augusto Júnior, a queda no consumo está relacionada à alta no preço da carne bovina. Na cidade de São Paulo, por exemplo, o valor da proteína chegou a subir 25% em 2020, segundo a entidade. E até 30% em regiões mais pobres, como o Nordeste. O que não acompanhou a perda de renda da população brasileira, que viu a crise econômica ser agravada com a pandemia e a taxa de desemprego bater recorde, superando os 14 milhões de pessoas sem emprego.

 

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União Química anuncia que vacina Sputnik V começa a ser produzida nesta semana no Brasil

sputnikSputnik – De acordo com a publicação, incialmente a produção será destinada para a exportação, para os países da América Latina que já aprovaram o uso do imunizante desenvolvido pelo Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya com apoio do Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI, na sigla em russo), como Argentina e Bolívia.

As doses serão produzidas no Distrito Federal na fábrica Bthek, pertencente à farmacêutica União Química, que é a parceira do RFPI para a produção da Sputnik V no Brasil, e depois será envasada e fracionada na cidade de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo.

Chocolates brasileiros querem desbancar preferência por importados

chocsA atual produção de chocolate por produtores de cacau baianos e paraenses e grupos empresariais brasileiros estão colocando o derivado do cacau em evidencia. Além representar concorrência às marcas de chocolates finos suíços, belgas e italianos nas prateleiras de grandes redes de supermercados e empórios.

O assunto é tema de reportagem neste domingo no jornal Folha de São Paulo que vê o chocolate nacional começando a ganhar a concorrência sólida com marcas de chocolate estrangeiras.

De acordo com a publicação, feito de cacau nativo, esse chocolate conta com uma produção que passa por processos de qualidade, tem preocupação socioambiental e é acompanhada em todas as etapas, da amêndoa à barra.

“É um mercado que vem crescendo muito no país. A questão é que agora estamos valorizando a produção de um cacau de qualidade, que antigamente era exportado. O processo é parecido com o qual o grão de café especial brasileiro passou”, diz Luiz Araújo, gerente acadêmico da Universidade Anhembi Morumbi.

IMPACTO SOCIAL

A reportagem cita marcas recém-chegadas ao mercado consumidor, como a Danke que inaugurou uma fábrica no Pará em agosto com capacidade de produção de mil toneladas ao mês. A marca aposta em um modelo de venda baseado no varejo, sem lojas próprias em São Paulo e Rio de Janeiro.

Cita ainda a Dengo, marca de chocolates brasileiros que existe desde 2017. Em novembro, a empresa inaugurou a Fábrica de Dengo —uma estrutura de 1.500 m² e quatro pavimentos na avenida Faria Lima, em São Paulo— que tem como ideia mostrar ao visitante como o chocolate é feito.

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Classe média sai da quarentena para os braços da covid-19 e lota hospitais privados no Brasil

El Pais-Foram quase seis meses trancada dentro de sua casa em Brasília. Desde o início da pandemia do novo coronavírus, em março, até outubro, a aposentada Vânia Carvalho de Mendonça, 71, não colocou o pé para fora da soleira da porta. “Até as compras no mercado quem fazia era o meu marido”, conta. Em outubro a situação da crise sanitária no Brasil parecia estar melhorando, com o número de mortes e casos diminuindo semana a semana. O aniversário do neto, que Vânia não via há quase um ano, fez com que ela quebrasse sua quarentena. Entrou em um avião e viajou até São Paulo para participar dos festejos. De quebra, foi a um jantar na casa de amigos do filho, com outros oito adultos e sete crianças. Dias depois a idosa estava internada na unidade de terapia intensiva no hospital Albert Einstein, na zona sul da capital paulista, recebendo oxigênio, situação que se estendeu por cinco dias.

Brazil - COVID-19 - São Paulo | Os shoppings de São Paulo voltaram às atividades hoje (11). A decisão foi tomada após reunião da Prefeitura da capital com cinco representantes dos estabelecimentos, que se comprometeram a seguir protocolos de higiene e saúde pública para funcionar durante quatro horas por dia, em decorrência da pandemia do coronavírus. Os locais ficarão abertos entre 16h e 20h — um horário "alternativo", das 6h às 10h, também poderá ser adotado. É obrigatório o uso de máscaras por todos os clientes e funcionários. Shopping metro Tatuapé, teve fila com mais de 200 pessoas à espera da reabertura. - Foto: TONI PIRES - EL País | São Paulo 11.06.2020

 Foto: TONI PIRES – EL País |

O caso de Vânia não é exceção. Cada vez mais brasileiros das classes A e B que ficaram em quarentena no início da pandemia, contando com o privilégio do home office, chegam ao limite psicológico da tranca dentro de casa. A melhora dos números de contágios e mortes pela covid-19 e o relaxamento das restrições por parte do poder público, que liberou a abertura de bares e restaurantes, fez com que muitos isolados ganhassem as ruas pelo Brasil, muitas vezes sem o devido cuidado —como uso de máscara. De certa forma, a história se repete: o novo coronavírus chegou ao Brasil trazido por turistas de classe média que voltavam de férias na Europa, e agora encontra nesta mesma população terreno fértil novamente. “É possível afirmar que o início desta nova elevação do número de casos iniciou de novo pela classe A e B, assim como ocorreu em março. Mas logo foi seguida por um crescimento generalizado em todas as camadas da população”, afirma Sidney Klajner, presidente do Hospital Albert Einstein.

leia  a reportagem completa em :

https://brasil.elpais.com/brasil/2020-12-14/classe-media-sai-da-quarentena-para-os-bracos-da-covid-19-e-lota-hospitais-privados-no-brasil.html

 

“Minha Valente Avó”, livro conta histórias de mulheres que lutaram contra a ditadura militar e hoje são avós

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Há cerca de 50 anos, o Brasil vivia um dos períodos mais autoritários de sua existência: a ditadura militar. De lá pra cá, muitas histórias de mulheres perseguidas por defenderem a liberdade de expressão se perderam. O hiato vivenciado entre as gerações fez com que as escritoras e o escritor de Minha Valente Avó,  Andreia Prestes, Ana Prestes e Edu Prestes, percebessem que, embora as famílias de desaparecidos políticos e perseguidos pela ditadura cultivem essas memórias dentro de seus lares, as narrativas continuam distantes do público geral.

vovo 1 Em Minha valente avó, episódios surpreendentes da história do Brasil são contados por uma avó que leva sua neta para casa após a escola. No caminho, a neta desfruta com alegria a companhia da avó e descobre, por meio dos relatos, uma mulher corajosa. A menina também acaba aprendendo mais sobre si mesma e sobre a política.

A belíssima ilustração de Marilia Pirilo transporta as pequenas leitoras e leitores a um país governado por mandões. Ao mesmo tempo em que mostra momentos difíceis daquele período, Marilia revela nas páginas o profundo afeto que existe entre neta e avó.

Hoje, em um período dramático da história do Brasil, quando novamente surgem episódios de repressão ao livre pensamento com a ascensão de forças políticas autoritárias e saudosas dos porões da ditadura, nada melhor do que dialogar com as novas gerações sobre os perigos que rondam a democracia brasileira.

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A arte e o ativismo cultural de Saíra Kleinhans unindo o Brasil e o Japão

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Daniel Thame

Graduada pela Universidade Unioeste – Cascavel, Paraná, a artista brasileira Saíra Kleinhans, que vive a 19 anos no Japão tem perseguido as artes plásticas como forma de expressão, com participação em  inúmeras exposições e premiações de grande importância em vários países. Nascida em  Planalto/Capanema, no Paraná  além de artista plástica, Saíra é  escritora e fotógrafa, Curadora de artes, Presidente fundadora da IAF Japan e membro do Grupo Ikkikai, criou juntamente com  outros artistas a IAPAJ Worldwide International- Association of Plastic Artists da qual foi Presidente eleita por unanimidade por sete anos, atuou como Vice-presidente Executiva da Zarco Academy of Arts international e MIAB-Portugal- Madeira International Art Biennal. A artista também foi Vice-presidente da Malta Arts Biennale e da Tempra Academy of Arts UK no Japão e finalmente exerceu o cargo de Vice Presidente da United Photo Press em solo japonês.

Saíra Kleinhans recebe homenagem no Japão

Saíra Kleinhans recebe homenagem no Japão

O interesse pelas artes fez com que Saíra Kleinhans adentrasse várias outras ramificações tais como literatura, fotografia, teatro, canto, vídeos, cinema etc.; convergendo para as artes plásticas, em especial pinturas abstratas e instalações de arte. “Uma grande paixão por ter a oportunidade de interagir com o público” salienta a artista ao se referir às informações. Saíra utiliza várias técnicas; mista, dripping, colagem e  texturizado,  combinando várias tintas; pigmentos , acrílico, pintura a base de água, esmaltados, óleo, gesso, aquarela, tinta chinesa, folhas de ouro, spray e outros.  Essas técnicas são influenciadas por artistas como Pollack, Kandinsky, Mondrian, Miró, Van Gogh, Monet, Gauguin, Klimt, Yayoi, entre outros.

ARTE MULTIFACETADA
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“ No cenário das artes passei por várias fases na arte, desde desenhos de paisagem, figurativos, retratos até chegar no abstracionismo, abstrair meus sentimentos, pintar meus sonhos em formas nebulosas e vibrantes é porque quero mostrar ao mundo que nem tudo se resume a formas”, afirma. “Posso misturar tudo, mexer com a imaginação das pessoas e tocar seus corações, cheguei nisso exatamente por observar os detalhes na natureza; movimentos das nuvens, céus noturnos, cascas de árvores, vendavais e calmarias, é um despertar da mente junto ao Criador e reconhecer que Ele é o maior artista abstracionista do Seu mundo”, diz.

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“Tenho pesquisado sobre desenvolver técnicas que precisam do controle e da liberdade, confiado que a energia que envolvo na criação de uma obra, que leva minutos, horas, dias, semanas e até meses de experimentos para finalizar deixando uma boa impressão aos olhos de quem as apreciam”, ressalta. Seu aprendizado foi adquirido em alguns cursos de pintura à óleo, acrílica, desenho, tinta chinesa, aquarela e fotografia.

Saíra afirma ainda que “no universo literário está sendo como um olhar para trás, trazendo para o meu presente o que larguei lá e está incompleto, creio que o tempo e espaço não existem ou coexistem e se misturam o tempo todo. O presente, passado ou futuro tanto faz, estamos cumprindo tarefas e a minha é a arte e a escrita num aprendizado infinito”.

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A artista adquiriu outros conhecimentos  pesquisando, testando e reinventando técnicas no atelier, seu laboratório permanente. Das Exposições Coletivas que participou destaca o SNBA, Société Nationale Des Beaux-Arts) Salon du Carrousel du Louvre, Echo de l’Universal,Salon de l’Art Contemporain, Space Saint Martin e a 3a Biennale des Arts de Malte à Paris, Atelier Z – Centre Culturel Christiane Peugeot, todas em Paris. Também esteve presente nos museus mais importantes de Tokyo, o Metropolitan e o The National Art Center e realizou  mostras na Embaixada do Brasil, La Biennale di Venezia, Galerias em Roma, Miami, Budapeste  e New York, e países como Espanha, Portugal, Itália, Miami, Alemanha e Japão.

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Apesar de ser brasileira a artista teve até o momento maior visibilidade e reconhecimento no mercado internacional, no entanto sempre esteve receptiva a oportunidades no mercado brasileiro. Os prêmios foram se acumulando. “Numa exposição anual no Japão acabei por arrebatar o prêmio por quatro anos seguidos, resultado; parei de participar, os japoneses já estavam desmotivados”, diz sorrindo, Ela também recebeu outros prêmios como o Melhor abstrato no Museu de Tóquio e pela IAPAJ da Focus Japão.

Saíra participa de Projetos de abrangência internacional como o Projeto Andante da Espanha. Sua arte está em alguns livros e catálogos, também com divulgação internacional.

ASSOCIAÇÃO DE ARTISTAS PLÁSTICOS

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Sobre a IAF – Japan, International Fine Art ela destaca que se trata de uma Associação Internacional de artistas plásticos no Japão, que atua desde 2008 (nesta época era registrada como IAPAJ) junto a centros culturais, galerias e museus oportunizando aos artistas estrangeiros e japoneses divulgarem seus trabalhos no Japão e exterior. Essas mostras sempre foram bem visualizadas e abrilhantadas com autoridades brasileiras e japonesas bem como as mídias televisivas, jornais, revistas, internet dos dois países citados e também da mesma forma quando o Evento era na Europa.

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Segundo ela a mudança do nome veio para fortalecer e reestruturar, já que o grande projeto é realizar a Bienal da IAF, dando maior peso e importância nos critérios cada vez mais apurados para a seleção de obras e artistas. Com isso, busca-se ampliar o raio de ação, solidificando o evento não apenas pela qualidade das obras, mas também pela amplitude de alcance dos artistas.

As obras de Saíra estão expostas em acervos de Museus e Centros Culturais e com colecionadores no mundo todo, porém o Japão é o País onde mais vende seus trabalhos.
Seu local de trabalho é no Art Studio Atelier Kleinhans, Gunma-Ken, Ota-Shi,

Japansaira.kleinhans@gmail.com
Redes sociais Facebook: Kleinhans ArtCuratorInstagram: Kleinhans

 

Mais detalhes sobre a jornada desta importante artista  convido a  visitar os blogshttp://

sairakleinhans.blogspot.pt/http://iapaj-japan.blogspot.jp/

Covid-19: Brasil negocia com nove laboratórios sobre possíveis vacinas

vacina 1O Brasil mantém tratativas com nove laboratórios ou centros de pesquisa atuando em estudos e no desenvolvimento de vacinas contra a covid-19. Com os responsáveis pelas vacinas Oxford e Astrazeneca e do consórcio da OMS Covax Facility, já foram celebrados acordos para a aquisição de 140 milhões de doses no primeiro semestre de 2021, que serão disponibilizadas pelo Programa Nacional de Imunização.

O balanço foi apresentado ontem (8), em entrevista coletiva do Ministério da Saúde. As nove iniciativas de pesquisa são: Oxford/Astrazeneca (Reino Unido), Sinovac/Butantan (China), Pfizer (Estados Unidos e Alemanha), Sinopharm (China), Sputinik5 (Rússia), Covaxx e Novavax (Estados Unidos), Janssen (Bélgica) e Merck (Estados Unidos, França e Áustria).

No caso da vacina de Oxford, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), responsável por sua fabricação no Brasil a partir da transferência de tecnologia do laboratório Astrazeneca, deu entrada no processo de submissão contínua na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Este é o momento em que os proponentes de uma vacina começam a fornecer informações e abrem o processo de análise pela Anvisa.

De acordo com a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, há perspectiva de resultados dos estudos da Fase 3 em novembro ou dezembro. Esta é a etapa em que a substância é analisada em sua aplicação em humanos. Os testes estão a cargo da Universidade Federal de São Paulo (USP).

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Lula fala ao Brasil

Os tigres do esgoto

Roseli Arrudha 

roseli arrudhaO Brasil foi o maior território escravagista do Ocidente, com quase 5 milhões de africanos escravizados. A mão de obra escrava foi utilizada em larga escala, alguns escravos apelidados de “tigres” eram os responsáveis pela coleta e despejo da urina e fezes dos moradores das cidades e essa prática durou cerca de 300 anos.  Durante esse longo período da história, a maior parte das casas brasileiras não contava com banheiros, água corrente ou algum outro tipo de instalação sanitária, as pessoas faziam as necessidades em “penicos” que ficavam sob as camas até a manhã seguinte, quando eram esvaziados em grandes tonéis que comportavam todos os dejetos dos moradores da casa. Esses tonéis eram carregados nas costas pelos escravos, que os levavam até o mar ou a algum rio e por lá os despejavam. Parte do conteúdo, que continha ureia e amônia escorriam dos tonéis e deixava marcas brancas sobre a pele negra, parecidas com listras, daí surgiu o apelido em tom pejorativo de “tigres” ou “tigrados”.

 

tigresSegundo alguns historiadores em algumas regiões do Brasil havia escravos ‘tigres’ até o final do século 19, principalmente pela falta de interesse do poder público na implantação de sistemas de tratamento de esgoto. Muita coisa não mudou, da década de 1950 até o final do século passado, o investimento em saneamento básico no Brasil ocorreu pontualmente em alguns períodos específicos e atualmente, em pleno século XXI, várias cidades brasileiras litorâneas estão totalmente poluídas e ainda existem  inúmeros locais sem nenhum tipo de tratamento de esgoto.

 

 

Dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) mostram que 15 mil mortes e 350 mil internações ocorrem anualmente em decorrência da falta de saneamento básico. De acordo com as pesquisas 104 milhões de pessoas (quase a metade da população) não têm acesso à coleta de esgoto e 35 milhões de brasileiros não têm água potável, ou seja, metade da população brasileira vive literalmente “na merda”. Apesar dos números alarmantes para um país que busca desenvolvimento, o mais incrível é que as pessoas não têm consciência da gravidade do problema e não reivindicam seus direitos.

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Dia da Energia: Bahia segue liderando geração de energia por fontes renováveis no país

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Liderar nacionalmente a geração de energia por fontes renováveis é motivo de orgulho para a Bahia. De acordo com dados de março desse ano, da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o estado foi responsável pela geração de 37,3% por fonte eólica e 31% por fonte solar fotovoltaica no Brasil. Os números, motivo de comemoração, são destaque no Informe de Energias Renováveis, divulgados pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), nesta sexta-feira (29), Dia Mundial da Energia.

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De acordo com o vice-governador João Leão, secretário da pasta, os parques eólicos e solares que estão em operação já investiram R$ 20,6 bilhões e criaram mais de 55,5 mil empregos diretos na fase de construção. “Além de gerar emprego e renda nos municípios e ter transformado a paisagem no semiárido baiano, a energia renovável não polui e ajuda a diversificar a matriz elétrica do país”, disse.

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Presidente é o maior responsável por ataques à liberdade de imprensa no país

FenajO tema de 2020 para celebrar o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, adotado pela Organização das Nações Unidas (ONU) é “Jornalismo sem medo ou favor”, uma referência ao contexto de pandemia que vivemos.

Mas no Brasil, o medo a ser enfrentado não é somente dos riscos do vírus, deixando um rastro de incertezas e luto. No Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, a maior ameaça aos jornalistas brasileiros é o Presidente da República, Jair Bolsonaro, que também se coloca como a maior ameaça ao combate à pandemia no país.

De acordo com monitoramento realizado pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), somente no ano de 2020 Bolsonaro proferiu 179 ataques à imprensa, sendo 28 ocorrências de agressões diretas a jornalistas, duas ocorrências direcionadas à FENAJ e 149 tentativas de descredibilização da imprensa.

No mês de abril, foram 38 ocorrências, sendo seis ataques a jornalistas e 32 casos de descredibilização da imprensa. Em 2019, a FENAJ monitorou os pronunciamentos oficiais do presidente Bolsonaro publicados como entrevistas e discursos pelo site do Planalto e as postagens no perfil pessoal no Twitter, que também é vinculado ao Facebook. Em 2020, o monitoramento estende-se às lives e vídeos publicados no Youtube, nos quais os ataques ocorrem com mais frequência, por serem feitos em frente ao Planalto, onde os profissionais jornalistas aguardam diariamente os pronunciamentos do presidente.

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Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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