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Coronel Horácio de Carvalho, Maria Machadão e a moçoila dadivosa Berta. Jorge Amado revive no Festival Internacional do Chocolate e Cacau

Coronel Horácio de Carvalho, Maria Machadão e a moçoila dadivosa Berta. Jorge Amado revive no Festival Internacional do Chocolate e Cacau

A incrível historia de Che Guevara em Ilhéus

Gerson Marques

 gerson marquesO navio da Costeira havia chegado na madrugada, jogou âncora nas proximidades da entrada da barra, esperou o dia amanhecer, soltou cinco apitos longos e graves entrou na baía do Pontal  com a elegância de um cisne negro, ancorou pouco tempo depois no cais da companhia, o movimento frenético do desembarque começou imediatamente, uma multidão logo se formou na balbúrdia do cais, estivadores, marinheiros, passageiros, pessoas que esperavam parentes, vendedores de pastel, picolé e jornal, carregadores de bagagens oferecendo seus serviços em carrinhos de mãos, e toda fauna humana que habita beiras de cais em qualquer lugar do mundo, pescadores, marujos, prostitutas, meliantes amadores e profissionais. O ar estava tomado por um cheiro nauseante de maresia, misturado a peixes, perfumes caros e baratos, suor e charutos, inebriava os mais sensíveis e gerava reclamações dos mal humorados em geral, isso tudo debaixo de uma chuva fina e um calor abafado.

Passou sem ser notado, carregando uma pequena maleta de couro  marrom, vestido em um surrado terno de linho branco, apesar de alto e jovem, caminhou a passos lentos em direção ao Hotel Coelho, duas quadras de distância do porto, lá escreveu na ficha de hospedagem o nome de Ernesto G. de La Serna, natural da Argentina, 30 anos, médico de profissão.

Do mesmo navio, desembarcou com idêntica  discrição, o cidadão americano Porter J. Goss, nome que colocou na ficha de hospedagem do mesmo hotel, preenchida dezessete minutos após o argentino Ernesto.

A Ilhéus de 1956, era uma pequena mas cosmopolitana cidade, com grande presença de estrangeiros, tanto em sua população fixa como de visitantes, muitos deles atraídos pelos milhões gerados no próspero negócio do cacau.

Os hóspedes estrangeiros do Hotel Coelho, juntaram-se a outros tantos que iam e vinham nas ruas próximas ao cais, a cidade fervilhava logo cedo, o movimento dos poucos automóveis disputava o espaços das ruas com as tropas de mulas e burros carregando cacau para o cais, a estudantada passava fazendo algazarras, e as lojas começavam a abrir suas portas, já era quente e abafado o dia, com sol matinal e chuvas eventuais de verão, nesta época os libaneses e sírios dominavam o comércio, algumas firmas exportadoras de cacau eram de suíços e outras pertenciam a grandes empresários de Salvador, os ingleses eram os homens da ferrovia, e os sergipanos vindo de todo nordeste inclusive do sertão baiano, tocavam as bodegas, mercearias, vendas e o negocio de quinquilharias em geral, aos negros cabia o trabalho pesado da estiva e os serviços gerais das roças de cacau nas matas húmidas da região, tudo girava em torno do fruto dourado e do movimento de navios no cais do porto.

DOSSIER MATHIL COMMANDANTE CHE GUEVARA RAOUL CORRALESO argentino Ernesto, sempre muito discreto era por vezes visto em conversas sisudas com alguns conhecidos da cidade, diziam que eles conversavam sobre política e sindicatos, também se falava que o doutor argentino,  eventualmente fazia exames e aviava receitas de remédios manipulados na botica do sergipano Aldaségio. Já o americano Porter ou Mister Porter, como exigia ser chamado era sempre visto em mesas de bares, solitário e beberrão, mas tinha um olhar astuto, sabia observar a paisagem humana e tirar conclusões sociológica do universo em seu arredor, particularmente parecia ter interesse por tudo que o médico argentino fazia, apesar de sua descrição quase invisível.

Certa noite Dr. Ernesto o argentino, estava em uma mesa de carteado no Cabaré  Bataclan, quando entrou Mister Poter, sentando em mesa próxima, a fumaça dos muitos charutos, cigarros e cigarrilhas impregnava o ambiente, em outra mesa um grupo de jovens cacauicultores ufanavam das riquezas de suas famílias em vozes altas e muitas gargalhadas, acompanhados por belas putas e bons uísques, o garçom Osmundinho se virava para atender a todos correndo do balcão para as mesas e vice versa, algumas mesas más discretas na penumbra do fundo do salão eram exclusivas de alguns coronéis e suas putas de preferência, sempre muito perfumadas e maquiadas.

Entediado das cartas, Dr. Ernesto inicia uma conversa com uma polaca gaúcha de nome Creusa, havia dois anos tinha chegado para o Bataclan, pouco tempo depois sobem discretamente um longo vão de escadas que ligava o salão a um corredor de quartos no andar de cima, Creusa tinha as chaves do terceiro quarto a esquerda do corredor, abriu e entraram já em abraços e beijos. Em movimento rápido o americano Poter também avança escada acima com a jovem Nubia, uma morena assanhada e desejada que fazia sucesso com os clientes, segundo as más línguas era a preferida de um certo coronel de quem ela arrancava muitos e caros presentes, ocuparam um quarto contíguo ao já ocupado pelo doutor e a polaca.

Os acontecimentos seguintes foram narrados pelo garçom Osmundinho, que ainda os repetiu por muitos anos as gerações seguintes de clientes do Bataclan.  Segundo ele, doutor Ernesto estava em vigorosas e barulhentas preliminares com a gaúcha polaca Creusa, enquanto no quarto ao lado o americano mantinha silêncio total, teria depois dito a ele, a morena assanhada Nubia, que o gringo não queria saber de chamego nem aconchego, se interessará mesmo pelos ruidosos acontecimentos no quarto de Creusa, em certa hora teria ouvido a gaúcha polaca gritar com voz de exclamação, entre surpresa e admirada, após tirar as calças do doutor argentino a seguinte frase; “bha tchê, que vara!” isso foi o suficiente para enlouquecer o americano que de súbito apanhou uma arma que levava na cintura, correndo em direção ao quarto vizinho, arrombou a porta e gritou em inglês; “Communist son of a bitch! Go to hell!” (comunista filho da puta, va para o inferno), o doutor argentino  que estava nu, porém armado, ainda que não com arma de fogo… (Sempre que contava essa parte da história o garçom Osmundinho fazia menção de desmaiar, usando adjetivos e gestos exagerados para descrever o tamanho da estrovenga do argentino…) após proferir sua sentença em inglês o americano Poter, atirou em direção do argentino que foi  salvo pela providencial e mortífera atitude de Creusa ao atravessar na frente da bala, a fatalidade criou a oportunidade para o argentino pular da janela do quarto ao telhado da casa vizinha, em seguida em outro telhado, ganhado um corredor ao lado de baixo da casa de onde pode alcançar a rua, em disparada carreira teria fugido nu em direção ao cais, na escuridão da noite, se  escondeu no porão de um cargueiro de bandeira panamenha, que logo ao amanhecer zarpou com grande carregamento de cacau.
A notícia dos acontecimentos da noite repercutiram fortemente na cidade ao amanhecer, ganhando a manchete principal do jornal vespertino Diário da Tarde, “ Americano atira em argentino armado e acerta em quenga polaca”. Más, quem realmente narrava a história em detalhes para grande audiência por vários dias foi o garçom Osmundinho, sempre com desmaios, suspiros, gestos e adjetivos exagerados.

Passado alguns anos, os ilheense foram surpreendidos com um desdobramento inusitado da noite agitada do Bataclan, nas manchetes dos jornais que chegavam nos navios vindos do Rio de Janeiro, a notícia da revolução cubana trazia a foto de um revolucionário de nome Che Guevara, que era ninguém menos que o Dr. Hernesto, aquele desmarcado argentino que fugirá correndo nu pela cidade… Osmundinho o garçom do Bataclan logo mandou pintar um quadro com a foto do revolucionário e colocou na parede de sua casa, sem nunca ter sido um comunista foi o primeiro a ter um pôster de Che, coisa que seria moda anos mais tarde.

Essa história me foi contada nos anos oitenta, por Napoleão Marques, dentista e velho comunista ilheense, que tomou muita cerveja com Dr. Ernesto, tendo inclusive emprestado seu consultório para o argentino atender pessoas carentes, sempre fiquei intrigado em saber quem era o americano Porter J. Goss, até descobrir com auxílio do Google, que se tratava de um agente da CIA que teve a missão de matar Che Guevara, tendo quase conseguindo cumpri-la no nosso Bataclan.

 

Gerson Marques  é Diretor Presidente da Chocosul – Associação dos Produtores de Chocolates do Sul da Bahia.

 

Nadja Alves expõe no Bataclan

Depois do sucesso da exposição no Shopping Jequitibá, em Itabuna, a artista plástica Nadja Alves realiza a partir desta quinta-feira, dia 10, a exposição “Cores da Bahia”, no Espaço Cultural e Restaurante Bataclan, em Ilhéus. Celebrizado em “Gabriela Cravo e Canela”, um dos principais romances de Jorge Amado, o Bataclan,  passou por uma restauração completa e manteve os traços do cabaré que entretia os coronéis do cacau na efervescente Ilhéus dos tempos de ouro do Sul da Bahia.

A exposição terá 13 obras de Nadja Alves e fica aberta até o 31 de outubro, durante os horários de funcionamento do Bataclan, que abre para almoço e jantar e reserva espaço para eventos.

Nadja Alves, que utiliza o estilo primitivista mostra em suas telas o cotidiano das terras do cacau e personagens do dia a dia, como  baianas do aracajé, pescadores, capoeiristas, trabalhadores rurais, etc.  “A exposição no shopping abriu as portas para meu trabalho e estou muito feliz em expor na terra que ficou conhecida em todo o mundo graças a Jorge Amado”, afirma Nadja. Personagens marcantes  de Jorge Amado, como Gabriela e Tieta também fazem parte dos trabalhos da artista.

Em novembro, Nadja Alves vai expor seus trabalhos na Galeria Bela Vista, em Salvador.

Capa do livro “Jorge100anosAmado” vira souvenir no Bataclan

A capa do livro “Jorge100anosAmado – Tributo a um eterno Menino Grapiuna”, do jornalista Daniel Thame, serviu de tema para a confecção de souvenirs, que estão disponíveis no Bataclan, em Ilhéus. Celebrizado no romance Gabriela Cravo e Canela, o Bataclan foi transformado um espaço que inclui restaurante, espaço de eventos, lojinha de produtos e de arte regional e o quarto, restaurado, de Maria Machadão.

Criação de Goca Moreno, a capa do livro de Daniel Thame  é tema de sacolas, camisetas, almofadas, chaveiro se ´imã de geladeira`, com grande aceitação por parte dos turistas, que também podem adquirir exemplares do livro, uma série de contos que contextualiza os principais romances de Jorge Amado como Gabriela, Dona Flor e seus dois maridos, Tieta do Agreste, Tocaia Grande, Capitães da Areia, Quincas Berro D´água, O cavaleiro da esperança, Mar Morto, etc.

Além de estar a venda no próprio Batacan, o livro pode ser adquirido através do email danielthame@gmail.com

DO BATACLAN PARA A PLAYBOY

“sai pra lá, coronel, meu negócio agora é playboy, oui

Nathália Rodrigues, que interpreta a prostituta Natasha na novela Gabriela, da Rede Globo, vai trocar o Bataclan de Maria Machadão pelas páginas da Playboy.

A atriz aceitou o convite da revista para posar nua e disse que a proposta é irrecusável, Sobre Natasha, Nathália diz que “ela é uma russa, que tem um fogo francês, mas que mora no Brasil. O gingado dela é uma mistura, mas é mais contido do que o baiano. Acho ela meia trambiqueira”.

Novos tempos: posar nua pra Playboy dá mais grana que dormir (?) com coronel de cacau.

Chocolateiros internacionais conhecem em Ilhéus o diferencial do cacau baiano

O cacau no Brasil leva a marca da agricultura sustentável, com o sistema cabruca, sendo responsável também pela preservação da Mata Atlântica. Esse foi um dos diferenciais do cacau baiano mostrado à delegação de chocolatiers internacionais, composta por 27 europeus, dois africanos, dois asiáticos, além de três brasileiros, que visitaram nesta segunda-feira (2) a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), acompanhados pelo secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles.

O chefe do Centro de Pesquisas do Cacau/Ceplac, Adonias de Castro, apresentou as atividades da instituição, enfatizando o potencial competitivo do produtor baiano e brasileiro. “Mostramos aos chocolateiros e jornalistas internacionais que há no Brasil uma estrutura de produção de cacau capaz de oferecer ao mercado um produto que atenda aos diferentes segmentos com chocolates de variedades de cacau, como se faz com o vinho”, explicou Adonias.

Para o secretario estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, “este é um momento histórico para o cacau da Bahia, em que chocolateiros do mundo todo vem conhecer a realidade brasileira e a qualidade do cacau que produzimos, abrindo novos mercados. Além disso, vamos alavancar a cultura do cacau, incentivando a produção de amêndoas destinadas a chocolates finos. Nossa meta é atingir, a médio prazo, a produção de 400 mil toneladas de cacau/ano, suprindo a crescente demanda mundial, apoiando a agroindustrialização, além de contribuir para tornar o Brasil autossuficiente na produção de cacau, reduzindo ou eliminando a importação do produto”. Nós temos o melhor cacau do mundo, e queremos produzir aqui o melhor chocolate do mundo”, disse.

SUPORTE TECNOLÓGICO
Na visita à Ceplac os produtores de chocolate da França, Espanha, Portugal, Bélgica, Itália, Dinamarca, Japão, Costa do Marfim e São Thomé e Príncipe, viram que a Bahia possui suporte institucional para o desenvolvimento científico e tecnológico, e rápida difusão de informações para os produtores, a fim de que estes se habilitem a satisfazer as exigências do mercado, atendendo aos diferentes desejos e necessidades dos consumidores.
“Esse suporte que demonstramos aos visitantes é o diferencial competitivo da Bahia e do Brasil, em comparação aos países concorrentes”, disse Adonias.

O chefe do Centro de Pesquisa do Cacau da Ceplac enfatizou que “a vinda dos chocolateiros internacionais à Bahia para participar do Salon do Chocolat da Bahia é muito importante para que eles conheçam, in loco, a nossa capacidade de produzir cacau, e torná-los admiradores do cacau baiano, já considerado o melhor do mundo, ganhador, por dois anos consecutivos, de concursos internacionais no Salon du Chocolat de Paris”.
Adonias de Castro lembrou que, ao longo de quase 150 anos, o produtor de cacau na Bahia foi capaz de praticar o desenvolvimento sustentável, que é mantido até hoje como uma prática de vanguarda.
Vindo do Pará, o cacau chegou à Bahia em 1867, sendo plantado pela primeira vez na Fazenda Cubículo, em Canavieiras, às margens do Rio Pardo, expandindo-se em volta de Ilhéus. Essa cultura gerou uma economia sustentável, e na safra de 1977/78 chegou a exportar 967 milhões de dólares, figurando entre os principais produtos da pauta de exportações brasileira.

Para Durval Libânio, presidente do Instituto Cabruca e da Câmara Setorial Nacional do Cacau, “o sul d Bahia tem condições de produzir um chocolate gourmet, e essa troca de experiência com chocolateiros de países com tradição no setor é muito importante. Além disso, estamos aproximando essa região dos chocolateiros europeus, já que a Bahia tem a melhor logística do cacau no mundo, com estradas, porto, aeroporto, dentre outras instalações”.
Ele analisou ainda que “existe hoje no mundo um déficit de 150 mil toneladas/ano de amêndoas de cacau para a produção de chocolates finos, com teor acima de 60% de cacau”.
Durval afirmou ainda que além do mercado externo, é preciso promover também o consumo interno de chocolate gourmet, a partir de variedades de cacau (gran cru) com amêndoas selecionadas e bem cuidadas em todo o processo de produção. “Hoje, temos no sul da Bahia variedades como o cacau Maranhão, Catongo, Parazinho e o clone PS 1319, ideais para a produção de chocolates finos”, disse ele.

SABOR DIFERENCIADO
“Além de adquirir amêndoas, vamos divulgar o cacau baiano na Europa. O sul da Bahia produz um cacau especial, único no mundo, amenolado, com sabor diferenciado e que agrada ao paladar europeu”, disse o chocolateiro francês Jean Pierre Bensaid, revelando estar feliz com a oportunidade de conhecer fazendas de cacau na Bahia, a infraestrutura e o processo de produção. Ele assegurou que existem condições concretas para colocar no mercado mundial o chocolate de pura origem da Bahia.

Também francês, Jean Pierre Dujon-Lombard declarou que “o consumidor europeu aprecia o cacau fino, e o Brasil deve se inserir entre os grandes produtores desse tipo de chocolate. É importante conhecer o processo de plantio, colheita e fermentação nas fazendas baianas. Nós buscamos harmonizar chocolates de países diferentes, e aqui no Sul da Bahia vamos aproveitar e harmonizar o cacau com produtos como pimenta, cupuaçu, maracujá e graviola”.
Ele disse que os chocolateiros franceses buscam também utilizar produtos que respeitem a relação natureza/ser humano, como acontece no Brasil, onde não há exploração nem dos recursos naturais nem dos trabalhadores.

FÁBRICA DE CHOCOLATE
Depois da palestra realizada no auditório do Centro de Treinamento da Ceplac, os chocolateiros internacionais visitaram os laboratórios e a fábrica de chocolate da instituição, uma unidade de produção de liquor de chocolate destinado à pesquisas, treinamento e incubação de mini, pequenas e médias empresas produtoras de chocolate.

Após a visita à instituição, a comitiva almoçou no Restaurante Bataclan, conhecido no mundo inteiro através dos romances de Jorge Amado. Á tarde,o grupo visitou o Festival Internacional do Chocolate, encerrado nesta segunda-feira no Centro de Convenções de Ilhéus. Nesta terça-feira (3), o grupo visitará a Fazenda Santa Cruz, para conhecer de perto como o cacau baiano é produzido.
As atividades dos chocolatiers e jornalistas internacionais fez parte da programação do Salon du Chocolat da Bahia, que pela primeira vez está acontecendo na América Latina e em um país produtor de cacau.

É BATACLAN DEMAIS E GABRIELA DE MENOS

A novela Gabriela entrou pela segunda semana e confirmou o impecável padrão global de qualidade.
Mas, depois daquele primeiro capítulo em ritmo alucinante, a trama entrou num ritmo, digamos, Dorival Caymmi, lento, arrastado, quase sonolento.

Animação, só mesmo no Bataclan, do qual a Globo anda abusando. As moçoilas de Maria Machadão estão fazendo hora extra e roubando as cenas, enquanto a protagonista Gabriela quando não está na cozinha, está na cama com Nacib, fazendo o que as operárias do Bataclan fazem com maestria.

E, por ora, mais nada.

as operárias estão sendo exploradas até na novela…

Gabriela, a novela, não é loira de anedota, mas precisa pegar no tranco.

Paloma Amado e a culinária na obra Jorge

“A vida e a culinária na obra de Jorge Amado” foi o tema central da palestra proferida no centro cultural Bataclan, em Ilhéus,  por Paloma Amado, uma das filhas do escritor grapiúna. Antes, porém, aconteceu a apresentação do contador de histórias grapiúnas e ator José Delmo, que narrou por cerca de 20 minutos episódios de obras amadianas, seguida de receptivo de personagens de Jorge Amado, mesclando literatura e gastronomia, encerrando num bate-papo sobre culinária. O local foi o centro cultural Bataclan, localizado na avenida 2 de Julho, centro.

Para um público formado por jornalistas, apreciadores das obras do consagrado escritor mais traduzido do país e por estudantes do Instituto Nossa Senhora da Piedade, Paloma Amado contou que os seus trabalhos de pesquisa sempre foram baseados nos romances do pai que resultaram na publicação de dois livros de sua autoria sobre receitas da comida baiana. “Também este é um momento raro dentro da programação do centenário do nosso escritor grapiúna, que nesta região teve grandes amigos, dentre eles, Adonias Filho, Demónstenes Berbert de Castro e Raimundo Sá Barreto”, declarou.

Considerado um dos famosos cabarés e cassinos de Ilhéus frequentado por coronéis do cacau, o Bataclan entrou em decadência com a proibição do jogo no país. Reaberto em 2004, como centro cultural Bataclan, foi mantida a fachada e preservados os cenários do bordel, contado numa das obras do escritor Jorge Amado. O local que é administrado pela iniciativa privada e conta com espaço ocupado por restaurante, choparia, cybercafé, salão para exposições e apresentação de teatro e shows.

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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