WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia
hanna thame fisioterapia animal

universidade lasalle livros do thame




Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

agosto 2022
D S T Q Q S S
« jul    
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031  


:: ‘autoajuda’

A Dinâmica Que Gera A Maioria dos Problemas

 

Basia Piechocinska

basia pier 6 (foto Ana Lee)Há uma dinamica fundamental?

Existe uma dinamica subjacente que esta? na raiz da maioria dos nossos problemas atuais no mundo?

E possivel mudar a dinamica subjacente em vez de apenas tentar resolver as diferentes manifestações do problema (devastação ambiental, mudanças climaticas, bullying, diabetetes, energia, etc)?

O Problema: Como usamos a tecnologia

:: LEIA MAIS »

Três maneiras de enfocar – três vidas diferentes

 

basia 1

Basia Piechocinska

basia pier 6 (foto Ana Lee)Você provavelmente já ouviu que o que você foca você obtém mais. Se você se concentrar em coisas positivas, tenderá a encontrá-las ao seu redor. Se você se concentrar em eventos negativos, você os verá em todos os lugares. Mas há muito mais.

As palavras aparentemente semelhantes “objetivos, propósito ou significado” dão origem a três modos de vida bastante divergentes. Dois deles o manterão em uma vida de luta e competição, enquanto o terceiro abrirá o acesso à clareza, criatividade e um estilo de vida participativo e comemorativo onde todos vocês continuam vencendo.

basia 2Vamos começar com objetivos. A pessoa orientada para objetivos vê o mundo como sendo feito de coisas separadas. Existem eus separados e coisas separadas. Essas coisas e seres interagem por meio da força. Você precisa de força para mover as coisas. Esta é a física local e causal de empurrar e puxar as coisas. O reducionismo funciona bem. Com essa visão de mundo, todos precisamos competir uns com os outros pelos recursos finitos. Assim, a competição e as situações em que você ganha ou perde se tornam a norma. A pessoa orientada para uma meta estabelece uma meta e age para que a alcance. Isso é bem ilustrado em muitos tipos de esportes.

 

:: LEIA MAIS »

Simplesmente faça

basia pier 6 (foto Ana Lee)

 Você já deve saber que a empresa de calçados Nike usa o slogan – Just do it – Simplesmente faça.  Apesar dos contos um tanto mórbidos de sua origem, onde se diz que um prisioneiro condenado à morte a pronunciou antes de ser executado, é uma frase que me deu exatamente o que eu precisava em muitas ocasiões.

Freqüentemente permitimos que nossas mentes analisem nossas ações até um ponto de exagero, e nossos medos entrem. E se isso não estiver exatamente certo? E se eu pronunciar algo errado? E se eu não for capaz de resolver? O que todo mundo vai pensar de mim se eu falhar?

Nossos medos podem facilmente infiltrar-se e tomar nossas vidas como reféns, impedindo-nos de perseguir nossas ideias ou sonhos. Outras vezes, nossa mente nos deixará pensar que é muito difícil, que vai demorar muito ou que não será agradável. Ainda, outras vezes, é a ideia de sair da nossa zona de conforto que nos puxa de volta aos nossos hábitos regulares. Nossa mente parece ser bastante astuta em nos dissuadir de seguir nossa inspiração.

b 1É nessa época que uma frase como “Just do it” (Simplismente faça) pode valer ouro. É uma frase que nos tira de nossa mente analítica ou temerosa e nos diz para darmos o primeiro passo agora. E existem diferentes versões disso. :: LEIA MAIS »

O que move você?

Basia Piechocinska

basia pier 6 (foto Ana Lee)Você sabe o que tende a mexer com você? Você consegue se lembrar de alguma situação em que tenha se sentido genuinamente tocado?

Quando pensamos e recordamos esses momentos, muitas vezes encontramos um tema. Esses momentos geralmente serão em torno de um tópico específico. Uma verdade sobre nós será revelada. É uma verdade em torno da qual teremos secretamente um medo, uma falta de fé. E esses momentos serão de cura para nós. Eles farão com que nos sintamos mais vivos. Eles vão parecer significativos e podem nos trazer um propósito.

Descobrir o que o move em particular pode ajudá-lo a se curar e a encontrar um propósito mais profundo para sua vida.

Basia 1Do que estamos nos curando? Estamos nos curando de crenças que surgiram por meio de traumas de desenvolvimento. São crenças como indignidade, sempre sentir falta, sentir-se usado, sentir-se humilhado ou talvez sentir que não pode ser amado por tudo o que é. Ao descobrir o que realmente o move, você será capaz de descobrir um tema que pode apontar para uma dessas crenças subjacentes.

Deixe-me dar um exemplo de situações que me emocionaram. Um é meu aniversário de 17 anos. Naquele dia recebi duas fitas com George Michael de um amigo da família. Ele não era realmente meu amigo, mais como uma pessoa que às vezes visitava a casa. E ele percebeu que em uma ocasião eu mencionei que gostava de George Michael e usei essa informação para tornar minha vida mais bonita. Ele não era obrigado a me dar nenhum presente e eu certamente não esperava que o fizesse. Eu nem sabia que ele sabia que era meu aniversário. E ainda assim, ele prestou atenção no que eu uma vez falei, usou a informação para deixar a minha vida mais bonita.

Outro exemplo foi quando uma amiga minha, que certamente não tem nenhum interesse por tango, percebeu que o tango é importante para mim e me arrastou para um evento de tango. Isso era algo de que ela não gostava e realmente não tinha tempo. E ainda, ela fez tudo isso para tornar minha vida mais especial.

Você pode começar a ver o padrão? Procure acontecimentos em sua vida e um padrão. Em seguida, pergunte-se sobre o que esses eventos os tornaram tão especiais para você. No meu caso foi porque através de seus atos voluntários eles me mostraram que minha felicidade e minha vida eram importantes. Elas importam. Eu importo. Eu sou digno.

E então, eles iniciaram um processo de cura, que abriria a possibilidade para eu também ver isso. Talvez eu seja digno. Talvez eu também seja importante.

Depois de descobrir o que ressoa com você, você pode começar a se perguntar como você pode dar aos outros a mesma experiência. E quando o fizer, parecerá que está cumprindo seu propósito aqui. Poucas coisas serão mais significativas para você.

Como usar a impotência

Basia Piechocinska

basia pier 6 (foto Ana Lee)As vezes nos sentimos pequenos, impotentes, débeis.   A maioria de nós, esperançosamente o sente só em algum momento ou alguma fase da vida.  Os sábios nos dizem que o importante não é o que acontece mas a nossa reação ante isso.

Experienciar uma falta de poder pode enriquecer a nossa vida emocional e leva-nos a sentir e viver a humildade e a compaixão, assim estabelecendo conexões verdadeiras e profundas com os que nos rodeiam.
Ou, ela pode procurar um vilão, que nos está tirando o poder, e acender um ódio e um desejo vingativo de um dia vencer a custo do outro, que será submisso, e assim sofrerá do jeito que estamos sofrendo.

Ou, podemos tentar não sentir.  Podemos procurar nos distrair.  Ou podemos continuar na nossa luta, tentando reprimir a escuridão que permanece em baixo.

Tudo depende da nossa forma de reagir.

Há muitas opções.  Destas, a primeira pode parecer a mais atraente, pela finalidade.  Sim, seria interessante crescer, se abrir e conectar com outros de um jeito autêntico.  Mas como conseguir isso?

jc 1

Reconhecendo que os sentimentos e as emoções são só isso, ondas que nos atravessam, fica mais fácil deixa-los fluir desinibidas.  Assim podemos, até com curiosidade, seguir o percurso delas pelos nosso corpo físico.

Desobstruídas, quando não as combatemos, elas sempre passam.  O gancho delas, que pode faze-las ficarem por mais tempo, são os contos.  Toda vez que associamos um conto a uma emoção, ela volta com a lembrança do conto.  E quanto mais o repetimos, mais sentimos a emoção.  Tanto é que podemos chegar ao nível de só com a intenção de contar o conto invocar a emoção.

Então, quando estamos com a sensação de fracasso, insuficiência de alguma forma, temos a escolha de admiti-la, aceita-la, e relaxar para ela livremente atravessar o nosso ser.  E depois, igualmente, temos a escolha do nosso foco.
Qual vai ser o conto que vamos criar?  Vai ser um conto que nega o fracasso?  Ou, vai ser um que nos deixa no papel da vítima?  Ou vai ser um que procura o caminho do crescimento?

Como assim o caminho do crescimento?  O caminho do crescimento usa o tramplim (que já descrevemos em outro artigo).  Ele aceita o presente, até com fervor, porque ele diretamente enfoca no que realmente estamos desejando.  Funciona como um tramplim porque quando mais abaixo vamos, mais poder vamos ter para voar.  Mas para realizar este poder precisamos ter uma direcção. A direcção é fácil encontrar.  Ela é o contrário do que não gostamos.

Então, o caminho do crescimento nos leva a usar o acontecimento e enfocar no que ele pode trazer de bom.

E se ainda não temos a costume de automaticamente encontrar o positivo e os nosso contos de vítima são potentes?

Neste caso podemos re-criar, re-escrever os contos de vítimas.  Pegue seu conto de vítima predileto.  A melhor forma é fazer isso junto com outra pessoa.  Primeiro conte a versão normal.  Pode ser qualquer conto seu.  Pode, por exemplo, ser uma história sobre como alguém maltratou você, ou sobre o mau azar, qualquer um.  Depois, conte o mesmo conto, mas desde uma perspectiva empoderada, capacitada.  Então, uma perspectiva onde você não se vê como vítima.  Consegue?  A outra pessoa vai te dizer se ainda sente que você se faz vítima.

Na sua versão empoderada do conto você usa os mesmos fatos, mas coloca uma outra perspectiva.  Por exemplo, em vez de dizer “Meu namorado me limitava muito nas minhas interações com outras pessoas.  Eu nem conseguia falar de um jeito natural com outras pessoas.” pode por exemplo dizer “As exigências do meu namorado enquanto ao meu comportamento me levaram entender o quanto é importante a liberdade de poder ser si mesmo.  Agora já sei qual vai ser um componente essencial nos relacionamentos futuros meus e fico tão grata pelo discernimento.”

Tente, veja se consegue contar um dos seus contos de vítima para outra pessoa o sentir como um conto inspirador.

:: LEIA MAIS »

Como lidar com as emoções em época de desafios!

Eulina Lavigne

eulina lavigneAntes de falar um pouco sobre o assunto é necessário diferenciarmos a emoção do sentimento, pois muitos entendem como algo similar.

A emoção está associada a uma ação corporal que acontece dentro do corpo, nos músculos, vísceras, etc, está relacionada, portanto, a um comportamento. O sentimento está associado a um processo mental sobre o que está acontecendo no nosso corpo. Portanto, a emoção é uma ação corporal que pode ser vista diferentemente do sentimento e são elas que podem revelar se falo a verdade ou não sobre o que estou vivenciando.

Por exemplo, se o meu corpo treme ou se  encolhe posso estar sentindo medo ou vergonha. Se as minhas mãos ficam enrijecidas e fechadas sinto raiva. Se a minha respiração fica ofegante posso me sentir ansiosa. Então, é o corpo que expressa uma emoção que é traduzida pela mente em um sentimento, e muitas vezes o corpo vivencia algo e negamos. Meu corpo pode revelar tremores e posso lhe dizer que estou com coragem para fazer algo, e isto indicar que existe um discurso desalinhado com o que expresso.

desafiosE como lidar com as nossas emoções diante do evento do Coronavirus?

Para responder a esta pergunta é importante antes,  refletirmos sobre qual a função do coronavirus para a humanidade, pois no meu entendimento, todos os acontecimentos que se apresentam em nossas vidas, trazem aprendizados e penso que é nisto que devemos focar neste momento.

Falando como uma especialista em traumas, a Terra, a casa onde moramos, estava sendo extremamente ativada e sobrecarregada de emoções por conta desse ritmo louco que nos impomos, sem tempo para vivenciarmos com mais profundidade as nossas relações, sem tempo para inclusive, desenvolvermos um autocuidado, com a nossa alimentação, com o nosso corpo, saúde mental e com a mãe natureza. A Terra não estava suportando mais.

Do ponto de vista fisiológico, o mundo estava ativando profundamente o seu Sistema Nervoso Autônomo Simpático (que é aquele que nos sacode, que nos chama para a vida, para fazer e acontecer), fazendo mil coisas ao mesmo tempo, com pouco tempo para relaxar e entrando em total desequilíbrio, rompendo os limites da nossa capacidade de resistir, a qual chamamos de resiliência. Quando isto acontece provocamos uma divisão do corpo, da mente e do sistema nervoso provocando uma dissociação, ou seja, eu perco o contato com o meu mais profundo ser. Vou perdendo a noção do que estou fazendo e como isto reverbera em mim e no outro.

:: LEIA MAIS »

Fala que eu te escuto

 

Eulina Lavigne

eulina lavigneSabe aqueles dias que você parece que está vazia de palavras? Sou eu hoje para me fazer presente aqui. Estar vazia de palavras é aquele momento que ao final do dia você quer ficar em silêncio.

Tenho o hábito de escrever à noite. No silêncio. E agora, neste exato momento, o silêncio quer se fazer dentro de mim. Você já passou por isto?

Rever o seu dia, as coisas boas que vivenciou, os desafios que superou e no final do dia dizer: por hoje basta. Está de bom tamanho. Por que a palavra se fará pelo silêncio. Não há necessidade de se dizer mais nada.

Rubem Alves no seu texto Escutatória comenta que o mundo quer aprender a falar e ninguém quer aprender a ouvir. E aprender a ouvir exige silêncio.

Communicating a message

Ele se reporta ao silêncio da Alma, não basta o silêncio de fora e sim aquele silêncio, aquela escuta interna onde a gente ouve coisas que jamais ouviu.  E que também, além de passar por uma escuta interna, precisa apreciar a escuta do outro.

Todas as vezes que vou a Salvador, almoço com um amigo irmão, muito especial, que as vezes, para não dizer sempre, se queixa que eu não o  deixo falar. Eu adoro contar histórias nas suas minúncias e ele me pede para deixar de entretantos e ir logo aos finalmentes rs. E, embora seja verdade o que ele me diz, todas as vezes que ouço ele dizer isto eu respondo: Você precisa entender que quem mora longe dos amigos e família, que tem a sua própria companhia diariamente, precisa de alguém que lhe escute e lhe compreenda. Portanto, tenha paciência. Ele estava saindo de um ano sabático e queria falar também e eu, verdadeiramente, não o deixava falar.

:: LEIA MAIS »

Quando o Faz de Conta transforma-se em Era uma Vez

Eulina Lavigne

eulina lavigneÉ muito provável que a maioria de nós,  quando criança, tenha apreendido a brincar de faz de conta. Faz de conta que sou o meu pai, que sou a minha mãe, o médico, a babá, o amigo, a boneca, o boneco, e assim  fomos  experimentando os diversos papeis.

Outras vezes brincávamos de faz de conta que estava tudo bem para agradar aqueles que nos cuidaram e garantiam, com a sua forma de amar, a nossa sobrevivência.

E como a maioria apreendeu a maioria, também, tende a permanecer neste papel, esquecendo-se que cresceu e no conforto de que é muito melhor brincar de faz de conta do que encarar o que é real.

Eu faço de conta que gosto de você e lhe suporto por conta da posição que ocupa, seja lá em que lugar for. Faço de conta que concordo com você e, por traz, digo qual é o meu real pensamento. Digo que te amo para permanecer na minha zona de conforto e preservar tudo que me proporciona e até para evitar algo mais agressivo da sua parte como forma de me preservar.

faz de contaFaço de conta que concordo com você para evitar as suas respostas agressivas que se enchem de defesas encobrindo onde realmente lhe dói. Faço de conta que lhe agrado com medo do que você possa fazer comigo.

Então, a brincadeira se prolonga fazendo de conta que eu te entendo, que eu te escuto, que eu te vejo, que eu te amo, que eu sou tudo aquilo que você acha que sou e não sou. Faz de conta que quero e não quero. Que eu te ouço e não escuto. Que falo e não reverbera em mim.

Brincamos de faz de conta que crescemos e que somos adultos maduros e, no fundo somos muito infantis. Somos crianças mimadas, descuidadas, apanhadas. Somos.

E logo o faz de conta vira era uma vez. Era uma vez um professor, um marido, um filho, um amigo, um amante, uma esposa. Era uma vez, uma vida confortável, um carro de luxo, um amor eterno e que se evaporou no tempo.

:: LEIA MAIS »

Como fazer a inspiração brotar – Trailers emocionais

Basia Piechocinska

basia pier 6 (foto Ana Lee)No último artigo falamos sobre a diferença entre a motivação e a inspiração. A motivação nasce de um problema, um estado indesejável e traz a energia da realização para conseguir o objetivo, a pesar do processo da realização muitas vezes ser duro. Ela nos mantém no filosofia de fazer para um dia ser feliz. A inspiração brota do bem estar e traz a energia para realizar uma coisa aprazível e ainda melhor. Ela nos mantém no estado de fluxo (flow) e na filosofia de fazer de felicidade.

De fato ela é mais natural do que a motivação. A motivação precisa da força de vontade. Sempre usar a força de vontade acaba sendo desgastante. E a inspiração não requer força de vontade. Em si ela é nutritiva. Quanto mais a pessoa consegue estar nela, mais nutrida se sente.

A inspiração tem vantagens e seria lindo poder viver nela, mas como conseguir isso?

Existem formas de cultivar inspiração e facilitar para ela poder brotar. Vamos começar com um exemplo muito prático. Uns anos atrás pensei que seria bom para mim fazer yoga todos os dia de manhã. Mas como não tinha tempo teria que acordar umas 5:30 para encaixar uma sessão de yoga. A primeira tentativa de fazer isso acontecer foi com motivação e força de vontade. Coloquei meu alarme às 5:30 e fui dormir. Quando acordei com o alarme estava muito cansada mas consegui sair da cama e fazer a minha sessão de yoga. Não foi muito prazeroso mas terminei. Pensei que simplesmente vai ter que virar um habito. No dia seguinte era final de semana e pensei que talvez no final de semana posso descansar. E o que acabou acontecendo foi que não retomei mais o yoga.

inspiraçãoFoi então que decidi colocar em prática a inspiração. Todo dia quando chegava em casa sentava numa poltrona e imaginava o quanto prazeroso pode ser fazer yoga cedinho de manhã. Imaginava cada parte, começando por como acordava sozinha e eram as 5:20. Me sentia totalmente repousada e plena de energia. Sentia até os cheiros refrescantes da manhã entrando pela janela. Todo meu corpo sentira vontade de esticar e cada assana, posição do yoga era exactamente o que precisava. Com cada movimento me sentia mais energizada e inspirada. Mais ou menos foi isso que acabei imaginando intensamente e muito sentido por uns poucos minutos ao chegar em casa. Esses minutos na poltrona me deixavam mais feliz.

Passaram quase duas semanas quando, de repente, acordo uma manhã e me sinto muito bem. Olho a hora e vejo que são 5:20. Será que é uma sinal para eu tentar fazer yoga? Realmente seria bom. Começo entrar nas assanas e realmente sinto como cada assana me abre mais. Toda a sessão acaba sendo muito agradável e estou bem disposta a começar meu dia. Por alguma razão esta experiência continua repetindo-se dia traz dia.

Depois de uns dois meses uma amiga pergunta-me se faço exercício. Quando conto que faço uma hora de yoga todos os dias as 5:30 ela exclama “Você deve ter uma super força de vontade!”. Não sabia como explicar que a força de vontade nem entra na equação. O yoga simplesmente flui.

Criar estes trailers das coisas que queremos poder fazer é uma forma de preparar o solo para inspiração brotar. O importante do trailer é que seja uma coisa que conseguimos sentir. Queremos sentir o prazer já antes de fazer a coisa. Quanto mais o repetimos, melhor.

Na vida sempre vão acontecer coisas que não sejam agradáveis, mas quanto melhores somos em mudar o nosso foco do indesejável para o desejável, mais rápido vamos poder entrar na força da inspiração. Cada problem mostra um desejo que no momento ainda não está realizado. Enfocando no desejo, criando trailers emocionais ao redor dele pode ajudar preparar o solo para a inspiração leva-nos no fluxo da realização feliz.

Como a motivação pode manter-nos aprisionados

Basia Piechocinska

basia pier 6 (foto Ana Lee)Inicialmente, quando pensamos no conceito da motivação parece uma coisa boa. É uma forma de “motivar”, trazer a energia da iniciativa, fazer com que vamos realizar alguma coisa com fim positivo. Podemos ter motivação para alcançar um objetivo, fazer exercício para perder peso, mandar curriculums para conseguir um trabalho, visitar os avôs para que se sintam menos sozinhos. Parece que não tem erro. Mas tem um lado sutilmente escuro.

A motivação sempre está baseada num sentido de falta ou mau estar. Ela surge porque sentimos tem alguma coisa que não gostamos e queremos mudar. No fundo tem alguma necessidade não atendida ou algum medo. “Se eu não perder peso o médico fala que vou ter problemas de coração e vou morrer jovem. Agora sim estou motivada para fazer exercício, para salvar minha vida.” A motivação está ligada com o apego ao resultado que queremos obter.

motivação (2)Muitas vezes ela pode trazer a energia para superar as dificuldades. A pessoa pode não gostar de correr mas se convencendo que é importante luta, sofre, mas perservera. Pode ter um resultado positivo. O lado escuro da motivação é que, a pesar dela poder trazer um resultado positivo, ela mantêm a pessoa presa no padrão de estar sofrendo, estar com necessidade, estar com medo e precisar fazer alguma coisa para sair. Este padrão gera um forte apego aos resultados. Se o resultado desejável não acontecer surge um medo.

Existe alguma alternativa a este padrão baseado em falta e medo? Por sorte a resposta é que sim, existe. Chama-se inspiração. A inspiração não está apegada aos resultados. Ela não surge do medo. Ela surge do foco nas coisas lindas. Envolvida pela música a pessoa pode sentira a inspiração para dançar. Não tem nenhuma necessidade, nem medo da alternativa. O que surge é um desejo puro semelhante ao amor, conexão, alegria e flow  (fluxo)

Se a motivação é a força repelente do ruim, a inspiração é a força atrativa ao bem.

Quando a inspiração atua o processo de ação que gera costuma ter a mesma característica do que é desejado e naturalmente aparece uma sensação do estado de flow. No casa da motivação o processo de ação pode ter uma caracteística bem diferente do que é desejado. Se o desejável for o dinheiro para sobreviver o trabalho não necessariamente vai trazer uma sensação de alegria, criação, liberdade, satisfação.

motivação (1)Então na inspiração encontra-se uma sensação de flow que começa com um estado inspirado de alegria, move-se pela alegria, e termina trazendo mais alegria. A motivação normalmente começa com uma sensação de falta ou medo, continua por uma experiência que pode involver luta ou sofrimento, para possivelmente chegar a um sentimento de alívio ou até momentos de felicidade, alcançando a meta.

Além de manter-nos no padrão de sofrimento e apego, a motivação não é a melhor forma de conseguir os melhores resultados. Imagine se em vez de visitar os avôs por sentido de culpa você iria todo cheio de inspiração e conseguiria compartilhar esta energia com eles. Ou, se em vez de ir a uma entrevista de trabalho sabendo que você precisa dele mesmo você chegaria com a visão clara de como isso seria o melhor para você e o empregador, compartilhando sua genuína paixão pelo trabalho. Os resultados das coisas que fazemos por amor, paixão e inspiração costumam superar os que fazemos por dever, e acabam contagiando os outros com energia positiva.

Na próxima coluna vamos mergulhar nas formas de fazer a inspiração brotar e crescer. Vamos estudar como ficar cultivadores de inspirações.

A dança da mudança

Eulina Lavigne

eulina lavigneSempre usei esse termo “a dança da mudança” e, coincidentemente, é o título de um dos livros de Peter Senge, com foco nas organizações.

A natureza, com a sua sabedoria, confirma a frase de Heráclito de Éfeso, que diz que nada é permanente exceto a mudança, ensinando que a mudança é uma constante em nossas vidas. E cada mudança que ocorre é um ciclo que se fecha, assim como as estações do ano. E, muitas vezes, torna-se um processo doloroso quando criamos resistência àquilo que precisa ser. Precisamos aprender com a Mãe Natureza a entregar.

Quando o outono se encerra, as folhas caem para dar lugar ao inverno. Sem resistências e, um novo ciclo se inicia para novas folhas surgirem.

dançaA nossa resistência é decorrente do medo. Medo do desconhecido. Medo de abandonar o velho com o qual já estamos acostumados, mesmo que esse velho não nos faça bem. E assim, como numa dança, damos um passinho para frente e outro para traz, resistindo, negando, até que compreendemos e nos libertamos dos velhos padrões.

Ah! Os velhos padrões constituídos de crenças que já não nos servem mais! Precisam ser vistos e revistos em um processo que exige firmeza para fazer diferente do que se acredita. É como se fossemos fazer uma viagem e na bagagem levássemos apenas aquilo que, de fato, faremos uso. Em nossa caminhada seremos convidados a deixar muitas coisas para trás para seguir em frente.

A verdadeira mudança acontece quando conseguimos alinhar o nosso discurso com as nossas ações. Esse é o grande desafio. E é preciso uma conversa séria e sincera com as nossas células para que elas ressignifiquem o seu pensar. Muitos vão achar que eu enlouqueci, conversando com as células. Se você ainda não sabe, temos mais trilhões de células pensantes e inteligentes que agem de acordo com o que aprenderam ao longo da nossa vida e, para quem acredita, ao longo das nossas vidas. Haja memória! Por esta razão, é preciso muita conversa e determinação.

:: LEIA MAIS »

Fazer escolhas e abrir mão

Eulina Lavigne

eulina lavigneQuando você era criança ouviu alguém lhe pedir para ficar quieto senão o bicho papão iria lhe comer? Ou lhe dizer que se fizesse isso ou aquilo a bruxa malvada lhe levaria para a casa dela e lhe prenderia na gaiola tal qual fez com o Joãozinho e Maria? E o lobo mau?

E você fez o quê? Desafiou a bruxa, o lobo mau e o bicho papão? Ou se apegou ao medo?

Pois é, a grande maioria de nós desde cedo aprende a cercear os desejos e ações e ficar imobilizado e acomodado em função do medo. Diante de uma ameaça de vida ou morte você vai fazer o quê? Obedecer! E o pior é que é uma ameaça de morte que não existe!

escolhasQuando cerceamos as nossas ideias e desejos somos levados a controlar os nossos impulsos e as nossas ações, e quando isto é feito por meio de uma ameaça tudo fica pior, pois, uma hora “a vaca vai para o brejo e torce o rabo”.

Se os nossos desejos e ideias são tolhidas de forma autoritária em algum momento entraremos em um embate e, buscaremos o controle ou com uma passividade dissimulada, ou com agressividade, ou com pirraça, seja de que forma for vamos buscar.

Embate de lá e embate de cá implica que alguém terá que ceder se desejam uma solução. E penso que essa concessão se torna mais saudável por meio do diálogo. Por meio da escuta, da reflexão e da percepção de que muitas vezes aquilo que acreditamos ser o certo nem sempre é. Da clareza de que os padrões sobre os quais fomos educados já não cabem mais no momento atual.

:: LEIA MAIS »



WebtivaHOSTING // webtiva.com.br . Webdesign da Bahia