hanna thame fisioterapia animal
livros do thame

Posts Tagged ‘autoajuda’

Quando a queixa é maior que a vontade!

Eulina Lavigne

eulina lavigneNão me recordo em que livro eu li, que o homem é movido por três forças: a vontade, o pensamento e a atitude.

A vontade é muito mais que um desejo. Ela vem das entranhas, da Alma. Da certeza do que se quer. E é esta vontade que move o pensamento para a realização. E só se realiza com atitude.

Ouço muitos jovens adultos ainda dizerem que não fazem este ou aquele curso, não fazem isto ou aquilo que desejam simplesmente porque os pais não deixam.

Às vezes o medo, o estar em uma zona de conforto, como casa, comida e roupa lavada ou a não identificação, ainda, do que os move para a vida, são prováveis impedimentos para sair do lugar.

Quando identificar de fato de onde vem este impedimento, e a vontade reinar, não há pai, mãe, vó, vô, ninguém que os impeça.

É muito mais fácil acusar e responsabilizar os pais ou quem quer que seja por sua paralisia do que agir, pois, desta forma não se responsabiliza por sua vida e o tempo passa.

E este é o grande ganho. Não se responsabilizar para não ter que pagar o preço das escolhas que faz. Para não ter que assumir as consequências do que vier a acontecer.

Read the rest of this entry »

Quando as máscaras caem

Eulina Lavigne

 

eulina lavigneTomemos a vida como um grande teatro, onde encontramos diversos personagens conforme a trama vivida.

E eis que convidados a assumirmos o nosso papel na vida, escolhemos a melhor máscara que nos cabe, pois afinal de contas, na grande maioria dos casos, assumirmos quem somos nos gera uma série de crenças distorcidas como: “serei abandonado”, “não serei aceito”, “não serei amado”, “não serei quem sou, pois, o preço a pagar é muito alto e não estou disposto a abrir mão disso ou daquilo”. Tudo isto de forma bem inconsciente.

Uns acreditam que o amor é a melhor máscara, outros o poder, outros a serenidade, e a diversidade é imensa.

O amor é, muitas vezes, a melhor forma de resolvermos os problemas que nos afligem e a submissão também. Nos tornamos meigos, obedientes, bonzinhos para sermos amados e cedemos aos desejos dos outros para termos os nossos desejos atendidos. Um jogo bastante interessante e quando descoberto é preenchido pela vitimização tipo: eu faço tudo por você! eu abro mão das minhas coisas para fazer as suas. Eu não mereço isto.

mascarasPor traz da máscara do amor, está o orgulho, a vergonha, a agressividade e a raiva também é encontrada.

Quando a máscara do amor não nos convém, usamos a do poder. Pois com ela acreditamos que somos respeitados pela posição que ocupamos, nos sentimos independentes (balela), autosuficientes, “donos do nosso nariz”.

Com ela nos despreocupamos se fulano é bom ou é ruim, mas se nos sentimos queridos e idolatrados já é o suficiente.

Se nem a máscara do amor e nem a do poder nos cabe, resta a da serenidade, que alguns podem chamá-la de espiritualidade. Com ela acreditamos que encontramos a paz, que devemos a todos amar e que nada neste mundo nos afetará. Até que…..

 

Vem a óbito o neto de um ex-presidente e é o suficiente para as redes sociais derrubarem todas as máscaras. Ofensas e desrespeitos, desqualificações de todos os tipos vem à tona, revelando o quanto esta máscara pesa sobre o nosso ser. Quanto orgulho e hipocrisia ela encobre.

Read the rest of this entry »

Por amor aos nossos filhos

Eulina Lavigne

eulina lavigneQuando um casal se separa, com raras exceções, os emaranhados familiares se intensificam por conta de um desrespeito às ordens do Amor. O Amor flui quando a hierarquia familiar é respeitada, considerando o tempo, o peso e a função que se exerce no sistema familiar. E, muitas vezes, essa compreensão só chega com a maturidade e com os ensinamentos da vida.

A separação é algo muito doloroso para toda a família. Confesso que quando me separei, a dor que senti, mesmo desejando a separação, foi a mesma de quando perdi o meu irmão no auge dos seus 28 anos. É a dor da morte.E é tão dolorosa que para evitamos a dor entramos na raiva, na censura e no desejo de vingança.

Em separações mau acordadas, há sempre uma tendência de se encontrar um “bode expiatório”. Ou seja, alguém que possa se responsabilizar por isso. Um relacionamento não chega ao final porque um parceiro é culpado e o outro é inocente. Trazendo a luz, a visão da Constelação Familiar, um relacionamento acaba porque um deles deve estar assumindo problemas de sua família de origem ou ambos caminham em direção opostas.

hijosE mesmo que me diga que você foi abandonado por seu pai ou sua mãe, por traz de tudo isso, existirá um emaranhado sistêmico, e se for investigar, verá que esse pai que abandonou, também deve ter sido abandonado, ou está assumindo o papel de alguém em seu sistema familiar.

E até que a morte nos separe, que não necessariamente passa pela ordem física, é preciso entender que ali acaba uma relação entre um homem e uma mulher. Pois, quando se tem filhos, a relação entre pai e mãe deve ser eterna, para que a ordem familiar seja preservada.

E toda a desordem familiar que assistimos hoje em nosso dia a dia, nas rádios, na televisão, onde filhos agridem pais, e vice e versa, filhos se envolvem com drogas e com a marginalidade, onde o desrespeito familiar reina, podemos dizer que estão relacionados com o fato do casal ter dificuldade em separar o que diz respeito ao casal e o que diz respeito à sua função de pai e mãe.

Read the rest of this entry »

A nossa permanente impermanência

 

Eulina Lavigne

eulina lavigneDesde o início do ano estou lidando com a minha impermanência diante de fatos que geram mortes coletivas e individuais. Morte de pessoas que serão sempre, para mim, referência de amor, de sabedoria, de aprendizados inesquecíveis.

E sempre que a morte se revela para mim de forma tão abrupta, lembro o quanto a minha e a nossa vida é efêmera, principalmente para aqueles que acreditam que a vida se encerra quando o nosso corpo físico sucumbe. Lembramos o quanto precisamos olhar para a nossa vida e fazer dela valiosa.

vida e morteA grande maioria das tradições espirituais do mundo, inclusive o Cristianismo, reconhece a continuidade da vida após a morte. Acontece que fui ensinada a negar, rejeitar a morte e a acreditar que ela é o fim de tudo. Fui ensinada a ter medo da morte como se ela fosse um bicho papão que devemos manter à distância. E, sendo assim, eu corria alucinadamente para usufruir de todas as coisas materiais, a ter o melhor carro, o melhor apartamento, a melhor bolsa e assim fui me distanciando de mim.

Sogyal Rinpoche no livro tibetano do viver e do morrer, concluiu que os efeitos desastrosos da negação da morte vão muito além da esfera individual: eles afetam o planeta inteiro. Pois esta falta de visão a longo prazo está levando as pessoas a devastarem o nosso planeta e a destruírem os nossos recursos naturais como não se houvesse o amanhã.

Passei então a refletir sobre isto e há muito tempo ando nesta busca de mim e confesso que ainda tenho medo da morte, embora seja muito menos. Ainda tenho um caminho longo a percorrer comigo.

Read the rest of this entry »

O Amor, o Medo e a Raiva

 

Eulina Lavigne

eulina lavigneSe perguntar à maioria das pessoas qual o oposto do amor, a primeira resposta que ouvimos, assim no impulso, é que é o ódio.

E se pararmos para pensar um pouco podemos observar que o oposto do amor é o medo. O medo de. O medo de se envolver, o medo de se machucar, o medo de dizer o que sente de fato, o medo do abandono, o medo de amar a si próprio. No fundo temos medo de nos amar como somos e muitas vezes projetamos no outro aquilo que gostaríamos de ser, ou de ter, ou de fazer e, por medo, não somos, não temos e não fazemos.

E quando o outro pode ser quem é, fazer e ter, entramos no desamor e sentimos raiva. Do outro? Não. De nós mesmos. Bert Hellinger, criador da Constelação Familiar, se utiliza de uma frase muito interessante que diz: “Que mal lhe fiz para estar tão furioso com você?”. No fundo tenho raiva de mim porque aceitei muitas coisas que não devia ter aceitado. Porque deixei de exigir, tomar ou pedir o que eu poderia ter exigido, tomado ou pedido. Esse tipo de raiva paralisa, pode deixar o sujeito enfraquecido e preso por muitos anos.

amorQuando desenvolvo o amor por mim, e incluo o medo e a raiva como partes de mim, considerando-os importantes para a minha caminhada, me fortaleço e me sinto mais segura para amar o próximo. Por que o medo, quando reconhecido em momentos que me cabe, me protege. Por exemplo, Ângela Cavallo foi capaz de levantar e segurar um veículo por quase 5 minutos para salvar o seu filho que ficou preso sob um Chevrolet 1964. O medo de perdê-lo foi tão grande que a fortaleceu a tal ponto que fosse capaz de fazer o que fez. O amor que tinha pelo filho, superou qualquer obstáculo.

O medo me convida a ficar mais alerta e focado para que algo de pior não aconteça. E isso me faz bem!

Read the rest of this entry »

Você abriu mão do seu Plano de Saúde? E agora?

Eulina Lavigne

 

eulina lavigneCerta vez quando estava em uma situação financeira muito delicada, fui orientada por um amigo a deixar de pagar o meu plano de saúde, que há 14 anos atrás custava em torno de R$650,00 mês. Se fosse fazer um plano hoje pagaria em torno de R$2.400,00 mês.

Como sempre fui uma pessoa saudável, que sempre me exercitei e nunca dei muita trela para a doença, graças a Deus, ela se distancia de mim. Adorei a ideia dele. E se fosse “podre de rica” confesso que ainda assim não teria.

Penso que, se todos nós compreendêssemos que a vida é nossa, que estamos aqui para “nos curar de nós” e somos nós que precisamos cuidar da nossa vida, talvez os postos de saúde, hospitais, públicos ou privados, não estariam superlotados, com pessoas em macas, pelos corredores e em enfermarias aguardando por vagas.

saudePor não ter plano de saúde e ter conhecimento de como funciona o nosso sistema de saúde, procurei mudar os meus hábitos alimentares, meditar, exercitar o corpo, a mente e o espírito para continuar saudável. Além de, duas vezes por ano, pagar por uma consulta médica com escuta apurada e realizar todos os exames solicitados. Com isto meu gasto com a minha saúde fica em torno de dois meses e meio do custo de um plano de saúde mensal.

Read the rest of this entry »

MEC reajusta em 4,17% piso salarial do magistério

O Ministério da Educação (MEC) determinou que o reajuste salarial para os professores de nível I, aqueles com apenas formação em magistério, receberão um reajuste salarial de 4,17%, fazendo com que o salário inicial da carreira chegue a R$ 2.557,74 para 40 horas de trabalho semanal. Esse reajuste deve ser incorporado já no salário de janeiro, conforme determina alei nº 11.738/2008.

De acordo com a Presidente do Sindicato do Magistério – SIMPI, Carminha Oliveira, o reajuste dos professores de nível I é, sem dúvida, o menor desafio enfrentado pela Secretaria de Educação, visto que apenas 130 profissionais compõem este nível. “O reajuste autorizado pelo Prefeito de Itabuna é uma exigência da lei. Esperamos que o Departamento Financeiro já esteja se articulando para ver como irá garantir a extensão desse reajuste para toda classe, visto que nosso plano de carreira dá direito à linearidade aos profissionais graduados e pós-graduados, que é a grande maioria.”.

O Coração que ama, sente e pensa!

Eulina Lavigne

 

eulina lavigneDesde os anos 90 leio a respeito de pesquisas que estão sendo realizadas sobre o coração e que muitas coisas serão ressignificadas quando as mesmas forem reveladas.

Em 1998, Paul Pearsaall, Ph.D, especialista em psiconeuroimunologia, e estudioso da relação do cérebro, o sistema imunológico e nossa experiência do mundo exterior, revelou em seu livro A memória das células – a sabedoria e o poder da energia do coração, que o coração é mais do que apenas uma bomba; ele rege a sinfonia celular que é a própria essência do nosso ser.

Segundo ele existe um código do coração, uma energia sutil que ele denominou energia “V”, que está registrado em cada célula do corpo e esta memória é reativada como se a nossa alma nos enviasse informações.

cuorePortanto, o nosso cérebro vai deixar de reinar e perder a sua cadeira cativa, se achando o “rei do pedaço”, que impõe as suas vontades, nos dá ordens, nos apressando, gerando tensões e ansiedades e por vezes nos adoecendo.

Pearsaall nos chama à atenção sobre a guerra existente entre o cérebro e o coração e que é preciso ficarmos atentos e sermos fortes para resistir a tantas manobras que o cérebro vem criando por meio de extensões de si mesmo, como aparelhos celulares, computadores, sistemas rápidos de comunicação. Nós não somos apenas um cérebro. Temos um coração que sente e pensa.

Read the rest of this entry »

Sem meias Verdades

Eulina Lavigne

 

eulina lavigneQuando desejar saber se a verdade é meia ou é inteira, se alguém é dono ou inquilino da verdade, observe. Observe, principalmente se o discurso de quem prega está alinhado à sua ação. Porque muitas ditas verdades, são ditas aos ouvidos de quem quer ouvir exatamente o que está ouvindo. Muitas vezes a verdade está vestida de mentira e nos tornamos reféns da manipulação. Então, recomendo examinar direitinho.

Na caminhada de construção do nosso Ser, o ego, esta figura forte, prepotente, orgulhosa, cria um mundo mental fantasioso, injusto, falso, mora nele e ainda por cima se vitimiza. Ao longo da nossa jornada de vida é muito importante observar este nosso ego que a todo momento atrapalha, nos faz felinos e aciona aqueles velhos medos e, principalmente, o medo de ser destruído. Ou seja, da morte!

meias verdadesNos meus estudos sobre a psicologia esotérica, e chamo à atenção que a palavra esotérica tem um significado diferente da exotérica, li um aforismo do livro Luz no Caminho que diz assim: “Antes que a voz possa falar na presença do Mestre deve ter perdido o poder de ferir”.

Isto quer dizer o que mesmo? O que você achar que é. Reflita e tire as suas conclusões e vamos aproveitar o final do ano para fazer uma avaliação do que estamos pregando e de como estamos agindo. Este ano de eleição então, foi uma maravilha para vermos o quão as pessoas estão alinhadas aos seus discursos. Sem querer julgar ninguém e compreender que cada qual tem o seu grau de evolução e isto faz parte do caminho de todos nós. Inclusive do meu.

Voltando a nossa verdade, a meia verdade nos faz agir no mundo pela metade também. Em desequilíbrio, pois um pezinho está na frente e o outro está atrás. E junto com a meia verdade vem a desconfiança pois, se falta a outra metade da verdade ninguém junta os pés e reza a reza do pastor e diz amém. Confesso que hoje estou meio que jocosa. Rs

Read the rest of this entry »

Como fortalecemos a mentira

Eulina Lavigne

eulina lavigneFiquei refletindo como nós, pais, educadores, contribuímos para que a corrupção se instale em um sistema. Como fortalecemos a mentira, a enganação sem nos darmos conta disso. E quero fazer essa reflexão no sentido de alterarmos práticas tidas como normais e muitas vezes educativas quando passamos a atuar dentro de um padrão de normalidade que o antropólogo, psicólogo e reitor da Universidade da Paz, Roberto Crema caracterizou como a patologia da normose. Ou seja, um comportamento que a maioria da população pratica e que são patogênicos, com uma dimensão destrutiva para si e para os outros.

Todas as vezes que uma criança age fora dos padrões aceitáveis em seu meio social ela é punida por isso, ao invés de ser orientada a fazer diferente. E isso traz consequências terríveis para a nossa sociedade que por acreditar ser a punição um ato normal e assim praticado pela maioria não trará maiores transtornos. Por exemplo, vamos falar da mentira. Como ela se instala e torna-se um movimento normal?

mentiraDigamos que uma criança, sem querer, quebrou um objeto de valor em sua casa e o pai ou a mãe quando chegam questionam para aqueles que residem na casa quem foi o autor do fato. E todos permanecem calados. Questionados com mais intensidade uma criança resolve confessar que foi ela e leva um tapa ou é proibida de brincar com os seus amigos. Resultado, nesse momento cria-se a crença, para a criança, que dizer a verdade é algo ruim. Que mentir é melhor, pois assim fazendo, vai evitar receber um tapa ou até mesmo fazer o que gosta que é brincar com os amigos.

 

Read the rest of this entry »

A morte: uma grande aventura

 

Eulina Lavigne

eulina lavigneEste é o título do livro compilado por dois estudantes, dos Escritos de Alice Bailey e o mestre Tibetano, Djwhal Khul, que nos convida a assim pensar sobre a morte.

Embora a morte, por enquanto, seja a única certeza que temos na vida, o livro nos instiga a pensar a morte como algo que não pode ser evitado, e que é o Portador de Mudanças. Sendo assim podemos tornar o processo da morte uma parte planejada da totalidade do propósito inteiro de nossa vida.

Segundo eles se assim pensarmos podemos ver a vida com um colorido diferente e com mais leveza.

Para mim esta reflexão faz bastante sentido, na medida em que sabendo da nossa imortalidade podemos projetar, programar a nossa vida e esta transição como se fossemos para uma aventura sem nada nas mãos e com a bagagem de experiências que a vida nos proporcionou. Neste momento vamos de mãos vazias e, se espera, com a consciência um pouco mais ampliada do que chegamos.

Ao longo da nossa vida, morremos um pouco a cada pensamento novo, a cada mudança de casa, ou de escola, ou de várias renúncias que fazemos em nossa trajetória.  Vamos, aos poucos, vivenciando renúncias para a chegada da renúncia maior.  A escolha de nos prepararmos para essa grande aventura é nossa.

mortePodemos sofrer por antecipação, quando deixamos de viver o presente na ansiedade de viver o futuro para correr o suficiente para não morrer logo. E terminamos morrendo, e muitas vezes, antes do tempo. Que complicação!

Isto me lembra uma história que li sobre duas lagartas amigas. Um dia, durante as férias, se despediram uma da outra e foram visitar a família. Até chegarem na casa dos seus familiares foi uma longa trajetória a ponto do processo de transformação em borboleta se iniciar. Uma das lagartas apressou o seu passo para chegar logo a casa da família para contar a novidade. O seu corpo estava se transformando, não sabia em que ainda, mais que aquilo deveria ser bastante interessante. Ela contava tudo isto para a família com muita alegria e desejosa que tudo terminasse logo para ver o resultado. Do resultado já sabemos. A lagarta transformou-se numa linda borboleta azul.

Read the rest of this entry »

Fugir, lutar, ficar imobilizado ou sacudir a poeira e seguir?

Eulina Lavigne

 

eulina lavigneDurante os meus 57 anos de idade eu jamais presenciei uma eleição que causasse tanta polêmica, discórdias, agressões, rupturas e experiências traumáticas.

A experiência traumática passa a ser traumática, já comentei em artigo anterior, não pelo evento em si, e sim pela forma como o nosso sistema nervoso reage diante do evento. Esta é uma visão trazida por Peter Levini em sua abordagem terapêutica denominada Experiência Somática.

paz interior 2Nestas eleições, percebi que as estratégias de defesa diante dos seus resultados, são semelhantes às utilizadas pelos animais. Os animais quando se encontram diante de situações de ameaça, fogem, quando percebem que o risco de sucumbir é alto; lutam, quando percebem que existe a possibilidade de sobreviver ou se congelam, se fingem de morto, quando percebem que o risco de morrer é elevado.

Depois que o seu predador se retira, acreditando que ele está morto, a presa se sacode, integra o ocorrido e segue o seu caminho. E é exatamente esta sacudida que permite o seu sistema nervoso descarregar e o trauma não se instalar.

Pois bem, tenho observado que muitos eleitores diante dos resultados das urnas, estão deixando o país, em um movimento de fuga, outros estão entrando na energia da guerra, e esta é a mais perigosa pois entra na disputa do “matar ou morrer”, agem mais pelo instinto e outros estão completamente imobilizados, o que também é um risco pois é aí que o trauma se instala.

 

Read the rest of this entry »

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

Busca por data
abril 2019
D S T Q Q S S
« mar    
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
282930