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Como lidar com as emoções em época de desafios!

Eulina Lavigne

eulina lavigneAntes de falar um pouco sobre o assunto é necessário diferenciarmos a emoção do sentimento, pois muitos entendem como algo similar.

A emoção está associada a uma ação corporal que acontece dentro do corpo, nos músculos, vísceras, etc, está relacionada, portanto, a um comportamento. O sentimento está associado a um processo mental sobre o que está acontecendo no nosso corpo. Portanto, a emoção é uma ação corporal que pode ser vista diferentemente do sentimento e são elas que podem revelar se falo a verdade ou não sobre o que estou vivenciando.

Por exemplo, se o meu corpo treme ou se  encolhe posso estar sentindo medo ou vergonha. Se as minhas mãos ficam enrijecidas e fechadas sinto raiva. Se a minha respiração fica ofegante posso me sentir ansiosa. Então, é o corpo que expressa uma emoção que é traduzida pela mente em um sentimento, e muitas vezes o corpo vivencia algo e negamos. Meu corpo pode revelar tremores e posso lhe dizer que estou com coragem para fazer algo, e isto indicar que existe um discurso desalinhado com o que expresso.

desafiosE como lidar com as nossas emoções diante do evento do Coronavirus?

Para responder a esta pergunta é importante antes,  refletirmos sobre qual a função do coronavirus para a humanidade, pois no meu entendimento, todos os acontecimentos que se apresentam em nossas vidas, trazem aprendizados e penso que é nisto que devemos focar neste momento.

Falando como uma especialista em traumas, a Terra, a casa onde moramos, estava sendo extremamente ativada e sobrecarregada de emoções por conta desse ritmo louco que nos impomos, sem tempo para vivenciarmos com mais profundidade as nossas relações, sem tempo para inclusive, desenvolvermos um autocuidado, com a nossa alimentação, com o nosso corpo, saúde mental e com a mãe natureza. A Terra não estava suportando mais.

Do ponto de vista fisiológico, o mundo estava ativando profundamente o seu Sistema Nervoso Autônomo Simpático (que é aquele que nos sacode, que nos chama para a vida, para fazer e acontecer), fazendo mil coisas ao mesmo tempo, com pouco tempo para relaxar e entrando em total desequilíbrio, rompendo os limites da nossa capacidade de resistir, a qual chamamos de resiliência. Quando isto acontece provocamos uma divisão do corpo, da mente e do sistema nervoso provocando uma dissociação, ou seja, eu perco o contato com o meu mais profundo ser. Vou perdendo a noção do que estou fazendo e como isto reverbera em mim e no outro.

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Fala que eu te escuto

 

Eulina Lavigne

eulina lavigneSabe aqueles dias que você parece que está vazia de palavras? Sou eu hoje para me fazer presente aqui. Estar vazia de palavras é aquele momento que ao final do dia você quer ficar em silêncio.

Tenho o hábito de escrever à noite. No silêncio. E agora, neste exato momento, o silêncio quer se fazer dentro de mim. Você já passou por isto?

Rever o seu dia, as coisas boas que vivenciou, os desafios que superou e no final do dia dizer: por hoje basta. Está de bom tamanho. Por que a palavra se fará pelo silêncio. Não há necessidade de se dizer mais nada.

Rubem Alves no seu texto Escutatória comenta que o mundo quer aprender a falar e ninguém quer aprender a ouvir. E aprender a ouvir exige silêncio.

Communicating a message

Ele se reporta ao silêncio da Alma, não basta o silêncio de fora e sim aquele silêncio, aquela escuta interna onde a gente ouve coisas que jamais ouviu.  E que também, além de passar por uma escuta interna, precisa apreciar a escuta do outro.

Todas as vezes que vou a Salvador, almoço com um amigo irmão, muito especial, que as vezes, para não dizer sempre, se queixa que eu não o  deixo falar. Eu adoro contar histórias nas suas minúncias e ele me pede para deixar de entretantos e ir logo aos finalmentes rs. E, embora seja verdade o que ele me diz, todas as vezes que ouço ele dizer isto eu respondo: Você precisa entender que quem mora longe dos amigos e família, que tem a sua própria companhia diariamente, precisa de alguém que lhe escute e lhe compreenda. Portanto, tenha paciência. Ele estava saindo de um ano sabático e queria falar também e eu, verdadeiramente, não o deixava falar.

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Quando o Faz de Conta transforma-se em Era uma Vez

Eulina Lavigne

eulina lavigneÉ muito provável que a maioria de nós,  quando criança, tenha apreendido a brincar de faz de conta. Faz de conta que sou o meu pai, que sou a minha mãe, o médico, a babá, o amigo, a boneca, o boneco, e assim  fomos  experimentando os diversos papeis.

Outras vezes brincávamos de faz de conta que estava tudo bem para agradar aqueles que nos cuidaram e garantiam, com a sua forma de amar, a nossa sobrevivência.

E como a maioria apreendeu a maioria, também, tende a permanecer neste papel, esquecendo-se que cresceu e no conforto de que é muito melhor brincar de faz de conta do que encarar o que é real.

Eu faço de conta que gosto de você e lhe suporto por conta da posição que ocupa, seja lá em que lugar for. Faço de conta que concordo com você e, por traz, digo qual é o meu real pensamento. Digo que te amo para permanecer na minha zona de conforto e preservar tudo que me proporciona e até para evitar algo mais agressivo da sua parte como forma de me preservar.

faz de contaFaço de conta que concordo com você para evitar as suas respostas agressivas que se enchem de defesas encobrindo onde realmente lhe dói. Faço de conta que lhe agrado com medo do que você possa fazer comigo.

Então, a brincadeira se prolonga fazendo de conta que eu te entendo, que eu te escuto, que eu te vejo, que eu te amo, que eu sou tudo aquilo que você acha que sou e não sou. Faz de conta que quero e não quero. Que eu te ouço e não escuto. Que falo e não reverbera em mim.

Brincamos de faz de conta que crescemos e que somos adultos maduros e, no fundo somos muito infantis. Somos crianças mimadas, descuidadas, apanhadas. Somos.

E logo o faz de conta vira era uma vez. Era uma vez um professor, um marido, um filho, um amigo, um amante, uma esposa. Era uma vez, uma vida confortável, um carro de luxo, um amor eterno e que se evaporou no tempo.

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Como fazer a inspiração brotar – Trailers emocionais

Basia Piechocinska

basia pier 6 (foto Ana Lee)No último artigo falamos sobre a diferença entre a motivação e a inspiração. A motivação nasce de um problema, um estado indesejável e traz a energia da realização para conseguir o objetivo, a pesar do processo da realização muitas vezes ser duro. Ela nos mantém no filosofia de fazer para um dia ser feliz. A inspiração brota do bem estar e traz a energia para realizar uma coisa aprazível e ainda melhor. Ela nos mantém no estado de fluxo (flow) e na filosofia de fazer de felicidade.

De fato ela é mais natural do que a motivação. A motivação precisa da força de vontade. Sempre usar a força de vontade acaba sendo desgastante. E a inspiração não requer força de vontade. Em si ela é nutritiva. Quanto mais a pessoa consegue estar nela, mais nutrida se sente.

A inspiração tem vantagens e seria lindo poder viver nela, mas como conseguir isso?

Existem formas de cultivar inspiração e facilitar para ela poder brotar. Vamos começar com um exemplo muito prático. Uns anos atrás pensei que seria bom para mim fazer yoga todos os dia de manhã. Mas como não tinha tempo teria que acordar umas 5:30 para encaixar uma sessão de yoga. A primeira tentativa de fazer isso acontecer foi com motivação e força de vontade. Coloquei meu alarme às 5:30 e fui dormir. Quando acordei com o alarme estava muito cansada mas consegui sair da cama e fazer a minha sessão de yoga. Não foi muito prazeroso mas terminei. Pensei que simplesmente vai ter que virar um habito. No dia seguinte era final de semana e pensei que talvez no final de semana posso descansar. E o que acabou acontecendo foi que não retomei mais o yoga.

inspiraçãoFoi então que decidi colocar em prática a inspiração. Todo dia quando chegava em casa sentava numa poltrona e imaginava o quanto prazeroso pode ser fazer yoga cedinho de manhã. Imaginava cada parte, começando por como acordava sozinha e eram as 5:20. Me sentia totalmente repousada e plena de energia. Sentia até os cheiros refrescantes da manhã entrando pela janela. Todo meu corpo sentira vontade de esticar e cada assana, posição do yoga era exactamente o que precisava. Com cada movimento me sentia mais energizada e inspirada. Mais ou menos foi isso que acabei imaginando intensamente e muito sentido por uns poucos minutos ao chegar em casa. Esses minutos na poltrona me deixavam mais feliz.

Passaram quase duas semanas quando, de repente, acordo uma manhã e me sinto muito bem. Olho a hora e vejo que são 5:20. Será que é uma sinal para eu tentar fazer yoga? Realmente seria bom. Começo entrar nas assanas e realmente sinto como cada assana me abre mais. Toda a sessão acaba sendo muito agradável e estou bem disposta a começar meu dia. Por alguma razão esta experiência continua repetindo-se dia traz dia.

Depois de uns dois meses uma amiga pergunta-me se faço exercício. Quando conto que faço uma hora de yoga todos os dias as 5:30 ela exclama “Você deve ter uma super força de vontade!”. Não sabia como explicar que a força de vontade nem entra na equação. O yoga simplesmente flui.

Criar estes trailers das coisas que queremos poder fazer é uma forma de preparar o solo para inspiração brotar. O importante do trailer é que seja uma coisa que conseguimos sentir. Queremos sentir o prazer já antes de fazer a coisa. Quanto mais o repetimos, melhor.

Na vida sempre vão acontecer coisas que não sejam agradáveis, mas quanto melhores somos em mudar o nosso foco do indesejável para o desejável, mais rápido vamos poder entrar na força da inspiração. Cada problem mostra um desejo que no momento ainda não está realizado. Enfocando no desejo, criando trailers emocionais ao redor dele pode ajudar preparar o solo para a inspiração leva-nos no fluxo da realização feliz.

Como a motivação pode manter-nos aprisionados

Basia Piechocinska

basia pier 6 (foto Ana Lee)Inicialmente, quando pensamos no conceito da motivação parece uma coisa boa. É uma forma de “motivar”, trazer a energia da iniciativa, fazer com que vamos realizar alguma coisa com fim positivo. Podemos ter motivação para alcançar um objetivo, fazer exercício para perder peso, mandar curriculums para conseguir um trabalho, visitar os avôs para que se sintam menos sozinhos. Parece que não tem erro. Mas tem um lado sutilmente escuro.

A motivação sempre está baseada num sentido de falta ou mau estar. Ela surge porque sentimos tem alguma coisa que não gostamos e queremos mudar. No fundo tem alguma necessidade não atendida ou algum medo. “Se eu não perder peso o médico fala que vou ter problemas de coração e vou morrer jovem. Agora sim estou motivada para fazer exercício, para salvar minha vida.” A motivação está ligada com o apego ao resultado que queremos obter.

motivação (2)Muitas vezes ela pode trazer a energia para superar as dificuldades. A pessoa pode não gostar de correr mas se convencendo que é importante luta, sofre, mas perservera. Pode ter um resultado positivo. O lado escuro da motivação é que, a pesar dela poder trazer um resultado positivo, ela mantêm a pessoa presa no padrão de estar sofrendo, estar com necessidade, estar com medo e precisar fazer alguma coisa para sair. Este padrão gera um forte apego aos resultados. Se o resultado desejável não acontecer surge um medo.

Existe alguma alternativa a este padrão baseado em falta e medo? Por sorte a resposta é que sim, existe. Chama-se inspiração. A inspiração não está apegada aos resultados. Ela não surge do medo. Ela surge do foco nas coisas lindas. Envolvida pela música a pessoa pode sentira a inspiração para dançar. Não tem nenhuma necessidade, nem medo da alternativa. O que surge é um desejo puro semelhante ao amor, conexão, alegria e flow  (fluxo)

Se a motivação é a força repelente do ruim, a inspiração é a força atrativa ao bem.

Quando a inspiração atua o processo de ação que gera costuma ter a mesma característica do que é desejado e naturalmente aparece uma sensação do estado de flow. No casa da motivação o processo de ação pode ter uma caracteística bem diferente do que é desejado. Se o desejável for o dinheiro para sobreviver o trabalho não necessariamente vai trazer uma sensação de alegria, criação, liberdade, satisfação.

motivação (1)Então na inspiração encontra-se uma sensação de flow que começa com um estado inspirado de alegria, move-se pela alegria, e termina trazendo mais alegria. A motivação normalmente começa com uma sensação de falta ou medo, continua por uma experiência que pode involver luta ou sofrimento, para possivelmente chegar a um sentimento de alívio ou até momentos de felicidade, alcançando a meta.

Além de manter-nos no padrão de sofrimento e apego, a motivação não é a melhor forma de conseguir os melhores resultados. Imagine se em vez de visitar os avôs por sentido de culpa você iria todo cheio de inspiração e conseguiria compartilhar esta energia com eles. Ou, se em vez de ir a uma entrevista de trabalho sabendo que você precisa dele mesmo você chegaria com a visão clara de como isso seria o melhor para você e o empregador, compartilhando sua genuína paixão pelo trabalho. Os resultados das coisas que fazemos por amor, paixão e inspiração costumam superar os que fazemos por dever, e acabam contagiando os outros com energia positiva.

Na próxima coluna vamos mergulhar nas formas de fazer a inspiração brotar e crescer. Vamos estudar como ficar cultivadores de inspirações.

A dança da mudança

Eulina Lavigne

eulina lavigneSempre usei esse termo “a dança da mudança” e, coincidentemente, é o título de um dos livros de Peter Senge, com foco nas organizações.

A natureza, com a sua sabedoria, confirma a frase de Heráclito de Éfeso, que diz que nada é permanente exceto a mudança, ensinando que a mudança é uma constante em nossas vidas. E cada mudança que ocorre é um ciclo que se fecha, assim como as estações do ano. E, muitas vezes, torna-se um processo doloroso quando criamos resistência àquilo que precisa ser. Precisamos aprender com a Mãe Natureza a entregar.

Quando o outono se encerra, as folhas caem para dar lugar ao inverno. Sem resistências e, um novo ciclo se inicia para novas folhas surgirem.

dançaA nossa resistência é decorrente do medo. Medo do desconhecido. Medo de abandonar o velho com o qual já estamos acostumados, mesmo que esse velho não nos faça bem. E assim, como numa dança, damos um passinho para frente e outro para traz, resistindo, negando, até que compreendemos e nos libertamos dos velhos padrões.

Ah! Os velhos padrões constituídos de crenças que já não nos servem mais! Precisam ser vistos e revistos em um processo que exige firmeza para fazer diferente do que se acredita. É como se fossemos fazer uma viagem e na bagagem levássemos apenas aquilo que, de fato, faremos uso. Em nossa caminhada seremos convidados a deixar muitas coisas para trás para seguir em frente.

A verdadeira mudança acontece quando conseguimos alinhar o nosso discurso com as nossas ações. Esse é o grande desafio. E é preciso uma conversa séria e sincera com as nossas células para que elas ressignifiquem o seu pensar. Muitos vão achar que eu enlouqueci, conversando com as células. Se você ainda não sabe, temos mais trilhões de células pensantes e inteligentes que agem de acordo com o que aprenderam ao longo da nossa vida e, para quem acredita, ao longo das nossas vidas. Haja memória! Por esta razão, é preciso muita conversa e determinação.

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Fazer escolhas e abrir mão

Eulina Lavigne

eulina lavigneQuando você era criança ouviu alguém lhe pedir para ficar quieto senão o bicho papão iria lhe comer? Ou lhe dizer que se fizesse isso ou aquilo a bruxa malvada lhe levaria para a casa dela e lhe prenderia na gaiola tal qual fez com o Joãozinho e Maria? E o lobo mau?

E você fez o quê? Desafiou a bruxa, o lobo mau e o bicho papão? Ou se apegou ao medo?

Pois é, a grande maioria de nós desde cedo aprende a cercear os desejos e ações e ficar imobilizado e acomodado em função do medo. Diante de uma ameaça de vida ou morte você vai fazer o quê? Obedecer! E o pior é que é uma ameaça de morte que não existe!

escolhasQuando cerceamos as nossas ideias e desejos somos levados a controlar os nossos impulsos e as nossas ações, e quando isto é feito por meio de uma ameaça tudo fica pior, pois, uma hora “a vaca vai para o brejo e torce o rabo”.

Se os nossos desejos e ideias são tolhidas de forma autoritária em algum momento entraremos em um embate e, buscaremos o controle ou com uma passividade dissimulada, ou com agressividade, ou com pirraça, seja de que forma for vamos buscar.

Embate de lá e embate de cá implica que alguém terá que ceder se desejam uma solução. E penso que essa concessão se torna mais saudável por meio do diálogo. Por meio da escuta, da reflexão e da percepção de que muitas vezes aquilo que acreditamos ser o certo nem sempre é. Da clareza de que os padrões sobre os quais fomos educados já não cabem mais no momento atual.

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Em 2020 cuida da sua vida! Com amor!

vidaEulina Lavigne

 

eulina lavigneCuide da sua vida é uma expressão popular que, muitas vezes, parece ser grosseira quando escutada e no fundo é um convite para nos responsabilizarmos por nós.

Acontece que este é um grande desafio e temos medo de encará-lo a sós.

Se responsabilizar pela nossa vida e tudo que acontece com ela, seja de bom ou de ruim,  é um grande presente. É o preço da nossa liberdade e nem todos estão dispostos a isto pois, o preço é alto.

É muito mais fácil querer tomar conta da vida do outro, dar palpites, falar mal, apontar o que está certo e o que está errado, do que nos assumirmos. Dizer para o mundo: Aqui estou eu por inteiro; com isto e com aquilo; com a consciência que será impossível agradar a todos e suprir todas as demandas, é  dizer: me belisca que eu sou HUMANO!

Cuidar da sua vida é abster-se de se apropriar de qualquer coisa que pertença ao outro. É não querer ter o carro, o trabalho, a mulher ou marido, a beleza, a juventude, qualquer coisa que não lhe pertença.

Cuidar da sua vida é, também, se responsabilizar pelo que acontece em seu entorno, pelas pessoas, a forma como vivem, pela natureza, cuidar bem do seu lixo, da sua alimentação.

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Não espere, faça acontecer

Basia Piechocinska

basia pier 6 (foto Ana Lee)Já se encontrou paralisado num estado de infelicidade por falta de alguma coisa? Não posso estar feliz agora porque estou doente, porque estou com pouco dinheiro, porque não tenho bons relacionamentos, porque não tenho bom trabalho, porque não tenho tempo para fazer o que gosto…

Esta forma de pensamento é muito comum e frequentemente automática. Mas a boa noticia é que os problemas e as faltas não precisam trazer infelicidade. Sabendo como suavemente modificar os pensamentos podemos conseguir sucessos além do que imaginávamos possíveis. Podemos usar as nossas faltas, usar os nossos problemas para ficarmos felizes e servirmos aos outros.

Tem poucas pessoas que possam mostrar como fazê-lo melhor do que a Claire Wineland. Claire nasceu com fibrose cística. É uma doença genética e mortal. A esperança de vida da Claire era 10 anos, depois virou 13, depois 19, mas no final Claire viveu 21 anos aqui na terra. Durante sua vida ela teve 37 cirurgias. Ela morreu 6 vezes e todos os dias estavam cheios de horas de tratamentos e sofrimento físico. A pesar disso a Claire era uma das pessoas mais felizes e inspiradoras. A mensagem dela, espalhada no Youtube, já atingiu a mais de 200 milhões de avistamentos.

A grande mudança para ela aconteceu quando ela morreu por um tempo aos 13 anos. Naquela experiência ela viu, e sentiu o quanto potencial um ser humano tem e quanto precioso é cada momento. Saindo do estado de coma, que foi induzido para salvar a vida dela, ela teve que re-aprender a caminhar, mas dentro dela tinha uma clareza. Foi então que ela parou de esperar e começou viver plenamente no presente, fundando uma associação para ajudar pessoas com fibrose cística e transmitindo a mensagem, nas palavras dela:

“A morte é inevitável, mas viver uma vida da qual nos orgulhamos é uma coisa que podemos controlar.”

basia pulo

Ela começou procurar o que de bom a doença dela fez para ela, o que ela ouve a oportunidade de aprender com isso, e como isso pode ajudar aos outros. Ela se negou tentar viver num futuro imaginário e ficou presente em cada momento. Quando a mãe dela ficava triste por pensar nos sofrimentos que ainda esperavam sua filha a Claire a trazia para o presente dizendo que agora, neste momento agora mesmo, tudo está bem, e podemos desfrutar plenamente disso. Quando a irmã dela imaginava a vida sem a Claire e começava a chorar a Claire a abraçava e rindo contava que agora ela estava aqui. E não era só com as palavras que ela espalhava sua mensagem. Era com sua vida, com sua atitude, com sua presença plena em cada momento e a genuína felicidade de simplesmente poder estar.

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Confiança!

Eulina Lavigne

 

eulina lavigneA palavra confiança vem do latim: com fides, com fé! Você sabia?

Falei em artigo recente sobre a fé e hoje quero incluir a confiança!

Gosto de brincar com as palavras. Se eu  confio, eu fio com. Fio junto, e qualquer desvio na costura a agulha pode machucar e então há um desalinho. Eu dou fiança. Eu garanto, pode confiar.

Se eu confio eu tenho fé de que tudo está certo da forma que for.

Eu costumo me relacionar com as pessoas com “os dois pés na frente”, o que  simbolicamente significa um sinal de confiança e, se percebo algo desalinhado durante a trajetória ponho um pé atrás, questiono e decido: ou vou para trás ou de novo ponho os pés na frente. No balanço é que não dá. Logo vem a tontice e o enjôo. rs

confUma relação só se sustenta com confiança, seja ela de trabalho, afetiva ou entre amigos. E digo sempre, se alguém desconfia de você é porque você, provavelmente, fez algo para que ela desconfiasse.

Na minha casa tudo é aberto. Não tenho cofre e nem tranco os meus armários, mesmo porque nada disso adianta quando um ladrão está disposto a lhe roubar.

Dizem que para confiar é um longo caminho e para se perder a confiança é num sopro. E ainda assim, acredito na capacidade de transformação das pessoas  e isso me faz, de novo, acreditar.

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A Onda que esqueceu que era Mar

 

Eulina Lavigne

eulina lavigneVocê já se perguntou, quando foi que você se perdeu de você? Quando foi que você passou a acreditar em alguém e passou a adotá-lo como o seu Guru e deixou de acreditar em você mesmo?

Todos nós ao chegarmos aqui, temos uma missão para realizar e esse caminho faz parte do encontro conosco. Quando identificar a sua missão irá se reencontrar  e aí começar a sua jornada de cura. Sim, pois não pense que é simples assim.

Considerando a hipótese mais aceita sobre a criação do Universo, a teoria do Big Bang, o Universo vem sofrendo um processo de expansão há 13,8 bilhões de anos, o que, para mim, significa também o nosso processo de expansão da consciência.

A todo momento somos convocados a prestar atenção ao que acontece conosco e arredores, dar significado a tudo isto e aprimorar a nossa escuta interna.

mar e ondaE toda a nossa desorientação, ao meu ver, passa por aí. Pela falta ou pouca escuta interna. Não temos tempo. Temos pressa.

Quando você exercitar esta escuta, acessará o seu divino, a sua mais pura luz e para tudo encontrará a resposta.

E o que você faz? Se distancia de você.  Busca Deuses e Gurus. Toma carona no livre acesso ao divino do outro, quando vai em busca de cartomantes, de tarólogos, das cartas, dos búzios. Sem desqualificar os profissionais sérios e competentes que existem nestes ofícios.

É preciso estar sempre alerta.

Quem é Deus?

Pierre Weil, educador e psicólogo francês, fundador da Universidade da Paz em Brasília.,  lembra claramente que Deus é a força que atrai e repele as partículas da nossa luz, para que possamos existir como matéria. Espaço nos preenchemos a nós, da nossa própria matéria que nos limita embora sejamos ilimitados.

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Meu Deus , quem é você?

Eulina Lavigne

 

eulina lavigneHoje quero compartilhar com vocês um poema pouco conhecido do nosso querido Pierre Weil, educador e psicólogo francês, fundador da Universidade da Paz em Brasília.

 

Meu Deus, quem é você?

As duas questões essenciais.

Meu Deus, mas afinal de contas quem é você? Eu, me fala eu ti suplico. Quem sou eu?

Na verdade a resposta a estas duas perguntas se encontra em ti mesmo. Elas não podem se expressar em palavras. Trata-se de uma experiência vivida por ninguém. Somente tu a podes encontrar.

Se tu encontras quem tu és, tu saberás quem eu sou. Uma maravilhosa surpresa ti encontra no final desta busca. Uma busca onde não há nada a procurar, pois tudo está aí mais perto do que a ponta do teu nariz, mais íntimo do que o mais íntimo dos teus pensamentos.

Que as palavras que seguem catalisem a resposta sem palavras em ti mesmo. A resposta do sem nome. Não sou nada de tudo que tu pensa que sou. Nem alguém, nem ninguém, nem algo, nem nada. Sou muito mais do que tudo isto e ao mesmo tempo eu sou tudo isso.

Enquanto tu me pensas em não sou. Quando tu paras de me pensar então eu sou e então tu não é mais. Eu penso logo eu não sou. Eis o teu novo postulado. Então, tu não podes mais ser o que tu jamais  fostes, Tu. Pois tu sou eu, relativo e absoluto. Eu transcendo todos os teus conceitos. Eu te falo sem palavras quando estamos em uníssono, tu e eu. Mas, nos nossos tempos tão perturbados este uníssono é tão raro que eu preciso usar da tua linguagem: eu sou, tu és, tu eu. Então ouça os nomes dos sem nomes. Eu não tenho nome. Pois todo nome me limita. No entanto, são infinitos os nomes que me deram. Sou Brahma, sou Alah, sou Buda, sou Cristo, com ou sem barba sou o Pai. Sou o logos, sou o verbo, sou Alfa e Ômega, o começo sem início e o fim sem o término. Sou Javéh o único e no entanto como pai sou o mundo absoluto da unidade. Como filho, sou o mundo relativo da pluralidade das formas da matéria. Como Espirito Santo, sou a energia matriz como a minha própria transformação incessante do todo e tudo e de tudo do todo. Sou sempre Brahman e no entanto quando emano de mim mesmo sou Brahman, quando quero me manter tal qual sou Vishnan, quando me dissolvo em mim mesmo sou Shiva. Sou Shit, Ananda, Ser, Consciência, Felicidade. Sou o campo unificado de Buda. Como tal, sou não dual. E no entanto, sou Dharmakaya o corpo absoluta. Sou Sambugakaya o corpo glorioso, sou Niermanakaya o corpo de aparição. Sou o tal. O único e no entanto sou Yin e Yang. Receptivo e ativo.

Sou o eterno o que é. Do meu sopro inspirei Abraão, Krishna, Brahma, Jacó, Moisés, David, Salomão, Gautama, Elias, Padmasambhava, Ananda, Maim, Mohamed, Sri Aurobindo, Hari Krishna, Tereza D´ávila, João da Cruz, Krishnamurti, São Francisco e muitos outros ainda. Sou Deus.

Sou o Ser. Sou. Sou. Sou.

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Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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