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A nossa permanente impermanência

 

Eulina Lavigne

eulina lavigneDesde o início do ano estou lidando com a minha impermanência diante de fatos que geram mortes coletivas e individuais. Morte de pessoas que serão sempre, para mim, referência de amor, de sabedoria, de aprendizados inesquecíveis.

E sempre que a morte se revela para mim de forma tão abrupta, lembro o quanto a minha e a nossa vida é efêmera, principalmente para aqueles que acreditam que a vida se encerra quando o nosso corpo físico sucumbe. Lembramos o quanto precisamos olhar para a nossa vida e fazer dela valiosa.

vida e morteA grande maioria das tradições espirituais do mundo, inclusive o Cristianismo, reconhece a continuidade da vida após a morte. Acontece que fui ensinada a negar, rejeitar a morte e a acreditar que ela é o fim de tudo. Fui ensinada a ter medo da morte como se ela fosse um bicho papão que devemos manter à distância. E, sendo assim, eu corria alucinadamente para usufruir de todas as coisas materiais, a ter o melhor carro, o melhor apartamento, a melhor bolsa e assim fui me distanciando de mim.

Sogyal Rinpoche no livro tibetano do viver e do morrer, concluiu que os efeitos desastrosos da negação da morte vão muito além da esfera individual: eles afetam o planeta inteiro. Pois esta falta de visão a longo prazo está levando as pessoas a devastarem o nosso planeta e a destruírem os nossos recursos naturais como não se houvesse o amanhã.

Passei então a refletir sobre isto e há muito tempo ando nesta busca de mim e confesso que ainda tenho medo da morte, embora seja muito menos. Ainda tenho um caminho longo a percorrer comigo.

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O Amor, o Medo e a Raiva

 

Eulina Lavigne

eulina lavigneSe perguntar à maioria das pessoas qual o oposto do amor, a primeira resposta que ouvimos, assim no impulso, é que é o ódio.

E se pararmos para pensar um pouco podemos observar que o oposto do amor é o medo. O medo de. O medo de se envolver, o medo de se machucar, o medo de dizer o que sente de fato, o medo do abandono, o medo de amar a si próprio. No fundo temos medo de nos amar como somos e muitas vezes projetamos no outro aquilo que gostaríamos de ser, ou de ter, ou de fazer e, por medo, não somos, não temos e não fazemos.

E quando o outro pode ser quem é, fazer e ter, entramos no desamor e sentimos raiva. Do outro? Não. De nós mesmos. Bert Hellinger, criador da Constelação Familiar, se utiliza de uma frase muito interessante que diz: “Que mal lhe fiz para estar tão furioso com você?”. No fundo tenho raiva de mim porque aceitei muitas coisas que não devia ter aceitado. Porque deixei de exigir, tomar ou pedir o que eu poderia ter exigido, tomado ou pedido. Esse tipo de raiva paralisa, pode deixar o sujeito enfraquecido e preso por muitos anos.

amorQuando desenvolvo o amor por mim, e incluo o medo e a raiva como partes de mim, considerando-os importantes para a minha caminhada, me fortaleço e me sinto mais segura para amar o próximo. Por que o medo, quando reconhecido em momentos que me cabe, me protege. Por exemplo, Ângela Cavallo foi capaz de levantar e segurar um veículo por quase 5 minutos para salvar o seu filho que ficou preso sob um Chevrolet 1964. O medo de perdê-lo foi tão grande que a fortaleceu a tal ponto que fosse capaz de fazer o que fez. O amor que tinha pelo filho, superou qualquer obstáculo.

O medo me convida a ficar mais alerta e focado para que algo de pior não aconteça. E isso me faz bem!

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Você abriu mão do seu Plano de Saúde? E agora?

Eulina Lavigne

 

eulina lavigneCerta vez quando estava em uma situação financeira muito delicada, fui orientada por um amigo a deixar de pagar o meu plano de saúde, que há 14 anos atrás custava em torno de R$650,00 mês. Se fosse fazer um plano hoje pagaria em torno de R$2.400,00 mês.

Como sempre fui uma pessoa saudável, que sempre me exercitei e nunca dei muita trela para a doença, graças a Deus, ela se distancia de mim. Adorei a ideia dele. E se fosse “podre de rica” confesso que ainda assim não teria.

Penso que, se todos nós compreendêssemos que a vida é nossa, que estamos aqui para “nos curar de nós” e somos nós que precisamos cuidar da nossa vida, talvez os postos de saúde, hospitais, públicos ou privados, não estariam superlotados, com pessoas em macas, pelos corredores e em enfermarias aguardando por vagas.

saudePor não ter plano de saúde e ter conhecimento de como funciona o nosso sistema de saúde, procurei mudar os meus hábitos alimentares, meditar, exercitar o corpo, a mente e o espírito para continuar saudável. Além de, duas vezes por ano, pagar por uma consulta médica com escuta apurada e realizar todos os exames solicitados. Com isto meu gasto com a minha saúde fica em torno de dois meses e meio do custo de um plano de saúde mensal.

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MEC reajusta em 4,17% piso salarial do magistério

O Ministério da Educação (MEC) determinou que o reajuste salarial para os professores de nível I, aqueles com apenas formação em magistério, receberão um reajuste salarial de 4,17%, fazendo com que o salário inicial da carreira chegue a R$ 2.557,74 para 40 horas de trabalho semanal. Esse reajuste deve ser incorporado já no salário de janeiro, conforme determina alei nº 11.738/2008.

De acordo com a Presidente do Sindicato do Magistério – SIMPI, Carminha Oliveira, o reajuste dos professores de nível I é, sem dúvida, o menor desafio enfrentado pela Secretaria de Educação, visto que apenas 130 profissionais compõem este nível. “O reajuste autorizado pelo Prefeito de Itabuna é uma exigência da lei. Esperamos que o Departamento Financeiro já esteja se articulando para ver como irá garantir a extensão desse reajuste para toda classe, visto que nosso plano de carreira dá direito à linearidade aos profissionais graduados e pós-graduados, que é a grande maioria.”.

O Coração que ama, sente e pensa!

Eulina Lavigne

 

eulina lavigneDesde os anos 90 leio a respeito de pesquisas que estão sendo realizadas sobre o coração e que muitas coisas serão ressignificadas quando as mesmas forem reveladas.

Em 1998, Paul Pearsaall, Ph.D, especialista em psiconeuroimunologia, e estudioso da relação do cérebro, o sistema imunológico e nossa experiência do mundo exterior, revelou em seu livro A memória das células – a sabedoria e o poder da energia do coração, que o coração é mais do que apenas uma bomba; ele rege a sinfonia celular que é a própria essência do nosso ser.

Segundo ele existe um código do coração, uma energia sutil que ele denominou energia “V”, que está registrado em cada célula do corpo e esta memória é reativada como se a nossa alma nos enviasse informações.

cuorePortanto, o nosso cérebro vai deixar de reinar e perder a sua cadeira cativa, se achando o “rei do pedaço”, que impõe as suas vontades, nos dá ordens, nos apressando, gerando tensões e ansiedades e por vezes nos adoecendo.

Pearsaall nos chama à atenção sobre a guerra existente entre o cérebro e o coração e que é preciso ficarmos atentos e sermos fortes para resistir a tantas manobras que o cérebro vem criando por meio de extensões de si mesmo, como aparelhos celulares, computadores, sistemas rápidos de comunicação. Nós não somos apenas um cérebro. Temos um coração que sente e pensa.

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Sem meias Verdades

Eulina Lavigne

 

eulina lavigneQuando desejar saber se a verdade é meia ou é inteira, se alguém é dono ou inquilino da verdade, observe. Observe, principalmente se o discurso de quem prega está alinhado à sua ação. Porque muitas ditas verdades, são ditas aos ouvidos de quem quer ouvir exatamente o que está ouvindo. Muitas vezes a verdade está vestida de mentira e nos tornamos reféns da manipulação. Então, recomendo examinar direitinho.

Na caminhada de construção do nosso Ser, o ego, esta figura forte, prepotente, orgulhosa, cria um mundo mental fantasioso, injusto, falso, mora nele e ainda por cima se vitimiza. Ao longo da nossa jornada de vida é muito importante observar este nosso ego que a todo momento atrapalha, nos faz felinos e aciona aqueles velhos medos e, principalmente, o medo de ser destruído. Ou seja, da morte!

meias verdadesNos meus estudos sobre a psicologia esotérica, e chamo à atenção que a palavra esotérica tem um significado diferente da exotérica, li um aforismo do livro Luz no Caminho que diz assim: “Antes que a voz possa falar na presença do Mestre deve ter perdido o poder de ferir”.

Isto quer dizer o que mesmo? O que você achar que é. Reflita e tire as suas conclusões e vamos aproveitar o final do ano para fazer uma avaliação do que estamos pregando e de como estamos agindo. Este ano de eleição então, foi uma maravilha para vermos o quão as pessoas estão alinhadas aos seus discursos. Sem querer julgar ninguém e compreender que cada qual tem o seu grau de evolução e isto faz parte do caminho de todos nós. Inclusive do meu.

Voltando a nossa verdade, a meia verdade nos faz agir no mundo pela metade também. Em desequilíbrio, pois um pezinho está na frente e o outro está atrás. E junto com a meia verdade vem a desconfiança pois, se falta a outra metade da verdade ninguém junta os pés e reza a reza do pastor e diz amém. Confesso que hoje estou meio que jocosa. Rs

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Como fortalecemos a mentira

Eulina Lavigne

eulina lavigneFiquei refletindo como nós, pais, educadores, contribuímos para que a corrupção se instale em um sistema. Como fortalecemos a mentira, a enganação sem nos darmos conta disso. E quero fazer essa reflexão no sentido de alterarmos práticas tidas como normais e muitas vezes educativas quando passamos a atuar dentro de um padrão de normalidade que o antropólogo, psicólogo e reitor da Universidade da Paz, Roberto Crema caracterizou como a patologia da normose. Ou seja, um comportamento que a maioria da população pratica e que são patogênicos, com uma dimensão destrutiva para si e para os outros.

Todas as vezes que uma criança age fora dos padrões aceitáveis em seu meio social ela é punida por isso, ao invés de ser orientada a fazer diferente. E isso traz consequências terríveis para a nossa sociedade que por acreditar ser a punição um ato normal e assim praticado pela maioria não trará maiores transtornos. Por exemplo, vamos falar da mentira. Como ela se instala e torna-se um movimento normal?

mentiraDigamos que uma criança, sem querer, quebrou um objeto de valor em sua casa e o pai ou a mãe quando chegam questionam para aqueles que residem na casa quem foi o autor do fato. E todos permanecem calados. Questionados com mais intensidade uma criança resolve confessar que foi ela e leva um tapa ou é proibida de brincar com os seus amigos. Resultado, nesse momento cria-se a crença, para a criança, que dizer a verdade é algo ruim. Que mentir é melhor, pois assim fazendo, vai evitar receber um tapa ou até mesmo fazer o que gosta que é brincar com os amigos.

 

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A morte: uma grande aventura

 

Eulina Lavigne

eulina lavigneEste é o título do livro compilado por dois estudantes, dos Escritos de Alice Bailey e o mestre Tibetano, Djwhal Khul, que nos convida a assim pensar sobre a morte.

Embora a morte, por enquanto, seja a única certeza que temos na vida, o livro nos instiga a pensar a morte como algo que não pode ser evitado, e que é o Portador de Mudanças. Sendo assim podemos tornar o processo da morte uma parte planejada da totalidade do propósito inteiro de nossa vida.

Segundo eles se assim pensarmos podemos ver a vida com um colorido diferente e com mais leveza.

Para mim esta reflexão faz bastante sentido, na medida em que sabendo da nossa imortalidade podemos projetar, programar a nossa vida e esta transição como se fossemos para uma aventura sem nada nas mãos e com a bagagem de experiências que a vida nos proporcionou. Neste momento vamos de mãos vazias e, se espera, com a consciência um pouco mais ampliada do que chegamos.

Ao longo da nossa vida, morremos um pouco a cada pensamento novo, a cada mudança de casa, ou de escola, ou de várias renúncias que fazemos em nossa trajetória.  Vamos, aos poucos, vivenciando renúncias para a chegada da renúncia maior.  A escolha de nos prepararmos para essa grande aventura é nossa.

mortePodemos sofrer por antecipação, quando deixamos de viver o presente na ansiedade de viver o futuro para correr o suficiente para não morrer logo. E terminamos morrendo, e muitas vezes, antes do tempo. Que complicação!

Isto me lembra uma história que li sobre duas lagartas amigas. Um dia, durante as férias, se despediram uma da outra e foram visitar a família. Até chegarem na casa dos seus familiares foi uma longa trajetória a ponto do processo de transformação em borboleta se iniciar. Uma das lagartas apressou o seu passo para chegar logo a casa da família para contar a novidade. O seu corpo estava se transformando, não sabia em que ainda, mais que aquilo deveria ser bastante interessante. Ela contava tudo isto para a família com muita alegria e desejosa que tudo terminasse logo para ver o resultado. Do resultado já sabemos. A lagarta transformou-se numa linda borboleta azul.

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Fugir, lutar, ficar imobilizado ou sacudir a poeira e seguir?

Eulina Lavigne

 

eulina lavigneDurante os meus 57 anos de idade eu jamais presenciei uma eleição que causasse tanta polêmica, discórdias, agressões, rupturas e experiências traumáticas.

A experiência traumática passa a ser traumática, já comentei em artigo anterior, não pelo evento em si, e sim pela forma como o nosso sistema nervoso reage diante do evento. Esta é uma visão trazida por Peter Levini em sua abordagem terapêutica denominada Experiência Somática.

paz interior 2Nestas eleições, percebi que as estratégias de defesa diante dos seus resultados, são semelhantes às utilizadas pelos animais. Os animais quando se encontram diante de situações de ameaça, fogem, quando percebem que o risco de sucumbir é alto; lutam, quando percebem que existe a possibilidade de sobreviver ou se congelam, se fingem de morto, quando percebem que o risco de morrer é elevado.

Depois que o seu predador se retira, acreditando que ele está morto, a presa se sacode, integra o ocorrido e segue o seu caminho. E é exatamente esta sacudida que permite o seu sistema nervoso descarregar e o trauma não se instalar.

Pois bem, tenho observado que muitos eleitores diante dos resultados das urnas, estão deixando o país, em um movimento de fuga, outros estão entrando na energia da guerra, e esta é a mais perigosa pois entra na disputa do “matar ou morrer”, agem mais pelo instinto e outros estão completamente imobilizados, o que também é um risco pois é aí que o trauma se instala.

 

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“Não vim trazer a paz, mas a divisão”

Eulina Lavigne

eulina lavigne“Não pensem que Eu vim trazer a paz para a Terra. Eu não vim trazer a paz, mas sim a espada. Eu vim separar o filho de seu pai, a filha de sua mãe e a nora de sua sogra. E o homem terá como inimigos aqueles que moram em sua própria casa. (Matues, 10:34 a 36)

Permitam-me ter autonomia e liberdade para dar uma das possíveis  interpretações desta citação, muitas vezes desafiante com relação ao seu entendimento. E penso que cada qual deve aceitar e compreender da forma que lhe for mais conveniente.

Jung quando trouxe o conceito de individuação se referia ao processo de nos tornarmos uma personalidade unificada, um sujeito uno, indivisível e integrado. E este processo acontece ao longo da nossa vida quando aos poucos vamos integrando a nossa sombra e ampliando a nossa consciência sobre as nossas questões internas ainda mal resolvidas.

E esta tarefa é uma tarefa árdua, que exige persistência, paciência, muita resiliência, aceitação e humildade. Podemos envelhecer, sermos bem-sucedidos e ainda assim vivermos de uma forma superficial, completamente inconsciente de quem de fato somos.

Separar o filho do pai, a filha da mãe e a nora da sogra, observando do ponto de vista da psicologia, diz respeito ao processo de construção do sujeito. Cortar o cordão umbilical e se compreender como uma pessoa única com desejos, aspirações próprias, tornando-se ao longo da vida o que potencialmente é, cada vez mais de forma profunda e consciente.

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No fundo do poço há luz!

Eulina Lavigne

 

eulina lavigneEnquanto eu não puder olhar para mim eu não posso lhe ver. Enquanto eu não for ao fundo do meu poço não saberei de fato quem sou. Até descobrir que aquele outro insuportável, orgulhoso, vaidoso, grosseiro e haja adjetivos, SOU EU.

E nem todos suportam visitar o fundo do poço e desistem no meio do caminho se segurando em algo que um dia também se tornará insuportável. Esse galho que servirá de suporte um dia se quebrará. Pode ser vícios de todas as ordens, pode ser uma atenção exagerada na matéria, no trabalho, em esportes, ou em estudos, ou em sexo, esse galho é diversificado.

Acontece que o fundo do poço é escuro e desafiante. É escuro e lá encontramos as nossas sombras. E então você me pergunta: como posso encontrar a sombra na escuridão? Porque é lá que também descobrimos que somos luz. E só lá, ao olhar para nossa sombra e acolhe-la podemos integrá-la ao nosso ser e sair da escuridão. Melhor o fundo do poço pois tenho chão para tomar o impulso e de lá sair. Enquanto estiver caindo nele, nada feito. É deixar cair e confiar que de lá saímos. Com um detalhe: se desejarmos.

Cada um sabe o tamanho e quão profundo é o seu poço. Alguns são rasos, pois a pessoa já se encontra em grau avançado de ampliação de consciência e a imersão é mais leve. Sabe quando dizemos que o sol está quase a pino? Essa é a imagem. Quanto mais próximo do meio dia, a nossa sombra fica cada vez menor porque o sol vai ficando cada vez mais a pino. Vamos fazer então a analogia da nossa ampliação de consciência com o nosso astro rei, o Sol. Quanto mais alinhados estivermos com o nosso ser menos sombras teremos.

Existem poços tão profundos que a pessoa entra em depressão.  É quando o sol está mais próximo da linha do horizonte. A sombra é maior. E é tão grande que as vezes nos toma e aí está a oportunidade, também, de estarmos mais próximos de nós. Quando negamos a nossa sombra corremos o risco da depressão.

A depressão é uma forma de negar a dor. É uma não aceitação. E nessa luta vem o cansaço e desistência. E quando aceitamos e confiamos nos fatos do jeito que são podemos encontra a solução.

Cada um sente o seu poço da sua forma. E é muito desafiante o outro imaginar o que sentimos e vice e versa. Ninguém pode imaginar quiçá sentir. Quando ouço alguém falar em empatia me questiono se isso é possível. Segundo o dicionário Aurélio, a palavra empatia significa: a capacidade psicológica para se identificar com o eu do outro, conseguindo sentir o mesmo que este nas situações e circunstâncias por esse outro vivenciadas. Como diz a minha comadre: Ah me bata um abacate!

Quero ver quem tem essa capacidade. Cada um é cada um e isso ao meu ver é um pouco demais! Se eu estivesse no lugar de uma pessoa eu posso pensar em como eu gostaria de ser tratado e mesmo assim corro o risco do meu desejo ser diferente do outro. O melhor é perguntar ao outro como é que ele deseja e como fica bem para ele e terminar com o risco do desagrado.

Não adianta dizer a quem está em visita ao seu poço que deve ser assim ou assado, que deve evitar isso ou aquilo. Precisamos acolher esse momento único e pessoal.  Podemos construir juntos alternativas e a escolha a cada um pertence.

No fundo do poço existe a dor e o amor quando podemos recebe-lo daqueles que nos cercam e nos ofertam a mão para dele sair. E se deixamos o orgulho de lado, aquele que pertencia ao outro, e apertamos as mãos que nos são estendidas esse poço se enche de luz!

Porque só o amo cura, pois o amor tem feito coisas, que até mesmo Deus duvida. Já curou desenganados e já fechou tanta ferida. Ivan Lins que o diga!

 

“Que mal lhe fiz para estar tão furioso com você?”

Eulina Lavigne

 

eulina lavigneObviamente que esta frase não é minha e por esta razão se encontra entre aspas. A primeira vez que a ouvi, em minha formação em Constelação Familiar, confesso que tomei um susto. Fiquei um tempo meio que estonteada até a ficha cair.

Como assim, furiosa comigo?

Esta frase, no fundo, é uma provocação do Bert para que percebamos que muitas vezes a raiva que transferimos para o outro, no fundo, é uma raiva de nós mesmos. Será que despertei a sua raiva quando você leu isto?

Então, deixe-me explicar melhor. Muitas vezes, eu disse, na maioria das vezes, a raiva que sentimos do outro é na verdade a raiva que sentimos de nós por deixarmos de ter algum tipo de ação para evitar que aquilo que me fez mal acontecesse.

furiaSerá que repeti, ampliei ou compliquei? Será que ao ler você negou isto ou ficou com raiva de mim? Ou teve um insight, tipo eureca!

Acho melhor eu exemplificar logo antes que você rasgue este artigo de raiva.

Quando sinto raiva de uma pessoa por ela ter passado na minha frente em uma fila de supermercado, na verdade, tenho raiva de mim mesma por não ter tomado uma atitude para impedi-la de passar.

Trazendo para a nossa atualidade, estamos presenciando um sentimento de raiva por este ou por aquele partido, na figura dos seus representantes, que na verdade quer expressar a raiva que tenho da minha, da sua, da nossa falta de ação, participação, permissividade e letargia sobre a “coisa pública”.

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Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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