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Investimentos em qualidade e sustentabilidade impulsionam produção de cacau no sul da Bahia

2 Assentamento Terra Vista_Foto_Daniel Thame_GOVBAO sul da Bahia sedia, de 18 a 22 de julho, a 10ª edição do Festival Internacional do Chocolate e Cacau, evento que tem o apoio do Governo do Estado. Realizado no Centro de Convenções de Ilhéus, o Chocolat Bahia simboliza uma nova realidade na região, que durante décadas produziu amêndoas de cacau apenas para commodities, com baixo valor agregado e venda para as grandes indústrias processadoras.

Com a introdução de tecnologias modernas e práticas de manejo inovadoras, aliadas à verticalização da cadeia produtiva, pequenos, médios e grandes produtores e agricultores familiares estão produzindo cacau de qualidade. O produto é utilizado na fabricação de chocolates finos, com certificado de origem, contribuindo para a conservação da Mata Atlântica. Exemplos dessa mudança de modelo produtivo podem ser observados na Fazenda Leolinda, em Uruçuca, e no Assentamento Terra Vista, em Arataca.

2 João Tavares_Foto_Daniel Thame_GOVBANa Fazenda Leolinda, de 700 hectares, com 340 hectares de cacau cabruca e 190 hectares de mata nativa conservada, João Tavares colhe cerca de 12 mil arrobas de cacau premium por ano, o que garante um valor de mercado até 100% superior ao cacau comum. Toda a produção é destinada ao mercado externo.

Os cuidados começam no cultivo, com plantas selecionadas, passam pela colheita no período e por um processo de fermentação e secagem que garantem uma amêndoa de alta qualidade, com aromas e sabores diferenciados. A fazenda já foi premiada duas vezes no Salão do Chocolate de Paris como o melhor cacau do mundo e cacau de excelência.

O Chocolate Q, produzido a partir de amêndoas da Leolinda e vendido até a R$ 500 o quilo, foi a primeira marca brasileira premiada no Chocolat International Awards, nos Estados Unidos. “É preciso agregar valor ao cacau e isso se dá através de produtos de qualidade, conquistando mercados diferenciados. Nesse processo, o apoio do Governo do Estado é fundamental na difusão de tecnologia, assistência técnica, obtenção de crédito e apoio à agroindústria”, afirma Tavares, que é da terceira geração de produtores rurais.

Assentamento modelo

2 Joelson Ferreira_Foto_Daniel Thame_GOVBAO Assentamento Terra Vista, criado em 1994, foi uma das primeiras áreas de reforma agrária no sul da Bahia, surgido no auge da crise provocada pela vassoura-de-bruxa, doença que dizimou 80% da produção de cacau na região. Hoje, é exemplo de que um projeto de agricultura familiar com foco na sustentabilidade e na educação.

No Terra Vista, que possui 910 hectares, sendo 300 hectares de cacau e 313 hectares de Mata Atlântica, 55 famílias produzem cerca de 5 mil arrobas por ano de cacau 100% orgânico, cerca de 70 arrobas por hectares, que aliados ao cultivo de frutas, verduras e hortaliças, garantem uma renda média de 2,5 salários mínimos por família. Dez por cento do cacau é destinado à produção do Chocolate Terra Vista, um produto premium que já foi apresentado no Salão do Chocolate de Paris.

2 Fazenda Leolinda_Foto_Daniel Thame_GOVBA (1)A educação é uma prioridade no assentamento. Funcionam no local o Centro Integrado Florestan Fernandes e Centro de Educação Profissional Milton Campos. O primeiro oferece o Ensino Fundamental I e II e atende alunos de 11 municípios, enquanto o segundo oferece os cursos profissionalizantes de Agroecologia, Meio Ambiente, Agroindústria, Agroextrativismo, Informática, Zootecnia e Segurança do Trabalho, além de um curso de nível superior em Agronomia, com especialização em Agroecologia. Os universitários são oriundos de assentamentos de todas as regiões da Bahia.

“A produção de cacau e a conservação da natureza são práticas indissociáveis nesse novo modelo de desenvolvimento”, explica o coordenador do Terra Vista, Joelson Ferreira. “O cuidado com a terra, a melhoria das amêndoas a produção orgânica e um modelo educacional focado nas necessidades do setor rural estão contribuindo para que os assentados tenham uma vida digna, sem necessidade de migrar para as incertezas dos centros urbanos”, diz.

Audiência pública debate importância de cursos Técnicos de Agroecologia e Meio Ambiente

galo 1A importância dos cursos técnicos de Agroecologia e Meio Ambiente no desenvolvimento territorial foi tema de uma audiência pública, de iniciativa da Frente Parlamentar Ambientalista da Bahiao Instituto Anísio Teixeira, em Salvador. Segundo informações apresentadas na atividade, os cursos técnicos de agroecologia estão distribuídos em 14 territórios e 26 municípios do Estado.

“Estamos formando milhares de técnicos em agroecologia e meio ambiente ao tempo em que discutimos a aprovação da Política Estadual de Agroecologia e Produção Orgânica, então precisamos articular o legislativo, as escolas de ensino profissionalizante e as diversas secretarias porque esses cursos têm um papel importante para o desenvolvimento territorial sustentável e para a produção de alimentos livres de veneno”, afirmou o deputado Marcelino Galo, que coordena a Frente Parlamentar Ambientalista na Assembleia Legislativa.

galo 2 “É muito importante essa integração da educação profissional com o Legislativo para que a gente estruture políticas públicas que viabilizem a produção agroecológica na Bahia”, disse Durval Libânio, superintendente de Educação Profissional e Tecnológica. “O território é um espaço de disputa. Esses cursos servem para que a classe trabalhadora ocupe espaços e determine ações que contribuam para o desenvolvimento local sustentável, no viés da agroecologia, principalmente para a população do campo”, afirmou Pedro Melo, secretário de Agricultura e Meio Ambiente de Cruz das Almas.

Também participaram do evento Flavio Duarte, presidente da Associação Brasileira de Agroecologia, Leonardo Bichara, representante do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrário, José Antonio Lobo dos Santos, da Superintendência de Meio Ambiente e Infraestrutura da UFBA, Kitty de Queiroz, representando a SEMA e Joelson Ferreira, da Teia dos Povos.

Programa de Desenvolvimento Econômico e Social da Mata Atlântica é lançado no Sul da Bahia

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Com o tema O que nos une é maior do que o que nos separa, foi lançado, no final de semana, no Assentamento Terra Vista, em Arataca, Território de Identidade Litoral Sul, o Programa de Desenvolvimento Econômico e Social da Mata Atlântica. O evento, que teve a presença do secretário estadual de Desenvolvimento Rural (SDR), Jerônimo Rodrigues, representando o governador Rui Costa, é uma iniciativa da Teia dos Povos e do Consórcio Intermunicipal da Mata Atlântica (CIMA).

A ação tem como objetivo proteger o bioma Mata Atlântica no estado da Bahia, conservando as espécies nativas de plantas e a fauna e construindo um bem viver para os povos da floresta, os extrativistas, assentados da reforma agrária, pequenos e médios agricultores familiares e todos aqueles que acreditam no potencial do cacau cabruca (produzido em um sistema que preserva a Mata Atlântica).

terravista 5O secretário da SDR, Jerônimo Rodrigues, ressalta a importância da atuação articulada entre consórcio e Teia dos Povos, agentes de transformação que não só executa, mas pensa e elabora projetos estruturantes, revelando boas iniciativas, pensando na recuperação ambiental, desde o plantio à comercialização, com fortes vertentes de educação. Rodrigues lembrou ainda da importância da presença e atuação das universidades e da parceria do Governo do Estado com o Instituto Biofábrica de Cacau, que prevê a distribuição de 36 milhões de mudas nos próximos oito anos.

terravista 6“Esse é um projeto de desenvolvimento e de mudança cultural, que já conta com a parceria do Estado e envolve indígenas, quilombolas, ribeirinhos, assentados e agricultores familiares de uma forma geral. É também uma iniciativa de valorização da cadeia produtiva do cacau e o Governo já vem realizando um trabalho de parceria nas áreas de regularização fundiária, por meio da Coordenação de Desenvolvimento Agrário (CDA), de acesso à água e de apoio à cadeia produtiva do cacau, por meio do edital do projeto Bahia Produtiva com recursos na ordem de R$ 10 milhões, que está sendo executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), entre outras ações, que resultam na melhoria da renda e das condições ambientais e econômica dos territórios envolvidos”.

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Inscrições abertas para IV Jornada de Agroecologia da Bahia

jornada 1A IV Jornada de Agroecologia da Bahia está com inscrições abertas. O evento, que tem apoio do Incra, acontecerá entre os dias 29 de outubro de 1º de novembro, no assentamento Terra Vista, em Arataca, no Litoral Sul. O tema deste ano será “Terra, Território e Poder”.

A jornada se constitui num espaço de discussão, articulação e troca de experiências entre assentados, agricultores familiares, quilombolas e indígenas, educadores e jovens da Bahia e de outros estados.

Desde 2012, o evento é organizado pela Teia de Agroecologia dos Povos. A ação tem agregado e disseminado experiências e aprendizados ancestrais e contemporâneos. Trata-se de uma rede sociopolítica e cultura pelo direito a terra e pela agroecologia.

Os interessados podem inscrever-se através do blog: www.jornadadeagroecologiadabahia.blogspot.com

Programação
A programação prevê a realização de debates, de feiras culturais com trocas de sementes, oficinas e minicursos, envolvendo práticas agroecológicas. A iniciativa também promove dicas de saúde e alimentações, onde são valorizados os saberes tradicionais.

Outro destaque é a Ciranda, espaço lúdico e sociopedagógico voltado às crianças que participam do evento. Além disso, haverá rodas de capoeira e cantos e torés indígenas.
O assentamento
O Terra Vista é uma área de reforma agrária agroecológica e que se destaca por ser o primeiro a produzir chocolate orgânico artesanal. Além disso, produz mudas de arbóreas e frutíferas típicas da Mata Atlântica para reflorestamento.

A educação também se sobressai no assentamento com dois centros educacionais, o Florestan Fernandes, construído pelo Incra, onde são ofertados cursos do Programa de Educação na Reforma Agrária (Pronera). Ainda há o Colégio Estadual Milton Santos que oferece seis cursos técnicos profissionalizantes e atrai estudantes de vários municípios. Ao todo, são 1,1 mil alunos que estudam no assentamento.

III Jornada Agroecológica da Bahia aborda a importância da troca de saberes e de sementes agroecológicas

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Com foco na troca e resgate de sementes da agroecologia, buscando uma nova perspectiva de humanidade com qualidade de vida no campo e na cidade acontece entre os dias 4 e 7 de dezembro, a III Jornada Agroecológica da Bahia, no assentamento Terra Vista, localizado no município de Arataca, no Litoral Sul do estado.

 

jornada 3Apoiado pela Superintendência Regional do Incra, na Bahia, o evento traz na sua programação espaços para diálogos por meio da feira de troca de sementes, oficinas e minicursos que esse ano aborda os sistemas agroflorestais, horta orgânica (toda a preparação), criação de pequenos animais e economia solidária, além de discussões acerca do bioma da Mata Atlântica.

 

Segundo um dos organizadores do evento, o coordenador do Terra Vista, Joelson Ferreira, um dos temas abordados no evento é a questão da recuperação do bioma da Mata Atlântica. No assentamento existe um trabalho contínuo de recuperar 83 espécies da Mata Atlântica. “Já temos 350 matrizes marcadas, ou seja, escolhemos as melhores árvores para a coleta das sementes, levamos para os viveiros, preparamos as mudas e plantamos novamente. Foram plantadas até agora mudas como o jequitibá, jacarandá, pau-brasil, ipê, putumuju, vinhático e juerana”, destaca Ferreira.

 

A perspectiva é que participem da III Jornada Agroecológica duas mil pessoas de comunidades quilombolas, indígenas, acampamentos, assentamentos e grupos estudantis de escolas e universidades.

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Cacauicultores de assentamento baiano produzem Chocolate Artesanal

O Assentamento Terra Vista, localizado no município de Arataca, Sul da Bahia, tem sido destaque na produção de cacau orgânico. Esse cultivo dá origem ao chocolate artesanal, confeccionado no próprio assentamento, com o intuito de aumentar a renda das famílias. Com a produção do cacau, os assentados confeccionam uma média de 150 kg de chocolate artesanal por mês, há pelo menos 6 meses. O chocolate que tem 50% de cacau orgânico está em fase de experimentação e divulgação.

O produto está sendo mostrado em órgãos do Governo e em Universidades. Ailton Mendonça que faz parte da coordenação da Cooperativa de Produção Agropecuária Construindo o Sul (Cooprasul) esteve no ano passado na feira Salon du Chocolat na França para apresentar o produto, elevando a importância na qualidade do chocolate artesanal.

Produção
Segundo o coordenador Cooprasul do Terra Vista, Joelson Ferreira Oliveira, a produção do chocolate começa com o cultivo do cacau orgânico que eles desenvolvem no assentamento há 6 anos.No processo de fabricação do cacau fino, eles deixam as sementes da fruta em processo de fermentação no período de 7 a 8 dias, e em seguida são expostas ao sol durante aproximadamente 13 dias. Com o cacau fino pronto, ele é mandado para a fábrica de Ibicaraí, onde passam pelo processo de industrialização e finalização do Chocolate Artesanal Cooprasul. Oliveira destaca que todo o procedimento da cadeia produtiva do cacau é desenvolvido no assentamento Terra Vista.

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Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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