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Posts Tagged ‘Assentamento Terra Vista’

A fantástica fábrica-escola de chocolate

Fabrica Escola do Chocolate, Assentamento Terra Vista, Arataca, Sul da Bahia.

No Sul da Bahia, Incra lança nova linha de crédito para ampliar a produção cacaueira em áreas de reforma agrária

Joelson Ferreira, coordenador do Assentamento Terra Vista

Joelson Ferreira, coordenador do Assentamento Terra Vista

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) lança, nesta terça-feira (13), uma nova linha do Crédito Instalação, na Bahia. Trata-se da modalidade Cacau, que tem a finalidade de estimular a produção cacaueira em áreas de reforma agrária. O lançamento faz parte do Dia de Campo, que acontece no Assentamento Terra Vista, em  Arataca, no Sul da Bahia, a partir das 11 horas. As famílias assentadas produtoras de cacau poderão acessar até R$ 18 mil em recursos.

Durante a cerimônia, haverá a assinatura de 70 contratos da modalidade Cacau. Um total de 42 desses contratos irá atender trabalhadores rurais do Terra Vista, que é uma área de reforma agrária referência na produção orgânica de cacau e  chocolate artesanal na Bahia e possui 55 famílias assentadas.  Ao todo, até o fim do ano, o Incra irá formalizar 300 contratos da modalidade Cacau do Crédito Instalação. A perspectiva é de que cinco mil famílias assentadas poderão ser atendidas por essa linha de crédito no futuro. Na Bahia, existem 118 assentamentos que somam 19 mil hectares destinados, exclusivamente, a cacauicultora.

Dia de Campo

N Dia de Campo, que acontece no projeto de assentamento Terra Vista e começa às 8 horas e vai até às 16 horas, o Incra ainda anunciará parcerias com a Comissão Executiva de Planejamento da Lavoura Cacaueira (Ceplac) e com a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). Serão realizadas oficinas sobre o sistema de produção e manejo do cacau agroecológico, além de acompanhamento dos processos pós-colheita do cacau. Durante o evento, produtos agroecológicos serão apresentados em estandes.

 

CEEP no Assentamento Terra Vista promove Semana de Informática

O Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP) da Floresta do Cacau e do Chocolate Milton Santos, no município de Arataca, Sul da Bahia, promove, de 29 a 31 de outubro, a 2ª Semana de Informática, com foco em formação para o mundo do trabalho. Além dos estudantes do próprio CEEP, que é uma unidade da rede estadual de ensino e funciona no Assentamento Terra Vista, a atividade abrirá o CEEP para a comunidade do Território e contará com a participação de estudantes de outras unidades escolares da região, que virão de cidades como Camacã, Santa Luzia e Canavieiras.

Durante os três dias serão realizadas palestras, oficinas e mostras de robótica e automação. A estudante Grazielen Souza das Virgens, do curso técnico de nível médio em Informática, é uma das envolvidas na organização da Semana de Informática e fala sobre suas expectativas. “Espero que cada inscrito saia com uma visão mais ampla e de que o curso técnico em Informática abra portas e possibilite oportunidades para aqueles que se identificam com a área”, conta.

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UFSB assina acordo de cooperação com Povos da Cabruca e da Mata Atlântica

ufsb 4A Universidade Federal do Sul da Bahia-UFSB formalizou a assinatura de um Acordo de Cooperação Técnica com a Associação Territorial de Agroecologia dos Povos da Cabruca e da Mata Atlântica, organização que representa a Teia dos Povos. A Teia constitui uma ampla articulação que vem sendo construída desde 2012 na região Sul da Bahia, entre movimentos sociais do campo e da cidade, povos indígenas, comunidades extrativistas, quilombolas e povos de terreiro.

O acordo foi assinado em visita ao Assentamento Terra Vista, no município de Arataca, pelo reitor Naomar de Almeida Filho. Participaram da cerimônia Joelson Ferreira, articulador da Teia e representante do Conselho Estratégico Social no CONSUNI, Deysiane Ferreira Almeida, Coordenadora da Associação, Nego Elder e Solange Brito, também articuladores da Teia.

O reitor estava acompanhado de comitiva de professores da UFSB que visitou uma das áreas de pesquisa de campo do Assentamento. Durante a atividade, os coordenadores da Teia dos Povos reforçaram o convite para que a UFSB participe do Projeto de Recuperação e Implantação de 400 mil hectares de Cacau Cabruca e Sistemas Agroflorestais, lançado em fevereiro deste ano pela Teia em parceria com o Consórcio Intermunicipal da Mata Atlântica (Cima). O objetivo do plano é recuperar 200 mil hectares de cabruca e implantar 200 mil hectares de agroflorestas no Sul, Baixo Sul e Extremo Sul da Bahia, lançando as bases para uma economia compatível com a sociobiodiversidade da Mata Atlântica.

ufsb 5Naomar concordou com a participação no Projeto dos 400 mil Hectares e acenou para a ampliação futura das parcerias com a Teia. O acordo assinado no domingo abarca propostas de atuação conjunta construídas no âmbito do Fórum Social e do Conselho Estratégico Social da UFSB. A cooperação prevê, inicialmente, cinco linhas de ação: realização anual das Jornadas de Agroecologia da Bahia; titulação de mestres de saberes tradicionais; mobilização da sociedade regional em defesa da universidade pública; articulação de programas interinstitucionais de pós-graduação; implementação de arranjos produtivos locais nos territórios da Teia dos Povos.

Em abril, a Teia dos Povos realizou em Porto Seguro a V Jornada de Agroecologia da Bahia. Nesse evento, a UFSB já participou como parceira oficial. Desde 2016, alunos e professores da universidade já têm realizado diversas outras atividades em parceria com as comunidades da Teia, como é o caso das Semanas de Vivência Interdisciplinar no SUS, que já tiveram duas edições.

Encontro debate ações de desenvolvimento rural

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Foi realizada no Assentamento Terra Vista, em Arataca,  a reunião ordinária do Grupo Gestor do Colegiado Territorial Litoral Sul – CODETER. Representando o Setaf/Litoral Sul, participaram  Marcos Vinicios, da BAHIATER e Gil Nunes Maia, da CAR, órgãos da Secretaria de Desenvolvimento Rural do Governo da Bahia.

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No encontro, foram discutidos  o Plano de Ações Territoriais, Plano de Desenvolvimento Territorial; Arranjo Produtivo Territorial, e alterações no  regimento interno do CODETER- Litoral Sul; além da apresentação do Boofábrica – Núcleo Camacan; Plano de Desenvolvimento pelo BNB para o Litoral Sul; Programa de; Recuperação do Cacau e Implantação de SAF’s.

Relato de um brasileiro índio, negro e sem terra de uma viagem a Portugal, depois de 517 anos da invasão portuguesa ao Brasil

Joelson Ferreira

joelsonEssa foi a condição na qual eu, Joelson Ferreira de Oliveira, viajei a Portugal. Tratava-se de numa missão do Governo do Estado Bahia, organizado pela secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, para conhecer o Parque Tecnológico de Óbidos e, ao mesmo tempo, participar do Festival de Chocolate, que acontece anualmente no Castelo Medieval.

Foi uma experiência incrível! Depois de 517 anos, um preto brasileiro miscigenado, misturado, vai ao País que colonizou o Brasil. Eu não era o único a visitar aquela terra, mas, eu sabia que estava ali na condição de homem que tem na sua trajetória as marcas e o sangue dos seus antepassados.

Eu tenho profundo conhecimento dos primeiros povos que habitaram este país, pois, eu sou um deles. O sangue deles corre nas minhas veias. Eu sei que quando os portugueses chegaram aqui, os povos originários já habitavam esta terra há mais de doze mil anos.

Esses povos tinham conhecimento profundo dessas terras. Em harmonia com a natureza, eles viviam no verdadeiro jardim do Éden. Eram povos lindos, munidos de conhecimentos e saberes científicos e tecnológicos extraordinários. Eles domesticaram uma rama altamente venenosa chamada mandioca. Possuíam conhecimento da navegação e eram excelentes pescadores artesanais, caçadores e extrativistas. Além disso, eram corajosos guerreiros.

A essas nações os portugueses trataram de apelidar de “índios”. De acordo com relatos e documentos históricos, aqui viviam mais de cinco milhões de povos originários. Ao chegar ao Brasil, em 1.500, os portugueses foram bem recebidos. Apesar da boa recepção, tempos depois, eles voltaram e invadiram nossas terras. Os portugueses cometeram um dos maiores genocídios da nossa história. Eles violentaram as índias. Eles aprisionaram e escravizaram o nosso povo. Eles implantaram uma guerra bacteriológica sem precedentes e quase exterminaram os povos originários. Com diferentes armas, os portugueses mataram os nossos povos.

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Inscrições abertas para a V Jornada de Agroecologia da Bahia

 

jornada 1Estão abertas as inscrições para a 5ª Jornada de Agroecologia da Bahia, evento organizado desde 2012 pela Teia dos Povos – coalizão de movimentos sociais do sul da Bahia – que, nesta edição, terá parceria com a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) e será realizado em Porto Seguro, de 19 a 23 de abril. O tema central desta edição é Terra e Território: Natureza, Educação e Bem Viver .

Além das inscrições individuais, Foram lançadas  três convocatórias: para trabalhos científicos, relatos de atividades e oficinas. Os trabalhos científicos serão apresentados como pôsteres e a convocatória está aberta a estudantes e professores de todo o Brasil. A categoria de “relatos de atividades” destina-se preferencialmente a pessoas diretamente conectadas a experiências de implantação de projetos de agroecologia, como estudantes de cursos técnicos e tecnológicos em Agroecologia, Licenciaturas em Educação do Campo ou Intercultural Indígena, mestrados profissionais, cursos do Pronera ou profissionais, militantes e ativistas que atuam junto a comunidades camponesas ou povos tradicionais. Tanto os trabalhos científicos como os relatos de experiências serão publicados nos anais do evento.

jornada 3Pesquisas científicas e relatos de atividades poderão inscrever-se em um das quatro áreas temáticas do evento:  Terra, território e democracia;  Bem viver: águas, florestas e sementes; Educação Libertadora; e Economia para além do Capital.

A V Jornada de Agroecologia da Bahia também está aberta às propostas de oficinas, que poderão ser executadas por pessoas e coletivos de todo o país. Para informações gerais importantes e inscrições, CLIQUE AQUI.

Assentamento Terra Vista: o adeus ao Guerreiro Jamaica

Jamaica MST

Luto no Assentamento Terra Vista, em Arataca, Sul da Bahia. Faleceu aos 49 anos, vítima de um câncer no esôfago, Natanael Jamaica, uma das lideranças do MST na região. Jamaica participou da fundação do assentamento em 1992, ao lado da mãe e dos irmãos, lutando com os companheiros para que o processo de desapropriação fosse efetivado pela INCRA e contribuiu para a consolidação do Terra Vista, que hoje é reconhecido até no Exterior como referência na agricultura familiar e de valorização da educação como ferramenta para a cidadania (o local possui um polo avançado de ensino superior para assentados de toda a Bahia)

Ele também ajudou a ocupar áreas de latifúndio em várias partes da Bahia, sempre combatendo as injustiças sociais e defendendo os trabalhadores rurais. “A sua luta vai continuar, você foi um negro discípulo de Zumbi que lutou por terra e liberdade. Mesmo partindo cedo, você cumpriu a sua missão, cuidou de sua mãe doente e foi solidário ao povo que mais necessitava. Nesse sentido, você vai estar presente no Assentamento todos os dias. O Baobá que você plantou vai se chamar Guerreiro Jamaica”, disse o líder do Terra Vista, Joelson Ferreira, na despedida ao companheiro de lutas.

 

Teia dos Povos participa da 29ª Fenagro

teia-na-fenagroA Teia dos Povos da Bahia está participando da 29ª edição da Feira Internacional da Agropecuária (Fenagro), em Salvador. A feira está expondo mais de 3 mil animais, além de máquinas agrícolas, artesanato, frutas, queijos e chocolates finos, como o do Assentamento Terra Vista, em Arataca, sul do estado.

“Trazemos um pouco do sul da Bahia, da Teia dos Povos e do Assentamento Terra Vista para a Fenagro, esta que é a maior feira do norte e nordeste do agronegócio. Soma-se ao nosso calendário de grandes eventos nos quais estamos propagando nosso produto, que é um chocolate fino que tem mais de 50% de teor de cacau”, destaca Joelson Ferreira, líder do assentamento e da Teia dos Povos. O chocolate Terra Vista é produzido em Arataca desde 2005.

A abertura da Fenagro contou com a presença do governador Rui Costa. A programação segue até o próximo domingo (4), também com ambientes para o entretenimento das crianças. O evento deve movimentar mais de R$ 100 milhões em leilões e rodadas de negócios.

O Instituto Biofábrica de Cacau, por meio da Secretaria Estadual de Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária e da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural, também está representado na feira de agronegócio. “A participação da Biofábrica na Fenagro é importante na certeza da necessidade de material genético de alta qualidade agronômica, fortalecendo a produção”, avalia o diretor-geral do instituto, Lanns Almeida.

Manifesto da Teia dos Povos à sociedade brasileira

Nós da TEIA DOS POVOS – homens e mulheres do campo, da floresta e das cidades, negros e negras, LGBT, crianças e juventude, anciãs e anciãos, indígenas, quilombolas, povos de terreiro, por fim todo o nosso povo excluído, caçado, execrado, hostilizado historicamente pelo capital internacional e nacional – reunidos no ASSENTAMENTO TERRA VISTA no dia 20 de março de 2016, decidimos nos colocar CONTRA a ameaça à DEMOCRACIA promovida pela elite brasileira associada às mídias golpistas ao serviço do capitalismo internacional.

Somos conscientes da tarefa que temos em defesa do resultado das eleições democráticas de 2014, da tarefa histórica que terão as mulheres e os homens da Teia de construir o estado democrático popular. Diante do que se apresenta a conjuntura, ir apenas às ruas não resolverá. Acabaram as possibilidades de acordo com a elite dominante, e não há espaço para conciliação de classe. É imperativo conhecer, combater e transformar o que acontece no legislativo, no judiciário e nos porões e calabouços daqueles que financiam o golpe.

É importante afirmar que mais que a defesa de qualquer Governo, a nossa defesa deve ser em direção às pautas progressistas que norteiam as esquerdas no mundo e em proteção dos avanços que conquistamos nos últimos 12 anos. Para a TEIA DOS POVOS a corrupção do dinheiro público, afanam recursos que deveriam servir para investimentos que melhoram a qualidade de vida da população, portanto a Teia se coloca contra toda e qualquer corrupção do dinheiro público e de violação de direitos!

O conflito está colocado. O capital financeiro multinacional não concordam e não aceitam a distribuição da riqueza. A elite dominante tem se colocado a sabotar os Estados Nacionais pelo mundo inteiro; ultimamente os ataques e achaques do capital internacional tem se concentrado na África, América Latina e no Oriente Médio. O Estado Nacional Brasileiro é estratégico para que as intenções do capitalismo sejam concluídas com sucesso, se apropriando dos recursos naturais, essenciais para aqueles que dominam o mundo continuem mais ricos e consigam com êxito espalhar a miséria no mundo.

Toda a riqueza do mundo está concentrado na mão de 1% da população. Quando os pobres avançam na conquista de seus direitos básicos causa ódio nessa elite dominante e fascista. Diante do agravante, o papel da juventude e das mulheres de todas as nossas comunidades é reagir, mobilizar e combater a elite fascista onde ela estiver; precisamos disputar a hegemonia, defender nossos territórios, nossas culturas, e nossas tradições e construir autonomia através da agroecologia.

É equivocado achar que o povo tem uma representação nas instancias constituídas, tendo em vista a inexistência da neutralidade dos judiciários e dos legislativos, estando submissos à ordem do capital selvagem. Que fique claro que o PODER econômico é que manda.

A Teia se coloca CONTRA O GOLPE no Brasil, manifestando publicamente que a Constituição de 1988, que apresentou alguns avanços, não nos serve plenamente, mas mesmo assim a direita golpista não aceita as últimas derrotas eleitorais, rasgando a Constituição através de um golpe institucional aliado aos inimigos do povo.

Companheiras e companheiros, a burguesia não nos dará direito; ele, o capital, tem consciência de classe. Agora estrategicamente os POVOS precisam entender que temos que lutar pelo PODER. É importante defender o resultado eleitoral de 2014, mais sem perder de vista a luta de empoderamento dos povos, do campo e da cidade. Precisamos construir o PODER POPULAR,

devemos ter a clareza que o maior PODER é o território, esse por sua vez só nos servirá com SOBERANIA E SEGURANÇA ALIMENTAR, construindo uma EDUCAÇÃO revolucionária e libertadora para a classe trabalhadora.

Toda as alianças da burguesia são contra a classe trabalhadora. Somos – as mulheres, os povos indígenas, o povo preto, os povos do campo e da floresta, além é claro dos trabalhadores e trabalhadoras nas cidades – sempre renegados dos nossos direitos. Contudo, somos conscientes das conquistas de 2003 até aqui, que a cor da universidade mudou, que milhões de pessoas saíram da pobreza extrema, e que por sua vez estes empurraram outros milhões para a classe média.

A Teia define que irá atender o chamado da burguesia: se é conflito que eles querem, vamos sim para o conflito!

Por fim a TEIA DOS POVOS define:

Manteremos uma aliança pela DEMOCRACIA para manutenção das nossas conquistas;

Assumiremos a tarefa de nos mobilizar CONTRA O CAPITAL E SEUS ALIADOS;

Defenderemos e promoveremos uma aliança com os movimentos sociais, os indígenas, quilombolas, assentados, ribeirinhos, extrativistas, LGBT, trabalhadores da cidade, sem-tetos, atingidos por barragens, bem como todos os povos do mundo, prioritariamente nas Américas, para ampliar os direitos, desenvolver a produção agroecológica, a soberania e segurança alimentar;

Defenderemos uma educação com a nossa matriz ideológica, construída pelo próprio povo, uma EDUCAÇÃO PÚBLICA e gratuita para as populações vulneráveis que garanta pesquisa, tecnologia e inovação numa perspectiva do trabalho libertador;

Defenderemos o territórios tradicionais dos povos indígenas, quilombolas, assentados e a democratização do direito à terra em todo continente Latino Americano;

Defenderemos nossos biomas, as florestas e a sua recuperação, os recursos hídricos e a toda nossa biodiversidade;

Reconhecemos que agroecologia é nossa ferramenta de luta;

Nos colocaremos em DEFESA da SOBERANIA dos POVOS e não abrimos mão da ampliação de direitos.

Assentamento Terra Vista promove Jornada Agroecológica

O Assentamento Terra Vista, em Arataca, sedia até amanhã (1) a  IV Jornada Agroecológica da Bahia . Terra, território e poder é o tema da jornada deste ano. O evento proporciona, anualmente, um encontro de culturas indígenas, quilombolas, camponesa, urbana, com jovens, crianças e anciãos.

São ofertados painéis, oficinas, plenárias e outros espaços para o debate sobre o tema central e integração entre os povos, como feiras e apresentações culturais, troca de sementes e conhecimentos sobre práticas agroecológicas, saúde, alimentação, saberes tradicionais e comunicação livre.

As plenárias são o ponto alto do encontro, pois consolidam os encaminhamentos das jornadas anteriores dos elos, das atividades realizadas em diversos territórios ao longo do ano, além de outros eventos da Teia dos Povos. Outra programação importante na jornada é a Ciranda, espaço lúdico e sociopedagógico voltado às crianças que participam do evento.

Confira mais aqui

O evento é organizado pela Teia de Agroecologia dos Povos e tem como apoiadores o Governo da Bahia, por meio do Cesol Litoral Sul, e Associação Beneficente Josué de Castro, Governo Federal, Consórcio Intermunicipal da Mata Atlântica (Cima) e Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). Para mais informações, os telefones: (73) 8241-6688, (73) 8175-4297, (73) 8169-7529.

Primeiros especialistas em Agroecologia pelo Pronera recebem títulos no Sul da Bahia

Será titulada neste sábado (31), a primeira turma de Pós-Graduação da Especialização em Agroecologia Aplicada a Agricultura Familiar, no modelo de Residência Agrária. Trata-se de 34 futuros especialistas assentados, filhos de assentados e técnicos extensionistas para reforma agrária e agricultura familiar.

A solenidade de titulação ocorre, às 19h30, no assentamento Terra Vista, em Arataca, durante a IV Jornada de Agroecologia da Bahia que está acontecendo na área.

A especialização é fruto de uma parceria entre o Incra, através do Programa de Educação na Reforma Agrária (Pronera), e a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), localizada no município de Ilhéus.

Curso

A especialização foi iniciada em agosto de 2013 e concluída no final do primeiro semestre de 2015. O edital da seleção previa que 50% das vagas fossem destinadas para os alunos da reforma agrária e 50%, para prestadores de assistência técnica de trabalhadores assentados e agricultores familiares.

As aulas foram ministradas no Centro Integrado Florestan Fernandes, no assentamento Terra Vista, no campus da Uesc e no campus do Instituto Federal Baiano (IFBaiano), no município de Uruçuca.

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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