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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

agosto 2022
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:: ‘arte’

A Arte presente na celebração de Corpus Christi

Luciane Yahweh

CORPUS CHRISTI, traduzido do latim significa “CORPO DE CRISTO, uma celebração católica dentro de sua crença doutrinária da transubstanciação…mas isso é outra história. O foco aqui neste espaço é a beleza artística representada através de  “tapetes” criados pelas ruas das cidades,  preservando assim uma tradição. Uma verdadeira obra de arte desenhada nas ruas com serragem tingida, café, casca de ovos, areia e grãos representando os símbolos cristãos.

Essa tradição teve origem no século 13 em Portugal e ficou popular na cidade de Ouro Preto-MG trazida para cá ainda no século 16.

 

Apresento  a arte realizada na cidade de Passa Quatro-MG
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Nas cidades onde ocorrem as celebrações, os tapetes são confeccionados ainda na madrugada, para que fiquem prontos a tempo do cortejo. São eles que sinalizam o trajeto que será percorrido pelos fiéis.
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Toda arte me encanta, e não poderia deixar de mencionar toda dedicação e criatividade desses “artistas” muitos até amadores, mas que trás vida e cor para as ruas da cidade, preservando uma tradição e sua crença.

Alguns lugares ainda usam como obra prima, serragem e sal colorido, mas a técnica foi aprimorando sugerindo o uso de outros materiais como: borra de café, areia, cascas de ovos e flores. Aqui em Passa Quatro-MG, também  fizeram tapetes de fuxico para compor a decoração.


CASCA DE OVOS

São ruas inteiras decoradas, lindo de se ver e admirar um trabalho tão rico.

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Passa Quatro/Mg já é um lugar privilegiado por suas paisagens naturais de tirar o fôlego. Suas ruas ganharam mais beleza com os tapetes criados para um tempo tão curto de  duração. Mas aí é que está o encanto desta arte milenar, é apenas admirada e eternizada não apenas na mente dos fiéis como também dos admiradores da arte.

corpus 4Essa foto é  bem no núcleo central de Passa Quatro-MG, cada detalhe encanta e é esse o papel da Arte – encantar. Parabéns a todos participantes que deixaram um pedacinho de cada um na arte de deixar um colorido artístico pelas ruas da cidade. 

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Famílias inteiras se juntam nesse mover artístico sacro.

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Essa tradição percorreu muitas cidades pelo Brasil como alguns dos exemplos abaixo. Muita arte, paixão e fé.

Bahia

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  Brasilia-DF

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  Caçapava-SP

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Castelo-ES

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  Itapetininga-SP

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Matão-SP

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Ouro Preto-MG

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Não poderia passar despercebido toda essa manifestação artística que percorreu nosso Brasil nesta quinta-feira, numa  manifestação de fé e talento. É a Arte se fazendo presente, cumprindo com seu papel de encantar, trazer o belo, explorar as cores, arrancando suspiros e mexer com nossas emoções.

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“Pintando sem Tintas”. A arte de Nice Forti

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Vocês já tentaram fazer uma verdadeira obra Arte sem tintas específicas? Pois é isso mesmo que a artista plástica NICE FORTI fez, numa brincadeira que deu certo.

Nice artista plástica, poetisa, ministra aula de pintura em seu ateliê, humilde, se diz uma artista em constante aprendizado e desenvolvimento, pintora de extrema sensibilidade, apresenta a série: “PINTANDO SEM TINTAS”

E nâo é que aquele restinho de vinho do final de semana, rendeu…

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Isso mesmo, Nice resolveu usar como pigmento em sua arte o VINHO sob papel Canson, no estilo aquarela.

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Continuando a experiência de pintar sem tinta, Nice Forti usa água de cozimento de BETERRABA. Resultado: uma linda aquarela em papel Canson

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Mais uma linda demonstração de criatividade e técnica, usando CAFÉ e água como corante natural.  E surge uma aquarela em papel Canson.

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Ainda na série “PINTANDO SEM TINTA”, Nice faz o seu experimento com suco extraído da RÚCULA, sua dificuldade maior nesse trabalho foi conseguir as graduações da tonalidade, mas o resultado deu certo

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Nice em sua incansável pesquisa de corantes naturais para completar  a série PINTANDO SEM TINTA, descobre mais um ingrediente para sua “culinária artística”… o AÇAFRÃO!

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E na sua última obra de arte criada a partir de corantes naturais, mais um ingrediente testado e aprovado pela artista. Ela fez sua pintura com chá de HIBISCO.

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Isso é Arte, onde o artista não se limita ao quadrado da normalidade, por que a criatividade não tem limites. Nice é uma artista em movimento, sempre nos surpreendendo com suas lindas criações. Uma “arteira” que sabe fazer arte com grande talento.

Se ela pinta assim sem tinta, imaginem o que ela faz, usando as tintas? Querem conferir? Acessem suas redes sociais e comprove.

Instagram

https://instagram.com/niceforti?utm_medium=copy_link

Facebook

https://www.facebook.com/cleonice.forti

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As cores marcantes na arte de Gêiza Barreto

“!UM SOMOS NÓS”

“!UM SOMOS NÓS”

Uma das grandes representantes da arte brasileira com toda sua cor e intensidade. Sua arte  desperta no admirador aquela necessidade de contemplar, para então interpretar sua vastidão de idéias contidas em cada obra. Suas cores fortes transmitem a alegria e a alma de uma artista que cresce a cada dia,  ganhando de forma merecida seu espaço no mercado artístico. Me refiro a artista baiana  Gêiza Barreto.

GEIZA BARRETO

Fale-nos sobre você:

Nasci em Salvador – BA, em 1973. Cresci vendo minha mãe, uma artista que não quis se profissionalizar, pintar usando diversos materiais e suportes. Entretanto, segui carreira na área de Tecnologia da Informação e somente em 2003 resolvi estudar desenho e pintura no Atelier Canella’s, em Niterói, onde passei três anos, tendo saído por ocasião do nascimento de meu filho mais velho. A partir de 2016, depois de um intervalo de dez anos, resolvi me dedicar integralmente à arte, mais especificamente à pintura em técnica mista; em 2019, comecei a participar de exposições físicas e virtuais no Brasil e no exterior.

 

“AMOR QUE NÃO CABE EM MIM”

AMOR QUE NÃO CABE EM MIM

 – Qual sua maior inspiração ao iniciar um trabalho ?

Gosto muito de estudar sobre o funcionamento da mente humana, do inconsciente, da conexão com o Eu Superior, do poder da imaginação, da fé e das frequências vibracionais para a cocriação da realidade, o que acaba se refletindo no tema das minhas obras abstratas. Entretanto, muitas vezes não parto de uma ideia, e sim de emoções que não consigo verbalizar. Em geral, os meus abstratos são criados de forma intuitiva; costumo adicionar camadas de diversos materiais até que, em dado momento, escuto a mensagem que a obra quer transmitir, seja por meio de uma frase, uma palavra ou uma música. Nesse momento, sei que a obra está prestes a ser finalizada e ajo de forma mais lógica, interferindo em detalhes e elementos para deixá-la mais harmoniosa e condizente com a mensagem a ser transmitida.

“CAUSA E CONSEQUÊNCIA”

CAUSA E CONSEQUÊNCIA

– Você participou da exposição Arte é…na Galeria virtual Luciane Yahweh, com a obra: “CAUSA E CONSEQUÊNCIA”, fale-nos sobre ela…

Participar da exposição Arte é… foi uma honra para mim. Quando recebi o convite e escolhi a definição “Arte é… Cura”, pensei no meu próprio processo de cura com o auxílio da arte e resolvi fazer a associação da Arte a um medicamento. Assim, escolhi fazer colagens usando bulas e películas de cartelas de remédios e usei as próprias cartelas como carimbos, pintando os compartimentos dos comprimidos e cápsulas de forma que elas se assemelhavam a paletas. Durante a pintura, comecei a me perguntar: se a Arte é cura, qual a causa das doenças que ela ajuda a tratar? Num processo de sincronicidade, encontrei, em meio aos meus materiais, um carimbo que dizia “All you need is love” (Tudo de que você precisa é amor) e vi que ele continha o que procurava para concluir o trabalho.

“EU EXISTO”

EU EXISTO

-O que a arte representa para você?

 Além de cura, como já dito acima, a arte para mim representa resgate de memórias afetivas, expressão individual, comunicação entre almas e conexão com o divino.

“MANTENDO A ALEGRIA”

MANTENDO A ALEGRIA

Entre 2019 e 2021, Gêiza participou de exposições coletivas presenciais em Portugal, na Espanha e no Brasil e virtuais no Brasil e Estados Unidos. De 2020 a 2021, realizou sua primeira exposição virtual e individual por meio da galeria que a representa em Nova Iorque, que inseriu seus trabalhos em portais de negociação de arte voltados para o mercado global. Suas obras fazem parte de coleções particulares no Brasil e no Canadá e uma de suas obras integra o acervo permanente do Forte de São Francisco, em Chaves, Portugal.

“SENHORA DO TEMPO”

SENHORA DO TEMPO

Gêiza se une ao grupo de artistas selecionados para estar registrada nesse blog em minha coluna, porque é uma artista com seu extraordinário talento de transmitir alegria, e beleza ao ambiente onde são colocadas suas obras. Um trabalho de muita riqueza visual, representando com excelência a diversidade da Arte brasileira.

Para conhecer um pouco mais de sua história e trabalhos acessem:

www.exposicoesllima.com.br

@geizarte

LU

Henrique Figueira faz arte e encanta

h 4Quando assumi a coluna no Blog do Thame, fiquei muito feliz com a possibilidade de mais um canal, onde poderia divulgar grandes artistas e suas obras. A coluna foi tomando forma, o Daniel me deixou bem à vontade no espaço e hoje divulgo artistas e promovo a Arte, projetos e exposições dentro do contexto Arte. Meu mais novo projeto que ainda está em fase de construção é BRINCADEIRA DE CRIANÇA versão Kids, através desse projeto pude conhecer crianças incríveis que fazem da Arte sua realização pessoal, cura, para alguns uma forma de comunicação única, como é o caso dos pequenos artistas autistas, que se comunicam através de imagens criadas por eles. A  Arte tem um papel importante e muito positivo no desenvolvimento de toda criança.

Conheça um pouquinho da história de HENRIQUE FIGUEIRA, 12 anos, autista-hiperativo, natural de Manaus-AM, um artista em plena atividade no mundo das artes.

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O pequeno Henrique Figueira começou seu interesse por desenhos (drawings) e pintura aos 07 anos. Incentivado pela mãe Theila Figueira, começou a fazer aula no Atelirê / Manaus onde desenvolveu o estilo abstrato em suas pinturas bem como outras técnicas artísticas como esculturas. O ATELIRÊ também contribuiu bastante na projeção de seus trabalhos por meio de eventos de âmbito nacional e internacional.

Confira um dos seus trabalhos:

“NOITE COLORIDA”

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Henrique  dedica todos os dias, 12 horas de seu tempo no mínimo, em um circuito dinâmico na construção de sua arte não apenas nas Artes Plásticas como também  nas esferas de música, dramaturgia e coreografia de sua autoria. Com todo esse processo produtivo de sua arte temos como resultado visível  a interação com o meio e seu universo lúdico de sua mente inquieta e instigante.

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Henrique já fez pelo menos Mil trabalhos entre drawings e pinturas. É um garoto alegre, muito sensível e super intenso, reproduzido em seu estilo de pintura. Ele também faz esculturas de papel e massinha, elabora estórias em cartoons, pintura em objetos diversos e se diverte na pintura de si mesmo. (foto que abre o texto)

Henrique já fez pelo menos Mil trabalhos entre drawings e pinturas. É um garoto alegre, muito sensível e super intenso, reproduzido em seu estilo de pintura. Ele também faz esculturas de papel e massinha, elabora estórias em cartoons, pintura em objetos diversos e se diverte na pintura de si mesmo.

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Além de ter participado de diversas exposições e projetos artísticos, destacamos a Mostra de Arte Infantil Regional no Palacete Provincial do Amazonas. Em 2020 tb representou o ATELIRÊ em eventos online no cenário internacional de Artes Plásticas. Participou do ambicioso Projeto DIA DE RECLUSÃO sob a curadoria de Maria Vieira, onde reuniu artistas de diversas partes do mundo e resultou em um lindo e-book com fins solidários.

“HENRIQUE MECATRÔNICO”

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Em 2020 HENRIQUE foi a primeira criança autista em Manaus,  a ter sua exposição individual, promovida pelo Atelirê e que certamente abriu as portas para outras crianças autistas mostrarem seus trabalhos e receberem todo incentivo que merecem.

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Agora Henrique Figueira recebeu um convite para expor numa galeria em Londres. E também está no time BRINCADEIRA DE CRIANÇA versão Kids de Luciane Yahweh.

Isso é INCLUSÃO ARTÍSTICA, onde crianças ganham seu espaço e respeito, ajudando em seu crescimento, sociabilização e contribuindo de forma significativa para elevar sua autoestima.

A Arte sendo usada como elemento facilitador de inclusão na vida de crianças e grandes talentos menos favorecidos.

Parabéns ao Projeto ATELIRÊ pelo magnífico trabalho e a mamãe THEILA FIGUEIRA pelo incansável incentivo ao trabalho  artístico do Pequeno Grande Artista Mirim HENRIQUE FIGUEIRA – Um artista em movimento!

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Mulheres que fizeram diferença na Arte

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Luciane Yahweh

São muitas as mulheres que ganharam fama no Brasil e no mundo através da Arte. A sensibilidade da alma feminina, sua garra, persistência e competência, fizeram dessas mulheres que citarei abaixo, verdadeiras revolucionarias da Arte Moderna. Mulheres marcantes, ativistas, resilientes, confiantes e guerreiras. Suas realizações foram tão importantes surpreendentemente impactantes que ganharam um dia especial que acabou esticando as homenagens para o mês inteiro de março.  Assim sendo novamente destaco nessa coluna, “As mulheres” na história da Arte. 

TARSILA DO AMARAL – Ela é considerada uma das principais artistas modernista latino-americanas, além de ser considerada a pintora que melhor alcançou as aspirações brasileiras de expressão nacionalista nesse estilo artístico. Tarsila também é considerada uma grande influência no movimento da Arte Moderna no Brasil. 

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  1. Obra: “ABAPORU” – Abaporu é uma das obras mais populares de Tarsila do Amaral, cujo nome é de origem tupi-guarani e significa “homem que come gente”. Criado em 1928, o quadro promove uma exaltação da cultura nacional e é uma das principais obras do período antropofágico do movimento modernista no Brasil.

ANITA MALFATTI –  Sua mãe, Bety Malfatti (1866-1952), foi quem lhe ensinou a pintar. No entanto, a jovem pintora possuía uma atrofia no braço e na mão direita, e, em função disso, desenvolveu a habilidade da mão esquerda, com a qual pintava. Considerada a pioneira da Arte Moderna no Brasil 

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  1. Obra: “A ESTUDANTE”  – A obra foi produzida em 1916 com tinta a óleo sob lona. A artista retratou a modelo com uma deformação moderada fugindo do estilo clássico. A obra causou desconforto na elite provinciana de São Paulo. Hoje a obra encontra-se no Museu de Arte de São Paulo

DJANIRA DA MOTTA E SILVA – Nascida em Avaré, interior do Estado de São Paulo, em 1942, Djanira expôs, pela primeira vez, no Salão Nacional de Belas Artes. Na década de 40, já pintava alguns quadros, que se caracterizavam por uma aparência sombria e geométrica. Na década seguinte, entretanto, passou a adotar cores mais vibrantes. Djanira levou as cores do Brasil para o mundo e assim conquistou e inspirou gerações inteiras. Para você ter uma ideia, ela foi homenageada até mesmo por Jorge Amado e Paulo Mendes Campos.  Em 2008, foi inaugurado ainda um memorial, com objetos pessoais e parte da obra da artista.

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  1. Obra: “MERCADO DE PEIXE” – Produzida em 1957

LYGIA CLARK (1920-1988) – foi uma pintora e escultora brasileira. Abdicou do rótulo de artista, exigindo ser chamada de “propositora”. Pseudônimo Lygia Pimentel Lins, nasceu em Belo Horizonte/Mg. Entre 1954 e 1957 desenvolveu uma pintura construtivista, com o uso do branco e do preto, com tinta industrial. Mudou a natureza e o sentido dos quadros, estendendo a cor até à moldura, anulando-a ou até mesmo trazendo ela para dentro do quadro. É o que a artista denominou de “Linha Orgânica”.

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  1. Obra: “VIOLONCENTISTA” – Produzida em 1951. Óleo sobre tela 105,5 x 81 x 2,7 cm. Coleção privada. © Cortesia da Associação de Cultura Mundo de Lygia Clark. O “violoncelista” coloca esse tema cubista favorito, um instrumento de cordas, nas mãos de uma figura caráter, mas muito simplificada, definida por lábios e um monóculo.

ADRIANA VAREJÃO – Uma das mais celebradas artistas plásticas contemporâneas brasileira. Apesar de ter nascido no Rio de Janeiro, Adriana Varejão passou grande parte da infância em Brasília. Em 1986 venceu o primeiro de muitos prêmios – Adriana Varejão recebeu o Prêmio Aquisição do 9º Salão Nacional de Artes Plásticas da Funarte (RJ).

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  1. Obra: “ O DILÚVIO”  – Obra produzida em 1985, óleo sobre tela. 

BEATRIZ MILHAZES – Uma joia da arte brasileira, representando o Brasil em salões internacionais com seu estilo abstrato de pintura, associado a colagens e gravuras. Suas obras abusam do colorido deixando seu estilo inconfundível.

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  1. Obra: “O MÁGICO” – Essa tela foi a primeira a quebrar o recorde de obra brasileira contemporânea mais bem paga em leilões estrangeiros. Até então o recorde era da pintora paulista Tarsila do Amaral. Pintado em 2001, o quadro foi vendido em um leilão da Sotheby’s, em Nova Iorque, em 2008, por US$ 1,05 milhão.

Esses foram apenas seis exemplos de grandes mulheres do passado e do presente que representam tão bem nossa arte. São inúmeras mulheres hoje que fazem da arte sua vida. Nossa terra é um celeiro de grandes artistas, muitas delas ainda no anonimato, outras a caminho do reconhecimento e outras como vimos os dois exemplos acima, já reconhecidas nacional e internacionalmente. Mulheres admiráveis em suas artes, que fazem história e deixam seu legado cultural.

Deixe seu comentário abaixo, o que achou dessas grandes mulheres.

Acessem o link www.lotusgallery.com.br e clique na aba “veja aqui a exposição “MULHER ADMIRÁVEL”

Conheçam outras mulheres homenageadas nesse mês das mulheres.

Uma das formas de prestigiar os artistas brasileiros é conhecendo as exposições, curtindo, comentando, divulgando e adquirindo suas obras. Contribua com a Arte.

A arte em porcelana de Mila Consani

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Essa semana quero apresentar uma arte diferente das habituais pinturas em tela. PINTURA DE PORCELANA – Uma decoração de objetos de porcelana vitrificada, como pratos, tigelas, vasos, xícaras, etc…A porcelana de pasta dura foi desenvolvida na China no século VII ou VIII. já a porcelana de pasta macia foi desenvolvida na Europa no século XVIII, é mais fraca do que a porcelana de pasta dura e não requer altas temperaturas de queima nem os ingredientes minerais especiais necessários. O material teve origem nas tentativas de muitos ceramistas europeus de replicar a porcelana chinesa. Ambas recebem bem a pintura de talentosos artistas da área.

Uma representante dessa incrível arte é  MILA CONSANI.

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  • MILA, vc trabalhou e trabalha muito em suas porcelanas o universo feminino. De onde veio essa inspiração?

      Quando eu estava quase aposentando, eu pensei no que poderia fazer, queria pintar mas não em telas. resolvi pintar em porcelana pois sempre fui apaixonada por porcelanas, mas não queria fazer aquela pintura acadêmica, queria pintar com meus traços definindo meu estilo. Fui ver os bordados e riscos de minha mãe e avó. Essa porcelana intitulada “Mulher ao Vento” foi um risco antigo de mamãe. E um dos primeiros pratos que pintei foi de um retrato antigo de minha avó.

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  • Outra inspiração que vejo em suas obras, são os casarios e praças de Passa Quatro, nos fala um pouco sobre esse trabalho.

Essa inspiração vem de minha infância, eu tomava água nessa fontezinha, então comecei a trabalhar nesse  segmento de memória afetiva.Os casarios que devido a forte imigração de italianos em Passa Quatro trazendo toda a influência na arquitetura eclética.

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100 anos depois ainda estamos em uma Semana de Arte Moderna

arte mEfson Lima

 

efson limaApós 100 anos da Semana de Arte Moderna o que temos é um Brasil que procura sua identidade. As inquietações permanecem e o país está “pluridiversificado”, tem-se uma plêiade de vontades e pouco foi feito até aqui. Uma coisa é certa: de lá para cá jamais fomos os mesmos. As coisas não ficaram no lugar. Deixamos de ser um país rural e adentramos na urbanização.

 

 

As cidades foram amontoando gente. Para abastecer toda essa gente, a agricultura foi maximizada e continuou a encher os bolsos de alguns. Nas cidades, os postos do setor de serviços são ocupados por aqueles que, supostamente, são os mais habilitados. A indústria se tornou pujante, cada vez mais tecnológica e empregando menos pessoas. Os nossos cabelos nos centros urbanos são depósitos para as fuligens, que se dispersam nas nossas carapinhas e se impregnam em nossa pele. Os rios se tornaram nossos esgotos, pois, conferem maior fluidez para as nossas sujeiras.
 

 

O Brasil de ontem é o mesmo de hoje quando o assunto são as castas e quem pode mais na república federativa. O QI ( Quem Indica) continua a desafiar os princípios republicanos e condena a nação no trópico. Cem anos depois uma elite continua a fazer a festa. Todos podem fazer arte, mas nem todos são valorizados. Apenas os bem “indicados” alcançam um patamar de visibilidade, esses são apresentados na TV e aparecem nos jornais impressos. As revistas fazem o arremate final com bastante tinta e brilho. Os quadros, leiam-se as telas, agora são usados para disfarçarem as propinas.

 

 
O Brasil continua sendo o país dos corpos. As pessoas malham e se exibem nas ruas e avenidas, que são vitrines. Sem falar nas redes sociais que potencializam e são senhas para as curtidas. Não vou me fazer de santo: eu adoro! Não sou pudico.

 

 
As músicas incentivam os tapas nas mulheres e as ofendem. Colocam-nas no porão da história. As bichas publicamente são esquartejadas. Os corpos negros caem nas ruas das cidades. Somos todos fiscalizados e monitorados no maior controle da História. Apologias a crimes contra a humanidade, constantemente, são defendidas por alguns em nome da liberdade de ofender minorias e tragédias humanas.
Sentimos saudade dos rebeldes com causa de 1922. Eles descortinaram nossa realidade e impuseram uma caminhada menos romântica. Seria trágico se pegássemos aquele caminho da pura idealização. O Brasil de hoje é plural e continuará a ser. Tem enormes desafios, cuja minha geração “já” fracassou. Precisamos recorrer à próxima geração para amenizar as angústias.

 

 
No contexto atual, as mulheres se rebelam, porém as regras estão bem delimitadas. Mas haverá de ser superadas. Os negros buscam quebrar as correntes, entretanto, há quem acha beleza em artesanato, com réplicas de pessoas escravizadas, para comercialização em aeroporto. Cem anos depois, ainda estamos em uma plena Semana de Arte Moderna, que precisa ressignificar nossa caminhada, quebrar o parnasianismo da elite e desmascarar uma gente que se finge de inocente.

 

 

—-

Efson Lima  é Doutor e mestre em Direito/UFBA. Professor universitário. Aprendiz de escritor. Advogado. Membro da Academia Grapiúna de Letras.

Todas as formas de arte…

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FONTES:

https://spiegato.com/pt/o-que-e-arte-urbana

 

https://blog.tabacariadamata.com.br/arte-urbana-no-brasil/

 

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O realismo mágico na arte de Vera Ritter

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Daniel Thame

 

Natural de Pérola do Oeste e residindo em Cascavel, no Paraná, aos 16 anos, Vera Ritter despertou a paixão pela pintura a óleo mas só depois de muitos anos teve a oportunidade de recomeçar na arte e realizar o sonho de cursar a faculdade  de Bacharelado em Artes Visuais.

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A arte de Vera Ritter é focada na pintura figurativa com realismo lembrando a época do Renascimento. O ano de 2019 foi de divulgação e reconhecimento de seu trabalho, recebendo a medalha de melhor obra do Salão na Galeria de Artes Lícia Simoneti em Limeira/SP, com o quadro Ayrton Senna e em Ribeirão Preto/SP, a participação na Mostra Brincadeira de Criança com a obra “Florisvaldo, o gato”, a impulsionou para expor em Niterói e participar do livro Minha Infância.

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ARTE E CONEXÃO COM O PÚBLICO

 

Além de exposições coletivas em várias cidades brasileiras, Vera teve a divulgação de sua arte na revista regional Dife Brasil e em 2020 foi convidada a mostrar seu trabalho na CATV, canal local no programa Viva Bem com Vanice Fiorentin.

 

Vera Ritter

Vera Ritter

“Depois de alguns anos buscando um estilo que preenchesse meu coração comecei as coleções de arte sacra e já tive várias visões de imagens para representar na tela, mas que ainda estão no esboço e na memória. Divido minha arte com a técnica do óleo e o grafite, realizando encomendas para repassar a fotografia no grafite”, diz a artista. :: LEIA MAIS »

Sarau Vidas na Mira mostra arte e diversidade

sarau v miraO Sarau Vidas na Mira nasceu com intuito de promover encontros de artistas pretos, LGBTQIA+, indígenas, ciganos; das mais variadas vertentes artísticas do Brasil e do mundo, além da proposta de apresentar, dar visibilidade à arte destas pessoas talentosas que vivem excluídas, sofrendo preconceitos, mortas às margens da sociedade.
Realizado nos dias  18, 19 e 20 de novembro, das 19 às 21h pelo Zoom Meeting, com transmissão no YouTube e no Facebook, o Sarau  contará com bate-papos sobre alguns temas urgentes e necessários do Brasil, oficina de escrita criativa, músicas, poesias e muito mais.

 

O evento foi Idealizado por Roger Ferreira, organizado por Igor Luiz, Sheila Shew e Roger Ferreira, com apoio de Valdeck Almeida e sua editora: Galinha Pulando; além da editora Traficando Literatura, do Clube de Lu, do Sarau Resistiremos, do Coletivo Ser de Arte, do Coletivo Rede ao Redor, e do Coletivo FLISBA.
Em sua vida pregressa, o Sarau Vidas na Mira já conseguiu reunir, simultaneamente, artistas de Portugal, Angola, Cabo Verde, Moçambique e de diversas regiões das terras

tupiniquins; promovendo assim uma interação e troca cultural de grande valia e riqueza artística. É por esse e outros fatores que a próxima edição promete ser recheada de diversidade e lugar de fala, canto e grito de força, vida e vibração daqueles que atravessaram e continuam
perpassando as mazelas da sociedade segregada.

Apresentações do Sarau Vidas na Mira
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Projeto Impactados pela Arte

As expressões e manifestações do ser humano em relação à vida, ao universo, às suas próprias emoções e experiências é o que chamamos de arte. Seja ela pintura, desenho, escultura, poesia, dança, fotografia ou música. A arte está presente em tudo ao nosso redor, no cotidiano, arquitetura, moda, decoração, estilo de vida. Ser feliz é uma verdadeira obra de arte, em meio a inquietude do simples fato de viver.

Esse projeto tem como foco principal, expressar a importância da arte e dos “fazedores de arte”, que tem o poder de impactar vidas, ambiente e a si próprio através do seu trabalho.

Foram 66 participantes que cumpriram seu papel com maestria. Selecionei alguns representantes do projeto, para mostrar suas obras, porém tem muito mais. Para conhecer cada participante, suas obras, e trajetória artística, visite nosso site e conheça essa linda exposição IMPACTADOS PELA ARTE, completa no site: https://www.exposicoesllima.com/

 

“LA CARRETERA” 

CLEITON YESHUA

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“A imigração latina americana enfatiza a história de povos

em busca de uma vida melhor em outra nação. LA CARRETERA

conceitua um sonho depois da estrada. É olhar para estrada com

esperança de um futuro melhor. As marcas da história estão descritas

na obra, nas cores, na expressão da arte, na complexidade de vidas

rompendo fronteiras. La Carretera foi ganhar o mundo afora!

“PÔR DO SOL”

ANGELA RAMALHO CUSTODIO

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O criar e fazer a arte expressa muito sobre o artista, que por sua vez está inserido no coletivo, logo, influencia e é influenciado. Por ter essa capacidade de acessar conhecimentos e sentimentos profundos, a arte exerce um grande poder de impacto na sociedade.

A arte promove um diálogo com quem a observa, cria situações que podem se tornar desafiantes para o apreciador impactando seus conceitos e maneiras de pensar sobre diferentes áreas de sua vida.

“REALIDADE DE DOIS MUNDOS”

JANICE CUMERLATTOart 3

“Na arte consigo expressar tudo que sinto lá do fundo da minha alma. O impacto da arte em minha vida traz todo sentido.

fico na frente da minha tela em branco e coloco todo o meu sentimento. Esqueço os problemas, deixo tudo lá fora e mergulho

na minha criação. Minha arte causa impacto num ambiente neutro, pois gosto de usar cores fortes e muita expressividade.

A arte é assim…causa impacto no artista, nos admiradores e no ambiente.”

 

“FRIDA KAHLO”

VERA RITTER

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“Somos impactados pela arte de Frida Kahlo que retratou suas dores físicas e emocionais.

Transformada num ícone popular com sua imagem estampada em vários produtos com suas

cores alegres. Nessa obra retrato a paixão dela por si mesma com seus auto retratos. Uma arte

que continuará impactando novas gerações.

“EM SINTONIA”

PATRICIA SKURA

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“Impactada pela arte é como me sinto, envolvida, contagiada. Determinada a transmitir esse sentimento de paz

e alegria. E esse universo de cores o qual me cerca, eu quero contaminar o mundo.”

“FACE NUA COMO A LUA”

NICE FORTE

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 “SE A SOCIEDADE É FEITA DE PESSOAS, LOGO, ELA É FEITA DE ARTE”.

Gostaram da palhinha? Se gostou tem muito mais, outras  obras, relatos e artistas todos de grande talento acessando o site:

https://www.exposicoesllima.com/

Qual obra você mais gostou? Faça seu comentário!

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Estudo de Nivaldo Gonçalves

nivaldoOscar D’Ambrosio

oscar 2O que o artista visual Nivaldo Gonçalves, que desenvolve, além de uma produção autoral, um trabalho de pesquisa fotográfica sobre pichações e grafites urbanos na capital e cidades do interior paulista, e a suíça radicada no Brasil Mira Schendel (1919 – 1988), considerada um dos principais expoentes da arte contemporânea brasileira, têm em comum?

Nivaldo, foi apresentado pelo curador Sérgio Pizoli, durante uma reunião de um grupo de estudos, à sua colega de ofício, que vem ganhando nome cada vez maior no exterior, principalmente pela maneira como lida com os silêncios e relações entre a imagem e palavra, utilizando traços, letras, frases e signos nas suas composições, como na Série Toquinhos.

Além disso, ela construiu, ao longo da carreira, imagens plenas de indagações filosófico-religiosas que discutiam, de maneira mais ou menos explícita, de acordo com a situação, questões relacionadas a experiência corpórea e espiritual, além de reflexões motivadas por textos de Carl Jung, pai da psicologia analítica.

Um dos maiores interesses de Mira era o processo de individuação, a busca e o encontro do “self”, arquétipo amplamente estudado e entendido por Jung como o processo pelo qual uma pessoa torna-se inteira, indivisível e distinta de outras. Que a arte leve Nivaldo a encontrar cada vez mais Mira e a caminhar nessa direção…



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