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Deus: “Ninguém está acima da lei. Nem eu.”

A0 PÉ DA GOIABEIRA lopes

O jurista Lenio Streck (professor da Universidade Vale do Rio dos Sinos), mesmo não integrando a equipe deste modesto Barão, produziu o texto abaixo (propósito da censura à participação das Editoras Boitempo e Contracorrente em Feira de Livros organizada pela Universidade Mackenzie, tradicional  centro reacionário paulistano). Trata-se de um diálogo entre Deus e Jesus Cristo, que reproduzimos aqui, em respeito à qualidade e atualidade do comentário, um excerto em que Pai e Filho se encontram e o Todo-Poderoso sabe das iniquidades na Terra e mostra que já está “por aqui” com essa gente malvada:

“Vendo que cristãos fuzilam, ofendem e odeiam em Seu nome (um dos prováveis matadores de Mariele tinha no WhatsApp o lema Deus acima de todos; os meninos assassinos de Lorena disseram que iam ao Seu encontro; o assassino da Nova Zelândia, idem; políticos O usam para provocar discursos de ódio; um senador, que tem o lema Deus acima de todos, diz que as professoras, se estivessem armadas, poderiam evitar os assassinatos, a deputada Joyce Não-Sei-das-Quantas diz que os professores não sabem ensinar…e o resto cada leitor preenche), Deus resolveu passar a régua. Irritado, deu um berro e disse: F….-se!

Mas Ele, que já havia expulsado Adão e Eva sem lhes dar o devido processo legal e ter uma participação dúbia no episódio que aumentou a taxa de homicídios em 100% (quando Caim matou Abel), sabia que tinha de usar critérios, não podia ser discricionário.

Mas como? E Jesus, com fala pausada, mostrou-Lhe um livro de Amoz Oz e disse: Pai, eis um livro de um conterrâneo meu. Ganhou o Nobel. Ele lembra de uma conversa que o Senhor teve com Abraão. Lembra disso, Pai?”. “Sim, lembro; afinal, Deus não esquece (risos). E Deus relembrou: Abraão, gente boa ele, discutiu comigo o destino de Sodoma. Quantos justos lá haveria? Cinquenta? Vinte? Dez? Quando se percebe que não havia nem mesmo cinco justos em Sodoma, Abraão, em vez de pedir perdão, com os olhos voltados aos céus, perguntou-me: Não agirá com justiça o Juiz de toda a Terra?. Atrevido esse Abraão, não meu filho?” Jesus respondeu: É, Pai. Mas ele era o cara, pois não?

Sim, disse Ele. Abraão, em outras palavras, me disse: o Senhor é realmente o juiz de toda a Terra, mas não está acima da lei. O Senhor é realmente o legislador, mas não está acima da lei. Você é o senhor de todo o universo, mas não está acima da lei”.

“Veja, meu filho, eu não joguei nenhum raio fulminando Abraão como castigo por insolência ou ofensa aos céus. Por que não fulminei? Simples: porque ninguém está acima da lei. Nem eu.”

Jesus disse: Bingo, Papai!

Deus 1

E Deus continuou: Vou fazer um novo dilúvio, uma versão 1.0, mais light, com critérios bem definidos. Pouparei, preliminarmente, todos os ateus. Meu fundamento, segundo o artigo 93, IX, da Constituição brasileira (gosto muito dela, meu filho) é: em regra, não se encontra ateus que odeiem, que matem, que praguejem ou façam qualquer barbárie em Meu nome, invocando-me e quejandos!

“E os cristãos, Pai?”, perguntou Jesus. Poxa, tanta gente se esforçando…

Deus diz: Para os que me invocam a todo momento, e que dizem “se Deus quiser” ou “Deus me livre” ou “em nome de Deus, mato” ou “em nome de Deus, afasto de ti este demônio” ou “em nome de Deus, me pague 10% de seu sal-diário”, Deus acima de…, etc., farei seguinte”.:
Deus 2

Pegou uma xícara de café fumegante feito com grãos brasileiros de exportação (porque o resto dos grãos são consumidos nos bares e restaurantes), deu um longo suspiro e disse: Examinaremos, Eu, Você, Pedro e alguns estagiários, o WhatsApp e o Twitter e o Face (essa praga que o diabo jogou na terra) de cada um. Alguma coisa dali que seja ódio ou idiotice (sim, os idiotas e néscios não serão perdoados; também não serão poupados os que dizem que a terra é plana, que Newton estava errado, que a terra só tem 6 mil anos e que Kelsen era um positivista exegético), e, bingo, dilúvio neles!.

E Ele continua: Os que escaparem desse teste e aqueles que não têm WhatsApp (deve ser 0,0001% de pessoas), darei o benefício da dúvida e os excluirei do neodilúvio. E, é claro, se alguém que tenha postado no WhatsApp e alega que foi brincadeira, terá direito a efeito suspensivo no recurso e não irá direto para o inferno. Talquei?

Ele faz outra pausa para mais um gole da infusão de rubiácea e completa: Desde que não tenha postado nada dizendo ser contra a presunção de inocência e/ou dito frases como garantias constitucionais incentivam a impunidade, Ferrajoli é marxista, que a editora Boitempo é nome de frigorífico etc – bem, a lista é grande). Nesses casos, os réus não se ajudam…

E conclui: Portanto, serei criterioso. Não agirei sobre violenta emoção”, e parpadeó (piscou) para Jesus e Pedro, fazendo o gesto de quem faz aspas em uma palavra…

Ah: Deus foi à biblioteca e pegou um livro da Boitempo (O homem que amava os cachorros) e um da Contracorrente (Revolta e Melancolia). Pegou um vinho Petrus safra 1961 e uns acepipes – e se pôs a ler.

E começou a chover…”

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(As diatribes do Barão e sua equipe são publicadas às terça e sextas, quer chova, quer faça sol)

 

 

Punição para a maldade: Jânio caiu; o biquíni, não

A0 PÉ DA GOIABEIRA lopes

bddepd@gmail.com

 

imagem1Jânio caiuApós postar o tal Golden Shower, que aumentou o ridículo do Brasil no mundo inteiro, o Capitão reformado ganhou a primeira página dos grandes jornais que apoiaram sua campanha, em nome de uma reforma da Previdência que institucionaliza a miséria dos brasileiros mais pobres. O temor da grande mídia, a mesma que 3ndossou os golpes contra Jango (1964) e Dilma (2016) e elegeu Collor em 1989, é de que o cruel projeto da Previdência não seja aprovado, pois o twiter não deixa o presidente governar. Vamos às manchetes:

O Globo – “Não falta trabalho para Jair Bolsonaro”

A Folha – “Governe, presidente”

O Estadão – Quebrando louças

As duas maiores revistas semanais deram capa ao tuiteiro: a Veja destaca a alegada falta de decoro (outra vez o vídeo obsceno do Golden Shower), o que também é feito pela ISTOÉ, que destaca a mais recente série de sandices produzidas pelo Capitão reformado.

Além das chamadas de primeira página, o Estadão e O Globo pegaram pesado: o primeiro tratou o presidente como “incompetente, indecoroso, ignorante e autoritário”; já O Globo preferiu apresentar a fatura do apoio à reforma da Previdência: “Em vez de disparar tuítes para animar militantes, Bolsonaro precisa descer de vez do palanque, arregaçar as mangas e trabalhar com afinco para executar o que prometeu na campanha”, publicou o veículo da família Marinho.

Não sei quanto à leitora assaz otimista, mas, quanto a mim, digo que nunca vi com meus olhos um presidente receber esse tratamento nem no boteco da esquina. Será que, depois disso, aquelas pessoas que batiam suas panelas de teflon contra Dilma, em Curitiba/PR e nos Jardins/SP, encontram motivos de para voltar às ruas?

Tem mais: no domingo, dia 10, a GloboNews, pela voz de Diogo Mainardes, mandou um recado inquietante: “Se não aprovar a Previdência, ele cai e o vice, general Hamilton Mourão, assume a Presidência da República”, anunciou o namoradinho da classe média conservadora.

E não acabou: um dos mais importantes jornais do mundo, The New York Times (comunista, é claro!) insinuou em editorial que o chefe do Planalto poderá ter vida curta no cargo e o comparou ao ex-presidente Jânio Quadros: “Bolsonaro deveria prestar atenção às lições da história – os políticos brasileiros que atacam o Carnaval raramente triunfam”. TNYT lembra que, em 1961, o presidente Jânio Quadros “tentou regular o comportamento” no Carnaval, com o slogan “‘Jânio é a certeza de um Brasil moralizado'”, e deu tudo errado: “Quadros se demitiu depois de oito meses”, anota o veículo nova-iorquino. Jânio tentou, dentre outras pantomimas bolsonaristas (avant la lettre) proibir que as mulheres usassem biquíni.

Este Barão, testemunha ocular da história, acrescenta, com o olho rútilo de indisfarçável prazer, que Jânio caiu, mas o biquíni continua aí, apesar de, graças a Deus, cada vez menor.

Made in USP

imagem2 Apocalipse

O trocadilho, evidente, poderia ser meu, mas não é.  A honestidade manda dizer que ele é da lavra do professor Mário Sérgio Cortella, de percepção mais aguda do que a minha. Diz o filósofo da USP que o comportamento do clã Bolsonaro (grosseria, desumanidade, falta de solidariedade, crueldade, corrupção etc.) – que faz a turma se parecer com Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse (Fome, Peste, Guerra e Morte) – se espalha rapidamente e multiplica repetidores, os chamados “robôs bolsonaristas”. Daí a frase do pensador: “Gente lesa gera gente lesa”. Modestamente, confesso que eu não diria mais apropriadamente.

(Bddepd)

(As diatribes do Barão e sua equipe são publicadas às terça e sextas, quer chova, quer faça sol)

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PERFIL DO BARÃO

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Marighella, Tiradentes e a apropriação indébita

A0 PÉ DA GOIABEIRA lopes

bddepd@gmail.com Barão de Pau d´Alho

Escultura de bronze, de Décio Vilares, pertencente ao Museu Mariano Procópio, de Juiz de Fora

Escultura de bronze, de Décio Vilares, pertencente ao Museu Mariano Procópio, de Juiz de Fora

Dentre os ditos heróis brasileiros, o que mais me fascina é o mineiro Tiradentes . Não o Tiradentes de quem a elite se apropriou, depois de repaginá-lo como  Jesus Cristo (Na foto, escultura de bronze, de Décio Vilares, pertencente ao Museu Mariano Procópio, de Juiz de Fora), mas  o Tiradentes libertário, compromissado com sua gente e sua Pátria, o grande mártir sacrificado pela sanha vingativa do colonizador. Joaquim José era um revolucionário, com visão de futuro, não um reformador transitório e oportunista. Creio que, dentre as contradições que lhe criaram, a mais notória tenha sido fazê-lo patrono da PM,: Ele era o anti-Sistema, pregou contra o Sistema e pelo Sistema foi destruído, de maneira vil e cruel, enquanto polícias são o braço armado do agente opressor, e a este dão sustentação. Portanto, “vender” Tiradentes como patrono da defesa das elites é agredir a figura heroica desse grande brasileiro.

É Oiliam José (da Academia Mineira de Letras), no seu ótimo Tiradentes (Editora Itatiaia), quem nos alerta: “As palavras têm, em certa fase de sua existência,  força de expressão ampliada, ocasião em que se carregam de sugestão avassaladora e são capazes de conduzir multidões – e até de abalar instituições, destruir civilizações, sepultar culturas que parecem tocadas pelo condão da perenidade.”

O revolucionário de Vila Rica foi conhecido também como O República e O Liberdade – apelidos que parecem óbvios, considerando-se que tais palavras carregavam, no século XVIII, a tal “sugestão avassaladora”, na feliz denominação do acadêmico Oiliam José.

Estes nossos dias, quando os agentes da gestão federal se comportam, se não em estado de babárie total,  ao menos no mais completo desprezo ao intelectualismo, uma palavra surge na mídia com  força avassaladora: Marighella, título do filme de Wagner Moura.

A partir do furor provocado no Festival de Cinema de Berlim, Wagner Moura, trazendo à  baila o nome de Carlos  Marighella, dá importante contribuição ao movimento de resistência ao retrocesso que se tenta impor ao Brasil – o que muitos chamam de fascismo, ainda que haja dúvidas sobre se o Capitão reformado, absolutamente subletrado, sabe o significa fascismo.

Moura, em sua primeira experiência como diretor de cinema, resgata um símbolo que estava fazendo falta ao Brasil, num momento em que a resistência precisa de inspiração. E, pelo ódio que o filme despertou nas hostes da extrema-direita, os robôs bolsonarianos destilam ódio nas redes sociais contra Marighella, Wagner Moura e quem mais não apoie assassinos como Brilhante Ustra e Sérgio Fleury, heróis dessa gente malvada.  Essa pregação do ódio, paradoxalmente, nos dá uma certeza:  tão cedo, o revolucionário baiano não será vítima  da apropriação indébita ocorrida com Joaquim José. Marighella e Tiradentes são patrimônio do preto, pardo e pobre povo brasileiro, não dos poderosos brancos, ricos e privilegiados.

(Bddepd)

PERFIL DO BARÃO

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A0 PÉ DA GOIABEIRA lopes

Renunciar à solidariedade é perder a essência

Ao acordar no hospital (HRCC, Ilhéus), me vi envolvido em carinho, sobretudo de mulheres maravilhosas, umas em modelo  presencial, outras por sinais à distância. Tanto me paparicaram – Andrea, Bruna,  as escritoras Ceres Marylise, Evelina Hoisel e Margarida Fahel, Cinthia, a  crítica literária Gerana Damulakis, Ivone Lins, Rosana, Marta Almeida (colega que mora no Canadá), Martha Maria, Nádia (dona da Pousada onde moro, e que me levou ao hospital),  Sandra (a enfermeira que fez meu primeiro atendimento), Yohanna e Mariana (amiguinhas de dez  e nove anos), Laura Ganem, Marilu (Maria Luíza Pinheiro)– que, no primeiro instante, imaginei ter morrido e, por justiça divina e modéstia, encontrar-me no Paraíso, devidamente cercado de anjos. Digo aos infelizes mortais que a coisa foi de tal monta que às vezes me pego querendo ter outro troço, só pra desfrutar de tais mordomias.

Imagem solidariedadeQue a ala masculina não me tome por ingrato – é  que, por (má) educação de berço nobre, tenho alguma dificuldade para externar sentimentos sobre homens, se é que vocês me entendem. Sou do tempo em que meninas vestiam rosa, meninos vestiam azul e não comiam suflê, não choravam nem usavam remédio em formato de supositório.

Saibam, porém, que a solidariedade (por naturais avarias na memória, não cito todos) de Aleilton  Fonseca, Cau, Carlos Farias, Carlinhos Magno, Carlos Sodré, Davidson Portela, Geraldo Borges, Geraldo Simões, Giovanni Venner, Gute Sá, Humberto Cavalcante, Gustavo Cunha (também em nome da Academia de Letras de Ilhéus), o capitão     PM Hugo Veloso, José Neme, Kleber Torres, Laurindo Lopes Neto, Marcelo Ganem, Marival Guedes, Paulo Gustavo Cavalcante Lins, Pedro Afonso Lins, Quirino Araújo, Raimundo Garcia, Raimundo Tedesco, Ramiro Aquino, Robson Nascimento, Rogério Silva, Ronaldo Oliveira, Ruy Tatu, Tyrone Perrucho e Walmir Rosário  muito me emocionou.

Tudo isso, que já não é pouco, foi somado ao esforço da equipe do HRCC (enfermagem, cardiologia e neurologia), dando como resultado estar eu aqui, lépido, fagueiro e disposto a resistir às iniquidades federais já perpetradas ou ainda em gestação.

Assim, se vai para as damas o que me resta de lirismo, deixo aos cavalheiros o que penso ser uma reflexão adequada a estes tempos sombrios em  que nos encontramos:  lembro Saramago e lhes digo que só a solidariedade nos identifica como gente. Sem ela, restará a esse tipo chamado ser humano, já de si patético, apenas a indiferença e a ruindade. Se nos tiram a solidariedade com o sofrimento dos semelhantes, passamos a ser tão gente quanto um armário de cozinha, um cesto de roupa suja ou um caçuá de cacau mole.

Obrigado a todas (e todos!).

 

Poesia é preciso

 

“Vale, Vale, o teu vale é de lucros;
o do povo é de lágrimas.

 Pe. Fábio de Melo

 

(BddePD)

A0 PÉ DA GOIABEIRA lopes

Todos mostram seu perfil, também vou mostrar o meu. Chamo-me Marcos Aparício Lins Machado de Guimarães Rosa, e, logo se percebe, não sou propriamente uma pessoa, mas uma homenagem: cada um desses nomes tem um significado para mim, mas não vou tirar de ninguém – se não o prazer, ao menos o exercício de identificá-los.

Atendo também por Visconde de Pau d´Alho (e isto tem a ver com o cheiro de minha terra – aí uma pista para pesquisadores ociosos). Sou um jornalista modesto, se é que isto existe, pois escolhi esse título honorífico de menor impacto, quando bem me poderia autoproclamar Marquês da Cocada Preta, Conde de Macuco ou Duque Sei-Lá-do-Quê.  A propósito, os títulos de nobreza (tiremos daí os reis e príncipes, gente de outra classe) são, em ordem decrescente de importância, duque, marquês, conde, visconde e barão, caso não me engana e a história – e ao dizer isto já denuncio este como um espaço dedicado à informação…

Apesar do velho adágio “nobreza obriga”, não sou muito de frequentar as ditas rodas sociais, muitas vezes parecidas com rodas da malandragem: vivo um tanto isolado do lufa-lufa da cidade, envolvido com meus livros, um tabuleiro de xadrez e uns discos de jazz e MPB. Quando acometido da fadiga do tédio, ou se quero sofrer um pouco, ligo a tevê, assisto a um noticiário, registro um monte de agressões à língua portuguesa, me canso e retorno à  rotina. Novela, não vejo nunca, pois meu masoquismo ainda não chegou a tais extremos. Nada de telefone nem zap-zap, não sei bem o que é rede social, para  mim rede é aquela coisa que os pobres do Nordeste usam em substituição à cama, e que os ricos têm nas casas de praia.

Procuramos fazer aqui, semanalmente, uma coluna, erguida com  as coisas que nos derem na telha, deixando a eventuais leitores espaço para os devidos xingamentos, pois vivemos, formalmente, em regime democrático. Diga-se ainda que, por se tratar de um espaço politico-ecológico, escolhi para musa da coluna aquela moça chegada a encontros religiosos em altos de goiabeiras – e de cujo nome, graças a Deus, já esqueci.

                                                                                              (BdePD)

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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