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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

agosto 2022
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:: ‘Anna Lívia Ribeiro’

Conhecer, Pertencer e Agir

anna livia (4)Anna Lívia Ribeiro

 

anna livia (5)Conhecer é o primeiro passo para entender, para reconhecer o valor de alguma coisa. Mas, não adianta apenas conhecimento, é preciso também despertar o sentimento de pertencimento. É uma necessidade humana estar ligado a alguma coisa, ter uma referência. Entretanto, o que torna alguma coisa uma referência?

 

Para responder a essa pergunta eu penso na memória, preservada por meio das tradições, do patrimônio material e imaterial. Ela é uma referência ímpar. Nela podemos encontrar a potência para vislumbrar o futuro a partir do passado. A memória é emocional, é afetiva. Ela mexe com sentimentos, com sensações. Como diz meu amigo José Nazal “A gente só ama o que conhece.”

 

Uma das coisas que nos faz sentir parte de um espaço geográfico, de um território, é o vínculo que temos com o passado. Nossa história é parte constitutiva da nossa identidade local. A História pode mostrar que é possível construir o futuro, não um futuro que imite o passado, mas que possa nele encontrar repostas ou estímulos para novos projetos.

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O conhecimento por parte das comunidades e dos indivíduos do seu patrimônio, da história e da cultura dos locais onde vivem é significativo para o processo de preservação dos bens culturais e também para fortalecer os sentimentos de identidade, que os façam se sentirem sujeitos ativos da história.

 

Conhecer e ocupar os lugares da cidade gera pertencimento uma vez que o conceito de lugar está relacionado à nossa identidade, com o qual criamos vínculos e demonstramos o quanto esse lugar é importante para nós. Conhecer, estudar o lugar onde nascemos e vivemos significa compreender as relações que ali acontecem, o lugar como espaço vivido e construído ao longo do dia a dia pelos indivíduos e por seus interesses.

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Estudar a história da nossa cidade contribui para a manutenção da memória do lugar, significa resgatar e preservar a tradição daqueles que ajudaram na sua construção. É uma oportunidade, única, de compreender a nossa própria identidade.

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Chegadas e Partidas

analivia

Anna Lívia Ribeiro

Se tem uma coisa que eu sempre detestei foi a despedida. Nunca gostei de assistir a um adeus, pior ainda quando eu preciso me despedir.

Você deve estar pensando: quem gosta de despedidas? Acho que ninguém, de fato. Só que algumas pessoas lidam melhor com isso do que outras. Eu estou na lista das que não sabem lidar muito bem.

Despedidas são sempre dolorosas, ainda que necessárias para o seguimento da vida. Alguns ciclos nascem e terminam para que possamos começar tudo outra vez. A despedida do que já cumpriu seu papel faz parte da transformação essencial nas nossas vidas. É assim que seremos melhores do que fomos ontem.

Quando nos despedimos de alguns amores, até parece que vamos morrer aos poucos. O coração fica pequenino, apertado, angustiado. É ou, não é?

A vida é cheia de ciclos. Inícios e fins. Chegadas e partidas. Tudo um dia finda, mesmo sem querer findar. O tempo vai correndo e nos escapando da mão, o mundo, sendo mutável, vai tomando outras formas, seguindo outro rumo, mudando de prumo – as pessoas, consequentemente, também.

É assim quando a pessoa amada, os filhos, os amigos tomam outro caminho, navegando por mares que não conheciam, morando em países que nunca imaginaram, casando, sonhando, partindo. Parece que nunca mais conseguiremos sorrir, nos divertir ou chorar em outro ombro.

Tem gente que vai, tem gente que fica e que faz planos contigo. Tem gente que tem planos e esses ficam pelo meio do caminho porque a vida tomou outro rumo, e aí vem a despedida. Partir e ficar, dizer adeus ou até logo passa a ser rotineiro. Você se torna mais afetivo, mais amoroso e mais emotivo. São tantas despedidas, mas cada uma acontece como se fosse a primeira.

Chegadas e partidas nos fazem mais fortes quando assumimos nossa responsabilidade pelo caminho que traçamos. A vida é doce, ainda que pareça amarga vez ou outra. Quando aproveitamos a doçura do destino para lambuzar tudo sem medo de sujar a roupa, aprendemos que no momento presente é onde tudo acontece.

As chegadas e partidas na minha vida me ensinaram também sobre a importância de encontrar um propósito. São as mudanças, os recomeços, o adeus e o bem-vindo de volta, as idas e vindas que escrevem a nossa história.

Quero apenas desejar boa sorte nessa caminhada, resiliência nas partidas e muita, mas muita gratidão pelas chegadas.

“E assim chegar e partir

São só dois lados da mesma viagem

O trem que chega é o mesmo trem da partida

A hora do encontro é também despedida…“

(Milton Nascimento – Fernando Brant)

 

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Ilhéus, nossa Ilha!

ana tur (5)Anna  Lívia Ribeiro

 

Ilhéus do Ivan do caldo de cana, mais conhecido como “Caxeiro”.

Ilhéus da Dona Maria, que comercializa seus produtos na Rua Tiradentes, e do seu Ailton, que comercializa os seus no Jardim Savóia;

Ilhéus do Paulo, com seu maravilhoso acarajé, no Outeiro de São Sebastião.

Ilhéus do Rossembergue, o Nosso Tip Top.

Ilhéus de tantos e de todos.

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Ilhéus da Anna Lívia:

Aqui renasci e voltei ao teu encontro para minha caminhada prosseguir.

Infância feliz nas ruas da Linha, do Café, do Ceará, Avenida Soares Lopes a brincar de esconde-esconde, garrafão, carrinho rolimã, cair no poço, bicicleta, patins, guerra de mamonas e amêndoas. Ouvir música na minha vitrola vermelha (presente de Papai Noel), lendo tudo que eu encontrasse sobre a vida de Charles Chaplin.

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Fim de tarde, a diversão estava garantida no imaginário safari dos leãozinhos na companhia dos meus irmãos e da criançada que enchia a praça.

A praia da Avenida Soares Lopes era meu quintal: tomar sol, nadar, jogar frescobol, namorar sem preocupação.

Diante dos teus olhos cresci e os meus passos tu fostes acompanhando.

Nesse pedaço de chão me fiz Mulher!

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Pedaço de chão que tem música nos ventos embalados pela sinfonia das maritacas ao entardecer.

Tem morro, tem trilha, tem ilhas, tem cabruca.

Lugar para orar, contemplar a natureza, subir ladeira e avistar o mar!

O lugar onde vivo tem nome de santo, história e tradição. Tem muita gente bacana dentro dele com suas histórias para contar. Mas, tem gente desmantelada que nem tem o que lembrar.

Assim é o lugar onde vivo! Onde deixarei que raízes encontrem solo fértil…

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Quando eu partir, vou continuar existindo na imensidão do seu mar azul.

É um Pedaço de Chão lindo, pode acreditar!

E se duvidar venha nos visitar!

 

Parabéns Ilhéus por seus 488 anos de Capitania e 141 anos de elevação à cidade!

 

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Uma aventura no Pantanal

Anna Livia Ribeiro em Bonito, no Pantanal Matogrossense

A magia do ecoturismo em Bonito

ana livia (5)Anna Lívia Ribeiro

 

Um dos principais destinos de ecoturismo do Brasil é Bonito, no Mato Grosso do Sul. O nome foi adquirido porque antigamente havia na região uma fazenda chamada Rincão Bonito. Para além disso, não faltam motivos para que a cidade faça jus a esse nome. É um lugar incrível para contemplar rios cristalinos, a vida aquática, observar aves e outros animais silvestres, visitar cavernas, fazer rapel, ciclismo, mergulho com cilindro…

As possibilidades são inúmeras e é exatamente isso que impressiona em Bonito, seu potencial de sempre oferecer atividades novas, atividades de natureza e poder apreciá-la das mais diversas formas.

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Desembarquei nessa pequena joia brasileira para explorar um pouco das belezas sul-mato-grossenses através do Inspira Ecoturismo, realizado pelo SEBRAE/MS, com o objetivo de proporcionar aos participantes compartilhamento de conhecimentos, oportunidades de negócio, networking, visitas técnicas aos atrativos, tudo isso a fim de inspirar e fomentar o empreendedorismo e a inovação relacionados com as atividades turísticas nos destinos com vocação para o turismo sustentável.

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Bonito é uma referência internacional em Ecoturismo e eu não poderia ficar de fora dessa. Ao longo dos dias fui percebendo que Bonito tem um jeito diferente de fazer turismo. Todos os passeios têm número limitado de visitantes (não há interesse em turismo de massa) e, para quem não gosta de destinos em que as pessoas ficam oferecendo atividades nas ruas o tempo todo, lá é excelente porque isso não acontece.

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Logo que a região foi despertando para a vocação turística, algumas ações foram desenvolvidas. Uma delas foi a implantação nas agências de turismo da cidade do chamado voucher único, um sistema compartilhado pelas agências e propriedades privadas que oferecem os passeios (boa parte dos passeios são feitos em propriedades privadas, que são como grandes fazendas, geralmente com uma sede onde os visitantes são recepcionados).

Nenhum passeio em Bonito pode ser realizado sem o voucher (devem ser agendados com antecedência de maneira online ou na própria cidade), já que não é possível chegar ao local onde é realizada a atividade e lá decidir visitá-la. Nele está especificado o horário do passeio, o número de vagas e o guia de turismo. Além disso, é um documento fiscal municipal. Sistematizado, tem controle online e, uma vez emitido, todos os atores do turismo (guias, atrativos, transporte, agências…) ficam cientes e se tornam responsáveis pelo controle de satisfação do visitante. O voucher só pode ser emitido por uma agência de turismo local e credenciada.

Como os passeios que realizei foram todos junto à natureza, a proposta de limitação do número de visitantes é interessante, pois gerou em mim uma experiência sensorial mais assertiva com o lugar e me fez entender acerca da capacidade de carga de cada um deles.

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Bastante organizado, o turismo incentiva a preservação, conservação e regeneração da região valorizando todos os atores envolvidos nela.

Foram dez dias incríveis traduzidos em conhecimento, emoção, prazer, inspiração e satisfação. Lugares que me emocionaram sobremaneira, como o Buraco do Macaco, uma gruta formada pela erosão do Córrego da Boca da Onça com entrada, a nado, através de um túnel, e uma viagem ao centro da Terra no Abismo Anhumas experienciando um mergulho com cilindro.

Bonito é o encontro com a natureza plena, aliado a experiências únicas, não só por ter as águas mais transparentes em seus rios, cachoeiras e grutas, mas por me colocar frente a frente com a magia da vida.

 

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Anna Lívia Ribeiro é ilheuense, Mãe, Avó, Pedagoga, Especialista em Educação Infantil, Mestre em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente, Graduanda em Gestão em Turismo, Agente de Viagens.

 

Viagem Solo

ana livia (3)Anna Lívia Ribeiro

Viajar sozinha nunca foi uma pretensão. Na verdade, comecei a fazê-lo por conta das contingências da vida. Confesso que no início foi difícil não ter alguém próximo para conversar, dar boas risadas, brindar uma taça de vinho ou ajudar a solucionar um perrengue. Mas, com o tempo, fui me descobrindo uma excelente companhia.

A ideia de viajar sozinha, para quem nunca passou pela experiência, pode parecer um pouco intimidadora a princípio. Muitas mulheres, ainda que tenham a vontade, deixam de viajar por receio do que possa acontecer devido ao fato de estarem sozinhas. A insegurança, o medo, a ansiedade e os questionamentos são alguns dos obstáculos que costumam aparecer. No entanto, fazer uma viagem solo não é uma “missão impossível”.

ana livia (2)Bom, o primeiro passo é sentir vontade. Mas, antes de você sair por aí atravessando o mundo sozinha, faça o seguinte: seja uma viajante na sua própria cidade. Caminhe, vá para algum ponto turístico da sua cidade e sinta-se uma verdadeira turista, tire fotos, converse com as pessoas, peça a outras pessoas para te ajudarem com as fotografias. Depois, vá a um restaurante e desfrute da sua própria companhia. Chegando em casa, avalie a experiência: como eu me senti? Achei agradável? Como foi solicitar auxílio de outras pessoas?

 

Caso as respostas não tenho sido satisfatórias, faça outros programas sozinha para ir ganhando confiança. Vá ao cinema ou quem sabe um fim de semana em uma cidade próxima à sua como uma maneira de começar a viajar sozinha.

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É de praxe tomar todos os cuidados no dia a dia – não andar com celular na mão, bolsa aberta, não caminhar por lugares muito escuros e isolados… Em uma viagem solo não é diferente. Cuidado nunca é demais e mesmo eu, que viajo um bocadinho sozinha, não perco o foco no quesito segurança. Por exemplo, tenho pessoas próximas que seguem as minhas postagens (@viadestinoviagens) durante a viagem e estão avisadas que devem ir em busca de ajuda se eu parar de publicar; sempre escolho alguém que recebe todos os meus dados antes do embarque (passagens aéreas, hospedagens, roteiro da viagem); quando vou fazer algum passeio que considero mais aventureiro, deixo alguém ciente para alguma necessidade de me localizar em caso de emergência; pesquiso sobre o destino e a cultura local. Esses são alguns detalhes que ajudam a ter mais confiança e evitar problemas.

 

Então, ouso dizer que, havendo disposição e vontade, não há grandes motivos para se ter receio de enfrentar uma jornada sozinha por esse mundão (viajar sozinha não é um viajar solitário). O que me incomoda é ser abordada por homens poucos respeitosos.

 

ana livia (4)Mas vai, se joga. A sua própria companhia vale a pena. Por que esperar por outras pessoas para realizar seus próprios desejos? Acredite, você não estará sozinha! Muitas mulheres, assim como eu, estão trilhando novos rumos em viagem solo.

 

Viajar sozinha é um grande aprendizado e um desafio muito libertador. É praticar a autonomia de ser mulher e descobrir que você pode ser mais confiante do que imagina. Poderá fazer tudo o que tem vontade, na hora que quiser, demorar o quanto for necessário, estender a viagem; se tornará mais independente; fará amizades e poderá, de quebra, encontrar um grande amor!

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Ilhéus com seus cantos, seus encantos e sua gente!

lagoe encantada (4)Anna Lívia Ribeiro

 

 

Ilhéus é o plural de ilhéu. O mesmo que ilhas, ilhotas. São incontáveis as belezas naturais da Nossa Ilha.

Uma delas é a Lagoa Encantada, que está situada ao Norte de Ilhéus. Antes chamada de Lagoa Grande, Lagoa de Itaípe ou Taípe, Lagoa de Ilhéus, guarda as lendas mais interessantes que fazem parte do folclore Ilheense devido à presença de ilhas flutuantes que parecem se transformar em seres místicos.

lagoe encantada (1)

É um importante atrativo turístico da região e desperta grande fascínio nos seus visitantes em razão de sua beleza natural, preservação ambiental e rico imaginário histórico-cultural, que são recontados pelos moradores antigos quando relatam as lendas que circundam a lagoa, tornando-a encantada. Esse imaginário cultural é um elemento motivador na inserção do turismo cultural propiciando a valorização da cultura local e sua afirmação identitária.

O nome Encantada surgiu devido aos encantos testemunhados pelos moradores. Eram vistas dentro da lagoa grandes embarcações, enormes navios que apareciam iluminados. Boi que berrava, galo que cantava, a Biatatá que aparecia com seus fechos de luz, as ilhas que se movimentavam de acordo com o vento e fechavam boa parte dela, o nevoeiro que baixava quando os pescadores estavam dentro e se perdiam, a sereia da pedra que ficava cantando e atraía os pescadores ao seu encontro. Por tudo isso, ela se chama Encantada.

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Para além das lendas, dos causos, do imaginário popular, a Lagoa Encantada foi decretada, em 1993, como uma Área de Proteção Ambiental (APA) e declarada, em 2001, como Reserva da Biosfera da Mata Atlântica pela UNESCO. São inúmeros os atributos naturais formados em um conjunto harmônico com a beleza e exuberância da Mata Atlântica, das cachoeiras, nascentes e cavernas, da área litorânea que abrange a APA, onde são encontradas restingas e manguezais.

É nesse cenário que podemos aproveitar a conexão com a natureza para sensibilizar as pessoas, conduzindo os visitantes a se integrarem mais profundamente com o meio ambiente e com a comunidade local, o que gera experiências mais verdadeiras, harmoniosas e enriquecedoras para o nativo e para o turista ao se fortalecer e valorizar a cultura local e todo o seu bioma.

lagoe encantada (2)

Somos parte da natureza e ela tem grande poder de nos transformar. O ar puro, o vento leve e o som dos pássaros, por exemplo, são ótimos antídotos para a alma. A natureza está em nós, por isso você já deve ter escutado por aí que nós somos a natureza. Se você observar a fundo, verá o quanto nós humanos dependemos da natureza (e vice-versa) para que exista a vida.

Sentir a força da terra, ver a beleza de um nascer ou um pôr-do-sol, e até o simples fato de poder observar um horizonte e não ficar sempre entre quatro paredes, são coisas aparentemente tão simples que subestimamos a importância delas para a nossa saúde física, mental e espiritual.

Sempre que puder estar em contato com a natureza, viajar para lugares cheios de vida natural, faça isso!

 

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Anna Lívia Ribeiro é ilheuense, Mãe, Avó, Pedagoga, Especialista em Educação Infantil, Mestre em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente, Graduanda em Gestão em Turismo, Agente de Viagens @viadestinoviagens

 

 

Serra do Teimoso, preservando a biodiversidade no Sul da Bahia

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Dentre os muitos segmentos do turismo, está o ecoturismo, que ganha cada vez mais adeptos pelo Brasil. Esse segmento está voltado para as atividades educacionais, de lazer, esportivas, de contemplação no meio natural. Utiliza de forma sustentável o patrimônio natural sensibilizando as pessoas para a consciência ecológica através da interpretação e integração com o ambiente gerando benefícios tanto para o visitante quanto para a comunidade ou local visitado.ana l (5)

Também chamado de turismo ecológico, o ecoturismo começou a chamar atenção do setor turístico brasileiro por volta da década de 80 e, principalmente, na década de 90 com a maior visibilidade dada às questões ambientais.

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Diferente do chamado “turismo de massa” o ecoturismo traz correlacionadas as questões ambientais, sociais, culturais, étnicas e econômicas pressupondo o uso sustentável do atrativo, desenvolvendo atividades que promovam a reflexão e a integração homem e ambiente em uma interrelação vivencial com o ecossistema, com os costumes e a história local. Pressupõe um turismo ecologicamente suportável em longo prazo, economicamente viável, assim como ética e socialmente equitativo para as comunidades locais.

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Território Litoral Sul da Bahia abriga a Cordilheira do Lapão

ana livia (2)Anna Lívia Ribeiro

A Costa do Cacau é uma zona turística na Bahia. Dos romances de Jorge Amado aos surfistas de Ilhéus e Itacaré, é um destino em que História e Natureza se misturam e que parte dessa História Nacional é contada em meio a presença da lavoura cacaueira, rios margeados por fazendas de cacau, da Cabruca, da Mata Atlântica, quilômetros de praias belíssimas, a maior biodiversidade do mundo.  A arquitetura dos casarios coloniais dos séculos XVIII e XIX, das ruas calçadas de pedras, igrejas e casarões antigos, remonta ao período em que a produção cacaueira era a atividade primordial da economia brasileira.

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Reduto de belezas naturais, na Costa do Cacau, desvendamos cachoeiras com águas límpidas, trilhas que conduzem a santuários ecológicos, lagos e grutas. Entre essas grutas, destaco a Reserva Particular da Gruta do Lapão que se situa a 4 quilômetros de Santa Luzia – que possui o relevo semelhante à Chapada Diamantina – no Território Litoral Sul da Bahia onde abriga a maior caverna dessa região, a qual é considerada um sítio espeleológico.

Ao chegarmos na Reserva, somos recepcionados por Max do Carmo, turismólogo com Especialização em Ecoturismo e empreendedor responsável pela criação do produto turístico Eco Fazenda Gruta do Lapão. Até chegarmos à entrada da gruta, percorremos uma trilha desfrutando a presença de remanescentes de Mata Atlântica junto ao cultivo de cacau e seringa. Se já são inúmeros os benefícios de se fazer uma trilha, imagine você fazer uma trilha dentro de uma gruta, viajar ao centro da Terra! Uma viagem subterrânea em meio às belezas naturais é aventura garantida, é uma experiência misteriosa que ativa a memória, aguça os sentidos e estimula a criatividade.

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Ao adentramos a gruta, somos convidados a percebê-la através dos nossos sentidos. Ver, ouvir, tocar, sentir cheiros diferentes que determinam as diferentes reações do nosso organismo – como um dos integrantes do grupo que, ao sentir o cheiro das fezes dos morcegos, associou ao cheiro do café. Somos convidados a nos desafiar em mais de uma hora de caminhada na sua área prospectável em meio aos salões, galerias que foram formadas pela água da chuva que escorre dentro da rocha, descendo e subindo as pedras da gruta só com iluminação artificial do capacete, apreciando as variadas esculturas, resultado de milhares de anos de gotejamento de água com calcita, sempre a uma temperatura por volta dos 19 graus.

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Há quem diga que trilhar por grutas é uma experiência de outro mundo, relatou um dos integrantes do grupo: “O ambiente tem uma particularidade própria. Nunca sabemos o que vamos encontrar depois de um salão ou galeria. Por ser um ambiente mais isolado, os sons e a ausência de luz proporcionam uma experiência completamente nova e exclusiva.”

Após a travessia, com seus desafios e interpretações, somos recompensados: do topo da gruta contemplamos uma das vistas mais lindas da região, com uma paisagem surpreendente!

Fazer a trilha da Gruta do Lapão é um mix de sensações. É literalmente viver uma Experiência Sensorial. É uma aventura. Desafie-se! Venha viver esta emoção com a ViaDestino!

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Anna Lívia Ribeiro é ilheuense, Mãe, Avó, Pedagoga, Especialista em Educação Infantil, Mestre em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente, Graduanda em Gestão em Turismo, Agente de Viagens na empresa Viadestino @viadestinoviagens

 

 

 

 

 

Mulheres Empreendedoras

Sara, Sandra e Gabriela, da Casa Amarela

Sara, Sandra e Gabriela, da Casa Amarela

Anna Livia Ribeiro

 

ana l (2)Empreendedorismo feminino envolve as iniciativas empreendedoras realizadas por mulheres que já são um público real e atuante no mercado brasileiro. Elas crescem a cada dia mais e nas mais variadas áreas, trazendo para a economia um novo vigor e oportunidades. Vale ressaltar, que muitas vezes temos uma imagem deturpada sobre quem empreende. Geralmente, pensamos logo em grandes empresárias.

Contudo, profissionais individuais, pequenas produtoras locais e startups com mulheres na liderança também compõem uma importante parcela do empreendedorismo. Todas são muito importantes para a economia e para a sociedade como um todo. Com a inserção das mulheres nos negócios, as perspectivas se tornam mais diversas, inclusivas e inovadoras.

Por meio do compartilhamento das suas histórias, as mulheres, podem e devem influenciar, inspirar as novas gerações e ajudar outras mulheres a superar os desafios e obstáculos que se apresentem.

“Empreender é verbo com gosto de desafio. Pra mim faz todo sentido realizar algo com entusiasmo e propósito. Isso pra mim é atitude empreendedora: sentir-me motivada a realizar algo que fará diferença para alguém ou para uma coletividade.” (Ana Melo é Diretora do Colégio Vitória, Ilhéus)

As mulheres empreendedoras estão derrubando cada vez mais barreiras e conquistando o seu espaço.

Ana Melo, diretora do Colégio Vitória

Ana Melo, diretora do Colégio Vitória

“Durante 28 anos fui funcionária pública e as vias do destino me levaram a formalizar a agência de viagens ViaDestino. Empreender, ser dona do meu próprio negócio, tem ajudado a aprimorar a minha inciativa, autonomia, autoconfiança, otimismo, necessidade de realização, perseverança, comprometimento. Traduzir pensamentos em palavras e ações.” (Anna Lívia é Gestora da ViaDestino, Ilhéus).

Na teoria podemos definir o empreendedorismo feminino como o ato de mulheres líderes abrirem e gerirem os seus próprios negócios. No entanto, na prática, essa ação vai muito além e representa a quebra de diversos paradigmas e barreiras sociais, culturais e estruturais.

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Ilhéus: Potência Turística

ana l (2)Anna Livia Ribeiro

Uma palestra que gerou uma matéria em uma revista que gerou um bate-papo na TV Cacau que gerou uma coluna neste blog.

ana l (1)O fotógrafo ilheuense, memorialista, autor do livro Minha Ilhéus, José Nazal Soub, amplia a discussão da condição de Ilhéus enquanto cidade turística. Não tem formação nem capacitação técnica na área, mas valida sua fala na experiência, sobretudo no olhar atento do registro cotidiano e o conhecimento que tem sobre a cidade.

É fácil transitar pelas ruas de Ilhéus ou até mesmo em conversas amenas e ouvir as pessoas dizendo que Ilhéus tem potencial. A sensação é de que esse discurso saiu do comum e se normalizou. Ilhéus é Potência ou tem Potencial Turístico? A partir desse questionamento iniciamos nossa conversa.

foto de Guerrinha extraída do Facebook Memória Visual de Ilhéus

foto de Guerrinha extraída do Facebook Memória Visual de Ilhéus

Para Nazal, Ilhéus é potência turística e falar de turismo na cidade sem homenagear e citar Rubens Souza Guerra, mais conhecido como Guerrinha, é uma injustiça ímpar. Segundo ele foi a primeira pessoa que tentou levar de forma profissional Ilhéus para quem aqui vinha visitar. Jorge Amado é outra pessoa que está ligada diretamente ao turismo na cidade, pois foi através da obra Jorge amadiana que Ilhéus ficou conhecida mundialmente.

Nazal enfatiza que Ilhéus tem todas as qualidades e elementos que confirmam a sua condição de Potência Turística: Beleza Natural (Rio do Engenho, Lagoa Encantada, Parque Marinho, Parque da Boa Esperança, entre outros); tem História, Patrimônio Cultural Material e Imaterial – dos costumes, das tradições (Carnavais Antigos, Festas de São João, Bumba Meu Boi, Terno de Reis, Festa do Divino em Olivença – que se perderam – e a Puxada do Mastro que se descaracterizou ao longo do tempo; 100 km de costa e 70km de praia; já foi epicentro de novelas; as Fazendas de Cacau; Estrada do Chocolate; turismo de pesca, náutico (que necessitam ser calendarizados); turismo de eventos para além dos que já acontecem na cidade a exemplo do Festival do Chocolate, Festa Literária, Festival Gastronômico Mico Leão – que geram emprego direto e indireto, mas precisa atrair eventos externos melhorando os equipamentos existentes: Centro de Convenções, Concha Acústica, entre outros.

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Ilhéus: potência ou potencial?

É fácil transitar pelas ruas de Ilhéus ou até mesmo em conversas amenas e ouvir as pessoas dizendo que Ilhéus tem potencial. A sensação que temos é que esse discurso saiu do comum e se normalizou. Ilhéus é Potência ou tem Potencial turístico?

A partir desse questionamento Anna Livia Ribeiro realizou um bate-papo com José Nazal, fotógrafo e memorialista ilheuense.

Confira:



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